sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pleno de vitórias garante continuidade dos titulares



André Villas-Boas vai continuar a apostar no mesmo onze que alinhou na deslocação a Vila do Conde, na recepção ao Braga. Apesar de ter mais opções à sua disposição, na sequência da paragem do campeonato nas últimas semanas, não se prevê que o técnico do FC Porto faça alterações entre os titulares, até porque eles são todos convocáveis. Sapunaru recuperou da entorse que tinha sofrido contra o Rio Ave e Varela recompôs-se da sobrecarga muscular que o afastou da chamada à Selecção para os jogos com o Chipre e a Noruega, pelo que ambos vão voltar a ocupar as respectivas posições no onze. No eixo da defesa, Rolando acabou por passar a semana a treinar com os internacionais, não sendo chamado nos dois jogos da fase de apuramento para o Euro'2012, pelo que deverá manter-se ao lado de Maicon. Estas notícias apontam para que o regresso de Fucile à titularidade permaneça em suspenso por mais algumas semanas e para que as estreias de Otamendi e de James - que também recuperou de uma entorse estes dias - devam continuar adiadas, sendo até mais provável que Villas-Boas chame para o banco o uruguaio Cristian Rodríguez.

No meio-campo, Souza e Rúben Micael só deverão ser opções a ter em conta para fazer alterações tácticas na equipa durante o decorrer do jogo, já que Fernando, Belluschi e Moutinho - este último nem jogou contra a Noruega - serão apostas a manter igualmente.

Na frente, para além da recuperação de Varela, Falcao também deverá alinhar, apesar de ter chegado ao Porto "como morto", conforme André Villas-Boas se lhe referiu na conferência de Imprensa, depois do desgaste provocado por mais de 27 mil quilómetros de viagens para representar a selecção colombiana. Sublinhe-se neste caso particular que Walter beneficiou dos últimos dias para encurtar o atraso evidente na sua preparação física, mas Falcao deverá manter o lugar e a confiança do técnico, apesar do curto espaço de tempo que teve para recuperar. Em relação a Hulk, depois do estágio com a selecção do Brasil, em Barcelona, as dúvidas nem se colocam, até porque é só o melhor marcador desta equipa com seis golos apontados em quatro jogos.

O Braga poderá esperar por um embate contra uma equipa sem alterações, que só sabe vencer no campeonato e aposta nos três pontos para se afastar de um concorrente directo.

Fucile e Otamendi à espera

Ainda ontem André Villas-Boas se referiu à questão do regresso de Fucile à equipa e da estreia de Otamendi no eixo da defesa como situações injustas para os defesas titulares (Sapunaru, Rolando, Maicon e Álvaro Pereira) e não só - porque o técnico sublinhou ainda o trabalho de Sereno apesar de não ter sido utilizado -, pelo bom desempenho do quarteto neste início de temporada. Apesar de uma certa tremedeira em determinadas alturas, a verdade é que o FC Porto ainda só sofreu dois golos nos seis jogos oficiais efectuados esta temporada. Para além da questão da oportunidade para integrar estes jogadores no onze, importa sublinhar que Fucile chegou de férias com a preparação a decorrer e enquanto procurou recuperar o atraso, Sapunaru foi marcando pontos e atravessa uma fase de exibições regulares.

Em relação a Otamendi, o central argentino não só chegou tarde, como enfrenta todo um processo de adaptação ao clube e a um estilo de futebol diferente. Com Rolando e Maicon a darem conta do recado no eixo, a sua integração na equipa terá mais hipóteses de acontecer numa fase mais apertada do calendário, que permita ao técnico gerir o desgaste de um titular, pelo que, tal como Fucile, Otamendi terá de esperar por um momento mais oportuno.


in "ojogo.pt"

Discurso motivador põe Falcão num voo seguro


No dia seguinte à vitória em Vila do Conde, Falcão divulgou no seu Twitter: “Iniciando uma longa viagem até à Colômbia.” Sete horas e meia depois, mas já no destino, El Tigre foi taxativo nas suas confissões à rede social: “Na minha Bogotá querida!!! Pronto para um sono profundo. Estas viagens custam-me cada vez mais.” Custam, mas são para repetir e o atleta terá de se adaptar a essa nova realidade, contando com o apoio das estruturas técnica e médica do FC Porto para que isso não afete o seu rendimento no clube. Villas-Boas, com uma abordagem motivadora sobre o assunto, já começou a fazer a sua parte. “Entregámos um jogador fresco e recebemos um morto, mas ele ficará novamente fresco até à hora do jogo com o Sp. Braga”, garantiu o treinador na conferência de imprensa de ontem.

Record tentou, então, saber como se “ressuscita” um jogador em tão curto espaço de tempo e, sem querer entrar pelo caminho das metodologias de treino, o professor universitário José Neto explicou-nos uma das formas de consegui-lo: “O homem é aquilo que pensa e, ao garantir a aptidão do atleta para o próximo compromisso, André Villas-Boas está a incutir-lhe uma meta, está a dar-lhe certezas e isso vai fazer com que o jogador apenas se concentre nisso e não num sem-número de dúvidas. Em suma, isto só revela a competência comunicacional do treinador. A abordagem positiva a estas situações pode fazer milagres. As palavras de Villas-Boas foram totalmente direcionadas ao atleta.”

in "record.pt"

A nova geração abrange três dragões

Com a Copa América no horizonte, assim como a qualificação para o Mundial’2014, a seleção colombiana encontra-se num processo de transição, apostando numa nova geração de jogadores, nos quais surgem à cabeça Falcão, James e Guarín. Assim, as chamadas dos portistas por Hernán Darío Gomez serão frequentes e este desgaste motivado pelos jogos e pelas viagens será uma constante. Nada que faça a estrutura portista tremer.

José Neto, que também é formador da FPF e da UEFA e conhece bem as equipas médica e técnica do FC Porto, acredita que o trabalho a desenvolver com estes jogadores está há muito delineado: “A competência técnico-científica daquela casa é muito grande. Eles conhecem o fenómeno...”

in "record.pt"

Álvaro Pereira, foguete sem sombra

É convicção geral que esta temporada André Villas Boas herdou e/ou criou o grupo mais competitivo, no plano interno, que o FC Porto agregou nos últimos anos, percebendo-se com extrema facilidade que só mesmo à esquerda da defesa não há essa competitividade que Villas Boas faz gala em acentuar prazenteiramente.

Helton será o outro quase inquestionável, porque Beto mantém-no permanentemente em sentido, mas, depois, não há quem possa respirar ou facilitar minimanente: o suporte defensivo é amplo, a luta no meio-campo é praticamente ombro a ombro, com pelo menos seis homens de calibre sem descanso, tal a qualidade e diversidade do miolo; na frente panorama também diverso, extenso e elevado em número e qualidade.

Há, claro que há, uma primeira base, e Villas Boas já utilizou 22 jogadores nos seis primeiros jogos oficiais, dois onzes mas com clara predominância de uma flagrante maioria. Mas se há lugar sagrado, inquestionável e sem 'sombra' convincente, é precisamente na esquerda, onde Emídio Rafael dificilmente se coloca como adversário real nas competições prioritárias, embora com utilização prevista nas provas secundárias, sem esquecer que “Palito” na temporada de estreia, pulverizou todas as marcas de utilização, com 46 jogos e mais de quatro mil minutos nas competições de clubes, a que se somaram mais sete jogos pela selecção uruguaia...

Evocar “Palito” e esta situação rara no actual panorama do plantel portista vem à mão precisamente porque foi frente ao Sp. Braga e naquela célebre goleada por 5-1 que Álvaro Pereira marcou o seu único golo em Portugal, bem vistas as coisas um golo que valeu... por muitos, um violento e inesperado foguete a bons 35 metros da baliza de Eduardo, seguramente um dos grandes golos da última Liga e que, por sinal, levantou ou remexeu também a estranheza de o verem tão pouco rematador, mesmo sendo a função defensiva e a de municiamento as suas prioridades.

Mas o facto é que o 'Palito' que veio para a Europa tem outras obrigações, notoriamente mais defensivas, e assim se explica por que só marcou um golo pelo FC Porto e outro pelo Cluj, quando, na sua carreira sul-americana, designadamente Quilmes, Argentinos e selecção, soma 17. Mas, na verdade, jogava sempre do meio-campo para a frente...

in "abola.pt"

Moutinho com "mais ânimo para trabalhar forte"

Depois de ter festejado ontem o seu 24º aniversário, João Moutinho foi bastante acarinhado pelos adeptos do FC Porto com centenas de mensagens de parabéns, a que promete responder com trabalho dentro de campo.

Em declarações ao site dos ‘dragões’, o jogador agradeceu as mensagens que recebeu, garantindo que “as vossas palavras dão-me mais ânimo para trabalhar forte para defender o nosso clube”.

in "msndesporto.pt"

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Madjer. "O meu golo mais bonito foi de calcanhar. Ao Belenenses!"


Carlos Lopes nos JO em Los Angeles-1984, Rosa Mota nos JO em Seul-88, Fernanda Ribeiro nos JO em Atlanta-96. Já ficámos acordados de madrugada para ouvir o hino português. E também para festejar o título mundial do FC Porto, em 1987. O golo da consagração (um chapéu de aba larga: 30 metros) foi do argelino Madjer, que já havia construído a jogada do 1-0 de Gomes. E que, já agora, havia assistido Juary para o 2-1 com o Bayern Munique na final da Taça dos Campeões e que, dois minutos antes, marcara de calcanhar o golo do empate. Madjer só fez 148 jogos pelo FC Porto mas é um dos jogadores mais importantes da história azul e branca. Mas de onde é que ele veio? E como? E quando?

A esta última pergunta, a resposta é hoje, 8 de Setembro. Só que de 1985. Faz 25 anos que Madjer chegou ao Porto, via Tours, uma equipa da 2.a divisão francesa, que não o quis por mais uma época, por "insuficiências técnico-tácticas", de acordo com as declarações de um dirigente francês ao jornal "L''Équipe", na edição de 18 de Agosto desse ano. O i quis saber isso e muito mais. Entrevista ao quinto melhor jogador africano de sempre (atrás de Weah, Milla, Pelé e Belloumi) e ao mais influente estrangeiro do FC Porto (à frente de Jardel e Cubillas).

Boa tarde Madjer. Falo de Portugal.

Boa tarde, amigo. Tudo bem?

Tudo. Sabe que dia é amanhã?

8 de Setembro.

Isso não lhe diz nada?

Hãããã... Que falta um mês para eu chegar a Portugal. De férias.

Pronto, isso é agora. Mas a 8 de Setembro de 1985, o Madjer aterrou no Porto pela primeira vez. Lembra-se?

Sim, claro, no Aeroporto Sá Carneiro. Cheguei com o Lucídio Ribeiro, empresário português que trabalha muito no mercado francófono. Estava um dia cinzento. Fui para o hotel e daí para o Estádio das Antas, para ver o FC Porto-Penafiel [3-1, com golos de Semedo, Gomes e João Pinto] onde conheci toda a gente. Houve logo química: o presidente Pinto da Costa, o médico Lima Pereira, André, Frasco, Gomes, Futre, Eduardo Luís, Jaime Magalhães, João Pinto, Juary. Tudo gente cinco estrelas.

E Artur Jorge?

Também, também. Grande senhor do futebol.

Mas vocês tiveram os vossos problemas.

Sim, mas problemas com solução. Por muito bom que seja o espírito de uma equipa de futebol, e o FC Porto era como uma família, há sempre alguém às turras com alguém. Ou o presidente com o treinador ou o jogador com o treinador. São coisas que vão e vêm. E passam. Quando havia esses stresses, nada melhor que ir almoçar ou jantar.

Mas isso não se faz diariamente?

Não, digo almoçar ou jantar com a malta amiga. Nesses casos de stresse, organizávamos excursões à Póvoa de Varzim para comer e relaxar. O André era o líder espiritual desses convívios. Era também o mais divertido do plantel, sempre bem disposto e a contar anedotas. Como o Lima Pereira, outro capitão dentro e fora do campo e sempre pronto a comandar as suas tropas [risos]. Como o Futre, jovem e irreverente como só ele sabia. Resumindo: se houvesse algum stresse comigo, eles resolver-me-iam a situação num abrir e fechar de olhos. Percebes?

Claro. E porquê Póvoa de Varzim?

Invenções do André [risos]. Ele é de lá. Amigo, havia lá um restaurante fantástico. Não me perguntes o nome que não me lembro.

E lembra-se de como entrou na equipa do FC Porto?

Sim, sim. Muito bem. O primeiro jogo foi no Estádio da Luz, com o Benfica, na festa de inauguração do Terceiro Anel. Um jogo particular e empatámos 0-0. A estreia oficial foi também em Lisboa, mas no Restelo. Ganhámos 3-2 ao Belenenses e eu fiz duas assistências para o Gomes. Depois, recebemos o Sporting e vencemos 2-1. Até que veio o tal jogo que me desbloqueou, no Bessa. Foi 2-1 para nós e eu marquei os dois golos, os da reviravolta [Casaca fizera o 1-0]. Pronto, a partir daí, ninguém mais me agarrou.

Só na Póvoa de Varzim.

Pois é. Olha, daqui a um mês lá estarei. Ao volante do meu Toyota.

Qual? Aquele que ganhou em Tóquio?

Esse mesmo. Na final da Taça Intercontinental-1987, fui eleito o melhor em campo e ganhei um carro. Levei-o do Japão para Portugal e desde então nunca mais me desfiz dele. Está lá, guardado na garagem da minha casa, em Vila Nova de Gaia. Tenho o mesmo carro há 23 anos e está como novo. Nunca me deu problemas. Nem um! As marcas japonesas são, de facto, do mais fiável que há. Mas isto é só com carros. Porque já viste o tempo que estava em Tóquio naquele dia? Tudo menos fiável. Na véspera, nublado. No dia do jogo, nevava, nevava, nevava e não parava de nevar. Aquilo era impressionante. E eu que nunca tinha jogado na neve. Nem eu, nem os outros.

Nesse jogo marcou o golo da vitória.

Um grande chapéu quase do meio-campo. Foi o golo que mais prazer me deu, porque significou o título mundial. Mas não foi o mais bonito. Esse foi o de calcanhar...

Com o Bayern?

Não. A piada é essa. O melhor golo de calcanhar não foi esse, embora seja o mais falado em todo o mundo, porque foi numa final e com o poderoso Bayern. Hoje, se falarem de um golo à Madjer, todos sabem como é. Da mesma forma que ninguém esquece o slalom do Maradona com a Inglaterra em 1986 ou o penálti à Panenka em 1976. Mas a seguir à Taça dos Campeões, ganhámos 7-1 ao Belenenses [26 de Agosto de 1986, primeira jornada do campeonato nacional, na estreia de Rui Barros pelo FC Porto e de Marinho Peres como treinador dos azuis do Restelo], marquei três golos, o último deles de calcanhar, mais bonito que o de Viena. Sabes porquê?

Não.

Do cruzamento do Jaime Magalhães, recebi a bola com o pé esquerdo e dei com o calcanhar direito.

Mas então esse golo vi-o há poucos dias, na internet.

A sério? Não pode ser. Onde?

No YouTube.

Espera aí, vou buscar papel e caneta para anotar o endereço [espera] Diz-me lá.

É só ir ao site do YouTube e escrever "fc porto belenenses 7-1".

Mas isso é fantástico. Já ganhei o dia. Obrigado. Vou já rever esse golo. Tenho--o na memória. Agora vou copiá-lo para o computador. E posso mostrar aos meus amigos. Eles não acreditam em mim. Dá para acreditar nisso?

in "iolnile.pt"

F.C. Porto: Guarín e Mariano são as únicas baixas

Plantel quase completo em mais uma etapa de preparação para a recepção ao Sp. Braga. O F.C. Porto já contou com Radamel Falcao no Olival, embora o avançado tenha chegado da Colômbia «morto», conforme indicou André Villas-Boas na conferência de imprensa desta quinta-feira.

Falcao será alvo de um intenso programa de recuperação e estará, caso nada de anormal suceda, em condições de ocupar o seu lugar na frente de ataque.

Desta forma, apenas Freddy Guarín e Mariano Gonzalez não estão em condições de ser opção para o jogo de sábado. Os sul-americanos fizeram treino condicionado, segundo informa o boletim clínico divulgado pelos dragões.

O último apronto da semana está agendado para as dez horas de sexta-feira. No Centro de Treinos do Olival e à porta fechada.

Numa conversa longa, polvilhada pela boa disposição de Villas-Boas, houve tempo para falar de muita coisa. Sobre Falcao e Hulk, por exemplo, nomes maiores no actual ataque do F.C. Porto. Regressados das respectivas selecções, um e outro mereceram um comentário por parte do treinador.

Quis-se saber se Hulk fica mais perto de uma transferência por andar na órbita da selecção do Brasil. Villas-Boas não vê as coisas dessa forma. «Não penso perdê-lo. Esteve apenas num estágio da selecção. Acreditamos no potencial do Hulk e acreditamos que pode continuar a representar o Brasil. Se não fosse o castigo do ano passado poderia ter ido ao Mundial. Mas continuar lá depende do que render aqui», vincou o técnico, antes de se pronunciar sobre Falcao.

«Chegou completamente exausto da Colômbia. Ainda por cima houve um problema no voo deles para a Venezuela. Entregámos um jogador fresco e recebemos um jogador morto. Espero que ele recupere nos próximos dias.»

A «injustiça» que está a atacar Sapunaru e Maicon

Jorge Fucile e Nicolás Otamendi estão perto da titularidade, mas terão de aguardar por uma oportunidade. André Villas-Boas sublinhou a sua confiança no trabalho de Sapunaru e Maicon, acrescentando que estes últimos não têm recebido um tratamento justo por parte da comunicação social.

in "maisfutebol.iol.pt"

Miguel Lopes: «A II Liga espanhola é semelhante à Liga portuguesa»

Recuar pode não ser sinónimo de regredir. É esse o espírito que Miguel Lopes, lateral que o F.C. Porto emprestou ao Bétis de Sevilha, tem em mente para a temporada que agora arranca. O jovem português está encantado com a primeira experiência no estrangeiro e traça como objectivo um regresso em força ao reino do Dragão, no próximo ano. O Maisfutebol apanhou Miguel Lopes no final do encontro frente ao Granada, para a Taça do Rei, que os andaluzes venceram nos penalties. A segunda vitória em dois jogos, desde que o defesa chegou a Espanha. E mesmo que neste desafio não tenha saído do banco, não faltam motivos para sorrir ao português.

«Estes primeiros tempos em Sevilha têm corrido muito bem. Os jogadores têm sido fantásticos comigo. Mesmo os adeptos não se cansam de nos apoiar, mesmo quando estamos a perder. Está a ser muito bom, fui muito bem recebido. E claro, entrar a ganhar ajuda muito, porque o ambiente fica sempre melhor», frisou.

O Bétis é um histórico do futebol espanhol a tentar sair da crise que o levou à II Liga. No ano passado ficou às portas da subida e o objectivo é idêntico para o novo ano. Miguel Lopes deixou a luta pelo título em Portugal para passar a lutar pela subida ao principal escalão espanhol. Nada que o atrapalhe.

«O que eu mais queria era jogar e isso aqui é possível. Prefiro dar um passo atrás para depois dar dois para a frente. Tinha outros convites, mas preferi vir para Espanha. Estou na II Liga mas é semelhante à I Liga portuguesa. Ainda hoje, mesmo sendo a meio da semana e num jogo para a Taça, o estádio estava a abarrotar. É impressionante como aqui os estádios estão sempre cheios. Para quem gosta de futebol como eu, isso é uma motivação extra», lembrou.

«Do jeito que o F.C. Porto trabalha, vai ganhar o campeonato»

A época começou com muitas promessas. Com a porta de saída a parecer aberta para Fucile e com a vantagem que parecia levar sobre Sapunaru, foi para muitos uma surpresa quando Miguel Lopes não foi titular contra o Benfica na Supertaça. André Villas-Boas optou pelo romeno, ideia reforçada nos compromissos seguintes. Fucile afinal não saiu e Miguel Lopes perdeu espaço. Entre ficar no F.C. Porto onde tinha os caminhos do onze tapados e sair para jogar mais vezes, o lateral-direito não hesitou. E saiu de bom grado, garante.

«Não fiquei desiludido porque sempre trabalhei no máximo e compreendi a decisão. Não fiquei nada chateado, nem triste. O mais importante para mim era continuar a jogar. Agora a ideia é voltar ao F.C. Porto e conseguir o meu lugar. É sempre mais uma motivação para mim, também», afirmou.

Com Jesualdo Ferreira não teve muitas oportunidades, até porque uma lesão lhe atrapalhou os planos no início da aventura portista. Cenário que se repetiu com o novo timoneiro. Na hora da saída, nada de conversas muito longas com André Villas-Boas. Bola para a frente, que há caminho a percorrer: «Acabamos por não falar muito. Desejou-me sorte e eu fiz o mesmo. Porque o que mais desejo é que eles consigam ser campeões. Do jeito que aquele grupo está a trabalhar acredito que vão ganhar o campeonato.»

No Bétis encontrou outro português: Ricardo. O guarda-redes internacional vive um momento delicado no clube andaluz, depois de não ter sido inscrito, mas tem sido peça fulcral na integração do compatriota. «Tenho estado com o Ricardo nos treinos e é verdade que está a viver uma situação complicada. Mas não me compete a mim estar a falar disso. É uma má fase que ele está a passar, mas é um grande homem e ajudou-me muito na integração. Tem-me dito onde ir, onde não ir, tem sido fantástico comigo», sublinhou.

in "maisfutebol.iol.pt"

Falcão junta-se ao grupo

Falcão juntou-se esta quinta-feira ao restante grupo de trabalho do FC Porto, depois de ter estado ao serviço da seleção colombiana.

André Villas-Boas continua sem poder contar com Guarín e Mariano, ainda entregues aos cuidados do departamento médico do clube e que fazem treino condicionado.

O FC Porto realiza esta sexta-feira, às 10 horas, à porta fechada, o último apronto antes do jogo frente ao Sp. Braga, agendado para sábado, às 21.15, no Dragão.

in "record.pt"

Villas-Boas: «Na Supertaça não falou sobre arbitragens»



André Villas-Boas respondeu ao princípio da tarde às afirmações de Luís Filipe Vieira sobre o trabalho das equipas de arbitragens nas primeiras jornadas do campeonato, proferidas ontem em entrevista à SIC.

"Não sei a que arbitragens o presidente do Benfica se refere, se as dos jogos do Benfica, se as do FC Porto. Já tinha referido, no final do jogo com o Rio Ave, que era natural que com a paragem no campeonato as arbitragens fossem o entretenimento, mas estranho que no jogo da Supertaça não tenho falado sobre elas e sobre determinados lances que foram claros", comentou.

Desafiado a explicar o mau arranque de época, Luís Filipe Vieira não hesitou em apontar o dedo aos homens do apito. “Não gostaríamos de falar de arbitragem, mas factos são factos... Basta registar que, nas primeiras jornadas, existiu uma grande dualidade de critérios, só precisam de fazer as contas. A equipa não desiludiu, o treinador é o mesmo e a maioria dos jogadores também. A única coisa que desejo é que cenas de violência como as que assistimos quando fomos ao norte não se repitam, e que as arbitragens comecem a ser isentas. Não foi que se passou na 1.ª e 2.ª jornadas do campeonato. Cuidado com as arbitragens...”, disse.

Villas-Boas pede celeridade no "caso Queiroz"
 
Como não podia deixar de ser, o tema Carlos Queiroz também passou pela sala de imprensa do Olival. André Villas-Boas juntou-se ao coro que pede uma resolução do caso Carlos Queiroz no sentido de salvaguardar a Seleção Nacional.

"Que tudo se resolva. Seja para um lado ou para o outro. O ambiente não está bom e não motiva quem joga pela Seleção. Sem estabilidade, ninguém consegue render a um patamar elevado. Só peço a celeridade dos processos. Se Queiroz deve ficar? Guardo para mim essa opinião e prefiro não partilhá-la devido ao cargo que ocupo", concluiu.

Villas-Boas: «Deixar Sp.Braga desconfortável»

André Villas-Boas projetou o duelo de sábado, com o Sp. Braga, considerando os arsenalistas "candidatos ao título", pelo que deixou no ar o aviso. "Trata-se de um adversário que respira motivação. Por isso, tanto o FC Porto como os restantes adversários não serão apanhados desprevenidos em relação a esta época. Anteriormente, vigorava a ideia de que o Sp. Braga, mais cedo ou mais tarde, acabaria por perder pontos e ficar para trás. Agora, tudo faremos para os deixar numa posição desconfortável logo à 4ª jornada", afiançou, sustentando que não será permitido "o mínimo erro ou relaxamento" de forma a que seja alargada a essa margem pontual sobre os minhotos dos 2 pontos atuais para 5 no caso de triunfo dos dragões.



Após o interregno, o técnico acredita que a equipa vai manter-se a um nível elevado. "A paragem nem sempre ajuda as dinâmicas que estão construídas. Até porque temos jogadores que vieram de deslocações, como o Falcão, que chegou exausto mas ficará fresco até à hora do jogo. Acredito que conseguiremos estar bem exibicionalmente e também obter um resultado positivo", vincou.

Especialmente agradável para o jovem líder técnico portista é o facto de defrontar Domingos Paciência, que o marcou enquanto adepto do FC Porto. "Se calhar, foi o jogador que espoletou o meu início de carreira", admitiu Villas-Boas entre sorrisos. "Com o meu atrevimento de adolescente aproveitei o facto de Bobby Robson morar no meu prédio para reclamar pelo facto de Domingos, na altura, não estar a jogar pelo FC Porto. Admirei sempre as suas qualidades, por isso é bom que ele não jogue. Aprecio as suas qualidades como líder e treinador", asseverou.

in "record.pt"

Robinho: "Gostava de ter Hulk ao meu lado no Milan"



O Milan tinha Ronaldinho e Pato; este ano tem também Robinho e Ibrahimovic. Um ataque de luxo que a principal estrela da actual selecção brasileira não se importaria de reforçar com… Hulk. Pois é, palavra de Robinho. "Gostava de o ter ao meu lado no Milan". A frase assim solta até pode soar a falso, mas o avançado que trocou esta época a cidade fria de Manchester pela elegância de Milão fez questão de justificar o desejo com argumentos elogiosos. "O Hulk é um atacante com muita qualidade. É forte e remata muito bem. Ele tem feito um excelente trabalho no FC Porto e é por isso que foi chamado agora para representar a selecção." Robinho mostrou, já depois dos elogios, mais dificuldades para desenhar este ataque do Milan reforçado com Hulk, tendo em conta as muitas opções que o treinador Massimiliano Allegri tem à sua disposição. "Não seria fácil, mas podíamos tentar", afirmou, a O JOGO, com aquela boa disposição e simpatia que empresta sempre que fala com a Comunicação Social, nem que seja por uns breves momentos, como foi o caso.

Aproveitando a boleia - e o tempo que sobrava… -, falou-se de David Luiz. Robinho tem encontrado o defesa pela frente durante os treinos que a selecção está a realizar em Barcelona e, por isso, sustenta as afirmações que se seguem com conhecimento de causa. "Não tenho dúvidas nenhumas do que vou dizer; o David já é um dos melhores defesas-centrais do mundo. Ele é mesmo muito bom." Aos elogios sucedeu-se um desejo. "Espero estar com ele na selecção durante muito tempo… Aliás, tanto ele como o Hulk são jogadores de muita qualidade e, por isso, acredito que podem fazer um percurso sustentado na selecção brasileira durante os próximos anos." E mais não disse Robinho, porque tinha chegado a hora de começar a treinar.

in "ojogo.pt"

E o favorito é... o FC Porto! - O DIÁRIO DO RAPID VIENA

Aproxima-se o arranque da fase de grupos da Liga Europa e pela Áustria medem-se as possibilidades do Rapid seguir em frente. O sítio oficial do primeiro adversário do FC Porto na internet analisou as três formações que vão medir forças e a portuguesa foi considerada... favorita.

“É um adversário temível e, possivelmente, o obstáculo mais complicado para superarmos o grupo”, lê-se no sítio do clube austríaco.

in "record.pt"

Hierarquia sob pressão



OTAMENDI E FUCILE AMEAÇAM TITULARES

Como se pode melhorar o que tem sido quase perfeito? É este o dilema para o qual Villas-Boas pode dar resposta já no encontro de sábado, frente ao Sp. Braga, no qual vai procurar manter o registo imaculado de 6 vitórias em 6 jogos oficiais. O técnico azul e branco já pode explorar todo o potencial do seu plantel depois de uma paragem para as seleções crucial no sentido de garantir a integração dos reforços que terão de dar um passo em frente nas próximas semanas.

A hierarquia da titularidade vai estar inevitavelmente sob pressão a partir do momento em que Nico Otamendi e Fucile começam a bater à porta do onze. No meio-campo e ataque dificilmente se processarão alterações. Já na defesa, apesar da solidez que tem sido patenteada, com apenas 2 golos sofridos, em casa, com o Genk, e sem Helton na baliza, a ordem de valores poderá sofrer um reajuste fruto de um confronto de qualidade individual que não pode ser ignorado.

Até agora, Maicon foi totalista do plantel, não falhando um único minuto dos 540 possíveis no que vai de temporada oficial. Porém, o FC Porto investiu 4 milhões em Otamendi, acreditando que o argentino, apesar da sua juventude, será o tal líder capaz de fazer esquecer Bruno Alves. Algo que o brasileiro ex-Nacional, apesar do empenho demonstrado, não conseguiu na totalidade, nomeadamente devido a uma exibição titubeante frente ao Genk.

O futebol é inclemente no que toca a decisões complicadas e Villas-Boas já demonstrou que é pouco dado a hesitações. Com um ciclo complicado à vista, dado que após o Sp. Braga segue-se de imediato a estreia na Liga Europa, o mais natural é que o técnico coloque desde já as cartas na mesa, enviando uma mensagem para o grupo perfeitamente clarificadora sobre em quem está disposto a depositar confiança no imediato.

Agora

Helton tem sido um bastião entre os postes e continua por superar nos jogos a doer, dado que foi Beto a encaixar os dois tentos perante os belgas. Rolando e Alvaro Pereira são outros totalistas que nem sequer admitem concorrência. Para Otamendi, é muito provável que o futuro comece já este semana, relegando Maicon para o banco e adaptando-se ao futebol europeu com o comboio em andamento. Resta o flanco direito onde a disputa é mais renhida, mas onde Fucile, após o desejo expresso de saída, volta a estar em condições de superar um Sapunaru que nem sequer tem trabalhado em pleno. O técnico vai ter a palavra.

in "record.pt"

Aloísio: Domingos tem a «experiência», Villas-Boas a «teoria»

Aloísio, lembra-se? O antigo defesa central do F.C. Porto, mais tarde adjunto de José Mourinho nas gloriosas campanhas europeias dos dragões, voltou ao Brasil há um par de anos, mas nem por isso perdeu o rasto ao futebol português. Com o auxílio da preciosa internet e de amigos que vivem «o dia-a-dia» dos dragões, o brasileiro vai-se mantendo informado sobre tudo o que se passa no clube que conquistou o seu coração, a ponto de ser, ainda hoje, o estrangeiro que mais vezes vestiu a camisola azul e branca.

Em fim-de-semana de F.C. Porto-Sp. Braga, o Maisfutebol conversou com o ex-jogador, ele que desempenhou as funções de adjunto nos dois clubes, reeditando no Minho uma dupla com Jorge Costa que fez sucesso a tapar os caminhos da baliza dos dragões.

«São sempre jogos complicados. O Sp. Braga é um adversário tradicional que o F.C. Porto conhece bem. Sempre foi complicado e neste momento mais ainda, porque tem uma grande equipa. Está moralizado, por estar na Champions e ter sido vice-campeão no ano passado. E tem um grande treinador, também», começa por dizer Aloísio.

O antigo central refere-se ao «amigo» Domingos, companheiro de tantas partidas de azul e branco pintadas, agora no banco arsenalista. Para ele, «tudo do melhor». «É um jovem mas já com muita experiência, que está a mostrar em Braga as capacidades que todos já lhe viam quando treinou a Académica e o U. Leiria», afirmou.

Do outro lado da barricada, outra cara conhecida. «Quando eu comecei como adjunto no F.C. Porto o André Villas-Boas trabalhava nas camadas jovens. De certa maneira foi uma surpresa vê-lo chegar ao comando da equipa. Eu conhecia o André desde o seu início de carreira, quando estava nos infantis e nos juvenis. O Mourinho fez dele observador e aí passamos a ter mais contacto, pois ele estava sempre connosco. O trabalho que ele fez na Académica já mostrou um pouco do que ele vale como treinador e agora teve essa grande oportunidade. Desejo-lhe toda a sorte», atirou.

«Domingos e Villas-Boas têm perfis idênticos»

No discurso as características que o distinguiam em campo: classe e serenidade, seja qual for o tema. Na hora de comparar os dois técnicos, como tantas vezes quando teve um avançado temível na cara, Aloísio não tremeu.

«O Domingos tem mais experiência. Começou mais cedo, tem um curriculum mais preenchido. A nível de capacidade penso que são bastante parecidos, até porque têm perfis idênticos. Têm a escola do F.C. Porto e isso nota-se na forma como jogam as suas equipas. O Domingos usa um futebol atractivo e moderno. O Villas-Boas tem a parte teórica a seu favor. Está a pôr em prática o que aprendeu ao longo dos anos com um grande treinador como é o Mourinho», explicou.

Domingos explorou em campo o mundo pelo qual Villas-Boas sempre foi apaixonado. E mesmo quando ninguém o imaginava, o agora técnico dos dragões não baixava os seus horizontes, como conta Aloísio: «Já quando estávamos os dois no F.C. Porto, o André comentava connosco que no futuro queria ser ele a treinar uma equipa. O tempo que trabalhou como observador deu-lhe uma grande experiência, mas ele sempre mostrou ter grandes capacidades e foi numa boa altura para o F.C. Porto. É um treinador muito novo e sem grande experiência, mas acredito que vai dar certo.»

Aloísio: o amigo Jorge Costa e os conselhos a Walter

Em 2007, Aloísio separou-se de Jorge Costa, com quem estava a trabalhar no Sp. Braga, despediu-se do companheiro de tantas conquistas e regressou ao Brasil, para estar «perto da família». Para trás ficaram 17 anos em Portugal, quase sempre de dragão ao peito. Passou pelo banco do Caxias e é hoje director desportivo do Porto Alegre Futebol Clube. Foi lá que o Maisfutebol o descobriu e o convidou para uma conversa. Com a elegância que sempre mostrou em campo, Aloísio abriu-nos as portas.

«É uma função diferente de tudo o que fiz até hoje. Estive sempre no campo, estou nesta função há um ano. Tenho gostado, mas como é óbvio não perdi a ideia de voltar a treinar, porque no campo é onde me sinto melhor», esclarece.

O destino, esse, deseja que volte a ser Portugal, tal como há vinte anos, quando deixou o Barcelona para ingressar nos dragões de Artur Jorge. «Estive aí em Maio, no jogo do Sérgio Conceição e falei com algumas pessoas. O meu objectivo é mesmo voltar, agora tenho de esperar um convite, até porque poder treinar uma equipa em Portugal seria óptimo. Na verdade, é o meu desejo», confessa o antigo patrão da defesa portista.

Ao seu lado alinharam centrais de topo, como Paulo Pereira, José Carlos, Fernando Couto ou Jorge Costa. Este é um amigo que ficou para sempre e que ainda hoje não esquece, também pela parceria no banco que vivenciaram em Braga, na temporada 2006/07. E que tal os dois no F.C. Porto? «Seria óptimo. Já disse que gostava de voltar a Portugal e seria um grande prazer voltar a trabalhar com ele. Então no F.C. Porto...Ele está a aproveitar o mesmo espaço que o Domingos e o André Villas-Boas tiveram na Académica e penso que tem condições para fazer um trabalho ainda melhor este ano», refere.

Os amigos que perdoem: Aloísio é 100 por cento dragão

17 anos é tempo mais que suficiente para construir amizades e Aloísio, logicamente, não esquece as que deixou em Portugal. Até na hora de vaticinar um favorito para o título, o brasileiro lembra aos amigos que o coração tem leis e há que respeitar.

«Eu sou portista e, como é óbvio, torço para que o F.C. Porto seja campeão. O Sp. Braga é um dos candidatos e está lá o Domingos. E há o Jorge [Costa] na Académica...Bem, desejo-lhes toda a sorte, mas o F.C. Porto será sempre a minha equipa e é um forte candidato até pelo seu histórico», resume.

Um curriculum que Aloísio também ajudou a preencher quando participou no maior feito interno da equipa: a conquista do penta-campeonato. «Tínhamos um grande plantel. Fizemos com que o F.C. Porto fosse forte naqueles anos e conquistar o «penta» foi muito importante para o clube. Tínhamos o Jardel na sua melhor fase e com a ajuda de outros jogadores conseguiu deixar o seu nome no clube. Bateu todos os recordes e foi muito importante na conquista daqueles campeonatos.»

Para Walter vingar vai depender...do Walter

A trabalhar em Porto Alegre, Aloísio tinha vista privilegiada para um dos reforços do F.C. Porto, o avançado Walter. O, agora, director desportivo lembra que os dragões não eram os únicos a querer o «Bigorna» e explica porquê: «É um jovem com um grande potencial, mas é um jogador que tem de ser trabalhado em vários aspectos. Tenho a certeza que se vai impor. Condições de trabalho ele tem, porque as condições que o F.C. Porto dá são excepcionais. Vai depender mais do Walter do que outra coisa.»

Pedro Proença no FC Porto-Sp.Braga



O lisboeta Pedro Proença foi designado para dirigir, no sábado, o encontro entre FC Porto-Sporting de Braga, primeiro e segundo classificados do campeonato, respectivamente, anunciou esta quarta-feira a Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

in "sapo.desporto.pt"

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

F.C. Porto: Varela e James começaram a treinar com o grupo

Boas notícias para André Villas-Boas, na preparação para o embate com o Sp. Braga. Silvestre Varela e James Rodriguez começaram a treinar com o grupo, pelo que foi possível observar nos primeiros minutos da sessão desta quarta-feira. O F.C. Porto recebe os arsenalistas no sábado, no Estádio do Dragão.

Varela apresentou uma lesão de sobrecarga, após o duelo com o Rio Ave, falhando a dupla jornada da selecção portuguesa. James Rodriguez procura recuperar de uma entorse no tornozelo esquerdo. Até agora, os dois jogadores limitavam-se a treino condicionado, separados do planel. Esta tarde, deram um passo em frente no processo de recuperação.

Sapunaru também treina sem limitações visíveis e deverá estar apto para a recepção aos arsenalistas. Desta forma, Guarín e Mariano González continuam a ser os principais clientes do departamento médico do F.C. Porto.

André Villas-Boas contou com o regresso dos internacionais que representaram as respectivas selecções: Beto, Rolando e João Moutinho (Portugal AA), Castro e Ukra (Portugal sub-21), Hulk (Brasil). Falcao, que vestiu a camisola da Colômbia, foi o único a não ser visto no treino desta tarde.

Elói Silva, guarda-redes de 17 anos, foi chamado aos trabalhos do plantel principal.

in "Maisfutebol.iol.pt"

Souza e a luta no meio-campo: «Assim crescemos muito»


Souza foi um dos reforços do F.C. Porto para a temporada 2010/11 mais desconhecidos do grande público. O médio que os dragões descobriram no Vasco da Gama, do Brasil, chegou discreto mas foi ganhando confiança a ponto de ser, quase sempre, uma das primeiras soluções de André Villas-Boas quando quer mexer com o jogo.

Apesar da regularidade apresentada, Souza garante que não vive obcecado com a titularidade. Aliás, durante a conversa com os jornalistas nesta quarta-feira, o brasileiro até estranhou a pergunta sobre uma eventual entrada no onze. «Foi titular que você disse?», questionou, antes da resposta propriamente dita.

«É como eu digo, estou sempre preparado para entrar. Estas semanas sem competição acabaram por ser boas semanas de treino, deu para dar um pouco mais de gás. Quando há um jogo atrás do outro fica difícil treinar, agora tivemos mais recuperação. Esta semana foi muito boa para treino. Quem entrar vai cumprir com as obrigações e vamos sair vitoriosos», afirmou.

Apenas João Moutinho, de entre os reforços, tem sido mais utilizado por Villas-Boas neste início de temporada. Souza acha que é uma fase, apenas: «Isso é a opção o treinador. No momento está a optar mais por mim e pelo Moutinho, mas isso vai rodando. Daqui a pouco pode ser o Walter ou o James. O que interessa é que estejamos todos preparados para ajudar quando formos utilizados.»

O F.C. Porto possui várias opções para a linha média e a luta por um lugar nos três que Villas-Boas habitualmente utiliza tem sido feroz. Nada que o médio não estivesse à espera, ainda por cima «num grande clube» como o F.C. Porto.

«Vai existir sempre concorrência. É bom para o clube e bom para nós que crescemos muito. Está a haver uma boa competição entre nós, uma competição saudável. Graças a Deus tenho ganho o meu espaço no clube e na equipa», resumiu.

O F.C. Porto-Sp. Braga é o primeiro jogo grande da Liga 2010/11. A formação arsenalista continua a justificar o estatuto, surgindo no Estádio do Dragão como segundo classificado do campeonato. A equipa de André Villas-Boas, por seu turno, lidera a competição.


Souza chegou este ano a Portugal mas já está a par da realidade do Sp. Braga. O médio brasileiro fala da recepção a «um clube grande», apostando uma vitória para cavar um fosso de cinco pontos para a formação arsenalista.

«Só temos dois pontos de vantagem. Se vencermos, ficamos com cinco e isso seria muito bom. Mas é muito cedo para falar em arranque para o título. Moralmente, seria muito bom. Qualquer vitória já é boa, ainda para mais frente a um clube grande como o Sp. Braga. Abrindo uma diferença de cinco pontos, melhor ainda», considera o jogador.

Contratado ao Vasco da Gama neste defeso, Souza tem provado ser uma alternativa válida para o sector intermediário dos dragões. O jogador brasileiro foi confrontado com a gorda vitória do F.C. Porto na recepção ao Sp. Braga (5-1), na época passada. Seria bom repetir, admite, mas qualquer resultado que redunde no triunfo azul e branco já encantará os líderes.

«Fiquei a saber esse resultado, ficou cinco, não é? Claro que cada ano é um ano, mas vamos tentar tudo para conseguir a vitória, independentemente dos números. Seria bom repetir esse resultado, mas nem que seja por 1-0, será bom. Queremos é sair do jogo com os três pontos», garantiu.

Souza enaltece o valor do adversário, embora acredite que este não será o jogo mais complicado do F.C. Porto até ao momento: «Mais difícil? Não. Vai ser tão difícil como contra o Benfica ou o Genk. Temos de estar preparados para este jogo difícil. É uma equipa muito qualificada, tem ganho bons jogos. Fez quatro golos em Sevilha, o que é muito difícil, tem-se mostrado qualificada e creio que vai ser um grande jogo.»

«No Sp. Braga, destaco a união que eles têm tido, a garra e a força que mostraram ao se qualificarem para a Liga dos Campeões. Eles sabem a qualidade que têm e nós também sabemos», concluiu o médio.


in "maisfutebol.iol.pt"

Um Senhor !!!!

1994: quando Robson juntou Mourinho, Villas-Boas e Domingos

O F.C. Porto-Sp. Braga, o primeiro jogo grande da Liga 2010/11, permitirá o reencontro entre André Villas-Boas e Domingos Paciência. Dois treinadores com um passado em comum, iniciado na casa do Dragão. Na história partilhada, destaca-se o ano de 1994, quando Bobby Robson chegou à Invicta.

Sir Bobby Robson, falecido há pouco mais de um ano, logrou juntar três homens que marcam o presente do futebol português. José Mourinho viajou com o treinador inglês, do Sporting para o F.C. Porto. Na Invicta, encontrou Domingos como ponta-de-lança e Villas-Boas como vizinho sedento de oportunidades.

No próximo sábado, no Estádio do Dragão, a marca do «Gentleman» sorridente e bem-disposto estará bem vincada. O F.C. Porto de André Villas-Boas, nesta altura líder e participante da Liga Europa, recebe o melhor Sp. Braga de sempre, orientado por Domingos Paciência e dividido entre duas frentes, uma delas a inusitada fase de grupos da Liga dos Campeões.

Quarteto de luxo até 1997

Villas-Boas, primeiro como mero adepto, habituou-se a vibrar com os golos de Domingos. Então jogador, o actual técnico arsenalista viu Robson chegar ao banco do F.C. Porto, com um prodígio chamado José Mourinho. Pouco depois, começaria a cruzar-se com André Villas-Boas, vizinho que convenceu o inglês a dar-lhe uma oportunidade no clube portista.

O quarteto de luxo manteria o contacto regular até 1997. Três anos de ensinamentos comuns, de crescimento sob a orientação inimitável de Bobby Robson. Quando o treinador partiu para Barcelona como bicampeão, Mourinho foi com ele. Domingos seguiu para o Tenerife e Villas-Boas ficou nas camadas jovens do F.C. Porto, onde acabava de conquistar o título nacional de juvenis, como adjunto de Ilídio Vale.

O reencontro antes de Mourinho

Domingos Paciência ficou dois anos nas Canárias, enquanto André Villas-Boas dividia o seu tempo entre a formação do F.C. Porto e os indispensáveis cursos de treinador. Em 2001, o actual técnico do Sp. Braga pendura as chuteiras e o timoneiro dos dragões regressa de uma experiência exótica nas Ilhas Virgens Britânicas. Mourinho, agora a solo, chega à Invicta para iniciar um período dourado dos dragões.

José Mourinho reencontra Villas-Boas e aproveita o seu potencial como observador de adversários. Domingos dá os primeiros passos como treinador nas camadas jovens do F.C. Porto, até chegar ao banco da equipa B (2004/05), logo após a partida desta dupla para o Chelsea.

Universidade do futebol em Coimbra

O Estádio do Dragão vai receber dois homens da casa, embora Paciência tenha dado passos por conta própria e esteja disposto a colocar sentimentos de lado. Foi hipótese para a sucessão a Jesualdo Ferreira, mas o vínculo ao Sp. Braga fez Pinto da Costa avançar com determinação para André Villas-Boas.

Sete meses após assumir o primeiro cargo como treinador principal, na Académica, Villas-Boas recebia o convite para orientar o clube do seu coração. Para trás, ficara a parceria com Mourinho, no F.C. Porto, Chelsea e Inter. Um dos principais adversários seria Domingos, outro técnico que passou pela Universidade de futebol em Coimbra, antes de chegar a um emblema que se fez grande.

in "maisfutebol.iol.pt"

Falcão titular na derrota frente ao México

O avançado do FC Porto, Falcão, foi titular na derrota da Colômbia frente ao México, em jogo particular disputado no Estádio Universitário de Monterrey. Um golo de Elias Hernández, aos 89 minutos, chegou para os aztecas fazerem a festa.

in "record.pt"

Cinquentenário de Falcao


O Braga vai apadrinhar o jogo 50 de Falcao com a camisola do FC Porto, em todas as competições. Quase 13 meses depois de se ter estreado - em Paços de Ferreira - com a enorme responsabilidade de substituir Lisandro no ataque dos azuis e brancos, Falcao não só fez esquecer o argentino como se tornou no melhor estreante de sempre do clube, atendendo aos golos marcados no início: apontou oito golos nos primeiros nove jogos pelo FC Porto.

A partida com o Braga será, por isso, especial para Falcao, surgindo na semana em que voltou à selecção da Colômbia. Tudo elementos motivacionais para o avançado de quem os adeptos esperam golos para repetir o triunfo alcançado na época passada diante do Braga. Nesse jogo, Falcao fez dois dos cinco golos com que os portistas golearam os minhotos que, nessa 20ª jornada, perderam a liderança do campeonato para o Benfica.

Desde que chegou a Portugal, Falcao falhou apenas oito jogos oficiais do FC Porto e dos 49 em que foi utilizado só em cinco ocasiões não foi titular. Dito de outra forma, o colombiano participou em 84,4 por cento dos compromissos, tendo o pleno na presente temporada. No ano passado, falhou a Supertaça porque ainda não estava inscrito, foi poupado em dois jogos da Taça de Portugal e três da Taça da Liga e ficou de fora duas vezes no campeonato: uma por opção de Jesualdo Ferreira e outra por castigo.

Nestes 49 jogos, Falcao marcou 38 golos, o que dá uma fantástica média de quase um por partida. Nos últimos cinco jogos em que participou na época passada - falhou a 29ª jornada por castigo - marcou sempre, naquela que é a sua melhor série.

Falcao já marcou de todas as maneiras e feitios: de cabeça, com o pé direito, com o esquerdo, de calcanhar e de pontapé de bicicleta. O que lhe falta, afinal? Duas coisas: facturar na Taça da Liga e fazer um hat trick. Já bisou nove vezes, mas nunca conseguiu fazer três golos no mesmo jogo.

Estreou-se a marcar com o Paços e fez do Benfica a última vítima

Falcao começou cedo a fazer esquecer Lisandro, iniciando a sua carreira de "goleador em série", em Portugal, com um golo ao Paços de Ferreira, na estreia, no campeonato. Na Champions abriu a sua contagem pessoal com um golo à Madjer e elegeu, mais tarde, o golo de bicicleta ao Marítimo como o seu golo mais bonito. Na Supertaça, o Benfica também passou a fazer parte do seu quadro de adversários abatidos.

COMENTARIO

Falcao unânime


Por: JORGE MAIA

Se o leitor fizer o favor de espreitar o quadro que publicamos na página aqui ao lado verá que, de acordo com o Termómetro O JOGO/Eurosondagem, a maioria dos portugueses considera Falcao o melhor jogador do campeonato até ao momento, à frente de jogadores da qualidade de Fábio Coentrão, Hulk ou David Luiz. De resto, o colombiano acumula essa distinção com outra: a de ser considerado o mais provável vencedor do título de melhor marcador da prova, com vantagem sobre Cardozo e Liedson. Resultados significativos, mais ainda se sublinharmos que, dos mais de mil entrevistados, 39 por cento confessaram ser adeptos do Benfica, 29 por cento do Sporting e apenas 19 por cento do FC Porto. A prova, afinal, de que a qualidade de Falcao resiste à cegueira histérica induzida pelas preferências clubísticas de cada um. Percebe-se porquê. Pela personalidade do colombiano, avesso a polémicas. Pela sua generosidade e espírito de sacrifício em campo, que alguns adversários exploram literalmente até ao tutano dos ossos. Mas também pelo instinto goleador. Afinal, como dizia alguém, numa adaptação livre de uma frase feita, Deus perdoa, Falcao não.


in "ojogo.pt"

Hulk a facturar com Walter a ver

Tem sido assim desde o início da época: Hulk a marcar golos uns atrás dos outros e a cotar-se como um avançado decisivo na equipa. No extremo oposto, Walter ainda mal saiu do banco para mostrar argumentos convincentes que possam transformá-lo numa alternativa credível a Falcao. Ainda com o Bigorna à procura do seu melhor, fisicamente, André Villas-Boas tem "caçado" com Hulk e não se tem saído mal, porque o internacional brasileiro festejou seis golos em 360 minutos equivalentes aos quatro jogos realizados com a camisola azul e branca. Mas este grande momento de forma de Hulk, neste início de época, tem sido de tal modo relevante e decisivo, que já não são poucos os que levantam interrogações em redor de um FC Porto a lutar pelo título com o Benfica na temporada passada, mas com o Incrível a tempo inteiro.

Dito isto, André Villas-Boas tem um problema, porque Walter foi contratado para "fazer de Falcao", se necessário, mas ainda não tem condições para isso. O Bigorna só esteve oito minutos em campo, em Genk, e vem treinando para recuperar os índices físicos ideais que lhe permitam ter condições para disputar o lugar e provocar algumas dores de cabeça ao técnico. A paragem do campeonato só o veio beneficiar, mas enquanto não mostrar argumentos, Hulk será o único em quem Villas-Boas pode contar para fazer o lugar, em caso de necessidade, porque a outra alternativa pensada para o lugar (Kléber) acabou com a transferência adiada até uma altura mais oportuna. Enquanto isso, Hulk arrisca-se a ser pau para toda a colher

in "ojogo.pt"

Já não há problemas à direita agora é mesmo só escolher...

À falta de melhor, porque o grupo continua curtinho, sobra o duelo à direita para animar os treinos na contagem decrescente para o Braga. Sapunaru ou Fucile: afinal, quem joga? O romeno, aparentemente recuperado da lesão no tornozelo esquerdo, volta a embalar numa discussão que parecia perdida por causa do toque sofrido em Vila do Conde. Assim, se não houver retrocessos na ficha clínica a interrogação segue direitinha para a cabeça de André Villas-Boas. A menos que o treinador portista a queira desfazer por antecipação quando falar aos jornalistas, num improvável gesto que Domingos certamente agradeceria, ficam os palpites. Sapunaru tem a vantagem de ter sido a primeira escolha quando ainda havia Miguel Lopes e de até agora não ter comprometido no rendimento desportivo. Os resultados comprovam-no acima de qualquer suspeita. Mas encerrado o mercado e resolvida a indefinição à volta da continuidade no plantel, o fantasma de Fucile, dono e senhor do lugar nas últimas épocas, volta a atacar em força. É legítimo, porque é difícil desfazer a ideia de que, mais tarde ou mais cedo, o lugar voltará a ser dele. A dúvida é mesmo essa: mais tarde ou já? É uma simples questão de escolha.

Uma ideia que se aplica também no centro da defesa, com Otamendi à espreita. A lógica mandaria apostar na continuidade da parceria entre Rolando e Maicon, porque apresentar apenas dois golos sofridos em seis jogos - e esses dois golos foram sofridos num jogo que estava resolvido por antecipação - é um belo cartão-de-visita para qualquer defesa. E quando não há pretextos, a mudança torna-se mais improvável.

in "ojogo.pt"

Falcão sempre em pé

Falcão é o grande trunfo do FC Porto para a finalização. O camisola 9 dos azuis e brancos rapidamente conquistou os adeptos na época passada e, às ordens de André Villas-Boas, também não demorou a apresentar o seu cartão-de-visita, registando já 4 golos em 6 jogos. No entanto, essa importância no onze tem como consequência uma relevante sobrecarga no leque de minutos que vai ter de disputar nas competições mais importantes, Liga e Champions, onde a rotatividade será mínima.

Sem um concorrente direto para o seu posto, dado que Walter ainda se encontra em fase de adaptação, ninguém imagina que Villas-Boas possa poupar El Tigre no ciclo de 6 partidas que se estende até à próxima paragem para os compromissos da seleções: Sp. Braga (c), Rapid (c), Nacional (f), Olhanense (c), CSKA Sofia (f) e V. Guimarães (f).

Em teoria, essa exploração intensiva dos recursos goleadores de Falcão poderia tornar-se preocupante, aumentando o risco de lesão ou quebra de forma. Agravado ainda mais pelo facto de, esta época, o antigo dianteiro do River ser sujeito a um desgaste muito maior ao serviço da Colômbia, onde se assumiu como titular indiscutível, fruto da qualidade demonstrada no Dragão.

No entanto, o registo demonstra que, na época passada, Falcão aguentou bem a carga de trabalhos que lhe desabou em cima, apesar de ainda estar a integrar-se na realidade europeia. Se olharmos para os encontros de campeonato e Liga dos Campeões, o R9 apenas falhou duas partidas em 38 possíveis. A única ausência que se verificou por opção técnica foi contra o V. Setúbal, em casa, após o triunfo no Vicente Calderón (0-3) para a Champions. Falcão ficou no banco, Farías foi titular e o FC Porto triunfou com naturalidade (2-0).

Cartão

A outra situação em que Falcão deixou a equipa órfã derivou do polémico cartão amarelo visto no Sado e que o deixou de fora de uma receção ao Benfica que se antevia escaldante. Sem lesões graves, e mantendo uma regularidade notável na faturação, esse espírito “sempre em pé” que marca a personalidade desportiva do colombiano é uma garantia para qualquer treinador.

Como Villas-Boas tem pouco de Quinito, dificilmente alguma vez dirá que a sua equipa é composta por “Falcão e mais 10”, mas a realidade dificilmente desmentirá o chavão.

in "record.pt"

Bomba H(ulk) em alerta

Em vez do Plano B, André Villas-Boas tem a... Bomba H(ulk). O Incrível é um trunfo tático tremendo que viabiliza um 4x4x2 alternativo para utilizar ao longo da temporada. Pode ser, de resto, esta a solução ideal para cobrir alguma contrariedade que suceda a Falcão.

O primeiro teste decorreu na receção ao Genk, para a Liga Europa. Hulk teve o colombiano ao lado, mas assim que as peças estiverem todas integradas, nada impede o técnico de usar o internacional brasileiro como pilar central de um trio na dianteira, ou até como elemento de uma dupla ofensiva onde pode ser acompanhado por Varela ou Cristian Rodríguez.

Foi este conforto na gestão do grupo que deixou a SAD tranquila mesmo quando se tornou claro que o impasse gerado em torno da transferência de Kléber não iria ter solução a breve trecho. De resto, há sempre que contar com Walter, um diamante em bruto que teve duas semanas para trabalhar sem pressão.

in "record.pt"

Suspiros pelos internacionais

Chuva intensa e temperatura muito abaixo do normal para esta época do ano marcaram a sessão de treino que André Villas-Boas orientou na manhã de ontem no Olival. O calendário diz que ainda estamos no verão, mas a verdadeira inverneira que se abateu sobre a região do Porto obrigou os dragões, que preparam o encontro da próxima jornada da Liga, frente ao Sp. Braga, a uma adaptação climática acelerada. Já para não falar do teste aos nervos que deve ter sido enfrentar o trânsito caótico depois da tranquilidade rodoviária estival...

Na perspetiva técnica, para Villas-Boas foi certamente um alívio saber que se tratou do último dia sem a maior parte dos internacionais que deixaram a estrutura portista no início da semana passada para tomarem parte nos compromissos das suas seleções. Beto, Rolando, Moutinho, Ukra e Castro, já devem reintegrar hoje o grupo azul e branco, aproveitando a vantagem de estarem ao serviço de Portugal, tanto na formação principal como na de Sub-21. O mesmo devendo suceder com Hulk, que teve uma viagem curta, até Espanha, para integrar o escrete de Mano Menezes que defrontou o Barcelona B como corolário de um curto estágio. Apenas Falcão, que representa a Colômbia, frente ao México, foi obrigado a uma viagem intercontinental e deve integrar mais tarde os trabalhos.

Quanto ao boletim clínico, mantêm-se os condicionamentos conhecidos de James Rodríguez, Silvestre Varela, Fredy Guarín e Mariano González. Bem como, oficialmente, do romeno Sapunaru.

in "record.pt"

Castro despede-se: «Estou a trabalhar para chegar à selecção A»

Castro, médio da selecção nacional, comentando a vitória sobre a Macedónia, por 3-1, no seu jogo de despedida da selecção sub-21:

«Sinto-me triste por ter acabado este ciclo. Como grupo e como equipa podíamos ter feito mais, mas também tivemos alguma infelicidade. Foi mau para Portugal, mas vamos continuar a trabalhar e acreditar no trabalho da Federação. Quanto a mim, estou a trabalhar muito forte no F.C. Porto, para que um dia possa chegar à selecção A.»

In "maisfutebol.iol.pt"

Helton a começar no zero


Guarda-redes brasileiro sem golos sofridos em cinco jogos oficiais na nova época. Primeiro registo imaculado num arranque de campeonato em Portugal.

A felicidade de um guarda-redes é exactamente inversa à alegria dos avançados e Helton está a viver um período único de fortuna, sem qualquer golo sofrido no início desta temporada. O brasileiro trabalha em Portugal desde a segunda metade da época de 2002/03, quando assinou pelo União de Leiria. Dois anos e meio depois, entrou no Dragão para ser suplente de Vítor Baía, a quem ganhou a baliza do FC Porto no decorrer de 2005/06, de acordo com a vontade do técnico holandês Co Adriaanse.

Zero é o melhor número que Helton podia desejar num arranque de temporada quando se fala em golos sofridos. O futebolista nunca apresentou um registo tão imaculado, mesmo a servir os dragões, onde os argumentos de protecção aos guarda-redes costumam revelar fortíssima eficácia. Curiosamente, o treinador que entregou a baliza portista a Helton surgiu no Dragão a defender uma visão de futebol inclinado para o ataque, seguindo, primeiro, a matriz táctica da casa, revolucionando, depois, o desenho estratégico, confiando orgulhosamente na mudança para levar a água ao moinho do título. Adriaanse, um bloco de gelo polar, saiu do clube quando se preparava para iniciar o segundo ano no FC Porto, mas deixou o caminho aberto para Helton se instalar definitivamente na titularidade.
 
in "abola.pt"