sábado, 12 de fevereiro de 2011

Entrevista a Rubens Junior

Rubens Júnior: «Jesus dizia-me que eu era um jogador à Porto»

Jorge Jesus e Domingos Paciência: dois apoios nos momentos mais duros


No período em que esteve afastado da principal equipa do F.C. Porto, Rubens Júnior conheceu técnicos que, hoje, escalaram a montanha do futebol luso. Em Guimarães, foi treinado por Jorge Jesus. Na equipa B portista, onde jogou durante um ano e meio, a partir de 2004, conheceu Domingos. Hoje são campeão e vice-campeão do campeonato português.

«O Jorge Jesus apoiava-me muito. Dizia-me que eu era um jogador à Porto, que tinha qualidade para jogar lá. Mesmo quando fui para a equipa B, ele ligava-me muitas vezes a perguntar como iam as coisas e a dar força. Dizia-me para me empenhar que iam voltar a olhar para mim», conta.

E o brasileiro contesta os que apontam o excessivo rigor do actual técnico do Benfica: «Todo o treinador tem de ser exigente. Se ele não cobrar dos jogadores quem vai cobrar? Dava-nos total liberdade para entrar no balneário dele e desabafar. E, num grande, a cobrança sobre ele também é maior, por isso tem que exigir mais ainda dos jogadores.»

Sobre Domingos, o discurso não muda muito. Foi mais um apoio fundamental num período delicado. «Era um dos grandes amigos que tinha em Portugal. Conversava muito comigo. Ficava muitas vezes ao lado dele nas viagens para os jogos e ele dava-me conselhos. Procurou ajudar-me e eu procurava ajudá-lo depois em campo», afirmou.

«Eu sabia que eles tinham qualidade. Fico contente por essas pessoas serem agora grandes nomes do futebol português. É sinal que eu não estava cego.»

«Não fui inteligente para perceber que Mourinho gostava de mim»

Rubens Júnior assume responsabilidade pelo que correu mal no F.C. Porto

Início de sonho, com um final inglório. A passagem de Rubens Júnior pelo F.C. Porto não deixou grandes marcas, mas a estreia foi auspiciosa. O Maisfutebol enquadra o momento. 

Na primeira jornada da Liga 1999/00, Fernando Santos surpreende e coloca Rubens Júnior como extremo-esquerdo no derby com o Boavista. Numa altura em que aquilo que se pedia aos alas dos dragões eram cruzamentos para Jardel, o brasileiro começa em grande. Aos 2 minutos do primeiro jogo com a camisola azul e branca, soma a primeira assistência para golo.

«Puxa...Bem lembrado! Foi uma estreia de sonho, mesmo. Tantas recordações...Ainda para mais era um jogo importante na altura, um derby de cidade. Depois daquele jogo só pensava: vou brilhar!», confessa.

Acabou por não ser bem assim. Após um início em que foi, quase sempre, opção, lesiona-se e começa a perder preponderância na equipa. A carreira no Porto seria sempre assim: cheia de altos e baixos. «Se não fossem as lesões, muita coisa seria diferente. Mas o F.C. Porto foi uma fase muito boa. Tenho muitas saudades não só do Porto mas também de Portugal. Os amigos diziam-me que ia sentir falta e eu duvidava, mas agora sei como é. O tempo que estive aí foi uma adrenalina muito grande», explica.

«Falhanço no F.C. Porto? Responsabilidade foi minha»

Na temporada seguinte volta a começar bem, mas acaba emprestado ao Atlético Paranaense. Desabafa, à saída, que tinha sido «injustiçado» e um «bode expiatório». Voltaria para a equipa de Octávio Machado e segue a mesma linha: bom começo, final inglório.

«Eu hoje sei ver que, se tem de haver algum culpado, em grande parte sou eu. Tinha de ter mais cuidado com algumas coisas. A responsabilidade maior foi minha. Por isso ainda hoje adoro o clube», garante. 

Na mesma época conhece José Mourinho. E mantém a regra de elogios ao actual técnico do Real Madrid: «Treinei quatro ou cinco meses com ele, mas deu para perceber que era diferente de todos os outros. Nunca tinha visto nada assim.»

O convívio com Mourinho acontece numa altura em que Rubens Júnior estava a tentar sair do F.C. Porto para poder jogar com mais regularidade. Um erro irreparável, reconhece hoje.

«Não fui inteligente a ponto de perceber que o Mourinho gostava de mim. Um dia ele chamou-me ao gabinete e pediu-me para ficar, disse-me que ia ser importante na equipa na próxima época. Disse-lhe que não, que queria jogar já, mas ele dizia que naquela altura era difícil, que havia coisas que queria trabalhar comigo e a cobrança dos adeptos não permitia experiências, porque a equipa tinha de recuperar na classificação. Não tive paciência e saí. Não percebi o tamanho daquilo que estava para vir», conta.

Perdeu, assim, a melhor fase dos dragões no século XXI. Contratualmente ligado ao F.C. Porto, viu de fora as vitórias europeias de 2003 e 2004. 

«Estava no V. Guimarães e acompanhei aquelas conquistas todas. A equipa era muito boa. Continuava com esperança de lá voltar. Nunca aconteceu. Foi pena.»

Deixou a bola e agora é o DJ R Júnior

Ex-dragão anima São Paulo e até já lançou um CD

A relação dos jogadores de futebol com a vida nocturna é, quase sempre, um problema. Quando se deixa de jogar, por que não torná-la uma solução? Rubens Júnior, antigo jogador do F.C. Porto, foi por aí. Em 2007 pendurou as chuteiras no Vasco da Gama. Pensou ficar ligado ao futebol, mas optou por outra arte: a música. Hoje é o DJ R Júnior.

«Não posso dizer que é uma paixão nova, porque sempre gostei desta área ainda antes de começar a jogar futebol. Depois como aqui virou moda e como tinha mais tempo, porque deixei de jogar, decidi levar este hobby mais a sério. É como um segundo plano para mim», confessa, em conversa com oMaisfutebol.

Uma vez por semana, Rubens Júnior fura por entre as luzes de néon e sobe ao palco de uma discoteca escolhida por si para animar o povo de Taubaté, a cidade do estado de São Paulo onde mora. Para trás ficou o cheiro da relva. O brasileiro, garante, é hoje um homem diferente.

«Até pensei continuar ligado ao futebol, mas pensei nas responsabilidades que tenho. Há a minha família, as crianças...Tenho um filho de cinco anos que precisa de mim. Não queria um compromisso que me obrigasse a ficar longe de casa», explica. 

«Do F.C. Porto só conheço o Hulk»

A nova vida de Rubens Júnior é uma «delícia», garante: «Tenho-me dedicado muito, vamos ver no que dá. No Reveillonfoi muito bom. Passei música numa festa cá na praia. Está a correr muito bem esta aventura.»

O futebol, para já, está completamente posto de parte. Perguntámos como tem visto o campeonato português. A resposta foi clara. «Não sigo campeonato nenhum. Do F.C. Porto conheço o Hulk e pouco mais. Ainda não assimilei bem o facto de não estar a jogar e quando vejo futebol dá muitas saudades. Assim vou vendo, de vez em quando, como estão as coisas e nada mais que isso», assevera.

A aposta é mesmo na música. Já lançou um CD, inclusive. «Enquanto for dando, quero seguir, pensando sempre que faço por lazer. Depois pensarei noutras coisas. Gostava de ser empresário. Para passar para outras as experiências boas e más que tive. Mas gostava de ser agente de um clube só. Algo que não me obrigasse a estar muito tempo fora», resume.

Hulk leva tudo à frente

Hulk vai manter-se a ponta-de-lança em Braga. O Incrível não é nada de rodar maçanetas com a suavidade de, por exemplo, Falcao; é mais de arrombar as portas a pontapé, a forma extrema de entrar sem pedir licença. E nisso, convenhamos, é bom. É mesmo muito bom, tão bom que leva o FC Porto à boleia, é ele que paga pelo menos metade das deslocações. 

Villas Boas sabe disso, e sem Falcao, será Hulk, mesmo em relativa esterilidade, a comandar o ataque.

O debate abriu-se há algumas semanas, com a segunda lesão consecutiva de Falcao. Lesão que era «para duas semanas» e já vai praticamente num mês (28 dias) e sete jogos perdidos pelo colombiano, cuja ausência, além da perda dos seus créditos goleadores (19 golos em 25 jogos!), descaracterizou acentuadamente o jogo portista.

Esse debate está, pois, para continuar, e tem várias frentes de análise, o menos subjectivas possível: o futebol será dos desportos mais emancipados em relação à estatística, mas muito ou pouco, os números acabam por ter o seu peso. E os números de Hulk, principalmente os dos golos de Hulk, nos jogos fora do FC Porto, são de respeitar silêncio, de expirar longamente, de meter medo. 


in "abola.pt"

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Villas-Boas - Antevisão

A segunda chamada de Hulk à selecção de Mano Menezes, agora para um jogo, depois da presença numa sessão de treinos, trouxe ao avançado os primeiros minutos em campo. Foram apenas cinco, o que terá deixado decepcionada muita gente, mas mais importante é que é um passo em frente.


Ora nesse sentido, Villas-Boas congratula o jogador do F.C. Porto pelo que já conseguiu. «A quantidade de talentos disponível para a selecção do Brasil é extensa e o seleccionador optou por fazer a alteração no período em que foi, enfim é uma coisa que não nos diz respeito.»



«Claro que Hulk poderá desejar sempre mais, mas já foi bom ter entrado, esteve na cara do golo e podia ter dado um novo rumo ao jogo. Penso que se sentiu satisfeito nesta posição de nove, em que tem sido utilizado também no F.C. Porto. Em cinco minutos teve rendimento», finalizou Villas-Boas.



Os últimos jogos, e alguma queda exibicional, levaram a crítica a considerar que o F.C. Porto atravessa um momento menos fulgurante. Provavelmente como consequência de algum cansaço físico. Ora Villas-Boas aproveitou a conferência de imprensa para desfazer essa ideia: não há cansaço.


«Tem tentado colar-se essa imagem, mas é falso. O que me parece é que a menor qualidade exibicional tem mais a ver com a concentração do que com o desgaste», garantiu, frisando que as mialgias e outros problemas físicos são casos isolados. «Este F.C. Porto está óptimo fisicamente.» 



Depois lembrou que Moutinho, Rolando e Guarín tiveram grande desgaste a meio da semana e que estão recuperados. «Os dois jogadores da selecção portuguesa jogaram os 90 minutos, ao contrário de outros, com um rendimento máximo absoluto e isso é fruto do trabalho que fazemos aqui.»



Por fim, e porque a semana que se segue é exigente, com a deslocação a Braga e dois jogos com o Sevilha, perguntou-se se haveria algum tipo de gestão de esforço. «Nenhum jogador vai estar a pensar no Sevilha. Completamente. A focalização máxima é neste jogo com o Sp. Braga.»


Villas-Boas admite que a deslocação a Braga, nesta fase do futebol português, é um jogo grande. «Este ano não assumiram a candidatura ao título, mas nós sempre os olhamos como tal», garantiu o treinador. «Para nós são um candidato ao título e vamos jogar com um candidato ao título.»


«É um adversário complicado e uma deslocação complicada. Vai ser um dos jogos de dificuldade mais acentuada desta Liga e que nos propõe um desafio difícil. É um vice-campeão que na última época teve um ano brilhante, não foi campeão na última jornada, e coloca-nos um desafio aliciante.»



«Tenho respeito máximo pelo que fizeram o ano passado e respeito pelo que estão a fazer este ano, porque estão dentro dos objectivos que o Domingos traçou», acrescentou Villas-Boas, ele que só admite a vitória. «É um desafio difícil, mas que podemos e devemos ganhar.»



Falar em F.C. Porto e Sp. Braga, de resto, é recordar o grande jogo da primeira volta. O Porto venceu no Dragão por um 3-2 difícil que encheu o relvado de emoção e bom futebol. Desde então muita coisa mudou, o Sp. Braga perdeu por exemplo Moisés, Matheus, Luís Aguiar e também não terá Lima.



É um Sp. Braga mais fraco?, perguntou-se. «Não propriamente. Os que jogam menos vão ter uma oportunidade para se transcender e para ameaçar os atletas habitualmente mais utilizados. O Sp. Braga tem um plantel extenso, trouxe o Kaká que é um jogador que aprecio e opções não lhe faltam.»



Com onze pontos de vantagem, e ainda um derby de Lisboa a jogar em Alvalade, é indesmentível que a deslocação do F.C. Porto a Braga assume uma grande importância neste campeonato. Em caso de vitória, os azuis e brancos partem para os dez jogos finais da Liga com dois dígitos de vantagem.


É certo que têm mais um jogo que o Benfica e que a vantagem pode ser encurtada na semana a seguir, mas garante-se no mínimo oito pontos para gerir entre seis deslocações e quatro jogos em casa. As perspectivas são boas: dá para pensar que o título pode ficar garantido? «É tudo uma grande farsa.»



«Todos os jogos são decisivos à medida que caminhamos para o fim. Estamos numa fase prematura da segunda volta. O F.C. Porto tem onze jogos para fazer este é o desafio que temos para a segunda volta e está completamente longe de ficar decidido em caso de vitória em Braga», completou Villas-Boas.



O treinador diz que lê «a competência do F.C. Porto» e fica satisfeito, mas lê também «a competência do Benfica» e percebe «que está a atravessar um excelente momento». Por isso reitera que vai haver campeonato por mais tempo. «Não me parece possa ser dado como encerrado em Braga.» 



«Essa questão já é colocada desde que perdemos os primeiros pontos em Guimarães. Até Guimarães o Porto construiu uma vantagem que não é muito diferente da que tem agora, em Outubro éramos campeões, até havia quem já tivesse abdicado de ser campeão e só lutasse pelo segundo lugar», ironiza.



«O campeonato está e sempre esteve aberto. Enquanto matematicamente o título estiver em aberto, vamos focalizar-nos nele até ao fim.» Como sempre foi feito, aliás. «Não me parece que esta seja uma fase particularmente importante, porque isso seria tirar importância ao que temos feito.» 



«A equipa vem numa fase vitoriosa e estamos confiantes no nosso trabalho. Por vezes expressamo-nos com mais qualidade exibicional, outras vezes com menos qualidade, a exibição menos conseguida foi claramente a da Taça de Portugal, mas a equipa propõe-se a atingir níveis exibicionais elevados.»


Otamendi: "Queremos vencer tudo o que resta"

Há uma coincidência entre Nicolás Otamendi e as duas derrotas sofridas pelo FC Porto esta temporada: é que o central argentino não esteve presente em nenhuma delas, nem na primeira, que resultou na quebra da série de invencibilidade (com o Nacional, para a Taça da Liga), nem na segunda, consentida igualmente em casa, perante o rival Benfica, para a Taça de Portugal. Talvez por isso Otamendi diga, com clareza e convicção, que o objectivo do FC Porto é a conquista dos três pontos em todos os jogos que faltam até ao final do campeonato português, revelando, com a mesma força, que no Dragão não se fala de crise, simplesmente porque ela não existe. "Não, não há crise. Estamos bem, sabemos que temos feito as coisas bem. O FC Porto neste momento tem de conseguir o seu objectivo, que é vencer todos os jogos que restam do campeonato. É isso que queremos, é essa a mensagem que tem sido passada, encarando as partidas com tranquilidade e concentração", assinalou o central em declarações a O JOGO, no final do Portugal-Argentina, em Genebra (Suíça), onde foi suplente não utilizado.

O argentino ex-Vélez Sarsfield - contratado por cinco épocas pelos dragões - admite que a vantagem no campeonato não é definitiva e reconhece que o Benfica está a viver um bom momento, mas insiste em transmitir uma ideia de confiança e, sobretudo, paz de espírito. "Sim, o Benfica está a pressionar, a fazer o seu papel. É normal. Há sempre uma grande rivalidade entre os dois clubes, é a luta pelo título, mas estamos a fazer as coisas bem. O importante é continuarmos assim e conseguir vencer os jogos que faltam até ao final do campeonato", reforçou Otamendi. O camisola 30 dos dragões falhou o clássico devido a uma lesão no tornozelo esquerdo e voltou à equipa azul e branca no último fim-de-semana, participando na vitória sobre o Rio Ave, e garante que a paragem não o afectou nem lhe tirou ritmo. "Sinto-me muito bem, senti-me muito bem no jogo com o Rio Ave e, bom, estou preparado para continuar assim e ajudar o FC Porto ao máximo", indicou o futebolista argentino, que domingo será titular, em Braga, e amanhã estará de parabéns: faz 23 anos, festejando pela primeira vez o aniversário fora do seu país.

"Liga Europa também é um objectivo"

"Obviamente!" - foi assim que Otamendi reagiu quando O JOGO lhe perguntou se a Liga Europa também é uma das ambições do FC Porto para esta temporada, suportando a resposta com o argumento da mentalidade do clube. "É muito importante, também. Todo o tipo de campeonatos e taças são objectivos para o FC Porto", esclareceu o eficiente central argentino, convicto. Os dragões foram brilhantes durante a fase de grupos da competição, terminando em primeiro lugar e sem uma única derrota, mas agora terão pela frente, nos 16-avos-de-final - que se começam a jogar já na quarta-feira -, um adversário de peso: o Sevilha, de Espanha. Otamendi defende, porém, que, mantendo o nível, o FC Porto tem todas as hipóteses de superar este obstáculo e chegar longe na prova europeia. "Com tranquilidade, se continuarmos a fazer as coisas bem, vamos conseguir chegar longe", frisou o camisola 30 do clube azul e branco.

Rendido ao encanto da Invicta

Otamendi viveu sempre em Buenos Aires até à mudança, no Verão, para o Porto, mas não tem estranhado o quotidiano português, confessando-se mesmo encantado com a Invicta. "É uma cidade muito linda", elogiou o jogador argentino, que no Porto tem a companhia de um número considerável de sul-americanos, entre os quais os seus compatriotas Belluschi e Mariano González. "Há muita tranquilidade no Porto. Isso ajuda a que possa estar concentrado apenas no futebol", enalteceu.

Vingar na selecção alviceleste

Nicolás Otamendi tornou-se internacional pela mão de Diego Armando Maradona, em 2009. Presente no Mundial da África do Sul, o central - por vezes utilizado a lateral-direito - conta oito jogos pela selecção alviceleste. Em Genebra, frente a Portugal, não saiu do banco, mas sente-se "motivado" pela chamada do técnico Sergio Batista, que antes do jogo o elogiou e disse que conta com ele para o futuro. "O Otamendi é um grande jogador. Tecnicamente é bom e é um grande central de marcação", afirmou Batista, um antigo... central.

in "ojogo.pt"

Juan Figer no Porto para tratar do futuro de Hulk

Juan Figer, empresário de Hulk, passou os últimos dias em Paris antes de viajar ontem com o brasileiro para a cidade do Porto, tendo chegado a Portugal com o objectivo de reunir com os responsáveis do FC Porto para discutir o futuro do avançado. O representante do internacional brasileiro, que ainda detém uma percentagem significativa do seu passe, revelou recentemente que "há muitos clubes a fazerem perguntas sobre Hulk" e a presença de Juan Figer na capital francesa serviu também para desenvolver contactos com representantes de vários clubes que marcaram presença no jogo entre as selecções da França e do Brasil.

Segundo O JOGO conseguiu apurar, o empresário uruguaio esteve, inclusivamente, reunido em Paris com Sandro Rosell, presidente do Barcelona, numa conversa em que também se falou sobre Hulk. A influência do empresário uruguaio na Europa é grande e foi o próprio Figer que revelou no início do mês a intenção de se encontrar com os dirigentes do FC Porto - "mantenho contacto com Pinto da Costa e Antero Henrique" -, até porque é por esta altura que os "clubes começam a preparar a próxima época".

Pois bem, Juan Figer acompanhou ontem Hulk na viagem entre Paris e a cidade do Porto, depois de o brasileiro ter somado a sua terceira internacionalização pela selecção principal. A saída do brasileiro no final da temporada parece cada vez mais uma inevitabilidade, uma situação encarada como normal no Dragão, onde habitam dirigentes mais do que habituados a lidar com este tipo de situações. No entanto, e como é natural, tudo depende das propostas que Juan Figer trouxer para levar Hulk, que, recorde-se, renovou em 2009 o contrato que o liga ao FC Porto e no qual ficou estipulado uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros.

Vida difícil na selecção com Mano no comando

O jogo com a França serviu para perceber que Mano Menezes não confia totalmente nas capacidades de Hulk. Apesar da ausência de vários avançados nesta convocatória - Nilmar (lesionado), Neymar (na equipa de sub-20) ou ainda Ronaldinho (a recuperar a forma no Flamengo) -, o seleccionador brasileiro ofereceu apenas cinco minutos ao portista, numa decisão pouco compreensível, até pelas características que o encontro de quarta-feira apresentou. Mais do que isso, Mano Menezes voltou a reforçar a ideia de que Hulk é um jogador "forte fisicamente", parecendo que essa é, para o seleccionador, a única característica capaz de transformar o avançado num grande jogador... As dúvidas sobre a presença assídua - ou não... - de Hulk na selecção voltam a ser dissipadas no final do próximo mês, quando o Brasil disputar mais um jogo particular.

A longa lista de candidatos...

O Barcelona surge agora como mais um possível destino de Hulk no final da temporada, juntando-se a uma já longa lista de candidatos anunciados: Chelsea, Manchester City e United, Inter de Milão, Atlético de Madrid ou Tottenham foram clubes já citados pela mais variada Imprensa. O internacional brasileiro tem sido observado de perto em quase todos os jogos do FC Porto por olheiros de vários clubes e diferentes campeonatos, antecipando-se um final de temporada recheado em notícias com possíveis destinos para o avançado. Hulk, com 27 golos esta época, é um dos avançados mais cobiçados do mercado europeu, mas como a cláusula de rescisão parece ser inacessível, o FC Porto, que detém 45 por cento do passe, pode sempre ouvir proposta

in "ojogo.pt"


Carta da invencibilidade é o trunfo de Villas-Boa

QUER TIRAR PARTIDO DE FATOR DE MOTIVAÇÃO


Depois de Alvalade, esta é teoricamente a segunda saída mais complicada do FC Porto na Liga. Isto se levarmos em conta o núcleo de equipas que teve uma palavra a dizer na discussão dos últimos títulos. O Sp. Braga está distante do nível evidenciado na época transata, mas a boa participação do onze de Domingos na fase de grupos da Champions e a qualidade do seu plantel são motivos suficientes para colocar à prova a invencibilidade dos dragões na competição.
A tarefa é complicada e André Villas-Boas não se tem cansado de avisar que os adversários preparam-se cada vez melhor para anular os pontos fortes da sua equipa. Essa é uma das razões que, no seu entender, explica uma relativa quebra de rendimento no início deste ano.
in "record.pt"

Falcao em dúvida para Braga

O avançado Falcao ainda é a maior dúvida na estratégia que André Villas-Boas, treinador do FC Porto, montará para a visita ao Sporting de Braga, no domingo (20h15), em partida da 19ª jornada da Liga de futebol.

O ponta-de-lança colombiano continua a treinar de forma condicionada com o restante plantel, conforme revela o boletim clínico dos portistas, de forma a recuperar completamente da lesão no joelho esquerdo, contraída na 13ª jornada, frente ao Beira Mar.

Radamel Falcao falhou os últimos seis jogos do FC Porto (campeonato e taças de Portugal e da Liga) e o recente desafio amigável entre o conjunto da Colômbia e a Espanha.

Segundo o mesmo relatório, divulgado na página do clube na Internet, Álvaro Pereira e Sapunaru continuam a trabalhar de forma condicionada e separados dos restantes colegas, não se vislumbrando recuperação atempada para o compromisso do próximo fim-de-semana.

O ensaio da tarde, no Olival (Gaia), já contou com as presenças dos cinco internacionais que estiveram ao serviço das selecções nacionais: João Moutinho e Rolando (Portugal), Hulk (Brasil) Otamendi (Argentina) e Guarín (Colômbia).

Villas-Boas chamou à sessão vespertina, a exemplo do dia anterior, o defesa esquerdo Romário e do ponta-de-lança Rafa, ambos dos sub-19.

Os ‘dragões’ voltam a treinar sexta-feira de manhã e, pelas 12h30 horas, Villas-Boas fará a antevisão do desafio na cidade minhota. 

Os portistas comandam o campeonato, com 11 pontos e mais um jogo que o Benfica, segundo classificado.

Após o confronto com os bracarenses, os portistas retomarão os trabalhos, sem pausas, até ao jogo com o Sevilha (primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa), na quinta-feira, partindo para a capital da Andaluzia no dia anterior.


in "publico.pt"

Brasileiros desconfiam de Hulk

Hulk brilha em Portugal, mas não se impõe na selecção brasileira. Aconteceu o mesmo com Jardel, mas a situação do incrível assume contornos distintos, pois a expressão a nível europeu tem sido elevadíssima e não se percebe muito bem como é que o seleccionador não dá, pelo menos, maior tempo de utilização a um futebolista cujas características são muito diferentes das restantes opções de ataque. 

Os brasileiros desconfiam de Hulk. Muitos jornalistas, em conversa com a reportagem de A BOLA em Paris, fizeram a mesma questão: «Ele é assim tão bom?» 

Uma simples observação a alguns vídeos disponíveis na internet permitiria refazer a imagem desfocada sobre a estrela da Liga portuguesa, mas continua a prevalecer a ideia de que Hulk é apenas um jogador de força e não da técnica tão apreciada pela torcida, e que existem muitos nomes em posições mais destacadas entre as hipóteses consideradas pelo seleccionador para formar o ataque do Brasil.

O próprio Mano Menezes deu uma prova dessa desconfiança no embate do Estádio de França. A perder por 1-0, a jogar com 10 e sem poder de fogo no ataque, manteve Hulk a aquecer durante toda a segunda parte e só lhe deu ordem de entrada a cinco minutos do fim. O avançado procurou fazer pela vida, esforçou-se para dar nas vistas e até esteve perto de marcar o golo do empate, deixando a imprensa do seu país com as mesmas dúvidas.



in "abola.pt"

«Há interesse da Juventus e Inter no Rolando», diz agente

Central do F.C. Porto foi observado no recente Portugal-Argentina


Rolando tem mercado em Itália se os clubes preencherem os requisitos pretendidos pelo F.C. Porto. A garantia é dada pelo agente Peppino Tirri que informa que o jogador tem estado debaixo das objectivas de vários clubes e não apenas transalpinos. 

«Ontem [quarta-feira] houve vários observadores a tomarem notas sobre ele no jogo entre Portugal e Argentina de vários clubes, como Inter, Juventus, Manchester United e Liverpool», afirmou o empresário ao site italiano «Calciomercato».

Apesar da cobiça não ser exclusiva a Itália, Peppino Tirri foca as atenções numa possível mudança para o Calcio no final da temporada: «Há possibilidades para ele ir para Itália. Vamos trabalhar até Junho, mas há contactos com Juventus e Inter. A cotação dele é muito alta. 15 milhões de euros? Se calhar, até será um pouco mais.»

in "maisfutebol.iol.pt"

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

LIGADO À CORRENTE


Três continentes, seis países e um vaivém electrizante, com três regressos a Portugal pelo meio, depois de um bem sucedido processo de aculturação à realidade norte-americana, que lhe permitiu estabelecer marcas históricas na Universidade de Charlotte, na Carolina do Norte. A «experiência brutal» de ter jogado em Espanha, na segunda melhor liga do Mundo, é o seu maior orgulho. Falhar o Eurobasket, em 2007, é o seu maior lamento. De novo no Porto, onde já foi campeão, Carlos Andrade está decidido a acrescentar mais um título ao currículo. Invejável. Na carreira e na atitude.

A cidade da Praia é só o ponto de partida de uma longa viagem marcada por múltiplas escalas, porque, aos dois anos, ainda antes de as memórias da Ilha de Santiago poderem conquistar contornos bem definidos, Carlos já tinha chegado a Lisboa. Voltaria, então adolescente, a Cabo Verde, para rever a família paterna, com a qual mantém contacto regular. 

Viveu por uns anos na Ajuda, mas foi em Chelas que cresceu. A jogar futebol, antes de o brilho revelado numa prova escolar sugerir o desvio para uma variante competitiva diferente, quase inversa. A permissão de contacto com a bola, que, na troca, também ganhou peso e volume, ascendeu dos membros inferiores para os superiores e o que antes era proibido passou a ser obrigatório. Nada que o atrapalhasse, no entanto. «Nos torneios inter-turmas ganhava sempre as competições de basquetebol. Toda a gente dizia que eu jogava muito bem», recorda. Lembra também a surpresa com que recebia os elogios, porque todos os gestos lhe pareciam simples e incrivelmente naturais.

Se não congénita, a habilidade de Carlos com a bola laranja nas mãos era, no mínimo, induzida. Por Mery, a irmã. «Ela é a minha inspiração», assume hoje, com uma admiração tão óbvia que nem procura disfarçar. «Na altura, via-a jogar contra rapazes e a bater-se com el
es». Influenciado pela destreza da irmã, chegou a pensar que o jogo fosse mais fácil. «Depois foi vê-la chegar à Selecção. Contava-me histórias de lugares, hotéis e pessoas que conhecia. Para mim, que ouvia pasmado, aquele mundo, no qual também queria entrar, era absolutamente fantástico».

A conselho do professor Ramos, os sonhos de Carlos cresceram o suficiente para caber por uns tempos num pavilhão do bairro da Graça. O do Maria Pia, onde, com 10 anos, conheceu João Santos, hoje companheiro de equipa e de Selecção. «A partir daí foi fácil. Foi dar largas à paixão, foi sempre a subir», evoca, com um prolongado sorriso capaz de suplantar e esquecer todos os episódios de dificuldade e superação, que são quase uma constante da sua trajectória de evolução.

(Este é um extracto de uma entrevista ao basquetebolista Carlos Andrade, que poderá ler na íntegra na mais recente edição da revista Dragões, já disponível nas bancas)



in "fcp.pt"

Falcao diz que volta em Sevilha

Falcao ainda não deve regressar aos relvados em Braga. Pelo menos na condição de titular. Foi o próprio jogador, que hoje completa 25 anos, que o admitiu em declarações à Imprensa colombiana à chegada à concentração da selecção. "Sofri um forte traumatismo no joelho esquerdo que me provocou bastantes dores. Esta semana já comecei a trabalhar com o grupo e espero que na próxima possa começar a jogar". Ou seja, Falcao não está a contar ser opção para a deslocação do FC Porto a Braga, adiando dessa forma o regresso para de hoje a oito dias, quando os dragões defrontarem o Sevilha para a Liga Europa.

Sendo assim, tudo indica que Hulk voltará a ser o ponta-de-lança de serviço dos portistas, com Varela e James no apoio. Isto se Villas-Boas não decidir promover Walter ao onze, depois de o ter deixado de fora dos eleitos nos últimos dois jogos.

Em Madrid, Falcao explicou ainda que seria prematuro dar o seu contributo à Colômbia no particular contra os campeões do mundo, a Espanha. "Não estava a cem por cento para disputar uma partida desta magnitude, no meu clube também não estou a jogar há algum algumas semanas. Portanto, jogar não seria a decisão mais prudente", acrescentou.

Ontem, El Tigre subiu aos relvados do Olival um pouco mais tarde do que os companheiros, tendo Álvaro Pereira como companhia. Ambos trabalharam à parte sob as ordens de António Dias, dando sinais de que os respectivos problemas estão perto do fim. Falcao treinou com bola e não sentiu dores pelo que até pode ser que Villas-Boas o inclua nos eleitos para a deslocação a Braga. Tudo vai depender, naturalmente, da forma como a lesão evoluir até sábado. Se o avançado não sentir qualquer limitação nem receio de disputar os lances, é quase certo que o técnico portista não desperdiçará a ocasião para dar os primeiros minutos de competição ao goleador, na condição de suplente utilizado.
Refira-se que Falcao ainda só fez um jogo em 2011 , o que tem obrigado Hulk a jogar entre os centrais adversários, e que precisa de jogar para recuperar não só a confiança como a forma. Certo mesmo, é que estará em condições de ir a Sevilha.

25
Falcao cumpre hoje 25 anos. O goleador já recebeu bastantes votos de felicidades através do Twitter, o que o levou a relembrar os seguidores de que o grande dia é apenas hoje. E será passado a viajar de volta de Madrid e a treinar no Olival. Só depois terá algum tempo para a família

9
Só em 2011, Falcao já perdeu nove jogos do FC Porto devido a duas lesões seguidas. Parou devido a fadiga extrema após o jogo com o Paços de Ferreira, regressando para a recepção à Naval. Partida em que marcaria um golo e sofreria uma lesão no joelho esquerdo

98
Faltam apenas dois golos para que El Tigre atinja a centena em toda a carreira, entre River Plate, FC Porto e Selecção da Colômbia. São dois golos que têm sido adiados devido à lesão e que, ao que tudo indica, ainda não poderão ser marcados em Braga

19
Está quase a chegar às duas dezenas de golos esta época. No FC Porto só Hulk supera essa marca com 27 golos

"O FC Porto potencia as minhas capacidades"

Falcao voltou a dizer que não está a par do interesse de grandes clubes europeus no seu concurso e garantiu que não está a pensar em sair. Pelo menos para já. O objectivo imediato é voltar aos relvados e acabar a época em grande. "Só sei do que tem saído na Imprensa. Tenho dois anos e meio de contrato com o FC Porto e penso em acabar bem esta época. De qualquer forma, sinto-me muito bem no Porto, onde sou bem tratado. A equipa potencia as minhas capacidades e fez-me crescer como jogador", sublinhou.
Adeptos das redes sociais, o colombiano explicou que as usa como um veículo para chegar mais perto dos seus admiradores e praticar um pouco a escrita, que espera um dia usar de outra forma. "Não me licenciei como jornalista e essa é uma das coisas que tenho pendentes. O Twitter e a página oficial são meios para que as pessoas possam conhecer um pouco mais da minha vida e terem algum contacto".

Em Madrid para apoiar Guarín

De manhã no Olival, à tarde em Madrid. Falcao treinou, almoçou e seguiu para a capital espanhola, de avião, a fim de assistir ao vivo ao particular entre a Colômbia e a selecção campeã do mundo. Hoje estará de volta ao Porto para prosseguir a recuperação do problema no joelho esquerdo. Além de apoiar Guarín, o avançado conversou com o técnico Hernán Gómez sobre o seu estado físico. "Esta é uma grande experiência para todos os jogadores e para a nossa selecção. Vim cá para estar com o grupo e apoiar", referiu.
A Imprensa colombiana mostrou-se, ainda, curiosa sobre a evolução de James no FC Porto. Internacional pelas camadas jovens, o extremo poderá em breve marcar presença na selecção principal e Falcao aproveitou para elogiar o compatriota. "O sistema táctico do FC Porto faz com que as escolhas dos jogadores sejam especificamente para as posições em que há necessidade. O James é usado pelo lado esquerdo e ele tem as características para desenvolver essa posição e, por isso, tem podido, com o passar dos meses, ter mais continuidade", frisou. Curiosamente, isso tem acontecido desde que Falcao se lesionou.

De volta ao relvado com o estilo de sempre

Falcao foi o mind game que Villas-Boas alimentou para o clássico com o Benfica, ainda que O JOGO tenha antecipado a sua ausência. Aliás, o goleador também não esteve disponível para a recepção ao Rio Ave, apesar de ter sido considerado apto para a competição. Ontem, Falcao desenvolveu treino condicionado sob a supervisão de António Dias, mas ainda não deve voltar ao onze em Braga. Contudo, já deu um ar da sua graça, trabalhando com bola. O estilo, percebe-se, não se perdeu com a lesão.

in "ojogo.pt"

A importância de jogar Belluschi

Coincidência: foi em Braga que Belluschi perdeu a titularidade com Jesualdo Ferreira (e o FC Porto perdeu aí o primeiro jogo de campeonato, à quinta jornada...) e é em Braga que, com Villas-Boas, o argentino volta ao onze, depois de cumprido um jogo de castigo. Entre um Belluschi e outro, o do ano passado e o actual, já foram apontadas muitas diferenças. Seja pela adaptação, pela mudança de treinador ou por qualquer outro motivo que escapa, a verdade é que as estatísticas oficiais do campeonato reforçam a importância de ter Belluschi, ou não estivesse ele no pódio de quase todos os itens que são contabilizados.

Nos remates, só Hulk e Falcao são mais insistentes do que ele. Mais: quando se contam os que tiros que efectivamente chegaram à baliza, Belluschi apanha Falcao nas contas e só Hulk lhes escapa. Bem colocado nos ensaios da finalização, apesar de só ter um golo no campeonato, o argentino também não está nada mal a ditar as coordenadas de jogo, ou não fosse ele o segundo jogador do FC Porto com mais passes efectuados, atrás de João Moutinho. Aliás, os dois, com criatividade amplamente reconhecida, não esmorecem no pódio da combatividade: Moutinho foi o portista que mais faltas fez, seguido de Belluschi, um dos preferidos de Villas-Boas para marcar os cantos, a par de Hulk. Nas faltas sofridas, só o brasileiro é mais massacrado; Belluschi e Varela completam esse pódio. Já no dos cruzamentos, só Hulk e Álvaro Pereira conseguem melhor rendimento.

Assumir riscos parece estar no código genético futebolístico de El Samurai, o que talvez justifique um dado menos positivo das estatísticas, mas igualmente com direito a pódio: só Hulk perde mais bolas do que ele, o que pode sempre acarretar alguns desequilíbrios defensivos, nada aconselháveis na visita ao Minho.

É justo dizer que, depois de o ter sacrificado em Braga, Jesualdo voltou a confiar nele na jornada seguinte, com o Sporting. E voltou a ganhar. Belluschi, esse, foi perdendo fulgor ao longo da época, mas parece apostado em redimir-se.

Polivalência que rendeu pontos

Guarín perdeu para Rúben Micael a vaga directa deixada por Belluschi, no último jogo, mas a verdade é que Villas-Boas dá sinais de confiar mais no colombiano, transformado em aposta recorrente no meio. Sombra de Fernando, Guarín já foi também usado mais à frente, incluindo na inimaginável posição 10. Os dois golos marcados ao Marítimo reforçaram-lhe o ânimo. Usado em 13 jogos do campeonato, Guarín já acumulou um total de 712 minutos e é dos primeiros a saltar do banco.

Falta continuidade para ganhar fôlego

O crédito acumulado por Villas-Boas em apostas improváveis mas certeiras (Sapunaru é o caso mais flagrante, mas há ainda Belluschi e até Guarín) tem o reverso da medalha: a par de Fucile, Rúben Micael foi dos que mais desvalorizaram de um ano para o outro. Escolhido para o lugar de Belluschi na última jornada, o madeirense só tem um jogo completo no campeonato e só por duas vezes esteve em dois jogos consecutivos no onze e nunca no campeonato, onde tem apenas 383 minutos

in "ojogo.pt"

Internacionais já reintegram treino de hoje

O FC Porto volta a treinar esta tarde e André Villas-Boas já deverá poder contar com os internacionais Rolando, João Moutinho, Guarín, Hulk e Otamendi, que reintegram os trabalhos a pensar na deslocação a Braga. Sapunaru, recorde-se, chegou a estar entre os convocados da selecção romena, mas uma mialgia de esforço acabou por obrigar a retirar o seu nome da lista à última hora. A situação do lateral manteve-se estes dias, mas deverá ser reavaliada hoje ainda. Entregues ao departamento médico continua Emídio Rafael. Falcao e Álvaro Pereira já evoluem no relvado.

Em Sevilha só na véspera do jogo

O FC Porto só viaja para Sevilha na quarta-feira, véspera do jogo dos 16 avos-de-final da Liga Europa. A proximidade determinou um plano de viagem comum para as distâncias mais curtas. Os portistas treinam em Sevilha ao final do dia, antecipando nessa altura em conferência de Imprensa o duelo com os espanhóis. Depois de dois dias de folga, por causa das selecções, o plantel portista já sabe que vai ter de trabalhar sem pausas até ao jogo com o Sevilha,

in "ojogo.pt"

Álvaro acelera para a Liga Europa

Álvaro Pereira voltou a trabalhar no relvado, depois de ter sido operado ao braço esquerdo, na sequência da lesão sofrida em Novembro durante a preparação do Uruguai-Chile e da qual se ressentiu antes do jogo para a Taça da Liga com o Nacional. Até aqui, o jogador vinha fazendo trabalho de recuperação no ginásio, mas este cenário está a evoluir favoravelmente, conforme se pôde observar ontem. Ausente desde o início do ano, ganha agora força a possibilidade de André Villas-Boas poder alimentar esperanças de ver Palito apto a tempo do jogo da Liga Europa com o Sevilha. A recuperação faz-se, contudo, sem queimar etapas e ontem Álvaro Pereira começou por evoluir à parte, sob a orientação do fisioterapeuta António Dias, que também conduziu mais uma fase de recuperação mais adiantada de Falcao.

Numa altura em que o sector esquerdo da defesa portista continua a ser fustigado por lesões mais ou menos graves - Emídio Rafael e até Sereno são os exemplos mais recentes -, as perspectivas de regresso de Álvaro Pereira prometem devolver um jogador muito importante à competição, numa altura em que o FC Porto volta a entrar nas provas europeias e se mantém envolvido na luta pelo título e pela Taça de Portugal.

De volta ao onze

Perante o cenário arrasador à esquerda da defesa - Emídio Rafael e Álvaro Pereira estão em fases distintas das respectivas lesões - Fucile será uma das poucas alternativas para os próximos jogos e tem a oportunidade de se mostrar mais, ele que atravessa uma fase discreta no Dragão

in "ojogo.pt

Bloco sem fronteiras

NOTÁVEL RENDIMENTO FORA DE CASA É O SUPORTE DE UMA MURALHA DE BETÃO


O que resulta da união de três portugueses, dois uruguaios, dois brasileiros, um argentino e um romeno? Uma verdadeira muralha de betão que se traduz na melhor defesa do campeonato. Mas isso já não é novidade nesta altura. O que salta à vista é mesmo o notável rendimento dos azuis e brancos fora de portas.
Em vésperas de arrancarem para uma tournée que os vai levar de Braga até à Luz, os dragões têm o suporte de uma retaguarda que dá toda a confiança a André Villas-Boas. Em oito saídas, o FC Porto só consentiu 2 golos, curiosamente nas únicas vezes que cedeu pontos na Liga (Guimarães e Alvalade).
in "record.pt"

Sereno luta pelo (seu) lugar

Defesa-central recuperou e está apto para o jogo de Braga. André Villas Boas tinha Fucile já apontado ao lado esquerdo da defesa… Troca de jogadores continua em equação. 

Afinal, a lesão de Sereno era apenas fadiga muscular. Problema relativamente simples de resolver e até ultrapassado durante a folga alargada. 

Dois dias de descanso que fizeram o pequeno milagre de recuperar totalmente o jogador, que já se treinou sem limitações na primeira sessão de trabalho da semana, ontem de manhã, e permite desde já ao central estar em condições de defender o seu lugar de lateral-esquerdo (de há três partidas a esta parte) no jogo de Braga. 
Uma boa notícia para o defesa, também para os dragões, porque os efectivos não abundam no sector defensivo, nem tanto para Fucile, que vê as possibilidades de regresso à titularidade e… à normalidade reduzidas com a recuperação do jogador português.

Em condições normais seria Fucile a primeira escolha de Villas Boas, mas a verdade é que esta época assim não tem acontecido, pois desde que Álvaro Pereira saiu de cena Emídio Rafael, que seria o terceiro elemento para o lado esquerdo da defesa, acabou por lhe levar a melhor. 

Depois até Sereno o fez. O central saiu mais cedo da partida com o Rio Ave, por incapacidade física, e a sua baixa, a confirmar-se, abriria definitivamente caminho para o uruguaio ocupar aquele posto para que está habilitado e certificado. O que já não será bem assim…


in "abola.pt"

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Falcao fiel ao Porto: «Espero voltar a jogar na próxima semana»

Avançado fala sobre a lesão e o seu futuro no clube azul e branco


Radamel Falcao não vai representar a selecção da Colômbia no duelo particular com a Espanha. Contudo, o avançado portista conta regressar à competição na próxima semana. Nesta altura, El Tigre trabalha de forma condicionada, enquanto o F.C. Porto prepara os embates com Sp. Braga e Sevilha.

«Não estava a 100 por cento para disputar um jogo desta importância, no meu clube também não estava a jogar há umas semanas, portanto não seria prudente. Foi um forte traumatismo no joelho, que me provocava muita dor. Esta semana já comecei a trabalhar com o grupo e espero, na próxima, voltar a jogar», explicou o jogador, ao site colombiano Futbolred.

A imprensa do seu país continua a equacionar o futuro do avançado, mas Falcao voltou a provar a sua fidelidade ao emblema azul e branco: «Tenho mais dois anos e meio de contrato com o Porto e só penso que terminar bem a época. Estou muito bem no Porto, sou muito bem tratado. A equipa potencia as minhas capacidades e fez com que eu cresça como jogador.»

James Rodriguez também desperta a curiosidade dos colombianos. O jovem esquerdino tem conquistado o seu espaço no onze de André Villas-Boas e Falcao elogia os seus desempenhos. «Usam o James no lado esquerdo e ele tem as características para jogar ali. Por isso, agora, com o passar os meses, está a ter mais continuidade, até ser titular sempre», disse. 

Radamel Falcao é presença regular nas redes sociais. O avançado colombiano actualiza o seu Twitter com regularidade e está deliciado com o lançamento do seu novo site. Uma forma de dar asas a uma paixão. «Não cheguei a licenciar-me como jornalista, essa é uma questão pendente na minha vida. Com o Twitter e a página oficial, as pessoas podem conhecer um pouco mais da minha vida e ter contacto comigo», rematou.

in "maisfutebol.iol.pt"