domingo, 5 de setembro de 2010

Hulk: "Ano de raiva? Não, ano de felicidade"

Em quatro jogos, marcou seis golos. Juntou-lhes exibições convincentes e, devidamente contextualizada, a imagem parecia encaixar que nem uma luva: este é um Hulk de raiva, a explodir nos relvados e a vingar o castigo da última época. A conclusão fazia sentido até Hulk garantir que não é bem assim. Sem esconder que lhe foi difícil engolir os meses de afastamento a que esteve sujeito, o brasileiro diz que se tem visto apenas prazer puro de jogar à bola. Sem ressentimentos e com várias coisas boas atreladas: confiança, motivação, a nova convocatória para a selecção e os tais golos. Muitos. Ele quer marcar mais e quer também recuperar o título de campeão.

Começou a época em grande forma. Este é um ano de raiva por causa do que lhe aconteceu no ano passado?

Nada disso, é um ano de grande felicidade. Quem me conhece sabe que a melhor coisa que me pode acontecer é jogar à bola. Adoro o meu trabalho. Infelizmente, na época passada fiquei muito tempo sem poder jogar, e isso prejudicou-me bastante. Fiquei muito triste por não fazer aquilo de que gosto e também porque não podia ajudar a equipa. Mas isso já passou…

E o que lhe passou pela cabeça nessa altura?

Foi um momento muito complicado, foi uma barra [situação difícil]. É em momentos como aqueles que vemos realmente com quem podemos contar; os meus amigos, a minha família. Houve muito gente que me motivou, que me aconselhou a não deixar de trabalhar da mesma forma, porque sabia que a verdade acaba sempre por prevalecer. Foi difícil, mas foi também um momento de superação a nível individual. Aliás, ainda na época passada o Jesualdo Ferreira deu-me os parabéns pela forma como trabalhei durante esse período. Mesmo sem jogar, nunca deixei de treinar forte, era sempre o primeiro a entrar no campo e o último a sair, porque sabia que tinha de regressar bem, como regressei. Foi duro, mas passou, e agora só quero pensar nas coisas boas.

A propósito de coisas boas: marcou seis golos em quatro jogos. Significa que vamos ter um Hulk goleador?

Antes de falar dos golos, vou falar do meu principal objectivo para esta época: quero voltar a ser campeão pelo FC Porto. É isso que me interessa depois de um ano em que não conseguimos vencer o campeonato e durante o qual estive muito tempo sem competir. Quero trabalhar bem para estar sempre à disposição do treinador. Mas, sem dúvida, sinto ter condições para marcar mais golos do que nas épocas anteriores. Vou caprichar para marcar mais. Quando se ganha, a sensação é muito boa, mas quando se ganha com um golo marcado, sabe ainda melhor.

E acha que pode rivalizar com Falcao nos golos?

Isso não é muito importante para nós; o que interessa é que a equipa vença e esteja sempre no primeiro lugar do campeonato. Depois, se for eu a marcar, o Falcao, o Rolando ou o Varela, é igual. Aliás, até pode ser o Helton a marcar os golos, desde que a equipa vença.

Tem rematado melhor: é jeito ou é a bola que ajuda?

A bola é diferente das outras, e os guarda-redes falaram muito sobre o assunto durante o Campeonato do Mundo. É uma bola boa para rematar, mas também é preciso trabalhar para rematar bem, porque sem trabalho não há bola que ajude. Tenho treinado muito os lances de bola parada, porque são cada vez mais importantes no futebol, mas tenho de reconhecer que a bola também ajuda ao sucesso dos avançados.

Para quando um golo de cabeça?

No Japão, ainda cheguei a marcar dois golos de cabeça, mas não sou um jogador de área, por isso não tenho muitas oportunidades para concluir no ar. Apesar disso, estou a trabalhar nisso e espero marcar pelo menos um golo de cabeça durante esta época, nem que seja para variar um pouco [risos].

Que expectativas alimenta neste regresso à selecção brasileira?

Neste momento são as melhores possíveis. O meu objectivo é chegar aqui e fazer um bom trabalho para convencer o seleccionador. Tenho de agarrar esta oportunidade com as duas mãos, não a posso deixar escapar. Felizmente está tudo a correr bem, até porque o ambiente na selecção é muito bom.

A concorrência é forte...

Quando se fala da selecção brasileira, fala-se dos melhores jogadores do mundo. Estou feliz por ter sido chamado e acho que tenho qualidades para continuar por cá, apesar de reconhecer que existe uma grande concorrência para tão poucos lugares.

Objectivo a longo prazo: Mundial'2014, que será no Brasil. Já se imaginou nessa convocatória?

Sem dúvida que sim, mas ainda falta muito e, em quatro anos, tudo pode mudar. Não posso pensar no amanhã sem trabalhar no dia de hoje. O que me interessa é o momento actual e, felizmente, este início de época está a correr da melhor forma possível tanto para mim como para o FC Porto. Vou dar o melhor em todos os momentos no FC Porto, até porque sei que só assim poderei continuar na selecção.

Tem, como objectivo a longo prazo, experimentar outros campeonatos?

Todos os jogadores pensam em subir na carreira. No ano passado, o facto de ter estado muito tempo sem jogar prejudicou-me. Tinha o objectivo de jogar o Mundial; sei que era difícil lá estar, mas não era impossível. Com o castigo, acabou o sonho. Por isso, agora o que me interessa é estar sempre a jogar, e vou esperar pelo momento certo para dar um passo em frente. Espero dar o meu melhor no FC Porto para sermos campeões, e depois logo se vê. Se não sair, ficarei na mesma feliz no FC Porto.

Como têm sido os primeiros tempos de Villas-Boas? É muito diferente de Jesualdo?

Cada treinador tem a sua forma de trabalhar, mas, como já referi várias vezes, sempre me dei muito bem com o professor Jesualdo. Quanto ao André Villas-Boas, sente-se que é um grande treinador e, apesar de ser novo, é muito experiente no que faz. É um treinador que procura dar sempre atenção a todos os jogadores, independentemente de quem seja. Ele não olha a nomes e conversa com todos da mesma forma.

Sente que o FC Porto está mais forte e vai ser campeão?

É o que eu mais quero. Apesar de estarmos no primeiro lugar, não podemos abrandar, porque se o fizermos, vamos perder pontos. Temos de continuar a trabalhar da mesma forma, não podemos relaxar, porque há grandes equipas no campeonato português. Sinto que temos tudo o que é necessário para sermos campeões novamente.

As saídas de Meireles e Bruno Alves não fragilizam?

Estamos a falar de dois grandes jogadores, do mais alto nível. O Bruno Alves é um dos melhores defesas-centrais do mundo, mas o Maicon também está a trabalhar bem e tem feito uma grande dupla com o Rolando. Espero que mantenha esse nível. No meio-campo, veio o João Moutinho, temos o Belluschi, que está muito bem, o Souza, que se adaptou muito rápido, e ainda há o Rúben Micael. Temos muitas soluções. É lógico que o Raul era importante, até pela experiência que tem, mas acho que estamos bem servidos, tanto para o lugar dele como no do Bruno Alves. Desejo-lhes toda a sorte do mundo e não me esqueço de que o Bruno Alves foi como um irmão para mim, que me ajudou muito ao longo destes anos.

Ficou surpreendido com a contratação de João Moutinho?

Fiquei. Ninguém tinha comentado essa possibilidade, e ele acabou por assinar de um momento para o outro. No início fez-me um pouco de confusão, porque não estava à espera. O Sporting teve uma grande perda, e o FC Porto ganhou um jogador de grande qualidade. Foi muito bom, e ficámos muito felizes, porque queremos ter os melhores jogadores do nosso lado. A administração está de parabéns por esta contratação.

Desde que regressou, o FC Porto só tem vitórias. Há dependência de Hulk?

Não. O FC Porto é uma equipa muito grande, e as equipas como a nossa nunca dependem apenas de um jogador. É lógico que quando temos todos os jogadores à disposição do treinador, ficamos bem mais fortes, mas isso não quer dizer que a equipa seja dependente de alguém. Fico feliz por ajudar bastante o FC Porto.

Jesualdo Ferreira disse que, com Hulk, o campeonato teria sido diferente. Concorda?

É difícil saber isso. Também não podemos retirar o mérito às equipas que ficaram à nossa frente. O Benfica foi campeão, o Braga também fez uma grande época… Não se pode retirar o mérito a estas equipas, porque elas também somaram muitos pontos. Apesar disso, aconteceram muitas coisas más na última época, e não foi apenas o meu castigo, porque também tivemos jogadores importantes que estiveram muito tempo lesionados. E se somarmos todos estes factores, percebemos que não era fácil vencer. Por isso, o que espero é que esta temporada o treinador tenha sempre todos os jogadores disponíveis para depois poder escolher os melhores.

Na Liga Europa, o FC Porto está entre os favoritos?

Todas as pessoas colocam o FC Porto entre os favoritos à conquista da Liga Europa; eu também acho que somos um dos favoritos. A responsabilidade aumenta, mas é uma pressão boa, porque partimos para uma competição que sabemos que podemos vencer. Se trabalharmos bem e tivermos um pouco de sorte, penso que podemos vencer a Liga Europa.

Sente saudades da Liga dos Campeões?

Sim, sem dúvida… É o principal campeonato de clubes. Para o próximo ano temos de ser campeões, até porque também queremos regressar à Champions.

in "ojogo.pt"

O Dragão vai encher

Começou ontem a venda de bilhetes para o jogo grande da quarta jornada do campeonato português, entre o líder FC Porto e o Braga, segundo classificado. Apesar de ainda faltar uma semana - o jogo é no sábado, às 21h15 -, a expectativa dos responsáveis portistas é de casa cheia.

Os indicadores para que isso aconteça estão na boa procura de ingressos durante o primeiro dia de venda e, sobretudo, no momento da equipa e no nome do adversário, em alta no futebol português. Na época passada o jogo entre o FC Porto e o Braga, que acabou com uma vitória da equipa de Jesualdo Ferreira por 5-1 (na 20º jornada), foi um dos que mais espectadores levaram ao Estádio do Dragão: mais de 46 mil pessoas. No sábado é bem provável que a assistência se repita, ou seja, que fique muito perto da lotação esgotada, que está estimada em 50 mil espectadores.

Outro factor a levar em linha de conta para uma assistência elevada é a presença, nesta altura do ano, de muitos emigrantes em Portugal. A grande fatia de ocupação do recinto será da responsabilidade, como sempre, dos detentores de lugares anuais. Apesar de o número estar em permanente actualização, há cerca de 25 mil sócios com lugar cativo no Dragão.

De referir que a venda de bilhetes está reservada apenas aos sócios do FC Porto. O emblema portista também já enviou para o Braga um pouco mais de dois mil bilhetes.

Com uma média de quase 40 mil espectadores nos dois jogos do campeonato realizados em casa, a pré-época do FC Porto ficou marcada pela grande afluência de espectadores ao Estádio do Dragão. Tanto no jogo com o Ajax como com a Sampdória o recinto registou assistências de cerca de 40 mil espectadores. Ou seja, com a chegada do primeiro grande jogo da temporada 2010/11 o número de espectadores deve mesmo subir.

Depois do Braga, o FC Porto recebe os austríacos do Rapid de Viena no dia 16, no arranque da fase de grupos da Liga Europa. A expectativa dos responsáveis portistas é de mais uma boa casa no Estádio do Dragão.


38

É a média de espectadores nos dois jogos realizados até agora pelo FC Porto no Estádio do Dragão. O número exacto é 38 360. Se juntarmos os jogos da pré-época, com assistências de cerca de 40 mil pessoas, a média é superior.


46

Na época passada o jogo entre o FC Porto e o Braga contou com uma assistência de 46 403 espectadores. Foi uma das melhores assistências da época no Dragão.


25

O FC Porto vendeu cerca de 25 mil lugares anuais para esta época, chamados oficialmente de Dragon Seats. A ocupação de camarotes é quase de cem por cento

in "ojogo.pt"

André Villas-Boas vai exigir mais aos reforços

Cobrança será maior num setembro escaldante

A cobrança à segunda linha do plantel portista, sobretudo a grande parte dos reforços, será maior no novo ciclo que se vai iniciar no jogo de sábado, frente ao Sp. Braga. O mês de setembro vai ser escaldante para o FC Porto e como que obrigará André Villas-Boas a exigir mais aos novos jogadores do seu plantel. A todos eles menos a João Moutinho, uma vez que o ex-Sporting já é um titular indiscutível e tem justificado essa aposta.

O camisola número 8 está “on fire” e é mesmo uma exceção à regra, tendo sido o único reforço a pegar de estaca no onze. O mesmo deve acontecer, agora, com Otamendi, estando também previsto um maior número de oportunidades para Walter, no ciclo que se avizinha. Souza é que já vem sendo utilizado com alguma regularidade, mas quase sempre a partir do banco. James, Sereno, Emídio Rafael e Kieszek, por outro lado, continuam por estrear de forma oficial e terão de dar às pernas para o conseguirem fazer...

A carga de jogos vai, contudo, aumentar e, de 11 de setembro até 3 de outubro, o FC Porto vai disputar 6 compromissos, entre o campeonato e a Liga Europa. Esta paragem das competições dos clubes, devido ao calendário FIFA, está a servir para os reforços se aproximarem dos patamares físicos dos restantes colegas e, depois desta fase, a cobrança será maior.

Veja-se que Falcão, por exemplo, foi totalista em quase todos os jogos disputados pelo FC Porto e há que somar a isso os minutos de competição e de viagens que está a fazer ao serviço da Colômbia. O cansaço será natural no número 9 e Walter terá de mostrar o seu valor como única alternativa que é ao colombiano. As oportunidades ao brasileiro estão à vista.

De resto, com Maicon ainda muito tremido, Otamendi terá de justificar brevemente ao investimento nele feito. O mesmo se aplica a James, mas o extremo, como Sereno, Rafa e Kieszek, tem o caminho tapado, sendo mais difícil percorrê-lo.

in "record.pt"

O eclipse de Rodríguez


Tem sido o suplente de varela

A lógica, é certo e sabido, não dita leis no futebol e Cristian Rodríguez é a prova disso mesmo. Quando todos pensavam que esta ia ser a época do Cebola, eis que um arranque a meio gás compromete todas essas teorias.

Contratado há duas épocas por 7 milhões de euros, que só asseguraram 70 por cento do seu passe, Rodríguez foi uma peça preciosa na conquista do tetracampeonato. Contudo, de lá para cá, eclipsou-se e, neste momento, já nem sequer é um titular indiscutível.

Rodríguez apresentou-se lesionado na pré-época da temporada passada, com um problema sofrido ao serviço da sua seleção, e depois não conseguiu fugir a esse registo, tendo condicionado as opções a Jesualdo Ferreira num ano que viria a ser de má memória para os azuis e brancos.

Entretanto, como não foi convocado pelo Uruguai para o Mundial’2010, pensava-se que iria arrancar nesta temporada de uma forma diferente, mas isso não aconteceu. Cebola apresentou-se ao trabalho com uns quilos a mais e tem vindo a ser afetado por algumas lesões. Têm sido de pequena gravidade, é certo, mas não o têm deixado explodir. Esse não tem sido, contudo, o único problema que tem encontrado na tentativa de afirmar-se no FC Porto. Há outros fatores que fazem com que, ao fim de 6 jogos oficiais, ainda só tenha sido utilizado num total de 46 minutos, divididos por três participações, sempre como suplente utilizado.

Varela e o sistema. As transições rápidas deram lugar ao futebol de pé para pé, com a chegada de Villas-Boas ao comando técnico e Rodríguez ainda não se habituou a essa nova realidade. As correrias com bola, sobretudo pelo flanco esquerdo, sempre foram uma das principais armas do uruguaio, de 24 anos, mas agora terá de rever essa sua forma de jogar para ir de encontro aos desejos do seu treinador. Enquanto se adapta à nova realidade, vai sendo suplente daquele que tem sido uma das principais revelações do plantel portista: Varela é dono e senhor do flanco canhoto.

in "Record.pt"

Estreia à vista para Otamendi

O central Otamendi corre por um lugar no onze do F. C. Porto, tendo em vista os próximos jogos dos dragões, em casa diante de Braga (dia 11) e Rapid de Viena (dia 16), muito importantes nas contas do campeonato português e da fase de grupos da Liga Europa.

Otamendi está a aproveitar a paragem das competições de clubes para acelerar o processo de adaptação do F. C. Porto, o que lhe poderá valer uma chamada mais rápida do que o previsto à titularidade no centro da defesa azul e branca. O central, que anteontem, sexta-feira, participou na totalidade do jogo-treino realizado com a equipa de Sub-19, tem hipóteses de jogar já na partida de sábado com o Braga (21.15 horas, TVI), ou então na recepção ao Rapid de Viena, marcada para o próximo dia 16, a contar para a primeira jornada do Grupo L da Liga Europa.

No jogo-treino com os juniores, o internacional argentino, contratado há duas semanas pelos dragões ao Velez Sarsfield, por quatro milhões de euros (50% do passe), foi testado pelo técnico André Villas-Boas no lado esquerdo do eixo defensivo, primeiro ao lado de Sereno e depois de Maicon, o que pode ser um sinal de que estará na forja uma futura dupla com Rolando.

Com pouco tempo para preparar a equipa, após os compromissos das selecções, Villas-Boas poderá optar por manter Rolando e Maicon no onze que defrontará o Braga, tendo até em conta o bom rendimento defensivo do F. C. Porto na Liga portuguesa (sem golos sofridos nas três jornadas disputadas até agora), mas é um facto que Otamendi está apontado à titularidade, eventualmente adiada para o compromisso europeu com o Rapid de Viena.

Rolando, que está ao serviço da selecção portuguesa (ficou no banco no jogo de anteontem com o Chipre, tal como deverá acontecer depois de amanhã na Noruega), e Maicon foram titulares nos seis jogos oficiais realizados pelos portistas na presente época, tendo mantido a folha de golos sofridos em branco, à excepção da partida da segunda mão do play-off de acesso à Liga Europa, na qual o F. C. Porto derrotou em casa o Genk, por 4-2.

Miguel Lopes estreia-se a titular e a vencer no Bétis

Boa estreia de Miguel Lopes com a camisola do Bétis. O lateral direito emprestado pelo F.C. Porto foi titular e contribuiu para a vitória dos andaluzes no estádio do Recreativo Huelva. Miguel Lopes jogou até ao minuto 69, altura em que foi substituído por Fernando Vega.

Os golos do Bétis foram marcados por Emaná (2) e Caffa, enquanto o do Recreativo foi anotado por Jesus Vasquez.

Miguel Lopes não foi o único português na segunda jornada da II divisão espanhola. Vasco Fernandes alinhou 90 minutos no triunfo do Elche em casa do Cartagena.

Bétis e Elche têm seis pontos e lideram a Liga Adelante.

in "maisfutebol.iol.pt"

Belluschi ascende no ocaso de Micael: «Ele dá sempre a volta»

As voltas que a vida dá. É comum dizer-se que o futebol é um mundo onde não há certezas absolutas e cada toque na bola parece querer provar a sentença. O F.C. Porto partiu para este ano, por exemplo, com várias dúvidas e algumas certezas. Uma delas dava conta da vantagem que Ruben Micael levava sobre Fernando Belluschi na luta pela titularidade. Passaram dois meses e a máxima virou do avesso.

A renovação de contrato com Belluschi é, apenas, mais um ponto a comprovar o início fulgurante do argentino que veio de uma primeira época intermitente e onde, quase nunca, conseguiu impor o seu futebol que até encantava a plateia. A titularidade na Supertaça, aproveitando a indisponibilidade física de Ruben Micael, foi o prólogo para uma obra que está a ser triunfante até ao momento.

«O Fernando está muito contente. Ao princípio custou um bocado, mas agora melhorou muito. Está completamente adaptado e como o F.C. Porto está a vencer, para ele é ainda melhor. Estava a tratar da renovação, o que é um prémio para o bom início de temporada. Até ao momento tem estado a jogar muito bem e está a jogar mais que no ano passado. O treinador dá-lhe muita confiança», vincou Marcelo Belluschi, irmão do médio do F.C. Porto, em declarações ao Maisfutebol.

Renascer das cinzas é, aliás, tarefa habitual de Belluschi, segundo explica o seu irmão. Já não é a primeira vez que o virtuoso jogador se supera quando parece esquecido: «Foi assim no River Plate e no Newells. Quando menos se espera ele dá a volta por cima. Lida bem com a pressão e dá sempre a volta. É um jogador que melhora à medida que o tempo vai passando.»

Enquanto isso, Micael espera, paciente...

No esquema habitual de André Villas-Boas só cabem três médios. Fernando e João Moutinho parecem ter lugar cativo. O lugar que falta, aquele que normalmente se dá ao homem capaz de desequilibrar no ataque, tem sido de Belluschi. Ruben Micael, que entrou em grande a meio da temporada passada e de quem se diz transportar a mística do dragão, tem de saber esperar. E o médio português está ciente mas não conformado, como afirma Ilídio Freitas, padrinho de Ruben, ao nosso jornal.

«O Ruben vem de uma lesão e ainda precisa de recuperar a melhor forma. Ele sabe que em equipa que ganha não se mexe. O F.C. Porto está a ganhar, o treinador vai mudar para quê? O Ruben está consciente de tudo, está a trabalhar e a aguardar uma oportunidade, até porque já não é um desconhecido do público e da casa», recordou.

Os números dizem que Jesualdo Ferreira quase nunca prescindiu de Ruben Micael desde que este se mudou para a Invicta a meio da temporada passada. André Villas-Boas, para já, tem preferido Belluschi. Mas a mudança de timoneiro não teve influência no rendimento do argentino, garante o irmão. A rotina de vitórias é que veio ajudar.

«O novo treinador? Sim, está a gostar muito, mas ele não tinha problemas com o anterior. Só que agora a equipa está a ganhar e fica tudo mais fácil. E quando se está contente também se joga melhor», afirmou Marcelo Belluschi.



Belluschi e Ruben Micael em números:

Fernando Belluschi, 2009/10

35 jogos com a camisola do F.C. Porto
27 jogos como titular
8 jogos como suplente utilizado
5 golos (3 no campeonato, 1 na Taça de Portugal e 1 na Taça da Liga)



Fernando Belluschi, 2010/11

6 jogos com a camisola do F.C. Porto
5 jogos como titular
1 jogo como suplente utilizado
2 golos (1 no campeonato e 1 na Liga Europa)



Ruben Micael, 2009/10

18 jogos com a camisola do F.C. Porto
17 jogos como titular
1 jogo como suplente utilizado
2 golos (ambos na Taça de Portugal)



Ruben Micael, 2010/11

3 jogos com a camisola do F.C. Porto
1 jogo como titular
2 jogos como suplente utilizado
0 golos

in "maisfutebol.iol.pt"

sábado, 4 de setembro de 2010

Superleague Formula: Parente e FC Porto partem no 3º lugar de Adria


Álvaro Parente, que defende as cores do FC Porto na Superleague Formula, vai partir domingo na 3ª posição para a primeira corrida da ronda de Adria (Itália), a oitava da temporada.

Parente, que já tinha sido um dos pilotos mais rápidos nos treinos da manhã, passou sem grande dificuldade a fase de grupos, eliminou AS Roma, do francês Julien Jousse, nos quartos-de-final, mas acabou por perder para o Beijing Guoan nas "meias", com o tempo de 1m06s990 minuto, enquanto o piloto da equipa chinesa, o australiano John Martin, correu em 1m06s567.

A pole position foi para o Anderlecht, do italiano Davide Rigon, enquanto que o Sporting, devido a problemas logísticos, optou por ficar de fora da 8ª ronda da Superleague Formula.

A primeira corrida no circuito de Adria está agendada para as 11h (10h em Lisboa) e a segunda será às 14h (13h).

in "rr.pt"

Hulk em entrevista

Falcao titular na vitória da Colômbia na Venezuela

A Colômbia foi vencer à Venezuela por 0-2 em encontro de carácter particular realizado na última noite e que contou com um golo em cada metade do desafio.

O portista Radamel Falcao foi titular na equipa de Hernán Gomez mas não fez o gosto ao pé, tendo sido substituído aos 77 minutos. Os golos foram apontados por Juan Guillermo Cuadrado, aos 16 minutos, e Dayro Moreno, aos 51.

Os países sul-americanos encontram-se em fase de preparação, antes de iniciarem as qualificações para a Copa América do próximo ano e para o Mundial 2014, no Brasil.

in "maisfutebol.iol.pt"

Dragões empatam com Metalurg



O FC Porto Vitalis empatou este sábado com os macedónios do Metalurg, por 24-24, na segunda jornada do torneio de qualificação para a EHF Champions League, que decorre até domingo, no Dragão Caixa.

Os Dragões, que estiveram na frente do marcador durante a esmagadora maioria do tempo de jogo, deixaram-se surpreender no último quarto do encontro, mas mantêm em aberto as suas aspirações. Uma vitória frente ao Dínamo de Minsk, no domingo, garante aos Dragões a entrada na fase de grupos da competição.

Os primeiros minutos da partida, tal como na véspera, foram marcados pela supremacia das defesas sobre os ataques, com o Metalurg – já com duas presenças na Champions League no currículo – a não conseguir marcar qualquer tento nos primeiros cinco minutos. Com o passar dos minutos, o FC Porto Vitalis manteve a segurança defensiva e aumentou o ritmo no ataque, conseguindo mesmo gizar lances de excelente recorte.

Gilberto Duarte voltou a entrar com extrema confiança na partida e, nos instantes finais do primeiro tempo, Pedro Spínola, com um remate surpresa aos nove metros, e Ricardo Moreira, num contra-ataque criado pela defensa agressiva da equipa casa, elevaram a contagem para 14-9. Em inferioridade numérica, os Dragões conseguiram um parcial de 2-0 e foram para o intervalo a vencer por 14-10.

A primeira metade da segunda parte voltou a ser completamente dominada pelo FC Porto, que teve por várias vezes seis golos de vantagem. O andebol-espectáculo contagiou os cerca de 1200 espectadores presentes no Dragão Caixa, com Ricardo Moreira e Gilberto Duarte a combinarem numa jogada área que colocou o marcador em 18-12. A primeira linha funcionava em pleno e nada fazia prever que a vitória fugisse aos azuis e brancos.

Contudo, os macedónios recuperaram – beneficiando de uma estranha mudança de critérios da arbitragem no que toca aos lances ofensivos – e levaram a decisão para os últimos minutos. Foi preciso apelar à alma do Dragão e Ricardo Moreira (melhor marcador da partida, com sete golos) colocou o FC Porto Vitalis na frente, a 30 segundos do fim. Um livre de sete metros de Mojsoski, a cinco segundos do termo do encontro, deixou tudo empatado. Não há muito a lamentar, porque as decisões finais ficariam adiadas, de qualquer forma, para a última jornada, no domingo.

FICHA DE JOGO

FC Porto Vitalis-HC Metalurg, 24-24

EHF Champions League, torneio de apuramento – grupo 2, segunda jornada

4 de Setembro de 2010

Pavilhão Dragão Caixa, no Porto

Árbitros: Rickard Canbro e Mikael Claesson (Suécia)

FC PORTO: Hugo Laurentino (g.r.), Filipe Mota (1), Tiago Rocha (4), Dario Andrade (1), Ricardo Moreira (7), Wilson Davyes (2) e Inácio Carmo (1)

Jogaram ainda: Nuno Grilo, Gilberto Duarte (6), Augusto Pedro e Pedro Spínola (2)

Treinador: Ljubomir Obradovic

HC METALURG: Petar Angelov (g.r.), Mladen Rakcevic (4), Goce Georgievski (1), Duje Milak (1), Filip Mirkulovski (1), Naumce Mojsovski (2) e Stefche Alusovski (6)

Jogaram ainda: Milan Levov (1), Filip Lazarov, Velko Markoski, Zlatko Mojsovski (6), Goran Gjorgonoski, Mitko Stoilov (1), Ace Jonovski e Ivan Smigic (1)

Treinador: Lino Cervar
Ao intervalo: 14-10
 
In "fcp.pt"

Walter bisa, Fucile também

Sem uma boa parte dos titulares, envolvidos nos trabalhos das selecções, André Villas-Boas aproveitou a paragem competitiva do campeonato para realizar um jogo-treino com a equipa de sub-19, ontem de manhã no Olival, à porta fechada, e que acabou com uma vitória folgada por 4-0. Para lá de a equipa continuar sem sofrer golos, o destaque vai para os goleadores de serviço, um deles pouco visto junto das balizas adversárias. O brasileiro Walter marcou dois golos (ver a descrição à parte) e deixou os restantes para... Fucile. Isso mesmo, o uruguaio também fez o gosto ao pé por duas vezes e tornou-se numa séria ameaça para Sapunaru, tendo em vista o jogo com o Braga, de hoje a oito dias.

Com sete jogadores ausentes devido às selecções e mais cinco por causa das lesões, André Villas-Boas ficou com 14 unidades disponíveis. Jogaram todos, num total de 60 minutos de competição (duas partes de 30 minutos para não haver grande desgaste) e, pelos nomes disponíveis, só com dois avançados (Walter e Cristian Rodríguez) é bem provável que o treinador tenha experimentado o 4x4x2.

Fucile foi o primeiro a mostrar serviço. Marcou o único golo da primeira parte, repetiu o gesto após o intervalo (terceiro golo do jogo) e mostrou estar em boa forma. Esgotado o período de transferências e tendo ficado no plantel, apesar de ter manifestado a vontade de experimentar outros campeonatos, o defesa-direito uruguaio começa a espreitar a titularidade. Com Sapunaru lesionado e em dúvida para o Braga, mesmo que tenha mais uma semana para recuperar, Villas-Boas equaciona a utilização de Fucile para a quarta jornada do campeonato.

A outra boa nova do jogo-treino foi o brasileiro Walter. Já se sabia que a paragem do campeonato ia ser aproveitada para o treinador trabalhar a condição física do ponta-de-lança e também para este se ambientar melhor aos processos de jogo da equipa. Escassamente utilizado (entrou apenas aos 82 minutos em Genk, o único jogo oficial que realizou), Walter só tinha marcado um golo com a camisola do FC Porto, no Torneio de Paris. Ontem marcou dois. Os golos servem de motivação-extra e também servem para Villas-Boas ter mais opções para o lugar de Falcao.

Helton e Kieszek defenderam a baliza 30 minutos cada e conseguiram mantê-la inviolável. À sua frente, e este foi outro ponto importante do jogo com a equipa de sub-19 portista, tiveram o argentino Otamendi, que dividiu o sector com Sereno e depois com Maicon. Ou seja, tal como no caso de Walter, a ideia foi ambientar o internacional argentino ao ritmo da equipa e dar-lhe minutos de competição física. Para a sua estreia já não deve faltar muito...

1º GOLO

Remate cruzado de Fucile

O único golo da primeira parte foi marcado por Fucile. O lateral uruguaio, como de costume, incorporou-se no ataque, fez uma combinação com um companheiro no lado direito e, sem oposição, rematou forte e cruzado para o fundo das redes. Fucile raramente marca em jogos oficiais. Aliás, desde que está no FC Porto (esta é a quinta época), só há registo de um golo do defesa-direito. Foi na primeira temporada (2006/07), quando marcou ao Nacional da Madeira (vitória por 2-0). Ontem dobrou a conta.

2º GOLO

Walter cabeceia com êxito

A segunda parte começou em ritmo elevado e com o FC Porto a procurar aumentar a vantagem. Que não tardou a surgir. Após um livre marcado para a área, o central Maicon colocou-se no segundo poste e cabeceou na direcção de Walter. O ponta-de-lança brasileiro não se fez rogado com a assistência do compatriota e, também de cabeça, bateu o guarda-redes adversário. Foi o segundo golo de Walter no FC Porto e o primeiro marcado com a cabeça. No Torneio de Paris tinha marcado com o pé esquerdo.

3º GOLO

Fucile responde ao brasileiro

O "duelo" entre Fucile e Walter começava a sério. Depois de o brasileiro ter marcado o segundo golo, o uruguaio respondeu em grande estilo. Voltou a protagonizar um ataque pela direita e surpreendeu toda a gente. Meio cruzamento, meio remate resultou no terceiro golo da equipa e no segundo do defesa-direito. Num jogo apenas, e de 60 minutos, Fucile conseguiu marcar mais golos do que em quatro épocas. Um sinal evidente de confiança e também um piscar de olho à titularidade.

4º GOLO

Instinto goleador de Walter na área

A segunda parte foi rica em golos. Depois da surpresa protagonizada por Fucile, Walter não quis ficar atrás e mostrou mais serviço ao treinador. Após uma jogada de insistência da equipa portista, a bola sobrou para o ponta-de-lança brasileiro, que, com instinto goleador, conseguiu rematar com êxito, de pé direito. Um bom indicador das características de Walter e também um sinal de que já consegue fazer uso da parte física para ganhar posição dentro da área.


Otamendi ensaiou com dois parceiros


Foi o último a chegar ao FC Porto e ainda não se estreou. Por isso mesmo, Villas-Boas está a aproveitar a paragem do campeonato para trabalhar o argentino. No jogo-treino a resposta do central foi boa. Jogou durante os 60 minutos e a equipa não sofreu golos. Na primeira parte teve Sereno ao seu lado e após o intervalo jogou com Maicon, que tem sido titular ao lado de Rolando. Duas combinações para o argentino, que tenta perceber as movimentações da equipa e as necessidades do sector recuado.

in "ojogo.pt"

Falcão: "Tudo tem corrido bem no FC Porto"

Falcao tem sido um dos jogadores mais destacados pela Imprensa colombiana por conta deste regresso à selecção, agora orientada por Hernán Dario Gómez. Os jornalistas quiseram saber, entre outras coisas, se El Tigre poderá repetir com a camisola da Colômbia as exibições que tem protagonizado no FC Porto. "Tudo tem corrido bem no FC Porto", admitiu, sem querer alongar-se muito na parte que dizia respeito à experiência no Dragão. "O que importa agora é a selecção e todos queremos contribuir para não deixarmos passar esta oportunidade", disse Falcao, titular no jogo com a Venezuela. "Não há lugares garantidos", avisou ainda, sublinhando que a selecção tem tudo para voltar às grandes competições. "Os jogadores ganharam maturidade nos clubes", explicou. Depois da Venezuela, os colombianos jogam com o México.

In "ojogo.pt"

Belluschi renova até 2014

Estão já acertados os detalhes que faltavam na renovação contratual de Belluschi, intenção de que O JOGO já tinha dado conta atempadamente. Com as conversas mantidas nas últimas semanas, FC Porto e o representante do jogador alinhavaram os pormenores do novo vínculo. O médio, que tem sido aposta firme de André Villas-Boas, assina por mais um ano, ficando agora ligado aos portistas até 2014, mantendo-se a cláusula de rescisão de 30 milhões de euros. De acordo com o que havia dito Alberto Meo, o empresário, a alteração agora efectuada, com o respectivo acerto salarial, surge na sequência de alíneas previamente acordadas quando o jogador foi contratado aos gregos do Olympiacos, embora importe sublinhar que a concretização desses pressupostos reforça a aposta dos dragões no médio argentino. Belluschi foi opção regular de Jesualdo Ferreira, mas o rendimento alcançado já sob a orientação de André Villas-Boas tem atingido um nível mais convincente. Titular em cinco dos seis jogos oficiais que os portistas já levam esta época, o argentino sobressai nos dados estatísticos oficiais (como se pode ver em cima), tendo-se moldado sem dificuldade ao figurino táctico montado por Villas-Boas.

Belluschi, que completa 27 anos no próximo dia 10, véspera do jogo com o Braga, destacou-se no Newell's Old Boys, marcando 20 golos em 90 jogos, e cimentou o estatuto no River Plate antes de emigrar para a Europa. Depois de época e meia na Grécia, ao serviço do Olympiacos, o médio transferiu-se para o FC Porto, que já o tinha tentado contratar antes, para colmatar a saída de Lucho. No currículo conta com duas internacionalizações pela selecção argentina.

in "ojogo.pt"

Com estofo europeu


O FC Porto ainda demorou a entrar na partida de ontem, provavelmente devido à natural ansiedade que um início de época feito numa qualificação para a Liga dos Campeões provoca a quem há muito não marca presença nesta competição. No entanto, passados os primeiros 10 minutos, nos quais apenas se marcaram quatro golos (2-2), os portistas foram melhorando o seu jogo e com ele os nervos foram diminuindo, sobretudo porque deverão também ter percebido que o Zaporozhye que ali estava era uma pálida imagem daquilo que se esperava do campeão ucraniano, possuidor de um plantel recheado de internacionais daquele país.

A um adversário demasiado estático a atacar e pouco evoluído tecnicamente, o FC Porto ofereceu um recital defensivo que apenas surpreenderá quem não viu a formação de Ljubomir Obradovic actuar na época passada. Mas à já conhecida eficiência defensiva dos portistas, o técnico ainda conseguiu acrescentar um maior número de soluções atacantes, pelo que o decepcionante Zaporozhye pouco mais conseguiu fazer do que um parcial de 4-0 entre os minutos 37 e 43.

Obradovic utilizou todos os jogadores (excepto o guarda-redes Miguel Marinho), e mesmo assim manteve-se no controlo das operações, o que abre boas perspectivas para o jogo de hoje (15 horas), frente ao Metalurg que, com alguma surpresa, perdeu (21-27) com o Dínamo de Minsk.

Ljubomir Obradovic


"Ainda temos de ganhar dois"

Ljubomir Obradovic mostrou-se satisfeito com o resultado e confiante para os próximos dois jogos. "Dissemos que podíamos adaptar a nossa defesa a todos os tipos de ataque e hoje [ontem] provámos que somos capazes disso mesmo", lembrou o técnico, acrescentando: "Estamos mais perto do FC Porto que quero".

Sobre a partida, Obradovic ainda disse entender "a entrada com algum medo de errar por parte dos jogadores, mas alguns golos sofridos ainda são inadmissíveis".

Para o treinador portista, "no fim de três jogos, em três dias, os jogadores ficam vazios, física e psicologicamente, por isso cada vitória serve para ir evitando esse esvaziamento, daí a importância de ter ganho o primeiro jogo, o que oferece maior confiança aos atletas". "Vencemos este, mas ainda temos de ganhar mais dois", finalizou Obradovic

A FIGURA


Wilson Davyes

Cada vez mais importante

Wilson Davyes, desde que chegou ao FC Porto, já foi ponta, lateral e agora começa a passar mais tempo como central. A esta capacidade, o jogador alia o facto de continuar um eficiente finalizador, o que o torna num valor com cada vez maior peso na equipa.

Dragão tapou a "Caixa"


O delegado da EHF, o holandês Tom Meijers, não facilitou. Mal chegou ao pavilhão deu indicações aos responsáveis portistas de que toda a publicidade colocada no Dragão Caixa tinha que ser retirada, e até a habitual localização dos bancos foi alterada, devido à transmissão televisiva. Também não foi permitido à Federação entregar o troféu de campeão ao FC Porto, antes ou no intervalo do jogo.
in "ojogo.pt"

Ukra: «Somos os favoritos à conquista do título»

O FC Porto ultrapassou o primeiro ciclo da temporada com distinção e é um espírito de total confiança que reina no seio do grupo de trabalho. Até nos mais novos, como é o caso de Ukra. O jovem extremo, de 22 anos, confessa-se encantado com esta fase que está a viver no seu clube do coração e nem se deixa abalar pelo falhanço de Portugal na qualificação para o Europeu Sub-21, que vai decorrer na Dinamarca, em 2011.

“O FC Porto é o favorito à conquista do título nacional”, atirou Ukra de forma taxativa, após a derrota de Portugal frente à Inglaterra. Logo de seguida, justificou essa sua análise com elogios ao plantel que integra: “No FC Porto não somos um grupo, somos uma família unida e com ambição. Tudo fica mais fácil quando as coisas são assim.”

A confiança de Ukra, refira-se, também se justifica com a qualidade que a equipa tem demonstrado neste início de época. São 6 vitórias em outros tantos jogos oficiais, num registo impressionante e que o extremo quer manter por muito mais tempo. “O FC Porto tem demonstrado o melhor futebol em Portugal e, quando assim é, fica mais fácil conseguir vencer. A verdade é que temos ganho todos os jogos e é isso que queremos continuar a fazer”, confessou o internacional Sub-21, que até tem sido utilizado com alguma frequência.

Apesar de ter a concorrência de jogadores como Varela, James, Cristián Rodríguez ou mesmo Hulk, o ex-Olhanense já foi utilizado num jogo do campeonato e noutro na Liga Europa. Contra o Genk, na Bélgica, foi mesmo titular e, apesar de sentir orgulhoso com isso, promete continuar a trabalhar para ser opção frequente.

“Estar no FC Porto e jogar é o concretizar de um sonho de quem chegou finalmente ao clube do seu coração. Terei de demonstrar que tenho capacidade para estar a este nível alto”, atentou o extremo que Pinto da Costa já elogiou bastante...

In "record.pt"

Otamendi com o onze à vista

Nicolás Otamendi foi o último reforço a chegar ao FC Porto, mas o central tem via verde para o onze e, nesse sentido, Maicon será o sacrificado. Em todo o caso, ainda não é seguro que o argentino seja titular já com o Sp. Braga. Isso ainda está dependente de vários fatores, entre eles a forma como vai evoluir na semana de trabalho que arranca segunda-feira...

O mais natural é que não entre no onze frente aos arsenalistas, uma vez que ainda não tem rotinas com Rolando e não as vai ganhar no imediato, visto que o português está ao serviço da Seleção. Como o jogo com o vice-campeão é de grau de dificuldade elevado, André Villas-Boas ainda deve apostar na dupla Rolando/Maicon, mas depois Otamendi entrará em cena.

Para já, ficou a primeira amostra, mas como o jogo-treino com os Sub-19 decorreu à porta fechada, não foi possível apurar grandes dados sobre a sua exibição. Certo é que jogou ao lado de Sereno, na posição mais descaída para a esquerda do centro da defesa. Esse mesmo lugar que tem vindo a ser ocupado por Maicon neste início de época. Um sinal claro de que será o brasileiro a ceder o seu lugar ao argentino.

De resto, este jogo-treino também serviu para Otamendi ganhar ritmo competitivo. O último jogo que fez, ainda ao serviço Vélez Sarsfield, foi a 15 de agosto, na vitória (2-1) ao All Boys.

in "record.pt"

Os azares de Rúben Micael

Rúben Micael está em fase óptima para se reafirmar no futebol português, depois do azar que o afastou do Mundial de futebol. Entrou na equipa portista para vencer, mas a vida mudou, a concorrência no dragão aumentou e é uma luta diária para ganhar a confiança de André Villas Boas e voltar a ser titular.

Há alguns azares a bater à porta deste madeirense. A 20 de Abril passado, fracturou um pé e foi um cabo das tormentas para o FC Porto e principalmente para ele próprio. No auge da forma, foi um dos responsáveis pelos bons momentos dos portistas na última parte da temporada, mas a lesão, num treino e depois de um choque com um colega, cortou-lhe os passos. Essa lesão fragilizou os dragões e, ao mesmo tempo, retirou-lhe todas as possibilidades de estar no Mundial de futebol da África do Sul. Tudo indicava que Carlos Queiroz o iria chamar e parece não haver dúvidas.

Foi-se uma possibilidade de estar na Selecção e na montra mundial. Desde aí, Rúben Micael, que começou como futebolista no União da Madeira antes de passar pelo Nacional, foi fazendo o trabalho de recuperação e parece estar de novo em pleno. Até poderia ter sido chamado agora à Selecção Nacional, mas o facto de estar tapado no clube por jogadores como João Moutinho (entretanto convocado por Carlos Queiroz) pode ter influenciado sobremaneira a decisão do seleccionador em não o chamar para estes primeitos desafios de apuramento para o Europeu.

Já não está Raul Meireles no FC Porto. O mais tatuado dos dragões mudou-se para o Liverpool, só que essa saída não lhe abriu espaço na equipa. Rúben Micael tem hoje uma concorrência muito mais forte e o «azar» ainda é mais acentuado se olharmos à forma como tanto Belluschi como João Moutinho conquistaram a titularidade na equipa.
 
in "abola.pt"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sem Comentarios

     
                                          

                                             4                -                   4

Sem comentarios ....

Ukra: «O F.C. Porto não é um grupo, é uma família»

Ukra, extremo do F.C. Porto, em declarações no final da derrota frente à Inglaterra por 0-1, que dita o adeus luso ao Europeu sub-21:

«Estamos tristes e desiludidos, porque não fizemos o jogo que queríamos. O sonho acabou, vamos agora ganhar motivação para dignificar a camisola no último jogo. Na primeira parte tínhamos as linhas muito afastadas. Tentamos fazer tudo para conseguir outro resultado mas não conseguimos. Poderíamos e deveríamos estar no Europeu.»

Sobre o início de época no F.C. Porto: «Sempre trabalhei para chegar ao clube do meu coração. Jogar no F.C. Porto dá outra motivação. O início de época tem corrido bem e tenho trabalhado para ser opção. Ganhámos a Supertaça e vencemos todos os jogos no campeonato e na Liga Europa. Estamos a jogar bom futebol e assim é mais fácil. Candidatos ao título? Para mim é o F.C. Porto. Não somos só um grupo, somos uma família autêntica. Estamos unidos e com espírito de sacrifício, ambição e vontade de ganhar.

Sobre André Villas-Boas: «Não trabalhei com o professor Jesualdo Ferreira para comparar. Do mister André Villas-Boas tenho boa impressão. É jovem, tem ambição e qualidade. Tudo faremos para que o treinador e o grupo tenham sucesso.»

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto: Walter e Fucile bisam frente aos sub-19

A equipa principal do F.C. Porto realizou e venceu um jogo-treino frente aos sub-19 (4-0), com golos de Walter (2) e Fucile (2). A partida teve duas partes de 30 minutos.

Hulk (Brasil), Falcao (Colômbia), Beto, Rolando e João Moutinho (Portugal AA) e ainda Ukra e Castro (Portugal sub-21) estão ao serviço das respectivas selecções e não marcaram presença no treino. Guarín, Varela e Sapunuru mantiveram-se em tratamento, James Rodriguez e Mariano González fizeram trabalho de ginásio, com o argentino a ser alvo ainda de tratamento.

in maisfutebol.iol.pt

Europa: há reforços para atacar nova fase

Apurado para a fase de grupos da Liga Europa, com seis jogos para disputar entre 16 de Setembro e 15 de Dezembro, o FC Porto já enviou para a UEFA a lista final de jogadores com que vai abordar este período da competição. As grandes novidades são as entradas de Fucile, Otamendi e James, que não faziam parte da primeira lista de André Villas-Boas. Ao todo, são 23 jogadores e mais quatro da formação, todos eles da equipa de sub-19.

Depois de ter resistido ao primeiro período de transferências, e também porque Miguel Lopes foi cedido ao Bétis, Fucile volta naturalmente a ser uma opção do treinador para as competições europeias. Também na defesa, o argentino Otamendi foi inscrito. De referir que, na altura da elaboração da primeira lista, o defesa-central não estava ainda no FC Porto. Agora, apesar de estar a cumprir um processo de adaptação rápida, Villas-Boas não prescinde de Otamendi para atacar a fase de grupos da Liga Europa, tanto mais que a experiência internacional do central pode ser uma mais-valia. Resta falar do colombiano James. Subtraído à primeira lista devido à ausência do certificado internacional, o extremo-esquerdo procura a estreia nas competições europeias. Aliás, também não se estreou ainda nas provas nacionais.

A lista de jogadores para a fase de grupos da Liga Europa é composta pelos seguintes jogadores: Helton e Beto (guarda-redes); Fucile, Sapunaru, Rolando, Maicon, Sereno, Otamendi e Álvaro Pereira (defesas); Fernando, Souza, Guarín, Belluschi, João Moutinho, Rúben Micael e Castro (médios); James, Ukra, Rodríguez, Hulk, Varela, Falcao e Walter (avançados). Maia (guarda-redes), David e Ricardo Ferreira (defesas) e Amorim (médio) são os quatro jogadores da formação inscritos. Se o FC Porto passar a fase de grupos, poderá alterar a lista.

in "ojogo.pt"

Selecções e lesões encurtam grupo à disposição de Villas-Boas

A paragem do campeonato por causa dos compromissos das selecções reduziu a 14 os jogadores à disposição de André Villas-Boas, ontem, no Olival. Em relação ao dia anterior, Hulk (ver peça à parte) viajou para Barcelona para se juntar à selecção do Brasil e já não treinou. Os vários percursos preparados no relvado, com estacas e cones, indicaram claramente uma sessão dedicada ao trabalho físico, com uma vertente técnica à mistura. Do ponto de vista físico, ainda são vários os jogadores que procuram a sua melhor forma, sendo que Walter, Otamendi e até Fucile e Álvaro Pereira serão os mais atrasados e os que mais vão beneficiar com o trabalho específico desenvolvido nesta fase. A verdade é que se a ausência dos internacionais tem condicionado aspectos tácticas, o certo é que alguns podem aproveitar para retirar benefícios da paragem competitiva, como é o caso dos lesionados (Guarín, Varela, Sapunaru e James), cujo objectivo passa por regressar a curto prazo, mantendo-se Mariano em trabalho específico.

in "ojogo.pt"

Hulk Embarcou para conquistar lugar

O bom início de época de Hulk, e também do FC Porto, reflectiu-se na chamada do avançado à selecção do Brasil, agora orientada por Mano Menezes. Ontem, por volta das 13h30, o Incrível embarcou rumo a Barcelona, local de preparação do escrete até ao dia 7, altura do confronto com a equipa B do Barcelona.

Conduzido ao aeroporto pelo primo Ferreira, ex-jogador do Paços de Ferreira, Hulk preferiu não tecer quaisquer comentários sobre a chamada à selecção. À chegada a Barcelona, mais propriamente à unidade hoteleira escolhida para o estágio, o avançado voltou a optar pelo silêncio, tendo sido, aliás, o único jogador que não falou com os jornalistas.

Chamado por Dunga para dois particulares da selecção brasileira, em finais de 2009, Hulk somou as primeiras internacionalizações, mas não fez parte das escolhas do seleccionador para o Mundial da África do Sul. Agora, com Mano Menezes, o avançado portista quer conquistar um lugar no escrete, candidatando-se a uma vaga no ataque (ver peça à parte) nos próximos jogos de preparação e cimentando a posição tendo em vista o campeonato do mundo de 2014, a disputar precisamente no Brasil. Para este estágio de preparação, Mano Menezes só tem à disposição jogadores que actuam fora do Brasil. Os treinos da selecção começam hoje à tarde e Hulk vai ter a oportunidade de confirmar o bom momento de forma que atravessa, alicerçado nos seis golos já marcados.

in "ojogo.pt"

Jesualdo: «Bom começo de Hulk decisivo na vantagem»


Com Hulk em grande forma, o FC Porto lidera o campeonato. Em separado, qualquer um destes assuntos - Hulk e FC Porto - seria suficiente para uma conversa com Jesualdo Ferreira. Juntar as duas coisas acabou por tornar-se irresistível, resgatando-lhe memórias da trajectória que foi obrigado a fazer sem o brasileiro por causa do castigo aplicado pela Comissão Disciplinar, na sequência do que se passou no túnel da Luz. "Quando o Hulk voltou, todos perceberam aquilo que foi o FC Porto. Recordo que estivemos 12 jogos consecutivos a ganhar, só que, naquela altura, o atraso já era difícil de recuperar. O Benfica e o Braga fizeram o que tínhamos feito em anos anteriores. Quando nos distanciávamos, depois era impossível", disse ontem, no dia que encerrou a participação no Fórum de treinadores de elite, promovido pela UEFA.

Naquilo que pode ser visto como um reforço da ideia, encadeou a actual situação dos portistas. "Creio que percebem que o facto de o Hulk ter começado muito bem - e aconteceu o mesmo na época passada - levou a que o FC Porto tenha ganho vantagem. Tem seis pontos sobre o Benfica, o seu adversário mais directo, e não vai ser fácil ao Benfica encontrar forma de, nos próximos tempos, atenuar ou recuperar esta diferença. É assim que se ganham e perdem campeonatos", referiu, sinalizando o momento em que perdeu o da época passada. "Foi na segunda volta. Perdemos dois jogadores [Hulk e Sapunaru], perdemos competitividade, perdeu-se muito tempo a discutir coisas que não interessavam nada e acabámos por ser vítimas. Se tivéssemos tido todos os jogadores em pleno, pelo menos do ponto de vista mental, não sei o que iria acontecer. O Benfica podia até ganhar, mas o campeonato seria diferente, isto porque, em dois meses, o FC Porto teve poucos jogadores activos, que se esgotaram ao final de algum tempo. Ninguém aguenta. Se forem ver o calendário, entre Janeiro e 28 de Fevereiro, quando perdemos em Alvalade e ficámos praticamente arredados do titulo, percebem pelos resultados, com Champions pelo meio, que não foi fácil".

"Equipa praticamente pronta..."


Na sequência do comentário às saídas de Bruno Alves e Raul Meireles (ler caixa), Jesualdo Ferreira lembrou que, do primeiro grupo que orientou no FC Porto, e com o qual foi campeão, "só restam Fucile e Helton", aproveitando para sublinhar que foi sempre remodelando os plantéis. "Foi uma equipa inteira em quatro anos...", disse, sem que isso tenha condicionado a capacidade de ganhar. Nesse contexto, André Villas-Boas herda uma estrutura parcialmente montada. "O FC Porto foi perdendo jogadores, mas ganhando campeonatos. Este ano tem uma equipa praticamente pronta para ganhar outra vez e, para poder ganhar outra vez, vai prosseguir com a política de vender jogadores, pois é isso que mantém e dá capacidade ao FC Porto para competir ao nível que compete, aos níveis que tem feito e que vai continuar a fazer. De outra forma, não há mercado nem capacidade financeira para fazer equipas fortes. Está com uma equipa praticamente feita e vai tirar dividendos desportivos e económicos", referiu ainda Jesualdo, insistindo na ideia de ter deixado no Dragão uma base sólida para Villas-Boas dar continuidade, isto apesar das saídas de Raul Meireles e Bruno Alves.

"Raul e Bruno? Saíram os dois moicanos"


Bruno Alves e Raul Meireles foram elementos nucleares nos anos de Jesualdo Ferreira, ainda que a última época de um e outro não tenha correspondido às expectativas. Jesualdo não recusa o papel importante que teve na carreira de ambos e, também por isso, acabou por comentar as saídas. "Não retiro o papel que tive na evolução dos jogadores que orientei, não seria tão modesto. Direi que saíram os dois moicanos", disse. Recorde-se que Bruno Alves só ganhou espaço na equipa portista com Jesualdo Ferreira e Raul Meireles cimentou com ele o estatuto que Adriaanse lhe havia atribuído no ano anterior à chegada ao Dragão do agora treinador do Málaga.

in "ojogo.pt"

Fucile de corpo inteiro

uruguaio sem surpresa na lista da europa

Não forçou a saída com a determinação com que o fizeram Bruno Alves e Raul Meireles, mas nunca escondeu que gostaria de experimentar outros desafios na carreira. Só que o mercado fechou e Jorge Fucile acabou por ficar no FC Porto, com quem tem contrato até 2013. A oportunidade de sair acabará por surgir no futuro, mas para já o uruguaio apresenta-se de corpo inteiro à disposição de André Villas-Boas.

Desta forma, não causou surpresa o facto de o lateral, de 25 anos, ter entrado na lista enviada pelos dragões para a fase de grupos da Liga Europa, depois de ter falhado o playoff frente ao Genk. O técnico explicou que não contava com Fucile devido aos problemas físicos que o jogador apresentava naquela altura, situação que o impediu até de alinhar pela seleção diante de Angola.

Depois da ausência nos primeiros quatro jogos oficiais dos portistas, o defesa surgiu pela primeira vez em campo na receção ao Beira-Mar, tendo entrado para o lugar de Sapunaru. Uma situação que viria a repetir-se na deslocação ao Rio Ave, no domingo passado, mais uma vez para a posição que estava a ser ocupada pelo romeno. Tanto numa situação como noutra, o sul-americano foi chamado ao terreno devido a problemas físicos do concorrente para a posição de lateral-direito. Tal dado leva a acreditar que a reconquista de um lugar no onze terá de passar por uma eventual quebra de Sapunaru, jogador que atravessa um momento favorável. Por aqui, Villas-Boas também não terá problemas, já que são dois laterais que dão garantias.

in "record.pt"

Miguel Lopes no Bétis: «Chego a um clube muito grande»

Miguel Lopes foi apresentado, nesta quinta-feira, como reforço do Bétis de Sevilha. O lateral direito representará o clube espanhol por empréstimo do F.C. Porto, válido por uma temporada. O jogador português diz que chegou «a um clube muito grande».

«O Bétis de Sevilha não merece estar na segunda. Venho para trabalhar e fazer com que o Bétis esteja, no próximo ano, no escalão que merece. Em Portugal, o Bétis é muito conhecido», garantiu Miguel Lopes, na cerimónia de apresentação.

O clube andaluz emprestou Nélson ao Osasuna, do escalão principal, e garantiu o seu sucessor por cedência do F.C. Porto. O guarda-redes Ricardo, antigo internacional português, não foi inscrito.

Miguel Lopes espera fazer uma boa época e não pensa no futuro: «Sou um lateral ofensivo, que gosta de chegar à área contrária. Não me preocupa o futuro. Quando terminar o empréstimo, veremos o que acontece. Quero trabalhar, fazer uma boa época e logo veremos».

in "maisfutebol.iol.pt"

F.C. Porto: Fernando, um Polvo que voltou a ser livre

Fernando está mais feliz. Voltou a ter liberdade em campo, provando que tem qualidade para desempenhar outras funções que não defensivas. O médio do F.C. Porto soltou amarras e convenceu André Villas-Boas. Nele, reside parte do sucesso deste novo Dragão.

O Polvo, este que não adivinha resultados, aproveitou a oportunidade para saciar um desejo interior: marcar um golo. Na semana passada, frente ao Genk, estreou-se a marcar pelo F.C. Porto, em jogos oficiais. Tinha feito o mesmo na pré-época. O último pontapé certeiro remontava a 1 de Fevereiro de 2008, então no E. Amadora. Sim, dois anos e meio!

À terceira época de dragão ao peito, o primeiro tento com carimbo oficial. Em Portugal, marcara apenas de grande penalidade, num E. Amadora-Sp. Braga. Reapareceu nesta pré-temporada, com um golo oficioso, de cabeça. Finalmente, na recepção ao Genk, um pontapé de longe, a quebrar o enguiço.

«O meu foi bom mas o dele também»

Laionel assistiu ao jogo pela televisão e sorriu. O extremo da Académica, que recebera os parabéns de Fernando pelo golaço frente ao Benfica, correu a devolver o elogio. «Liguei-lhe e dei-lhe os parabéns, claro, logo depois do jogo. Ficou muito feliz. O meu golo foi bom, mas o dele também, foi um belo remate de longe», diz o jogador, ao Maisfutebol.

Do outro lado do Atlântico, uma reacção estupefacta. Sim, Fernando Reges marcou um golo! «A sério? Que bom! Ele nunca foi de marcar, é muito mais de entregar a bola. Fico muito feliz, porque é menino com muita qualidade, um rapaz educado, de família humilde», explica Edson Alves, treinador das camadas jovens do Vila Nova de Goiás, clube que transferiu o jogador para o F.C. Porto.

Fernando Reges é mais que um homem de sapa. Aliás, no actual esquema táctico do F.C. Porto, pertencem ao brasileiro os principais movimentos de desequilíbrio, a partir do sector intermediário.

Um Polvo com tentáculos longos

Laionel, amigo de Fernando desde os tempos do Vila Nova, confirma a felicidade do Polvo: «Ele agora é um jogador com mais liberdade, está mais adiantado no terreno. Quem o conhece há muito, como eu, sabe que ele tem a qualidade para atacar que está a demonstrar agora. No Brasil, como as equipas jogam com dois volantes, esses jogadores têm mais liberdade para atacar à vez. Acho que o Fernando está mais feliz agora, porque está mais livre.»

«Aqui no Brasil, ele jogava como volante ou segundo volante. É um jogador versátil, com muita qualidade, falta-lhe apenas mais alguma experiência e chegará à selecção do Brasil. É apenas uma questão de tempo. E ele merece», conclui o antigo técnico, Edson Alves, em diálogo com o Maisfutebol.

O F.C. Porto comprou Fernando em 2007, por 700 mil euros. Revelado pelo Vila Nova do Goiás, captou a atenção na selecção sub-20 do Brasil e tem justificado a aposta. Recuperando um vídeo do Polvo, com imagens antes da chegada a Portugal, confirma-se que a propensão ofensiva sempre esteve lá, guardada. Agora, pode ser livre.

in "maisfutebol.iol.pt"

Helton ultrapassou Deco

Guardião brasileiro já é o quarto estrangeiro com mais jogos no campeonato pelo FC Porto. Jardel vai perder em breve o bronze. Aloísio inatingível, Drulovic ainda no ponto de mira...

Helton driblou o historial de base de Deco debaixo dos Arcos: para quem tem a fama de gostar de correr riscos, o guarda-redes “capitão” do FC Porto até nem se está a dar nada mal na pele de dragão, e à sexta época nos azuis e brancos, surge retumbante e destinado ao pódio histórico de estrangeiros no Dragão em jogos do campeonato, um dos grandes referenciais históricos avaliativos e que, nesta altura, após o jogo com o Rio Ave, coloca o guardião brasileiro na antecâmara desse galarim, que associa a realeza estrangeira do calibre de Aloísio, Drulovic e Mário Jardel, os grandes dominadores no número de partidas de sempre, com a camisola do FC Porto.

Helton é muito mais que uma sucessão de voos directos e mergulhos dourados, o que se quiser. É um bom-feitio, um eterno bem-disposto, um violão itinerante para alegrar as deslocações em serviço e a certeza absoluta de que o FC Porto viu bem o grave problema da sucessão de Vítor Baía. Afinal, seis épocas depois, o guarda-redes que chegou a ter o futuro ligado à selecção do Brasil, já é, no FC Porto, o quarto estrangeiro com mais jogos na principal competição interna, depois de deixar para trás, no domingo, Deco, que fecha o top 5.

À ESPERA DO BENFICA...

Helton partiu para a sexta época no FC Porto com a responsabilidade acrescida de capitanear o novo bloco, e a ainda duas épocas de terminar contrato, será, com certeza, um dos pilares do grupo em formação segundo os mandamentos de André Villas Boas, o que prefigura, sem qualquer risco, a certeza antecipada de que, no mínimo, se colocará historicamente como o terceiro jogador estrangeiro do FC Porto com mais jogos na memória dos campeonatos.

Nesta altura, está a apenas seis partidas de igualar a marca do impagável Mário Jardel, um vulto que não perderá nada em ficar para trás, pois o seu relicário é reservado à área restrita dos deuses dos golos, e não serão, certamente, os acumulados de qualquer outra natureza que hão-de arrastar Supermário do coração dos portistas.

Se não vier mal ao mundo, Helton iguala os 125 jogos de Jardel em Coimbra, a 31 de Outubro, reservando para si próprio o raro prazer de se tornar no terceiro estrangeiro da história portista dos campeonatos precisamente no jogo dos jogos: o FC Porto-Benfica, em 7 de Novembro, quando, em circunstâncias de absoluta normalidade, atingir os 126 jogos de campeonato.

in "abola.pt"