quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Villas-Boas: «Vítor Pereira abriu um grave precedente»

O treinador do FC Porto, André Villas-Boas, criticou a tomada de posição de Vítor Pereira. O presidente da Comissão de Arbitragem convocou uma conferência de imprensa na passada terça-feira para analisar os lances mais polémicos até à 5.ª jornada da Liga Zon Sagres e admitiu alguns erros de arbitragem no V. Guimarães-Benfica, um encontro muito contestado pelos encarnados.

"Abrir um precedente tão grave parece-me muito perigoso. Chegará o dia em que nos sentiremos injustiçados e iremos exigir o mesmo. Mas quem diz o FC Porto, diz outro clube qualquer. É melhor que se prepare para o fazer mais vezes", apontou o timoneiro dos dragões em conferência de imprensa.

"Não me parece que esse jogo tenha sido tão mau quanto isso e que seja suficiente para abrir um precedente. Que se faça também à 10.ª jornada um levantamento e que se tratem todos os clubes da mesma maneira", acrescentou, desafiando as águias a pedir a repetição do jogo na Cidade Berço.

"Se calhar, caíndo um pouco no ridiculo, será que o Benfica se sente suficientemente injustiçado para mandar repetir o jogo? Estarão com vergonha de o pedir?", questiona o jovem técnico.

4 penáltis

Os campeões nacionais reclamam também de quatro penáltis perdoados ao FC Porto. No entender de Villas-Boas, foram lances sem influência no desfecho final.

"Mesmo nesses erros que o Benfica aponta, o FC Porto acabaria sempre por ganhar esses jogos", sublinhou, rematando em seguida. "O refúgio será sempre o mesmo e convém dar-lhe sustentação. O FC Porto refugia-se na sua organização, que é forte."

Villas-Boas: «Coloquei-me à disposição de Paulo Bento»



VILLAS-BOAS ELOGIA O NOVO SELECIONADOR
 
André Villas-Boas mostrou-se disponível para prestar toda a ajuda ao novo selecionador nacional, Paulo Bento. "Foi uma ótima escolha. Já tive oportunidade de o saudar e dar-lhe os parabéns. Coloquei-me à sua disposição e ele fez o mesmo", contou o técnico do FC Porto.

Sobre a situação de Portugal no apuramento para o Euro'2012, Villas-Boas não esconde que a situação é difícil mas acredita que a Seleção Nacional estará presente na Polónia e na Ucrânia. "Ainda estamos numa fase prematura, tal como sucede na Liga e Liga Europa. Mas concordo com ele quando diz que o espaço de manobra é pequeno", referiu.

Na sua apresentação, Paulo Bento afirmou que a seleção "tem de dar mais antes de pedir apoio", opinião corroborada por Villas-Boas. "Está numa fase em que tem de dar mais do que receber e acredito que terá de ganhar todos os jogos", frisa.

Villas-Boas: «Defendo um determinado tipo de espetáculo»



GOSTAVA QUE O OLHANENSE JOGASSE AO ATAQUE
 
Na antevisão ao jogo com o Olhanense, da 6.ª jornada da Liga, André Villas-Boas comentou a possibilidade de os algarvios trazerem o autocarro para o Dragão para defrontar a formação da Invicta.

"Acho que o jogo vai depender muito da forma como eles vierem jogar. Ou chegam de olhos nos olhos, a querer jogar para o espetáculo, ou com a organização que levaram para Alvalade. Qualquer esquema é valido, agora eu defendo um determinado tipo de espetáculo. Gosto de equipas que se defrontam olhos nos olhos", referiu o jovem treinador, citando o seu exemplo.

"Fiz assim na Académica, umas vezes saiu bem, outras mal. Pode ser um jogo extremamente difícil para nós se a abordagem for esperar pelo adversário. Mas não critico esse estilo de jogo", assegura.

In "record.pt"
 

Primeiro jogo para acertar contas passadas

Sem adversários directos por perto na frente do campeonato, o confronto do FC Porto faz-se com ele próprio, por comparação com a época passada. Nesse contexto, o jogo deste sábado apresenta-se como a primeira vez que André Villas-Boas parte para um desafio da Liga com o objectivo de melhorar um resultado conquistado na temporada transacta. Passa-se a explicar: o FC Porto repetiu as vitórias do ano passado com os quatro adversários que já defrontou durante a actual edição do campeonato - e nesta comparação não entra o Beira-Mar, que jogou na segunda Liga - e até está menos concretizador na comparação: marcou 13 golos, contra os oito desta época, e os mesmos dois sofridos.

Com Jesualdo Ferreira, os portistas também venceram o Braga no Dragão, a Naval na Figueira, o Rio Ave em Vila do Conde e o Nacional na Madeira. Mas não venceram o Olhanense, o adversário que se segue. A formação algarvia foi ao Estádio do Dragão empatar (2-2) no dia 6 de Março, com Castro e Ukra do outro lado e Jorge Costa a comandar uma equipa que terminou o campeonato no 13º lugar. Pois bem, este ano o Olhanense apresenta-se moralizado pelo terceiro lugar, ainda sem derrotas e com um empate (0-0) arrancado em Alvalade ainda bem fresquinho na memória.

Curiosamente, o Olhanense foi também o último adversário a impedir que o FC Porto vencesse um jogo no campeonato; e já lá vão 13 consecutivos desde que os algarvios foram ao Dragão roubar dois pontos...

Mais de seis meses depois, o FC Porto parte para este encontro motivado pela tentativa de conquistar o 20º triunfo seguido em todas as competições, juntar a 10ª vitória da época em outros tantos jogos, mas também para ganhar dois pontos relativamente à última época.

Meio ano, meia equipa nova

Em pouco mais de meio ano, porque a última vez que FC Porto e Olhanense se cruzaram, no Dragão, foi a 6 de Março, muito mudou no onze principal dos dragões. Na verdade, sobreviveram apenas cinco jogadores, transitando directamente para a espinha dorsal da equipa que tem sido mais vezes utilizada por Villas-Boas.

É justo lembrar, em todo o caso, que no tal jogo de Março último Jesualdo Ferreira não pôde contar com Rolando e Fernando, para além de Hulk, que ainda cumpria castigo. Maicon, agora indiscutível, foi titular, fazendo dupla com Bruno Alves; Tomás Costa substituiu Fernando e Mariano desempenhava o papel de Hulk.

Mesmo que André Villas-Boas tenha algumas surpresas na manga, porque há jogadores cansados e considerando o bom rendimento de alguns dos que habitualmente começam no banco, dando-lhe margem para mudar, é certo que, comparando com o último jogo, será um FC Porto diferente. Da defesa ao ataque.

André Villas-Boas também encalhou com o Olhanense

O FC Porto empatou na recepção ao Olhanense, mas André Villas-Boas também. Na última temporada, ainda em Coimbra, a equipa algarvia conseguiu arrancar um empate (1-1) frente à Académica de Villas-Boas. Para além da "vingança" colectiva, haverá também a tentativa de um acerto de contas mais pessoal, uma vez que o Olhanense é uma das equipas que o jovem treinador do FC Porto ainda não conseguiu vencer em Portugal.

in "ojogo.pt"

Castro e Ukra mudam de lado

Castro e Ukra são duas referências óbvias na semana do jogo com o Olhanense. Afinal de contas, durante dois anos eles fizeram parte dos alicerces da equipa liderada por Jorge Costa. Subiram de divisão e ajudaram a aguentar os algarvios no escalão principal à custa de um rendimento que valeu a ambos uma entrada directa para o plantel de Villas-Boas. Os números não enganam: Castro e Ukra foram os jogadores do Olhanense mais utilizados no último campeonato. Os dois estiveram em 28 dos 30 jogos e foram sempre titulares, com o médio a acumular 2440 minutos de rodagem e o extremo a ficar-lhe atrás por apenas sete minutos (2433). Outro número reforça a importância de ambos: Castro marcou seis golos, Ukra um, sobressaindo, porém, nas assistências.

Apesar dos registos da última época e de exibições que lhes garantiram elogios frequentes, os dois esperam ainda por uma oportunidade a sério para mostrar o mesmo no Dragão. Ukra já foi titular em dois jogos - na Bélgica, com o Genk, e em casa com o Beira-Mar. Mas aquela que poderia ter sido uma rampa de lançamento acabou por ser interrompida por uma lesão logo no primeiro minuto do jogo com os aveirenses. Um azar que obrigou o extremo a uma intervenção cirúrgica e a partir novamente do zero, tendo reentrado agora nas convocatórias.

Castro espera pela estreia no campeonato, mas já saltou duas vezes do banco, ambas no Dragão e a contar para a Liga Europa, primeiro com o Genk e depois com o Rapid Viena.

Um e outro reencontram agora o Olhanense do outro lado depois de em Março terem contribuído para um empate que afastou o FC Porto do título e também da Champions.




Beira-Mar, uma vítima nova

Nos cinco jogos já disputados, o Beira-Mar foi o único adversário novo em comparação com a época passada. Os aveirenses, que este ano subiram de divisão, visitaram o estádio do FC Porto à segunda jornada e acabaram goleados. Falcao bisou, pelo meio Belluschi também marcou num jogo que começou acidentado: Ukra, que substituía Hulk no onze, lesionou-se no primeiro minuto e acabou mesmo operado.

in "ojogo.pt"

Villas-Boas já avista o pódio

REGISTO DE JESUALDO PODE SER ULTRAPASSADO
 
O fulgurante arranque do FC Porto na corrente edição da Liga tem sido alvo de muitas análises. Contudo, o que começou por ser um mero pormenor estatístico vai tornar-se agora num objetivo ou, se preferirem, numa motivação extra para jogadores e equipa técnica. Caso o FC Porto vença o Olhanense no próximo sábado, o arranque neste campeonato terá entrada direta no pódio dos melhores da história do clube.

Partindo do pressuposto de vitória sobre o clube algarvio, os dragões de André Villas-Boas somam o 6.º triunfo consecutivo na Liga e juntam-se aos de Artur Jorge (1990/91), no 3.º lugar. No horizonte, mas ainda ao alcance, só ficarão os registos conseguidos por Jesualdo Ferreira (2007/08) e Miguel Siska (1939/40).

Resta agora saber até onde vai esta campanha vitoriosa do FC Porto no campeonato, sendo certo que para conseguir o melhor registo da história do clube, a equipa liderada por André Villas-Boas terá de, entre outros, vencer o Benfica no Dragão (10.ª jornada) e o Sporting em Alvalade (12.ª). Por outro lado, o 2.º lugar deste ranking, que pertence a Jesualdo Ferreira, poderá ser ultrapassado ainda antes dos confrontos com os eternos rivais. “Basta” vencer Olhanense (c), V. Guimarães (f), U. Leiria (c) e Académica (f).

De resto, e já depois de ter ultrapassado os arranques de José Mourinho – empatou na 1.ª ronda de 2002/03 e na 2.ª de 2003/04 –, a vitória na Choupana permitiu a Villas-Boas igualar o seu mestre. Em 1994/95, o FC Porto de Bobby Robson só cedeu pontos na 6.ª jornada. O aluno vai superar o mestre? As dúvidas serão desfeitas em breve.

in "record.pt"

O sector das danças

É NO MIOLO QUE VILLAS-BOAS MAIS MEXE NOS JOGOS
 
Souza e Ruben Micael são os jogadores que partilham o estatuto de suplentes mais vezes utilizados por André Villas-Boas. É, portanto, no meio-campo que o treinador mais vezes mexe no decorrer dos jogos, apesar da confiança cega que deposita no trio composto por Fernando, Belluschi e João Moutinho.

Esteja o FC Porto empatado ou a vencer – Villas-Boas só esteve em desvantagem no jogo com o Sp. Braga, mas nesses momentos não fez qualquer substituição –, está mais do que visto que é a partir do miolo que o treinador tenta melhorar a equipa ou torná-la mais compacta para segurar o resultado. Outro fator que faz com que o meio-campo seja o sector das danças tem diretamente a ver com a tendência do técnico em trocar o 4x3x3 pelo 4x4x2 losango, no decorrer das partidas.

Em todo o caso, apesar de serem os médios que mais saltam do banco para o campo, isso não quer dizer que o contrário se verifique. Fernando, por exemplo, é um dos totalistas do plantel. Muitas vezes, nessa mudança tática que tem vindo a operar, Villas-Boas opta por tirar um avançado para colocar um centro-campista.

in "record.pt"

Dragão não faz por menos de três


O FC Porto vai enfrentar o Olhanense com o melhor ataque da Liga, o que por si só é um bom prenúncio para construir um resultado que lhe permita manter a vantagem confortável na liderança da prova. O jogo é no Dragão e aí os azuis e brancos têm feito valer a condição de favoritos para levar a melhor sobre os adversários. Uma marcha vitoriosa que já vem desde a época passada e que se traduz numa série de oito triunfos consecutivos. Mais do que isso, os dragões não fazem a coisa por menos de três golos...

O ciclo começou com o Marítimo, em abril, e teve continuidade diante do Rio Ave, V. Guimarães e Benfica. O treinador era Jesualdo Ferreira e foi nessa fase que o FC Porto deu início ao ciclo positivo que atravessa nos dias de hoje sob o comando de André Villas-Boas. Na presente campanha, os portistas nunca marcaram menos do que três vezes nos quatro encontros disputados perante os seus adeptos. Beira-Mar e Rapid Viena foram despachados sem hipótese de resposta, ao passo que Genk e Sp. Braga deram muito que fazer aos azuis e brancos. Isso significa que, no total, a equipa de Villas-Boas já possibilitou à sua massa associativa festejar 13 golos dentro de portas.

in "record.pt"

Maicon é trunfo forte no F. C. Porto


Foi jogador de futsal antes de ser futebolista. No Brasil, jogava no meio-campo, mas depois foi adaptado a defesa central. E o resultado está à vista. Maicon é um dos indiscutíveis do F. C. Porto e tem sido o substituto de Bruno Alves. Por isso, Otamendi tem de esperar.

Na época passada, Maicon apenas contabilizou quatro jogos no campeonato ao serviço do F. C. Porto. Um número magro que agora está a ter uma expressão mais gorda. Em apenas cinco jornadas, regista outros tantos desafios na prova. Aliás, é dos jogadores mais utilizados pelo treinador André Villas-Boas e foi titular nos nove encontros oficiais do F. C. Porto. Está seguro como uma rocha no eixo da defesa e a feroz concorrência de Otamendi até tem servido como estímulo no processo de afirmação.

O jogador tem sido o substituto de Bruno Alves, formando com Rolando uma dupla de centrais muito coesa. E os números são claros: dois golos sofridos na Liga, a segunda melhor defesa da prova, atrás do Olhanense. “O Bruno Alves é um excelente jogador e foi muito competente, mas o Maicon está no mesmo caminho. A prova disso são os resultados do F. C. Porto, que têm correspondido às competências do jogador”, avança Manuel Machado, treinador do Guimarães, que o lançou há duas épocas, no Nacional.

Maicon tem 22 anos, jogou futsal durante a adolescência e é por isso que tem um sentido técnico apurado. E quando chegou ao Cruzeiro com a idade de júnior actuava a trinco, mas depressa foi adaptado a defesa-central, por ter um perfil físico mais indicado para aquela posição. “Esta ascensão não me surpreende. Já no Nacional tinha as qualidades que hoje apresenta. Agora tem vindo a confirmá-las numa equipa com a grandeza do F. C. Porto. Está perfeitamente integrado e mais maduro”, explica o treinador.

Em nome de Michael Jackson

Maurides Roque, pai de Maicon, segue atentamente a carreira do filho e sente-se “orgulhoso” pela ascensão do jogador com a camisola do F. C. Porto. O segredo foi a perseverança de quem nunca desistiu, mesmo quando tinha os caminhos tapados: “Ensinei-o a ser humilde e paciente e ele nunca desistiu. Agradeço a Jesualdo Ferreira, porque ajudou-o a evoluir, e a André Villas-Boas, que lhe deu esta oportunidade. Quando o Bruno Alves saiu do F. C. Porto, disse-lhe ‘filho, o cavalo só passa uma vez perto de casa’ e ele agarrou a oportunidade”, conta, ao JN, Maurides Roque.

De raízes humildes, sempre revelou ter um espírito determinado: “Aos 13 anos, disse-me que ia sair de casa e só voltava como jogador profissional”. O sonho concretizou-se. Maicon tem dois irmãos futebolistas e um deles chama-se Muller “em homenagem ao antigo avançado do São Paulo”. E Maicon? “Baptizei-o com esse nome porque sempre fui fã do Michael Jackson”. O sucesso no F. C. Porto de Maicon junta-se a alegria pessoal de ter sabido, há pouco, que vai ser pai.

in "jn.pt"

F.C. Porto: Maicon, o «caçula» da linhagem de centrais canarinhos

Olhar para terras de Vera Cruz e descobrir um estanque. Um guardador de rebanhos com sotaque, físico imponente e capacidade de tapar os caminhos da baliza azul e branca. Foi esta a forma que o F.C. Porto, ao longo de vários anos, usou na procura de defesas centrais. Não são muitos, mas, salvo raras excepções, são centrais de classe reconhecida, aqueles que os dragões pescaram, desde que a equipa é dirigida por Pinto da Costa.


O último deles, numa altura em que a aposta parece ter mudado de rumo, é Maicon. Chegou do Nacional, com pezinhos de lá e envolto em desconfiança. Passou discreto pelo primeiro ano e foi lançado às feras para tapar a ferida aberta pela saída de Bruno Alves. Deu-se bem.

A chegada de Otamendi parecia traçar-lhe o destino, mas aos poucos a dúvida mudou. Já não se questiona quando o argentino entrará na equipa, mas o que terá de fazer para o conseguir. Maicon tem a palavra. Num lugar que outrora foi de nomes de Celso, Geraldão ou Aloísio, é este último a deixar uma palavra de incentivo ao compatriota. «Não me surpreende esta afirmação do Maicon. Dos jogos que vi, gostei bastante e parece-me que tem condições para segurar o lugar. É verdade que o F.C. Porto se reforçou forte para o sector, mas o Maicon dá todas as garantias ao André [Villas-Boas]», afirmou Aloísio, em conversa com o Maisfutebol.

O antigo defesa, ainda hoje o estrangeiro com mais jogos realizados com a camisola dos dragões, é um defensor da escola «canarinha» no que a defesas-centrais diz respeito. E lembra que o F.C. Porto raramente se deu mal. «O F.C. Porto sempre teve bons centrais brasileiros. Mesmo depois de eu sair apareceu o Pepe, que acabou por se naturalizar. É verdade que já há alguns anos não tinham um brasileiro naquele lugar, mas penso que foi apenas uma excepção, porque há muitos valores e é um mercado que o clube costuma ter sempre em atenção», afirma.

Maicon: será mais Celso ou mais Argel?

Desde que Pinto da Costa assumiu o clube, o F.C. Porto teve oito defesas-centrais brasileiros (contanto o naturalizado Pepe). Aos 22 anos, Maicon é o nono e ainda tem algum caminho a percorrer para se perceber se seguirá as pisadas de luxo deixadas por Celso ou Aloísio ou, pelo contrário, irá enveredar pelo caminho sinuoso de Lula ou, mesmo, desastrado de Argel, a experiência portista menos bem sucedida.

As primeiras impressões têm sido positivas, ainda para mais quando a equipa tinha pela frente o desafio de render um valor seguro como o de Bruno Alves: «A saída do Bruno [Alves] já era esperada, por isso o clube tinha opções em carteira. A aposta no Maicon vem nesse sentido e felizmente o jogador está a retribuir. Não é o primeiro caso de um central no F.C. Porto que tem de passar por muita desconfiança para se impor. Ele está a jogar bem e não vai ser fácil perder o lugar. »

in "maisfutebol.iol.pt"

Otamendi, Walter e Castro por estrear

É desta! Pelo menos, assim devem pensar Otamendi, Walter e Castro, aqueles que estarão à bica para se estrearem num jogo de campeonato.

Tanto mais que o FC Porto defronta este sábado o Olhanense e joga cinco dias depois em Sofia, na Bulgária, com o CSKA, o segundo adversário dos portistas na fase de grupos da Liga Europa.

Razão suficiente para, no mínimo, André Villas Boas proceder a algumas alterações na equipa, nem que seja no decorrer do próprio desafio, se assim os algarvios o permitirem...

À partida, abrem-se desde já boas perspectivas para os jogadores que ainda estão em branco na Liga, nove ao todo: Beto, Kieszek (ambos guarda-redes), Otamendi, Sereno, Emídio Rafael, Castro, James Rodriguez, Walter e Mariano.

Seis deles a zero em toda a linha, porque não participaram neste início de época em nenhum encontro oficial dos dragões, três com a folha de serviços confinada a curtas prestações de serviço na Liga Europa, casos de Castro (dois jogos e 21 minutos em campo no total) e Walter (outros tantos encontros e 20 minutos de utilização), enquanto Beto defendeu a tempo inteiro frente aos belgas do Genk, no Dragão.

Com um jogo pela frente que, em princípio, poderá dar alguma margem de manobra para o treinador dos azuis e brancos fazer uma gestão dos seus recursos humanos mais cuidada, mesmo tendo em conta que o Olhanense é, por enquanto, o terceiro classificado da Liga, sobrará tempo e espaço para até poder poupar as suas segundas escolhas, como Ruben Micael, Souza e Cristian Rodriguez, os suplentes de luxo a quem Villas Boas mais tem recorrido.
 
in "abola.pt"

Nuno Fernandes lamenta suspensão da secção do FC Porto


O ex-atleta do FC Porto e dirigente da Associação de Atletas de Alta Competição, Nuno Fernandes, lamentou hoje a suspensão da secção de atletismo dos “dragões”, que o colocou numa situação “ingrata”.

“A Associação de Atletas de Alta Competição de Atletismo votou a favor da alteração dos regulamentos, em prol da defesa dos atletas portugueses, pelo que, em parte, contribuímos para esta situação”, disse.

Nuno Fernandes não escondeu a sua decepção com o evoluir de todo o processo, dado que o FC Porto suspendeu a secção na sequência da alteração aos regulamentos no que respeita à utilização de atletas estrangeiros, pelo que o ex-saltador ficou numa situação “ingrata”.

“Não estava à espera deste desfecho. A vida dá muitas voltas”, disse Nuno Fernandes, recordando que o objectivo da medida era “privilegiar os atletas portugueses”, pois “a vinda de estrangeiros de qualidade é sempre positiva”.

Apesar de ter votado favoravelmente a alteração aos regulamentos, que limitam a utilização de estrangeiros nos nacionais, Nuno Fernandes negou a autoria da proposta.

“A ideia deve ter sido da federação, por força dos clubes do Sul”, acrescentou, considerando que a alteração foi um pouco apressada. “A época estava a começar e era preciso decidir”.

Enquanto sócio e ex-responsável pelo atletismo do FC Porto, Nuno Fernandes - principal impulsionador do reactivar da secção em 1996 - ficou triste pela situação e pela diferença de tratamentos em relação a outros clubes.

“O FC Porto está a ser prejudicado em relação ao clubes do Sul. Se há uma lei que já existe há vários anos e as coisas correm bem porque é que quando o FC Porto ganha vão a correr mudar os regulamentos”, questiona.

Nuno Fernandes disse ainda que na altura foi questionado se a alteração era legal e a resposta foi que sim e que já estava a vigorar num país europeu, mas “não parece que esteja tão legal como isso”, defendeu.

“O Sporting, como o clube que com mais atletas mete na selecção, tenta ditar as sua leis, mas isso são outras questões que não são para aqui chamadas e podíamos falar muito disso, bem como de ética”, adiantou.

O ex-atleta explicou que, “dado que o Sporting tem mais dinheiro do que todos os clubes juntos em Portugal, consegue os três ou quatro melhores atletas nacionais por disciplina, o que deixa ao FC Porto pouco espaço de manobra”.

Nuno Fernandes esclareceu que o recurso ao estrangeiro foi a solução encontrada pelo FC Porto para tentar, com êxito, a oposição ao Sporting e que culminou no último ano com a conquista dos nacionais de pista e ar livre (femininos).

O ex-saltador apontou ainda incongruências à lógica federativa, no que toca à limitação de estrangeiros, uma vez que “é a própria federação a naturalizar atletas para lutarem pelas medalhas por Portugal”.

“A própria federação consegue naturalizar atletas que não nasceram em Portugal, como Naide Gomes, Nelson Évora e Francis Obikwelu. Todos com uma história diferente, mas todos naturalizados por interesse da federação. A vida não é justa”, disse.

in "desporto.sapo.pt"

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

FC Porto confirma suspensão da secção de atletismo


O FC Porto decidiu, esta quarta-feira, suspender a secção de atletismo devido à actuação “ilegal, intolerável e indecorosa ” do presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), contra o clube azul e branco.

Fernando Oliveira, responsável pela secção de atletismo no clube dirigido por Pinto da Costa, anunciou que a modalidade dentro do FC Porto será “suspensa na sequência da mudança dos regulamentos do atletismo na assembleia-geral de 24 de Julho, mas apenas comunicada oficialmente a 1 de Setembro”.

Com esta decisão, o FC Porto não participará na Liga dos Campeões da modalidade.

A mudança nos regulamentos da modalidade não permite que um clube participe com atletas comunitários masculinos e femininos nos campeonatos nacionais.

“O presidente da FPA, Fernando Mota, disse-me que o FC Porto podia inscrever atletas comunitários mas que não podia participar nos campeonatos nacionais. Esta alteração é ilegal, intolerável e indecorosa”, explicou.

Fernando Oliveira acredita que a alteração nos regulamentos tem apenas um objectivo: “Prejudicar o FC Porto por este ter sido campeão nacional de pista coberta e ao livre”.

O responsável pela secção dos azuis e brancos vai mais longe e acusa Fernando Mota de se “colar a um clube rival”, neste caso ao Sporting.

O FC Porto irá deixar cerca de 100 atletas "órfãos", mas o clube tudo fará para que “alguns desses atletas sejam colocados noutras equipas”.

“Entretanto, o FC Porto já tinha contratado quatro atletas para a nova temporada e perante este cenário decidiu accionar o departamento jurídico contra a Federação portuguesa de atletismo para ser ressarcido de danos patrimoniais e morais”, rematou.

in "desporto.sapo.pt"

Belluschi atravessa grande momento: «Isto ainda está a começar»


Belluschi tem sido uma das figuras do F.C. Porto neste início de época 100 por cento vitorioso. O médio argentino relegou Rúben Micael para o banco e tem pincelado exibições sólidas com alguns golos, mas garante que ainda tem mais para dar.

«Estou muito bem, com muita confiança. Espero continuar a jogar assim e marcar mais golos. Isto ainda está a começar», disse o camisola 7 dos «dragões», na «superflash» desta quarta-feira, reconhecendo que o bom momento de forma também está relacionado com as ideias de André Villas-Boas: «É verdade que são treinadores com métodos diferentes. Agora tenho mais alguma liberdade e estou a entender-me muito bem com o Fernando, com o João (Mourinho), com o Rúben (Micael), quando joga, e com os avançados. Aos poucos solto-me mais, confio mais em mim e só quero continuar assim.»

Frente ao Olhanense, no próximo fim-de-semana, o F.C. Porto pode chegar à 20ª vitória consecutiva. «Nunca estive numa equipa com esse registo. Estar sempre a ganhar é importante para o clube e para mim», diz Belluschi, que ainda assim alerta para o valor do adversário: «O adversário é difícil e está perto de nós na tabela. Temos de ganhar. É uma equipa que nos roubou pontos no último ano e está a fazer um bom início de campeonato. Vamos tentar fazer o de sempre, tentar ganhar.»

Belluschi: «Árbitros já erraram contra nós e a favor»

Fernando Belluschi rejeita a ideia de um F.C. Porto beneficiado por erros da arbitragem nesta fase inicial da Liga. O médio argentino defende que os «dragões» já foram tanto beneficiados como prejudicados, pelo que o primeiro lugar da tabela classificativa resulta de mérito próprio, e nada mais do que isso.

«Temos de pensar no que fazemos dentro de campo. Fala-se muitíssimo de arbitragens, mas para nós, o que interessa é o que fazemos no campo, e já fizemos grandes jogos. Os árbitros já erram contra nós e a favor, mas o que temos feito é por mérito próprio», disse o jogador do F.C. Porto. «Não acho que os árbitros entrem em campo condicionados. São árbitros internacionais, têm dirigido jogos do Mundial, da Liga Europa e da Liga dos Campeões. São árbitros de uma liga importante na Europa, e vão fazer o seu trabalho como sempre», acrescentou ainda, reagindo às críticas que o Benfica fez ao sector.


in "maisfutebol.iol.pt"

Ninguém arrancou tão bem na Europa


Apesar da frequência dos despistes ou das avarias, um bom arranque é meio caminho andado para ganhar uma corrida de automóveis. No futebol é mais ou menos a mesma coisa. Pois bem, o FC Porto acelerou a fundo desde o primeiro jogo e o motor não deu sinais de desgaste, nem a carroçaria derrapou em nenhuma curva. O resultado é avassalador: nove vitórias em nove jogos, contando com todas as competições. Até ver, nenhuma outra equipa na Europa consegue superar a marca da equipa de André Villas-Boas.

O JOGO olhou para o ranking da UEFA, considerou os 20 países mais cotados (Inglaterra à frente, Israel atrás), fez as contas às vitórias, empates e derrotas dos respectivos líderes e chegou à conclusão de que o saldo do FC Porto é imaculado. Nesta altura, só há três equipas que podem aspirar a alcançar a marca dos portistas: os espanhóis do Valência, com quatro vitórias em quatro jogos, os alemães do Mainz, com seis vitórias em outras tantas partidas, e os israelitas do Hapoel Haifa, com três vitórias em três jogos.

Convém dizer que há equipas na Europa com mais vitórias do que o FC Porto (porque fizeram mais jogos), como o Shakhtar, da Ucrânia, ou o Copenhaga, da Dinamarca, ambos com dez triunfos, ou ainda o Levski de Sófia, da Bulgária, com 11 vitórias. Só que em qualquer um dos casos já há derrotas e empates no currículo, o que permite ao FC Porto ficar à frente da classificação.

O arranque da equipa portuguesa torna-se ainda mais saliente pela mudança de equipa técnica. Para já, para lá de uma Supertaça no currículo, ninguém tira a Villas-Boas o início de época fulgurante. O próximo adversário é o Olhanense.

Percurso
Para garantir o registo imaculado, sem paralelo na Europa - pelo menos sem paralelo ainda no número de jogos - o FC Porto teve de ultrapassar adversários como o Benfica (Supertaça), o Braga, jogou na Bélgica, com o Genk, carimbando praticamente o acesso à fase de Grupos da Liga Europa. Curiosamente, convém sublinhar que os quatro golos encaixados pelos portistas até ao momento foram no Dragão: dois com o Genk e dois com o Braga.

Mais vitórias mas com derrotas

Neste momento, há três líderes de campeonatos europeus que têm mais vitórias do que o FC Porto (e mais jogos). São eles o Shakhtar, da Ucrânia, o Copenhaga, da Dinamarca, ambos com dez triunfos, e ainda o Levski de Sófia, da Bulgária (adversário do Sporting na Liga Europa), com 11 triunfos. O melhor saldo do FC Porto justifica-se porque qualquer uma destas equipas já perdeu e empatou jogos. O FC Porto não.

Inter com mais jogos do que cesena

O líder do campeonato italiano é o surpreendente Cesena, promovido esta época à Serie A, com duas vitórias e um empate em três jogos. No entanto, O JOGO considerou para o estudo o Inter, que tem os mesmos pontos do Cesena, porque tem mais jogos realizados. O vencedor da Champions tem duas vitórias e um empate no campeonato, mas já ganhou a Supertaça italiana, por exemplo, ao Roma.

FC Porto com saldo imaculado

O FC Porto consegue o melhor saldo de resultados entre os líderes dos principais campeonatos europeus, considerando o ranking da UEFA. A equipa de André Villas-Boas conseguiu vencer os nove jogos que disputou até ao momento. Marcou 23 golos e sofreu apenas quatro, tendo vencido já um troféu, a Supertaça Cândido de Oliveira. O Olhanense é o adversário que se segue no calendário portista.

Mainz surpreende na Alemanha

Outra das equipas que pode alcançar a marca do FC Porto é o Mainz, da Alemanha. A equipa somou vitórias em todos os jogos que disputou até ao momento, ou seja, seis. Ontem à noite alcançou a quinta vitória na Bundesliga, ao derrotar em casa o Colónia por 2-0, e cimentou a liderança no campeonato. O Mainz também tem um triunfo na Taça da Alemanha.

Valência persegue marca portista

O arranque do Valência no campeonato espanhol está livre de manchas. A equipa treinada por Unai Emery pode atingir os números do FC Porto, dependendo dos próximos jogos. Para já, tem quatro triunfos em quatro jogos. Venceu três partidas a contar para o campeonato e também ganhou o único jogo disputado na Liga dos Campeões, ao Bursaspor, da Turquia. Hoje o Valência recebe o Atlético de Madrid.

10
Dos países considerados, o campeonato ucraniano é aquele que tem mais jornadas disputadas. Já vai em dez, com o Shakhtar, que é adversário do Braga na Champions, a dominar

23
Golos marcados pelo FC Porto esta época, considerando todas as competições. Hulk, com sete golos, quatro na Liga e três na Liga Europa. No capítulo dos golos sofridos, os portistas ficam-se pelos quatro.


Dragões já vão em 19 jogos consecutivos a ganhar

O FC Porto está há 19 jogos oficiais consecutivos sem perder: aos nove da actual temporada, sob o comando de André Villas-Boas, devem somar-se mais dez do final da última época. Essa trajectória vitoriosa e imparável começou no jogo da Taça com o Rio Ave, em Vila do Conde, a 24 de Março último, ainda com Jesualdo Ferreira no banco. Hulk ficou na bancada nesse encontro, mas já sabia que podia ser utilizado no encontro seguinte, porque o Conselho de Justiça havia anulado a sentença da Comissão Disciplinar.

Daí em diante, misturando todas as competições, e com Hulk a falhar apenas dois jogos, os portistas venceram sempre. Já vai em 19 jogos consecutivos, série que os dragões vão tentar ampliar já no próximo sábado, quando receberem o Olhanense. Como O JOGO escreveu, Villas-Boas igualou, com a vitória na Madeira, o bom arranque de Bobby Robson e António Oliveira, estando agora a três vitórias de imitar o arranque vitorioso de Jesualdo Ferreira: oito vitórias nas oito primeiras jornadas. Para igualar esse registo, o FC Porto de Villas-Boas teria de derrotar o Olhanense, o Guimarães e Leiria. Para ultrapassar o recorde de Jesualdo, era preciso derrotar também a... Académica.

Bruno Alves e companhia fora das contas

O campeonato russo partiu para esta temporada no sexto lugar do ranking da UEFA - Portugal encontrava-se na nona posição -, mas acabou por ficar de fora desta contagem devido ao calendário diferenciado relativamente às restantes ligas europeias. Para explicar melhor a opção, refira-se que a principal competição da Rússia já acumulou 21 jornadas do campeonato, embora o actual líder, o Zenit, tenha ainda dois jogos em atraso. A título de curiosidade, refira-se que a formação onde joga Bruno Alves - e Meira e Danny - tem 14 vitórias e cinco empates no campeonato, ao qual se soma mais um triunfo na Taça da Rússia. Relativamente às competições europeias, o registo é menos positivo: três vitórias, um empate e uma derrota, um resultado que ditou o afastamento do Zenit da fase de grupos da Liga dos Campeões diante o Auxerre.

in "ojogo.pt"

Álvaro Pereira não pára... mas se calhar até devia


Álvaro Pereira gosta de correr. Sempre foi assim. Quando era mais pequeno, numa altura em que o futebol era ainda um part-time no Uruguai, Álvaro chegou mesmo a participar em maratonas na companhia do pai, sobretudo porque a resistência é um dos atributos que recebeu como herança hereditária. Serve isto para explicar que a morfologia do lateral lhe permite fazer muitos jogos consecutivos - tal como comprova a última temporada - e merece uma comparação com os fundistas quenianos. Quem trabalha de perto com o jogador, sabe que Álvaro não gosta de ficar a "descansar"; para ele não há jogos menos importantes ou folgas para assistir a uma determinada partida na tribuna do estádio. Álvaro Pereira gosta de jogar sempre, diz que se sente melhor se o fizer e faz questão de comunicar esta preferência aos treinadores. Foi assim com Jesualdo Ferreira, é assim com André Villas-Boas.

Apesar disso, não parece haver grande dúvidas de que Álvaro anda cansado, demora a recuperar das subidas no terreno e tem provocado algumas problemas defensivos ao FC Porto. É normal. O lateral não pára há mais de um ano. Na época passada foi o mais utilizado do plantel (4070 minutos em todas as competições); pelo meio, jogou jogos de qualificação para o Mundial e o próprio Mundial (mais 949 minutos), com todas as deslocações que isso implica; esta temporada, com pouco mais de três semanas de férias e uma pré-época realizada praticamente a competir, é um dos poucos totalistas da equipa (e já vão mais 810 minutos de jogo). Na Madeira, frente ao Nacional, mas também em Vila do Conde, por exemplo, foram notórias as dificuldades físicas do lateral em alguns momentos do jogo.

Tendo por base as declarações recentes de André Villas-Boas, assim como a sobrecarga de jogos que se adivinha, Álvaro Pereira deverá ser um dos próximos a descansar. O jogo com o Olhanense é uma das possibilidades para fazer descansar Palito, embora a visita que se segue a Sófia também esteja a ser ponderada pela equipa técnica. Mais do que isso, Villas-Boas confia nas alternativas. Fucile pode ser temporariamente adaptado à esquerda, tendo em conta o excelente arranque de Sapunaru na direita e os minutos acumulados pelo uruguaio naquele lugar - ainda no Mundial foi por lá que jogou -, e há ainda Emídio Rafael, uma contratação de André Villas-Boas, que o foi contratar à Académica para fazer sombra a Álvaro Pereira. Certo, para já, é que Álvaro Pereira está perto do descanso.


4070
Na última temporada, a primeira em Portugal, Álvaro Pereira foi o jogador mais utilizado do plantel portista. Somou 4070 minutos, repartidos por Campeonato (2465), Champions (720), Taça de Portugal (480), Taça da Liga (315) e Supertaça (90).


949
Desde que chegou ao FC Porto, Álvaro Pereira realizou 11 jogos oficiais pela selecção, num total de 949 minutos. Começou por participar nos últimos quatro jogos de qualificação (360), mais duas partidas do play-off (180) e cinco encontros no Campeonato do Mundo (409).


810
Esta época, Álvaro Pereira vai bem lançado. Para já, é um dos poucos totalistas do plantel, uma vez que participou a tempo inteiro nos nove jogos já realizados. Começou por ser titular na Supertaça, tendo-se depois seguidos três jogos da Liga Europa (270) e mais cinco do campeonato (450).

in "ojogo.pt"

Não há insubstituíveis

JORGE MAIA


Um antigo director meu costumava dizer-me que de insubstituíveis está o cemitério cheio. Devia saber do que falava, até porque já cá não está: foi substituído e, por sinal, a vida continua, dando-lhe razão todos os dias. Ora, mesmo que este não tenha sido o caso, o facto é que há algumas pessoas que são mais difíceis de substituir do que outras. Há um par de meses, por exemplo, Bruno Alves parecia ser insubstituível e a sua saída para o Zenit ameaçava deixar um buraco impossível de preencher no eixo da defesa do FC Porto, assombrando o eventual sucessor com o peso de uma herança difícil de suportar. Pois bem, Maicon não só exorcizou o fantasma de Bruno Alves, como tem crescido a cada jogo que passa até preencher os buracos que ocasionalmente aparecem pelos seus lados. O facto de o ter feito quando tinha toda a gente a olhar para ele, à espera de um deslize que servisse para evocar a memória do antecessor, é apenas mais um detalhe que serve para provar que, de facto, não há insubstituíveis. Mesmo do lado de fora dos cemitérios.

in "ojogo.pt"

Falcão num voo sem rede

DEMONSTRA QUE OS PENÁLTIS NÃO SÃO O SEU FORTE
 
Com um registo impressionante de 27 golos marcados em 33 jogos disputados na Liga, Radamel Falcão é um goleador admirado e com credenciais confirmadas. A veia goleadora de El Tigre só não consegue abarcar as grandes penalidades. Nas 8 tentativas que já dispôs desde que chegou ao FC Porto, apenas fez as redes abanar em metade delas. Com o tiro ao poste na Choupana, deixou o seu registo empatado a quatro.

Foi a primeira vez na “era André Villas-Boas” que o colombiano foi chamado a converter uma grande penalidade, estando Hulk em campo. O treinador fez uma opção que se compreende, já que o melhor marcador da equipa na época passada ainda não conseguiu atingir essa distinção na que corre. Villas-Boas deu a oportunidade que Falcão precisava, mas o avançado não conseguiu retribuir. Agora, já são quatro os penáltis falhados pelo colombiano desde que chegou ao FC Porto, sendo que já converteu outros tantos da linha dos 11 metros. Face a isto, resta agora saber se numa próxima oportunidade voltará a ser chamado...

in "record.pt"

Pinto da Costa: «Carolina usava tudo para me denegrir»

Pinto da costa acusa ex-companheira de difamação
O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, demarcou-se esta terça-feira das agressões ao ex-vereador de Gondomar Ricardo Bexiga, em 2005, e enquadrou declarações sobre este assunto da ex-companheira, Carolina Salgado, no âmbito de uma estratégia para o denegrir.

"Tudo o que fosse para denegrir a minha imagem, ela usava", disse hoje Pinto da Costa, ao depor nos Juízos Criminais do Porto, no início de um processo em que acusa Carolina Salgado de difamação, por o ter considerado, em entrevista, como mandante do crime.

Pinto da Costa manifestou a convicção de que nem a própria Carolina Salgado esteve envolvida, direta ou indiretamente, naquele crime e sugeriu que a ideia de o associar à agressão a Ricardo Bexiga "nem terá saído da cabeça dela".

O dirigente portista assegurou que nem ele nem Carolina Salgado conheciam Ricardo Bexiga, pelo que não haveria razões para o molestar.

Numa entrevista concedida por Carolina Salgado à jornalista Felícia Cabrita e publicada na revista Tabu (parte integrante do semanário Sol), de 11 de novembro de 2006, Carolina Salgado afirmou que as agressões a Ricardo Bexiga, em 25 de janeiro de 2005, no parque de estacionamento da Alfândega do Porto, foram perpetradas a mando de Jorge Nuno Pinto da Costa.

A ex-companheira do presidente do FC Porto sustentou que, a pedido de Pinto da Costa, entregou aos dois alegados agressores 10.000 euros. Um inquérito-crime relacionado com este episódio acabou por ser arquivado.

No livro "Eu, Carolina", editado em dezembro de 2006, Carolina Salgado voltou a acusar Pinto da Costa pelo espancamento de Ricardo Bexiga, que teve de ser assistido numa unidade hospitalar.

Em 8 de setembro do ano passado, no âmbito de outro julgamento que a opôs a Pinto da Costa, nas Varas Criminais do Porto, Carolina Salgado insistiu que foi "intermediária" nas agressões do ex-autarca Ricardo Bexiga.

A posição que adoptará no julgamento, agora iniciado, só se conhecerá em próxima audiência, uma vez que Carolina Salgado faltou hoje à chamada do tribunal. O advogado de Carolina Salgado, José Dantas, disse que a sua cliente "adoeceu na véspera" e obteve a anuência da juíza para que seja ouvida em próxima audiência.

Carolina Salgado já tinha faltado a algumas audiências noutros julgamentos que a opuseram a Jorge Nuno Pinto da Costa.

in "record.pt"


Pinto da Costa demarca-se do caso Bexiga



Pinto da Costa demarcou-se ontem das agressões a Ricardo Bexiga, ex-vereador da Câmara de Gondomar, e enquadrou as declarações de Carolina Salgado, sua ex-companheira, no âmbito de uma estratégia para o denegrir. "Todos estes actos estão interligados com o final do nosso relacionamento", afirmou Pinto da Costa, durante o depoimento nos Juízos Criminais do Porto, no início de um processo em que acusa Carolina Salgado de difamação por o ter considerado, em entrevista à revista "Tabu" - integrante do semanário "Sol" -, como mandante do crime. Pinto da Costa negou que tivesse conhecimento de ligações de Ricardo Bexiga ao caso Apito Dourado e assegurou que nem ele nem Carolina Salgado o conheciam, pelo que não haveria motivos para as tais agressões. Pinto da Costa manifestou ainda a convicção de que nem a própria Carolina Salgado esteve envolvida naquele crime e sugeriu que a ideia de o associar à agressão partiu de terceiros. "Não a estou a ver com cabeça para isso". Carolina Salgado faltou à audiência porque "adoeceu na véspera".

in "ojogo"

Belluschi e Moutinho em alerta amarelo

Fernando Belluschi e João Moutinho são os jogadores mais amarelados do FC Porto, nestas primeiras 5 jornadas do campeonato. Tanto o argentino como o português já viram 3 cartões amarelos e, portanto, estão apenas a duas sanções semelhantes de terem de cumprir um jogo de castigo. Neste momento, a 4 jogos da receção ao Benfica, essa situação já motiva alguma preocupação e terá de ser gerida com pinças, para que os previsíveis castigos não surjam em simultâneo e muito menos no confronto com o eterno rival.

Dizem as estatísticas da Liga que o FC Porto até é uma das equipas mais disciplinadas, mas os cartões mostrados a Belluschi e Moutinho, na Choupana, vieram aumentar o leque de preocupações de André Villas-Boas na preparação dos compromissos que se seguem. Os dois médios têm sido dos jogadores mais utilizados, são titulares indiscutíveis no miolo e muito do futebol atacante da equipa passa pelos seus pés. No entanto, também se têm destacado na luta pela posse da bola, ajudando a fechar os caminhos para a baliza de Helton. É fruto dessa influência direta que têm em todos os sectores que partilham o estatuto dos mais amarelados do plantel.

Sapunaru é exceção

É sobretudo no meio-campo ofensivo que o FC Porto pressiona os seus adversários e isso fica claro se analisarmos os destinatários dos 11 cartões amarelos que a equipa leva neste arranque do campeonato. Sapunaru é, entre os defesas, o único que já foi admoestado com a referida cartolina. Depois todas as outras foram distribuídas por atletas que ocupam posições do meio campo para a frente. Para além dos referidos casos de Belluschi e Moutinho, há também Hulk, Cristián Rodríguez, Fredy Guarín e Fernando com um cartão para cada um deles.

Esses, contudo, ainda não geram preocupação, pois ela está centrada apenas nos médios argentino e português. Olhanense (c), Vitória de Guimarães (f), União de Leiria (c) e Académica de Coimbra (f) são os adversários que se seguem, antes da receção ao Benfica, e será nesses compromissos que André Villas-Boas terá de começar a analisar e a precaver-se para a eventualidade de ficar privado dos referidos jogadores.

Em todo o caso, o treinador deposita grande confiança nos atletas que podem substituir aqueles que têm sido os dois maestros do miolo portista. Ruben Micael, Souza, Castro e até Guarín estão na calha para renderem os colegas assim que for preciso.

in "record.pt"

F.C. Porto: e vão 19 vitórias consecutivas em jogos oficiais

O embalo vem da fase final da pretérita temporada e promete levar tudo à frente. O F.C. Porto está em pleno ciclo de 19 vitórias consecutivas em partidas oficiais, 12 das quais a contar para o campeonato nacional. A última derrota data de 21 de Março (precisamente há meio ano), dia da final da Taça da Liga, disputada no Algarve contra o Benfica: 0-3.

Há nestas contas duas séries diferentes a considerar. Da primeira já falámos. 19 triunfos, epicentro em Vila do Conde, na noite do regresso de Hulk aos relvados após longa suspensão. 12 sucessos para a Liga, três para a Taça de Portugal, três para a Liga Europa e um na Supertaça.

A segunda envolve somente compromissos para o campeonato nacional. Nestes cálculos recuamos mais alguns dias no calendário e iniciamos a contabilidade no dia 13 de Março. O F.C. Porto tem 13 vitórias seguidas em jogos da Liga. Oito ainda no reinado de Jesualdo Ferreira, cinco já sob a égide de André Villas-Boas.

São números importantes, significativos, que confirmam a estabilidade e a consistência dos dragões.

Benfica: 29 vitórias nas épocas 71/72 e 72/73

Apesar da relevância estatística, este F.C. Porto ainda está muito longe da melhor série de sempre de uma equipa no campeonato. Os tempos são outros, de maior equilíbrio, daí que chegar às 29 (!) vitórias seguidas do Benfica - entre 9 de Abril de 1972 e 1 de Abril de 1973 -seja quase uma utopia.

Os encarnados começaram essa epopeia na 25ª jornada da época 1971/72 e prolongaram o delírio até à 24ª ronda de 72/73. Eusébio em final de carreira, Humberto Coelho, Nené, Artur Jorge, Toni, Rui Jordão, Vitor Batista e Diamantino, por exemplo, eram na altura praticamente imbatíveis.

Os pupilos de Villas-Boas ainda não fizeram o suficiente para ostentar esse rótulo. Mas já conseguem impor apreensão a qualquer opositor.

Ataque viperino e defesa de argamassa

Se nos concentramos apenas no Porto versão 2010/11, concluímos que a equipa de André Villas-Boas apresenta uma excelente média no número de golos por jogo: 2,5. O principal contributo tem chegado do pé de esquerdo de Hulk. O brasileiro é o melhor marcador da equipa, com sete golos, e logo atrás surgem os cinco de Falcao.

Varela (3), Belluschi (2), Rolando (2), Souza e Rúben Micael também já marcaram.

E o que dizer da prestação defensiva da equipa? Quatro golos sofridos, dois contra o Sp. Braga e dois perante o Genk. Quer isto dizer que o F.C. Porto já acabou sete (em nove) jogos sem sofrer qualquer golo.

Última derrota em jogos oficiais:

21/03/2010: F.C. Porto-Benfica, 0-3 (Taça da Liga)

Série de vitórias consecutivas do F.C. Porto:

2009/10

24/03/2010: Rio Ave-F.C. Porto, 1-3 (Taça de Portugal)
28/03/2010: Belenenses-F.C. Porto, 0-3 (24ª jornada Liga)
03/04/2010: F.C. Porto-Marítimo, 4-1 (25ª)
10/04/2010: Rio Ave-F.C. Porto, 0-1 (26ª)
14/04/2010: F.C. Porto-Rio Ave, 4-0 (Taça de Portugal)
18/04/2010: F.C. Porto-V. Guimarães, 3-0 (27ª)
24/04/2010: V. Setúbal-F.C. Porto, 2-5 (28ª)
02/05/2010: F.C. Porto-Benfica, 3-1 (29ª)
08/05/2010: U. Leiria-F.C. Porto, 1-4 (30ª)
16/05/2010: D. Chaves-F.C. Porto, 1-2 (Taça de Portugal)


2010/11

07/08/2010: F.C. Porto-Benfica, 2-0 (Supertaça)
14/08/2010: Naval-F.C. Porto, 0-1 (1ª jornada Liga)
19/08/2010: Genk-F.C. Porto, 0-3 (Liga Europa)
22/08/2010: F.C. Porto-Beira Mar, 3-0 (2ª)
26/08/2010: F.C. Porto-Genk, 4-2 (Liga Europa)
29/08/2010: Rio Ave-F.C. Porto, 0-2 (3ª)
11/09/2010: F.C. Porto-Sp. Braga, 3-2 (4ª)
16/09/2010: F.C. Porto-Rapid Viena, 3-0 (Liga Europa)
20/09/2010: Nacional-F.C. Porto, 0-2 (5ª)

in "maisfutebol.iol.pt"

André Villas-Boas perto de superar marca de Robson

Cinco triunfos a abrir a Liga. André Villas-Boas iguala Bobby Robson em arranques de campeonatos e pode superar o mestre inglês se o F. C. Porto vencer o Olhanense. Em 1994/95 o dragão, orientado pelo técnico inglês, foi travado pelo Benfica à sexta jornada.

Quando foi apresentado como treinador do F. C. Porto, André Villas-Boas disse que era mais clone de Bobby Robson do que de José Mourinho, porque tinha ascendência inglesa, nariz grande e gostava de beber vinho. Ambos marcaram o técnico: o primeiro abriu-lhe as portas do futebol; o segundo acompanhou-o no processo de crescimento e de maturação. Mas Villas-Boas está muito perto de fazer história pelo seu próprio pulso se vencer o Olhanense (sábado, 21.15 horas, Sport TV1), no Dragão. Garante seis triunfos consecutivos a abrir o campeonato, aquilo que os dois mestres não conseguiram ao serviço dos azuis e brancos.

Em 1994/95, Bobby Robson deixou a concorrência em estado de alerta, ao levar o F. C. Porto a cinco vitórias seguidas no arranque da Liga. Mas ao sexto jogo, a equipa empatou no terreno do rival Benfica, na altura o campeão nacional em título. Esteve a vencer por 1-0, com um golo de Iuran, mas o brasileiro Isaías fixou o resultado final. À quinta jornada, os dragões tinham um ponto de vantagem sobre o Sporting e três sobre o Benfica, mas as vitórias ainda valiam dois pontos.

Na temporada seguinte, em 1995/96, o treinador inglês conduziu o F. C. Porto a quatro triunfos consecutivos no arranque da prova, mas depois empatou no terreno do Felgueiras, a um golo. Foi um resultado inesperado, tratando-se de uma adversário que se estreava no principal escalão do futebol português, mas tinha como treinador Jorge Jesus. Nessa altura, os dragões gozavam de dois pontos de vantagem sobre o Benfica e três sobre o Sporting. Agora, o fosso é maior: nove em relação aos encarnados e oito sobre os leões.
André Villas-Boas também já ultrapassou José Mourinho, pois o Special One nunca ganhou cinco jogos seguidos no início do campeonato português. Em 2002/03 foi travado pelo Belenenses (1-1), na primeira jornada, e na temporada seguinte alcançaria o mesmo resultado no terreno do Estrela da Amadora.




Siska com 13, Jesualdo com oito

Na última década, o melhor arranque do F. C. Porto na prova foi garantido pela mão de Jesualdo Ferreira. O treinador alcançou oito triunfos consecutivos antes de encalhar, em casa, com o Belenenses (1-1). Mas o melhor registo da história do clube pertence a Miguel Siska, que em 1939/40 orientou o dragão à impressionante marca de 13 vitórias consecutivas no início do campeonato. Será que Villas-Boas vai fazer história?

in "jn.pt"

Rac. Avelaneda confirma negociações por James Rodriguez

James Rodríguez, avançado colombiano contratado este Verão pelo FC Porto ao Banfield, da Argentina, está a ser cobiçado pelo Rac. Avelaneda.

O clube argentino sabe que James não jogará tão cedo nos "dragões", num plantel com tantas soluções e, através do empresário, tenta o empréstimo do jogador junto da SAD "azul-e-branca".

A confirmação do cenário foi concedida a Bola Branca, esta terça-feira, pelo Vice-presidente do Racing, Pablo Podesta.

"O jogador não está a jogar em Portugal. Não estamos a tratar directamente das negociações, mas sim o seu representante. O James Rodriguez é um bom jogador e claro que temos interesse mas precisamos de saber quais as condições para poder vir. Não é um jogador a descartar", afirmou o dirigente.

Recorde-se que o colombiano custou aos cofres dos "dragões" 5,1 milhões de Euros por 70% do passe, tendo Rodriguez assinado um contrato válido até 2014.

in "rr,pt"