
Vítor Pereira apresentou uma equipa praticamente sem novidades. Sem Álvaro Pereira, castigado, apostou no brasileiro Alex Sandro, que tinha entrado bem em Braga. Defour manteve-se no onze, à frente da defesa, mesmo com Fernando recuperado e no banco, e no ataque o treinador portista apostou no tridente demolidor, com James na esquerda, Hulk na direita e Janko entre os centrais Hugo e Bura. Ulisses Morais também não apresentou nenhuma surpresa, apostando num futebol de posse de bola e saídas rápidas para o ataque. Essa estratégia começou por incomodar os dragões, que à custa de muitas trocas de bola, sobretudo no meio-campo ofensivo, efetuavam alguns passes errados. Mesmo cometendo esses erros, era um FC Porto dinâmico e apostado em chegar rapidamente ao primeiro golo, diante de um adversário que começou bem, apostando nas faixas, com Nildo a aparecer pelo meio ou pela esquerda, e Nuno Lopes, Balboa e Serginho a surgirem nas costas de Alex Sandro, com o brasileiro a sobressair mais no apoio ao ataque do que a defender. Foi até por aquele lado que os aveirenses criaram as melhores oportunidades na primeira parte, isto já sem o lesionado Nuno Coelho, formado no FC Porto e, agora, emprestado pelo Benfica.
À passagem dos 30 minutos, e tal como tinham prometido, os adeptos portistas começaram a homenagear Pinto da Costa pelos 30 anos de presidência no clube. Os cânticos prolongaram-se e, coincidência das coincidências, mais motivos tiveram para festejar quando Dias, que tinha entrado para o lugar de Nuno Coelho, agarrou Sapunaru e cometeu grande penalidade. Hulk transformou o lance em golo e abriu o marcador. Um golo que quebrou irremediável e animicamente o Beira-Mar.
No segundo tempo, o FC Porto chegou rapidamente ao 3-0, com golos de Janko e de Hulk. O ponta de lança respondeu bem à assistência do brasileiro, mascarando uma exibição muito fraca, com algumas falhas anedóticas. Redimiu-se com um bom movimento, próprio de um finalizador nato, beneficiando da excelente capacidade individual do Incrível. Hulk foi novamente decisivo, e com o terceiro golo, pleno de técnica e força, chegou aos 41 golos e tornou-se no melhor marcador portista no Estádio do Dragão, ultrapassando Falcao.
Mesmo com James sem conseguir marcar qualquer golo, apesar das tentativas, Janko e Hulk davam razão à aposta inicial de Vítor Pereira. Só à conta deste trio, o FC Porto marcou 22 golos, isto sem esquecer que o ponta de lança apenas chegou na reabertura do mercado de inverno. Curiosamente, privado de um deles - o avançado austríaco foi substituído - os campeões nacionais não voltaram a marcar no jogo de ontem. Bem tentaram, é certo, das mais diversas formas, sobretudo através de remates de Hulk e James, mas Rui Rego ou a falta de pontaria impediram que o resultado assumisse outros números. Nessa altura já os portistas faziam alguma gestão e controlo do jogo, diante de um Beira-Mar desaparecido no segundo tempo. E só a entrada de um médio, o ex-Vitória de Guimarães Edson Sitta, permitiu recuperar um meio-campo que quase nunca conseguiu travar as investidas do FC Porto, muito forte no segundo tempo.
in "ojogo.pt"
2 comentários:
O jogo de ontem voltou a mostrar um FC Porto de duas faces. A mais negativa, correspondendo a uma primeira parte de domínio inconsequente, com muitos passes falhados, dificuldades de progressão e sobretudo de uma intranquilidade defensiva de pasmar! As peças nucleares mostrara-se desinspirados e quando assim é, a máquina não carbura.
A mais positiva, correspondendo a toda a segunda parte, com incidência especial para os primeiros vinte minutos em que os Dragões foram arrasadores, construindo um resultado confortável. Nesta fase o futebol saiu fluído, rápido, incisivo e demolidor. O acerto defensivo e muita classe foram determinantes, com subidas exibicionais de todos os jogadores. Destaque para Hulk, uma vez mais decisivo.
O título ficou mais perto mas ainda faltam jogos muito importantes que vão decidi tudo, para o bem (espero) ou para o mal.
Um abraço
Bom dia,
Foi uma excelente vitória, com uma primeira parte de alguma ansiedade, mas com uma segunda metade empenhada, com a garra necessária de quem quer ser bi-campeão.
Excelente o apoio do público no Dragão mesmo sendo o jogo numa noite fria e a uma hora já tardia.
Abraço e boa semana
Paulo
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