quinta-feira, 19 de maio de 2011

Villas Boas: o Barça como inspiração e a dedicatória a Guardiola

MOURINHO E ROBSON TAMBÉM LEMBRADOS


Na conferência de imprensa que se seguiu à conquista da Liga Europa, Villas Boas dedicou o troféu - além dos pais e do staff e equipa técnica do FC Porto - a Guardiola, Mourinho e Bobby Robson.
"Um não está à espera mas é uma inspiração para mim e ele sabe-o. É o Guardiola. O outro é José Mourinho, a quem devo muito e o 3.º é o senhor Bobby Robson [já falecido] pela tolerãncia que teve comigo", disse.
Villas-Boas sempre se assumiu um fã do Guardiola e da escola do Barça. “Este Barça é jogadores em constante pensamento”, disse numa entrevista de 2009 ao seu atual observador, Daniel Sousa. É isso que o FC Porto tem tentado replicar, não na perspetiva de uma colagem tática, mas como objetivo de associar a esta equipa a marca do bom futebol.
Por ter ideias próprias, Villas-Boas deixou o staff de Mourinho e assumiu momento de colocar em prática o manancial de informação que absorveu durante anos. Antes da época começar, esteve com Guardiola na Catalunha e retirou uma máxima: “Jogador que não saiba ser suplente não serve.” Por isso, projetou um plantel curto e uma estrutura base onde qualquer jogador pode entrar. No onze-tipo, curiosamente, só encaixou um reforço: o médio João Moutinho.
Não por acaso, são precisamente os centro-campistas quem mais têm evoluído com Villas-Boas. Belluschi e Guarín são exemplos flagrantes de ativos que o novo futebol portista potenciou. Claramente identificado com o 4x3x3 e uma cultura ofensiva que privilegia a posse, o técnico não deixa de apreciar a pertinência de outros sistemas. Admira Van Gaal e a sua escola de pensamento e de Itália guardou a flexibilidade tática dos esquemas com três defesas. No FC Porto, porém, encontrou a plataforma ideal para materializar a sua bagagem de conhecimentos e os princípios que mais o encantam.
in "record.pt"

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