sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Rafa estreia-se nas convocatórias

A estreia de Rafa é a principal novidade da convocatória do FC Porto para o desafio da 6.ª jornada do campeonato. A equipa de André Villas-Boas defronta o Olhanense este sábado, às 21h15, no Estádio do Dragão.

Em relação à partida anterior, saem Cristian Rodríguez e Sapunaru.

O plantel fechou a preparação do encontro frente aos algarvios esta sexta-feira, no Olival. Mariano voltou a fazer treino condicionado.

Lista de convocados: Helton, Maicon, Alvaro, Belluschi, João Moutinho, Falcao, Hulk, Fucile, Rolando, Rafa, Varela, Walter, Souza, Beto, Fernando, Ukra, Rúben Micael e Otamendi.
 
in "fcp.pt"

Dragão remata muito e evita que os adversários o façam

As estatísticas oficiais da Liga garantem que, em termos absolutos, o FC Porto é a equipa mais rematadora do campeonato, mas não é aí que se quer chegar. Ou, dito de outra forma, não foi só aí que André Villas-Boas quis chegar ontem na conferência de Imprensa. "Estamos satisfeitos com a nossa organização, que é suficiente para criar um número importante de oportunidades e reduzir as do adversário. Se não me engano, o Nacional teve quatro, o Braga seis remates à baliza, a Naval também e o Beira-Mar pouco mais do que isso". As estatísticas oficiais da Liga - repita-se: estatísticas oficiais da Liga - garantem que Villas-Boas está enganado, porque o saldo das oportunidades criadas pelo adversário é-lhe ainda mais favorável do que aquele que apresentou de cabeça. Basta espreitar o quadro aqui ao lado.

Naval, Beira-Mar, Rio Ave, Braga e Nacional, por esta ordem, enfrentaram uma verdadeira força de bloqueio quando se cruzaram com o FC Porto. Como também se pode ver no quadro, e no que toca a remates à baliza, ficaram quase todos abaixo do que foi normal nos outros jogos que já fizeram. O Braga é a excepção, porque, conforme se percebe pelos números oficiais, rematou ainda menos em Setúbal. Em todo o caso, convém lembrar que Domingos poupou nesse jogo cinco jogadores da estrutura nuclear por causa da eliminatória de acesso à Champions, com o Sevilha.

Mesmo que se ache natural um adversário rematar menos contra o FC Porto, que costuma ter a iniciativa de jogo, do que contra outras equipas, não deixa de ser curioso isolar o caso do Nacional: não fez um único remate à baliza no jogo com os portistas (embora tenha tentado acertar 10 vezes com o alvo) quando, contra o Benfica, tinha conseguido oito disparos bem enquadrados com o alvo.

No balanço dos equilíbrios da equipa, o FC Porto tem conseguido uma eficácia em dois sentidos: a rematar, embora esteja longe de acertar sempre onde quer, e a evitar que os outros o façam. E, numa conclusão óbvia, evitar os remates dos outros é garantir meio caminho para uma vitória. Aliás, em cinco jogos, os portistas sofreram apenas dois golos...

Tendência crescente para acertar na baliza

A estatística oficial da Liga faz uma distinção entre remates, independentemente de acertarem no alvo ou no quintal da vizinha, e remates à baliza. Neste particular, o dos remates à baliza, a tendência do FC Porto tem sido melhorar na pontaria. A regra encravou em Vila do Conde mas recompôs-se, conforme se percebe pelos números das jornadas: Naval (4), Beira-Mar (6), Rio Ave (3), Braga (8) e Nacional (10). Em golos: Naval (1), Beira-Mar (3), Rio Ave (2), Braga (3), Nacional (2

Números

A leitura do quadro aqui ao lado é simples: em cima, estão os adversários que já se cruzaram com o FC Porto, e na vertical os remates à baliza que fizeram nos respectivos jogos, com natural destaque para o confronto com o FC Porto. Por exemplo: o Nacional, o último a enfrentar os dragões, não fez um único remate à baliza portista, quando, por exemplo, tinha conseguido 8 contra Benfica e Rio Ave; 3 com o Guimarães e 6 com o Leiria. Está tudo aqui ao lado.

in "ojogo.pt"

Selecção e Taça de Portugal permitem período de gestão

Com uma recta final de Setembro sobrecarregada com dois jogos (Olhanense e CSKA de Sófia), mais um início de Outubro complicado com a deslocação do FC Porto a Guimarães, André Villas-Boas vai aproveitar o período de paragem do campeonato - entre 4 e 16 de Outubro - para os compromissos da Selecção Nacional na fase de apuramento para o Euro'2012, para gerir o desgaste do plantel. Nesse sentido, se pensarmos nos jogadores mais utilizados (Helton, Álvaro Pereira, Maicon, Rolando, Fernando, João Moutinho, Hulk e Falcao) esta será a oportunidade ideal para que alguns possam "levantar o pé" no jogo da Taça de Portugal previsto para 16 de Outubro e cujo adversário só será conhecido após o sorteio marcado para 27 de Setembro. Villas-Boas não tem mexido numa equipa que vem vencendo há nove jogos consecutivos, esta época, pelo que a Taça de Portugal deverá ser uma janela de oportunidade para muitos como Beto, Sereno, Otamendi, Emídio Rafael, Guarín, Fucile, Rúben Micael, Souza, Castro, Ukra, James e Walter, cujo tempo de jogo é ainda nulo ou pouco significativo. Nos casos de Otamendi, Sereno, Emídio Rafael e James, a Taça poderá ser palco para uma estreia de azul e branco em jogos oficiais, se o técnico não recorrer a eles até lá. No caso de Guarín, que regressou recentemente de lesão, e até de Mariano que, tudo aponta, poderá regressar em Outubro, esta também poderá ser uma oportunidade a agarrar.

in "ojogo.pt"

Uruguai: Fucile, Álvaro Pereira e Rodriguez convocados

Os portistas Fucile, Álvaro Pereira, e Cristian Rodriguez, foram esta quinta-feira convocados para representar a selecção do Uruguai nos dois jogos particulares que a Celeste vai realizar em breve. A selecção uruguaia defronta a Indonésia, a 8 de Outubro, e a China, 12 de Outubro.

O lote de convocados do seleccionador Os portistas Fucile, Álvaro Pereira, e Cristian Rodriguez, mais o benfiquista Maxi Pereira foram esta quinta-feira convocados para representar a selecção do Uruguai nos dois jogos particulares que a Celeste vai realizar em breve. A selecção uruguaia defronta a Indonésia, a 8 de Outubro, e a China, 12 de Outubro.

O lote de convocados do seleccionador Óscar Tabarez inclui 25 jogadores e os quatro atletas a actuar em Portugal repetem a convocatória do final de Julho, logo após o Mundial, para o amigável com Angola. A maior surpresa é a estreia do jovem médio Gastón Ramírez, que esta temporada defende o Bologna.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Muslera (Lázio) e Castillo (Deportivo Cali);

Defesas: Fucile (F.C. Porto), Maxi Pereira (Benfica), Martín Cáceres (Sevilha), Diego Godín (At. Madrid), Lugano (Fenerbahçe), Andrés Scotti (Colo Colo), Carlos Valdez (Siena), Mauricio Victorino (Univ. Chile) e Álvaro Pereira (F.C. Porto).

Médios: Eguren (Sp. Gijón), Gargano (Nápoles), Álvaro González (Lázio), Ignacio González (Levante), Diego Pérez (Bologna), Gastón Ramírez (Bologna), Cristián Rodríguez (F.C. Porto) e Jorge Rodríguez (Jaguares).

Avançados: Sebastián Abreu (Botafogo), Cavani (Nápoles), Sebastián Fernández (Málaga), Diego Forlán (At. Madri), Abel Hernández (Palermo) e Luis Suárez (Ajax).


As boas vibrações do treinador do F. C. Porto

Villas-Boas vive os jogos de forma intensa: grita, gesticula, procura o melhor ângulo para ver as jogadas e corrige os posicionamentos. Nunca está com as mãos nos bolsos. E esse comportamento irreverente já mereceu um conselho do antecessor Jesualdo Ferreira.

Quando a equipa do F. C. Porto está a jogar, André Villas-Boas nunca está sentado no banco de suplentes. Mantém-se de pé, quase colado à linha técnica e sempre em movimentos frenéticos. Vibra com as jogadas e as incidências do desafio, não pára quieto um segundo, está sempre a intervir, a falar com os jogadores e a dar conselhos. “Tem a ver com a minha frescura física e irreverência. Aos 32 anos, posso correr mais um bocadinho. São modos de expressão. O mais importante é manter a clarividência de pensamento e, se calhar, não ser deixado levar pela emoção”, explicou o técnico. E é isso que tenta fazer.

Na época passada, quando estava na Académica, o comportamento do treinador mereceu um conselho de Jesualdo Ferreira. Na altura, o F. C. Porto jogava em Coimbra, onde os estudantes estiveram a vencer por um golo. Mas os dragões empataram e, ao intervalo, houve uma discussão acesa entre o ex-adjunto portista, José Gomes, e o então treinador da Académica. A três minutos do fim, os dragões garantiram o triunfo, por 2-1, graças à pontaria Rodríguez, o que provocou um profundo sentimento de frustração no técnico.

“Recordo, amigavelmente, as palavras que Jesualdo Ferreira partilhou comigo, na época passada, depois desse jogo entre a Académica e o F. C. Porto. Disse-me que, para se manter a clarividência, é importante não se deixar levar pela emoção do jogo. São palavras válidas que registei”, conta Villas-Boas, sobre a conversa com o seu antecessor e agora treinador do Málaga. “Não é que me deixasse levar pela emoção, mas nesse jogo vi-me com hipóteses de aguentar aquele resultado de 1-1 até ao fim”. Amanhã, frente ao Olhanense, há novo espectáculo na linha lateral...

in "jn.pt"

Carrossel competitivo abre equipa

Mobilização geral no dragão. É chegado o tempo de André Villas Boas accionar de vez o plano de rotatividade na equipa, dado o calendário começar a apertar.

Não tanto para já, embora os próximos três desafios - antes do interregno do campeonato para mais uma jornada das selecções para o Europeu de 2012 - tenham entre si um tempo de recuperação extremamente curto, resumido a três dias, mas sobretudo a partir do dia 17 de Outubro, na terceira eliminatória da Taça de Portugal, onde o FC Porto, e não só, entra já em competição, desconhecendo-se por enquanto o adversário que irá defrontar.

«Vem aí um mês complicado», admitiu ontem na conferência de Imprensa Villas Boas, sem esquecer que neste, em Setembro, depois de defrontar amanhã o Olhanense, a equipa portista tem duas complicadas deslocações aos estádios do CSKA de Sofia e do V. Guimarães. «Vamos fazer mudanças, e em todos os sectores, sob pena de a equipa poder vir a acusar algum cansaço». Quando é que começará a operar as mudanças é que não revelou. É segredo, tão secreto como as combinações que terá já em mente.

A partir de 17 de Outubro, e até 7 de Novembro, data em que tem lugar no Dragão o palpitante duelo com o Benfica, a formação de Villas Boas terá de fazer 22 jogos, também com três dias de intervalo entre os respectivos encontros, um deles em Istambul, com o Besiktas, a 21 de Outubro, daí que da partida da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal possa vir a ser antecipada.

E é este carrossel diabólico de jogos que obrigará o treinador portista a abrir mão das suas habituais escolhas, o que poderá comprometer o processo de mecanização do novos processos de jogo. Em contrapartida, também permitirá (re)descobrir diferentes combinações e soluções, assim como oferecer novas oportunidades a jogadores que estão longe de se constituírem como segunda linha, pelotão de elite que tem ficado de fora ou é ainda pouco utilizado, como Rúben Micael, Souza, Rodriguez, Guarín, Fucile, Ukra.

E depois ainda sobram os outros, aqueles que nem sequer ainda se estrearam na Liga: Otamendi, Walter, Castro, James. Só para referir os nomes mais sonantes, porque estão ainda de prevenção Sereno, Emídio Rafael e, lá mais para a frente, quando se encontrar em condições, Mariano...

Portanto, e mesmo que a gestão de uma equipa seja sempre algo muito complexo, que mexe com tudo e com todos, Villas Boas nem se pode queixar por aí além nesta hora de abrir a equipa à rotação de jogadores. É que nem sequer tem uma segunda linha definida. São quase todos de primeira!
 
in "abola.pt"

Moutinho. Finalmente, o lugar de Deco entregue numa bandeja


"Vou dar o máximo no FC Porto, tal como nos clubes onde passei." Depois da vitória frente ao Nacional, foi com esta ideia que João Moutinho limpou o seu passado recente no Sporting. Os últimos tempos foram obscuros; o capitão estava lá mas não estava, parecia uma cópia daquele miúdo imparável que José Peseiro lançou em 2004/05 e Paulo Bento, depois, tornou o mais sério caso de regularidade no futebol nacional - para falhar um jogo tinha de estar castigado e com febre (2008/09, Belenenses). Agora, na selecção, Moutinho voltará a ter a mesma importância, e só não será o dez indiscutível no novo núcleo se não agarrar a oportunidade que Paulo Bento lhe vai oferecer numa bandeja.

O novo seleccionador - passou ontem na Federação para assinar contrato e será hoje apresentado - saiu do Sporting em Novembro de 2009 e com ele levou um pedaço de Moutinho. A partir daí o médio ofensivo entrou em descrença e deu instruções ao seu empresário para lhe encontrar um clube no estrangeiro. Voltava a ganhar força aquele desejo de ir para qualquer lado, até para a Rússia (Zenit, onde já estava o amigo Danny), ou então encontrar um clube do segundo pelotão de Inglaterra, como o Everton. Aliás, o Everton tinha sido a razão do único confronto Bento vs. Moutinho, depois de o jogador ter surpreendido com o desejo de saída para os Toffees, mas até isso o implacável Paulo Bento lhe perdoou, em consequência de uma admiração que vinha do tempo dos juniores, onde coincidiram e desenvolveram a confiança suficiente para, mais tarde, o técnico ordenar o jovem futebolista algarvio num dos mais jovens capitães de sempre do clube. Moutinho era a extensão de Bento dentro do campo e sem ele o miúdo sentiu-se um órfão.

Com ou sem razão, a verdade é que João Moutinho baixou de rendimento e, com Carlos Carvalhal, conseguiu ficar fora da convocatória para o Mundial da África do Sul. Scolari até o tinha tornado titular no Euro'2008, mas Carlos Queiroz não viu o mesmo jogador dois anos mais tarde. Moutinho bateu no fundo e só se ergueu com a estrondosa transferência para o FC Porto, onde reencontrou o rendimento e as condições para voltar à selecção. Esse regresso veste agora as condições perfeitas para ser bem sucedido, porque ocorre na presença do treinador melhor o conhece.

A BASE Portugal perdeu Deco - número dez que assegurou o Euro'2004, o Mundial-2006, o Euro'2008 e o Mundial-2010 - e o plano Bento passa por fazer de João Moutinho o sucessor. É ele que é considerado o principal playmaker no novo núcleo duro que se desenha, onde estão nomes incontornáveis para o futuro: Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Pepe são os defesas mais importantes; Raul Meireles e João Moutinho assumem-se como os médios indiscutíveis; no ataque, Nani e Cristiano Ronaldo são os nomes incontornáveis. Nesta base nasce a equipa que se pretende capaz de assegurar duas vitórias no imediato (Dinamarca e Islândia - até amanhã Paulo Bento tem já de enviar a pré-convocatória para esta dupla operação) e depois garantir o apuramento para o Europeu da Polónia e Ucrânia, em 2012.

Paulo Bento tem um defesa esquerdo escolhido - Fábio Coentrão -, mas precisa de resolver o problema à direita. Paulo Ferreira e Miguel abandonaram, Bosingwa continua indisponível e apenas Sílvio (Sporting de Braga) parece ser opção. Mas irá nascer uma oportunidade para João Pereira (Sporting)? No meio-campo, a estrutura pode ser composta com Tiago (A. Madrid) e Manuel Fernandes (Valência), mas é conhecida a admiração que Paulo Bento tem por Miguel Veloso, de quem fez um trinco em Alvalade. No ataque, Quaresma, Liedson e Danny estão à espera de uma chamada. Quem não deve ter oportunidade, está visto, é Carlos Martins. Ao contrário de Moutinho, para este nada podia ser pior que Paulo Bento.
 
in "ionline.pt"

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Villas-Boas: «Vítor Pereira abriu um grave precedente»

O treinador do FC Porto, André Villas-Boas, criticou a tomada de posição de Vítor Pereira. O presidente da Comissão de Arbitragem convocou uma conferência de imprensa na passada terça-feira para analisar os lances mais polémicos até à 5.ª jornada da Liga Zon Sagres e admitiu alguns erros de arbitragem no V. Guimarães-Benfica, um encontro muito contestado pelos encarnados.

"Abrir um precedente tão grave parece-me muito perigoso. Chegará o dia em que nos sentiremos injustiçados e iremos exigir o mesmo. Mas quem diz o FC Porto, diz outro clube qualquer. É melhor que se prepare para o fazer mais vezes", apontou o timoneiro dos dragões em conferência de imprensa.

"Não me parece que esse jogo tenha sido tão mau quanto isso e que seja suficiente para abrir um precedente. Que se faça também à 10.ª jornada um levantamento e que se tratem todos os clubes da mesma maneira", acrescentou, desafiando as águias a pedir a repetição do jogo na Cidade Berço.

"Se calhar, caíndo um pouco no ridiculo, será que o Benfica se sente suficientemente injustiçado para mandar repetir o jogo? Estarão com vergonha de o pedir?", questiona o jovem técnico.

4 penáltis

Os campeões nacionais reclamam também de quatro penáltis perdoados ao FC Porto. No entender de Villas-Boas, foram lances sem influência no desfecho final.

"Mesmo nesses erros que o Benfica aponta, o FC Porto acabaria sempre por ganhar esses jogos", sublinhou, rematando em seguida. "O refúgio será sempre o mesmo e convém dar-lhe sustentação. O FC Porto refugia-se na sua organização, que é forte."

Villas-Boas: «Coloquei-me à disposição de Paulo Bento»



VILLAS-BOAS ELOGIA O NOVO SELECIONADOR
 
André Villas-Boas mostrou-se disponível para prestar toda a ajuda ao novo selecionador nacional, Paulo Bento. "Foi uma ótima escolha. Já tive oportunidade de o saudar e dar-lhe os parabéns. Coloquei-me à sua disposição e ele fez o mesmo", contou o técnico do FC Porto.

Sobre a situação de Portugal no apuramento para o Euro'2012, Villas-Boas não esconde que a situação é difícil mas acredita que a Seleção Nacional estará presente na Polónia e na Ucrânia. "Ainda estamos numa fase prematura, tal como sucede na Liga e Liga Europa. Mas concordo com ele quando diz que o espaço de manobra é pequeno", referiu.

Na sua apresentação, Paulo Bento afirmou que a seleção "tem de dar mais antes de pedir apoio", opinião corroborada por Villas-Boas. "Está numa fase em que tem de dar mais do que receber e acredito que terá de ganhar todos os jogos", frisa.

Villas-Boas: «Defendo um determinado tipo de espetáculo»



GOSTAVA QUE O OLHANENSE JOGASSE AO ATAQUE
 
Na antevisão ao jogo com o Olhanense, da 6.ª jornada da Liga, André Villas-Boas comentou a possibilidade de os algarvios trazerem o autocarro para o Dragão para defrontar a formação da Invicta.

"Acho que o jogo vai depender muito da forma como eles vierem jogar. Ou chegam de olhos nos olhos, a querer jogar para o espetáculo, ou com a organização que levaram para Alvalade. Qualquer esquema é valido, agora eu defendo um determinado tipo de espetáculo. Gosto de equipas que se defrontam olhos nos olhos", referiu o jovem treinador, citando o seu exemplo.

"Fiz assim na Académica, umas vezes saiu bem, outras mal. Pode ser um jogo extremamente difícil para nós se a abordagem for esperar pelo adversário. Mas não critico esse estilo de jogo", assegura.

In "record.pt"
 

Primeiro jogo para acertar contas passadas

Sem adversários directos por perto na frente do campeonato, o confronto do FC Porto faz-se com ele próprio, por comparação com a época passada. Nesse contexto, o jogo deste sábado apresenta-se como a primeira vez que André Villas-Boas parte para um desafio da Liga com o objectivo de melhorar um resultado conquistado na temporada transacta. Passa-se a explicar: o FC Porto repetiu as vitórias do ano passado com os quatro adversários que já defrontou durante a actual edição do campeonato - e nesta comparação não entra o Beira-Mar, que jogou na segunda Liga - e até está menos concretizador na comparação: marcou 13 golos, contra os oito desta época, e os mesmos dois sofridos.

Com Jesualdo Ferreira, os portistas também venceram o Braga no Dragão, a Naval na Figueira, o Rio Ave em Vila do Conde e o Nacional na Madeira. Mas não venceram o Olhanense, o adversário que se segue. A formação algarvia foi ao Estádio do Dragão empatar (2-2) no dia 6 de Março, com Castro e Ukra do outro lado e Jorge Costa a comandar uma equipa que terminou o campeonato no 13º lugar. Pois bem, este ano o Olhanense apresenta-se moralizado pelo terceiro lugar, ainda sem derrotas e com um empate (0-0) arrancado em Alvalade ainda bem fresquinho na memória.

Curiosamente, o Olhanense foi também o último adversário a impedir que o FC Porto vencesse um jogo no campeonato; e já lá vão 13 consecutivos desde que os algarvios foram ao Dragão roubar dois pontos...

Mais de seis meses depois, o FC Porto parte para este encontro motivado pela tentativa de conquistar o 20º triunfo seguido em todas as competições, juntar a 10ª vitória da época em outros tantos jogos, mas também para ganhar dois pontos relativamente à última época.

Meio ano, meia equipa nova

Em pouco mais de meio ano, porque a última vez que FC Porto e Olhanense se cruzaram, no Dragão, foi a 6 de Março, muito mudou no onze principal dos dragões. Na verdade, sobreviveram apenas cinco jogadores, transitando directamente para a espinha dorsal da equipa que tem sido mais vezes utilizada por Villas-Boas.

É justo lembrar, em todo o caso, que no tal jogo de Março último Jesualdo Ferreira não pôde contar com Rolando e Fernando, para além de Hulk, que ainda cumpria castigo. Maicon, agora indiscutível, foi titular, fazendo dupla com Bruno Alves; Tomás Costa substituiu Fernando e Mariano desempenhava o papel de Hulk.

Mesmo que André Villas-Boas tenha algumas surpresas na manga, porque há jogadores cansados e considerando o bom rendimento de alguns dos que habitualmente começam no banco, dando-lhe margem para mudar, é certo que, comparando com o último jogo, será um FC Porto diferente. Da defesa ao ataque.

André Villas-Boas também encalhou com o Olhanense

O FC Porto empatou na recepção ao Olhanense, mas André Villas-Boas também. Na última temporada, ainda em Coimbra, a equipa algarvia conseguiu arrancar um empate (1-1) frente à Académica de Villas-Boas. Para além da "vingança" colectiva, haverá também a tentativa de um acerto de contas mais pessoal, uma vez que o Olhanense é uma das equipas que o jovem treinador do FC Porto ainda não conseguiu vencer em Portugal.

in "ojogo.pt"

Castro e Ukra mudam de lado

Castro e Ukra são duas referências óbvias na semana do jogo com o Olhanense. Afinal de contas, durante dois anos eles fizeram parte dos alicerces da equipa liderada por Jorge Costa. Subiram de divisão e ajudaram a aguentar os algarvios no escalão principal à custa de um rendimento que valeu a ambos uma entrada directa para o plantel de Villas-Boas. Os números não enganam: Castro e Ukra foram os jogadores do Olhanense mais utilizados no último campeonato. Os dois estiveram em 28 dos 30 jogos e foram sempre titulares, com o médio a acumular 2440 minutos de rodagem e o extremo a ficar-lhe atrás por apenas sete minutos (2433). Outro número reforça a importância de ambos: Castro marcou seis golos, Ukra um, sobressaindo, porém, nas assistências.

Apesar dos registos da última época e de exibições que lhes garantiram elogios frequentes, os dois esperam ainda por uma oportunidade a sério para mostrar o mesmo no Dragão. Ukra já foi titular em dois jogos - na Bélgica, com o Genk, e em casa com o Beira-Mar. Mas aquela que poderia ter sido uma rampa de lançamento acabou por ser interrompida por uma lesão logo no primeiro minuto do jogo com os aveirenses. Um azar que obrigou o extremo a uma intervenção cirúrgica e a partir novamente do zero, tendo reentrado agora nas convocatórias.

Castro espera pela estreia no campeonato, mas já saltou duas vezes do banco, ambas no Dragão e a contar para a Liga Europa, primeiro com o Genk e depois com o Rapid Viena.

Um e outro reencontram agora o Olhanense do outro lado depois de em Março terem contribuído para um empate que afastou o FC Porto do título e também da Champions.




Beira-Mar, uma vítima nova

Nos cinco jogos já disputados, o Beira-Mar foi o único adversário novo em comparação com a época passada. Os aveirenses, que este ano subiram de divisão, visitaram o estádio do FC Porto à segunda jornada e acabaram goleados. Falcao bisou, pelo meio Belluschi também marcou num jogo que começou acidentado: Ukra, que substituía Hulk no onze, lesionou-se no primeiro minuto e acabou mesmo operado.

in "ojogo.pt"

Villas-Boas já avista o pódio

REGISTO DE JESUALDO PODE SER ULTRAPASSADO
 
O fulgurante arranque do FC Porto na corrente edição da Liga tem sido alvo de muitas análises. Contudo, o que começou por ser um mero pormenor estatístico vai tornar-se agora num objetivo ou, se preferirem, numa motivação extra para jogadores e equipa técnica. Caso o FC Porto vença o Olhanense no próximo sábado, o arranque neste campeonato terá entrada direta no pódio dos melhores da história do clube.

Partindo do pressuposto de vitória sobre o clube algarvio, os dragões de André Villas-Boas somam o 6.º triunfo consecutivo na Liga e juntam-se aos de Artur Jorge (1990/91), no 3.º lugar. No horizonte, mas ainda ao alcance, só ficarão os registos conseguidos por Jesualdo Ferreira (2007/08) e Miguel Siska (1939/40).

Resta agora saber até onde vai esta campanha vitoriosa do FC Porto no campeonato, sendo certo que para conseguir o melhor registo da história do clube, a equipa liderada por André Villas-Boas terá de, entre outros, vencer o Benfica no Dragão (10.ª jornada) e o Sporting em Alvalade (12.ª). Por outro lado, o 2.º lugar deste ranking, que pertence a Jesualdo Ferreira, poderá ser ultrapassado ainda antes dos confrontos com os eternos rivais. “Basta” vencer Olhanense (c), V. Guimarães (f), U. Leiria (c) e Académica (f).

De resto, e já depois de ter ultrapassado os arranques de José Mourinho – empatou na 1.ª ronda de 2002/03 e na 2.ª de 2003/04 –, a vitória na Choupana permitiu a Villas-Boas igualar o seu mestre. Em 1994/95, o FC Porto de Bobby Robson só cedeu pontos na 6.ª jornada. O aluno vai superar o mestre? As dúvidas serão desfeitas em breve.

in "record.pt"

O sector das danças

É NO MIOLO QUE VILLAS-BOAS MAIS MEXE NOS JOGOS
 
Souza e Ruben Micael são os jogadores que partilham o estatuto de suplentes mais vezes utilizados por André Villas-Boas. É, portanto, no meio-campo que o treinador mais vezes mexe no decorrer dos jogos, apesar da confiança cega que deposita no trio composto por Fernando, Belluschi e João Moutinho.

Esteja o FC Porto empatado ou a vencer – Villas-Boas só esteve em desvantagem no jogo com o Sp. Braga, mas nesses momentos não fez qualquer substituição –, está mais do que visto que é a partir do miolo que o treinador tenta melhorar a equipa ou torná-la mais compacta para segurar o resultado. Outro fator que faz com que o meio-campo seja o sector das danças tem diretamente a ver com a tendência do técnico em trocar o 4x3x3 pelo 4x4x2 losango, no decorrer das partidas.

Em todo o caso, apesar de serem os médios que mais saltam do banco para o campo, isso não quer dizer que o contrário se verifique. Fernando, por exemplo, é um dos totalistas do plantel. Muitas vezes, nessa mudança tática que tem vindo a operar, Villas-Boas opta por tirar um avançado para colocar um centro-campista.

in "record.pt"

Dragão não faz por menos de três


O FC Porto vai enfrentar o Olhanense com o melhor ataque da Liga, o que por si só é um bom prenúncio para construir um resultado que lhe permita manter a vantagem confortável na liderança da prova. O jogo é no Dragão e aí os azuis e brancos têm feito valer a condição de favoritos para levar a melhor sobre os adversários. Uma marcha vitoriosa que já vem desde a época passada e que se traduz numa série de oito triunfos consecutivos. Mais do que isso, os dragões não fazem a coisa por menos de três golos...

O ciclo começou com o Marítimo, em abril, e teve continuidade diante do Rio Ave, V. Guimarães e Benfica. O treinador era Jesualdo Ferreira e foi nessa fase que o FC Porto deu início ao ciclo positivo que atravessa nos dias de hoje sob o comando de André Villas-Boas. Na presente campanha, os portistas nunca marcaram menos do que três vezes nos quatro encontros disputados perante os seus adeptos. Beira-Mar e Rapid Viena foram despachados sem hipótese de resposta, ao passo que Genk e Sp. Braga deram muito que fazer aos azuis e brancos. Isso significa que, no total, a equipa de Villas-Boas já possibilitou à sua massa associativa festejar 13 golos dentro de portas.

in "record.pt"

Maicon é trunfo forte no F. C. Porto


Foi jogador de futsal antes de ser futebolista. No Brasil, jogava no meio-campo, mas depois foi adaptado a defesa central. E o resultado está à vista. Maicon é um dos indiscutíveis do F. C. Porto e tem sido o substituto de Bruno Alves. Por isso, Otamendi tem de esperar.

Na época passada, Maicon apenas contabilizou quatro jogos no campeonato ao serviço do F. C. Porto. Um número magro que agora está a ter uma expressão mais gorda. Em apenas cinco jornadas, regista outros tantos desafios na prova. Aliás, é dos jogadores mais utilizados pelo treinador André Villas-Boas e foi titular nos nove encontros oficiais do F. C. Porto. Está seguro como uma rocha no eixo da defesa e a feroz concorrência de Otamendi até tem servido como estímulo no processo de afirmação.

O jogador tem sido o substituto de Bruno Alves, formando com Rolando uma dupla de centrais muito coesa. E os números são claros: dois golos sofridos na Liga, a segunda melhor defesa da prova, atrás do Olhanense. “O Bruno Alves é um excelente jogador e foi muito competente, mas o Maicon está no mesmo caminho. A prova disso são os resultados do F. C. Porto, que têm correspondido às competências do jogador”, avança Manuel Machado, treinador do Guimarães, que o lançou há duas épocas, no Nacional.

Maicon tem 22 anos, jogou futsal durante a adolescência e é por isso que tem um sentido técnico apurado. E quando chegou ao Cruzeiro com a idade de júnior actuava a trinco, mas depressa foi adaptado a defesa-central, por ter um perfil físico mais indicado para aquela posição. “Esta ascensão não me surpreende. Já no Nacional tinha as qualidades que hoje apresenta. Agora tem vindo a confirmá-las numa equipa com a grandeza do F. C. Porto. Está perfeitamente integrado e mais maduro”, explica o treinador.

Em nome de Michael Jackson

Maurides Roque, pai de Maicon, segue atentamente a carreira do filho e sente-se “orgulhoso” pela ascensão do jogador com a camisola do F. C. Porto. O segredo foi a perseverança de quem nunca desistiu, mesmo quando tinha os caminhos tapados: “Ensinei-o a ser humilde e paciente e ele nunca desistiu. Agradeço a Jesualdo Ferreira, porque ajudou-o a evoluir, e a André Villas-Boas, que lhe deu esta oportunidade. Quando o Bruno Alves saiu do F. C. Porto, disse-lhe ‘filho, o cavalo só passa uma vez perto de casa’ e ele agarrou a oportunidade”, conta, ao JN, Maurides Roque.

De raízes humildes, sempre revelou ter um espírito determinado: “Aos 13 anos, disse-me que ia sair de casa e só voltava como jogador profissional”. O sonho concretizou-se. Maicon tem dois irmãos futebolistas e um deles chama-se Muller “em homenagem ao antigo avançado do São Paulo”. E Maicon? “Baptizei-o com esse nome porque sempre fui fã do Michael Jackson”. O sucesso no F. C. Porto de Maicon junta-se a alegria pessoal de ter sabido, há pouco, que vai ser pai.

in "jn.pt"

F.C. Porto: Maicon, o «caçula» da linhagem de centrais canarinhos

Olhar para terras de Vera Cruz e descobrir um estanque. Um guardador de rebanhos com sotaque, físico imponente e capacidade de tapar os caminhos da baliza azul e branca. Foi esta a forma que o F.C. Porto, ao longo de vários anos, usou na procura de defesas centrais. Não são muitos, mas, salvo raras excepções, são centrais de classe reconhecida, aqueles que os dragões pescaram, desde que a equipa é dirigida por Pinto da Costa.


O último deles, numa altura em que a aposta parece ter mudado de rumo, é Maicon. Chegou do Nacional, com pezinhos de lá e envolto em desconfiança. Passou discreto pelo primeiro ano e foi lançado às feras para tapar a ferida aberta pela saída de Bruno Alves. Deu-se bem.

A chegada de Otamendi parecia traçar-lhe o destino, mas aos poucos a dúvida mudou. Já não se questiona quando o argentino entrará na equipa, mas o que terá de fazer para o conseguir. Maicon tem a palavra. Num lugar que outrora foi de nomes de Celso, Geraldão ou Aloísio, é este último a deixar uma palavra de incentivo ao compatriota. «Não me surpreende esta afirmação do Maicon. Dos jogos que vi, gostei bastante e parece-me que tem condições para segurar o lugar. É verdade que o F.C. Porto se reforçou forte para o sector, mas o Maicon dá todas as garantias ao André [Villas-Boas]», afirmou Aloísio, em conversa com o Maisfutebol.

O antigo defesa, ainda hoje o estrangeiro com mais jogos realizados com a camisola dos dragões, é um defensor da escola «canarinha» no que a defesas-centrais diz respeito. E lembra que o F.C. Porto raramente se deu mal. «O F.C. Porto sempre teve bons centrais brasileiros. Mesmo depois de eu sair apareceu o Pepe, que acabou por se naturalizar. É verdade que já há alguns anos não tinham um brasileiro naquele lugar, mas penso que foi apenas uma excepção, porque há muitos valores e é um mercado que o clube costuma ter sempre em atenção», afirma.

Maicon: será mais Celso ou mais Argel?

Desde que Pinto da Costa assumiu o clube, o F.C. Porto teve oito defesas-centrais brasileiros (contanto o naturalizado Pepe). Aos 22 anos, Maicon é o nono e ainda tem algum caminho a percorrer para se perceber se seguirá as pisadas de luxo deixadas por Celso ou Aloísio ou, pelo contrário, irá enveredar pelo caminho sinuoso de Lula ou, mesmo, desastrado de Argel, a experiência portista menos bem sucedida.

As primeiras impressões têm sido positivas, ainda para mais quando a equipa tinha pela frente o desafio de render um valor seguro como o de Bruno Alves: «A saída do Bruno [Alves] já era esperada, por isso o clube tinha opções em carteira. A aposta no Maicon vem nesse sentido e felizmente o jogador está a retribuir. Não é o primeiro caso de um central no F.C. Porto que tem de passar por muita desconfiança para se impor. Ele está a jogar bem e não vai ser fácil perder o lugar. »

in "maisfutebol.iol.pt"

Otamendi, Walter e Castro por estrear

É desta! Pelo menos, assim devem pensar Otamendi, Walter e Castro, aqueles que estarão à bica para se estrearem num jogo de campeonato.

Tanto mais que o FC Porto defronta este sábado o Olhanense e joga cinco dias depois em Sofia, na Bulgária, com o CSKA, o segundo adversário dos portistas na fase de grupos da Liga Europa.

Razão suficiente para, no mínimo, André Villas Boas proceder a algumas alterações na equipa, nem que seja no decorrer do próprio desafio, se assim os algarvios o permitirem...

À partida, abrem-se desde já boas perspectivas para os jogadores que ainda estão em branco na Liga, nove ao todo: Beto, Kieszek (ambos guarda-redes), Otamendi, Sereno, Emídio Rafael, Castro, James Rodriguez, Walter e Mariano.

Seis deles a zero em toda a linha, porque não participaram neste início de época em nenhum encontro oficial dos dragões, três com a folha de serviços confinada a curtas prestações de serviço na Liga Europa, casos de Castro (dois jogos e 21 minutos em campo no total) e Walter (outros tantos encontros e 20 minutos de utilização), enquanto Beto defendeu a tempo inteiro frente aos belgas do Genk, no Dragão.

Com um jogo pela frente que, em princípio, poderá dar alguma margem de manobra para o treinador dos azuis e brancos fazer uma gestão dos seus recursos humanos mais cuidada, mesmo tendo em conta que o Olhanense é, por enquanto, o terceiro classificado da Liga, sobrará tempo e espaço para até poder poupar as suas segundas escolhas, como Ruben Micael, Souza e Cristian Rodriguez, os suplentes de luxo a quem Villas Boas mais tem recorrido.
 
in "abola.pt"

Nuno Fernandes lamenta suspensão da secção do FC Porto


O ex-atleta do FC Porto e dirigente da Associação de Atletas de Alta Competição, Nuno Fernandes, lamentou hoje a suspensão da secção de atletismo dos “dragões”, que o colocou numa situação “ingrata”.

“A Associação de Atletas de Alta Competição de Atletismo votou a favor da alteração dos regulamentos, em prol da defesa dos atletas portugueses, pelo que, em parte, contribuímos para esta situação”, disse.

Nuno Fernandes não escondeu a sua decepção com o evoluir de todo o processo, dado que o FC Porto suspendeu a secção na sequência da alteração aos regulamentos no que respeita à utilização de atletas estrangeiros, pelo que o ex-saltador ficou numa situação “ingrata”.

“Não estava à espera deste desfecho. A vida dá muitas voltas”, disse Nuno Fernandes, recordando que o objectivo da medida era “privilegiar os atletas portugueses”, pois “a vinda de estrangeiros de qualidade é sempre positiva”.

Apesar de ter votado favoravelmente a alteração aos regulamentos, que limitam a utilização de estrangeiros nos nacionais, Nuno Fernandes negou a autoria da proposta.

“A ideia deve ter sido da federação, por força dos clubes do Sul”, acrescentou, considerando que a alteração foi um pouco apressada. “A época estava a começar e era preciso decidir”.

Enquanto sócio e ex-responsável pelo atletismo do FC Porto, Nuno Fernandes - principal impulsionador do reactivar da secção em 1996 - ficou triste pela situação e pela diferença de tratamentos em relação a outros clubes.

“O FC Porto está a ser prejudicado em relação ao clubes do Sul. Se há uma lei que já existe há vários anos e as coisas correm bem porque é que quando o FC Porto ganha vão a correr mudar os regulamentos”, questiona.

Nuno Fernandes disse ainda que na altura foi questionado se a alteração era legal e a resposta foi que sim e que já estava a vigorar num país europeu, mas “não parece que esteja tão legal como isso”, defendeu.

“O Sporting, como o clube que com mais atletas mete na selecção, tenta ditar as sua leis, mas isso são outras questões que não são para aqui chamadas e podíamos falar muito disso, bem como de ética”, adiantou.

O ex-atleta explicou que, “dado que o Sporting tem mais dinheiro do que todos os clubes juntos em Portugal, consegue os três ou quatro melhores atletas nacionais por disciplina, o que deixa ao FC Porto pouco espaço de manobra”.

Nuno Fernandes esclareceu que o recurso ao estrangeiro foi a solução encontrada pelo FC Porto para tentar, com êxito, a oposição ao Sporting e que culminou no último ano com a conquista dos nacionais de pista e ar livre (femininos).

O ex-saltador apontou ainda incongruências à lógica federativa, no que toca à limitação de estrangeiros, uma vez que “é a própria federação a naturalizar atletas para lutarem pelas medalhas por Portugal”.

“A própria federação consegue naturalizar atletas que não nasceram em Portugal, como Naide Gomes, Nelson Évora e Francis Obikwelu. Todos com uma história diferente, mas todos naturalizados por interesse da federação. A vida não é justa”, disse.

in "desporto.sapo.pt"

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

FC Porto confirma suspensão da secção de atletismo


O FC Porto decidiu, esta quarta-feira, suspender a secção de atletismo devido à actuação “ilegal, intolerável e indecorosa ” do presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), contra o clube azul e branco.

Fernando Oliveira, responsável pela secção de atletismo no clube dirigido por Pinto da Costa, anunciou que a modalidade dentro do FC Porto será “suspensa na sequência da mudança dos regulamentos do atletismo na assembleia-geral de 24 de Julho, mas apenas comunicada oficialmente a 1 de Setembro”.

Com esta decisão, o FC Porto não participará na Liga dos Campeões da modalidade.

A mudança nos regulamentos da modalidade não permite que um clube participe com atletas comunitários masculinos e femininos nos campeonatos nacionais.

“O presidente da FPA, Fernando Mota, disse-me que o FC Porto podia inscrever atletas comunitários mas que não podia participar nos campeonatos nacionais. Esta alteração é ilegal, intolerável e indecorosa”, explicou.

Fernando Oliveira acredita que a alteração nos regulamentos tem apenas um objectivo: “Prejudicar o FC Porto por este ter sido campeão nacional de pista coberta e ao livre”.

O responsável pela secção dos azuis e brancos vai mais longe e acusa Fernando Mota de se “colar a um clube rival”, neste caso ao Sporting.

O FC Porto irá deixar cerca de 100 atletas "órfãos", mas o clube tudo fará para que “alguns desses atletas sejam colocados noutras equipas”.

“Entretanto, o FC Porto já tinha contratado quatro atletas para a nova temporada e perante este cenário decidiu accionar o departamento jurídico contra a Federação portuguesa de atletismo para ser ressarcido de danos patrimoniais e morais”, rematou.

in "desporto.sapo.pt"

Belluschi atravessa grande momento: «Isto ainda está a começar»


Belluschi tem sido uma das figuras do F.C. Porto neste início de época 100 por cento vitorioso. O médio argentino relegou Rúben Micael para o banco e tem pincelado exibições sólidas com alguns golos, mas garante que ainda tem mais para dar.

«Estou muito bem, com muita confiança. Espero continuar a jogar assim e marcar mais golos. Isto ainda está a começar», disse o camisola 7 dos «dragões», na «superflash» desta quarta-feira, reconhecendo que o bom momento de forma também está relacionado com as ideias de André Villas-Boas: «É verdade que são treinadores com métodos diferentes. Agora tenho mais alguma liberdade e estou a entender-me muito bem com o Fernando, com o João (Mourinho), com o Rúben (Micael), quando joga, e com os avançados. Aos poucos solto-me mais, confio mais em mim e só quero continuar assim.»

Frente ao Olhanense, no próximo fim-de-semana, o F.C. Porto pode chegar à 20ª vitória consecutiva. «Nunca estive numa equipa com esse registo. Estar sempre a ganhar é importante para o clube e para mim», diz Belluschi, que ainda assim alerta para o valor do adversário: «O adversário é difícil e está perto de nós na tabela. Temos de ganhar. É uma equipa que nos roubou pontos no último ano e está a fazer um bom início de campeonato. Vamos tentar fazer o de sempre, tentar ganhar.»

Belluschi: «Árbitros já erraram contra nós e a favor»

Fernando Belluschi rejeita a ideia de um F.C. Porto beneficiado por erros da arbitragem nesta fase inicial da Liga. O médio argentino defende que os «dragões» já foram tanto beneficiados como prejudicados, pelo que o primeiro lugar da tabela classificativa resulta de mérito próprio, e nada mais do que isso.

«Temos de pensar no que fazemos dentro de campo. Fala-se muitíssimo de arbitragens, mas para nós, o que interessa é o que fazemos no campo, e já fizemos grandes jogos. Os árbitros já erram contra nós e a favor, mas o que temos feito é por mérito próprio», disse o jogador do F.C. Porto. «Não acho que os árbitros entrem em campo condicionados. São árbitros internacionais, têm dirigido jogos do Mundial, da Liga Europa e da Liga dos Campeões. São árbitros de uma liga importante na Europa, e vão fazer o seu trabalho como sempre», acrescentou ainda, reagindo às críticas que o Benfica fez ao sector.


in "maisfutebol.iol.pt"

Ninguém arrancou tão bem na Europa


Apesar da frequência dos despistes ou das avarias, um bom arranque é meio caminho andado para ganhar uma corrida de automóveis. No futebol é mais ou menos a mesma coisa. Pois bem, o FC Porto acelerou a fundo desde o primeiro jogo e o motor não deu sinais de desgaste, nem a carroçaria derrapou em nenhuma curva. O resultado é avassalador: nove vitórias em nove jogos, contando com todas as competições. Até ver, nenhuma outra equipa na Europa consegue superar a marca da equipa de André Villas-Boas.

O JOGO olhou para o ranking da UEFA, considerou os 20 países mais cotados (Inglaterra à frente, Israel atrás), fez as contas às vitórias, empates e derrotas dos respectivos líderes e chegou à conclusão de que o saldo do FC Porto é imaculado. Nesta altura, só há três equipas que podem aspirar a alcançar a marca dos portistas: os espanhóis do Valência, com quatro vitórias em quatro jogos, os alemães do Mainz, com seis vitórias em outras tantas partidas, e os israelitas do Hapoel Haifa, com três vitórias em três jogos.

Convém dizer que há equipas na Europa com mais vitórias do que o FC Porto (porque fizeram mais jogos), como o Shakhtar, da Ucrânia, ou o Copenhaga, da Dinamarca, ambos com dez triunfos, ou ainda o Levski de Sófia, da Bulgária, com 11 vitórias. Só que em qualquer um dos casos já há derrotas e empates no currículo, o que permite ao FC Porto ficar à frente da classificação.

O arranque da equipa portuguesa torna-se ainda mais saliente pela mudança de equipa técnica. Para já, para lá de uma Supertaça no currículo, ninguém tira a Villas-Boas o início de época fulgurante. O próximo adversário é o Olhanense.

Percurso
Para garantir o registo imaculado, sem paralelo na Europa - pelo menos sem paralelo ainda no número de jogos - o FC Porto teve de ultrapassar adversários como o Benfica (Supertaça), o Braga, jogou na Bélgica, com o Genk, carimbando praticamente o acesso à fase de Grupos da Liga Europa. Curiosamente, convém sublinhar que os quatro golos encaixados pelos portistas até ao momento foram no Dragão: dois com o Genk e dois com o Braga.

Mais vitórias mas com derrotas

Neste momento, há três líderes de campeonatos europeus que têm mais vitórias do que o FC Porto (e mais jogos). São eles o Shakhtar, da Ucrânia, o Copenhaga, da Dinamarca, ambos com dez triunfos, e ainda o Levski de Sófia, da Bulgária (adversário do Sporting na Liga Europa), com 11 triunfos. O melhor saldo do FC Porto justifica-se porque qualquer uma destas equipas já perdeu e empatou jogos. O FC Porto não.

Inter com mais jogos do que cesena

O líder do campeonato italiano é o surpreendente Cesena, promovido esta época à Serie A, com duas vitórias e um empate em três jogos. No entanto, O JOGO considerou para o estudo o Inter, que tem os mesmos pontos do Cesena, porque tem mais jogos realizados. O vencedor da Champions tem duas vitórias e um empate no campeonato, mas já ganhou a Supertaça italiana, por exemplo, ao Roma.

FC Porto com saldo imaculado

O FC Porto consegue o melhor saldo de resultados entre os líderes dos principais campeonatos europeus, considerando o ranking da UEFA. A equipa de André Villas-Boas conseguiu vencer os nove jogos que disputou até ao momento. Marcou 23 golos e sofreu apenas quatro, tendo vencido já um troféu, a Supertaça Cândido de Oliveira. O Olhanense é o adversário que se segue no calendário portista.

Mainz surpreende na Alemanha

Outra das equipas que pode alcançar a marca do FC Porto é o Mainz, da Alemanha. A equipa somou vitórias em todos os jogos que disputou até ao momento, ou seja, seis. Ontem à noite alcançou a quinta vitória na Bundesliga, ao derrotar em casa o Colónia por 2-0, e cimentou a liderança no campeonato. O Mainz também tem um triunfo na Taça da Alemanha.

Valência persegue marca portista

O arranque do Valência no campeonato espanhol está livre de manchas. A equipa treinada por Unai Emery pode atingir os números do FC Porto, dependendo dos próximos jogos. Para já, tem quatro triunfos em quatro jogos. Venceu três partidas a contar para o campeonato e também ganhou o único jogo disputado na Liga dos Campeões, ao Bursaspor, da Turquia. Hoje o Valência recebe o Atlético de Madrid.

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Dos países considerados, o campeonato ucraniano é aquele que tem mais jornadas disputadas. Já vai em dez, com o Shakhtar, que é adversário do Braga na Champions, a dominar

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Golos marcados pelo FC Porto esta época, considerando todas as competições. Hulk, com sete golos, quatro na Liga e três na Liga Europa. No capítulo dos golos sofridos, os portistas ficam-se pelos quatro.


Dragões já vão em 19 jogos consecutivos a ganhar

O FC Porto está há 19 jogos oficiais consecutivos sem perder: aos nove da actual temporada, sob o comando de André Villas-Boas, devem somar-se mais dez do final da última época. Essa trajectória vitoriosa e imparável começou no jogo da Taça com o Rio Ave, em Vila do Conde, a 24 de Março último, ainda com Jesualdo Ferreira no banco. Hulk ficou na bancada nesse encontro, mas já sabia que podia ser utilizado no encontro seguinte, porque o Conselho de Justiça havia anulado a sentença da Comissão Disciplinar.

Daí em diante, misturando todas as competições, e com Hulk a falhar apenas dois jogos, os portistas venceram sempre. Já vai em 19 jogos consecutivos, série que os dragões vão tentar ampliar já no próximo sábado, quando receberem o Olhanense. Como O JOGO escreveu, Villas-Boas igualou, com a vitória na Madeira, o bom arranque de Bobby Robson e António Oliveira, estando agora a três vitórias de imitar o arranque vitorioso de Jesualdo Ferreira: oito vitórias nas oito primeiras jornadas. Para igualar esse registo, o FC Porto de Villas-Boas teria de derrotar o Olhanense, o Guimarães e Leiria. Para ultrapassar o recorde de Jesualdo, era preciso derrotar também a... Académica.

Bruno Alves e companhia fora das contas

O campeonato russo partiu para esta temporada no sexto lugar do ranking da UEFA - Portugal encontrava-se na nona posição -, mas acabou por ficar de fora desta contagem devido ao calendário diferenciado relativamente às restantes ligas europeias. Para explicar melhor a opção, refira-se que a principal competição da Rússia já acumulou 21 jornadas do campeonato, embora o actual líder, o Zenit, tenha ainda dois jogos em atraso. A título de curiosidade, refira-se que a formação onde joga Bruno Alves - e Meira e Danny - tem 14 vitórias e cinco empates no campeonato, ao qual se soma mais um triunfo na Taça da Rússia. Relativamente às competições europeias, o registo é menos positivo: três vitórias, um empate e uma derrota, um resultado que ditou o afastamento do Zenit da fase de grupos da Liga dos Campeões diante o Auxerre.

in "ojogo.pt"

Álvaro Pereira não pára... mas se calhar até devia


Álvaro Pereira gosta de correr. Sempre foi assim. Quando era mais pequeno, numa altura em que o futebol era ainda um part-time no Uruguai, Álvaro chegou mesmo a participar em maratonas na companhia do pai, sobretudo porque a resistência é um dos atributos que recebeu como herança hereditária. Serve isto para explicar que a morfologia do lateral lhe permite fazer muitos jogos consecutivos - tal como comprova a última temporada - e merece uma comparação com os fundistas quenianos. Quem trabalha de perto com o jogador, sabe que Álvaro não gosta de ficar a "descansar"; para ele não há jogos menos importantes ou folgas para assistir a uma determinada partida na tribuna do estádio. Álvaro Pereira gosta de jogar sempre, diz que se sente melhor se o fizer e faz questão de comunicar esta preferência aos treinadores. Foi assim com Jesualdo Ferreira, é assim com André Villas-Boas.

Apesar disso, não parece haver grande dúvidas de que Álvaro anda cansado, demora a recuperar das subidas no terreno e tem provocado algumas problemas defensivos ao FC Porto. É normal. O lateral não pára há mais de um ano. Na época passada foi o mais utilizado do plantel (4070 minutos em todas as competições); pelo meio, jogou jogos de qualificação para o Mundial e o próprio Mundial (mais 949 minutos), com todas as deslocações que isso implica; esta temporada, com pouco mais de três semanas de férias e uma pré-época realizada praticamente a competir, é um dos poucos totalistas da equipa (e já vão mais 810 minutos de jogo). Na Madeira, frente ao Nacional, mas também em Vila do Conde, por exemplo, foram notórias as dificuldades físicas do lateral em alguns momentos do jogo.

Tendo por base as declarações recentes de André Villas-Boas, assim como a sobrecarga de jogos que se adivinha, Álvaro Pereira deverá ser um dos próximos a descansar. O jogo com o Olhanense é uma das possibilidades para fazer descansar Palito, embora a visita que se segue a Sófia também esteja a ser ponderada pela equipa técnica. Mais do que isso, Villas-Boas confia nas alternativas. Fucile pode ser temporariamente adaptado à esquerda, tendo em conta o excelente arranque de Sapunaru na direita e os minutos acumulados pelo uruguaio naquele lugar - ainda no Mundial foi por lá que jogou -, e há ainda Emídio Rafael, uma contratação de André Villas-Boas, que o foi contratar à Académica para fazer sombra a Álvaro Pereira. Certo, para já, é que Álvaro Pereira está perto do descanso.


4070
Na última temporada, a primeira em Portugal, Álvaro Pereira foi o jogador mais utilizado do plantel portista. Somou 4070 minutos, repartidos por Campeonato (2465), Champions (720), Taça de Portugal (480), Taça da Liga (315) e Supertaça (90).


949
Desde que chegou ao FC Porto, Álvaro Pereira realizou 11 jogos oficiais pela selecção, num total de 949 minutos. Começou por participar nos últimos quatro jogos de qualificação (360), mais duas partidas do play-off (180) e cinco encontros no Campeonato do Mundo (409).


810
Esta época, Álvaro Pereira vai bem lançado. Para já, é um dos poucos totalistas do plantel, uma vez que participou a tempo inteiro nos nove jogos já realizados. Começou por ser titular na Supertaça, tendo-se depois seguidos três jogos da Liga Europa (270) e mais cinco do campeonato (450).

in "ojogo.pt"