domingo, 13 de fevereiro de 2011

«Já passei a fase da desilusão e do lamento» - Emídio Rafael

Duas semanas após ter contraído a grave lesão que o deverá afastar dos relvados até final da época, Emídio Rafael diz já ter ultrapassado a fase da desilusão e do lamento. «Agora, só penso em recuperar bem», diz o defesa-esquerdo. 

Rafa, conforme é apelidado no balneário azul-e-branco, marcou presença este sábado no Dragon Force de Braga, em Aveleda, onde conviveu com cerca de 140 crianças inscritas neste projecto do clube portista. O jogador falou então publicamente pela primeira vez desde que se lesionou (jogo com o Gil Vicente, para a Taça da Liga, disputado a 29 de Janeiro).

«Uma lesão implica sempre um período difícil a superar, mas será mais ainda neste caso, porque me encontrava num bom momento e me afasta até ao final da temporada», disse Emídio Rafael, prosseguindo: «Já ultrapassei a primeira fase, a da desilusão e do lamento por aquilo que me aconteceu, e encontro-me agora num momento de maior força psicológica e de coragem para ultrapassar este azar. Cada dia que passa é menos um dia que falta para o meu regresso.» 

«Só penso em recuperar bem e o departamento médico não pensa em apressar o processo para que eu possa jogar um ou dois jogos pelo final. O que importa, nesta fase, é recuperar bem, sem pressas, porque vem aí uma nova época e quero estar preparado para a abraçar com todas as forças», disse ainda, citado pelo site oficial do clube portista.

Apesar de estar afastado dos relvados, Emídio Rafael diz que o FC Porto continua forte, descartando qualquer cenário de abrandamento. «Temos feito uma época excelente e não creio que tenhamos descido de rendimento. Temos uma longa série de vitórias e queremos continuar a ganhar.»

Aproveitou ainda para dar confiança a Sereno, que tem ocupado o posto de lateral-esquerdo na equipa de Villas Boas desde que Emídio Rafael foi operado. «Tem cumprido bem a posição e tem correspondido à aposta do treinador», disse.


in "abola.pt"

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sapunaru pronto para Braga

Sapunaru está completamente recuperado da mialgia de esforço que sofreu na face posterior da coxa direita durante o jogo com Rio Ave e já se encontra à disposição de André Villas-Boas para a visita a Braga. O lateral falhou os dois jogos disputados pela selecção romena no decorrer desta semana (quarta e quinta-feira), mas ontem já trabalhou integrado com o restante grupo de trabalho e sem limitações aparentes. Desta forma, o romeno deve manter o lugar no lado direito da defesa, relegando uma vez mais Fucile para o banco de suplentes. Até porque, do outro lado, deverá estar Sereno, também ele recuperado de uma mialgia de esforço que o manteve limitado no arranque da preparação para a visita a Braga. Aliás, esta temporada, Fucile foi titular em apenas seis jogos do campeonato (num total de 19...), sendo que a última chamada ao onze inicial aconteceu há quase um mês, na recepção à Naval. Depois, jogou apenas as partidas frente ao Beira-Mar e Gil Vicente, para a Taça da Liga, e os últimos 12 minutos da recepção ao Rio Ave, mas desta vez por lesão de Sereno. Muito pouco para alguém que brilhou com tanta intensidade no mais recente Campeonato do Mundo. Apesar disso, a verdade é que as sucessivas apostas de Villas-Boas para as alas têm resultado em pleno...

in "ojogo.pt"

Iturbe no Porto para conhecer o clube

turbe, o craque que está a brilhar no Torneio Sul-Americano de Sub-20 e que o FC Porto contratou, antecipando-se aos "tubarões" europeus, deve viajar para Portugal nos próximos dias a fim de conhecer o clube e definir o seu futuro imediato. "Tenho de ir ao Porto por três dias para conhecer o clube e depois regresso", revelou em declarações à rádio FMQ. Como só completa 18 anos em Junho, o novo "Messi" ainda não pode jogar pelo FC Porto pelo que de verá ser emprestado até ao início da próxima época. Para que isso aconteça, contudo, é preciso que a FIFA autorize porque o Cerro Porteño apresentou uma queixa reclamando direitos de formação sobre o jovem. E ganhou. Por isso, nos últimos meses, Iturbe treinou no Quilmes, da Argentina, mas sem jogar. "Existem várias ofertas. Se Deus quiser vamos escolher a melhor para que possa ficar na Argentina. O Quilmes abriu-me as portas e tem prioridade", admitiu.

Enquanto isto, na Argentina multiplica-se a especulação quanto ao interesse do Manchester United. Há mesmo jornais que defendem que o futuro do Pulguita ainda não está definido porque, aparentemente, o contrato com o FC Porto não está fechado. Porém, O JOGO sabe que o acordo é válido para cinco anos e foi assinado há cerca de duas semanas quando os pais do jogador estiveram na Invicta.

Numa outra entrevista, desta feita à "TyC Sports", Iturbe falou da infância complicada que viveu. "Os meus pais matavam-se a trabalhar para sustentar a família. Quando estava no Paraguai quase que não os via. A minha mãe tinha uma farmácia e o meu estava na construção civil enquanto eu estudava e jogava à bola. Só estava com eles à noite", referiu.
Iturbe falou ainda sobre o conflito com o Cerro Porteño que o tem impedido de jogar no Quilmes. "Pressionaram-me para assinar pelo Cerro Porteño e custou-me muito o que se passou porque é o clube do meu coração. Por culpa de alguns dirigentes, que não entendem nada de futebol, passou-se tudo isto", explicou.
A terminar, Iturbe contou que "adorava ver Ronaldinho Gaúcho jogar", mas salientou que o seu ídolo é Messi. "Senti pele de galinha quando o conheci no estágio na África do Sul. Não só pela qualidade como jogador, mas também pelo ser humano que é".

É o craque da Argentina e o sonho do Paraguai

Iturbe nasceu na Argentina, em Buenos Aires, mas tem descendência paraguaia, de onde são naturais ambos os pais. Por isso, Gerardo Martino, seleccionador A do Paraguai, tem piscado o olho ao jovem craque - ainda que com pouca convicção - procurando convencê-lo a mudar de camisola. O que pode acontecer enquanto não somar qualquer internacionalização pelos sub-21. "Sempre tivemos essa intenção, mas não se pode fazer muito porque é o miúdo que tem de decidir. Eu até posso convocá-lo já em Março, mas para quê expo-lo a isso se ele já tem bem definido o que pretende?", desabafou. De facto, Iturbe não parece pensar em jogar pelo Paraguai. "Tenho que seguir a minha carreira e no Paraguai até me querem matar. Mas também há quem perceba de futebol e entende a minha situação", brincou em declarações à "TyC Sports".

Tudo por tudo para as Olímpiadas de Londres

Iturbe terá, esta noite, a responsabilidade de comandar a Argentina na última partida do Torneio Sul-Americano de Sub-20, frente à Colômbia. Em jogo está o apuramento para os Jogos Olímpicos de Londres e apesar dos golos de Iturbe as contas não são fáceis. Esta prova, que se disputa no Peru, apura as duas selecções que representarão a América do Sul no torneio de futebol das olimpíadas e o Uruguaio já tratou de garantir uma das vagas quando venceu, precisamente, a Argentina. Para agarrar a outra, os argentinos têm de vencer os colombianos e torcer para que os brasileiros sejam derrotados pelos uruguaios no encontro que vai decidir o vencedor deste torneio. Em todo o caso, os resultados da Argentina são suficientes para assegurar a presença no Mundial de Sub-20, que se disputará na Colômbia, entre 29 de Julho e 20 de Agosto com 24 equipas, entre as quais Portugal.

in "ojogo.pt"

Campo Pequeno ficou azul

João Santos e Carlos Andrade estavam no Campo Pequeno, mas fora de combate, o que, perante um Benfica cheio de soluções e com todos os elementos operacionais, fazia antever um clássico desequilibrado naquele que era o prato forte do primeiro dia da Supertaça Compal. Assim não aconteceu. Quando o resultado se "inclinou", já dentro do último tempo de jogo, foi favorável ao FC Porto, que abriu para 12 pontos e sentenciou a partida.

Jogando em campo neutro, mas ainda assim bem mais "fora de casa" do que adversário, os dragões assentaram numa defesa muito forte esta segunda vitória da temporada sobre os encarnados - a outra foi para a Liga, em casa, por 91-74, num total de quatro jogos entre ambos.

O conjunto de Henrique Vieira, com a maioria dos adeptos presentes no Campo Pequeno a ajudar na recuperação, mostrava poucas soluções, especialmente ofensivas, terminando com percentagens de lançamento muito baixas. Nos minutos finais, os bicampeões nacionais e detentores da Supertaça Compal revelaram enorme desorientação, especialmente Ekjersey Viana, que protagonizou alguns lances bastante duros.

Mas, mais do que a derrota, a Henrique Vieira certamente preocupará a lesão de Ben Reed. Porque terça-feira tem jogo europeu, bem importante, com o Ventspils.

A FIGURA

GREG STEMPIN
Personificou garra portista

Mais uma boa actuação do extremo/poste, que personificou a garra e a entrega dos homens do FC Porto. Fez 15 pontos, quatro assistências e ainda ganhou oito ressaltos, bem divididos entre defesa e ataque.

Declarações

Henrique Vieira Treinador do Benfica
"Ofensivamente não existimos"

Henrique Vieira começou por fazer uma crítica à escolha da equipa de arbitragem, "pois no ano passado eram equipas mistas dos dois países e agora eram só angolanos, o que podia ter prejudicado, pois lá a dinâmica é diferente". A derrota, no entanto, deveu-se à sua equipa. "O Benfica ofensivamente não existiu. Falhar 30 lançamentos de dois pontos frente ao FC Porto é muito mau", disse. "A ânsia de recuperar acabou por prejudicar. Perdemos este jogo, mas não o torneio. Vamos rectificar", completou o técnico.

Moncho Lopez Treinador do FC Porto
"Melhor do mundo e arredores"

"Estou muito satisfeito. Fomos bem organizados defensivamente e este, além de um jogo físico, foi sobretudo intelectual. Conseguimos ser superiores e entrámos com muito combustível", comentou Moncho Lopez, treinador do FC Porto. Obrigado a mudanças devido a lesões, Moncho gostou dos seus "jogadores novos, que tiveram uma boa prestação, mas isso para mim não foi surpresa". O técnico destacou ainda a exigência do FC Porto, "que tem grandes adeptos e é o melhor clube do mundo e arredores".

in "ojogo.pt"

O pobre e o rico. Dois mundos unidos por Bobby Robson

Têm origens e histórias de vida quase opostas. Juntaram-se pela mão do técnico inglês e hoje são duas das caras da nova geração de treinadores portugueses



Quando Domingos Paciência entrou para a escola primária, com seis anos, o futebol já fermentava no seu corpo. Vinha do bairro dos pobres, de uma família onde a fartura só existia no lado das dificuldades, mas não revelava a origem. Perante os outros meninos dizia que era do bairro do Rodão, para evitar o embaraço provocado pela crueldade das crianças de famílias mais ricas. Domingos não queria ser posto de parte por ser pobre. Por outro lado também não passava muito tempo na escola. Chumbou por faltas no primeiro ano, quase sempre porque se escapava para ir jogar futebol.

Filho de um pintor da construção civil nascido na Amazónia e de uma conserveira, saiu de casa aos 13 anos para viver no centro de estágio do FC Porto. Lá podia ter a alimentação que lhe faltava em Leça, indispensável ao crescimento de um jogador de futebol. E mesmo lá, onde só recebeu o primeiro ordenado (37,50 euros) aos 17 anos, tinha a responsabilidade de ajudar a família.

A infância de Domingos Paciência moldou a personalidade do jogador que admirava Frasco, Nené, Carlos Manuel e Fernando Gomes. Depois começou a marcar e a brilhar no FC Porto. Nesse momento passou a ser ele o homem idolatrado. Os miúdos (tal como os graúdos) viam nele o rosto da equipa, uma das imagens de marca do clube na década de 90 - a mais dominadora da história dos dragões. Não interessava se eram pobres como ele fora em criança ou ricos como (D. Luís) André (de Pina Cabral e) Villas-Boas, bisneto do 1.o visconde de Guilhomil, parecia ser. Todos queriam ver Domingos marcar golos. E todos duvidavam de Bobby Robson, em 1994/95, quando mantinha o goleador no banco de suplentes.

O jovem André, no entanto, foi mais longe. Vizinho do treinador inglês, não teve problemas em meter conversa uma das vezes que se cruzaram. Não queria pedir um autógrafo, mas sim manifestar o seu desagrado por Domingos Paciência não jogar. A atitude mudou-lhe a vida: Robson tornou-se um mentor, a sua maior influência. Convidou-o para compilar as estatísticas do FC Porto e mostrou-lhe o caminho a seguir: "Ia seguir jornalismo desportivo, mas Bobby Robson deu-me a oportunidade de entrar no mundo do futebol."

À luz do futebol actual formou-se então um quarteto de luxo: Robson a treinar, Mourinho a ajudar, Domingos a marcar e Villas-Boas a observar. Depois vieram os cursos de Treinador na Escócia e em Inglaterra, o estágio no Ipswich Town e o cargo de director técnico da selecção das Ilhas Virgens Britânicas. Mais tarde proporcionou-se o regresso ao FC Porto, pela mão de José Mourinho, tal como as aventuras em Inglaterra e Itália com o Special One.

A chamada da Académica trouxe André Villas-Boas de volta a Portugal para o primeiro desafio como treinador principal, aos 32 anos. Depressa tirou a Briosa do fundo da tabela. E à 16.ª jornada do campeonato recebeu o Sp. Braga. De repente estava lado a lado com Domingos Paciência, o ídolo que por mero acaso lhe abrira a porta do futebol. Já se tinham cruzado - no FC Porto viam-se todos os dias - mas agora estavam pela primeira vez ao mesmo nível, um contra o outro.

Domingos ganhou a primeira batalha (2-0), Villas-Boas cantou vitória na segunda (3-2), esta temporada, já como treinador do FC Porto. A terceira disputa-se este domingo em Braga, para desempatar. De calendário na mão, pode perceber-se que os dragões só vão encontrar deslocação mais difícil na 25.ª jornada, quando visitarem o Estádio da Luz. Por isso está na altura de o miúdo André Villas-Boas esquecer a ligação ao rival deste fim-de-semana.

AMBIÇÕES VS. EXPERIÊNCIAS Domingos puxou Villas-Boas para o futebol, mas isso não quer dizer que haja muitas semelhanças entre os dois treinadores. As origens sociais são opostas. Em parte, as posturas em relação ao futebol também o são. A começar pelas ambições. Domingos vê no Sp. Braga um "bom clube", uma montra para mostrar ao mundo o que vale como treinador. Depois quer subir mais, em Portugal e até no estrangeiro. Mesmo que um dia chegue ao FC Porto, como muitos acreditam que vai acontecer, o limite do técnico de 42 anos estará ainda mais acima.

Villas-Boas sonha com um futuro diferente. Pensa pôr fim à carreira de treinador antes dos 50 anos e não se sente fascinado com Espanha, Inglaterra ou Itália. Já experimentou esse prato enquanto adjunto de Mourinho e dispensa repetir. Se é para sair de Portugal, que seja para o Japão ou a Argentina, por exemplo - sítios que lhe proporcionem outras "experiências de vida". Para já, a experiência no FC Porto é a realização do sonho de uma vida. Quando o sonho acabar, talvez seja Villas-Boas a abrir a porta do Dragão ao seu ídolo de infância.


in "ionline.pt"

Inter e Juventus fecham cerco

ROLANDO FOI OBSERVADO NO PORTUGAL-ARGENTINA


Rolando é mais um central do FC Porto a despertar a atenção de alguns dos gigantes europeus, tendo, inclusive, sido observado no recente Portugal-Argentina. De acordo com um dos seus representantes, Peppino Tirri, são vários os emblemas históricos que seguem as pisadas do defesa. “Falo de clubes como o Inter Milão, Juventus, Manchester United e Liverpool. Há mais opções em Itália e vamos trabalhar nisso até junho, porque houve aproximações com a Juventus e o Inter”, revelou o empresário italiano, em declarações ao site Calciomercato.
No entanto, Peppino Tirri admite que não será fácil convencer os responsáveis portistas a libertar o internacional português, de 25 anos, já que a SAD “valoriza muito o jogador e pedirá, pelo menos, 15 milhões de euros” para concretizar o negócio. Um valor muito abaixo do que consta da cláusula de rescisão, fixada em 30 milhões. Além disso, está em curso o processo de renovação com os azuis e brancos.
in "record.pt"

Ainda não é na Pedreira que Falcão vai aterrar

SÓ HAVERÁ MATADOR EM SEVILHA


“Vamos ver, mas as probabilidades são poucas”. Foi desta forma que, em conferência de imprensa, André Villas-Boas alimentou a dúvida quanto ao regresso de Falcão à competição no jogo de amanhã. O técnico só divulgará os convocados para a deslocação a Braga no final do treino de hoje, mas é garantido que o nome do colombiano não figurará na lista. El Tigre só deve voltar às opções no compromisso seguinte, frente ao Sevilha, uma vez que ontem ainda se treinou com algumas (poucas) limitações.
Desta forma, confirma-se o cenário avançado inicialmente, segundo o qual o camisola 9 iria parar por um período nunca inferior a um mês. Num processo de recuperação com avanços, recuos e muita estratégia à mistura, Falcão chega a meados de fevereiro com apenas um jogo realizado em 2011 (Naval, 1 golo).
in "record.pt"

Entrevista a Rubens Junior

Rubens Júnior: «Jesus dizia-me que eu era um jogador à Porto»

Jorge Jesus e Domingos Paciência: dois apoios nos momentos mais duros


No período em que esteve afastado da principal equipa do F.C. Porto, Rubens Júnior conheceu técnicos que, hoje, escalaram a montanha do futebol luso. Em Guimarães, foi treinado por Jorge Jesus. Na equipa B portista, onde jogou durante um ano e meio, a partir de 2004, conheceu Domingos. Hoje são campeão e vice-campeão do campeonato português.

«O Jorge Jesus apoiava-me muito. Dizia-me que eu era um jogador à Porto, que tinha qualidade para jogar lá. Mesmo quando fui para a equipa B, ele ligava-me muitas vezes a perguntar como iam as coisas e a dar força. Dizia-me para me empenhar que iam voltar a olhar para mim», conta.

E o brasileiro contesta os que apontam o excessivo rigor do actual técnico do Benfica: «Todo o treinador tem de ser exigente. Se ele não cobrar dos jogadores quem vai cobrar? Dava-nos total liberdade para entrar no balneário dele e desabafar. E, num grande, a cobrança sobre ele também é maior, por isso tem que exigir mais ainda dos jogadores.»

Sobre Domingos, o discurso não muda muito. Foi mais um apoio fundamental num período delicado. «Era um dos grandes amigos que tinha em Portugal. Conversava muito comigo. Ficava muitas vezes ao lado dele nas viagens para os jogos e ele dava-me conselhos. Procurou ajudar-me e eu procurava ajudá-lo depois em campo», afirmou.

«Eu sabia que eles tinham qualidade. Fico contente por essas pessoas serem agora grandes nomes do futebol português. É sinal que eu não estava cego.»

«Não fui inteligente para perceber que Mourinho gostava de mim»

Rubens Júnior assume responsabilidade pelo que correu mal no F.C. Porto

Início de sonho, com um final inglório. A passagem de Rubens Júnior pelo F.C. Porto não deixou grandes marcas, mas a estreia foi auspiciosa. O Maisfutebol enquadra o momento. 

Na primeira jornada da Liga 1999/00, Fernando Santos surpreende e coloca Rubens Júnior como extremo-esquerdo no derby com o Boavista. Numa altura em que aquilo que se pedia aos alas dos dragões eram cruzamentos para Jardel, o brasileiro começa em grande. Aos 2 minutos do primeiro jogo com a camisola azul e branca, soma a primeira assistência para golo.

«Puxa...Bem lembrado! Foi uma estreia de sonho, mesmo. Tantas recordações...Ainda para mais era um jogo importante na altura, um derby de cidade. Depois daquele jogo só pensava: vou brilhar!», confessa.

Acabou por não ser bem assim. Após um início em que foi, quase sempre, opção, lesiona-se e começa a perder preponderância na equipa. A carreira no Porto seria sempre assim: cheia de altos e baixos. «Se não fossem as lesões, muita coisa seria diferente. Mas o F.C. Porto foi uma fase muito boa. Tenho muitas saudades não só do Porto mas também de Portugal. Os amigos diziam-me que ia sentir falta e eu duvidava, mas agora sei como é. O tempo que estive aí foi uma adrenalina muito grande», explica.

«Falhanço no F.C. Porto? Responsabilidade foi minha»

Na temporada seguinte volta a começar bem, mas acaba emprestado ao Atlético Paranaense. Desabafa, à saída, que tinha sido «injustiçado» e um «bode expiatório». Voltaria para a equipa de Octávio Machado e segue a mesma linha: bom começo, final inglório.

«Eu hoje sei ver que, se tem de haver algum culpado, em grande parte sou eu. Tinha de ter mais cuidado com algumas coisas. A responsabilidade maior foi minha. Por isso ainda hoje adoro o clube», garante. 

Na mesma época conhece José Mourinho. E mantém a regra de elogios ao actual técnico do Real Madrid: «Treinei quatro ou cinco meses com ele, mas deu para perceber que era diferente de todos os outros. Nunca tinha visto nada assim.»

O convívio com Mourinho acontece numa altura em que Rubens Júnior estava a tentar sair do F.C. Porto para poder jogar com mais regularidade. Um erro irreparável, reconhece hoje.

«Não fui inteligente a ponto de perceber que o Mourinho gostava de mim. Um dia ele chamou-me ao gabinete e pediu-me para ficar, disse-me que ia ser importante na equipa na próxima época. Disse-lhe que não, que queria jogar já, mas ele dizia que naquela altura era difícil, que havia coisas que queria trabalhar comigo e a cobrança dos adeptos não permitia experiências, porque a equipa tinha de recuperar na classificação. Não tive paciência e saí. Não percebi o tamanho daquilo que estava para vir», conta.

Perdeu, assim, a melhor fase dos dragões no século XXI. Contratualmente ligado ao F.C. Porto, viu de fora as vitórias europeias de 2003 e 2004. 

«Estava no V. Guimarães e acompanhei aquelas conquistas todas. A equipa era muito boa. Continuava com esperança de lá voltar. Nunca aconteceu. Foi pena.»

Deixou a bola e agora é o DJ R Júnior

Ex-dragão anima São Paulo e até já lançou um CD

A relação dos jogadores de futebol com a vida nocturna é, quase sempre, um problema. Quando se deixa de jogar, por que não torná-la uma solução? Rubens Júnior, antigo jogador do F.C. Porto, foi por aí. Em 2007 pendurou as chuteiras no Vasco da Gama. Pensou ficar ligado ao futebol, mas optou por outra arte: a música. Hoje é o DJ R Júnior.

«Não posso dizer que é uma paixão nova, porque sempre gostei desta área ainda antes de começar a jogar futebol. Depois como aqui virou moda e como tinha mais tempo, porque deixei de jogar, decidi levar este hobby mais a sério. É como um segundo plano para mim», confessa, em conversa com oMaisfutebol.

Uma vez por semana, Rubens Júnior fura por entre as luzes de néon e sobe ao palco de uma discoteca escolhida por si para animar o povo de Taubaté, a cidade do estado de São Paulo onde mora. Para trás ficou o cheiro da relva. O brasileiro, garante, é hoje um homem diferente.

«Até pensei continuar ligado ao futebol, mas pensei nas responsabilidades que tenho. Há a minha família, as crianças...Tenho um filho de cinco anos que precisa de mim. Não queria um compromisso que me obrigasse a ficar longe de casa», explica. 

«Do F.C. Porto só conheço o Hulk»

A nova vida de Rubens Júnior é uma «delícia», garante: «Tenho-me dedicado muito, vamos ver no que dá. No Reveillonfoi muito bom. Passei música numa festa cá na praia. Está a correr muito bem esta aventura.»

O futebol, para já, está completamente posto de parte. Perguntámos como tem visto o campeonato português. A resposta foi clara. «Não sigo campeonato nenhum. Do F.C. Porto conheço o Hulk e pouco mais. Ainda não assimilei bem o facto de não estar a jogar e quando vejo futebol dá muitas saudades. Assim vou vendo, de vez em quando, como estão as coisas e nada mais que isso», assevera.

A aposta é mesmo na música. Já lançou um CD, inclusive. «Enquanto for dando, quero seguir, pensando sempre que faço por lazer. Depois pensarei noutras coisas. Gostava de ser empresário. Para passar para outras as experiências boas e más que tive. Mas gostava de ser agente de um clube só. Algo que não me obrigasse a estar muito tempo fora», resume.

Hulk leva tudo à frente

Hulk vai manter-se a ponta-de-lança em Braga. O Incrível não é nada de rodar maçanetas com a suavidade de, por exemplo, Falcao; é mais de arrombar as portas a pontapé, a forma extrema de entrar sem pedir licença. E nisso, convenhamos, é bom. É mesmo muito bom, tão bom que leva o FC Porto à boleia, é ele que paga pelo menos metade das deslocações. 

Villas Boas sabe disso, e sem Falcao, será Hulk, mesmo em relativa esterilidade, a comandar o ataque.

O debate abriu-se há algumas semanas, com a segunda lesão consecutiva de Falcao. Lesão que era «para duas semanas» e já vai praticamente num mês (28 dias) e sete jogos perdidos pelo colombiano, cuja ausência, além da perda dos seus créditos goleadores (19 golos em 25 jogos!), descaracterizou acentuadamente o jogo portista.

Esse debate está, pois, para continuar, e tem várias frentes de análise, o menos subjectivas possível: o futebol será dos desportos mais emancipados em relação à estatística, mas muito ou pouco, os números acabam por ter o seu peso. E os números de Hulk, principalmente os dos golos de Hulk, nos jogos fora do FC Porto, são de respeitar silêncio, de expirar longamente, de meter medo. 


in "abola.pt"

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Villas-Boas - Antevisão

A segunda chamada de Hulk à selecção de Mano Menezes, agora para um jogo, depois da presença numa sessão de treinos, trouxe ao avançado os primeiros minutos em campo. Foram apenas cinco, o que terá deixado decepcionada muita gente, mas mais importante é que é um passo em frente.


Ora nesse sentido, Villas-Boas congratula o jogador do F.C. Porto pelo que já conseguiu. «A quantidade de talentos disponível para a selecção do Brasil é extensa e o seleccionador optou por fazer a alteração no período em que foi, enfim é uma coisa que não nos diz respeito.»



«Claro que Hulk poderá desejar sempre mais, mas já foi bom ter entrado, esteve na cara do golo e podia ter dado um novo rumo ao jogo. Penso que se sentiu satisfeito nesta posição de nove, em que tem sido utilizado também no F.C. Porto. Em cinco minutos teve rendimento», finalizou Villas-Boas.



Os últimos jogos, e alguma queda exibicional, levaram a crítica a considerar que o F.C. Porto atravessa um momento menos fulgurante. Provavelmente como consequência de algum cansaço físico. Ora Villas-Boas aproveitou a conferência de imprensa para desfazer essa ideia: não há cansaço.


«Tem tentado colar-se essa imagem, mas é falso. O que me parece é que a menor qualidade exibicional tem mais a ver com a concentração do que com o desgaste», garantiu, frisando que as mialgias e outros problemas físicos são casos isolados. «Este F.C. Porto está óptimo fisicamente.» 



Depois lembrou que Moutinho, Rolando e Guarín tiveram grande desgaste a meio da semana e que estão recuperados. «Os dois jogadores da selecção portuguesa jogaram os 90 minutos, ao contrário de outros, com um rendimento máximo absoluto e isso é fruto do trabalho que fazemos aqui.»



Por fim, e porque a semana que se segue é exigente, com a deslocação a Braga e dois jogos com o Sevilha, perguntou-se se haveria algum tipo de gestão de esforço. «Nenhum jogador vai estar a pensar no Sevilha. Completamente. A focalização máxima é neste jogo com o Sp. Braga.»


Villas-Boas admite que a deslocação a Braga, nesta fase do futebol português, é um jogo grande. «Este ano não assumiram a candidatura ao título, mas nós sempre os olhamos como tal», garantiu o treinador. «Para nós são um candidato ao título e vamos jogar com um candidato ao título.»


«É um adversário complicado e uma deslocação complicada. Vai ser um dos jogos de dificuldade mais acentuada desta Liga e que nos propõe um desafio difícil. É um vice-campeão que na última época teve um ano brilhante, não foi campeão na última jornada, e coloca-nos um desafio aliciante.»



«Tenho respeito máximo pelo que fizeram o ano passado e respeito pelo que estão a fazer este ano, porque estão dentro dos objectivos que o Domingos traçou», acrescentou Villas-Boas, ele que só admite a vitória. «É um desafio difícil, mas que podemos e devemos ganhar.»



Falar em F.C. Porto e Sp. Braga, de resto, é recordar o grande jogo da primeira volta. O Porto venceu no Dragão por um 3-2 difícil que encheu o relvado de emoção e bom futebol. Desde então muita coisa mudou, o Sp. Braga perdeu por exemplo Moisés, Matheus, Luís Aguiar e também não terá Lima.



É um Sp. Braga mais fraco?, perguntou-se. «Não propriamente. Os que jogam menos vão ter uma oportunidade para se transcender e para ameaçar os atletas habitualmente mais utilizados. O Sp. Braga tem um plantel extenso, trouxe o Kaká que é um jogador que aprecio e opções não lhe faltam.»



Com onze pontos de vantagem, e ainda um derby de Lisboa a jogar em Alvalade, é indesmentível que a deslocação do F.C. Porto a Braga assume uma grande importância neste campeonato. Em caso de vitória, os azuis e brancos partem para os dez jogos finais da Liga com dois dígitos de vantagem.


É certo que têm mais um jogo que o Benfica e que a vantagem pode ser encurtada na semana a seguir, mas garante-se no mínimo oito pontos para gerir entre seis deslocações e quatro jogos em casa. As perspectivas são boas: dá para pensar que o título pode ficar garantido? «É tudo uma grande farsa.»



«Todos os jogos são decisivos à medida que caminhamos para o fim. Estamos numa fase prematura da segunda volta. O F.C. Porto tem onze jogos para fazer este é o desafio que temos para a segunda volta e está completamente longe de ficar decidido em caso de vitória em Braga», completou Villas-Boas.



O treinador diz que lê «a competência do F.C. Porto» e fica satisfeito, mas lê também «a competência do Benfica» e percebe «que está a atravessar um excelente momento». Por isso reitera que vai haver campeonato por mais tempo. «Não me parece possa ser dado como encerrado em Braga.» 



«Essa questão já é colocada desde que perdemos os primeiros pontos em Guimarães. Até Guimarães o Porto construiu uma vantagem que não é muito diferente da que tem agora, em Outubro éramos campeões, até havia quem já tivesse abdicado de ser campeão e só lutasse pelo segundo lugar», ironiza.



«O campeonato está e sempre esteve aberto. Enquanto matematicamente o título estiver em aberto, vamos focalizar-nos nele até ao fim.» Como sempre foi feito, aliás. «Não me parece que esta seja uma fase particularmente importante, porque isso seria tirar importância ao que temos feito.» 



«A equipa vem numa fase vitoriosa e estamos confiantes no nosso trabalho. Por vezes expressamo-nos com mais qualidade exibicional, outras vezes com menos qualidade, a exibição menos conseguida foi claramente a da Taça de Portugal, mas a equipa propõe-se a atingir níveis exibicionais elevados.»


Otamendi: "Queremos vencer tudo o que resta"

Há uma coincidência entre Nicolás Otamendi e as duas derrotas sofridas pelo FC Porto esta temporada: é que o central argentino não esteve presente em nenhuma delas, nem na primeira, que resultou na quebra da série de invencibilidade (com o Nacional, para a Taça da Liga), nem na segunda, consentida igualmente em casa, perante o rival Benfica, para a Taça de Portugal. Talvez por isso Otamendi diga, com clareza e convicção, que o objectivo do FC Porto é a conquista dos três pontos em todos os jogos que faltam até ao final do campeonato português, revelando, com a mesma força, que no Dragão não se fala de crise, simplesmente porque ela não existe. "Não, não há crise. Estamos bem, sabemos que temos feito as coisas bem. O FC Porto neste momento tem de conseguir o seu objectivo, que é vencer todos os jogos que restam do campeonato. É isso que queremos, é essa a mensagem que tem sido passada, encarando as partidas com tranquilidade e concentração", assinalou o central em declarações a O JOGO, no final do Portugal-Argentina, em Genebra (Suíça), onde foi suplente não utilizado.

O argentino ex-Vélez Sarsfield - contratado por cinco épocas pelos dragões - admite que a vantagem no campeonato não é definitiva e reconhece que o Benfica está a viver um bom momento, mas insiste em transmitir uma ideia de confiança e, sobretudo, paz de espírito. "Sim, o Benfica está a pressionar, a fazer o seu papel. É normal. Há sempre uma grande rivalidade entre os dois clubes, é a luta pelo título, mas estamos a fazer as coisas bem. O importante é continuarmos assim e conseguir vencer os jogos que faltam até ao final do campeonato", reforçou Otamendi. O camisola 30 dos dragões falhou o clássico devido a uma lesão no tornozelo esquerdo e voltou à equipa azul e branca no último fim-de-semana, participando na vitória sobre o Rio Ave, e garante que a paragem não o afectou nem lhe tirou ritmo. "Sinto-me muito bem, senti-me muito bem no jogo com o Rio Ave e, bom, estou preparado para continuar assim e ajudar o FC Porto ao máximo", indicou o futebolista argentino, que domingo será titular, em Braga, e amanhã estará de parabéns: faz 23 anos, festejando pela primeira vez o aniversário fora do seu país.

"Liga Europa também é um objectivo"

"Obviamente!" - foi assim que Otamendi reagiu quando O JOGO lhe perguntou se a Liga Europa também é uma das ambições do FC Porto para esta temporada, suportando a resposta com o argumento da mentalidade do clube. "É muito importante, também. Todo o tipo de campeonatos e taças são objectivos para o FC Porto", esclareceu o eficiente central argentino, convicto. Os dragões foram brilhantes durante a fase de grupos da competição, terminando em primeiro lugar e sem uma única derrota, mas agora terão pela frente, nos 16-avos-de-final - que se começam a jogar já na quarta-feira -, um adversário de peso: o Sevilha, de Espanha. Otamendi defende, porém, que, mantendo o nível, o FC Porto tem todas as hipóteses de superar este obstáculo e chegar longe na prova europeia. "Com tranquilidade, se continuarmos a fazer as coisas bem, vamos conseguir chegar longe", frisou o camisola 30 do clube azul e branco.

Rendido ao encanto da Invicta

Otamendi viveu sempre em Buenos Aires até à mudança, no Verão, para o Porto, mas não tem estranhado o quotidiano português, confessando-se mesmo encantado com a Invicta. "É uma cidade muito linda", elogiou o jogador argentino, que no Porto tem a companhia de um número considerável de sul-americanos, entre os quais os seus compatriotas Belluschi e Mariano González. "Há muita tranquilidade no Porto. Isso ajuda a que possa estar concentrado apenas no futebol", enalteceu.

Vingar na selecção alviceleste

Nicolás Otamendi tornou-se internacional pela mão de Diego Armando Maradona, em 2009. Presente no Mundial da África do Sul, o central - por vezes utilizado a lateral-direito - conta oito jogos pela selecção alviceleste. Em Genebra, frente a Portugal, não saiu do banco, mas sente-se "motivado" pela chamada do técnico Sergio Batista, que antes do jogo o elogiou e disse que conta com ele para o futuro. "O Otamendi é um grande jogador. Tecnicamente é bom e é um grande central de marcação", afirmou Batista, um antigo... central.

in "ojogo.pt"

Juan Figer no Porto para tratar do futuro de Hulk

Juan Figer, empresário de Hulk, passou os últimos dias em Paris antes de viajar ontem com o brasileiro para a cidade do Porto, tendo chegado a Portugal com o objectivo de reunir com os responsáveis do FC Porto para discutir o futuro do avançado. O representante do internacional brasileiro, que ainda detém uma percentagem significativa do seu passe, revelou recentemente que "há muitos clubes a fazerem perguntas sobre Hulk" e a presença de Juan Figer na capital francesa serviu também para desenvolver contactos com representantes de vários clubes que marcaram presença no jogo entre as selecções da França e do Brasil.

Segundo O JOGO conseguiu apurar, o empresário uruguaio esteve, inclusivamente, reunido em Paris com Sandro Rosell, presidente do Barcelona, numa conversa em que também se falou sobre Hulk. A influência do empresário uruguaio na Europa é grande e foi o próprio Figer que revelou no início do mês a intenção de se encontrar com os dirigentes do FC Porto - "mantenho contacto com Pinto da Costa e Antero Henrique" -, até porque é por esta altura que os "clubes começam a preparar a próxima época".

Pois bem, Juan Figer acompanhou ontem Hulk na viagem entre Paris e a cidade do Porto, depois de o brasileiro ter somado a sua terceira internacionalização pela selecção principal. A saída do brasileiro no final da temporada parece cada vez mais uma inevitabilidade, uma situação encarada como normal no Dragão, onde habitam dirigentes mais do que habituados a lidar com este tipo de situações. No entanto, e como é natural, tudo depende das propostas que Juan Figer trouxer para levar Hulk, que, recorde-se, renovou em 2009 o contrato que o liga ao FC Porto e no qual ficou estipulado uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros.

Vida difícil na selecção com Mano no comando

O jogo com a França serviu para perceber que Mano Menezes não confia totalmente nas capacidades de Hulk. Apesar da ausência de vários avançados nesta convocatória - Nilmar (lesionado), Neymar (na equipa de sub-20) ou ainda Ronaldinho (a recuperar a forma no Flamengo) -, o seleccionador brasileiro ofereceu apenas cinco minutos ao portista, numa decisão pouco compreensível, até pelas características que o encontro de quarta-feira apresentou. Mais do que isso, Mano Menezes voltou a reforçar a ideia de que Hulk é um jogador "forte fisicamente", parecendo que essa é, para o seleccionador, a única característica capaz de transformar o avançado num grande jogador... As dúvidas sobre a presença assídua - ou não... - de Hulk na selecção voltam a ser dissipadas no final do próximo mês, quando o Brasil disputar mais um jogo particular.

A longa lista de candidatos...

O Barcelona surge agora como mais um possível destino de Hulk no final da temporada, juntando-se a uma já longa lista de candidatos anunciados: Chelsea, Manchester City e United, Inter de Milão, Atlético de Madrid ou Tottenham foram clubes já citados pela mais variada Imprensa. O internacional brasileiro tem sido observado de perto em quase todos os jogos do FC Porto por olheiros de vários clubes e diferentes campeonatos, antecipando-se um final de temporada recheado em notícias com possíveis destinos para o avançado. Hulk, com 27 golos esta época, é um dos avançados mais cobiçados do mercado europeu, mas como a cláusula de rescisão parece ser inacessível, o FC Porto, que detém 45 por cento do passe, pode sempre ouvir proposta

in "ojogo.pt"


Carta da invencibilidade é o trunfo de Villas-Boa

QUER TIRAR PARTIDO DE FATOR DE MOTIVAÇÃO


Depois de Alvalade, esta é teoricamente a segunda saída mais complicada do FC Porto na Liga. Isto se levarmos em conta o núcleo de equipas que teve uma palavra a dizer na discussão dos últimos títulos. O Sp. Braga está distante do nível evidenciado na época transata, mas a boa participação do onze de Domingos na fase de grupos da Champions e a qualidade do seu plantel são motivos suficientes para colocar à prova a invencibilidade dos dragões na competição.
A tarefa é complicada e André Villas-Boas não se tem cansado de avisar que os adversários preparam-se cada vez melhor para anular os pontos fortes da sua equipa. Essa é uma das razões que, no seu entender, explica uma relativa quebra de rendimento no início deste ano.
in "record.pt"

Falcao em dúvida para Braga

O avançado Falcao ainda é a maior dúvida na estratégia que André Villas-Boas, treinador do FC Porto, montará para a visita ao Sporting de Braga, no domingo (20h15), em partida da 19ª jornada da Liga de futebol.

O ponta-de-lança colombiano continua a treinar de forma condicionada com o restante plantel, conforme revela o boletim clínico dos portistas, de forma a recuperar completamente da lesão no joelho esquerdo, contraída na 13ª jornada, frente ao Beira Mar.

Radamel Falcao falhou os últimos seis jogos do FC Porto (campeonato e taças de Portugal e da Liga) e o recente desafio amigável entre o conjunto da Colômbia e a Espanha.

Segundo o mesmo relatório, divulgado na página do clube na Internet, Álvaro Pereira e Sapunaru continuam a trabalhar de forma condicionada e separados dos restantes colegas, não se vislumbrando recuperação atempada para o compromisso do próximo fim-de-semana.

O ensaio da tarde, no Olival (Gaia), já contou com as presenças dos cinco internacionais que estiveram ao serviço das selecções nacionais: João Moutinho e Rolando (Portugal), Hulk (Brasil) Otamendi (Argentina) e Guarín (Colômbia).

Villas-Boas chamou à sessão vespertina, a exemplo do dia anterior, o defesa esquerdo Romário e do ponta-de-lança Rafa, ambos dos sub-19.

Os ‘dragões’ voltam a treinar sexta-feira de manhã e, pelas 12h30 horas, Villas-Boas fará a antevisão do desafio na cidade minhota. 

Os portistas comandam o campeonato, com 11 pontos e mais um jogo que o Benfica, segundo classificado.

Após o confronto com os bracarenses, os portistas retomarão os trabalhos, sem pausas, até ao jogo com o Sevilha (primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa), na quinta-feira, partindo para a capital da Andaluzia no dia anterior.


in "publico.pt"

Brasileiros desconfiam de Hulk

Hulk brilha em Portugal, mas não se impõe na selecção brasileira. Aconteceu o mesmo com Jardel, mas a situação do incrível assume contornos distintos, pois a expressão a nível europeu tem sido elevadíssima e não se percebe muito bem como é que o seleccionador não dá, pelo menos, maior tempo de utilização a um futebolista cujas características são muito diferentes das restantes opções de ataque. 

Os brasileiros desconfiam de Hulk. Muitos jornalistas, em conversa com a reportagem de A BOLA em Paris, fizeram a mesma questão: «Ele é assim tão bom?» 

Uma simples observação a alguns vídeos disponíveis na internet permitiria refazer a imagem desfocada sobre a estrela da Liga portuguesa, mas continua a prevalecer a ideia de que Hulk é apenas um jogador de força e não da técnica tão apreciada pela torcida, e que existem muitos nomes em posições mais destacadas entre as hipóteses consideradas pelo seleccionador para formar o ataque do Brasil.

O próprio Mano Menezes deu uma prova dessa desconfiança no embate do Estádio de França. A perder por 1-0, a jogar com 10 e sem poder de fogo no ataque, manteve Hulk a aquecer durante toda a segunda parte e só lhe deu ordem de entrada a cinco minutos do fim. O avançado procurou fazer pela vida, esforçou-se para dar nas vistas e até esteve perto de marcar o golo do empate, deixando a imprensa do seu país com as mesmas dúvidas.



in "abola.pt"

«Há interesse da Juventus e Inter no Rolando», diz agente

Central do F.C. Porto foi observado no recente Portugal-Argentina


Rolando tem mercado em Itália se os clubes preencherem os requisitos pretendidos pelo F.C. Porto. A garantia é dada pelo agente Peppino Tirri que informa que o jogador tem estado debaixo das objectivas de vários clubes e não apenas transalpinos. 

«Ontem [quarta-feira] houve vários observadores a tomarem notas sobre ele no jogo entre Portugal e Argentina de vários clubes, como Inter, Juventus, Manchester United e Liverpool», afirmou o empresário ao site italiano «Calciomercato».

Apesar da cobiça não ser exclusiva a Itália, Peppino Tirri foca as atenções numa possível mudança para o Calcio no final da temporada: «Há possibilidades para ele ir para Itália. Vamos trabalhar até Junho, mas há contactos com Juventus e Inter. A cotação dele é muito alta. 15 milhões de euros? Se calhar, até será um pouco mais.»

in "maisfutebol.iol.pt"