quarta-feira, 23 de maio de 2012

Tudo por Hulk

sad apresenta argumentos para segurá-lo

Hulk é o “reforço” mais desejado pela SAD portista para a temporada 2012/13. Nesse sentido, a direção já tem um trunfo na manga. Numa altura em que o cerco ao Incrível se aperta mais do que nunca, o FC Porto pode apresentar um novo contrato ao seu jogador, com a respetiva melhoria salarial. Isto à semelhança do que tem acontecido nas últimas épocas.

Por outro lado, face à crise económica instalada um pouco por todo o Mundo, os dragões dificilmente enjeitarão a possibilidade de vender a principal joia da coroa caso surja uma proposta superior a 50 milhões de euros. Se isso acontecer, então Hulk terá, mais do que nunca, a última palavra. 

in "record.pt"

Peppino Tirri: «Rolando quer ir para a Roma»

Garantia do agente FIFA

Rolando está interessado em transferir-se para a Roma, garante o agente FIFA Peppino Tirri. No entanto, a intransigência do FC Porto em baixar o valor que pede pelo defesa - 15 milhões de euros - poderá dificultar o negócio.

"A Roma está empenhada na contratação de Rolando, e o jogador também quer experimentar campeonatos diferentes" garantiu Peppino Tirri à Tele Radio Stereo 92.7.

"Mas o principal problema está na intransigência do FC Porto em baixar o seu preço, pois pede 15 milhões de euros e não o vai deixar sair por menos", disse o agente, que revelou ainda uma proposta do Anzhi pelo jogador em janeiro.

"O Anzhi ofereceu 15 milhões de euros ao FC Porto em janeiro, mas a proposta foi rejeitada, pois eles queriam 18 milhões na altura. Entretanto já baixaram o valor exigido, para 15 milhões, mas não vão descer mais", concluiu.

in "record.pt"

Esta é a final que não tem favorito

Quem ganhar esta noite merecerá ser campeão nacional de basquetebol. Dito assim parece uma verdade lapalissiana, mas esta será a forma mais apropriada para definir a emoção que marcará o quinto e último jogo da final da Liga Portuguesa, entre FC Porto e Benfica, este ano mais equilibrados do que nunca. Os campeões nacionais poderão estar ligeiramente acima ao medir-se o favoritismo, pelo simples facto de jogarem num Dragão Caixa que ontem esgotou os seus 2209 lugares em apenas uma hora. "Era mais difícil jogar nas Antas do que na Luz. No bom sentido, as pessoas do Porto são mais ferrenhas", recordou José Carlos Guimarães, que representou os dois clubes, embora seja mais relacionado com os encarnados.
Se a pequena loucura que se viverá hoje no pavilhão não inclinar a balança, será realmente impossível descobrir o que decidirá. O FC Porto foi mais forte na fase regular e leva ligeira vantagem pontual se fizermos a média dos quatro primeiros jogos do play-off (74-71), mas é o Benfica que fica à frente no somatório dos muitos encontros da época entre ambos. Se o coletivo portista tem compensado a valia individual dos benfiquistas, também não é por aí que se obtêm respostas: ainda nenhum jogador se destacou e torna-se difícil indicar o MVP das finais. Ou seja, será a terceira decisão consecutiva entre os dois maiores clubes do basquetebol nacional, mas bem mais equilibrada do que as dos anos anteriores, que por sinal também valeram um título a cada lado.
"É uma rivalidade benéfica para o basquetebol português", diz Pedro Miguel, outro dos que vestiram as duas camisolas e para quem os múltiplos confrontos devem ser encarados como "saudáveis". Muito experiente, o antigo base diz que o Benfica vai encontrar um "ambiente infernal", mas que os seus jogadores "são muito experientes". O que não impede a sua conclusão: "Haverá nervosismo". José Carlos Guimarães vai mais longe. "É um ambiente de tensão. Está em causa o trabalho de uma época, a nossa imagem, a melhoria dos nossos contratos", diz, dando a entender aquilo que outro jogador, Rui Mota, conclui: "Não será um jogo de muitos pontos. Com os nervos, vencerá quem for mais frio." Mas quem deixa a sentença final é o agora técnico rival Fernando Sá: "Estão as duas equipas de parabéns, são ambas merecedoras do título e justas vencedoras." Sá fala no plural, mas só uma será vencedora. Só que isso ninguém sabe... 

"Era bonito descerrar a bandeirinha do bi"

R.G.
São várias as razões que levam Moncho López a desejar muito a conquista do título, nada mais natural, mas uma das que enumerou ontem não deixa de ser curiosa. "Gosto muito de saber que o pavilhão já está esgotado, as pessoas gostam das modalidades, que têm conseguido grandíssimos resultados. Nós, entre aspas, somos a mais pequena, somos a que vai atrás em número de títulos consecutivos e todos temos consciência de que era bonito fazer o bicampeonato. Pela história do clube, sentimos que estamos um pouco em dívida com a nossa organização. Era bonito descerrar a bandeirinha do bi".
Um discurso azul e branco, de um técnico espanhol que já assumiu o portismo, mas que sabe também reconhecer o potencial do adversário e as dificuldades que o FC Porto enfrentará para chegar ao fim mais feliz. "É uma equipa fortíssima, com dois elementos de qualidade em cada posto, que ataca bem, que tem condições físicas muito boas e que já demonstrou que nos pode vencer". Mas, ainda que Moncho saiba que "o Benfica acredita que poderá vencer, pois já o conseguiu esta época", lembra: "Nós também sentimos que podemos ser campeões cá, porque já fomos e o fator campo neste tipo de jogos é decisivo. Precisamos da energia dos nossos adeptos." 

"A vontade será o mais importante"

R.G.
"Pressão? Não, este é o jogo que todos querem jogar e, se houver pressão, haverá para as duas equipas, as duas jogarão para o mesmo objetivo", disse José Costa no lançamento da negra desta noite.
"Se fizermos o que fizemos lá, na Luz, vamos ganhar o jogo", referiu ainda o base portista, considerando: "A enchente que se vai registar vai dar-nos ainda mais força e eu tenho a certeza de que a vontade de vencer será mais o mais importante." 

in "ojogo.pt"

Cristian Rodriguez: "Sei bem o que fiz e não preciso de me defender"

Cristian Rodríguez leva o FC Porto no coração, diz que se sente "tripeiro" e que voltará para rever os amigos nas férias. Nem o caso com João Moutinho, que levou o clube a dispensá-lo antes do final do contrato, poderá apagar as quatro épocas e os dez títulos que acrescentou ao seu currículo pelo emblema azul e branco. Na despedida, em exclusivo para O JOGO, o uruguaio só lamenta não ter estado nos festejos do bicampeonato. 

Quando deixou o FC Porto, escreveu uma mensagem no Facebook onde dizia que tinha tido pena de não o terem deixado ser campeão. Saiu magoado?
Por um lado sim, porque gostava de ter festejado o título, é sempre bom para um jogador sentir o calor dos adeptos. Recebi a medalha de campeão que o Álvaro trouxe e agradeço-lhe muito por esse gesto porque sem ele não teria recebido nada. Não foi fácil sair da forma como saí, depois de quatro anos e dez títulos conquistados, mas pronto... 

O que aconteceu para sair assim? Foi verdade que foi protagonista de uma agressão a João Moutinho?
Acho que foi tudo um pouco exagerado. O que aconteceu é normal em todos os clubes do mundo. Não houve agressão, apenas nos desentendemos, como muita gente se desentendeu no decorrer do ano, e sobrou para mim. Acontece em todo o lado, às vezes há equívocos. 

Chegou a ter uma discussão com Vítor Pereira no seguimento do desentendimento?
Não, isso é mentira dos jornalistas. Estou consciente daquilo que fiz e não preciso de me defender de nada e perante ninguém. 

Quer dizer que apesar de tudo, a saída do FC Porto foi pacífica, não houve processos, nem multas?
Acham que fazia sentido eu sair multado depois de me ter transferido do Benfica para o FC Porto da forma como aconteceu? Contribuí para muitos títulos e acho que isso não seria uma atitude que correspondesse ao comportamento que as pessoas têm no FC Porto. Sempre fui frontal, sempre fui o primeiro a dar a cara e a puxar pelo grupo e certamente que não ia merecer um tratamento desses. Saí bem, para mim o FC Porto é mais uma família. Passei muitos natais, passagens de ano e outras festas em Portugal. Mas uma carreira é assim, temos de seguir em frente. Vou ficar com saudades, mas quero voltar de férias para rever os meus amigos. 

Pensa que podia ter dado mais ao FC Porto?
Se jogasse mais, tenho a certeza que teria dado mais. Mas mesmo quando jogava dez minutos, ou até cinco, deixava tudo em campo. 

"Quiseram renovar a dois meses do fim do contrato"

Sempre disse que aceitava renovar pelo FC Porto. Chegou a receber alguma proposta da direção?
Se me tivessem feito a proposta há mais tempo, renovava logo. Mas só me propuseram renovar dois meses antes de acabar o contrato. Acho que isso não se faz em lado nenhum. Se me tivessem proposto no início do ano teria sido diferente, aceitava com gosto, porque amo o FC Porto e os seus adeptos e teria ficado muito feliz por continuar. 

O FC Porto chegou a estar em negociações com o Grémio para um empréstimo. O que falhou nesse processo?
Tem a ver precisamente com a renovação que me propuseram dois meses antes do final do meu contrato. Ganhei dez títulos no FC Porto, estive quatro anos no clube e não achei bem que só me tivessem feito a proposta de renovação nessa altura. Para mim era melhor ter saído normalmente no final do contrato, como campeão. 

Também se chegou a noticiar que o FC Porto esteve em negociações com o Rubin Kazan para o transferir, confirma isso?
Que eu saiba não. Ninguém me disse nada sobre isso. Mas sempre estive à margem de qualquer negociação, deixei sempre isso para as pessoas do clube e para o meu empresário. Só me preocupava em jogar futebol e dar o máximo, treinar e ganhar ao fim de semana. 

A sua mãe chegou a confessar que o Cristian já não se sentia bem no FC Porto, antes até do caso com João Moutinho. Sentiu-se desgastado com o processo de renovação?
O último ano de contrato é sempre mais difícil. O facto de não jogar regularmente também complicou ainda mais, porque não se passa nada e começamos a pensar em muita coisa. 

"Posso ter jogado mal mas dei tudo em campo"

Em fevereiro teve um desabafo no Facebook, por causa de alguns insultos dos adeptos. Antes já se tinha envolvido em problemas em Barcelos, depois da derrota do FC Porto. Sentiu-se um alvo?
Não, nunca me senti um alvo, pelo contrário. Em Barcelos até empolaram as coisas com um problema que nem era comigo. Não tive nada a ver com aquilo, mas também não sou polícia para andar a dizer quem foi e quem não foi que esteve envolvido. Eram dois ou três jogadores que estavam na confusão. Mas é normal que aquilo tenha acontecido, porque ninguém gosta de perder. É natural que critiquem e que se digam certas coisas naquelas alturas. Mas eu sempre fiz por respeitar o FC Porto e dar o máximo por aquela camisola. Posso ter jogado mal, posso ter tido uma tarde ou uma noite má, mas sempre deixei tudo em campo. 

Foi um acumular de problemas que conduziram a esta situação?
Não. O último ano de contrato é sempre mais complicado e não termos conseguido renovar antes tornou tudo mais difícil. 

É difícil olhar para trás?
Não, antes pelo contrário. Tenho orgulho em ter jogado no FC Porto durante quatro anos e agradeço a oportunidade que me deram. Hoje sabem que contam com um portista mais, com mais um adepto. Fiz muitas amizades aí.
Muitas vezes era acusado de não se empenhar a fundo, depois perdeu o lugar na equipa. Isso magoava-o?
Este ano ganhei quase todos os jogos em que participei. Apenas empatei um e perdi outro contra o Barcelona. Mas quando joguei dei sempre tudo de mim. A minha passagem pelo FC Porto foi positiva, ganhei muitos títulos e fiz muitas amizades com os adeptos e vou voltar de férias ao Porto e a Matosinhos, de que gosto muito. 

Sabemos que tinha outra atividade, que praticava outra modalidade, kickboxing, à margem do FC Porto. Isso alguma vez foi um problema?
Praticava sim, mas sem que isso interferisse na minha vida profissional. Quando não se joga e não queremos perder a condição física temos de procurar alguma coisa que nos preencha. No FC Porto chegava a jogar dez minutos e a entrar de folga no dia seguinte. Para mim não era suficiente. Treinava para manter a condição física, mas nunca falhei um treino, nem isso nunca me prejudicou. 

"Transição de Vítor Pereira foi complicada"

A temporada ainda estava a acabar de ser planeada quando Vítor Pereira herdou a equipa de André Villas-Boas, mas a aposta na continuidade da SAD do FC Porto nem por isso deixou de ter reflexos na equipa. "Foi uma transição um pouco complicada. Acho que ninguém esperava que o Vítor Pereira fosse ficar depois da saída do André Villas-Boas. Ser treinador adjunto e passar a principal são coisas diferentes. Como adjunto, tivemos sempre mais confiança. Era muito bom adjunto e brincávamos sempre uns com os outros. Depois, na pele de treinador principal, tomar certas decisões tornou-se muito mais difícil. As brincadeiras deram lugar a um homem mais sério e essa foi a diferença", explicou Cebola, que não misturou as coisas: "Agora, não deixa de ser muito bom treinador e a esse respeito não tenho nada que dizer". 

"Conquistas da época passada foram um fardo"

Havia alguns jogadores que estiveram para sair no final da época passada. Isso criou algumas tensões dentro do grupo?
É sempre difícil ganharmos tudo num ano. A seguir, as pessoas do clube estão à espera que se mantenha o mesmo nível, mas é muito complicado conseguir isso. As conquistas da época passada foram um fardo para nós. Não conseguimos ir longe na Champions, na Taças de Portugal e na Taça da Liga. Por isso foi uma época mais complicada para nós. 

Rolando, Álvaro e não só, estiveram na origem de alguns casos durante a época. Houve mais complicações na equipa do que em outras temporadas?
Não, são coisas que acontecem em todas as equipas do mundo. O plantel é grande e todos temos problemas, emoções e é difícil que não haja casos durante uma temporada. Qualquer equipa no mundo passa por situações semelhantes. 

"Pinto da Costa é um senhor"

Pinto da Costa é uma figura que marcou Cebola, que explicou o porquê de o FC Porto ganhar mais vezes: "É um senhor, um excelente presidente e um grande homem. Gostei muito da forma como me tratou e como tem liderado o clube. Todos gostam dele e não estou a dizer isto por ser puxa-saco, apenas digo aquilo que sinto." 

Na primeira pessoa

"Sinto-me um tripeiro"

É conhecido por ser uma pessoa temperamental, por ter uma personalidade forte. Isso alguma vez o prejudicou no FC Porto?
Sou uma pessoa de carácter forte, mas não sou má pessoa. Também não sou falso. Se tiver alguma coisa a dizer falo nos olhos, nunca pelas costas, seja com quem for. Enfrentei todos da mesma forma. Se não tiver razão, também sou capaz de o reconhecer e de pedir desculpa. 

Quer deixar uma mensagem aos adeptos?
Muito obrigado, do fundo coração. A única coisa que me faltou foi ter estado junto da claque, cantar com eles e festejar. Tenho lá muitas amizades e hoje sinto-me um tripeiro.
E aos seus companheiros...
Estou feliz por ter jogado com eles e ter feito parte de um clube como o FC Porto. Saio contente por ter ganho tantos títulos e sei que será difícil repetir isso noutro clube.

"Futuro passa por Itália ou Espanha"

Já sabe por onde pode passar o seu futuro?
Pode ser em Itália ou Espanha, mas ainda não assinei nada. Tenho contactos, mas até agora não tenho nada de concreto, mas o mais certo será prosseguir a minha carreira em Itália ou Espanha. 

in "ojogo.pt"





Domingos Paciência "Pedi uma 7Up e disseram-me que tinha de ir para outra mesa"

Viu Gomes lesionar-se e perder a final, mas foi entre amigos, entre Costa Cabral e a Baixa, que viveu a noite que mudou a história do FC Porto. Domingos recua até aos dias em que sonhava ser, um dia, reconhecido na rua.
Onde é que estava no 27 de maio?
Estava em casa com uns amigos, ali na zona do Raione, em Costa Cabral. Foi uma coisa única, depois andei pela Baixa, foi uma festa imensa. Senti como se fosse uma conquista minha também, porque eu tinha 18 anos, era júnior mas já treinava muitas vezes com eles. Foi uma festa muito bonita, sem excessos, porque ainda era novo para isso, mas fiquei imensamente contente.
Tendo estado com o plantel dias antes da final, que sensações havia no balneário?
Lembro-me da série de lesões antes da final. O Artur Jorge chamou seis ou sete juniores para compor o grupo nos treinos e recordo-me do lance em que o Gomes se lesionou. Percebi o desespero dele quando sentiu o pé prender na relva, mas houve ainda o caso do Lima Pereira e essas lesões tiveram impacto. A ansiedade de jogar essa final cresceu, apesar da experiência da maior parte dos jogadores.
Não esteve com eles em Viena, mas como os reencontrou depois?
Havia uma alegria enorme, porque foi o coroar de uma geração. Senti que tudo passou a ser diferente, aquilo tinha sido único.
Sentia-se um intruso no balneário nesses primeiros meses?
Abordavam-me de formas diversas, mas guardo o carinho de todos eles. Era um miúdo, lembro-me bem de quando me começaram a levar para os almoços e começaram a fazer de mim homem. Um dia fomos almoçar, pedi uma 7Up e disseram-me que tinha de ir para outra mesa, que ali não se bebia 7Up, porque eles, bastante mais velhos, costumavam acompanhar com um copo de vinho, dentro dos limites como é óbvio. Nunca mais me esqueço da primeira vez que me convidaram para almoçar: foi ali na zona de Campanhã e fui com o Quim, o André, o Sousa, o Jaime Pacheco... Brincavam comigo, na altura talvez não o percebesse, mas era uma forma de me prepararem para o futuro.
É aí que começa uma relação quase entre irmãos com o João Pinto...
Ele foi sempre o meu colega de quarto depois da saída do Sousa, quer no clube, quer na Seleção. Brincávamos muito, há imensas histórias e conhecemos os sonhos um do outro, literalmente, porque falávamos durante a noite e de manhã contávamos o que o outro tinha dito a dormir. Houve até situações de sonambulismo... Foram muitos anos, cresci muito com ele e a passagem da braçadeira, em determinada altura, foi muito natural.
O que é que o futuro foi beber àquela geração?
A final de Viena marca a mudança do FC Porto. Aquela geração era fabulosa e continuou a ganhar com o Ivic, o que serviu de lição para muita gente. Depois, o presidente teve perícia para perceber que já se tinha atingido o topo, que era preciso mudar, renovar, salvaguardar o futuro. Quando sai o Quinito e regressa o Artur Jorge, há uma geração nova com o Baía, o Fernando Couto e o Jorge Couto...
Antes disso, o famoso "Gomes é finito"...
Mais tarde, o Quinito disse que era "Gomes e mais dez", mas acho que aquilo foi uma confusão. Perceberam mal uma palestra dele no relvado, mas ele foi sacrificado por isso. Houve momentos conturbados nessa renovação, mas a mudança foi operada no momento certo e serviu de exemplo. Quando se ganha muito, tem de haver sangria no plantel, sob pena de se perder a ambição.
Fazendo parte de uma geração importante do FC Porto, magoa-o ter jogado entre a vitória de Viena e as conquistas de Sevilha e Gelsenkirchen? Os títulos europeus passaram-lhe ao lado...
Tenho consciência disso. Faltou-me um título europeu e senti-o próximo quando fomos à meia-final com o Barcelona [Liga dos Campeões 1993/94]. Tivemos a infelicidade de nos cruzarmos com a melhor geração de futebolistas da história. Lembro-me do Milan, dos holandeses, do Barcelona de Stoichkov e Romário... A concorrência era fabulosa e retirou-nos protagonismo. Não me esqueço de um lance com o Milan em que, no último minuto, a bola fica debaixo do corpo do Drulovic e fez a diferença entre jogar a meia-final em casa com o Mónaco ou em Barcelona. A sorte no futebol existe...

"Queria ser famoso..."

Domingos admite que algo o movia há 25 anos e não tem qualquer receio em admiti-lo. "Queria usufruir de bens que nunca tive, mas não punha o dinhero acima do resto. A prioridade era ser famoso, reconhecido na rua", lembra, revelando que sempre gostou do contacto com as pessoas: "Era a forma de eu perceber que gostavam do que eu fazia, que valia a pena." Em 1987, Domingos já tinha posto os estudos de lado, porque percebia que o sonho de ser futebolista estava afinal ao seu alcance. Duas vezes campeão de juniores (uma das quais em 1986/87) e melhor marcador do escalão, já morava sozinho, mas ainda não conduzia. "Vivia num aparthotel. Não tinha carro e apanhava boleia do João Pinto, que tinha um Citroën e que todos os dias me apanhava às 7h45, 8h no máximo", a caminho das Antas. A sua história na primeira equipa começou na época seguinte e é sobejamente conhecida: com um total de 104 golos, Domingos é o quarto melhor marcador da história do FC Porto, só atrás de Gomes, Jardel e Hernâni. 

in "ojogo.pt"

"FC Porto quer 15 milhões de euros por Rolando"

O namoro entre o Roma e Rolando parece não ter fim. Depois de ter sido noticiada a visita de Walter Sabatini, diretor-desportivo do clube, ao Porto para tentar negociar o central por dez milhões de euros, foi agora a vez de Peppino Tirri, agente que alegadamente trata das questões relacionadas com o jogador no mercado italiano, confirmar que os romanos estão a tentar contratá-lo. Porém, alertou que será preciso subir a parada para o conseguir. "O Roma está a trabalhar o caso de Rolando, está interessado na sua compra. Rolando está bem no FC Porto, mas está disposto a uma nova experiência depois de tantos anos no Dragão; ele gostaria de competir num ambiente diferente. O principal são as exigências do FC Porto, que pede, pelo seu passe, 15 milhões de euros e não tem intenção de baixar esse valor", referiu. Tirri revelou ainda que Rolando esteve com um pé no Anzhi. "Normalmente, o FC Porto pede muito dinheiro pelos seus jogadores devido à sua qualidade. Em janeiro, o Anzhi ofereceu 15 milhões de euros, mas o FC Porto rejeitou e pediu mais três. Agora, o valor pode cair para os tais 15 milhões, mas nunca menos do que isso", insistiu.
João José Silva, o empresário que sempre tratou das transferências do defesa-central, tem uma versão diferente sobre o interesse do Roma: "Ninguém falou com Rolando, nem comigo, e, que eu tenha conhecimento, nem com o FC Porto." 

Hulk não quer falar sobre transferências

Drogba anunciou ontem a saída do Chelsea e logo se multiplicaram os rumores do interesse dos blues em contratar Hulk para o lugar do marfinense. Abramovich até já teria dado luz verde para a compra do Incrível, mas também de Falcao. O brasileiro, de férias na Paraíba, mantém-se à margem de tudo. "Não falo sobre transferências. Isso é assunto para o meu empresário. Só sei que vou continuar na Europa e que em julho volto para lá", insistiu em declarações ao "Globoesporte".
Hulk fez ainda um balanço da época no FC Porto, comparando-a com a anterior. "A equipa foi campeã portuguesa e isso foi muito bom, mas é inegável que a temporada de 2010/11 foi muito melhor do que esta última, fomos praticamente imbatíveis e vencemos quase tudo o que disputámos. É mesmo difícil igualar uma temporada que foi quase perfeita", referiu.
O Incrível apresenta-se ao serviço na seleção brasileira, juntamente com Alex Sandro e Danilo. Os canarinhos vão disputar quatro jogos particulares com a Dinamarca (26 de maio), Estados Unidos (30 de maio), México (3 de junho) e Argentina (9 de junho). Depois disso, Hulk espera ser chamado para a seleção olímpica brasileira.

Jackson Martínez ainda não sabe onde vai jogar

Concentrado na seleção da Colômbia, que vai disputar dois jogos de apuramento para o Mundial'2014 contra Peru e Equador, Jackson Martínez garantiu que ainda não sabe onde vai jogar na próxima temporada. Insistentemente apontado ao FC Porto, o avançado não confirmou a saída do Jaguares, do México, clube com o qual ainda tem contrato, preferindo discutir esse assunto depois das partidas da seleção. "Neste momento não sei o que se vai passar com o meu futuro. Espero terminar este processo com a seleção e depois verei o que se pode passar", referiu em declarações à Imprensa do seu país. O Liverpool é outro dos clubes que tem sido associado ao colombiano, de 25 anos.
O avançado tem aproveitado estes dias para conversar com James, Guarín e Falcao sobre o FC Porto, procurando ao mesmo tempo alhear-se das movimentações do mercado. "Estou apenas a pensar no que podemos fazer na seleção, e essas coisas não podem estar na minha cabeça o tempo todo", atirou.
A Colômbia tem quatro pontos em três jogos de apuramento para o Mundial e vai jogar ao Peru no dia 3 de junho e ao Equador uma semana depois. 

Fabiano ainda está pendente de pormenores

Ainda não foi ontem que o FC Porto fechou a contratação do guarda-redes Fabiano ao Olhanense. O brasileiro segue hoje para o Brasil, para gozar férias, sem que tenha assinado contrato com os campeões nacionais, o que não quer dizer que não o faça em breve. Neste momento, faltarão acertar apenas alguns pormenores no negócio, visto que parte do passe do atleta pertence a um grupo empresarial que o colocou no Algarve.
Isidoro Sousa, presidente do Olhanense, esteve no Porto e conversou com os responsáveis portistas sobre o assunto. Ontem, porém, não confirmou as negociações, mas admitiu que há um grande interessado. "Não vou falar em nomes. As coisas só estão concluídas quando a assinatura estiver feita", referiu, assumindo, no entanto, que o futuro do guarda-redes é em Portugal. "Há um grande a nível nacional interessado e estou esperançado que ele fique no nosso campeonato, referiu. 


in "ojogo.pt"

terça-feira, 22 de maio de 2012

Já não há bilhetes para a finalíssima de basquetebol

Esgotaram numa hora os ingressos para a finalíssima entre FC Porto e Benfica, no Dragão Caixa, que vai definir o campeão nacional.


Bastou uma hora de venda para que esgotassem os cerca de 2200 bilhetes para o quinto e decisivo jogo do "play-off" da Liga de basquetebol. FC Porto e Benfica disputam o título, na finalíssima, que terá lugar do Dragão Caixa, pavilhão da equipa azul e branca.

A final está empatada, depois das duas equipas terem vencido dois jogos cada uma. A "negra" joga-se amanhã, às 21h00.



in "rr.pt"

Empresário de Rolando confirma negociações

Defesa dos dragões é alvo da Roma. Único impedimento é o valor pedido pelo FC Porto.


O agente de Rolando em Itália confirmou o interesse da AS Roma no jogador: "A Roma está a trabalhar por Rolando, está interessada na sua compra."

Em entrevista à "Tele Radio Stereo", Peppino Tirri explicou que o atleta de 26 anos está interessado em competir num ambiente diferente do FC Porto. 

No entanto, os dragões pedem 15 milhões de euros e não querem ceder a um valor mais baixo.


in "rr.pt"

Chelsea avança para Hulk e Falcao

Os vencedores da Liga dos Campeões querem a "dupla maravilha" para a nova temporada. Roman Abramovich não olha a gastos para reforçar o plantel.


Roman Abramovich quer garantir definitivamente a contratação de Hulk e Falcao. 

De acordo como "Daily Mail", o presidente do Chelsea quer avançar prioritariamente para Hulk, do FC Porto e Falcao, do At. Madrid. Modric, do Tottenham, e Hazard, do Lille, são também opções para reforçar o plantel de Stamford Bridge para a nova época.

O milionário russo dos "blues" está concentrado na dupla de sonho Hulk e Falcao, que, na passada época, fez furor no FC Porto. Os vencedores da Liga dos Campeões vão ver vários jogadores a abandonar o plantel, entre os quais Drogba, Kalou e Bosingwa.


in "rr.pt"

Atletas azuis e brancos sagraram-se campeões


Realizou-se, este fim-de-semana, no salão do Clube de Bilhar da Amadora, o Campeonato Nacional individual às três tabelas. Rui Manuel Costa e João Ferreira, atletas do FC Porto CIN sagraram-se, respectivamente, campeão e vice-campeão nacionais.

Na próxima época, Rui Manuel Costa vai participar no Campeonato da Europa e João Ferreira vai defender, no próximo dia 26 de Maio, o título de bicampeão de esperanças, que se revalidar, lhe dará acesso ao Campeonato da Europa de Juniores.


in "fcp.pt"

Sara Oliveira confiante no Campeonato Europeu


Sara Oliveira já iniciou a participação no Campeonato da Europa de Natação, que decorre durante esta semana, na cidade húngara de Debrecen. Esta segunda-feira, a atleta nadou os 50 metros mariposa e conseguiu o tempo de 28.18s, que a colocou na 32.ª posição. Na quinta-feira, volta a competir, desta vez, nos 100 metros mariposa e no sábado, procura o tempo de acesso nos 200 metros.

Com os mininos B garantidos para os Jogos Olímpicos nos 100 metros mariposa, o objectivo é alcançar o tempo de acesso nos 200 metros. "Os tempos são sempre o meu grande objectivo. Com os Jogos Olímpicos a chegar, vou tentar confirmar o meu tempo nos 100 metros mas estou mais focada em conseguir atingir o mínimo necessário nos 200 metros", revelou a nadadora.

Para Sara Oliveira, esta competição é muito importante e, acima de um bom lugar na classificação, a atleta procura atingir um tempo recorde. "O nosso grande objectivo é conseguir o mínimo para os Jogos Olímpicos, por isso, os tempos que conseguir são fundamentais. Quanto à classificação, se ficar acima do 16.º lugar, participo na meia-final, o que me dá outra oportunidade de conseguir melhorar o meu tempo", explicou.

A nadadora azul e branca perspectiva um campeonato muito competitivo mas garante que está focada nos seus objectivos. "Vai ser uma fase de avaliação. Vou ter muitos adversários à altura e a lutar pelos mesmos objectivos", afirmou. Sara está "100% confiante" nos resultados que poderá obter e garante que esteve ”totalmente disponível e concentrada nesta competição".

O treinador, José Alexandre Silva, confirma que a preparação foi muito rigorosa. "Neste momento, estamos no pico de forma máximo. Há que trabalhar e acreditar em tudo o que fizemos. Vamos tentar que a Sara ultrapasse todos os adversários, para conseguir um lugar no ranking de acesso aos Jogos Olímpicos", acrescentou.

in "fcp.pt"

«Se tiver uma oportunidade, vou aproveitá-la» - Abdoulaye

Finalizado o empréstimo à Académica com a conquista da Taça de Portugal, Abdoulaye aguarda agora por indicações do FC Porto sobre a próxima temporada.

«Tenho contrato mas ainda não sei onde vou jogar, principalmente porque não conheço a decisão do FC Porto. Resta-me esperar», diz o defesa-central senegalês, de 21 anos, em declarações ao site vavel.com.

Uma coisa é certa: Abdoulaye não quer ficar parado.

«Preciso de jogar. É importante ter continuidade porque a minha perspetiva é representar a seleção do Senegal. É isso que pretendo para a próxima época, jogar, esteja onde estiver. Se o FC Porto me der uma oportunidade, vou aproveitá-la», afiança.

Sobre a vitória ante o Sporting, que valeu aos estudantes a conquista da Taça de Portugal e a entrada direta na fase de grupos da Liga Europa, considera o central ter sido um desfecho justo.

«Tivemos de sofrer. O Sporting era favorito mas isso no futebol nada garante. Tivemos a nossa oportunidade e fomos recompensados pelo nosso trabalho. Soubemos ser inteligentes», destaca.

in "abola.pt"

Até à vista, Alvaro!

partiu para a seleção sem garantia de regressar

O dia de ontem começava a clarear quando Alvaro Pereira entrou no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Em passo apressado, e procurando escapar ao contacto com a nossa equipa de reportagem, encaminhou-se para o balcão de check-in e tratou da viagem para Moscovo, com escala em Roma. Pouco dado a entrevistas nos últimos tempos, excetuando quando o contacto foi feito a partir do seu país, o uruguaio escusou-se a prestar declarações. Depois do que aconteceu em Braga, Palito optou por uma toada mais defensiva. São vários os temas quentes que marcam a atualidade e nesse sentido o silêncio foi a solução adotada.

Alvaro, de 26 anos, vai agora representar a seleção celeste, à qual se vai dedicar totalmente até à segunda semana de junho, iniciando depois as férias. A partir daí é todo um mar de incertezas. Apesar de ter contrato com o FCPorto até 2016, é público que o lateral-esquerdo está descontente com a sua situação no clube, mostrando-se recetivo a ofertas que encham as medidas tanto a si como à SAD. Até ao momento, sabe-se apenas que Chelsea e Paris Saint-Germain são dois dos clubes que têm acompanhado o seu percurso com atenção, mas propostas concretas nem vê-las...

in "record.pt"

Final de novidades

À semelhança da época passada - na altura à melhor de sete jogos -, FC Porto e Benfica discutem a negra da final da Liga Portuguesa de Basquetebol e amanhã vamos, finalmente, saber quem é o novo campeão. Ao consentir uma derrota por 64-75, no domingo, os encarnados não festejaram o campeonato, enquanto os azuis e brancos alcançaram uma vitória na Luz, algo que não acontecia há mais de um ano. O último triunfo datava de 23 de março de 2011, e para a fase regular. Daí para cá, a equipa de Moncho López tinha sofrido cinco derrotas consecutivas em Lisboa.
Portanto, ao contrário da final do ano transato, o fator-casa não tem sido elemento determinante nesta final, pois cada uma das equipas obteve um triunfo fora - o que exponencia a emoção para amanhã à noite (21h00). Já no que toca à condição física dos jogadores, essa nem sempre foi a ideal, pois, de parte a parte, alguns foram apresentando limitações, como Seth Doliboa ou Greg Stempin, peças fundamentais de ambos os lados. Por sinal, as duas formações seguiram ontem planos diferentes: o FC Porto treinou, o Benfica não.
Sendo semelhantes as probabilidades de o Benfica recuperar o título que perdeu para os rivais em 2011 ou as de o FC Porto festejar o bicampeonato em casa - que lhe escapa desde 1995/96 e 1996/97 -, a verdade é que esta será a quinta final dos últimos dez anos a decidir na negra. Além da anterior, também em 2002/03 (Oliveirense e Portugal Telecom), 2006/07 e 2007/08 (Ovarense e FC Porto nestas duas edições) tudo ficou para a última.
Os bilhetes vão estar à venda hoje, a partir das 9 horas, ao preço de quatro euros e apenas destinados a sócios do FC Porto. 

in "ojogo.pt"

Ljubomir Obradovic "No FC Porto ganha-se pela química existente"

Já está na Sérvia, de férias, mas antes de partir Ljubomir Obradovic, um técnico que no FC Porto vai batendo recordes, conversou com O JOGO.


No dia 23 de julho começará a quarta época seguida no FC Porto; ninguém o fazia desde José Magalhães [1997/98 a 2000/01]. Fez o tetra que o FC Porto não conquistava há 52 anos e o próprio Obradovic nunca tinha ganho três títulos seguidos. Qual é a fórmula deste casamento feliz?

O FC Porto é um clube especial, um clube que tem como objetivo ganhar em qualquer modalidade, um clube que vence há muitos anos e que vai continuar a vencer. Vencia antes de mim, vence comigo e depois de mim vai continuar. Porque no FC Porto, a filosofia de vida é ganhar.

Este é um casamento bem-sucedido a vários níveis: longevidade, sucessos e até a relação com os adeptos, que lhe deram uma tremenda salva de palmas na festa do tetra...

Não gosto muito de falar sobre mim, mas digamos que isto é uma química entre mim e os dirigentes, os dirigentes e os jogadores, entre mim e os jogadores - entre nós todos, há uma química positiva. Eu gosto de uma atmosfera positiva e, quando isso existe, os resultados aparecem. Tenho todo o apoio da estrutura do FC Porto, posso fazer o treino que quero, quando quero, onde quero. Isso é um privilégio e tenho de deixar daqui um "muito obrigado" ao professor Magalhães, que está sempre a par de tudo, e, com isso, é normal que as coisas funcionem. Isto pode dar a sensação de que não é difícil, mas é, porque cada jogo é importante, em cada jogo queremos ganhar e todas as equipas querem cada vez mais ganhar ao campeão. Mas esta é uma equipa que sabe jogar, que tem uma mentalidade ganhadora - e temos de continuar assim.

Já tinha estado em Portugal antes, no Belenenses, no Madeira, no ISAVE, mesmo noutros clubes em que jogou. Como olha agora, que está no clube, para o FC Porto?

O FC Porto é um clube muito organizado, aqui é tudo impecável. Toda a gente respeitas as regras de jogar neste grande clube. Sinceramente não sei mais o que dizer, a não ser que é toda uma estrutura altamente profissional.

Como sente o reconhecimento, as palmas dos adeptos, as taças, as medalhas?

O FC Porto tem adeptos espetaculares em todas as modalidades, desde o futebol às de pavilhão. São adeptos que sabem apoiar, que sabem levantar a equipa nos momentos maus e sabem apoiar. São adeptos extraordinários. 

"Aqui a orientação é construir jogadores"

Quando olha para a próxima temporada e vê os adversários a fazer contratações, a ir buscar jogadores até ao FC Porto, isso não lhe abala a confiança?

Porque haveria de abalar? São sempre sete contra sete. Podem ser mais altos, mais baixos, mais gordos, mais experientes, com mais qualidade... isso não me preocupa. Se o FC Porto estiver no nível com que terminou a fase final, não me preocupo. Isso depende da política de cada clube. A orientação do FC Porto é construir jogadores, com a nossa filosofia de andebol, e dos nossos jogadores mais novos, construir seniores. Outros têm outra política, de comprar jogadores já feitos, prontos a jogar.

Mas constroem e ganham na mesma...

Nós queremos pensar no que é bom para o FC Porto e para o andebol em Portugal. Temos miúdos com grandíssimo futuro. No próximo fim de semana é a fase final dos juniores e o [Carlos] Martingo tem obrigação de ganhar, não pode fugir a essa responsabilidade. Se se mete na cabeça que é para ganhar, é para ganhar mesmo; se perde, levanta a cabeça e segue em frente. Mas eu tenho toda a confiança em Martingo e em Ricardo Moreira, gosto mesmo da forma como eles trabalham. Vamos construir mais treinadores e jogadores; Ricardo Costa também tem um bom grupo no Colégio dos Carvalhos. 

"Futuro dele é o mais alto nível"

Gilberto Duarte foi o MVP do campeonato com apenas 21 anos. Quais as possibilidades dele no futuro?

Ele é um grande talento e é trabalhador e, quando essas duas coisas se juntam, tudo se torna mais fácil. Entrando na Liga dos Campeões, todas as equipas de topo vão bater à porta do FC Porto e perguntar pelo Gilberto. O futuro dele é mesmo o mais alto nível. A Portugal, falta estar na Liga dos Campeões e falta a Seleção participar no Campeonato da Europa e do Mundo. Isso é a chave do futuro e temos de pôr a mexer o Gilberto, o Wilson, o Tiago Rocha, os jogadores do Sporting, do Benfica, temos todos de crescer. 

"Esta equipa precisa mesmo de entrar na Liga dos Campeões"

Após esta série de conquistas, falta a entrada na Liga dos Campeões...

É o sonho do FC Porto [suspira e encosta-se na cadeira]. Estes anos não tivemos sorte, ou cabeça... alguma coisa faltou. Vamos a ver este ano, o adversário, o local... Além disso, isto não é só desporto; esta é uma equipa que precisa mesmo da Liga dos Campeões e de ganhar esse tipo de experiência. Entrando, faz dez jogos e, no outro ano - não sei quantos pontos faltam a Portugal para entrar diretamente -, uma meta é conquistar estes pontos que dão a Portugal a entrada direta. O FC Porto já demonstrou que está à frente das outras equipas em Portugal, e esse é um bom sinal para a Seleção, que pode contar com os jogadores do FC Porto. 

"Nunca me dou por contente"

A sua caminhada no FC Porto começou há três anos com duas derrotas, no Sporting da Horta e depois, em casa, com o Xico, à segunda e terceira jornadas. Nessa altura teve alguma dúvida?

Eu nunca tenho dúvidas sobre o meu trabalho. Quando o prof. Magalhães chegou a Belgrado para falar comigo, só lhe fiz uma pergunta: "Ao fim de dois meses não vai estar ao lado dos jogadores?" Ele perguntou porquê, e eu disse-lhe que os jogadores em Portugal não estavam habituados a trabalhar desta maneira e iriam perguntar porque trabalhamos tanto e ele disse-me que não haveria nenhum problema. Essas dúvidas deles aconteceram mesmo. Houve que trocar os hábitos dos jogadores, o que não é fácil, aprender uma defesa nova, como se atacam as diversas defesas dos adversários, e isto não se faz em dois meses. Mais tarde tivemos dois jogos fora, no ABC e no Sporting, trabalhámos duro e eu disse aos jogadores que se jogássemos mesmo bem nesses dois jogos, seria "culpa" do treinador. Ganhamos no ABC e no Sporting, e foi nessa altura que a opinião deles sobre mim mudou.

Ao fim de três anos há as vitórias, os bons resultados, as boas exibições, os números... Está satisfeito ou ainda pode espremer mais desta equipa?

Eu nunca estou satisfeito. Com o tipo de trabalho que faço, nunca posso estar contente. Nós, no FC Porto, vamos construir jogadores, mas também vamos construir treinadores e digo sempre aos meus colegas Carlos Martingo, Ricardo Moreira e Ricardo Costa que nunca podemos estar contentes, temos de procurar sempre mais, até à perfeição. O jogo é o espelho de treino e se se treina bem, joga-se bem; se se treina mal... é impossível. Mas há que estar sempre em cima dos jogadores, os meus treinadores têm de estar por cima dos atletas, eles têm de saber respeitar o treinador e crescer.

Agora, com nove pontos para o segundo classificado, o Madeira SAD, e 13 para os terceiros classificados, Sporting e Benfica, como motiva os atletas e os convence de que podem fazer melhor?

Estamos aqui para deixar os outros festejar? Claro que não. Por isso não é difícil motivá-los. Nós aqui temos grande fome de vitória. Cada jogador e eu próprio temos grande fome de conquistas. Temos um grupo de jogadores que gosta de jogar, gosta de defender, gosta de atacar, sabe defender, sabe atacar, sabe festejar. Se falarem com os jogadores, percebem que eles estão contentes aqui. É um privilégio para mim trabalhar com eles e, para eles, é um privilégio jogar no FC Porto.

Este último campeonato foi o mais fácil de todos? Tantos pontos de avanço...

Para vocês, é sempre tudo fácil... Os pontos de avanço não dependem só de nós. Não perdemos na fase final e, depois, os nossos adversários jogaram entre eles e perderam uns com os outros. Nós fazemos um caminho certinho, sempre a olhar para a direita, para a esquerda, sempre atentos, sempre vigilantes. 

"É um grande senhor"

Pinto da Costa celebrou em Abril 30 anos de presidência. Que opinião tem sobre o presidente, que conhece há três anos?

Pinto da Costa é um senhor, é um grande senhor. Está sempre perto de nós, como está do hóquei e do basquetebol, sabe sempre o que se passa e o que se faz e é um grande adepto, um senhor. Só lhe posso dizer um "muito obrigado" pelo apoio, lembro-me de que foi ele quem fez a minha apresentação. Ricardo Moreira deu-lhe a medalha de campeão? Um grande vencedor tem sempre espaço para mais conquistas. 

in "ojogo.pt"




Pinto da Costa: "Os contratos não se rasgem, renovam-se"

Pinto da Costa marcou presença no 12º aniversário da Casa do FC Porto de Espinho e no discurso da praxe fez um balanço da temporada, mas começou por elogiar Vítor Pereira, um homem da casa. "É sempre especial vir a Espinho por causa de grandes espinhenses que se dedicaram ao FC Porto. Este ano tenho um motivo ainda maior e tocou-me profundamente ver o dragão espinhense Vítor Pereira ser homenageado pelas pessoas da sua terra. Costuma dizer-se que santos da terra não fazem milagres, mas Espinho é diferente: abre as portas do município ao FC Porto, homenageia os filhos da terra que se distinguem e mostra um grande sentido de solidariedade", referiu, dirigindo-se em seguida ao treinador. "Vítor, sei desde a primeira hora como foi difícil esta época, sei o que foi pegar num conjunto de jogadores que tinham ganho tudo e que pensavam que eram os melhores do mundo. Não são, embora sejam muito bons. Houve constantemente notícias a tentar desestabilizar. Ainda hoje [ontem] li os títulos de dois jornais e um punha o Manuel Fernandes no FC Porto, não sei se aquele que jogou no Sporting, se o que esteve em Espanha; e o outro vendeu-nos o Miguel Lopes. Dinheiro e propostas ainda não vi. Sabemos o que querem e que queriam que nós fizéssemos, mas não fazemos porque quando escolhemos é com critério, rigor e cuidado. E quando assinamos contratos não são para rasgar, mas para renovar. É o que temos feito e continuaremos a fazer", atirou, dando a entender que Vítor Pereira poderá ser convidado a prolongar o contrato com os dragões.
Depois, Pinto da Costa passou ao ataque. "Foi uma época difícil e quem não fosse ao futebol nem visse televisão ficaria confundido ao ver o FC Porto campeão com seis pontos de avanço. Tivemos um campeonato que até meia dúzia de jornadas do final foi extremamente competitivo, com três que podiam ganhar. Não se via melhor na Europa. Mas depois fomos à Luz, desta vez não foi preciso apagá-la, mas apenas vencer e o campeonato deixou de ser fantástico. Era de segunda categoria com jogadores fracos, treinadores medíocres. E quem lesse alguns jornais a falar das nossas exibições ficaria apreensivo se não iríamos descer de divisão. Este era o melhor Benfica dos últimos 28 anos com nota artística elevada. Pensávamos que já não valia a pena jogar, mas quando se tem um treinador competente, sério e determinado, quando se tem um conjunto de jogadores de grande valor e solidariedade, vale a pena chegar ao fim ganhar e dizer-lhes 'sois muito ridículos'", frisou, continuando com a ironia. "Ainda bem que é assim. O nosso treinador durante o ano deixou de o ser, ele até já me tinha dito que se ia embora e eu já andava à procura de treinador, já tinha ido ao presépio escolher o treinador... mas continuamos firmes no nosso destino de vencer. E faço votos para que daqui a um ano continuem com essa estretégia que nós cá estamos a trabalhar com rigor, competência e paixão. Em 30 anos o FC Porto venceu 308 títulos e na quarta-feira, se Deus quiser, venceremos o campeonato que ontem esteve para ser conquistado mas faltou a Luz. É deixá-los falar", acrescentou, fazendo questão de dizer que no FC Porto ninguém ganha nada sozinho. "Se não tivesse a colaboração da minha administração, da direção e do departamento de futebol nas pessoas do Reinaldo Teles e do Antero Henrique, garanto-vos que não teríamos tantas vitórias", concluiu. 

"Vozes de burro não chegam à UEFA"

Pinto da Costa fez questão de falar de arbitragens, uma vez mais para criticar a estratégia dos adversários. "Vemos programas televisivos e entrevistas estratégicas a culpar os árbitros. O Pedro Proença foi constantemente castigado e quem não visse futebol pensava que era o pior árbitro da Europa, mas depois a UEFA, quando tem de escolher o melhor para a final da Liga dos Campeões, elege esse que fui zurzido a toda a hora. Só chego a uma conclusão: vozes de burro não chegam à UEFA", atirou. 

Pinto da Costa, "o rei Midas do futebol europeu"

Pinto Moreira, presidente da Câmara local, mostrou-se honrado por receber Pinto da Costa. "Uma personalidade que marca o presente, marcou o passado e marcará o futuro, não só do FC Porto como de Portugal", começou por dizer, acrescentado mais elogios. "Um site espanhol utilizou um epíteto muito feliz referindo-se a Pinto da Costa como o rei Midas do futebol europeu porque transformou o FC Porto no maior e no melhor clube português. Um exemplo também para políticos e autarcas pela capacidade de trabalho e dedicação", atirou enquanto Pinto da Costa aproveitava a deixa para tocar no microfone do Porto Canal.
Pinto Moreira recordou ainda o seu passado na escola e não esqueceu Vítor Pereira. "Na primária era gozado por ser do FC Porto, mas entretanto já o vi ganhar tudo. Só falta aquela taça da cerveja que não interessa para nada e já retribuí o gozo aos benfiquistas. Mas uns títulos são mais especiais do que outros e este foi muito especial porque nele participou um treinador nascido, criado e que vive em Espinho", atirou. 

Espinho parou para o presidente passar

Pinto da Costa presidiu às comemorações do 12º aniversário da Casa do FC Porto de Espinho que arrancaram com uma receção na Câmara Municipal. "É uma honra estar nos Paços do Concelho, o que acontece de Norte a Sul, de um modo geral, e em Espinho pela primeira vez", referiu, aproveitando para mais uma crítica implícita a Rui Rio. "Lembro-me da história da mãe que foi ao juramento de bandeira do filho e achou que ele era o único que marchava direito e os outro todos estavam mal. Também alguém da cidade do Porto pensa que tem o passo certo e se tem alheado dos feitos do clube. Ainda ontem, quase à uma da manhã, o presidente da Câmara de Coimbra ficou à espera de receber a equipa que brilhantemente venceu a Taça de Portugal em Lisboa. Ele estava com o passo certo", atirou.
Pinto da Costa atravessou depois, a pé e em cortejo com centenas de adeptos, a Rua 19, até chegar às instalações da Casa do FC Porto de Espinho. Seguiu-se o jantar-convívio no casino da cidade. Foi lá que Vítor Pereira se juntou para ser homenageado. Antes, porém, foi guardado um momento simbólico em recordação de Júlio Lemos, o antigo presidente da delegação portista e que faleceu no início do ano. Vítor Baía, Vítor Hugo, Manuela Aguiar, Frasco e Eduardo Luís, entre outras figuras, também estiveram presentes. 

Prémio para Vítor Pereira

Para Vítor Pereira, as últimas semanas têm sido de festa, mas também de emoções. O treinador voltou a senti-lo ontem e a homenagem que mereceu fê-lo recordar o percurso que trilhou até ser campeão pelo FC Porto. Por isso, foi com sentimento que comentou esta celebração... em casa. "Cresci nesta terra e este foi um trajeto de muita luta, muita entrega. Lembro-me do que ficou para trás, uma infância feliz mas difícil. Recordo o que passei, as pessoas que gostaria que aqui estivessem e não estão", registou com emoção e reagindo à vontade do presidente da autarquia em homenageá-lo: "Nasci numa família humilde, numa zona de Espinho humilde. A minha força interior veio dessas raízes. Com trabalho, dedicação e competência, consegue-se chegar onde se sonha." Por ter sonhado onde chegou, o presidente da Câmara de Espinho vai propor, dia 16 de junho, que seja atribuído ao treinador o título de reconhecimento público. 

in "ojogo.pt"



Fabiano é para segurar já

O FC Porto quer antecipar-se à concorrência e segurar desde já o guarda-redes Fabiano Freitas, que se destacou no Olhanense e que é visto, no Dragão, como um valor acrescentado para as próximas temporadas. Helton vai continuar de azul e branco, mas tem 34 anos e a SAD quer começar a projetar o futuro, que pode passar por Fabiano.
O interesse conheceu ontem avanços, num encontro no Porto com Isidoro Sousa, presidente dos algarvios, que se deslocou à Invicta para uma reunião na Liga, mas que esteve depois com os responsáveis do FC Porto para avaliar a viabilidade do negócio Fabiano. O Olhanense não detém a totalidade do passe do guarda-redes de 24 anos, pelo que o entendimento tem de ser extensível ao grupo empresarial que colocou o brasileiro no Algarve. Por aqui, porém, não é de prever obstáculos à operação.
No processo, acrescente-se, a vontade do jogador será determinante e Fabiano já se mostrou recetivo à possibilidade, ainda que esteja também ciente de que, pelo menos numa primeira fase, o mais provável seja que continue a evoluir noutro clube português.
Esse é um detalhe que Isidoro Sousa quer esgrimir em favor do Olhanense, porque o clube tem interesse em aprofundar a relação com o FC Porto, que na última época já cedeu André Pinto, central que foi decisivo para o percurso da equipa de Sérgio Conceição.
São pequenas pontas soltas para os próximos dias, porque ontem foi dado o primeiro grande passo para que Fabiano seja dragão nas próximas cinco ou seis temporadas. A urgência da concretização do interesse prende-se com o destaque que o brasileiro tem tido ao longo da época e que resultou em inúmeras abordagens ao clube algarvio e ao grupo que detém a maior parte dos direitos económicos do guarda-redes. É que a temporada foi vistosa e Fabiano pode escolher, nesta fase, se quer seguir carreira noutro clube português ou assinar por uma equipa de outro campeonato europeu.
Esse amplo interesse força o FC Porto a posicionar-se e se, por esta altura, o negócio está longe de estar concluído, o desejo dos responsáveis é que a contratação fique encaminhada nos próximos dias.

B.I.

NOME COMPLETO FABIANO Ribeiro de Freitas
IDADE 24 anos (29/02/1988)
ALTURA 1,97 m
PESO 90 kg
POSIÇÃO Guarda-redes
CLUBES São Paulo (2007 a 2009), Toledo (2009), Santo André (2010), América-RN (2010/11), Olhanense (2011/12)
NA LIGA 30 jogos, 38 golos sofridos 

Inimigo de Hulk também meteu Ventura num bolso

Hulk será o primeiro jogador a recomendar Fabiano. O avançado não conseguiu marcar um único golo ao compatriota, que no Algarve até lhe negou um penálti e a respetiva recarga. Fabiano cresceu nesse jogo, mas não minguou no Dragão, onde perdeu 2-0, mas venceu o duelo individual com Hulk. No Olhanense, foi totalista e não deu hipóteses a Hugo Ventura, emprestado pelo FC Porto e presença regular nos convocados de Paulo Bento. Até chegar Fabiano... 

in "ojogo.,pt"

Janko "mais preparado" para a nova temporada

Enquanto goza uns dias de férias "agradáveis" na Áustria antes de se juntar à seleção do seu país para dois particulares, Janko voltou a fazer um "balanço positivo" dos primeiros meses no FC Porto, antes de lançar um olhar sobre o que se segue. "Esta época nem sempre foi fácil, devido à mudança de clube, mas com a aprendizagem do Português e a realização da pré-época com a equipa, vou estar mais preparado para atacar a próxima época", afirmou, por entre a recordação dos 22 golos marcados nos 38 jogos realizados esta temporada no Twente e FC Porto. "Temos grandes planos para o futuro. Vamos disputar jogos fantásticos na Liga dos Campeões e temos um campeonato à nossa espera, que, naturalmente, queremos voltar a conquistar", escreveu o avançado, num extenso artigo publicado no seu blogue pessoal no site da Red Bull. 

in "pjpgp.pt"

Empresário fala em "contactos normais" por Palito

Alejandro Savich, empresário de Álvaro Pereira, confessou, em declarações a O JOGO, que tem recebido, nos últimos tempos, contactos de vários clubes interessados em conhecer a situação do lateral-esquerdo. "São situações normais no futebol. Tem havido algumas conversas informais, nada de especial, e com clubes que querem saber quais são as possibilidades de terem o Álvaro na próxima época. No entanto, ele não está obcecado para sair. Aliás, nunca disse que queria sair, só disse que gostava de jogar", afirmou ontem Alejandro Savich. O empresário revelou ainda que não tem falado com os responsáveis do FC Porto, até porque, neste momento, o mercado está parado. "É ano de Campeonato da Europa e os clubes ainda não começaram a avançar em definitivo para as grandes contratações. Ainda não há nada de concreto, nem deverá haver nos próximos dias. Ainda é cedo para haver decisões definitivas", referiu. 

in "ojogo.pt"

Nelson Puga: "Joguei pela seleção com a camisola do FC Porto por baixo"

Domingos Gomes, José Carlos Esteves, Nélson Puga. Os médicos do FC Porto dos últimos 25 anos vestem a camisola. No caso de Puga, a metáfora pode mesmo ser usada em sentido literal, pois foi isso que aconteceu na noite da final da Viena, em pleno pavilhão de Espinho.


Onde estava no 27 de maio?

Em estágio da seleção nacional de voleibol, em Espinho, e com jogo marcado contra o Luxemburgo nesse mesmo dia, para a mesma hora da final de Viena. Felizmente, por minha influência junto do Presidente da Federação de Voleibol, conseguiu-se alterar a hora do encontro para mais tarde. Vi o jogo com o meu colega de quarto, outro grande portista, o Humberto Silva, e no final fomos a pé pela rua em direção ao pavilhão do Espinho, a comemorar a vitória com os muitos portistas da seleção e com todos os outros que começaram a aparecer na rua. Também ganhámos nessa noite, por 3-0, e fiz questão de jogar com a camisola do FC Porto por baixo da camisola da seleção. Além disso, a cada ponto que fazíamos, os vários portistas, comemorávamos com gritos de "Poortoo", como se estivéssemos a festejar na Baixa. No final, regressámos novamente a pé, a celebrar, agora com muito mais adeptos, e só não nos deixaram ir para a Baixa, como pretendíamos, porque tínhamos outro jogo no dia seguinte. O barulho da festa em Espinho ouviu-se, contudo, até altas horas.

Que tipo de contacto tinha, enquanto figura do clube, com a equipa de futebol? Que recorda dessa ligação?

Na altura, nenhum; era apenas sócio. Mas já não faltava a nenhum jogo do futebol sénior e jogava voleibol no clube. Aliás, nesse ano ganhámos o Campeonato e a Taça de Portugal de voleibol.

Tendo um conhecimento transversal do antes e do depois, que mudanças identifica?

Sobretudo de mentalidade. O presidente fez-nos acreditar que com mais trabalho e mais união poderíamos ultrapassar barreiras impensáveis.

Que tipo de loucuras cometia, nesses anos, pelo FC Porto?

Todas, como as de qualquer outro adepto muito crente. Nunca perdi um jogo do FC Porto por motivos profissionais (alterava as urgências nem que fosse com um colega a substituir-me umas horas), nem familiares, exceto quando casei, a 28 de setembro de 1985. Mas nem por isso deixámos de festejar o triunfo por 3-0 sobre o Chaves. Já agora, acrescento que o meu primeiro filho nasceu no ano do FC Porto Campeão Europeu (1987) e o segundo num ano em que fomos Campeões Nacionais (1990). Aliás, enquanto assistia ao parto, que coincidiu com um jogo fora do FC Porto, a um domingo, estava a ouvir o relato… Tudo correu mais fácil quando o FC Porto marcou o segundo golo. Ganhámos por 2-1, em Santo Tirso, e meia hora depois nascia mais um dragão feliz.

Para quem passou pelas épocas em que o FC Porto pouco ganhava, como foi a inversão do ciclo e o que a sustentou?

À data, também acompanhava muito as outras modalidades do clube, e no vólei, por exemplo, que era treinado pelo meu pai, já via o FC Porto a ganhar e a ser mais forte do que os outros. Foi só esperar que no futebol isso também passasse a acontecer.

Qual é a sua primeira memória do FC Porto, do momento em que percebeu que era portista?

Lembro-me que ia muitas vezes às Antas com o meu pai, e ao futebol, aos domingos, com ele e com o meu avô materno. Aliás, tenho uma foto minha, com apenas três anos, em pleno relvado do Estádio das Antas.

Que características estão na base da afirmação do clube e são comuns a estes últimos 25 anos?

Humildade, trabalho, união, luta, competência e defesa intransigente das nossas causas.

Sendo atleta do clube, costumava ver os jogos no estádio? Guarda alguma memória da campanha para Viena?

Vi todos os jogos no nosso Estádio das Antas, exceto dois: o primeiro, porque não se realizou lá (jogámos em casa emprestada, no Estádio dos Arcos, onde fiz questão de marcar presença); e o segundo, a contar para as meias-finais, contra o Dínamo de Kiev, porque estava na Suíça com a seleção de voleibol. Tive a sorte de, pelo menos, poder ver o jogo em direto na televisão (recordo-me que em Portugal o jogo não foi transmitido; só pôde assistir quem esteve nas Antas).

O que diferenciou a campanha de 1987 da de Basileia, três anos antes?

Julgo que fomos mais realistas e acreditámos que podíamos vencer. Foi o primeiro grande salto internacional, o mais importante e simultaneamente o mais difícil. 

Puga em 87

O futebol nem era um sonho

Nélson Puga tinha 27 anos em maio de 1987 e já conciliava a medicina com o voleibol e com as responsabilidades familiares. O resumo é do próprio: "Era médico, jogava voleibol no FC Porto e na seleção, e fui pai pela primeira vez." Múltiplas tarefas para alguém que não fazia, porém, grandes planos para o futuro. "Queria apenas ter uma família bem-sucedida e poder ser um bom médico, ligado à Medicina Desportiva e ao FC Porto", revela hoje, acrescentando que, na altura, não conseguia perceber o percurso que estava a ser construído. "Já era médico do clube nas modalidades, mas nunca pensei que isso viesse a acontecer no futebol. Foi ainda melhor do que algum dia sonhei", conclui. O que se seguiu é, seguramente, mais prolongado do que a narrativa contida nestas linhas, mas há já muitos anos que o nome de Nélson Puga está colado ao do FC Porto, multiplicando a sua projeção a partir do momento em que passou a fazer parte do corpo clínico da equipa profissional de futebol. 

in "ojogo.pt"