sábado, 25 de setembro de 2010

F.C. Porto-Olhanense (antevisão): há contas a acertar

 


O F.C. Porto recebe este sábado (21.15 horas) um adversário com o qual tem contas a acertar: o Olhanense foi a última equipa a roubar-lhe pontos na Liga. Foi a 6 de Março, no Dragão. Na altura arrancou uma igualdade (2-2) com sabor a derrota, o F.C. Porto só empatou com dois golos nos últimos dez minutos.

Ora este F.C. Porto está diferente: tem cinco vitórias em cinco jogos. Soma aliás por triunfos todos os jogos desde o regresso de Hulk. Por isso deverá ter uma vontade particular de vingar um empate que não é normal: em dezoito jogos em casa, o F.C. Porto venceu o Olhanense quinze vezes, empatou duas e perdeu uma.

Ora avisado pelo feito do Olhanense na época passada, André Villas-Boas diz que é preciso ter cuidado. «O jogo vai depender também da forma como o Olhanense vier jogar. Ou vêm como o Beira-Mar veio, de olhos nos olhos e a jogar para o espectáculo ou vêm com a organização que levaram ao Sporting», disse.

«O Olhanense é terceiro classificado com mérito, mas gosto de equipas que jogam olhos nos olhos seja com quem for. Foi assim que na Académica defrontei todos os grandes e umas vezes saiu-me bem, outras mal. Pode ser um jogo extremamente difícil para nós, se a abordagem da Olhanense foi de esperar o erro do F.C. Porto.»

Do outro lado, Daúto Faquirá vai avisando que o Olhanense do Dragão não será muito diferente do que jogou em Alvalade. «Se for possível manter a defesa menos batida será bonito. Mas a nossa principal preocupação é jogar como temos feito até aqui e se sairmos com pontos do Dragão será um feito importante.»

Por isso pode esperar-se um jogo fechado do Olhanense e um jogo de paciência do F.C. Porto. As duas equipas estão, de resto, a fazer excelentes trajectos, pelo que mexeram pouco. Villas-Boas deixou de fora Sapunaru, o que faz entrar Fucile no onze, Daúto deve devolver Fernando Alexandre ao onze, sacrificando Vinicius.

Onzes prováveis:

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Maicon e Álvaro Pereira; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Falcao e Varela.

Suplentes: Beto, Otamendi, Emídio Rafael, Souza, Ruben Micael, Ukra e Walter.

OLHANENSE: Moretto; João Gonçalves, Maurício, Jardel e Carlos Fernandes; Delson e Fernando Alexandre; Jorge Gonçalves, Lulinha e Paulo Sérgio; Yontcha.

Suplentes. Ricardo Baptista, Mexer, Ismaily, Maynard, Rui Duarte, Vinicius, Toy, Djalmir e Adilson.

in "maisfutebol.iol.pt

Artilharia desenfreada sem danos defensivos

São números que comprovam a qualidade da organização do FC Porto de André Villas-Boas. Em relação ao que sucedia na época passada, os azuis e brancos rematam mais, mas isso não significa que a solidez defensiva tenha sido comprometida. Todo o contrário. O domínio sobre os adversários faz-se sentir de costa a costa e os remates consentidos também baixaram significativamente se compararmos os números da Liga com os de igual período de 2009/10.

Com Jesualdo Ferreira ao leme, os portistas chegaram à 5.ª jornada com um saldo positivo de 22 remates (79 desferidos contra 57 permitidos). Agora, às ordens de Villas-Boas, o balanço tornou-se significativamente mais positivo, com 42 remates a favor (88 contra 46). Perante estes dados, é natural que o técnico mais jovem da Liga tenha afirmado a sua satisfação. “A organização está estável. Temos conseguido um número considerável de oportunidades e reduzir as oportunidades aos adversários”, salientou.

Pormenorizando um pouco mais a análise, vemos que Helton tem sido um espectador privilegiado na sequência de triunfos do FC Porto. Nas 5 jornadas até agora disputadas, os oponentes dos dragões apenas conseguiram enquadrar na baliza 9 remates dos tais 46 tentados: uma percentagem muito pobre de 19,5% de eficácia e que explica o facto de apenas o Sp. Braga ter conseguido desfeitear o guardião brasileiro. Uma consequência, também, da inspiração de Luís Aguiar e Lima...

Quanto aos golos obtidos pelo FC Porto, o saldo é idêntico ao da época transata (11 tentos), mas a defesa sofreu menos (2 tentos contra 3 em 2009/10). Isto, claro, deixando de parte os excelentes números europeus de André Villas-Boas.

in "record.pt"

Fucile para o onze

Tendo deixado Cristian Sapunaru de fora dos convocados, parece evidente que André Villas-Boas vai promover a estreia de Fucile a titular no campeonato, no jogo com o Olhanense. Uma transição pacífica, se levarmos em conta a qualidade do internacional uruguaio, ele que tantas vezes assumiu a defesa do flanco direito no passado.

Na presente época, Fucile, de 25 anos, só tinha entrado nas opções iniciais do técnico portuense no encontro com o Rapid Viena. Antes, tinha sido chamado no decorrer das partidas com o Beira-Mar e o Rio Ave, sempre para o lugar do seu companheiro romeno. Uma lesão na véspera da Supertaça, depois de uma pré-temporada marcada pela dúvida em torno da sua continuidade no clube, acabou por relegá-lo para segundo plano, algo a que não estava habituado, principalmente depois do bom desempenho no Mundial. Agora resta-lhe esperar para recuperar o estatuto de titular indiscutível no Dragão.

Com esta decisão, Villas-Boas dá seguimento a um processo de rotatividade que já tinha iniciado diante do Rapid, há uma semana e meia, com três alterações na equipa, e que garantiu dar continuidade nos próximos tempos. É que o calendário vai apertar no mês de outubro, com a entrada em cena da Taça de Portugal e a sucessão de jornadas no campeonato e na Europa.

Experiência

No caso de Fucile, está garantido um reforço de mística no onze, uma vez que o sul-americano é o segundo jogador mais antigo do plantel, depois de Helton. Já lá vão cinco épocas de azul e branco e 79 jogos na Liga. Nas competições europeias são 22 encontros, com presença esmagadora na Champions. Além de ser a primeira alternativa a Sapunaru, o uruguaio também se assume como concorrente do compatriota Alvaro Pereira na esquerda.

Moutinho procura o golo

João Moutinho é o único jogador de campo do habitual onze de André Villas-Boas que ainda não marcou com a camisola do FC Porto. É certo que está em desvantagem em relação aos companheiros de equipa, uma vez que só participou em 9 jogos oficiais pelos azuis e brancos, mas já esteve muito perto de festejar um golo. Só no encontro com o Nacional esteve próximo de o fazer em duas situações flagrantes, valendo outras tantas grandes intervenções de Rafael Bracalli para o negar.

O médio, de 24 anos, não é conhecido pela sua capacidade goleadora, mas isso não o impede de procurar o golo com insistência. Mais tarde ou mais cedo deverá consegui-lo pelo FC Porto, à semelhança do que fez ao serviço do Sporting. Aliás, o Olhanense, adversário que defronta esta noite, foi uma das suas vítimas na época transata. Da marca de grande penalidade, o ex-capitão dos leões apontou um dos tentos que valeu o triunfo por 3-2. Depois do penálti falhado por Radamel Falcão na Choupana, quem sabe se João Moutinho não terá a sua oportunidade na próxima tentativa? Uma escolha difícil, já que Hulk também é candidato.

in "record.pt"

Dragão pode garantir 20.º triunfo seguido


O F. C. Porto prepara-se para dobrar mais uma barreira. Se ganhar ao Olhanense, esta noite, soma o 20.º triunfo consecutivo em jogos oficiais. Sapunaru e Rodríguez foram preteridos pelo treinador, que convocou Emídio Rafael. O lateral Fucile vai ser titular.

Há seis meses sem perder, o F. C. Porto respira confiança por todos os poros. Está instalado na liderança do campeonato, goza de uma vantagem confortável em relação aos rivais e pratica um futebol sedutor. São os ingredientes necessários para deixar os adeptos embevecidos e serve como pedra de toque para a recepção ao Olhanense (21.15 horas, Sport TV1), um jogo que pode levar os dragões a atingir o patamar de 20 triunfos consecutivos.

O percurso começou na época passada, quando o F. C. Porto saiu derrotado do jogo com o Benfica (3-0), na final da Taça da Liga. O resultado fez estragos, mas o regresso de Hulk à competição, após o castigo disciplinar na sequência do caso do túnel, serviu para motivar a equipa e inspirar um percurso avassalador. Os números são impressionantes: 12 vitórias na Liga, três na Taça de Portugal, o mesmo número na Liga Europa e um na Supertaça.

Mas para os dragões atingirem o número mágico têm de dobrar o Olhanense, uma das equipas sensação no arranque do campeonato. Está em terceiro lugar, ainda não perdeu, aliás empatou em Alvalade, e apresenta como cartão de visita a solidez defensiva de quem é capaz de superar todas as adversidades. Só sofreu um golo e o bloco sólido mais recuado será um bom teste ao ataque do F. C. Porto, a linha ofensiva mais eficaz do campeonato luso: 11 golos nas redes.

Há ainda outro ingrediente a acrescentar ao espectáculo: os azuis e brancos olham para o jogo de hoje como um ajuste de contas. É que o conjunto algarvio teve a ousadia de empatar, na época passada, no Dragão (2-2), um resultado que ainda está entalado na garganta. Foi a última vez que os portistas perderam pontos em casa, ou seja, desde o dia 6 de Março, corria a 22.ª jornada da temporada passada, que a equipa não sabe o que é sofrer no seu próprio reduto.

Esta noite, o jogo também será especial para o treinador André Villas-Boas. Se vencer atinge a marca de seis vitórias consecutivas em arranques de campeonato, supera o mestre Bobby Robson (cinco triunfos em 1994/95) e iguala a marca de Artur Jorge (1990/91), outro nome grande da história do clube. Mas o técnico já disse que não está obcecado em garantir recordes pessoais, a sua linha de pensamento apenas se deixa guiar pelo sucesso do colectivo.

Villas-Boas chamou pela primeira vez o lateral Emídio Rafael e preteriu, por opção técnica, Sapunaru e Cristian Rodríguez. Sendo assim, o lateral Fucile tem a via aberta para se estrear como titular em jogos do campeonato.

in "jn.pt"

Vítor Baia disponível para a ser candidato à presidência da FPF


O antigo guarda-redes e ex-dirigente do FC Porto Vítor Baia mostrou-se hoje "disponível para ajudar o futebol português" e deixou em aberto a hipótese de se candidatar à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

"Se o futebol português entender que eu possa ser uma mais valia estarei disponível para ajudar", sustentou Vítor Baia, que falava à margem de uma visita a uma escola em Baguim do Monte, em Gondomar.

Questionado se estaria disponível para ser candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), no próximo ato eleitoral, Vítor Baia assumiu que estava disponível para ajudar o futebol nacional.

Vítor Baia aproveitou ainda para manifestar a sua opinião relativamente ao novo selecionador nacional, dizendo que o cargo está "bem entregue" e alertou para não se responsabilizar Paulo Bento "se as coisas não correrem bem".

"Desejo que o Paulo tenha muita sorte e consiga atingir os objetivos, depois de toda esta confusão e de tudo o que se falou até este momento em relação ao futebol da federação e de toda a sua organização", adiantou Baía.

Vítor Baia espera que o apuramento para a fase final do campeonato da Europa de 2012 ainda seja possível, mas apontou que Portugal "parte em desvantagem", por ter perdido cinco pontos nos dois primeiros jogos.

in "ionline.pt"

Um treinador novo com muita história

Ser treinador de futebol aos 32 anos não é para qualquer um. Ser treinador de um grande clube aos 32 anos é ainda menos provável. Ser treinador principal do FC Porto, lutar pelo título português e começar uma temporada com nove vitórias consecutivas parece impossível para quem tem apenas 32 anos. Mas não é. André Villas-Boas é o novo rosto do Dragão e está a justificar plenamente a enorme fé e confiança que dois grandes nomes do futebol mundial tiveram nele.

O FC Porto é líder isolado da Liga ZON Sagres. São cinco vitórias consecutivas no campeonato sob o leme do novo treinador, às quais se juntam a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira, frente ao campeão nacional Benfica, e mais três triunfos na UEFA Europa League. Um pleno de sucessos na primeira grande aventura de André Villas-Boas como treinador principal, um primeiro desfecho para uma história recheada de improbabilidades e coincidências felizes.

O percurso de Villas-Boas no futebol começou em 1994, quando tinha apenas 16 anos. Não como um jogador predestinado a ser um estrela, já que era apenas um jovem que adorava futebol, que queria tirar um curso de educação física e sonhava vir a estar, um dia, envolvido no desporto do qual tanto gostava. E o destino deu uma ajuda.

Sir Bobby Robson era, por essa altura, o treinador do FC Porto – clube com o qual conquistou dois títulos portugueses – e da equipa técnica do inglês fazia parte, como tradutor, um tal de José Mourinho. Robson não demorou a entusiasmar todos os adeptos portistas, mas havia um que não estava totalmente de acordo com as opções do técnico inglês.

Habituado a vibrar, durante muitos anos, com os golos do avançado Domingos – actual treinador do Braga -, André Villas-Boas não percebia como é que o ponta-de-lança passava tanto tempo no banco de suplentes. Foi quando deu o passo que mudou a sua vida. Aproveitando o facto de viver no mesmo prédio do treinador britânico e demasiado tímido para o abordar directamente, Villas-Boas decidiu escrever uma carta a explicar as razões do seu descontentamento e colocá-la na caixa de correio de Robson.

E o antigo seleccionador inglês gostou do que leu, já que, alguns dias depois, falou com o miúdo André e desafiou-o a começar a recolher dados estatísticos dos jogos do FC Porto para comprovar as suas teorias sobre Domingos. E os relatórios elaborados por Villas-Boas eram tão completos que Robson o convidou a estagiar nas equipas técnicas das camadas jovens do clube portista, além de convencer a começar a tirar o curso de treinador de futebol.

Dois anos depois, Bobby Robson e José Mourinho rumaram ao FC Barcelona, mas Villas-Boas continuou a trabalhar nos escalões de formação do FC Porto onde, em 2002, voltaria a encontrar José Mourinho.

Ainda não era o Special One, mas Mourinho dava os primeiros passos rumo ao estrelato e contava com Villas-Boas para lhe dar uma mãozinha. Responsável pela observação dos adversários, viveu de perto as vitórias na Taça UEFA (2003) e na Liga dos Campeões (2004), mantendo-se nas equipas técnicas de Mourinho durante as passagens pelo Chelsea e Inter de Milão.

Mas Villas-Boas queria mais e, em Outubro de 2009, tornou-se treinador principal da Académica, mantendo a equipa de Coimbra no principal escalão do futebol português e, mais importante do que isso, colocando os estudantes a jogar um futebol atractivo.

Despertou o interesse do Sporting e do FC Porto, acabando por rumar ao Dragão onde procura, agora, seguir os passos dos seus dois grandes mentores. Tanto Bobby Robson, falecido em 2009, como José Mourinho foram bicampeões no FC Porto, uma coincidência que André Villas-Boas não se importaria, certamente, de repetir, mas com um estilo muito próprio.

É que, enquanto grande parte dos treinadores tem como objectivo treinar nas grandes ligas europeias, o treinador portista pensa noutras paragens para o seu futuro. “Gostava de treinar na Argentina, no Chile e no Japão”, disse, recentemente, André Villas-Boas. Mas esses objectivos ficam para mais tarde. Agora, é tempo de procurar manter o registo 100 por cento vitorioso no FC Porto e, quem sabe, igualar os títulos obtidos pelos dois mestres na Cidade Invicta.

in "fifa.com"

Villas Boas conta 40 jogos

O treinador atinge marca redonda na carreira, esta noite. Pode celebrar 21.º triunfo como técnico principal, entre Académica e FC Porto. Vai atrás da 10.ª vitória consecutiva na época.

A recepção ao Olhanense coincide com um número redondo na curta carreira do treinador do FC Porto. Será o 40.º jogo de André Villas Boas como técnico principal, ele que se estreou na função em Outubro do ano passado, quando assumiu a orientação do plantel da Académica, ocupando, então, o lugar inicialmente preenchido por Rogério Gonçalves.

O jovem André (completa 33 anos no próximo dia 17) vai moralizado e feliz da vida com a experiência no FC Porto, onde ainda só sabe o que é vencer jogos, numa entrada brutal na temporada, com nove vitórias em nove encontros oficiais. Hoje, frente aos algarvios, poderá arredondar o saldo da felicidade a uma dezena de triunfos e, muito naturalmente, o objectivo dos portistas será única e exclusivamente esse: abater, também, o adversário de Olhão.

Seja como for, para Villas Boas o encontro desta noite já leva um selo diferente, porque será o 40.º da carreira de André como treinador principal. O contador não pára e cada desafio que passa é mais um factor de conhecimento a juntar à experiência ainda curta de Villas Boas no posto de comandante e, mais do que isso, na grande montra que é o FC Porto.

Numa profunda viragem de ciclo no clube, o treinador emerge como o exemplo gritante da mudança. Aposta mais ou menos surpreende da SAD azul e branca, André Villas Boas segue numa rota de sucessos, conhecedor do clube, portista de coração, mentalizado para todas as responsabilidades que o cargo impõe e, como tem vindo a dizer, consciente de que a sequência de resultados positivos pode ser quebrada a qualquer momento.

Mas o desejo do técnico é, obviamente, prolongar ao máximo o prazer das vitórias. Frente ao Olhanense, não há dúvidas sobre a inclinação da balança do favoritismo, e a confirmação desta ideia corresponderá, para Villas Boas, ao 21.º triunfo na carreira. As duas dezenas certinhas foram alcançadas na segunda-feira passada na Choupana, em casa do Nacional.

in "abola.pt"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Rafa estreia-se nas convocatórias

A estreia de Rafa é a principal novidade da convocatória do FC Porto para o desafio da 6.ª jornada do campeonato. A equipa de André Villas-Boas defronta o Olhanense este sábado, às 21h15, no Estádio do Dragão.

Em relação à partida anterior, saem Cristian Rodríguez e Sapunaru.

O plantel fechou a preparação do encontro frente aos algarvios esta sexta-feira, no Olival. Mariano voltou a fazer treino condicionado.

Lista de convocados: Helton, Maicon, Alvaro, Belluschi, João Moutinho, Falcao, Hulk, Fucile, Rolando, Rafa, Varela, Walter, Souza, Beto, Fernando, Ukra, Rúben Micael e Otamendi.
 
in "fcp.pt"

Dragão remata muito e evita que os adversários o façam

As estatísticas oficiais da Liga garantem que, em termos absolutos, o FC Porto é a equipa mais rematadora do campeonato, mas não é aí que se quer chegar. Ou, dito de outra forma, não foi só aí que André Villas-Boas quis chegar ontem na conferência de Imprensa. "Estamos satisfeitos com a nossa organização, que é suficiente para criar um número importante de oportunidades e reduzir as do adversário. Se não me engano, o Nacional teve quatro, o Braga seis remates à baliza, a Naval também e o Beira-Mar pouco mais do que isso". As estatísticas oficiais da Liga - repita-se: estatísticas oficiais da Liga - garantem que Villas-Boas está enganado, porque o saldo das oportunidades criadas pelo adversário é-lhe ainda mais favorável do que aquele que apresentou de cabeça. Basta espreitar o quadro aqui ao lado.

Naval, Beira-Mar, Rio Ave, Braga e Nacional, por esta ordem, enfrentaram uma verdadeira força de bloqueio quando se cruzaram com o FC Porto. Como também se pode ver no quadro, e no que toca a remates à baliza, ficaram quase todos abaixo do que foi normal nos outros jogos que já fizeram. O Braga é a excepção, porque, conforme se percebe pelos números oficiais, rematou ainda menos em Setúbal. Em todo o caso, convém lembrar que Domingos poupou nesse jogo cinco jogadores da estrutura nuclear por causa da eliminatória de acesso à Champions, com o Sevilha.

Mesmo que se ache natural um adversário rematar menos contra o FC Porto, que costuma ter a iniciativa de jogo, do que contra outras equipas, não deixa de ser curioso isolar o caso do Nacional: não fez um único remate à baliza no jogo com os portistas (embora tenha tentado acertar 10 vezes com o alvo) quando, contra o Benfica, tinha conseguido oito disparos bem enquadrados com o alvo.

No balanço dos equilíbrios da equipa, o FC Porto tem conseguido uma eficácia em dois sentidos: a rematar, embora esteja longe de acertar sempre onde quer, e a evitar que os outros o façam. E, numa conclusão óbvia, evitar os remates dos outros é garantir meio caminho para uma vitória. Aliás, em cinco jogos, os portistas sofreram apenas dois golos...

Tendência crescente para acertar na baliza

A estatística oficial da Liga faz uma distinção entre remates, independentemente de acertarem no alvo ou no quintal da vizinha, e remates à baliza. Neste particular, o dos remates à baliza, a tendência do FC Porto tem sido melhorar na pontaria. A regra encravou em Vila do Conde mas recompôs-se, conforme se percebe pelos números das jornadas: Naval (4), Beira-Mar (6), Rio Ave (3), Braga (8) e Nacional (10). Em golos: Naval (1), Beira-Mar (3), Rio Ave (2), Braga (3), Nacional (2

Números

A leitura do quadro aqui ao lado é simples: em cima, estão os adversários que já se cruzaram com o FC Porto, e na vertical os remates à baliza que fizeram nos respectivos jogos, com natural destaque para o confronto com o FC Porto. Por exemplo: o Nacional, o último a enfrentar os dragões, não fez um único remate à baliza portista, quando, por exemplo, tinha conseguido 8 contra Benfica e Rio Ave; 3 com o Guimarães e 6 com o Leiria. Está tudo aqui ao lado.

in "ojogo.pt"

Selecção e Taça de Portugal permitem período de gestão

Com uma recta final de Setembro sobrecarregada com dois jogos (Olhanense e CSKA de Sófia), mais um início de Outubro complicado com a deslocação do FC Porto a Guimarães, André Villas-Boas vai aproveitar o período de paragem do campeonato - entre 4 e 16 de Outubro - para os compromissos da Selecção Nacional na fase de apuramento para o Euro'2012, para gerir o desgaste do plantel. Nesse sentido, se pensarmos nos jogadores mais utilizados (Helton, Álvaro Pereira, Maicon, Rolando, Fernando, João Moutinho, Hulk e Falcao) esta será a oportunidade ideal para que alguns possam "levantar o pé" no jogo da Taça de Portugal previsto para 16 de Outubro e cujo adversário só será conhecido após o sorteio marcado para 27 de Setembro. Villas-Boas não tem mexido numa equipa que vem vencendo há nove jogos consecutivos, esta época, pelo que a Taça de Portugal deverá ser uma janela de oportunidade para muitos como Beto, Sereno, Otamendi, Emídio Rafael, Guarín, Fucile, Rúben Micael, Souza, Castro, Ukra, James e Walter, cujo tempo de jogo é ainda nulo ou pouco significativo. Nos casos de Otamendi, Sereno, Emídio Rafael e James, a Taça poderá ser palco para uma estreia de azul e branco em jogos oficiais, se o técnico não recorrer a eles até lá. No caso de Guarín, que regressou recentemente de lesão, e até de Mariano que, tudo aponta, poderá regressar em Outubro, esta também poderá ser uma oportunidade a agarrar.

in "ojogo.pt"

Uruguai: Fucile, Álvaro Pereira e Rodriguez convocados

Os portistas Fucile, Álvaro Pereira, e Cristian Rodriguez, foram esta quinta-feira convocados para representar a selecção do Uruguai nos dois jogos particulares que a Celeste vai realizar em breve. A selecção uruguaia defronta a Indonésia, a 8 de Outubro, e a China, 12 de Outubro.

O lote de convocados do seleccionador Os portistas Fucile, Álvaro Pereira, e Cristian Rodriguez, mais o benfiquista Maxi Pereira foram esta quinta-feira convocados para representar a selecção do Uruguai nos dois jogos particulares que a Celeste vai realizar em breve. A selecção uruguaia defronta a Indonésia, a 8 de Outubro, e a China, 12 de Outubro.

O lote de convocados do seleccionador Óscar Tabarez inclui 25 jogadores e os quatro atletas a actuar em Portugal repetem a convocatória do final de Julho, logo após o Mundial, para o amigável com Angola. A maior surpresa é a estreia do jovem médio Gastón Ramírez, que esta temporada defende o Bologna.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Muslera (Lázio) e Castillo (Deportivo Cali);

Defesas: Fucile (F.C. Porto), Maxi Pereira (Benfica), Martín Cáceres (Sevilha), Diego Godín (At. Madrid), Lugano (Fenerbahçe), Andrés Scotti (Colo Colo), Carlos Valdez (Siena), Mauricio Victorino (Univ. Chile) e Álvaro Pereira (F.C. Porto).

Médios: Eguren (Sp. Gijón), Gargano (Nápoles), Álvaro González (Lázio), Ignacio González (Levante), Diego Pérez (Bologna), Gastón Ramírez (Bologna), Cristián Rodríguez (F.C. Porto) e Jorge Rodríguez (Jaguares).

Avançados: Sebastián Abreu (Botafogo), Cavani (Nápoles), Sebastián Fernández (Málaga), Diego Forlán (At. Madri), Abel Hernández (Palermo) e Luis Suárez (Ajax).


As boas vibrações do treinador do F. C. Porto

Villas-Boas vive os jogos de forma intensa: grita, gesticula, procura o melhor ângulo para ver as jogadas e corrige os posicionamentos. Nunca está com as mãos nos bolsos. E esse comportamento irreverente já mereceu um conselho do antecessor Jesualdo Ferreira.

Quando a equipa do F. C. Porto está a jogar, André Villas-Boas nunca está sentado no banco de suplentes. Mantém-se de pé, quase colado à linha técnica e sempre em movimentos frenéticos. Vibra com as jogadas e as incidências do desafio, não pára quieto um segundo, está sempre a intervir, a falar com os jogadores e a dar conselhos. “Tem a ver com a minha frescura física e irreverência. Aos 32 anos, posso correr mais um bocadinho. São modos de expressão. O mais importante é manter a clarividência de pensamento e, se calhar, não ser deixado levar pela emoção”, explicou o técnico. E é isso que tenta fazer.

Na época passada, quando estava na Académica, o comportamento do treinador mereceu um conselho de Jesualdo Ferreira. Na altura, o F. C. Porto jogava em Coimbra, onde os estudantes estiveram a vencer por um golo. Mas os dragões empataram e, ao intervalo, houve uma discussão acesa entre o ex-adjunto portista, José Gomes, e o então treinador da Académica. A três minutos do fim, os dragões garantiram o triunfo, por 2-1, graças à pontaria Rodríguez, o que provocou um profundo sentimento de frustração no técnico.

“Recordo, amigavelmente, as palavras que Jesualdo Ferreira partilhou comigo, na época passada, depois desse jogo entre a Académica e o F. C. Porto. Disse-me que, para se manter a clarividência, é importante não se deixar levar pela emoção do jogo. São palavras válidas que registei”, conta Villas-Boas, sobre a conversa com o seu antecessor e agora treinador do Málaga. “Não é que me deixasse levar pela emoção, mas nesse jogo vi-me com hipóteses de aguentar aquele resultado de 1-1 até ao fim”. Amanhã, frente ao Olhanense, há novo espectáculo na linha lateral...

in "jn.pt"

Carrossel competitivo abre equipa

Mobilização geral no dragão. É chegado o tempo de André Villas Boas accionar de vez o plano de rotatividade na equipa, dado o calendário começar a apertar.

Não tanto para já, embora os próximos três desafios - antes do interregno do campeonato para mais uma jornada das selecções para o Europeu de 2012 - tenham entre si um tempo de recuperação extremamente curto, resumido a três dias, mas sobretudo a partir do dia 17 de Outubro, na terceira eliminatória da Taça de Portugal, onde o FC Porto, e não só, entra já em competição, desconhecendo-se por enquanto o adversário que irá defrontar.

«Vem aí um mês complicado», admitiu ontem na conferência de Imprensa Villas Boas, sem esquecer que neste, em Setembro, depois de defrontar amanhã o Olhanense, a equipa portista tem duas complicadas deslocações aos estádios do CSKA de Sofia e do V. Guimarães. «Vamos fazer mudanças, e em todos os sectores, sob pena de a equipa poder vir a acusar algum cansaço». Quando é que começará a operar as mudanças é que não revelou. É segredo, tão secreto como as combinações que terá já em mente.

A partir de 17 de Outubro, e até 7 de Novembro, data em que tem lugar no Dragão o palpitante duelo com o Benfica, a formação de Villas Boas terá de fazer 22 jogos, também com três dias de intervalo entre os respectivos encontros, um deles em Istambul, com o Besiktas, a 21 de Outubro, daí que da partida da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal possa vir a ser antecipada.

E é este carrossel diabólico de jogos que obrigará o treinador portista a abrir mão das suas habituais escolhas, o que poderá comprometer o processo de mecanização do novos processos de jogo. Em contrapartida, também permitirá (re)descobrir diferentes combinações e soluções, assim como oferecer novas oportunidades a jogadores que estão longe de se constituírem como segunda linha, pelotão de elite que tem ficado de fora ou é ainda pouco utilizado, como Rúben Micael, Souza, Rodriguez, Guarín, Fucile, Ukra.

E depois ainda sobram os outros, aqueles que nem sequer ainda se estrearam na Liga: Otamendi, Walter, Castro, James. Só para referir os nomes mais sonantes, porque estão ainda de prevenção Sereno, Emídio Rafael e, lá mais para a frente, quando se encontrar em condições, Mariano...

Portanto, e mesmo que a gestão de uma equipa seja sempre algo muito complexo, que mexe com tudo e com todos, Villas Boas nem se pode queixar por aí além nesta hora de abrir a equipa à rotação de jogadores. É que nem sequer tem uma segunda linha definida. São quase todos de primeira!
 
in "abola.pt"

Moutinho. Finalmente, o lugar de Deco entregue numa bandeja


"Vou dar o máximo no FC Porto, tal como nos clubes onde passei." Depois da vitória frente ao Nacional, foi com esta ideia que João Moutinho limpou o seu passado recente no Sporting. Os últimos tempos foram obscuros; o capitão estava lá mas não estava, parecia uma cópia daquele miúdo imparável que José Peseiro lançou em 2004/05 e Paulo Bento, depois, tornou o mais sério caso de regularidade no futebol nacional - para falhar um jogo tinha de estar castigado e com febre (2008/09, Belenenses). Agora, na selecção, Moutinho voltará a ter a mesma importância, e só não será o dez indiscutível no novo núcleo se não agarrar a oportunidade que Paulo Bento lhe vai oferecer numa bandeja.

O novo seleccionador - passou ontem na Federação para assinar contrato e será hoje apresentado - saiu do Sporting em Novembro de 2009 e com ele levou um pedaço de Moutinho. A partir daí o médio ofensivo entrou em descrença e deu instruções ao seu empresário para lhe encontrar um clube no estrangeiro. Voltava a ganhar força aquele desejo de ir para qualquer lado, até para a Rússia (Zenit, onde já estava o amigo Danny), ou então encontrar um clube do segundo pelotão de Inglaterra, como o Everton. Aliás, o Everton tinha sido a razão do único confronto Bento vs. Moutinho, depois de o jogador ter surpreendido com o desejo de saída para os Toffees, mas até isso o implacável Paulo Bento lhe perdoou, em consequência de uma admiração que vinha do tempo dos juniores, onde coincidiram e desenvolveram a confiança suficiente para, mais tarde, o técnico ordenar o jovem futebolista algarvio num dos mais jovens capitães de sempre do clube. Moutinho era a extensão de Bento dentro do campo e sem ele o miúdo sentiu-se um órfão.

Com ou sem razão, a verdade é que João Moutinho baixou de rendimento e, com Carlos Carvalhal, conseguiu ficar fora da convocatória para o Mundial da África do Sul. Scolari até o tinha tornado titular no Euro'2008, mas Carlos Queiroz não viu o mesmo jogador dois anos mais tarde. Moutinho bateu no fundo e só se ergueu com a estrondosa transferência para o FC Porto, onde reencontrou o rendimento e as condições para voltar à selecção. Esse regresso veste agora as condições perfeitas para ser bem sucedido, porque ocorre na presença do treinador melhor o conhece.

A BASE Portugal perdeu Deco - número dez que assegurou o Euro'2004, o Mundial-2006, o Euro'2008 e o Mundial-2010 - e o plano Bento passa por fazer de João Moutinho o sucessor. É ele que é considerado o principal playmaker no novo núcleo duro que se desenha, onde estão nomes incontornáveis para o futuro: Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Pepe são os defesas mais importantes; Raul Meireles e João Moutinho assumem-se como os médios indiscutíveis; no ataque, Nani e Cristiano Ronaldo são os nomes incontornáveis. Nesta base nasce a equipa que se pretende capaz de assegurar duas vitórias no imediato (Dinamarca e Islândia - até amanhã Paulo Bento tem já de enviar a pré-convocatória para esta dupla operação) e depois garantir o apuramento para o Europeu da Polónia e Ucrânia, em 2012.

Paulo Bento tem um defesa esquerdo escolhido - Fábio Coentrão -, mas precisa de resolver o problema à direita. Paulo Ferreira e Miguel abandonaram, Bosingwa continua indisponível e apenas Sílvio (Sporting de Braga) parece ser opção. Mas irá nascer uma oportunidade para João Pereira (Sporting)? No meio-campo, a estrutura pode ser composta com Tiago (A. Madrid) e Manuel Fernandes (Valência), mas é conhecida a admiração que Paulo Bento tem por Miguel Veloso, de quem fez um trinco em Alvalade. No ataque, Quaresma, Liedson e Danny estão à espera de uma chamada. Quem não deve ter oportunidade, está visto, é Carlos Martins. Ao contrário de Moutinho, para este nada podia ser pior que Paulo Bento.
 
in "ionline.pt"

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Villas-Boas: «Vítor Pereira abriu um grave precedente»

O treinador do FC Porto, André Villas-Boas, criticou a tomada de posição de Vítor Pereira. O presidente da Comissão de Arbitragem convocou uma conferência de imprensa na passada terça-feira para analisar os lances mais polémicos até à 5.ª jornada da Liga Zon Sagres e admitiu alguns erros de arbitragem no V. Guimarães-Benfica, um encontro muito contestado pelos encarnados.

"Abrir um precedente tão grave parece-me muito perigoso. Chegará o dia em que nos sentiremos injustiçados e iremos exigir o mesmo. Mas quem diz o FC Porto, diz outro clube qualquer. É melhor que se prepare para o fazer mais vezes", apontou o timoneiro dos dragões em conferência de imprensa.

"Não me parece que esse jogo tenha sido tão mau quanto isso e que seja suficiente para abrir um precedente. Que se faça também à 10.ª jornada um levantamento e que se tratem todos os clubes da mesma maneira", acrescentou, desafiando as águias a pedir a repetição do jogo na Cidade Berço.

"Se calhar, caíndo um pouco no ridiculo, será que o Benfica se sente suficientemente injustiçado para mandar repetir o jogo? Estarão com vergonha de o pedir?", questiona o jovem técnico.

4 penáltis

Os campeões nacionais reclamam também de quatro penáltis perdoados ao FC Porto. No entender de Villas-Boas, foram lances sem influência no desfecho final.

"Mesmo nesses erros que o Benfica aponta, o FC Porto acabaria sempre por ganhar esses jogos", sublinhou, rematando em seguida. "O refúgio será sempre o mesmo e convém dar-lhe sustentação. O FC Porto refugia-se na sua organização, que é forte."

Villas-Boas: «Coloquei-me à disposição de Paulo Bento»



VILLAS-BOAS ELOGIA O NOVO SELECIONADOR
 
André Villas-Boas mostrou-se disponível para prestar toda a ajuda ao novo selecionador nacional, Paulo Bento. "Foi uma ótima escolha. Já tive oportunidade de o saudar e dar-lhe os parabéns. Coloquei-me à sua disposição e ele fez o mesmo", contou o técnico do FC Porto.

Sobre a situação de Portugal no apuramento para o Euro'2012, Villas-Boas não esconde que a situação é difícil mas acredita que a Seleção Nacional estará presente na Polónia e na Ucrânia. "Ainda estamos numa fase prematura, tal como sucede na Liga e Liga Europa. Mas concordo com ele quando diz que o espaço de manobra é pequeno", referiu.

Na sua apresentação, Paulo Bento afirmou que a seleção "tem de dar mais antes de pedir apoio", opinião corroborada por Villas-Boas. "Está numa fase em que tem de dar mais do que receber e acredito que terá de ganhar todos os jogos", frisa.

Villas-Boas: «Defendo um determinado tipo de espetáculo»



GOSTAVA QUE O OLHANENSE JOGASSE AO ATAQUE
 
Na antevisão ao jogo com o Olhanense, da 6.ª jornada da Liga, André Villas-Boas comentou a possibilidade de os algarvios trazerem o autocarro para o Dragão para defrontar a formação da Invicta.

"Acho que o jogo vai depender muito da forma como eles vierem jogar. Ou chegam de olhos nos olhos, a querer jogar para o espetáculo, ou com a organização que levaram para Alvalade. Qualquer esquema é valido, agora eu defendo um determinado tipo de espetáculo. Gosto de equipas que se defrontam olhos nos olhos", referiu o jovem treinador, citando o seu exemplo.

"Fiz assim na Académica, umas vezes saiu bem, outras mal. Pode ser um jogo extremamente difícil para nós se a abordagem for esperar pelo adversário. Mas não critico esse estilo de jogo", assegura.

In "record.pt"
 

Primeiro jogo para acertar contas passadas

Sem adversários directos por perto na frente do campeonato, o confronto do FC Porto faz-se com ele próprio, por comparação com a época passada. Nesse contexto, o jogo deste sábado apresenta-se como a primeira vez que André Villas-Boas parte para um desafio da Liga com o objectivo de melhorar um resultado conquistado na temporada transacta. Passa-se a explicar: o FC Porto repetiu as vitórias do ano passado com os quatro adversários que já defrontou durante a actual edição do campeonato - e nesta comparação não entra o Beira-Mar, que jogou na segunda Liga - e até está menos concretizador na comparação: marcou 13 golos, contra os oito desta época, e os mesmos dois sofridos.

Com Jesualdo Ferreira, os portistas também venceram o Braga no Dragão, a Naval na Figueira, o Rio Ave em Vila do Conde e o Nacional na Madeira. Mas não venceram o Olhanense, o adversário que se segue. A formação algarvia foi ao Estádio do Dragão empatar (2-2) no dia 6 de Março, com Castro e Ukra do outro lado e Jorge Costa a comandar uma equipa que terminou o campeonato no 13º lugar. Pois bem, este ano o Olhanense apresenta-se moralizado pelo terceiro lugar, ainda sem derrotas e com um empate (0-0) arrancado em Alvalade ainda bem fresquinho na memória.

Curiosamente, o Olhanense foi também o último adversário a impedir que o FC Porto vencesse um jogo no campeonato; e já lá vão 13 consecutivos desde que os algarvios foram ao Dragão roubar dois pontos...

Mais de seis meses depois, o FC Porto parte para este encontro motivado pela tentativa de conquistar o 20º triunfo seguido em todas as competições, juntar a 10ª vitória da época em outros tantos jogos, mas também para ganhar dois pontos relativamente à última época.

Meio ano, meia equipa nova

Em pouco mais de meio ano, porque a última vez que FC Porto e Olhanense se cruzaram, no Dragão, foi a 6 de Março, muito mudou no onze principal dos dragões. Na verdade, sobreviveram apenas cinco jogadores, transitando directamente para a espinha dorsal da equipa que tem sido mais vezes utilizada por Villas-Boas.

É justo lembrar, em todo o caso, que no tal jogo de Março último Jesualdo Ferreira não pôde contar com Rolando e Fernando, para além de Hulk, que ainda cumpria castigo. Maicon, agora indiscutível, foi titular, fazendo dupla com Bruno Alves; Tomás Costa substituiu Fernando e Mariano desempenhava o papel de Hulk.

Mesmo que André Villas-Boas tenha algumas surpresas na manga, porque há jogadores cansados e considerando o bom rendimento de alguns dos que habitualmente começam no banco, dando-lhe margem para mudar, é certo que, comparando com o último jogo, será um FC Porto diferente. Da defesa ao ataque.

André Villas-Boas também encalhou com o Olhanense

O FC Porto empatou na recepção ao Olhanense, mas André Villas-Boas também. Na última temporada, ainda em Coimbra, a equipa algarvia conseguiu arrancar um empate (1-1) frente à Académica de Villas-Boas. Para além da "vingança" colectiva, haverá também a tentativa de um acerto de contas mais pessoal, uma vez que o Olhanense é uma das equipas que o jovem treinador do FC Porto ainda não conseguiu vencer em Portugal.

in "ojogo.pt"

Castro e Ukra mudam de lado

Castro e Ukra são duas referências óbvias na semana do jogo com o Olhanense. Afinal de contas, durante dois anos eles fizeram parte dos alicerces da equipa liderada por Jorge Costa. Subiram de divisão e ajudaram a aguentar os algarvios no escalão principal à custa de um rendimento que valeu a ambos uma entrada directa para o plantel de Villas-Boas. Os números não enganam: Castro e Ukra foram os jogadores do Olhanense mais utilizados no último campeonato. Os dois estiveram em 28 dos 30 jogos e foram sempre titulares, com o médio a acumular 2440 minutos de rodagem e o extremo a ficar-lhe atrás por apenas sete minutos (2433). Outro número reforça a importância de ambos: Castro marcou seis golos, Ukra um, sobressaindo, porém, nas assistências.

Apesar dos registos da última época e de exibições que lhes garantiram elogios frequentes, os dois esperam ainda por uma oportunidade a sério para mostrar o mesmo no Dragão. Ukra já foi titular em dois jogos - na Bélgica, com o Genk, e em casa com o Beira-Mar. Mas aquela que poderia ter sido uma rampa de lançamento acabou por ser interrompida por uma lesão logo no primeiro minuto do jogo com os aveirenses. Um azar que obrigou o extremo a uma intervenção cirúrgica e a partir novamente do zero, tendo reentrado agora nas convocatórias.

Castro espera pela estreia no campeonato, mas já saltou duas vezes do banco, ambas no Dragão e a contar para a Liga Europa, primeiro com o Genk e depois com o Rapid Viena.

Um e outro reencontram agora o Olhanense do outro lado depois de em Março terem contribuído para um empate que afastou o FC Porto do título e também da Champions.




Beira-Mar, uma vítima nova

Nos cinco jogos já disputados, o Beira-Mar foi o único adversário novo em comparação com a época passada. Os aveirenses, que este ano subiram de divisão, visitaram o estádio do FC Porto à segunda jornada e acabaram goleados. Falcao bisou, pelo meio Belluschi também marcou num jogo que começou acidentado: Ukra, que substituía Hulk no onze, lesionou-se no primeiro minuto e acabou mesmo operado.

in "ojogo.pt"

Villas-Boas já avista o pódio

REGISTO DE JESUALDO PODE SER ULTRAPASSADO
 
O fulgurante arranque do FC Porto na corrente edição da Liga tem sido alvo de muitas análises. Contudo, o que começou por ser um mero pormenor estatístico vai tornar-se agora num objetivo ou, se preferirem, numa motivação extra para jogadores e equipa técnica. Caso o FC Porto vença o Olhanense no próximo sábado, o arranque neste campeonato terá entrada direta no pódio dos melhores da história do clube.

Partindo do pressuposto de vitória sobre o clube algarvio, os dragões de André Villas-Boas somam o 6.º triunfo consecutivo na Liga e juntam-se aos de Artur Jorge (1990/91), no 3.º lugar. No horizonte, mas ainda ao alcance, só ficarão os registos conseguidos por Jesualdo Ferreira (2007/08) e Miguel Siska (1939/40).

Resta agora saber até onde vai esta campanha vitoriosa do FC Porto no campeonato, sendo certo que para conseguir o melhor registo da história do clube, a equipa liderada por André Villas-Boas terá de, entre outros, vencer o Benfica no Dragão (10.ª jornada) e o Sporting em Alvalade (12.ª). Por outro lado, o 2.º lugar deste ranking, que pertence a Jesualdo Ferreira, poderá ser ultrapassado ainda antes dos confrontos com os eternos rivais. “Basta” vencer Olhanense (c), V. Guimarães (f), U. Leiria (c) e Académica (f).

De resto, e já depois de ter ultrapassado os arranques de José Mourinho – empatou na 1.ª ronda de 2002/03 e na 2.ª de 2003/04 –, a vitória na Choupana permitiu a Villas-Boas igualar o seu mestre. Em 1994/95, o FC Porto de Bobby Robson só cedeu pontos na 6.ª jornada. O aluno vai superar o mestre? As dúvidas serão desfeitas em breve.

in "record.pt"

O sector das danças

É NO MIOLO QUE VILLAS-BOAS MAIS MEXE NOS JOGOS
 
Souza e Ruben Micael são os jogadores que partilham o estatuto de suplentes mais vezes utilizados por André Villas-Boas. É, portanto, no meio-campo que o treinador mais vezes mexe no decorrer dos jogos, apesar da confiança cega que deposita no trio composto por Fernando, Belluschi e João Moutinho.

Esteja o FC Porto empatado ou a vencer – Villas-Boas só esteve em desvantagem no jogo com o Sp. Braga, mas nesses momentos não fez qualquer substituição –, está mais do que visto que é a partir do miolo que o treinador tenta melhorar a equipa ou torná-la mais compacta para segurar o resultado. Outro fator que faz com que o meio-campo seja o sector das danças tem diretamente a ver com a tendência do técnico em trocar o 4x3x3 pelo 4x4x2 losango, no decorrer das partidas.

Em todo o caso, apesar de serem os médios que mais saltam do banco para o campo, isso não quer dizer que o contrário se verifique. Fernando, por exemplo, é um dos totalistas do plantel. Muitas vezes, nessa mudança tática que tem vindo a operar, Villas-Boas opta por tirar um avançado para colocar um centro-campista.

in "record.pt"