quarta-feira, 6 de outubro de 2010

E não foram todos...

Depois de um dia de folga, concedido na sequência do empate em Guimarães, o FC Porto regressa, esta manhã, aos trabalhos e André Villas-Boas estará privado de 10 jogadores internacionais. Contudo, as ausências podiam ser bem mais.

Guarín (Colômbia), Otamendi (Argentina) e Hulk (Brasil), por exemplo, costumam estar entre os convocados dos respetivos países, mas desta feita não foram chamados pelos seus selecionadores, pelo que estarão às ordens do treinador portista nos treinos que serão realizados durante esta paragem dos campeonatos, motivada pelo calendário FIFA.

Em todo o caso, a sorte de Villas-Boas não fica por aqui. Isto porque os internacionais Sub-23 Castro e Ukra só se juntam aos colegas da Seleção no próximo sábado, uma vez que jogam apenas na 3.ª feira. Quando esta dupla partir, o técnico portista será compensado com o regresso de Sapunaru. O romeno joga sábado, frente à França, e regressa depois a Portugal, uma vez que a sua seleção só tem um encontro agendado. Sapunaru poderá, então, começar a preparar-se para o jogo com o Limianos, no qual será titular.

in "record.pt"

Quinas em tons de azul com a estreia de Ruben

dos 9 portugueses do plantel 7 representam o país
 

Este é o FC Porto mais português dos últimos tempos e essa situação já está a ter reflexos nas convocatórias da Seleção Nacional. Com a chamada de Ruben Micael, para colmatar as baixas de última hora dos lesionados Miguel Veloso e Liedson, serão cinco os jogadores portistas que vão estar às ordens de Paulo Bento nos compromissos com a Dinamarca e a Islândia.

Um número considerável, uma vez que, em jogos oficiais, já não havia tantos dragões na Seleção desde o Euro’2008. Nessa altura, Scolari chamou Bosingwa, Bruno Alves, Raul Meireles, Quaresma e Hélder Postiga...

Agora, se tivermos em conta que Ukra e Castro foram chamados para representar os Sub-23, chega-se à conclusão que Portugal levou sete dos 9 atletas nacionais que há no plantel do FC Porto. Ou seja, só Sereno e Emídio Rafael ficaram de fora, eles que ainda não somaram qualquer minuto de utilização na corrente temporada.

Visto isto, há uma nota que também salta à vista: Ruben Micael poderá ser o primeiro jogador a estrear-se pelo seu país pelas mãos de André Villas-Boas. Com Jesualdo Ferreira houve vários jogadores que se tornaram internacionais, entre eles Varela, Hulk e Rolando.

in "record.pt"

O pé quente do Incrível


O golo que apontou, anteontem, ao V. Guimarães, foi o 6.º de Hulk na corrente edição da Liga. Quer isto dizer que o Incrível só precisou de 6 jogos para superar os 5 golos que assinou nos 19 compromissos em que foi utilizado na temporada passada. Agora, está apenas a 2 tentos de igualar a sua melhor marca no campeonato: em 2008/2009, na época de estreia no FC Porto, o internacional brasileiro apontou 8 golos nos 25 jogos em que foi utilizado.

Com uma média de 1 golo por jogo, este já é, contudo, o registo mais profícuo de Hulk no campeonato português. Atual líder dos melhores marcadores, o Incrível tem-se revelado o goleador que Jesualdo Ferreira vaticinou no início da época passada. Com Falcão a atravessar um jejum de golos na Liga, Hulk tem sido a referência atacante dos dragões nestas primeiras 7 rondas, sendo que Varela segue-lhe os passos (3 golos).

in "record.pt"

Walter mostra serviço na Taça


Contratado este defeso com a finalidade de ser a principal alternativa a Falcão, Walter continua a (des)esperar por uma oportunidade e ela deve surgir já no próximo encontro, frente ao Limianos, para a Taça de Portugal.

Será a primeira verdadeira oportunidade para o brasileiro mostrar as suas qualidades, uma vez que até agora só tem jogado como suplente utilizado e por breves minutos. Isto mesmo tendo em conta que a condição física de Falcão não é a melhor.

O colombiano marca, agora, a um ritmo bem inferior ao da época passada, mas a verdade é que Farías foi mais vezes alternativa ao camisola número 9 em 2009/10 do que Walter tem sido neste arranque em 2010/11. O ex-Internacional de Porto Alegre tarda em despontar, apesar de ser presença assídua nos convocados. Ainda em período de adaptação, terá agora a oportunidade de mostrar que pode fazer sombra a Falcão.

in "record.pt"

Fucile afastado

Na segunda vez que foi titular neste campeonato (antes só tinha acontecido diante do Olhanense), Fucile recebeu ordem de expulsão e não poderá alinhar na Taça de Portugal frente ao Limianos.

Uma situação que abre as portas ao regresso do seu concorrente, Cristian Sapunaru, que foi titular contra o CSKA Sofia, mas impedido de jogar no Minho devido à intransigência da federação romena. Uma situação que provocou o desagrado dos responsáveis portistas, longe de imaginarem que o uruguaio acabaria expulso.

Tem sido um início de época atribulado para o sul-americano, que ainda não conseguiu agarrar o lugar que foi dele nas últimas campanhas. Depois das dúvidas relativamente à sua continuidade no clube, Fucile tem tido problemas para ultrapassar Sapunaru, jogador que atravessa um bom momento.

in "record.pt"

Rui Moreira abandona Trio d'Ataque a meio do programa

Rui Moreira abandonou, esta noite, o programa Trio d'Ataque, por não concordar com o assunto que era discutido, na altura, pelo painel de comentadores do programa da RTPN.

O adepto e comentador do F. C. Porto deixou o estúdio durante a transmissão em directo, após António-Pedro Vasconcelos ter abordado a divulgação na Internet de mais escutas relacionadas com o processo Apito Dourado.

Já depois de o moderador do programa, Hugo Gilberto, ter realçado que a Lei não permite que escutas sejam divulgadas sem o consentimento dos visados, Rui Moreira ainda abordou o tema, apelidando a divulgação das escutas como a “tortura dos tempos modernos” e realçando que, em nenhuma das mesmas, se “ouve um dirigente a pedir um determinado árbitro”.

E por não querer “participar em autos de fé” e “cometer ilegalidades”, o empresário acabou, mesmo, por abandonar o programa televisivo que, semanalmente, aborda os temas mais importantes do futebol português.

in "jn.pt"


Villas-Boas: sou jovem, bonito, ganho e também já fui expulso


Este é Villas-Boas numa conversa imaginária com o espelho lá de casa:

"Ora então deixa cá ver a lista: 1.o Jovem? Confere; 2.o Bem-falante? Confere; 3.o Barba de três dias? Confere; 4.o Bem-parecido? Confere; 5.o Competente? Confere; 6.o Ganhador? Confere. Hum... Tenho quase a certeza que me falta aqui qualquer coisa. Deixa cá ver, deixa cá ver... Ah! Os árbitros! Ainda não fui expulso."

Frente ao Vitória de Guimarães, André Villas-Boas completou a lista e tornou-se o clone oficial de José Mourinho. Só não é o oficial porque nem um nem outro gostam das comparações. Mas nós gostamos. Por isso aqui vai disto.

Villas-Boas foi expulso aos 80'' por Carlos Xistra quando protestou contra as decisões do árbitro (um penálti que ele não terá visto) e disse uma "frase não muito correcta." As palavras, acompanhou-as com os dedos indicador e do meio nos olhos, como quem diz "és cego" e um esbracejar à José Mourinho. Em Fevereiro de 2002, o Special One treinava o FC Porto e viu o vermelho (o primeiro da carreira) das mãos de João Ferreira no jogo contra o Benfica por achar que Caneira andava a praticar saltos para a piscina das Antas. Mourinho barafustou, esperneou e saiu de campo como Bono em Coimbra, a pedir o apoio do público - como um líder espiritual.

Se este modus operandi não vem nos livros, vem pelo menos no livro de Mourinho: pôr o mundo exterior ao clube que treina contra ele e fazer com que os seus jogadores e adeptos acreditem nisso. Parece que Villas-Boas segue a mesma cartilha: confiança arrasadora nas conferências de imprensa; estatisticamente irrepreensível para nunca ser apanhado em falta; atenção aos jogos e às manobras rivais, sempre disposto a desmascarar queixas e teorias; e depois saber capitalizar os queixumes de outros em benefício próprio. Ontem foi uma dessas ocasiões. "Esta é a nossa vez de pedir justiça. Estamos no direito de ouvir as explicações do senhor Vítor Pereira e não queremos esperar pela décima jornada. Queremos saber quantos jogos de jarra haverá para Carlos Xistra e com que sentido de culpabilização vai analisar este árbitro: com o mesmo de Olegário Benquerença ou no sentido de dizer que os erros acontecem."

Estava visto que Villas-Boas não ia deixar cair o caso Olegário no Guimarães-Benfica. Nem ele nem Pinto da Costa, mestre da ironia: "Vou estar atento para ver se este árbitro [Xistra], como aconteceu com Olegário, vai tirar umas férias." O FCP tenta equilibrar a opinião pública: o Benfica diz-se prejudicado? Ok, nós também. E a classificação mostra um desequilíbrio de sete pontos entre ambos.
 
in "ionline.pt"

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pinto da Costa: "Vítor Pereira que explique esta arbitragem"


Pinto da Costa não gostou da arbitragem do encontro de ontem, mas, mais do que isso, disse estar na "expectativa" para ouvir a explicação de Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, sobre o trabalho da equipa liderada por Carlos Xistra, anunciada para o final da décima jornada. "Temos um 'expert' na matéria, o sr. Vítor Pereira, que naturalmente vai explicar, depois da décima jornada, o que se passou aqui em Guimarães. Não sou um 'expert' da arbitragem, ele é que é. Vamos aguardar para ver o que vai dizer desta vez. Já agora, ele que aproveite para nos explicar como é que um árbitro de Castelo Branco, para um jogo que aconteceu na Associação [de Futebol] de Braga, tem na sua equipa um auxiliar que também é de Braga e que, por acaso, no ano passado nos anulou dois golos limpos no jogo com o Paços de Ferreira", adiantou Pinto da Costa antes ainda de se recusar a enumerar os casos que originaram a indignação portista, traduzida sobretudo pelas palavras produzidas por André Villas-Boas no final do encontro. "Não vou analisar esta arbitragem em particular, porque não sou um 'expert'." O presidente do FC Porto recusou-se igualmente a ligar o trabalho de Carlos Xistra às mais recentes críticas lançadas pelo Benfica à arbitragem. "Não sei se estão interligadas. O sr. Vítor Pereira é que tem de explicar isso, apesar de ele já ter dito que não falou por causa da pressão exercida pelo Benfica. Volto a repetir: à décima jornada, o sr. Vítor Pereira vai falar, e eu vou estar atento para ver o que ele diz sobre esta arbitragem. Mas também vou estar atento para ver se este árbitro, a exemplo do que aconteceu com o Olegário Benquerença, vai tirar uma férias ou se vai ser nomeado para um jogo já na próxima oportunidade", concluiu o presidente do FC Porto.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um

Helton 6

Salvou o empate nos descontos com uma defesa fantástica. Antes agradeceu a Toscano pelo remate… tosco depois de a bola ter cruzado toda a área. Segurou um livre de Teles e um cabeceamento de Edgar.

Fucile 2

Noite de pesadelo. Pareceu cometer falta sobre Edgar na área que o árbitro não viu. Aos 64', teve um erro incrível que permitiu a Faouzi empatar. Pouco depois viu o segundo amarelo por uma entrada violenta sobre o marroquino, "matando" a equipa.

Rolando 5

Sentiu algumas dificuldades quando o Guimarães imprimiu velocidade, tendo falhado um corte que quase deixou Edgar isolado.

Maicon 5

Deu-se melhor com Rolando do que com Otamendi. Assertivo, deu poucas veleidades aos vimaranenses.

Álvaro Pereira 5

Andou quase sempre em zonas ofensivas, mas o entendimento com Varela nem sempre foi o ideal. Bons cruzamentos, mas, num lance em que tentou fintar para o meio, perdeu a bola e permitiu um contra-ataque perigoso. Esteve perto do 2-1, mas Nilson defendeu.

Fernando 6

Se Hulk desequilibra, Fernando equilibra todos os sectores, sobretudo o defensivo. Fez de terceiro central, de trinco e de médio-ofensivo, ainda que ontem se tenha aventurado pouco. Foi um muro intransponível, para não variar.

Belluschi 5

Um momento de génio aos 39', quando isolou João Moutinho apenas com um toque subtil. Dois remates: um interceptado, o outro saiu ao lado.

João Moutinho 6

O primeiro aviso saiu do seu pé direito, o mesmo que usou para rematar quando surgiu isolado na cara de Nilson, aos 39'. A bola foi desviada pelas unhas do guarda-redes. Jogou e fez jogar, recuperou e obrigou ao erro. Em suma, mais uma boa exibição.

Hulk 7

Às vezes parece de outro campeonato, tal a facilidade com que encontra espaços; noutras deixa os companheiros à beira de um ataque de nervos. Foi o mais perigoso do FC Porto, que, pela primeira vez desde que Hulk regressou do castigo, não ganhou com ele em campo. Fez um bom golo - o sexto na Liga - numa jogada individual. Nilson, noutras duas vezes, não deixou que voltasse a festejar, ainda que, numa, Ricardo tenha ajudado.

Varela 4

O elo mais fraco do ataque. Primeira parte apagada, porque procurou adornar demais os lances. Longe do fulgor de outros jogos.

Falcao 5

Recorde negativo: cinco jogos seguidos sem marcar no campeonato. A melhor ocasião surgiu aos 77', num cabeceamento perto do poste. Trabalhou muito para a equipa.

Rodríguez 5

Mais acutilante do que Varela, esteve perto de oferecer a vitória à equipa.

Guarín 5

A resposta de Villas-Boas ao empate. Um remate fraco e dois bons cruzamentos justificam a nota positiva.

Rúben Micael 5

"Traído" por Fucile, cuja expulsão retirou organização à equipa, tentou conduzir a bola até à área contrária no suspiro final.

in "ojogo.pt"

A dúzia esteve na mão

O FC Porto de Villas-Boas ficou-se pelas 11 vitórias. A décima segunda esteve-lhe nas mãos, mas dois erros do mesmo jogador - Fucile - complicaram-na demasiado, até para as actuais capacidades da equipa, que ontem, apesar do empate, deu algumas demonstrações de força nos vários planos do jogo. Não ajudou nada aos projectos do dragão é que o Guimarães tivesse feito o mesmo, ao oferecer uma resistência táctica e física que este FC Porto talvez não tivesse tido ainda oportunidade de conhecer esta época.

Em número de esboços de golo, dificilmente Villas-Boas conseguiu, apesar de tudo, tantas situações em qualquer outro dos 11 jogos. Por outro lado, também poucas vezes abanou tanto na defesa, na qual voltou ontem a fixar a dupla de centrais Ronaldo-Maicon e trouxe de volta Fucile - um penálti que Xistra não viu, um erro que valeu o empate ao Guimarães e, por fim, a inconsciência do amarelo que já lhe constava no cadastro quando se lembrou de pontapear Faouzi, por trás, bem longe da área. Reduzir um jogo tão cheio a estes incidentes seria, no entanto, uma grande asneira.

Contra o FC Porto do costume, ressalvadas as mudanças já referidas, Machado dispôs Cléber a trinco, dois médios-interiores, João Alves e Edson, e depois um elevador, João Ribeiro, destinado a levar jogo aos avançados Edgar e Toscano o mais depressa que lhe fosse possível, enquanto atrás dele as linhas se apertavam tanto quanto pudessem para reduzir o espaço de circulação aos médios e avançados do FC Porto. O esquema aguentou-se bem até que, por motivos não muito claros - estancar as subidas de Álvaro Pereira? -, o treinador sacou Edson ao jogo e fez entrar Pereirinha para o lado oposto. Três minutos depois, Hulk, o jogador a cuja cobertura Edson dava uma mão, esgueirou-se por entre os dois marcadores que sobravam e deu a vantagem ao FC Porto, assinalando também o início de uma outra etapa, mais longa, em que o jogo passou a obedecer por inteiro às directivas de Villas-Boas. Para azar de Machado, aos 23' fora o Guimarães a fracassar de forma mais flagrante na estratégia que tinha para o golo, quando Toscano estragou o contra-ataque perfeito (ver filme do jogo).

No momento em que Faouzi empatou, 33 minutos depois, as bases do confronto eram outras. O Guimarães concentrava-se ainda mais, embora do modo como as víboras se encolhem, sempre pronto a saltar para o ataque em poucos segundos e com um número assinalável de jogadores para quem se fechava tanto, mas o FC Porto estava a sair-se bem na tarefa de reduzir essas ocasiões ao mínimo. Até que a incapacidade de Fucile para lidar com um despejo para a área voltou a transtornar a partida. Sendo verdade que Faouzi, muito veloz, era provavelmente uma carta-chave de Machado para o jogo de ontem, não seria aquela a jogada em que este esperava vê-la resultar.

As inclusões de Flávio Meireles no Guimarães, para completar uma linha de quatro médios muito recuada, e depois de Guarín no FC Porto, a fim de procurar, pelo músculo, fazer valer todos os minutos que havia por jogar, deram à partida - já antes longe de estar amigável - contornos muito duros e de uma competitividade no limite, que, contudo, não impediram os dragões de se reerguerem e voltarem a cair sobre o Guimarães, agora com mais vontade. Sem marcar, acusaram o veneno dos contra-ataques do adversário no único deles que se viu, praticamente desde o empate: Fucile expulso. Novo abanão e novo regresso pouco depois, quando Faouzi se lesionou e deixou o Guimarães com tantos jogadores como o FC Porto. Até ao final, viveu-se e sobreviveu-se sempre na área da equipa da casa, lance atrás de lance, alguns deles muito perto do pretendido.

No fim não há como censurar nem uma equipa nem a outra. O mérito do Guimarães, quer na organização quer na atitude, atenua muito a primeira perda de pontos de Villas-Boas, e as reacções da equipa deste, sobretudo pelos resultados práticos - com um pouco mais de sorte, podia ter voltado a desfazer o empate -, também são um dado positivo a retirar do jogo. E vão dar jeito: depois do Guimarães, é natural que o FC Porto comece a encontrar adversários mais agressivos, contra os quais será mais difícil tentar o já habitual exercício de gestão que, ainda ontem, pode ter contribuído para algum adormecimento.

in "ojogo.pt"

Levaram Sapunaru

Numa medida que não caiu nada bem no seio da estrutura azul e branca, a federação romena de futebol mostrou-se intransigente no cumprimento das leis e não libertou Cristian Sapunaru para o jogo de ontem, frente ao V. Guimarães. Quem saiu a ganhar com toda esta situação foi Fucile, que acabou por ser o titular portista no lado direito da defesa.

Quanto a Sapunaru, esse já nem integrou o estágio para o jogo em Guimarães, tendo viajado durante o dia de ontem para o seu país. Segundo as regras da FIFA, os clubes têm de libertar os seus jogadores internacionais 5 dias antes dos jogos das seleções, mas desde que haja consenso entre clube e federação esse prazo pode sempre ser inferior. Em todo o caso, e mesmo tendo em conta que a Roménia só joga sábado, com a França, a federação romena mostrou-se inflexível face às intenções dos portistas e obrigou Sapunaru a juntar-se à seleção dentro do prazo estipulado, impedindo-o de dar o seu contributo à equipa na sempre difícil deslocação a Guimarães.

Debandada prossegue

Sapunaru já está junto aos seus compatriotas e, durante o dia de hoje, a debandada prossegue. Beto, Rolando, João Moutinho e Silvestre Varela vão juntar-se à Seleção portuguesa, Alvaro Pereira, Jorge Fucile e Cristian Rodríguez à uruguaia e Radamel Falcão à colombiana.

Quer isto dizer que até bem perto do próximo jogo (dia 17 deste mês), para a Taça de Portugal, frente ao Limianos, André Villas-Boas vai treinar com um grupo bastante reduzido. Em todo o caso, no regresso dos clubes à competição e aproveitando o facto de ir defrontar um adversário acessível, o treinador do FC Porto deve poupar os internacionais a esse esforço, deixando-os descansar para a partida seguinte, já para a Liga Europa, frente ao Besiktas. O jogo da Taça será, portanto, uma oportunidade para os menos utilizados mostrarem serviço.

in "record.pt"

Villas-Boas: «Expulsão é ridícula»

André Villas-Boas estava visivelmente agastado no final do encontro. O treinador portista exigiu que o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga tenha para com este encontro a mesma atenção que teve relativamente à deslocação do Benfica a Guimarães. O jovem técnico, que foi expulso, não poupou nas críticas ao árbitro Carlos Xistra.

"Há um penálti claro, que teria dado o 2-0, e que deixaram passar. Tal como sucedeu com o V. Guimarães-Benfica, deviam analisar cuidadosamente as imagens deste jogo", referiu à TVI quando instado a comentar as razões por que teve de abandonar o campo. "A expulsão é ridícula!"

E prosseguiu, no mesmo tom: "Agora somos nós a pedir justiça porque é a segunda vez que há aqui arbitragens escandalosas. A arbitragem do Carlos Xistra pareceu-me decisiva. Por que não se puxa o filme atrás e não se vê o que aconteceu?"

Villas-Boas lembrou a conferência de imprensa de Vítor Pereira. "À 10.ª jornada queremos a mesma atenção. O presidente da Comissão de Arbitragem abriu um precedente e nós estamos atentos. Vamos ver se o Carlos Xistra vai para a jarra!"

Ainda no que diz respeito ao encontro, o treinador portista não tem dúvidas de que a sua equipa foi superior. "Dominámos a primeira parte e a segunda. O V. Guimarães teve poucas ocasiões, enquanto nós tivemos muitas oportunidades para fazer o 2-0. Penso que sem a expulsão teríamos conseguido o 2-1."

in "record.pt"

V. Guimarães-F.C. Porto, 1-1 (destaques)

Hulk, de novo

E vão seis...Hulk tem sido um dos principais responsáveis pela eficácia portista neste início de campeonato. Nem sempre decide bem, é certo, mas é absolutamente imprescindível por lances como aquele que deu o primeiro golo do jogo. A capacidade de explosão de Hulk valeu mais um golo, depois de passar Bruno Teles e João Paulo.

Belluschi: pormenores

Nem sempre opta pela solução mais simples, pela vontade inata de desequilibrar. E acaba por errar quando o rendilhado se sobrepõe ao prático. Porque, nos pormenores, é absolutamente decisivo. Como nas duas vezes que deixou Moutinho na cara do Nilson, uma após passe de Helton com as mãos e outra no início da segunda metade, com uma abertura a rasgar. Saiu quando Villas-Boas quis dar mais musculo ao meio-campo, com Guarín.

Maicon: de dúvida a certeza

Provavelmente o jogador portista que mais evoluiu, embora as oportunidades na época transacta não tenham sido assim tantas. A confiança dada por Villas-Boas tem reflexo na sua maneira de actuar. Quem o catalogava como central certinho, bom a limpar a sua área de acção, mas mediano nos capítulos que costumam fazer a diferença, tem de ver o filme do jogo de Guimarães. Não só se destaca ao nível do passe, como é capaz de parar para pensar e jogar prático, em vez de atirar uma bola para a área contrária como quem se livra de um despejo.

in "maisfutebol.iol.pt"

V. Guimarães-F.C. Porto, 1-1 (crónica)


Primeiro acidente de percurso para André Villas-Boas, expulso num jogo acidentado na Cidade Berço. Machadada do Vitória na veia triunfal do F.C. Porto (1-1), agora a gerir uma vantagem de sete pontos sobre os perseguidores. Hulk marcou o sexto golo na Liga 2010/11, antes de Faouzi saltar do banco para garantir a igualdade.

No fundo, seguindo a pura lógica dos factos, o muçulmano Faouzi fez um favor a Jesus, neste caso o treinador do Benfica. Por sinal, um querido inimigo do técnico vitoriano. O arbitragem complicou uma história que se escrevia com linhas interessantes. O desfecho aceita-se, ainda assim.

Toscano, o rapaz que trocou a roça pelos relvados aos 17 anos, falhou num desafio bem mais fácil que Hulk. Em comum, a história de infâncias difíceis no Brasil, onde uma bola saltou para os resgatar da pobreza. Na noite quente de Guimarães, cada um seguiu o seu trilho.

O Vitória entrou mal no jogo mas chegou a cantar golo, a uma só voz, quando Marcelo Toscano viu a baliza escancarada, à espera da conclusão fácil. A bola fugiu incrivelmente para as malhas laterais. O F.C. Porto, mandão até então, respirou fundo e refugiou-se no instinto de Hulk. O jogador-super-herói fintou Bruno Teles e João Paulo antes de marcar.

O feito complexo de Hulk continua a cativar pela incerteza. Do nada, uma explosão de criatividade e futebol qualitativo, para benefício dos dragões. Mais goleador que nunca, torna-se regra nas constantes excepções de André Villas-Boas.

Machado acertou à segunda

O treinador do F.C. Porto promoveu quatro alterações no onze. A Roménia não libertou Sapunaru para o jogo, confirmando o regresso de Fucile, a par de Rolando, Fernando e Varela. O Vitória manteve a estrutura após o desaire de Coimbra, vendo-se apenas João Paulo no lugar de Freire.

Manuel Machado, pródigo em variações tácticas, falhou a primeira substituição mas emendou a mão à segunda. Edson Sitta, sem aparentes limitações físicas, saiu antes do golo do F.C. Porto. No reatamento, o treinador lançou Faouzi e colheu frutos em quatro minutos. Passe longo de Ricardo, o marroquino ganhou a Fucile e atirou a contar.

O F.C. Porto desperdiçou duas belas oportunidades na etapa inicial e tremeu. Ricardo desviara em cima da linha de golo e, já após o 1-0, Nilson negou o golo a João Moutinho. O Vitória, com ambição crescente, resistiu e voltou ao jogo com meia-hora pela frente. Antes, queixara-se de um penalty por assinalar sobre Edgar. Fucile parece fazer a primeira falta. O árbitro entendeu o contrário.

Pesando prós e contras, o empate não chocava. O Estádio D. Afonso Henriques, com vinte mil pessoas coladas às cadeiras, vibrava com um espectáculo interessante.

Mão, lesão, expulsão, assim não!

André Villas-Boas não se resignava e identificava facilmente os mais irregulares. Varela e Belluschi por Rodriguez e Guarín. O colombiano entrou bem, destacando-se num cruzamento milimétrico para a cabeça de Falcao, mas o compatriota tirou mal as medidas ao alvo (77m). Veio Micael para o lugar do desgastado Moutinho, antes do balde de água fria.

Primeiro, uma eventual mão de Alex. As imagens não esclarecem. Na sequência do lance, Fucile pisa claramente Faouzi e vê o segundo amarelo. Villas-Boas, irritado com a sucessão de acontecimentos, protestou de forma veemente e também recebeu ordem de expulsão (80m).

Faouzi, o coelho da cartola vitoriana, saiu lesionado pouco depois. Com substituições esgotadas, ficaram dez para dez a medir forças. O F.C. Porto ainda acreditou, quando Falcao surgiu isolado, mas o lance foi mal anulado por fora-de-jogo do colombiano. Hélton evitou a hecatombe em cima da hora, ao voar para desviar a bola cabeceada por Edgar.

in "maisfutebol.iol.pt"

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Meet Portugal's Boy Genius

Some coaches get their shot with a major club at a relatively tender age (in coaching years, anyway). Barcelona's Pep Guardiola was 37 when he got the gig.

Porto's coach Andre Villas Boas, seen during a September press conference in Sofia, Bulgaria.

.And there are those who get a crack at the big time without ever having played beyond amaetur level, like Aston Villa's Gerard Houllier. There's another, smaller subset which includes those who advanced to top jobs with little or no head-coaching experience, like Real Madrid's Jose Mourinho when he took over at Benfica.

But the above examples are all rare. Rarer still is a guy like Porto boss Andre Villas Boas, who falls squarely in all three categories and, if his vertical ascent continues, could herald a change in the way clubs recruit managers.

Mr. Villas Boas's side goes for its 12th consecutive win in a competitive match on Monday night when it makes the short drive inland to take on Vitoria Guimaraes. Right now, Porto is 11 for 11 in the Portuguese League, Europa League and Portuguese SuperCup. What's more, it has shut out the opposition in all but two games. And it did it despite the departure of two stalwarts – defender Bruno Alves and midfielder Raul Meireles – over the summer.

All of this is remarkable enough until you consider that Mr. Villas Boas is just 33 years old and, prior to this season, had just 23 league games' worth of managerial experience, all of them at Academica Coimbra, the provincial club which appointed him just over a year ago. When he took charge of Academica, it was winless and dead last. By the time the season was over, Mr. Villas Boas had guided it to respectability (11th place in the 16-team league) and to the semifinal of the Portuguese League Cup.

It was enough for Porto – one of the traditional Portuguese giants – to put its eggs in Mr. Villas Boas's basket in an attempt to bounce back from a rare season which saw it finish third, only the second time since 2002 that it failed to win the league.

Mr. Villas Boas was still a teenager when he started working in Porto's scouting department way back in the mid-1990s. The club was impressed both by the breadth of his tactical understanding and his ability to produce scouting reports players could digest easily. Yet he may never have gone any further if, in early 2002, the club had not turned to Mr. Mourinho, himself an unorthodox rising star of management. Mr. Mourinho took him under his wing, making Mr. Villas Boas an integral part of his staff, both at Porto, where he won two league titles, the Champions League and the UEFA Cup and later during his successful spells at Chelsea and Inter Milan. By the time he moved to Chelsea, Mr. Villas Boas's pre-match scouting included personalized DVDs for each player, outlining their direct opponent in the next game, including strengths, weaknesses and tendencies.

Given Mr. Mourinho's reputation, it was quite the calling card, and Mr. Villas Boas openly admits that it helped him land the Academica job. But he bristles at those who consider him Luke Skywalker to Mourinho's Yoda. Or, among his detractors, Mini Me to the self-anointed "Special One's" Dr. Evil.

While Mr. Villas Boas employs the 4-3-3 formation Mr. Mourinho used to such great effect at Chelsea, it's a more fluid system, with the wingers often turning into strikers. He lacks Mr. Mourinho's charisma – that unparalleled ability to seduce players, media and fans – and comes across as less confrontational and self-assured. On the other hand, he may be more tactically sophisticated and his Porto squad attacks more than Mourinho's teams at Chelsea and Inter (the jury's still out on Real Madrid).

It's tempting to call Mr. Villas Boas soccer's answer to Theo Epstein, who rose from the San Diego Padres' public relations department to become general manager of the Boston Red Sox at age 29. Both are outsiders who brought a novel approach to understanding the sport and landed important jobs at a young age. But the crucial difference is that Mr. Villas Boas's role is far more hands-on, running training sessions and making all the game-day decisions.

He's an interloper in the inner sanctum, having never played the game at any significant level. And while he's not the first to do so, those who came before him, like Mr. Houllier, served long apprenticeships working their way up through the lower leagues.

Mr. Villas Boas's appointment obviously owes a lot to his mentor. But it's also a bold move, a striking departure from the groupthink and conventional wisdom so prevalent in soccer. You'll know whether it worked the day you read a profile of Mr. Villas Boas that does not mention Mr. Mourinho.

A Budding Brain in the Bundesliga

Another young manager is making waves in Germany's Bundesliga. Saturday's 4-2 win over Hoffenheim made it seven straight wins to start the season for Thomas Tuchel and Mainz, matching a record held by Bayern Munich (1995-96) and Kaiserslautern (2001-02). It's particularly remarkable when you consider that the 37-year-old Mr. Tuchel is only in his second season as manager and that Mainz is historically a small club with a shoestring budget. (It only gained promotion to the Bundesliga two years ago.)

LIke Mr. Villas-Boas, Mr. Tuchel's path to the top has been somewhat unorthodox. When forced to retire from injury at 24, he chose to enroll in university while coaching youth teams on the side and tending bar a few nights a week to pay his tuition. He soon developed a reputation as a workaholic talent-spotter with a knack for developing players. Mainz appointed him last summer and now, in his second season in charge, he sits atop the Bundesliga.

Mr. Tuchel's formula for success is a blend of tactical know-how and flexibility (he often switches formations several times in the course of a single game), hard work (he spends four to five hours a day reviewing film, both games and training sessions) and some new-age management techniques (he demands players look each other in the eye when greeting one another and everyone gets addresed by their first name.)

The Bundesliga is perhaps the most balanced and unpredictable of Europe's top leagues, so it's too early to crown Mr. Tuchel as the next big thing. But Mainz has already beaten such heavyweights as Werder Bremen, Bayern Munich and Wolfsburg (the last two on the road), suggesting that perhaps the hype is not entirely misplaced.

in "wsj.com"

Villas-Boas sem mimos na hora das decisões

O desagrado de Hulk ao ser substituído, frente a Rapid Viena e CSKA Sofia, pode ser analisado superficialmente por quem preferir seguir essa via, mas as razões que estão a montante dessas reações do Incrível têm raízes bem mais profundas. É que, na época passada, Jesualdo Ferreira apenas substituiu o brasileiro por três vezes numa temporada onde, apesar do castigo subsequente ao túnel da Luz, ainda foi titular em 28 ocasiões em todas as competições.

Com Villas-Boas, não há mimos na hora de tomar decisões. Nos últimos 4 jogos, Hulk foi sempre substituído (Rapid, Nacional, Olhanense e CSKA), superando em apenas duas semanas o número de saídas de campo com que o camisola 12 teve de lidar em 2009/10.

De resto, mesmo as situações em que o professor decidiu que Hulk não deveria terminar o encontro em campo foram muito peculiares. Foram 3 jogos oficiais consecutivos, mas com um interregno forçado de permeio. É que o Incrível foi poupado 9 minutos frente ao V. Setúbal, a pensar na Luz, também foi rendido contra o Benfica e ao voltar de castigo, em meados de Fevereiro, também não terminou o desafio perante o Arsenal.

A partir dessa data, a 17 de fevereiro, abriu-se um ciclo de praticamente 7 meses até Hulk voltar a ser substituído, perante o Rapid, a 16 de setembro. Se ao mostrar-se agastado, o brasileiro pensava que estaria a condicionar as opções de Villas-Boas no banco, em encontros futuros, a realidade mostra que o tiro lhe saiu furado. Em concreto, o avançado azul e branco não cumpre os 90 minutos de um jogo desde a receção ao Braga, a 11 de setembro.

Memória

Curiosa é a forma como o protagonismo muda o comportamento dos jogadores. Quando chegou ao FC Porto, em 2008/09, Hulk teve de saltar do banco nos primeiros 9 jogos, foi titular pela primeira vez somente na derrota contra o Leixões, voltando a sentar-se no banco mais algumas semanas até se consolidar nas opções iniciais. Em 43 jogos realizados, foi titular em 28 e substituído em 13, quase metade das ocasiões, sem nunca ter reclamado.

in "record.pt"

V. Guimarães-F.C. Porto (antevisão): Machado assusta o Dragão?


Manuel Machado recordou a história mas desconhecia um facto. O actual treinador do Vitória de Guimarães foi mesmo o último a abater o F.C. Porto, no clube da Cidade Berço. Ainda garantiu um empate e, desde então, oito triunfos consecutivos dos dragões, aligeirando o tradicional cenário de dificuldades azuis e brancas nestes duelos.

Oito triunfos frente ao Vitória, onze na série actual de André Villas-Boas, num Dragão sem sinais de cansaço nem sobranceria. Último obstáculo antes de mais uma pausa competitiva, objectivo repetido pelo timoneiro portista: mais uma celebração antes do descanso activo. O duelo está agendado para esta 2ª feira, no D. Afonso Henriques.

Primeiro, a tal história que serve de alento para os vitorianos. Manuel Machado não é particularmente feliz nos duelos com o F.C. Porto, mas reserva um dado na cartola. A 27 de Outubro de 2004, há qualquer coisa como seis anos, conduziu os homens de Guimarães ao último triunfo frente ao rival desta segunda-feira.

Apenas dois empates na Liga

No mais, um cenário cinzento para Machado. 16 duelos na Liga portuguesa, 2 empates, 0 vitórias. Passou por Moreirense, V. Guimarães, Nacional, Académica e Sp. Braga sem triunfar no campeonato. Festejou apenas na Taça de Portugal e na Taça da Liga. Comecemos pelas memórias de 2004/05.

O F.C. Porto via Mourinho (e Villas-Boas) ao longe, caindo na 4ª eliminatória da Taça. Dois golos de Nuno Assis, derrubando os dragões à primeira. No banco, Manuel Machado com António Jesus, recém-falecido, como adjunto. Do outro lado, Victor Fernández. Este é, repete-se, o capítulo mais feliz da história de Machado contra os azuis e brancos.

O embate da Taça da Liga (2-1), em 2008/09, perde importância face ao onze de segunda linha apresentado por Jesualdo Ferreira. Sapunaru, agora recuperado desportivamente, marcou o tento azul e branco. Ruben Micael abriu caminho para a vitória do Nacional, jogando ao lado de outro actual dragão, Maicon.

Regra azul contra as excepções

Destacadas as excepções, ficam duas regras a favor do F.C. Porto: 16 jogos de Machado como adversário, 14 triunfos azuis e brancos; 8 vitórias nos últimos 8 confrontos com os homens de Guimarães.

Este registo recente é extremamente positivo para a equipa da Invicta: são oito triunfos, 24 golos marcados e apenas 3 sofridos! Uma média de três tentos azuis por jogo.

André Villas-Boas move-se com leveza impressionante, ao volante de uma máquina oleada, com peças a mais para uma engrenagem imune a mudanças. A gestão de esforço não afectou a produtividade do F.C. Porto, que lidera na Liga e na Europa. O jovem treinador pede mais 90 minutos de brilho aos seus homens. Mariano González é o único indisponível.

Os dragões devem recuperar a fórmula doméstica, com Fucile, Otamendi, Fernando e Varela no onze. O tempo irá tirar as últimas dúvidas, sobretudo em relação ao lateral direito, uma vez que Sapunaru tem mais cabedal para enfrentar uma eventual tempestade.

Em Guimarães, reaparece Tiago Targino. O extremo volta à lista de convocados do Vitória, sete meses após uma lesão grave. Manuel Machado continua a promover rotatividade circunstancial, sem olhar a nomes. Desta vez, principal do peso-pesado Douglas, para entregar a frente de ataque a Edgar, um ex-dragão.

EQUIPAS PROVÁVEIS

V. GUIMARÃES: Nilson; Alex, Ricardo, Freire e Bruno Teles; Cléber; João Alves, João Ribeiro e Edson Sitta; Toscano e Edson.

Outros convocados: Serginho, João Paulo, Flávio Meireles, Pereirinha, Rui Miguel, Targino e Faouzi.

F.C. PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Alvaro Pereira; Belluschi, Fernando e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.

Outros convocados: Fucile, Maicon, Souza, Guarín, Ruben Micael, Rodriguez e Walter.

in "maisfutebol.iol.pt"

Um não perde em casa o outro em lado nenhum

Frases feitas, lugares comuns, clichés. Aceita-se como natural e incontestável a ideia de que Guimarães é, ou costuma ser, uma deslocação difícil. Mas, os resultados do FC Porto nos últimos oito anos até sugerem o contrário: os portistas já não perdem em Guimarães para o campeonato desde 2001/02 e, nas últimas três épocas, garantiram outras tantas goleadas (0-5; 1-3; 1-4, numa apreciável média de quatro golos por jogo). Claro que contrariar o lugar comum não significa que ele se anula automaticamente. Há perigos à espreita na caminhada para a 12ª vitória consecutiva do FC Porto, quanto mais não seja porque este Guimarães de Manuel Machado - contra quem Villas-Boas empatou a três golos no Académica-Nacional da temporada passada - ainda não perdeu em casa. Aliás, a única derrota foi em Coimbra, na jornada passada.

No plano de gestão de Villas-Boas, Fernando volta à equipa e Fucile pode também recuperar a titularidade. Se assim for, sobram duas dúvidas. Uma no centro da defesa, já que Rolando não saiu do onze por ter errado, e outra no meio-campo, podendo surgir Rúben Micael no lugar de Belluschi. Manuel Machado volta a ter Targino oito meses depois.

Fernando de volta ao comando
 
O FC Porto volta à dinâmica habitual, com Fernando reintegrado na equipa depois da jornada europeia, em que as limitações físicas determinaram a substituição por Souza.

O meio-campo da equipa de André Villas-Boas recupera, assim, o seu pilar principal. Aliás, Fernando surge como um dos poucos imprescindíveis do colectivo, a julgar por um início de temporada em que só não pôde jogar em Sófia, tendo sido sempre titular nos outros encontros.

Com ele na equipa (conforme se pode ver pelos números na coluna da página ao lado), o colectivo recupera um equilíbrio defensivo que Souza, por falta de rotina na posição e por ser um jogador de caraterísticas diferentes, tem mais dificuldade em proporcionar, isto apesar de Villas-Boas ter ficado satisfeito com o seu rendimento em Sófia, conforme sublinhou publicamente."Fernando é um jogador que procura mais o passe curto, o transporte da bola e a saída com bola. O Souza oferece uma visão de jogo à distância que Fernando não é capaz de oferecer. Nesse sentido, são jogadores diferentes, que oferecem outro tipo de dinâmicas à equipa", explicou Villas-Boas.

O regresso de Fernando à titularidade, após ter ultrapassado a lesão, acentua uma importância que Jesualdo Ferreira já tinha como certa. Com Jesualdo no comando, Fernando fez 25 dos 30 jogos do último campeonato, e só não terá sido totalista porque uma lesão o obrigou a parar.

Com Villas-Boas, o meio-campo do FC Porto tem sofrido algumas alterações cirúrgicas, não só na forma de jogar, privilegiando a posse, mas também nos protagonistas. No triângulo do treinador portista, Fernando e João Moutinho aparecem como vértices mais sólidos, abrindo caminho a algumas experiências e à rotatividade: Souza, Rúben Micael, Belluschi, Castro a espaços e, ultimamente, Guarín já entraram no "carrossel" da gestão, cada um a seu tempo. A resposta positiva das alternativas, somada ao desgaste da semana europeia, pode precipitar mudanças.

O polvo em números

77 Recuperações

Os benefícios para o colectivo são facilmente contabilizáveis, ou não fosse Fernando, por exemplo, o médio com mais bolas recuperadas (77) na zona intermediária do FC Porto, em jogos do campeonato. Este valor entende-se em consequência das funções desempenhadas em campo pelo brasileiro e completa-se com a definição dada por André Villas-Boas na antevisão do jogo com o Guimarães (ver peça principal).

48 Perdas de bola

Como jogador do meio-campo que menos riscos assume em relação aos seus companheiros de sector, mais ofensivos, Fernando só perdeu 48 vezes a bola. Mas para que o termo de comparação seja claro, importa referir que João Moutinho perdeu 62 vezes a bola e que Belluschi já vai em 92. Fernando gosta dos passes curtos, pela certa.

6 Remates à baliza

Onde o brasileiro revela traços de mudança já constatados ao longo dos jogos desta temporada é no capítulo dos remates à baliza. Aqui, o Polvo já conseguiu estender os seus tentáculos mais longe, que é como quem diz, assumiu poder decisório, como sublinhou André Villas-Boas ao caracterizar o seu colectivo, ao ponto de já ter alvejado a baliza contrária em seis ocasiões. O golo que marcou foi na Liga Europa...

0 Cartões amarelos

Fernando não conta qualquer admoestação no seu cadastro esta época na Liga Zon Sagres, o que, tendo em conta que até pode correr o risco de se ver colocado em situações de aperto e de ter de as resolver recorrendo a faltas de recurso, é sempre mais um factor a seu favor. Para já, o cadastro limpo demonstra não só a sua boa colocação em campo, como a boa leitura de jogo que tem feito.

in "ojogo.pt"

Relaxar é proibido no F. C. Porto

Na teoria, entre Sófia e Guimarães aumenta a dificuldade. Villas-Boas deu o mote, ao proibir o relaxamento, e o objectivo é o esperado: chegar à 12.ª vitória. Mas, Machado, do Guimarães, também joga com o número 12 e pede ao público para ser esse jogador extra.

A semana que antecedeu este Guimarães-F. C. Porto foi branda no que às declarações diz respeito. A presença portista na Liga Europa também diversificou as atenções. Mas é antiga a rivalidade entre os dois clubes. É o tal “lado emocional”, oportunamente referenciado por André Villas-Boas e que obriga sempre a cuidados extra.

Na antevisão ao desafio, Villas-Boas e Manuel Machado estabeleceram uma espécie de pacto de não agressão. Reservaram a discussão do resultado para as quatro linhas. O técnico portista elogiou Machado, pela montagem das equipas e pelo historial de vitórias. O treinador vimaranense destacou a inteligência do seu homólogo do Dragão. Uma coisa os une, a vontade de ganhar, uma coisa os separa, os objectivos de cada clube. Ambos eliminam do léxico das suas equipas a palavra relaxamento, ambos reconhecem perseguir metas distintas: o F. C. Porto corre pelo título e pelo regresso à Champions, o Guimarães aspira a uma classificação condigna com direito a penetrar na Liga Europa.

No plano dos discursos, o raio de acção aponta para este quadro, mas os minhotos, por partirem como menos favoritos, não vão estender qualquer passadeira ao líder da Liga. Se o F. C. Porto quer chegar ao número mágico das 12 vi tórias seguidas, também Machado recorre à sigla 12, para cativar o seu público e fazer dele um jogador extra. “Sabemos bem como o Guimarães tira partido do factor casa”, ripostou, bem avisado, o técnico dos azuis e brancos.

Fernando regressa ao onze

Com todos os jogadores ao dispor, Villas-Boas deve retomar a fórmula usada para derrotar o Olhanense, na 6.ª jornada. A ida a Sófia, a meio da semana, foi um jogo de contornos diferentes. Hoje, Fernando e Varela voltam ao onze, o mesmo podendo acontecer com Fucile e Rolando, suplentes não utilizados na Bulgária. Titular nos últimos dois jogos, o internacional argentino Otamendi não tem comprometido e, por isso, é de prever que seja o escolhido para emparceirar com Rolando, saindo a perder, nesta hipótese, o outro central, Maicon.

Rúben Micael, o médio a quem Villas-Boas projecta grande futuro na selecção, também recuperou e é opção, mas não jogará de início. Sem lugar na viagem ao Minho ficaram os esperanças Castro e James. Castro foi a Sófia, porém acabou por não fazer parte da ficha do jogo, enquanto que James continua sem conseguir abrir portas para se mostrar. Ter sido suplente com o CSKA já foi um prémio e um estímulo.

in "jn.pt"

Dragão, uma fortaleza ambulante


Fora de casa, o FC Porto é uma espécie de fortaleza que anda, um cofre-forte com rodas ou com asas, um impressionante blindado que soma já 540 minutos sem sofrer golos. São seis jogos invictos, seis jogos com uma defesa inviolável.

A comprovada solidez do dragão estende-se quase totalmente aos 11 jogos oficiais que já realizou, nove dos quais sem golos sofridos, mas é realmente nos ambientes adversos que se destaca essa capacidade superior para lidar com os adversários e as bancadas em fúria: ninguém, até agora, ousou perturbar a boa paz que a equipa de André Villas Boas oferece, num vistoso véu branco que cobre o novo dragão, sempre que sai de casa.

São nove horas de inviolabilidade longe do Dragão, um raro acumulado de competição rigorosamente à prova de adversários, seja qual for a respectiva cotação: esta série de jogos sem sofrer golos fora de casa começou em ambiente escaldante e neutro (Aveiro) mas com o campeão nacional pela frente, e, depois, foi-se alargando à Figueira da Foz, à Bélgica, a Vila do Conde, à Madeira, até Sófia, na distante Bulgária.

in "abola.pt"

Ordos: FC Porto vence super final

O FC Porto foi o grande vencedor da Super Final da jornada chinesa da Superleague Formula, disputada este domingo, em Ordos. O carro azul e branco, tripulado por Earl Bamber na ausência de Álvaro Parente, conseguiu um terceiro e um décimo segundo lugares nas duas mangas, desfechos que permitiram aceder à corrida decisiva e, depois de várias contingências, alcançar o lugar mais elevado do pódio.

O FC Porto é agora nono da geral da Superleague Formula.

“Comecei o fim-de-semana como comentador e estou a terminá-lo no pódio. É uma loucura. Foi uma experiência muito positiva porque aprendi muito e foi muito bom voltar às corridas com a Superleague Formula. Os carros são um verdadeiro desafio quando os queremos levar mesmo aos limites. A Super Final foi uma das melhores corridas em que alguma vez estive envolvido", resumiu Earl Bamber no final, visivelmente satisfeito.
 
in "fcp.pt"

domingo, 3 de outubro de 2010

"Jamais nos permitiremos relaxamentos" - AVB


A deslocação do FC Porto a Guimarães é o último jogo antes da paragem para os jogos da Selecção Nacional, de apuramento para o Euro'2012 e o objectivo é só um: Chegar lá a vencer. Tal como em Setembro, esta é a meta de André Villas-Boas que quer alcançar as doze vitórias consecutivas. Para motivar os seus jogadores, para além da série de vitórias, o técnico sublinhou a oportunidade que se apresenta ao FC Porto com o Benfica-Braga, que pode permitir alargar a vantagem pontual em relação a pelo menos um concorrente directo na luta pelo título, situação que não quer desperdiçar. Estes dois argumentos serviram para pôr de lado qualquer hipótese de ver a sua equipa relaxar em face de uma situação claramente favorável, porque não passa pela cabeça de Villas-Boas ceder uma jornada de graça aos seus adversários directos, sem somar três pontos, mantendo, dessa forma, a margem de manobra de sete pontos em relação aos segundos classificados e de nove em relação ao Benfica.

Não receia um certo relaxamento na equipa, até pelas onze vitórias consecutivas?

Acho que não pode haver. Jamais nos permitiremos relaxamentos. Há um embelezamento e um endeusamento, mais da parte da Comunicação Social, mas nós estamos activos e proactivos, confiamos na nossa organização e na nossa capacidade de resposta a cada jogo. As vitórias trazem confiança e apesar de ser um número considerável de vitórias seguidas, queremos continuar a somar porque é um objectivo a que nos propusemos e por apenas mais uma vitória não o vamos deixar fugir.

Mas não é mais confortável obrigar a concorrência a olhar para cima desde o início do campeonato, até mesmo no caso de uma escorregadela num jogo difícil como este?

É óbvio que sim. Uma liderança confortável é uma liderança que nos permite duas jornadas de desastre que não queremos. O que queremos é aumentar a vantagem e aproveitar uma jornada de adversários directos na luta pelo título para aumentar essa vantagem. É assim que encaramos o jogo, por isso disse que o relaxamento não faz sentido nenhum atendendo à nossa forma de estar e acho que por um jogo não vamos deixar fugir a oportunidade de chegar à paragem do campeonato sem derrotas.

Como é que tem visto este Vitória, está surpreendido?

Sim, admiro o Guimarães e o Manuel Machado e a facilidade com que organiza rapidamente as suas equipas, assim tem sido pelos clubes por onde passou. Tem-se revelado um treinador com uma taxa de sucesso elevada, porque consegue um historial de vitórias considerável e atingir objectivos europeus. Portanto, congratulo o Manuel Machado por mais uma vez estar a fazer um excelente trabalho no Guimarães, tendo em conta até as perdas que o clube teve do ano passado para esta época.

Quais são os pontos fortes que vê no Guimarães?

É uma equipa que em casa sabe utilizar o factor emocional como factor transcendente, não é só o aspecto mental deste jogo, mas também essa variabilidade entre jogo de transição e de organização e a qualidade do jogo do Guimarães em situação de posse de bola. Depois há o talento individual. Houve jogadores que acrescentaram muito à equipa de 2010/11, como o João Ribeiro, o Kleber, ou o Toscano, que têm sido fundamentais, dentro de um colectivo forte. No fundo, a classificação traduz esse Guimarães forte que vocês têm visto e isso pode causar-nos problemas acrescentado ao factor emocional do jogo, que tem de ser tido em conta.

Contra o Guimarães vai devolver ao onze os jogadores que não estiveram presentes em Sófia?

As opções técnicas nunca foram discutidas em conferência de Imprensa. Se achar que tenho de dar alguma informação, como aconteceu em Sófia, vou partilhar, agora para este jogo com o Guimarães faremos a convocatória amanhã (hoje) e depois tomaremos as decisões que acharmos mais adequadas relativamente ao jogo. De qualquer forma, acho que não podemos só englobar o aspecto da gestão quando se fazem alterações, mas falar também em opções estratégicas e no factor competitividade. Temos uma série de jogadores a um nível elevado que me permitem sempre optar por um onze ideal em cada jogo.


Como comenta o regresso de Moutinho e de Varela à selecção?

Atravessam um bom momento no clube e penso que a convocatória é merecida, mas não me cabe a mim discutir as opções do seleccionador. As decisões do Paulo Bento e o que está na sua cabeça relativamente a essas opções não me diz respeito comentar, mas estou satisfeito por eles, porque seguramente que eles também estão satisfeitos por mais uma vez poderem representar a selecção. O Rúben também foi pré-convocado e não está na convocatória, mas penso que tem talento suficiente para, mais tarde, entrar nas convocatórias do seleccionador se ele assim o entender. O nível de rendimento no clube tem sido excelente, as oportunidades têm sido poucas, porque os outros dois têm estado ao melhor nível, mas quando surgirem as oportunidades com mais frequência, poderá entrar no lote de opções do seleccionador.

Em relação ao Walter. Nesta altura, em que patamar é que ele se encontra?

Acho que está bem. Tem características diferentes do Falcao. O Walter é um jogador que com o seu poder físico não tem a mobilidade do Falcao, como é evidente, mas o poder físico permite-lhe receber, assentar e esperar por toda uma equipa em apoios e dar solução de forma diferente. O Falcao é um jogador de deslocamento e espaços vazios e de percepção que vai entrar nesses mesmos espaços vazios. São diferentes e as opções que tomamos vão no mesmo sentido das que tomamos com os centrais. Fisicamente está bem e espera oportunidades que vai ter no futuro, mas quando tem entrado tem mostrado o seu potencial.

Souza cumpriu o papel de substituir o Fernando?

Cumpriu sim, apesar de serem ambos de características diferentes. O Fernando encontrou-se muito bem na mobilidade dos médios que nós promovemos. O Souza não se encontrou ainda nessa mobilidade, se calhar não quer esse tipo de atrevimento, mas oferece uma visão de jogo muito mais alargada do que o Fernando, que é um jogador que procura mais o passe curto, o transporte com bola e a saída com bola. O Souza oferece uma visão de jogo à distância que o Fernando não é capaz de oferecer. Nesse sentido são diferentes, oferecem outro tipo de dinâmicas à equipa, mas estou satisfeito com os dois e com o rendimento que têm tido.
in "ojogo.pt"

Cinquenta com nove de atraso

Hulk faz amanhã, frente ao Guimarães, o seu 50º jogo no campeonato português. Curiosamente, e se não tivesse sido afastado dos relvados durante a 14ª e a 24ª jornada da última temporada, falhando nove jogos consecutivos, na sequência dos acontecimentos no túnel do Estádio da Luz, o Incrível teria completado 50 jogos precisamente frente aos vimaranenses, mas no Dragão, à passagem da 27ª jornada do campeonato do ano passado. O brasileiro tinha feito 25 jogos na época de estreia em Portugal, mas cumpriu castigo durante a segunda e a teceria jornada do último campeonato, pelo que só teria chegado à meia centena de jogos nessa recepção aos vimaranenses.

Por outro lado, se há males que vêm por bem, a paragem prolongada durante a última época parece ter lançado Hulk para a afirmação definitiva este ano. O brasileiro é nesta altura o jogador mais influente da equipa, liderando a lista de melhores marcadores do campeonato, com cinco golos em cinco jogos realizados, mas afirmando-se também como um jogador mais generoso, tendo oferecido já três golos e participado na construção de outros tantos. Para traçar um paralelo, basta referir que, na última temporada, apesar de todas as limitações que lhe foram impostas em termos disciplinares, Hulk participou em 19 jogos do campeonato, tendo marcado os mesmos cinco golos que regista actualmente, à média de um por jogo. De resto, o avançado brasileiro também tem assumido um papel de maior sacrifício, assumindo-se como o avançado da equipa que mais bolas recupera. Por fim, o brasileiro regista um total de 70 por cento de vitórias nos jogos em que participou ao longo das suas três temporadas em Portugal, um registo que sobe para os cem por cento considerando apenas este ano - e que Hulk quer manter em Guimarães.

18
Hulk conta um total de 18 golos marcados no campeonato ao longo das três épocas passadas em Portugal. Esta temporada, o Incrível já marcou cinco golos nos cinco jogos da Liga em que participou.

35
Dos 49 jogos em que participou até agora no campeonato português, Hulk venceu 35, uma média de sucesso de cerca de 70 por cento. De resto, com Hulk em campo o FC Porto sofreu apenas cinco derrotas.

61
Ao todo, desde que se estreou pelo FC Porto, frente ao Belenenses, em 2008, Hulk esteve em campo 3681 minutos em jogos do campeonato. São 61 horas, mais uns trocos. Cerca de dois dias e meio a jogar futebol.

in "ojogo.pt"

Todos juntos pela primeira vez esta época

André Villas-Boas teve pela primeira vez todo o plantel à sua disposição esta temporada durante o treino de ontem. Depois da integração sem limitações, na véspera, de Mariano - ainda que sob vigilância médica, devido à gravidade da lesão sofrida no final da última temporada -, ontem de manhã foi a vez de James Rodríguez regressar ao trabalho depois de ter falhado a sessão de sexta-feira para tratar de assuntos pessoais, muito provavelmente relacionados com questões burocráticas essenciais para a sua permanência em Portugal. Desta forma, André Villas-Boas contou pela primeira vez esta época com os 26 jogadores do plantel a treinar sem qualquer tipo de limitação, embora para a partida de amanhã, com o Guimarães, ainda não vá ter à sua disposição Mariano, que necessitará de mais algumas semanas de trabalho para regressar em pleno à competição.

Para hoje de manhã (10h30, porta fechada, Olival) está agendado mais um treino, o último antes da deslocação de Guimarães, seguindo-se a divulgação da lista de convocados, na qual deverão estar de regresso Fernando e Rúben Micael, que falharam a deslocação a Sófia devido a pequenos problemas físicos.

in "ojogo.pt"

Atacar a meta-volante para arrasar o pelotão


André Villas-Boas deu o exemplo do Sp. Braga para ilustrar como um arranque recheado de vitórias pode não ser suficiente para conquistar o título. No entanto, o verdadeiro desafio para este FC Porto, em termos de registos históricos, e se olharmos para o que aconteceu este milénio na Liga portuguesa, consiste sobretudo em superar... Jesualdo Ferreira.

Em 2007/08, os dragões concretizaram uma etapa inicial de sonho com o professor ao leme e, depois de vencerem na 7.ª ronda, em Coimbra (golo de Lucho, de penálti), ficaram com uma vantagem de 7 pontos sobre uma dupla composta por Sporting e... Marítimo. Nesse ano, o FC Porto apenas foi travado à 9.ª jornada, quando empatou em casa com o Belenenses (1-1).

O que pode realmente estabelecer um recorde é a vantagem pontual entre os azuis e brancos e a concorrência direta. Tendo em conta que o V. Guimarães era um dos adversários com 11 pontos no final da 6.ª jornada, um sucesso do FC Porto no berço eliminaria desde logo um problema. Nesse cenário, bastaria que o Sp. Braga não vencesse na Luz para que Villas-Boas pudesse encerrar este ciclo da melhor maneira, partindo para uma longa paragem da Liga com 9 ou 10 pontos de vantagem sobre os perseguidores menos distantes.

Ímpar

Numa fase tão prematura do campeonato, quando ainda nem um terço da prova está cumprido, as margens pontuais entre o primeiro classificado e a oposição têm-se revelado bastante mais suaves. Note-se que, recuando 10 temporadas, apenas o primeiro posto do Boavista, em 2001/02, chegava aos 3 pontos, ficando todas as restantes lideranças numa situação muito renhida.

Mesmo o Sp. Braga, que venceu 7 jogos de rajada, em 2009/10, só beneficiava de 2 pontos de margem para respirar. A este nível, as evidências comprovam que só o FC Porto dinamita a regra graças às exceções de 2007/08 e, agora, de 2010/11.

in "record.pt"

Varela chega à centena

Silvestre Varela completa, frente ao V. Guimarães, a centena de jogos na liga.

Varela no pico da fama: resgatado a custo zero pelo FC Porto, tem hoje uma cláusula de 40 milhões de euros, por via das tentações exteriores.

São estes negócios que colocam o FC Porto num plano único, e o extremo de Almada tem feito tudo para justificar a confiança nos dragões, que perceberam como ninguém o potencial do jogador, hoje reconhecido como uma das grandes figuras dos portistas, mas que andava 'por aí' à espera da oportunidade de uma vida, após ser sucessivamente emprestado pelo Sporting. Fará amanhã, em Guimarães, 100 jogos na Liga principal, um número que orgulha qualquer um.

Varela é, no cenário actual, um jogador indiscutível no FC Porto e chega, também, à Selecção principal pela mão de Paulo Bento. Já poderia ter entrado na equipa das quinas na época passada, mas uma lesão afastou-o da África do Sul.

Trabalhou duro nas férias e na pré-época para apagar os efeitos de uma grave lesão (fractura no peróneo que o reteve quatro meses fora da relva) mas ressurgiu em grande e rapidamente se impôs, ou se voltou a impor!, na constelação portista, entrando em soberbo estilo na temporada, ao conduzir o FC Porto a uma vitória indiscutível sobre o campeão em título, o seu segundo grande troféu, já que não tinha condições para jogar a final da Taça, a despedida vitoriosa de Jesualdo Ferreira.
 
in "abola.pt"