domingo, 11 de agosto de 2013

Nota 20 para um Dragão de Lucho!

Pela vigésima vez em 35 edições da Supertaça Cândido de Oliveira, o FC Porto ergueu o troféu frente a um Vitória de Guimarães que entrou bem, que se bateu dignamente e de forma aguerrida, mas que abriu espaços letais no lado esquerdo da sua defesa. Licá mostrou a Paulo Fonseca que é bem mais do que uma mera alternativa.


Foi em ambiente festivo (bela organização da Federação Portuguesa de Futebol!) que FC Porto e Vitória SC abriram o trilho de mais uma época futebolística.


 Ambiente fantástico proporcionado por duas das mais calorosas massas adeptas de Portugal, dentro de um cenário que tudo teve para proporcionar um belo espetáculo desportivo, dentro e fora do relvado. No fundo, uma verdadeira nortada que soprou desde o cimo de Portugal para Aveiro.


Licá foi a semi-surpresa reservada por Paulo Fonseca, que não chamou Iturbe para o encontro e que deixou Quintero e Kelvin no banco de suplentes.



Do lado vitoriano, Rui Vitória deixou o capitão Leonel Olímpio e o defesa Leandro Freire no banco de suplentes, apostanto em Josué, Crivellaro e Jean Barrientos para soprar contra o azul de Paulo Fonseca.

Desde a direita, com amor...


A equipa de Guimarães entrou de forma inesperada, sem esperar pela iniciativa portista e tentando, ela mesma, pressionar alto os dragões, que tiveram algumas dificuldades em encontrar espaço, só que, a primeira vez que Lucho teve espaço, encontrou Licá na área e voilá... aberto o ativo.


Tomando-lhe o gosto, o FC Porto não demorou muito a repetir a dose. 17 minutos, cruzamento tenso desde a direita, cabeça de Jackson, beijo subtil no ferro, encaixe na rede e golo!


Duro castigo para o Vitória SC pela atitude aguerrida e eficácia do Dragão, matreiro e experiente. Os erros pagam-se caro em alta competição e o lado esquerdo defensivo do Vitória teimava em brindar os dragões com espaço.


Marcou um, marcou dois, falhou um (Licá aos 24'), falhou dois (Otamendi aos 28'). Só que não há duas sem três. Em cima do intervalo, novo cruzamento desde a direita, Douglas, desta vez com culpas no cartório, falhou a sapatada e o número três dos dragões Lucho González resolveu a questão.


Tudo sob as ordens de El Comandante



Qual é mesmo a idade de Lucho González? 21? Se não é, parece. Que frescura do capitão, que classe! Joga e faz jogar, dá linhas de passe, vai buscar à frente, dá golos aos colegas, surge a finalizar... Lucho González é um senhor do futebol!

 A segunda parte contou com duas alterações para o lado vitoriano. Maazou veio dar mais fibra e trabalho aos centrais portistas, só que o problema era chegar perto de Helton. Do outro lado, os lances eram bem mais frequentes, tendo Jackson Martínez a cereja no topo do bolo aos 74 minutos - quis fazer o golo da noite quando poderia ter simplificado.


O jogo estava decidido desde a primeira parte e, portanto, só uma grande moldura humana, em número (29.007 espectadores) e em dedicação poderia continuar a acalentar o apetite para o segundo tempo. Aliás, ninguém diria que o Vitória SC perdeu o jogo. Pelo menos nas bancadas, a qualidade e o apoio foram absolutamente fantásticos.


Nota ainda para as alterações de Paulo Fonseca: Josué demonstra que é a cara do treinador e a primeira alternativa no meio-campo (à frente de Herrera, para já); Quintero é craque e ponto final; Licá, que saiu, já tem música e ganhou muitos pontos para a titularidade; Kelvin trata-se de um fenómeno de popularidade... a fazer lembrar Mantorras.

in "zerozero.pt"

1 comentário:

Remigio Costa disse...

Tive para este jogo um olhar idêntico ao que aqui está expresso. Seria estúpido "embandeirar em arco" e fazer do Vitória um gigante que valorizou o triunfo (incontestável) do FC Porto. Mas também não foram assim tão "pobrezinhos" que nos envergonhe por termos sido muito superiores. Provavelmente, aconteceria o mesmo se tivéssemos de nos bater com um pretendente mais cotado.