domingo, 24 de julho de 2011

F.C. Porto-Peñarol, 3-0 (destaques)

Kléber consagrado entre um punhado de jovens promessas. Hulk voltou a reclamar protagonismo na festa do Dragão.


Kléber
O F.C. Porto convidou o Peñarol para revisitar a Taça Intercontinental de 1987. O adversário e a veia goleadora na pré-temporada completaram o enquadramento: em Kléber, o único reforço no onze portista, encontraram-se traços de Fernando Gomes, autor de um dos golos na final de Tóquio. A agressividade na disputa de bola, o físico como recurso para ganhar posição, a fixação pela baliza contrária. Está tudo lá. Kléber entusiasma os adeptos do F.C. Porto e torna o assédio a Falcao mais suportável. O brasileiro foi a todas, procurando compensar o tempo perdido para a consumação desde namoro antigo com os dragões. Ao nono minuto, pressionou os adversários após remate de Hulk e originou o golo inaugural, partilhado com o guarda-redes Sosa e o central Guillermo Rodríguez. Ainda acertou no poste, após o intervalo. Não engana. 

Hulk
Depois da comentada ausência no particular de Vila do Conde, Hulk regressou ao leque de opções e voltou a assumir as despesas ofensivas do F.C. Porto, criando grande parte dos lances de perigo dos dragões. Disparou para defesa incompleta de Sebástian Soza, originando o primeiro golo, e insistiu até irritar os adversários e convencer Jorge Sousa a apontar para a marca do castigo máximo. Ao terceiro ou quarto lance do género, Hulk beneficiou da tal grande penalidade para cravar o seu nome na história da apresentação do F.C. Porto 2011/12: está para ficar.

Souza
Bom jogo como médio mais recuando, voltando a ocupar uma posição que estava reservada para Fernando, na época passada. O seu compatriota tem sentido algumas limitações físicas e, em Vila do Conde, teve um erro comprometedor. Souza aproveita e procura justificar a confiança de Vítor Pereira. Cresceu em termos posicionais e acrescentou maior agressividade ao seu jogo.

Jorge Fucile
Foi um dos jogadores mais aplaudidos na apresentação que antecedeu o particular com o Peñarol. Está no Dragão de corpo e alma, depois de ter ponderado uma saída no início da época passada. Com o défice de soluções para o lado esquerdo da defesa, uma vez que Alvaro Pereira está na Copa América e o reforço Alex Sandro vai disputar o Mundial sub-20, derivou para esse lado e voltou a deixar belas indicações a atacar. 

João Moutinho
Igual a si mesmo, sem errar um passe ou tomar uma decisão claramente questionável. 

Kelvin e Walter
O primeiro, desejado por empréstimo em vários clubes da Liga, precisou de apenas três minutos para inventar um golo e apresentar o seu pé esquerdo aos adeptos do F.C. Porto. Talento em bruto, a necessitar de maturação. Criatividade e coragem num lance à esquerda, conquistando a linha de fundo e cruzando para a finalização, à meia-volta, de Walter. O ponta-de-lança, ultrapassado por Kléber numa hierarquia onde pontifica Falcao, continua a somar pontos (golos) na luta por um lugar no plantel. 

Maicon
Uma vez mais, arranca a temporada como titular do F.C. Porto. Otamendi tem sido preterido por Vítor Pereira, tal como aconteceu na época passada, em favor de Maicon. O brasileiro destaca-se nos lances ofensivos de bola parada, apostando na sua velocidade e poder de antecipação para resolver as questões no sector recuado. 

Ruben Micael
Continua a ser um elemento capaz de gerar sensações mistas nos adeptos portistas. Por um lado, tem talento reconhecido e uma capacidade de trabalho inegostável. Por outro, parece desperdiçar algumas oportunidades para conquistar o seu espaço no onze do F.C. Porto. Com Belluschi a regressar de lesão, Ruben Micael foi titular na festa de apresentação mas contabilizou alguns passes errados, irritando-se com o seu próprio desempenho. Procurou compensar as falhas, sabendo que o tempo não volta para trás.

in "maisfutebol.iol.pt"

1 comentário:

dragao vila pouca disse...

Na apresentação aos seus adeptos que compareceram em muito bom número, uma exibição simpática do F.C.Porto. Melhor na segunda que na primeira-parte, um Porto a meio gás, chegou e sobrou para dominar e ganhar, naturalmente, a um Peñarol fraquinho, incipiente, incapaz de causar o mínimo problema ao Campeão.

Foi um jogo típico de pré-época, com algumas desconcentrações, facilitismos, excessos e individualismos, principalmente após o primeiro golo e até ao intervalo. Melhorou o Dragão na segunda metade, em que foi mais rápido, esclarecido e acabou muito bem, com os jovens Castro, Kelvin, Djalma, principalmente estes três, a tentarem e a conseguirem mostrar serviço. Serviço mostrou também Kléber, um ponta-de-lança como gosto, rápido, versátil, bom de bola e que aparece bem a finalizar, embora tenha de afinar a pontaria. Se nos lembrarmos que faltaram Falcao, Guarín, James, Álvaro, Danilo, Alex Sandro e Iturbe, por compromissos com as selecções e Fernando por estar lesionado?, temos de concluir que temos um plantel muito bom e gente de qualidade para formar uma excelente equipa. Se não vier por aí nenhum terramoto que nos leve dois ou três jogadores do núcleo duro, em 2011/2012 o Campeão será fortíssimo e as expectativas elevadas.

Gostei do Kelvin, tem pormenores deliciosos e um grande talento, mas calma, foi apenas um jogo e frente a uma equipa fraca. Aguardemos os próximos capítulos, jogos com maior grau de dificuldade, para fazermos um melhor juízo de valor. Será que com James, Djalma, Hulk, Varela, Iturbe e não sei se com C.Rodríguez, para as alas, o melhor para ele é ficar no plantel?

Abraço