segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Otamendi: seleccionador atento «aos próximos 4/5 jogos» no F.C. Porto


Nicolás Otamendi foi chamado por Diego Maradona ao Mundial-2010. Participou em três jogos - Grécia, México e Alemanha - e deixou de ser opção. Pelo menos circunstancialmente. O sucessor de El Pibe no comando da alvi-celeste não chamou o defesa do F.C. Porto para os últimos compromissos, mas já o informou que conta com ele a breve trecho.

«O seleccionador Sergio Batista ligou-me há poucos dias e disse-me que vai estar atento aos próximos 4/5 jogos do Nico», explica Martin Sendoa, amigo e representante do atleta, ao Maisfutebol. «O senhor Batista conhece-o perfeitamente, mas sabe que ele está a viver uma nova realidade e quer que ele estabilize na equipa principal do F.C. Porto.»

Otamendi tem 10 internacionalizações e tem como objectivo estar na próxima edição da Copa América. «Em 2011 é a Argentina o país-anfitrião e o Nico não quer perder essa oportunidade. Ele é um jogador de selecção e, apesar do último jogo no Mundial ter sido muito mau, não tenho dúvidas que será convocado dentro de pouco tempo.»

O próximo jogo da selecção argentina é contra o Japão e está agendado para o dia 8 de Outubro.

Há dias assim, perfeitos. Lou Reed eternizou-os no magistral Perfect day, uma jura à devoção eterna, ao amor sem barreiras. A música inspira, atravessa gerações e materializa-se no dia-a-dia de alguns afortunados. Este sábado, Nicolás Otamendi foi tocado pela perfeição.

Pela manhã, o argentino recebeu na cidade do Porto a filha e a mulher, que já não via há longas semanas. À noite jogou pela primeira vez de dragão ao peito e marcou um golo ao Olhanense. Há dias assim, perfeitos.

«Mal chegou a casa ligou a web cam e esteve a contar-nos tudo. Aqui em casa foi uma confusão. O Nico estava muito, muito feliz», conta Silvia Otamendi, mãe do atleta, ao Maisfutebol. Amor de mãe, amor sem barreiras. «Ele está a adorar o Porto. Mandou-nos centenas de fotos da cidade, passeia muito e diz que as pessoas do clube são fantásticas.»

Martin Sendoa, «amigo de sempre e representante» de Otamendi, festejou duplamente o golo do defesa. «Ganhei uma aposta. Fui visitá-lo a Portugal e na despedida disse-lhe que ia marcar na estreia. Ele lembrou-se disso e ligou-me no fim do jogo. Não parava de se rir e dizia que preferia ter marcado de cabeça», diz ao nosso jornal.

Casa nova para a mãe e voz de comando para Villas-Boas

Ao trocar o Velez Sarsfield pelo F.C. Porto, a Argentina por Portugal, Nico Otamendi fez uma promessa à mãe. «Jurou-me que o primeiro salário seria para começarmos com as obras de uma nova casa. E assim foi», confidencia Silvia.

«O Nico está a viver um sonho e a permitir que a família também o viva. É um rapaz sério e educado fora do campo, mas quando entra no relvado transfigura-se por completo. Até o André Villas-Boas ficou espantado com ele», acrescenta Martin Sendoa, antes de contar um episódio curioso, passado no Centro de Treinos do Olival.

«Nos dois primeiros treinos o Nico não abriu a boca. Foi só treino físico, sem bola. Ao terceiro dia houve futebol e ele ficou completamente diferente. Já dava ordens, falava com todos, mesmo com aqueles de que não sabia o nome. No final o Villas-Boas disse-lhe que o queria ver assim nos jogos, a comandar.»

Nicolás Otamendi foi capitão de equipa no Velez Sarsfield, dos infantis aos seniores. E já disse a Martin que também quer envergar a braçadeira no F.C. Porto. «Não tenho dúvidas que isso vai suceder. Tem carácter, raça e muita humildade. Ele está encantado com o clube e o clube vai ficar encantado com ele.»

Água e só água, mesmo numa festa de aniversário

Os 22 anos de Otamendi até podiam convidar ao desassossego, à incursão ao lado mais boémio da vida. Mas não, nada disso. Segundo nos conta Martin Sendoa, o internacional argentino é obcecado com a sua boa forma física, não sai à noite e não toca em álcool. Nem mesmo em momentos de celebração.

«Fomos ao aniversário da esposa do Mariano Gonzalez, todos beberam um pouco de champanhe, mas o Nico não. Água, água, água. Começaram a brincar com ele, mas nem assim. Puxou-me ao lado e disse: Martin, estou no Porto para triunfar e vou triunfar. Este é o melhor retrato que posso fazer dele.»

In "maisfutebol.iol.pt"

F. C. Porto com margem máxima

O F. C. Porto continua imparável. À sexta jornada, é a primeira vez que o líder da Liga goza de uma vantagem tão grande em relação ao segundo classificado. São sete pontos de distância. Caso único desde 1995/96, quando os triunfos passaram a valer três pontos.

A contabilidade do F. C. Porto é simples: seis jogos, outras tantas vitórias e a liderança folgada no campeonato. São sete pontos de vantagem sobre a Académica, o Braga e o Vitória de Guimarães, os mais directos perseguidores. O triunfo sobre o Olhanense (2-0) projectou o dragão para horizontes ainda mais destacados e surgiu como uma boa janela de oportunidade face ao deslize dos vimaranenses em Coimbra, onde perderam a segunda posição isolada. Como consequência, o fosso aumentou de quatro para sete pontos.

Desde que as vitórias valem três pontos, a partir da época 1995/96, o F. C. Porto de Jesualdo Ferreira gozava do estatuto de ser o líder mais folgado à sexta jornada. Em 2007/98 também só somava vitórias e tinha cinco pontos de vantagem em relação ao Marítimo, na altura o segundo classificado. Mas André Villas-Boas já bateu a margem máxima do agora treinador do Málaga e continua na peugada de outros recordes pessoais em arranques da Liga.

Perto de igualar Jesualdo

Na visita ao terreno do Vitória de Guimarães (de hoje a uma semana, 21.15 horas, TVI), ou seja, já na próxima jornada, o jovem treinador portista pode igualar Jesualdo Ferreira e somar a sétima vitória seguida no início da Liga. O registo remonta precisamente à época 2007/08, quando a marcha do professor só foi interrompida, em casa, diante do Belenenses (1-1). Mas André Villas-Boas já disse que não está obcecado em bater recordes. Nesse aspecto, há que ressalvar os 13 triunfos seguidos de Miguel Siska (1939/40), que se traduzem no melhor arranque de sempre da história do F. C. Porto. Será possível batê-lo?

Adversários jogam fora

A verdade é que na próxima jornada, o F. C. Porto tem um jogo difícil e pode aumentar (ou não) o fosso pontual em relação aos concorrentes. Joga no terreno do Vitória de Guimarães, um dos segundos classificados, e tem a possibilidade de deixar um rival directo ainda mais afastado. Os outros dois adversários nestas contas actuam fora de portas. O Braga desloca-se ao reduto do Benfica, um jogo difícil até pela animosidade acesa entre as duas equipas, enquanto a Académica defronta o União de Leira, uma espécie de dérbi da zona centro e que transporta alguma rivalidade entre os dois emblemas.

Benfica a nove pontos

Por razões históricas, o Benfica é o grande rival do F. C. Porto e a classificação é bastante clara: à sexta jornada, os encarnados têm menos nove pontos em relação aos dragões. Desde 1995/96, quando as vitórias passaram a valer três pontos, esta não é a maior diferença entre ambos nos seis primeiros jogos. Em 1997/98, os azuis e brancos tinham 16 pontos, enquanto as águias apenas amealharam seis. Portanto, havia uma diferença de dez entre os dois.

O F. C. Porto está bem lançado, mas como lembrou André Villas-Boas, depois do jogo com o Olhanense, o Braga ganhou sete desafios a abrir o campeonato, na época passada, e não foi campeão. Mas os dragões têm outro traquejo e gozam de uma maior vantagem pontual...

in "jn.pt"

António Jesus faleceu quando chegava a casa

António Jesus, treinador do Espinho, faleceu, ontem, domingo, logo após o jogo com o Boavista.

Quando chegava a casa, por volta das 20 horas, caiu na rua fulminado por um ataque cardíaco.

Uma equipa médica tentou reanimá-lo, mas quando chegou ao hospital de Espinho já se encontrava sem vida.

O antigo guarda-redes do Varzim, Guimarães, Leixões e Chaves tinha 55 anos e contava com sete internacionalizações. Como treinador orientou o Chaves, o Paços de Ferreira, o Covilhã e o Tondela. O funeral deve realizar-se amanhã

PS - presto desta forma a minha homenagem ao eterno guarda redes do chaves.

Villas Boas não surpreende Vítor Baía

Vítor Baía não está surpreendido com a forma como André Villas Boas tem guiado o FC Porto a um excelente arranque de época, com nove vitórias nos nove primeiros jogos oficiais da temporada.

O antigo dirigente dos "azuis-e-brancos", à margem de uma visita no âmbito da sua Fundação ao Agrupamento Vertical das Escolas de Baguim, mostrou-se "contente" pelas qualidades evidenciadas pelo jovem técnico, que em muito ajudam os "dragões".

"Estou contente. O FC Porto está a ganhar e não me surpreende o trabalho do Villas-Boas, é um trabalho normal naquela casa. E espero é que o FC Porto continue a ganhar. Não desejo o mal dos outros, para depois poder aparecer como salvador da pátria. O meu desejo é que o FC Porto continue neste caminho, a ganhar", afirmou.

De resto, Baía explicou o porquê do abandono do cargo de Director de Relações Externas portista: " cargo estava vazio de conteúdos e não havia espaço para mim no futebol. E porque gosto muito do clube, decidi sair. Não saí com mágoa".

in "rr.pt"

Hulk já igualou número de golos da última Liga!

.
Vertiginoso e cintilante: Hulk destaca-se claramente neste ditatorial FC Porto, e à sexta jornada da Liga Zon Sagres, já igualou o número de golos conseguido ao longo de toda a temporada passada (5).

Não é preciso usar muito a imaginação nem a estatística global: o futebol é um desporto colectivo, mas o arranque delirante de um individualista como Hulk explica desde já uma boa parte do tremendo sucesso que o FC Porto está a ter, somando 10 vitórias em igual número de jogos!

Na prática, e com apenas seis rondas decorridas da Liga, Hulk já igualou o máximo de golos que obteve a época passada nesta competição. Traduzido à letra, precisou de apenas um terço dos jogos e dos minutos para igualar a marca da temporada passada, como se sabe, enfraquecida nos números pela longa paragem a que foi sujeito devido ao «caos» do túnel da Luz.

Mas esse sopro quente que embala o Dragão de Villas Boas quer dizer muito, quer dizer quase tudo: Hulk está, realmente, na melhor fase de sempre desde que chegou a Portugal, e o alongamento desta primeira análise parcial a todas as competições sublinha com ainda maior vigor a força dos números. Hulk, afinal, está a somente dois golos de igualar o seu máximo de uma temporada lusa.
 
in "abola.pt"

domingo, 26 de setembro de 2010

FC Porto - Olhanense (Videos)

Andre Villas-Boas



Varela



Helton



O jogo (resumo)

Quem pára o dragão invicto?


O FC Porto soma e segue. Conseguiu a sexta vitória consecutiva no campeonato, a décima em jogos oficiais esta temporada e a vigésima contando com a recta final da época anterior. Números impressionantes. O Olhanense chegou ao Dragão com a defesa menos batida do campeonato e saiu de lá com o dobro dos golos encaixados até então. Sofreu também a primeira derrota e deixou o título de equipa invicta para o FC Porto e o Paços de Ferreira. Apesar das vitórias do Braga, na véspera, e do Benfica, também ontem, a equipa de André Villas-Boas conseguiu aumentar a vantagem em relação aos mais directos perseguidores (derrota do Guimarães e, claro, do Olhanense).

A vitória de ontem foi a menos expressiva dos jogos realizados esta época no Dragão. Não devido ao menor fluxo atacante dos portistas, mas sim à maneira de jogar do Olhanense. A equipa de Daúto Faquirá começou com dois trincos e muitas cautelas defensivas, descurando mesmo as saídas para o ataque. A condução do jogo foi sempre do FC Porto, da mesma forma que as primeiras investidas bateram sempre na muralha algarvia. Belluschi foi o primeiro a pensar numa solução. Remates de longe, pois claro. A segunda solução passou por trocas de bola constantes à entrada da área, tabelas e desmarcações. Um clássico de Villas-Boas.

Se Faquirá não inovou nada, apresentando a equipa esperada e à espera do adversário, o FC Porto surgiu com uma alteração: Otamendi no lugar de Maicon. Apesar de uma boa parte dos adeptos desejarem há muito tempo ver Otamendi em acção, a decisão de André Villas-Boas de tirar Maicon da equipa não foi fácil de explicar. Mas, qual premonição, aos 23' o central argentino tratou de dar razão ao treinador. Marcou o primeiro golo do jogo no primeiro remate à baliza que fez e na primeira subida à área contrária, surgindo no sítio certo depois de um remate de Hulk e de uma defesa incompleta de Moretto. Por falar em Moretto, os adeptos portistas continuam a tê-lo em boa conta, a avaliar pelos assobios que lhe dedicaram. Por falar em Hulk, antes do primeiro golo, que teve uma grande contribuição dele, um minuto antes tinha deliciado as bancadas com um "slalom" impressionante que acabou com uma defesa de Moretto para canto.

Ao contrário do esperado, o golo portista não mudou a forma de jogar do Olhanense. O FC Porto também não mudou. Com mais posse de bola, continuou a atacar por onde podia, tentando descobrir brechas na defesa e com João Moutinho em plano de destaque no meio-campo. E, claro, Hulk. Depois de um remate fortíssimo ligeiramente ao lado, em cima do intervalo o brasileiro aproveitou uma falha de Maurício, cavalgou para a área e fuzilou Moretto.

E, agora, o Olhanense mudou a forma de jogar? Mudou, mas mais devido à permissão do FC Porto na segunda parte. Apesar de ter mais posse de bola do que em relação à primeira parte, a equipa algarvia só conseguiu aproximar-se com perigo de Helton por duas vezes. A entrada de Lulinha favoreceu as trocas de bola. Mas aos poucos o FC Porto foi retomando o controlo do jogo e, com a entrada de Rúben Micael e a saída de Hulk, também mudou o desenho táctico, agora em 4x4x2. E o terceiro golo podia ter chegado se Fernando soubesse desviar para a baliza um cruzamento de Álvaro Pereira. Incrível a falha. Assim, o Olhanense saiu do jogo como a equipa que sofreu menos golos do FC Porto esta época, no Dragão.

in "ojogo.pt"
 

Declarações

Otamendi

"Pronto para lutar pela titularidade"

Primeiro jogo, primeiro golo. Otamendi dificilmente podia ter desejado uma estreia mais positiva com a camisola do FC Porto. "Marcar no meu primeiro jogo é algo de muito bom. Desfrutei do momento com os meus companheiros, de quem tenho recebido grande apoio desde que cheguei", começou por garantir o central argentino, antes de se alongar nos comentários sobre o primeiro jogo em Portugal. "O golo foi muito importante. Cheguei já com a época em andamento, e o grupo tem estado muito bem e mentalizado em ganhar todos os jogos. Não importa quem joga; o que importa são as vitórias." Otamendi revelou ainda que vai "dormir bem", "contente e tranquilo" depois do que fez ontem, mas garantiu também que vai lutar por um lugar na equipa titular, apesar de concorrência de Rolando e Maicon. "Estou num grande clube, e a minha adaptação vai-se fazendo com calma. Sinto-me pronto para lutar pela titularidade, apesar de os meus companheiros terem correspondido até aqui. Desta vez fui eu que joguei e acho que fiz uma boa exibição", concluiu.

Varela

"Estamos confiantes"

O FC Porto alcançou a sexta vitória na Liga, e não há muitos segredos para Varela: "A equipa está tranquila e confiante para continuar a ganhar. O ambiente é excelente, mas trabalhamos diariamente para isso," A derrota do Guimarães em Coimbra (3-1) afastou mais o adversário da próxima jornada do campeonato, mas nem isso foi suficiente para alterar o discurso do extremo azul e branco. "Perderam e afastaram-se mais de nós, mas sinceramente estamos mais preocupados com o nosso trabalho e concentrados em continuar a vencer", frisou. A seguir, ainda comentou os recentes elogios de Paulo Bento, presente ontem no jogo: "Foram palavras bonitas, mas antes da Selecção, e enquanto estiver aqui, só tenho de me preocupar com o meu trabalho e com o que faço aqui no FC Porto."

Helton

"Objectivo é chegar à frente no final"

Ainda não travou, o FC Porto, neste campeonato. A derrota do Guimarães em Coimbra permitiu que o fosso para o segundo lugar se alargasse, mas, para Helton, a questão é mais profunda: "O nosso objectivo é chegar à frente no final. Temos trabalhado bem e temos sabido aproveitar o nosso bom momento." O facto de o FC Porto ter conseguido a sexta vitória em outras tantas jornadas da I Liga acaba por ser relativizado, até porque, para o capitão azul e branco, jogos do campeonato não vão faltar. "Vamos procurar manter os pés bem assentes no chão", advertiu para evitar qualquer deslumbramento.

Aliás, o bom momento de que Helton falou acaba por ter uma explicação lógica, que o guarda-redes não deixou sem resposta. "Falam da confiança do FC Porto, mas a confiança constrói-se com trabalho, e é o que temos feito." A seguir vem o CSKA de Sófia, um jogo de outra competição que acabou por ficar para outras conversas, até porque hoje é dia de folga para o plantel às ordens de Villas-Boas.

in "ojogo.pt"

FC PORTO UM A UM

A FIGURA

HULK 8

Meteu a quinta e ofereceu a décima

Desequilibrou outra vez a balança, partindo a loiça em vários momentos com lances de génio. Para não variar, o FC Porto só sabe vencer com este "Incrível" em campo. E se ele está bem, como ontem, então tudo fica mais fácil. Foram precisos apenas 4' para perceber que estava ali para entreter o povo. Começou o recital com um golo anulado por fora-de-jogo, após grande jogada de combinação com Falcao; seguiu com duas penetrações que Moretto travou; até que rematou cruzado para o guarda-redes defender para a frente e Otamendi abrir o marcador. Perto do intervalo quase marcou do meio da rua e no lance seguinte resolveu mesmo a partida num contra-ataque - que começou com um roubo de bola -, em que meteu a quinta e fuzilou Moretto.


Helton 6

Mais uma noite tranquila entre os postes e sem sofrer golos. Aliás, quase não foi obrigado a intervir: controlou alguns cruzamentos, corrigiu posicionamentos e só sujou as luvas aos 92' a remate de Lulinha.

Fucile 6

Andou quase sempre muito subido no terreno, mas não descurou o aspecto defensivo. Efectuou um corte providencial na cara de Jorge Gonçalves quando este se preparava para bater Helton. Não permitiu que o Olhanense criasse perigo pelo seu lado.

Rolando 6

Não estranhou a mudança de companheiro no eixo, assumindo o comando das operações numa noite em que se concentração bastou para travar os poucos ataques do Olhanense. Esteve bem no jogo aéreo.

Otamendi 6

Um golo na estreia, o segundo em toda a carreira, surgindo ao segundo poste para encostar. Pedir mais era difícil. A nível defensivo, mostrou bom posicionamento mas alguma falta de entrosamento, normal nesta altura, levou-o a falhar alguns passes. A luta com Maicon promete.

Álvaro Pereira 6

Se na Choupana deu sinais de algum cansaço, ontem deu razão a Villas-Boas que continua sem abdicar do uruguaio. Boa exibição, dando muita profundidade ao jogo, com cruzamentos perigosos. Num deles ofereceu um golo que Fernando desperdiçou. Teve pouco que fazer na defesa, ainda que os poucos lances do Olhanense tenham nascido do seu lado.

Fernando 7

Um poço de energia e cada vez mais importante no desenho de Villas-Boas. Voltou a aparecer em zonas de remate - falhou um golo incrível de cabeça nos minutos finais - mas foi visto muitas vezes como terceiro defesa, permitindo que os dois laterais subissem ao mesmo tempo. No passe andou entre o excelente e o mau.

Belluschi 5

Voltou a cheirar o golo em algumas ocasiões, mas esteve abaixo do que já rendeu esta época. Alguns bons passes e pouco mais.

João Moutinho 8

Outra enorme exibição do pequeno João. Mais solto, conduziu o jogo ofensivo, recuperou bolas, lutou e teve lances individuais de génio. E quase marcou aos 80' num remate à entrada da área. Bem merecia ter sido feliz.

Varela 6

Foi o primeiro a testar os nervos de Moretto num bom cabeceamento. E só lhe faltou mesmo o golo. Esteve muito bem a criar desequilíbrios em lances individuais. Acabou o jogo como segundo avançado, mostrando-se à vontade na posição.

Falcao 5

Ainda não foi desta que fez as pazes com o golo. Está em jejum há um mês no campeonato. Dispôs de três tentativas, mas falhou o alvo. Muito bem a combinar com Hulk.

Rúben Micael 5

Dois passes errados de seguida, mas depois acertou e ajudou a fluir o jogo. Um remate de longe que saiu perto do poste.

Walter 4

Estreou-se na Liga com um quarto de hora em que mostrou os músculos e falhou um pontapé de bicicleta.

Souza -

O médio brasileiro entrou para acalmar um meio-campo que estava muito inclinado para o ataque e cumpriu em pleno tal função.

in "ojogo.pt"

André Villas-Boas : "Estamos a fazer a nossa obrigação"

À sexta jornada da era de André Villas-Boas, o campeonato não podia estar a correr melhor. "Estamos muito orgulhosos do nosso percurso", admitiu o treinador portista, que mal terminara a sexta vitória consecutiva, no Dragão, com o Olhanense, e já fazia as contas à "deslocação sempre muito problemática a Guimarães", com uma viagem à Bulgária pelo meio, para, na quinta-feira, defrontar o CSKA de Sófia. Num caso e noutro, os dragões perseguem o mesmo objectivo, "três pontos" para abrir caminho a uma época vitoriosa, missão cumprida diante do adversário algarvio, apesar de algumas dificuldades, no segundo tempo. Embora de olhos postos no futuro, Villas-Boas recuou ao desafio que terminara momentos antes para admitir isso mesmo, que ao triunfo faltou um terceiro golo, que teria sido o remédio para "alguma intranquilidade" que os visitantes conseguiram alimentar, na segunda parte. "Procurámo-lo, se calhar, não tão bem, porque o Olhanense pressionou um pouco mais à frente, mas, fica o registo de uma boa primeira parte e, agora, há que recuperar para a Bulgária".

As dificuldades que resultaram num segundo tempo "não tão brilhante" não diminuem a confiança do treinador na crescente coesão portista. "O jogo foi complicado, não fugiu ao que estava previsto. O Olhanense jogou fechado, o FC Porto foi melhor na primeira parte do que depois, mas, conseguimos reduzir ao mínimo as oportunidades do Olhanense, mantendo-nos coesos e comunicantes".

Villas-Boas lembrou que haverá "poucos dias para descansar", após a Liga Europa, antes de voltar à discussão do campeonato que lidera. "Não estamos a fazer mais do que a nossa obrigação", comentou, dando o arranque fantástico do Braga, há um ano, como exemplo de como se pode começar bem e acabar em segundo.

Revelação do mundo do futebol, que a FIFA destacou esta semana, André Villas-Boas só pensa em "aumentar a diferença" para os rivais e essa, como tudo o resto, "não pode dissociar-se" da "estrutura portista", que apostou neste jovem treinador para suceder a Jesualdo Ferreira.

in "ojogo.pt"

Puxão de orelhas a Hulk

Muito se falou da irreverência e indisciplina de Hulk na temporada passada e ontem o brasileiro protagonizou mais dois “casos” que não passaram despercebidos a ninguém. Primeiro, num livre lateral que pedia um pé direito, o brasileiro optou por rematar quando Belluschi se preparava para tentar bater Moretto. O argentino não gostou, protestou, o Incrível respondeu e valeu a intervenção de Rolando a serenar os ânimos. Mesmo assim, o avançado não se livrou de ouvir do central que naquele caso não seria ele a melhor opção para bater a bola parada.

Pouco depois, numa jogada rasgadinha com Carlos Fernandes, Hulk foi amarelado, indignou-se com o árbitro e André Villas-Boas não hesitou em retirá-lo de campo, fazendo entrar Ruben Micael. O jogo estava resolvido e convinha serenar a cabeça.

in "record.pt"

F.C. Porto-Olhanense, 2-0 (crónica)

Uma questão de bom gosto. Este F.C. Porto é um guarda incorruptível do futebol elegante, refinado, seguidor das mais elementares regras de etiqueta. Junta poesia cuidada à ambição dos momentos de ataque, seja num drible, numa triangulação, num pontapé de primeira. Vence com sofisticação e, por isso, convence. O Olhanense que o diga.

É uma imagem trabalhada ao pormenor, à flor da relva. Não há um passe fora do sítio, deslocado, atrapalhado. Os adereços são harmoniosos, da baliza ao ataque. Mesmo Nicolás Otamendi, em estreia absoluta, percebeu bem a nova realidade que o rodeia.

O internacional argentino apresentou-se devidamente adaptado e correspondeu com um golo simples. Simples como devem ser as mais belas situações da vida. Depois ainda houve mais um golo, anotado por Hulk, mas esse já conhece por dentro e por fora os segredos da formosura.

2-0, seis triunfos consecutivos na Liga 2010/11, liderança plena de ostentação.

Ter boas ideias e a coragem de praticá-las

Os sintomas são evidentes, não enganam. Há um corte radical com o estilo do passado recente. Este dragão deixou a fast food e viciou-se na haute cuisine. Não gosta da vulgaridade. Prefere um argumento sustentado e enriquecido à mediocridade de um blockbuster de Verão.

Dá-se a estes luxos porque pode e sabe. João Moutinho sabe, Silvestre Varela sabe, até Fernando já sabe. Todos sabem como manipular a fealdade, a robotização sem sentido, o excesso de planeamento e a organização maquinal.

André Villas-Boas trouxe ideias a esta equipa. Deu-lhe as asas da liberdade, fê-la voar e buscar patamares de excelência. Isso é perceptível no pormenor mais simples. Sim, este Porto é mesquinho, não suporta uma peça fora do sítio, ou um triunfo de sabor agridoce.

É o cúmulo do bom gosto, insistimos. Um agente talhado para missões arriscadas, sempre impecavelmente composto, como o mais famoso dos agentes secretos da Sétima Arte. «Shaken, not stirred, por favor.»

Sem venda não há escuridão que resista

Ao olhar para este Porto, apetece dizer que agora joga sem venda. Trocou o instinto de sobrevivência pela certeza de saber viver. Os horizontes estão alargados, devidamente definidos, longe do escuro e da incerteza.

Mesmo diante de um Olhanense competente, sabedor dos ofícios da competição e que nunca perdera neste campeonato, o Porto mostrou ser uma equipa diletante. Tem prazer em possuir a bola, em trocá-la de trás para a frente, quase sempre numa progressão enfeitiçada por ares de improviso.

Foram dois golos, podiam ter sido mais, tal a panóplia de bolas perigosas que rondaram a baliza de Moretto.

O fim de uma história simples

Houve tempo para ver a melhoria de Fucile, para confirmar a tal estreia segura de Otamendi, a evolução tremenda de Fernando e a cumplicidade entre Belluschi e Moutinho. Houve também um Hulk endiabrado e poupado a horas extras, um Falcao aplicado e a precisar de mais golos, e um Varela em grande forma.

Dos algarvios pode dizer-se que têm matéria-prima mais do que suficiente para uma época tranquila, no embalo do meio da tabela. Perderam bem, sem grande alarido, mas mostraram segurança e qualidade nada despicienda.

Esta é, enfim, uma história simples sobre o triunfo do bom gosto. Simples, como são sempre as mais belas histórias.

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto: lesão de Fernando reavaliada na terça-feira

Fernando acabou o jogo sentado no banco de suplentes, devido a uma pancada na coxa esquerda. O médio do F.C. Porto terá de ser reavaliado na próxima terça-feira e só aí se perceberá a real extensão da mazela.

«Ele queixou-se de uma pancada na perna e achei melhor que não reentrasse. O jogo estava tranquilo e perto do fim, por isso ficou no banco», explicou André Villas-Boas na conferência de imprensa que se seguiu ao duelo com o Olhanense.

in "maisfutebol.iol.pt"

sábado, 25 de setembro de 2010

F.C. Porto-Olhanense (antevisão): há contas a acertar

 


O F.C. Porto recebe este sábado (21.15 horas) um adversário com o qual tem contas a acertar: o Olhanense foi a última equipa a roubar-lhe pontos na Liga. Foi a 6 de Março, no Dragão. Na altura arrancou uma igualdade (2-2) com sabor a derrota, o F.C. Porto só empatou com dois golos nos últimos dez minutos.

Ora este F.C. Porto está diferente: tem cinco vitórias em cinco jogos. Soma aliás por triunfos todos os jogos desde o regresso de Hulk. Por isso deverá ter uma vontade particular de vingar um empate que não é normal: em dezoito jogos em casa, o F.C. Porto venceu o Olhanense quinze vezes, empatou duas e perdeu uma.

Ora avisado pelo feito do Olhanense na época passada, André Villas-Boas diz que é preciso ter cuidado. «O jogo vai depender também da forma como o Olhanense vier jogar. Ou vêm como o Beira-Mar veio, de olhos nos olhos e a jogar para o espectáculo ou vêm com a organização que levaram ao Sporting», disse.

«O Olhanense é terceiro classificado com mérito, mas gosto de equipas que jogam olhos nos olhos seja com quem for. Foi assim que na Académica defrontei todos os grandes e umas vezes saiu-me bem, outras mal. Pode ser um jogo extremamente difícil para nós, se a abordagem da Olhanense foi de esperar o erro do F.C. Porto.»

Do outro lado, Daúto Faquirá vai avisando que o Olhanense do Dragão não será muito diferente do que jogou em Alvalade. «Se for possível manter a defesa menos batida será bonito. Mas a nossa principal preocupação é jogar como temos feito até aqui e se sairmos com pontos do Dragão será um feito importante.»

Por isso pode esperar-se um jogo fechado do Olhanense e um jogo de paciência do F.C. Porto. As duas equipas estão, de resto, a fazer excelentes trajectos, pelo que mexeram pouco. Villas-Boas deixou de fora Sapunaru, o que faz entrar Fucile no onze, Daúto deve devolver Fernando Alexandre ao onze, sacrificando Vinicius.

Onzes prováveis:

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Maicon e Álvaro Pereira; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.

Suplentes: Beto, Otamendi, Emídio Rafael, Souza, Ruben Micael, Ukra e Walter.

OLHANENSE: Moretto; João Gonçalves, Maurício, Jardel e Carlos Fernandes; Delson e Fernando Alexandre; Jorge Gonçalves, Lulinha e Paulo Sérgio; Yontcha.

Suplentes. Ricardo Baptista, Mexer, Ismaily, Maynard, Rui Duarte, Vinicius, Toy, Djalmir e Adilson.

in "maisfutebol.iol.pt

Artilharia desenfreada sem danos defensivos

São números que comprovam a qualidade da organização do FC Porto de André Villas-Boas. Em relação ao que sucedia na época passada, os azuis e brancos rematam mais, mas isso não significa que a solidez defensiva tenha sido comprometida. Todo o contrário. O domínio sobre os adversários faz-se sentir de costa a costa e os remates consentidos também baixaram significativamente se compararmos os números da Liga com os de igual período de 2009/10.

Com Jesualdo Ferreira ao leme, os portistas chegaram à 5.ª jornada com um saldo positivo de 22 remates (79 desferidos contra 57 permitidos). Agora, às ordens de Villas-Boas, o balanço tornou-se significativamente mais positivo, com 42 remates a favor (88 contra 46). Perante estes dados, é natural que o técnico mais jovem da Liga tenha afirmado a sua satisfação. “A organização está estável. Temos conseguido um número considerável de oportunidades e reduzir as oportunidades aos adversários”, salientou.

Pormenorizando um pouco mais a análise, vemos que Helton tem sido um espectador privilegiado na sequência de triunfos do FC Porto. Nas 5 jornadas até agora disputadas, os oponentes dos dragões apenas conseguiram enquadrar na baliza 9 remates dos tais 46 tentados: uma percentagem muito pobre de 19,5% de eficácia e que explica o facto de apenas o Sp. Braga ter conseguido desfeitear o guardião brasileiro. Uma consequência, também, da inspiração de Luís Aguiar e Lima...

Quanto aos golos obtidos pelo FC Porto, o saldo é idêntico ao da época transata (11 tentos), mas a defesa sofreu menos (2 tentos contra 3 em 2009/10). Isto, claro, deixando de parte os excelentes números europeus de André Villas-Boas.

in "record.pt"

Fucile para o onze

Tendo deixado Cristian Sapunaru de fora dos convocados, parece evidente que André Villas-Boas vai promover a estreia de Fucile a titular no campeonato, no jogo com o Olhanense. Uma transição pacífica, se levarmos em conta a qualidade do internacional uruguaio, ele que tantas vezes assumiu a defesa do flanco direito no passado.

Na presente época, Fucile, de 25 anos, só tinha entrado nas opções iniciais do técnico portuense no encontro com o Rapid Viena. Antes, tinha sido chamado no decorrer das partidas com o Beira-Mar e o Rio Ave, sempre para o lugar do seu companheiro romeno. Uma lesão na véspera da Supertaça, depois de uma pré-temporada marcada pela dúvida em torno da sua continuidade no clube, acabou por relegá-lo para segundo plano, algo a que não estava habituado, principalmente depois do bom desempenho no Mundial. Agora resta-lhe esperar para recuperar o estatuto de titular indiscutível no Dragão.

Com esta decisão, Villas-Boas dá seguimento a um processo de rotatividade que já tinha iniciado diante do Rapid, há uma semana e meia, com três alterações na equipa, e que garantiu dar continuidade nos próximos tempos. É que o calendário vai apertar no mês de outubro, com a entrada em cena da Taça de Portugal e a sucessão de jornadas no campeonato e na Europa.

Experiência

No caso de Fucile, está garantido um reforço de mística no onze, uma vez que o sul-americano é o segundo jogador mais antigo do plantel, depois de Helton. Já lá vão cinco épocas de azul e branco e 79 jogos na Liga. Nas competições europeias são 22 encontros, com presença esmagadora na Champions. Além de ser a primeira alternativa a Sapunaru, o uruguaio também se assume como concorrente do compatriota Alvaro Pereira na esquerda.

Moutinho procura o golo

João Moutinho é o único jogador de campo do habitual onze de André Villas-Boas que ainda não marcou com a camisola do FC Porto. É certo que está em desvantagem em relação aos companheiros de equipa, uma vez que só participou em 9 jogos oficiais pelos azuis e brancos, mas já esteve muito perto de festejar um golo. Só no encontro com o Nacional esteve próximo de o fazer em duas situações flagrantes, valendo outras tantas grandes intervenções de Rafael Bracalli para o negar.

O médio, de 24 anos, não é conhecido pela sua capacidade goleadora, mas isso não o impede de procurar o golo com insistência. Mais tarde ou mais cedo deverá consegui-lo pelo FC Porto, à semelhança do que fez ao serviço do Sporting. Aliás, o Olhanense, adversário que defronta esta noite, foi uma das suas vítimas na época transata. Da marca de grande penalidade, o ex-capitão dos leões apontou um dos tentos que valeu o triunfo por 3-2. Depois do penálti falhado por Radamel Falcão na Choupana, quem sabe se João Moutinho não terá a sua oportunidade na próxima tentativa? Uma escolha difícil, já que Hulk também é candidato.

in "record.pt"

Dragão pode garantir 20.º triunfo seguido


O F. C. Porto prepara-se para dobrar mais uma barreira. Se ganhar ao Olhanense, esta noite, soma o 20.º triunfo consecutivo em jogos oficiais. Sapunaru e Rodríguez foram preteridos pelo treinador, que convocou Emídio Rafael. O lateral Fucile vai ser titular.

Há seis meses sem perder, o F. C. Porto respira confiança por todos os poros. Está instalado na liderança do campeonato, goza de uma vantagem confortável em relação aos rivais e pratica um futebol sedutor. São os ingredientes necessários para deixar os adeptos embevecidos e serve como pedra de toque para a recepção ao Olhanense (21.15 horas, Sport TV1), um jogo que pode levar os dragões a atingir o patamar de 20 triunfos consecutivos.

O percurso começou na época passada, quando o F. C. Porto saiu derrotado do jogo com o Benfica (3-0), na final da Taça da Liga. O resultado fez estragos, mas o regresso de Hulk à competição, após o castigo disciplinar na sequência do caso do túnel, serviu para motivar a equipa e inspirar um percurso avassalador. Os números são impressionantes: 12 vitórias na Liga, três na Taça de Portugal, o mesmo número na Liga Europa e um na Supertaça.

Mas para os dragões atingirem o número mágico têm de dobrar o Olhanense, uma das equipas sensação no arranque do campeonato. Está em terceiro lugar, ainda não perdeu, aliás empatou em Alvalade, e apresenta como cartão de visita a solidez defensiva de quem é capaz de superar todas as adversidades. Só sofreu um golo e o bloco sólido mais recuado será um bom teste ao ataque do F. C. Porto, a linha ofensiva mais eficaz do campeonato luso: 11 golos nas redes.

Há ainda outro ingrediente a acrescentar ao espectáculo: os azuis e brancos olham para o jogo de hoje como um ajuste de contas. É que o conjunto algarvio teve a ousadia de empatar, na época passada, no Dragão (2-2), um resultado que ainda está entalado na garganta. Foi a última vez que os portistas perderam pontos em casa, ou seja, desde o dia 6 de Março, corria a 22.ª jornada da temporada passada, que a equipa não sabe o que é sofrer no seu próprio reduto.

Esta noite, o jogo também será especial para o treinador André Villas-Boas. Se vencer atinge a marca de seis vitórias consecutivas em arranques de campeonato, supera o mestre Bobby Robson (cinco triunfos em 1994/95) e iguala a marca de Artur Jorge (1990/91), outro nome grande da história do clube. Mas o técnico já disse que não está obcecado em garantir recordes pessoais, a sua linha de pensamento apenas se deixa guiar pelo sucesso do colectivo.

Villas-Boas chamou pela primeira vez o lateral Emídio Rafael e preteriu, por opção técnica, Sapunaru e Cristian Rodríguez. Sendo assim, o lateral Fucile tem a via aberta para se estrear como titular em jogos do campeonato.

in "jn.pt"

Vítor Baia disponível para a ser candidato à presidência da FPF


O antigo guarda-redes e ex-dirigente do FC Porto Vítor Baia mostrou-se hoje "disponível para ajudar o futebol português" e deixou em aberto a hipótese de se candidatar à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

"Se o futebol português entender que eu possa ser uma mais valia estarei disponível para ajudar", sustentou Vítor Baia, que falava à margem de uma visita a uma escola em Baguim do Monte, em Gondomar.

Questionado se estaria disponível para ser candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), no próximo ato eleitoral, Vítor Baia assumiu que estava disponível para ajudar o futebol nacional.

Vítor Baia aproveitou ainda para manifestar a sua opinião relativamente ao novo selecionador nacional, dizendo que o cargo está "bem entregue" e alertou para não se responsabilizar Paulo Bento "se as coisas não correrem bem".

"Desejo que o Paulo tenha muita sorte e consiga atingir os objetivos, depois de toda esta confusão e de tudo o que se falou até este momento em relação ao futebol da federação e de toda a sua organização", adiantou Baía.

Vítor Baia espera que o apuramento para a fase final do campeonato da Europa de 2012 ainda seja possível, mas apontou que Portugal "parte em desvantagem", por ter perdido cinco pontos nos dois primeiros jogos.

in "ionline.pt"

Um treinador novo com muita história

Ser treinador de futebol aos 32 anos não é para qualquer um. Ser treinador de um grande clube aos 32 anos é ainda menos provável. Ser treinador principal do FC Porto, lutar pelo título português e começar uma temporada com nove vitórias consecutivas parece impossível para quem tem apenas 32 anos. Mas não é. André Villas-Boas é o novo rosto do Dragão e está a justificar plenamente a enorme fé e confiança que dois grandes nomes do futebol mundial tiveram nele.

O FC Porto é líder isolado da Liga ZON Sagres. São cinco vitórias consecutivas no campeonato sob o leme do novo treinador, às quais se juntam a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira, frente ao campeão nacional Benfica, e mais três triunfos na UEFA Europa League. Um pleno de sucessos na primeira grande aventura de André Villas-Boas como treinador principal, um primeiro desfecho para uma história recheada de improbabilidades e coincidências felizes.

O percurso de Villas-Boas no futebol começou em 1994, quando tinha apenas 16 anos. Não como um jogador predestinado a ser um estrela, já que era apenas um jovem que adorava futebol, que queria tirar um curso de educação física e sonhava vir a estar, um dia, envolvido no desporto do qual tanto gostava. E o destino deu uma ajuda.

Sir Bobby Robson era, por essa altura, o treinador do FC Porto – clube com o qual conquistou dois títulos portugueses – e da equipa técnica do inglês fazia parte, como tradutor, um tal de José Mourinho. Robson não demorou a entusiasmar todos os adeptos portistas, mas havia um que não estava totalmente de acordo com as opções do técnico inglês.

Habituado a vibrar, durante muitos anos, com os golos do avançado Domingos – actual treinador do Braga -, André Villas-Boas não percebia como é que o ponta-de-lança passava tanto tempo no banco de suplentes. Foi quando deu o passo que mudou a sua vida. Aproveitando o facto de viver no mesmo prédio do treinador britânico e demasiado tímido para o abordar directamente, Villas-Boas decidiu escrever uma carta a explicar as razões do seu descontentamento e colocá-la na caixa de correio de Robson.

E o antigo seleccionador inglês gostou do que leu, já que, alguns dias depois, falou com o miúdo André e desafiou-o a começar a recolher dados estatísticos dos jogos do FC Porto para comprovar as suas teorias sobre Domingos. E os relatórios elaborados por Villas-Boas eram tão completos que Robson o convidou a estagiar nas equipas técnicas das camadas jovens do clube portista, além de convencer a começar a tirar o curso de treinador de futebol.

Dois anos depois, Bobby Robson e José Mourinho rumaram ao FC Barcelona, mas Villas-Boas continuou a trabalhar nos escalões de formação do FC Porto onde, em 2002, voltaria a encontrar José Mourinho.

Ainda não era o Special One, mas Mourinho dava os primeiros passos rumo ao estrelato e contava com Villas-Boas para lhe dar uma mãozinha. Responsável pela observação dos adversários, viveu de perto as vitórias na Taça UEFA (2003) e na Liga dos Campeões (2004), mantendo-se nas equipas técnicas de Mourinho durante as passagens pelo Chelsea e Inter de Milão.

Mas Villas-Boas queria mais e, em Outubro de 2009, tornou-se treinador principal da Académica, mantendo a equipa de Coimbra no principal escalão do futebol português e, mais importante do que isso, colocando os estudantes a jogar um futebol atractivo.

Despertou o interesse do Sporting e do FC Porto, acabando por rumar ao Dragão onde procura, agora, seguir os passos dos seus dois grandes mentores. Tanto Bobby Robson, falecido em 2009, como José Mourinho foram bicampeões no FC Porto, uma coincidência que André Villas-Boas não se importaria, certamente, de repetir, mas com um estilo muito próprio.

É que, enquanto grande parte dos treinadores tem como objectivo treinar nas grandes ligas europeias, o treinador portista pensa noutras paragens para o seu futuro. “Gostava de treinar na Argentina, no Chile e no Japão”, disse, recentemente, André Villas-Boas. Mas esses objectivos ficam para mais tarde. Agora, é tempo de procurar manter o registo 100 por cento vitorioso no FC Porto e, quem sabe, igualar os títulos obtidos pelos dois mestres na Cidade Invicta.

in "fifa.com"

Villas Boas conta 40 jogos

O treinador atinge marca redonda na carreira, esta noite. Pode celebrar 21.º triunfo como técnico principal, entre Académica e FC Porto. Vai atrás da 10.ª vitória consecutiva na época.

A recepção ao Olhanense coincide com um número redondo na curta carreira do treinador do FC Porto. Será o 40.º jogo de André Villas Boas como técnico principal, ele que se estreou na função em Outubro do ano passado, quando assumiu a orientação do plantel da Académica, ocupando, então, o lugar inicialmente preenchido por Rogério Gonçalves.

O jovem André (completa 33 anos no próximo dia 17) vai moralizado e feliz da vida com a experiência no FC Porto, onde ainda só sabe o que é vencer jogos, numa entrada brutal na temporada, com nove vitórias em nove encontros oficiais. Hoje, frente aos algarvios, poderá arredondar o saldo da felicidade a uma dezena de triunfos e, muito naturalmente, o objectivo dos portistas será única e exclusivamente esse: abater, também, o adversário de Olhão.

Seja como for, para Villas Boas o encontro desta noite já leva um selo diferente, porque será o 40.º da carreira de André como treinador principal. O contador não pára e cada desafio que passa é mais um factor de conhecimento a juntar à experiência ainda curta de Villas Boas no posto de comandante e, mais do que isso, na grande montra que é o FC Porto.

Numa profunda viragem de ciclo no clube, o treinador emerge como o exemplo gritante da mudança. Aposta mais ou menos surpreende da SAD azul e branca, André Villas Boas segue numa rota de sucessos, conhecedor do clube, portista de coração, mentalizado para todas as responsabilidades que o cargo impõe e, como tem vindo a dizer, consciente de que a sequência de resultados positivos pode ser quebrada a qualquer momento.

Mas o desejo do técnico é, obviamente, prolongar ao máximo o prazer das vitórias. Frente ao Olhanense, não há dúvidas sobre a inclinação da balança do favoritismo, e a confirmação desta ideia corresponderá, para Villas Boas, ao 21.º triunfo na carreira. As duas dezenas certinhas foram alcançadas na segunda-feira passada na Choupana, em casa do Nacional.

in "abola.pt"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Rafa estreia-se nas convocatórias

A estreia de Rafa é a principal novidade da convocatória do FC Porto para o desafio da 6.ª jornada do campeonato. A equipa de André Villas-Boas defronta o Olhanense este sábado, às 21h15, no Estádio do Dragão.

Em relação à partida anterior, saem Cristian Rodríguez e Sapunaru.

O plantel fechou a preparação do encontro frente aos algarvios esta sexta-feira, no Olival. Mariano voltou a fazer treino condicionado.

Lista de convocados: Helton, Maicon, Alvaro, Belluschi, João Moutinho, Falcao, Hulk, Fucile, Rolando, Rafa, Varela, Walter, Souza, Beto, Fernando, Ukra, Rúben Micael e Otamendi.
 
in "fcp.pt"

Dragão remata muito e evita que os adversários o façam

As estatísticas oficiais da Liga garantem que, em termos absolutos, o FC Porto é a equipa mais rematadora do campeonato, mas não é aí que se quer chegar. Ou, dito de outra forma, não foi só aí que André Villas-Boas quis chegar ontem na conferência de Imprensa. "Estamos satisfeitos com a nossa organização, que é suficiente para criar um número importante de oportunidades e reduzir as do adversário. Se não me engano, o Nacional teve quatro, o Braga seis remates à baliza, a Naval também e o Beira-Mar pouco mais do que isso". As estatísticas oficiais da Liga - repita-se: estatísticas oficiais da Liga - garantem que Villas-Boas está enganado, porque o saldo das oportunidades criadas pelo adversário é-lhe ainda mais favorável do que aquele que apresentou de cabeça. Basta espreitar o quadro aqui ao lado.

Naval, Beira-Mar, Rio Ave, Braga e Nacional, por esta ordem, enfrentaram uma verdadeira força de bloqueio quando se cruzaram com o FC Porto. Como também se pode ver no quadro, e no que toca a remates à baliza, ficaram quase todos abaixo do que foi normal nos outros jogos que já fizeram. O Braga é a excepção, porque, conforme se percebe pelos números oficiais, rematou ainda menos em Setúbal. Em todo o caso, convém lembrar que Domingos poupou nesse jogo cinco jogadores da estrutura nuclear por causa da eliminatória de acesso à Champions, com o Sevilha.

Mesmo que se ache natural um adversário rematar menos contra o FC Porto, que costuma ter a iniciativa de jogo, do que contra outras equipas, não deixa de ser curioso isolar o caso do Nacional: não fez um único remate à baliza no jogo com os portistas (embora tenha tentado acertar 10 vezes com o alvo) quando, contra o Benfica, tinha conseguido oito disparos bem enquadrados com o alvo.

No balanço dos equilíbrios da equipa, o FC Porto tem conseguido uma eficácia em dois sentidos: a rematar, embora esteja longe de acertar sempre onde quer, e a evitar que os outros o façam. E, numa conclusão óbvia, evitar os remates dos outros é garantir meio caminho para uma vitória. Aliás, em cinco jogos, os portistas sofreram apenas dois golos...

Tendência crescente para acertar na baliza

A estatística oficial da Liga faz uma distinção entre remates, independentemente de acertarem no alvo ou no quintal da vizinha, e remates à baliza. Neste particular, o dos remates à baliza, a tendência do FC Porto tem sido melhorar na pontaria. A regra encravou em Vila do Conde mas recompôs-se, conforme se percebe pelos números das jornadas: Naval (4), Beira-Mar (6), Rio Ave (3), Braga (8) e Nacional (10). Em golos: Naval (1), Beira-Mar (3), Rio Ave (2), Braga (3), Nacional (2

Números

A leitura do quadro aqui ao lado é simples: em cima, estão os adversários que já se cruzaram com o FC Porto, e na vertical os remates à baliza que fizeram nos respectivos jogos, com natural destaque para o confronto com o FC Porto. Por exemplo: o Nacional, o último a enfrentar os dragões, não fez um único remate à baliza portista, quando, por exemplo, tinha conseguido 8 contra Benfica e Rio Ave; 3 com o Guimarães e 6 com o Leiria. Está tudo aqui ao lado.

in "ojogo.pt"

Selecção e Taça de Portugal permitem período de gestão

Com uma recta final de Setembro sobrecarregada com dois jogos (Olhanense e CSKA de Sófia), mais um início de Outubro complicado com a deslocação do FC Porto a Guimarães, André Villas-Boas vai aproveitar o período de paragem do campeonato - entre 4 e 16 de Outubro - para os compromissos da Selecção Nacional na fase de apuramento para o Euro'2012, para gerir o desgaste do plantel. Nesse sentido, se pensarmos nos jogadores mais utilizados (Helton, Álvaro Pereira, Maicon, Rolando, Fernando, João Moutinho, Hulk e Falcao) esta será a oportunidade ideal para que alguns possam "levantar o pé" no jogo da Taça de Portugal previsto para 16 de Outubro e cujo adversário só será conhecido após o sorteio marcado para 27 de Setembro. Villas-Boas não tem mexido numa equipa que vem vencendo há nove jogos consecutivos, esta época, pelo que a Taça de Portugal deverá ser uma janela de oportunidade para muitos como Beto, Sereno, Otamendi, Emídio Rafael, Guarín, Fucile, Rúben Micael, Souza, Castro, Ukra, James e Walter, cujo tempo de jogo é ainda nulo ou pouco significativo. Nos casos de Otamendi, Sereno, Emídio Rafael e James, a Taça poderá ser palco para uma estreia de azul e branco em jogos oficiais, se o técnico não recorrer a eles até lá. No caso de Guarín, que regressou recentemente de lesão, e até de Mariano que, tudo aponta, poderá regressar em Outubro, esta também poderá ser uma oportunidade a agarrar.

in "ojogo.pt"

Uruguai: Fucile, Álvaro Pereira e Rodriguez convocados

Os portistas Fucile, Álvaro Pereira, e Cristian Rodriguez, foram esta quinta-feira convocados para representar a selecção do Uruguai nos dois jogos particulares que a Celeste vai realizar em breve. A selecção uruguaia defronta a Indonésia, a 8 de Outubro, e a China, 12 de Outubro.

O lote de convocados do seleccionador Os portistas Fucile, Álvaro Pereira, e Cristian Rodriguez, mais o benfiquista Maxi Pereira foram esta quinta-feira convocados para representar a selecção do Uruguai nos dois jogos particulares que a Celeste vai realizar em breve. A selecção uruguaia defronta a Indonésia, a 8 de Outubro, e a China, 12 de Outubro.

O lote de convocados do seleccionador Óscar Tabarez inclui 25 jogadores e os quatro atletas a actuar em Portugal repetem a convocatória do final de Julho, logo após o Mundial, para o amigável com Angola. A maior surpresa é a estreia do jovem médio Gastón Ramírez, que esta temporada defende o Bologna.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Muslera (Lázio) e Castillo (Deportivo Cali);

Defesas: Fucile (F.C. Porto), Maxi Pereira (Benfica), Martín Cáceres (Sevilha), Diego Godín (At. Madrid), Lugano (Fenerbahçe), Andrés Scotti (Colo Colo), Carlos Valdez (Siena), Mauricio Victorino (Univ. Chile) e Álvaro Pereira (F.C. Porto).

Médios: Eguren (Sp. Gijón), Gargano (Nápoles), Álvaro González (Lázio), Ignacio González (Levante), Diego Pérez (Bologna), Gastón Ramírez (Bologna), Cristián Rodríguez (F.C. Porto) e Jorge Rodríguez (Jaguares).

Avançados: Sebastián Abreu (Botafogo), Cavani (Nápoles), Sebastián Fernández (Málaga), Diego Forlán (At. Madri), Abel Hernández (Palermo) e Luis Suárez (Ajax).


As boas vibrações do treinador do F. C. Porto

Villas-Boas vive os jogos de forma intensa: grita, gesticula, procura o melhor ângulo para ver as jogadas e corrige os posicionamentos. Nunca está com as mãos nos bolsos. E esse comportamento irreverente já mereceu um conselho do antecessor Jesualdo Ferreira.

Quando a equipa do F. C. Porto está a jogar, André Villas-Boas nunca está sentado no banco de suplentes. Mantém-se de pé, quase colado à linha técnica e sempre em movimentos frenéticos. Vibra com as jogadas e as incidências do desafio, não pára quieto um segundo, está sempre a intervir, a falar com os jogadores e a dar conselhos. “Tem a ver com a minha frescura física e irreverência. Aos 32 anos, posso correr mais um bocadinho. São modos de expressão. O mais importante é manter a clarividência de pensamento e, se calhar, não ser deixado levar pela emoção”, explicou o técnico. E é isso que tenta fazer.

Na época passada, quando estava na Académica, o comportamento do treinador mereceu um conselho de Jesualdo Ferreira. Na altura, o F. C. Porto jogava em Coimbra, onde os estudantes estiveram a vencer por um golo. Mas os dragões empataram e, ao intervalo, houve uma discussão acesa entre o ex-adjunto portista, José Gomes, e o então treinador da Académica. A três minutos do fim, os dragões garantiram o triunfo, por 2-1, graças à pontaria Rodríguez, o que provocou um profundo sentimento de frustração no técnico.

“Recordo, amigavelmente, as palavras que Jesualdo Ferreira partilhou comigo, na época passada, depois desse jogo entre a Académica e o F. C. Porto. Disse-me que, para se manter a clarividência, é importante não se deixar levar pela emoção do jogo. São palavras válidas que registei”, conta Villas-Boas, sobre a conversa com o seu antecessor e agora treinador do Málaga. “Não é que me deixasse levar pela emoção, mas nesse jogo vi-me com hipóteses de aguentar aquele resultado de 1-1 até ao fim”. Amanhã, frente ao Olhanense, há novo espectáculo na linha lateral...

in "jn.pt"

Carrossel competitivo abre equipa

Mobilização geral no dragão. É chegado o tempo de André Villas Boas accionar de vez o plano de rotatividade na equipa, dado o calendário começar a apertar.

Não tanto para já, embora os próximos três desafios - antes do interregno do campeonato para mais uma jornada das selecções para o Europeu de 2012 - tenham entre si um tempo de recuperação extremamente curto, resumido a três dias, mas sobretudo a partir do dia 17 de Outubro, na terceira eliminatória da Taça de Portugal, onde o FC Porto, e não só, entra já em competição, desconhecendo-se por enquanto o adversário que irá defrontar.

«Vem aí um mês complicado», admitiu ontem na conferência de Imprensa Villas Boas, sem esquecer que neste, em Setembro, depois de defrontar amanhã o Olhanense, a equipa portista tem duas complicadas deslocações aos estádios do CSKA de Sofia e do V. Guimarães. «Vamos fazer mudanças, e em todos os sectores, sob pena de a equipa poder vir a acusar algum cansaço». Quando é que começará a operar as mudanças é que não revelou. É segredo, tão secreto como as combinações que terá já em mente.

A partir de 17 de Outubro, e até 7 de Novembro, data em que tem lugar no Dragão o palpitante duelo com o Benfica, a formação de Villas Boas terá de fazer 22 jogos, também com três dias de intervalo entre os respectivos encontros, um deles em Istambul, com o Besiktas, a 21 de Outubro, daí que da partida da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal possa vir a ser antecipada.

E é este carrossel diabólico de jogos que obrigará o treinador portista a abrir mão das suas habituais escolhas, o que poderá comprometer o processo de mecanização do novos processos de jogo. Em contrapartida, também permitirá (re)descobrir diferentes combinações e soluções, assim como oferecer novas oportunidades a jogadores que estão longe de se constituírem como segunda linha, pelotão de elite que tem ficado de fora ou é ainda pouco utilizado, como Rúben Micael, Souza, Rodriguez, Guarín, Fucile, Ukra.

E depois ainda sobram os outros, aqueles que nem sequer ainda se estrearam na Liga: Otamendi, Walter, Castro, James. Só para referir os nomes mais sonantes, porque estão ainda de prevenção Sereno, Emídio Rafael e, lá mais para a frente, quando se encontrar em condições, Mariano...

Portanto, e mesmo que a gestão de uma equipa seja sempre algo muito complexo, que mexe com tudo e com todos, Villas Boas nem se pode queixar por aí além nesta hora de abrir a equipa à rotação de jogadores. É que nem sequer tem uma segunda linha definida. São quase todos de primeira!
 
in "abola.pt"

Moutinho. Finalmente, o lugar de Deco entregue numa bandeja


"Vou dar o máximo no FC Porto, tal como nos clubes onde passei." Depois da vitória frente ao Nacional, foi com esta ideia que João Moutinho limpou o seu passado recente no Sporting. Os últimos tempos foram obscuros; o capitão estava lá mas não estava, parecia uma cópia daquele miúdo imparável que José Peseiro lançou em 2004/05 e Paulo Bento, depois, tornou o mais sério caso de regularidade no futebol nacional - para falhar um jogo tinha de estar castigado e com febre (2008/09, Belenenses). Agora, na selecção, Moutinho voltará a ter a mesma importância, e só não será o dez indiscutível no novo núcleo se não agarrar a oportunidade que Paulo Bento lhe vai oferecer numa bandeja.

O novo seleccionador - passou ontem na Federação para assinar contrato e será hoje apresentado - saiu do Sporting em Novembro de 2009 e com ele levou um pedaço de Moutinho. A partir daí o médio ofensivo entrou em descrença e deu instruções ao seu empresário para lhe encontrar um clube no estrangeiro. Voltava a ganhar força aquele desejo de ir para qualquer lado, até para a Rússia (Zenit, onde já estava o amigo Danny), ou então encontrar um clube do segundo pelotão de Inglaterra, como o Everton. Aliás, o Everton tinha sido a razão do único confronto Bento vs. Moutinho, depois de o jogador ter surpreendido com o desejo de saída para os Toffees, mas até isso o implacável Paulo Bento lhe perdoou, em consequência de uma admiração que vinha do tempo dos juniores, onde coincidiram e desenvolveram a confiança suficiente para, mais tarde, o técnico ordenar o jovem futebolista algarvio num dos mais jovens capitães de sempre do clube. Moutinho era a extensão de Bento dentro do campo e sem ele o miúdo sentiu-se um órfão.

Com ou sem razão, a verdade é que João Moutinho baixou de rendimento e, com Carlos Carvalhal, conseguiu ficar fora da convocatória para o Mundial da África do Sul. Scolari até o tinha tornado titular no Euro'2008, mas Carlos Queiroz não viu o mesmo jogador dois anos mais tarde. Moutinho bateu no fundo e só se ergueu com a estrondosa transferência para o FC Porto, onde reencontrou o rendimento e as condições para voltar à selecção. Esse regresso veste agora as condições perfeitas para ser bem sucedido, porque ocorre na presença do treinador melhor o conhece.

A BASE Portugal perdeu Deco - número dez que assegurou o Euro'2004, o Mundial-2006, o Euro'2008 e o Mundial-2010 - e o plano Bento passa por fazer de João Moutinho o sucessor. É ele que é considerado o principal playmaker no novo núcleo duro que se desenha, onde estão nomes incontornáveis para o futuro: Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Pepe são os defesas mais importantes; Raul Meireles e João Moutinho assumem-se como os médios indiscutíveis; no ataque, Nani e Cristiano Ronaldo são os nomes incontornáveis. Nesta base nasce a equipa que se pretende capaz de assegurar duas vitórias no imediato (Dinamarca e Islândia - até amanhã Paulo Bento tem já de enviar a pré-convocatória para esta dupla operação) e depois garantir o apuramento para o Europeu da Polónia e Ucrânia, em 2012.

Paulo Bento tem um defesa esquerdo escolhido - Fábio Coentrão -, mas precisa de resolver o problema à direita. Paulo Ferreira e Miguel abandonaram, Bosingwa continua indisponível e apenas Sílvio (Sporting de Braga) parece ser opção. Mas irá nascer uma oportunidade para João Pereira (Sporting)? No meio-campo, a estrutura pode ser composta com Tiago (A. Madrid) e Manuel Fernandes (Valência), mas é conhecida a admiração que Paulo Bento tem por Miguel Veloso, de quem fez um trinco em Alvalade. No ataque, Quaresma, Liedson e Danny estão à espera de uma chamada. Quem não deve ter oportunidade, está visto, é Carlos Martins. Ao contrário de Moutinho, para este nada podia ser pior que Paulo Bento.
 
in "ionline.pt"