segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Regressos entre flores e aplausos até costumam ter um final feliz

Bruno Alves será o 14º portista dos últimos 20 anos a regressar a casa ao serviço de um clube estrangeiro. Ao nosso jornal, o defesa já pediu que se lembrem dele pelo que fez. Também a O JOGO, o líder dos Super Dragões tranquilizou-o. Bruno Alves será aplaudido e bem recebido, à imagem daquilo que a história dos regressos a casa nos conta. Os dragões até se podem esforçar na arte de bem receber, mas na hora da despedida "chutam" os entes-queridos com resultados que raramente lhes agradam.
Nos 13 regressos que temos para contar, só dois foram amargos: em 2006/07, quando um empate com o Chelsea de Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e José Mourinho, significou o afastamento nos oitavos-de-final l da Liga dos Campeões; e em 2008/09, quando Anderson ajudou o Manchester United a ganhar por 1-0 e a anular os 2-2 da primeira mão dos quartos-de-final da mesma competição.
Além dessa, há outras três derrotas registadas, todas por 1-0, mas nenhuma com consequências graves no que toca aos objectivos. Em 2002/03, contra o Panathinaikos de Chainho, o resultado foi revertido em Atenas. Contra o Chelsea, em 2009/10, a derrota não impediu que o FC Porto passasse a fase de grupos. Na época passada, o mesmo resultado bastou para eliminar o Sevilha dos 16 avos-de-final da Liga Europa.
Entre as várias histórias, há duas que ficam para a posteridade por terem fugido dos tradicionais aplausos. Em 2002/03, Fernando Couto jogou nas Antas pela Lázio e agradeceu aos adeptos antes mesmo que estes desatassem a gritar o seu nome. O central trouxe consigo do balneário um ramo de flores e uma camisola, que, antes do jogo, ofereceu à principal claque azul e branca. Chovia torrencialmente, mas a noite aqueceu e foram vários os momentos em que o estádio aplaudiu de pé o português. No final, trocou de camisola com o amigo e colega de selecção, Jorge Costa.
Um ano mais tarde, já no Estádio do Dragão, Jorge Andrade também mereceu palmas. Mas, no estádio, houve quem não tivesse percebido que se tratava de um regresso ao convívio dos amigos que deixara há menos de dois anos. Numa brincadeira com Deco, o central deu-lhe um pontapé e sorriu. O árbitro alemão, Markus Merk, não imaginava que os dois fossem amigos e expulsou o defesa português. O jogo terminou empatado, mas o carimbo para a final foi assegurado na Corunha.

Regressos a "casa"

Época Prova Quem voltou Adversário Resultado
1999/00 Liga dos Campeões Zahovic Olympiacos 2-0
2002/03 Taça UEFA Chainho Panathinaikos 0-1
2002/03 Taça UEFA Fernando Couto Lázio 4-1
2003/04 Liga dos Campeões Drulovic Partizan 2-1
2003/04 Liga dos Campeões Jorge Andrade D.Corunha 0-0
2004/05 Liga dos Campeões Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e José Mourinho Chelsea 2-1
2006/07 Liga dos Campeões Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e José Mourinho Chelsea 1-1
2008/09 Liga dos Campeões Paulo Assunção e Maniche Atlético de Madrid 0-0
2008/09 Liga dos Campeões Anderson Manchester United 0-1
2009/10 Liga dos Campeões Ricardo Carvalho e Deco Chelsea 0-1
2009/10 Liga dos Campeões Paulo Assunção Atlético de Madrid 2-0
2010/11 Liga Europa Ibson Spartak de Moscovo 5-1
2010/11 Liga Europa Luís Fabiano Sevilha 0-1

Ricardo Carvalho voltou três vezes

Os caprichos dos sorteios da UEFA já fizeram Ricardo Carvalho voltar três vezes ao Dragão. O central - ganhou um jogo, empatou outro e perdeu o primeiro - é mesmo um caso único neste capítulo. Paulo Ferreira teve exactamente as mesmas oportunidades, mas o Chelsea não o convocou na última visita e, por isso, fica com dois regressos, os mesmos de José Mourinho e Paulo Assunção. Nos 13 jogos contra ex-portistas dos últimos 20 anos, os dragões venceram seis, empataram três e perderam quatro. Um bom prenúncio para amanhã?

Histórias de quem regressou

Zahovic, Regressou pelo Olympiacos

"Mais forte do que um homem pode aguentar"

"Foi uma sensação muito estranha, pois voltei às Antas pouco mais de dois meses depois de ter saído e não me imaginava a jogar naquele estádio sem ser pelo FC Porto. Fui muito bem recebido, tal com previa. Não me lembro se gritaram por mim, mas lembro que aplaudiram. É difícil explicar o que senti, pois aquela era a minha casa. Mas acreditem que a sensação é mais forte do que aquilo que um homem pode aguentar. Mas não tremi! Era profissional e tinha de aguentar. Falei com todos os meus colegas e tive pena de não ter tempo para mais".

Drulovic, Regressou pelo Partizan

"Mourinho comprou-me para toda a vida"

"Comecei o jogo no banco. Quando fui chamado, ouvi assobios, pois os adeptos não se tinham esquecido que saí do FC Porto para o Benfica. Mas depois, José Mourinho foi ao meio-campo dar-me um abraço. Essa reacção foi o que mais me marcou naquele dia. Depois disso, toda a gente começou a aplaudir. Mourinho tinha sido adjunto de Bobby Robson e sempre tivemos uma excelente relação, mas com aquele gesto, comprou-me para toda a vida. Gostava de lhe ter oferecido a camisola. Foi dos momentos que mais me marcaram em toda a vida".

Deco, Regressou pelo Chelsea

"Cantaram a música e até fizeram vénia"

"Fui muito aplaudido. As pessoas cantaram a minha música e até fizeram a vénia. Foi marcante e um dos dias mais felizes da minha vida. No final do jogo fui ao balneário do FC Porto e estive com Pinto da Costa e Antero Henrique, pessoas que tanto estimo. Fazia tempo [cinco anos] que tinha saído do FC Porto, mas contava ser bem recebido, pois as pessoas sabem que é o clube que eu amo. É sempre diferente voltar à casa onde fomos amados e queridos. Saí a 15 minutos do fim e todo estádio bateu palmas. Os meus colegas até comentaram isso comigo".

in "ojogo.pt"

Kadu: "Têm em mim o exemplo"

Em criança, a mãe queria que Kadú jogasse basquetebol, mas ele fugia de casa para jogar futebol com os amigos. "Com a idade destes miúdos jogava na rua. Mas, a minha mãe não gostava e, quando chegava a casa, apanhava; ela preferia que jogasse basquetebol e chegou a inscrever-me num clube, mas nunca lá fui", contou. "Durante esse período, aproveitei para sair e jogar futebol, mas ela descobriu que, afinal, não ia para o basquetebol e apanhei outra vez". Hoje, com 17 anos, o angolano faz parte do plantel principal do FC Porto e até já se estreou contra o Pêro Pinheiro, na Taça de Portugal. Com tantas crianças em seu redor com o mesmo sonho, Kadú não vê por que não se pode repetir a história: "Eles só têm de continuar a treinar, porque é possível. Têm um exemplo disso aqui, olhando para mim. A formação do FC Porto é isso, apostam em jovens, como apostaram em mim e essas crianças que estão aqui são a esperança do FC Porto, por isso estão cá hoje", comentou. Os objectivos agora são muito simples, porque Kadú não quer ser mais um: "Continuar a evoluir e um dia conseguir ser um dos melhores que já passou pelo FC Porto na minha posição. Vítor Baía? é um bom exemplo, mas quero ser o Kadú". Para já, há que aprender com os profissionais: "Helton e o Bracali têm-me ajudado muito, são dois óptimos professores e tem sido fantástico".


in "ojogo.pt"

Djalma: "Apoio dos adeptos vai ajudar a retirar pressão"

O FC Porto tem, amanhã, uma final frente ao Zenit, num daqueles jogos que pode pesar muito na época da equipa. E para que os pratos da balança pendam para o lado certo, a presença do público no Estádio do Dragão poderá revelar-se decisiva. Djalma sublinhou isso mesmo: "Os adeptos são muito importantes e uma vez que vamos jogar em casa é importante sentir esse apoio e sentir essa força, porque isso dá-nos vantagem, com certeza". Até no que diz respeito à pressão inerente a estes jogos, o 12º jogador pode desempenhar um papel de relevo, diz o extremo. "Num clube como o FC Porto há sempre uma pressão extra, agora essa pressão é retirada com o apoio dos adeptos, de preferência estando connosco até ao fim. Assim, o jogo ficará mais fácil", frisou o angolano. De resto, a atitude da equipa promete ser a de sempre. "Encaramos este como todos os jogos, com a mesma seriedade e todo o compromisso com o clube, sendo um jogo que nos dá garantias de passar à próxima fase, vamos trabalhar para que isso seja possível", comentou.
Em relação ao poderio do Zenit, Djalma prefere não individualizar: "Teremos de ter cuidado com o Zenit no seu todo, sem falar em nomes. É óbvio que têm jogadores talentosos, tal como o FC Porto também os tem, mas o Zenit vale pelo seu colectivo e não por este ou aquele jogador".
A titularidade do angolano coincidiu com a retoma exibicional do FC Porto e o Zenit surge como mais uma oportunidade para o extremo continuar a mostrar argumentos para agarrar um lugar na equipa em definitivo. Porém, Djalma não perde a noção do contexto em que evolui e não dá nada como adquirido, até porque a concorrência interna é forte e não permite qualquer descuido. "Acho que qualquer jogador que trabalha no plantel do FC Porto treina para ser titular e eu sou mais um. Se o treinador decidir que sou titular, vou entrar em campo para dar o máximo", prometeu, daí que dele só se possa esperar mais empenho para ajudar: "Sim, todo o trabalho, toda a entrega, como sempre".

CAN não atrapalha nada

A Taça das Nações Africanas (CAN) deverá afastar Djalma do FC Porto durante, pelo menos, um mês. Numa altura em que o angolano alcançou a titularidade na equipa de Vítor Pereira, podia pensar-se que esta seria uma coincidência inoportuna, mas não para o jogador. "A CAN é uma competição que já estava prevista, como está um Europeu ou um Mundial. A competição já existe e fico feliz se puder participar pela selecção do meu país", garantiu. Até à paragem de Inverno do campeonato, Djalma ainda terá pelo menos mais dois jogos para acumular créditos. Depois terá de seguir viagem para integrar o estágio de preparação de Angola, que decorrerá no Brasil.

in "ojogo.pt"

O mesmo árbitro da final de Dublin

A UEFA designou o espanhol Carlos Velasco Carballo, de 40 anos, para dirigir o jogo entre o FC Porto e o Zenit. Um árbitro de boa memória para os dragões para esta partida decisiva no Grupo G da Liga dos Campeões porque foi o que esteve na final da Liga Europa, em Dublin, onde os portistas venceram o Braga. Esta época Carlos Velasco Carballo orientou o Benfica-Basileia (1-1), num trabalho bastante criticado pelos encarnados. Os assistentes são Roberto Fernández e Juan Carlos Jiménez.


in "ojogo.pt"

Danny: "Querem assobiar, assobiem à vontade"

Danny marcou um dos golos do Zenit no triunfo sobre o FC Porto, na segunda jornada da Liga dos Campeões. Mal a bola entrou, correu para a bandeira de canto e imitou um cão a urinar. A imagem gerou desconforto no Dragão, onde o internacional regressa amanhã, depois de ter falhado o jogo de Portugal com a Islândia devido a um drama pessoal. Em entrevista exclusiva a O JOGO, Danny garante não ter pretendido ofender ninguém, mas sabe que vai precisar de ouvidos de mercador na partida de amanhã, a mais importante do ano para o Zenit, conforme admitiu.


Como pensa que vai ser recebido no Dragão?

Da mesma forma que qualquer outro jogador. Os fanáticos do FC Porto vão puxar ao máximo pela sua equipa e não vão preocupar-se com o Zenit. Mas também vamos ter lá os nossos adeptos que vão puxar por nós. Eu tenho é que estar preocupado com o que posso fazer dentro do campo, em dar o melhor. Vou procurar ajudar a minha equipa a sair do Dragão com a vitória.

A pergunta anterior tinha a ver com a forma como comemorou o golo na Rússia, imitando um cão a urinar na linha de fundo…

Tal como O JOGO escreveu, quando marco um golo dedico sempre aos meus filhos e faço uma pequena coreografia com aquilo que eles me pedem. Nesse jogo, foi porque o nosso cão tinha chegado na véspera. As pessoas gostam sempre de pegar numa polémica só porque sou português. O FC Porto perdeu e procuraram minimizar essa derrota dando importância ao festejo. Enfim. Estou de consciência tranquila. Se me quiserem assobiar, assobiem à vontade que para mim é igual. Estou ali apenas para jogar à bola.

Mas foi, no mínimo, uma comemoração original…

Os meus filhos pedem-me cada coisa... E eu tenho que as fazer. Por acaso, no último jogo do Zenit não me pediram nada e eu marquei.

E para o jogo no Dragão já tem algum pedido especial?

Tenho, mas vão ter de esperar para saber qual é.

Por coincidência, o Danny falhou os jogos da Selecção que se seguiram a esse episódio e também foi sugerido que tinha sido por medo da recepção que teria no Dragão...

Isso é ridículo. Não tenho medo de ninguém. O único medo que tenho é da morte. De outras pessoas e destas coisas, não. Vou ao Dragão com a cabeça levantada, olhos nos olhos das pessoas e do clube, para dar o meu melhor e ajudar o Zenit a vencer. Respeito muito o FC Porto, que é um dos maiores clubes de Portugal e tem feito um excelente trabalho nos últimos anos.

Este estágio de uma semana no Algarve revela a importância do jogo para o Zenit?

Estamos aqui para nos habituarmos ao fuso horário e por causa do tempo, que é melhor do que na Rússia, o que nos permite trabalhar melhor. Estamos concentradíssimos para um jogo importante, frente a um adversário duro, que pratica um bom futebol. Para nós este é o jogo mais importante da época. Vamos ao Dragão sem pensar no empate, que até nos serve, mas não é esse o feitio do Zenit.

Está à espera de um FC Porto mais exposto do que o habitual?

O FC Porto joga sempre da mesma forma contra qualquer adversário. Tacticamente é muito forte e vai ser muito difícil para nós. Estamos preparados e vamos dar tudo o que temos para conseguir a qualificação.

Um dos favoritos vai ter de se contentar com a Liga Europa...

É verdade. Teoricamente, os dois favoritos deveriam estar a lutar pelo primeiro lugar, mas estão a definir apenas o apuramento. O APOEL surpreendeu toda a gente, apesar de ter feito sempre o mesmo tipo de jogo. Está de parabéns.

Diz que o APOEL surpreendeu, mas, ao fim dois ou três jogos, já não devia ser assim...

No jogo que fizemos no Chipre deu para perceber que era uma equipa forte tacticamente; cada um sabe o que tem de fazer e funciona como equipa. O Aílton é matador e quando precisam dele, está lá. É verdade que deixou de ser surpresa, mas está em primeiro e qualificou-se. O futebol é assim: a equipa mais pequena passou, porque pensei que o Shakhtar também ia lutar com o FC Porto e o Zenit.

É, portanto, um grupo mais equilibrado do que parecia?

Se calhar, se tivéssemos um Barcelona no grupo as coisas seriam mais fáceis...

SuperDragões prometem fazer-lhe a vida difícil

Os SuperDragões, a principal claque do FC Porto, está a preparar uma recepção "calorosa" a Danny. Os adeptos não perdoam a comemoração do golo na Rússia e tudo farão para minimizar a prestação do internacional português. "O Bruno Alves é dos nossos e vai ser bem recebido, pode estar descansado. Já não podemos dizer o mesmo do Danny. Se depender de nós, vai passar um mau bocado no Dragão. Vamos tentar intimidá-lo e pressioná-lo ao máximo com cânticos e frases em faixas. Vai ser duro porque ele faltou ao respeito ao FC Porto", referiu a O JOGO Fernando Madureira, o líder da claque.

"Nem sei como é que ainda estou a jogar"

O jogo com o FC Porto será o último sacrifício de Danny, que tem jogado no último mês limitado por fortes dores no joelho direito. Desde que abandonou o estágio da selecção para o play-off de acesso ao Europeu, que o avançado não está a cem por cento. Porém, tem-se sacrificado para ajudar o Zenit. A partir de quarta-feira vai fazer tratamento intensivo para tentar escapar à faca. A paragem no campeonato russo surge, por isso, na altura ideal.


Está a passar por uma fase complicada devido a lesões e ao quisto que teve de remover...

É verdade. Foi difícil. Fiz uma minicirurgia, mas que tinha de se feita naquela altura. Ninguém gosta de falhar os jogos da Selecção. Ainda por cima, depois, nos play-off, também tive um problema num joelho e voltei a não jogar. Aliás, nem sei como é que ainda estou a jogar, mas o clube precisa de mim e estou a fazer um esforço enorme para estar em campo. Sei que não estou a cem por cento, estou em sofrimento. Conheço-me bem, mas estou com a esperança de passar esta fase. É só mais um esforço, um sacríficio e tentar recuperar para evitar ir à faca. Vamos ver.

Foi um drama pessoal. Chegou a falar-se de um tumor?

Desde o início que sabíamos que não era, mas também não sabíamos como falar sobre o assunto, sem ter cem por cento de certeza do que era [um quisto], para não deixar os amigos e a família em Portugal preocupados. Tentámos minimizar o assunto, mas em Portugal o que vende mais são as polémicas e até escreveram isso. Foi o descalabro total e tive logo de explicar tudo. Mas já estou bem, felizmente.


"Se calhar tenho de ir à bruxa"

Danny falhou os últimos quatro jogos da Selecção, para os quais estava convocado, devido ao tal quisto que teve de remover e ao problema no joelho direito. Uma autêntica praga de lesões que até o leva a pensar em soluções mais radicais. "Se calhar tenho de ir à bruxa ou mandar uma t-shirt molhada para que me tirem o mau olhado. Sinceramente, não sei. Como já disse, não estou a cem por cento. Tenho jogado para tentar cumprir os objectivos do clube", insistiu. Neste período complicado, o internacional português contou com o apoio de Paulo Bento. "Mandei uma carta à FPF a explicar tudo e no dia anterior tinha falado com o Paulo Bento e ele compreendeu, como qualquer pessoa tem de compreender", contou.

"Na selecção deixam sair cá para fora muitas coisas que não deviam"

Foi duro ficar fora do play-off, onde tudo se decidiu?

Claro. Já é duro quando estamos lá e ficamos no banco na expectativa de entrar; ver tudo pela televisão e saber que não ia entrar nem um minuto porque estava longe, é ainda pior. Há que levantar a cabeça e dar o melhor no clube para, no próximo ano, quando houver um jogo particular, ser chamado.

Como é o seu relacionamento com Paulo Bento?

Tranquilo, de treinador para jogador. Quando tenho um problema falo com ele.

Como acompanhou os problemas com Ricardo Carvalho e Bosingwa?

São momentos. Os jogadores quando estão de cabeça quente dizem muita coisa de que se arrependem. O mister já falou, os jogadores também, e agora é esquecer esses pormenores, até porque o treinador já deu por encerrado o assunto.

Com Carlos Queiroz também houve vários episódios. Está na altura de acabar com estas polémicas?

São coisas que acontecem em todo o lado, nos clubes também e noutras profissões. Mas é verdade que os clubes protegem-se mais dessas situações. Na selecção, se calhar, deixam sair cá para fora muitas coisas que não deviam ser do conhecimento público. É tentar melhorar nesse aspecto.

Por menos que queiram, esses episódios acabam por mexer convosco…

Claro que sim. É triste ver um colega que fez tanto por nós partir, mas o treinador tem as suas opções e convoca quem acha que está melhor. Temos que respeitar. É ele que manda e nós estamos lá para dar o melhor pelo país.

in "ojogo.pt"

Dragões rejeitaram 47 milhões por Hulk

CONFIRMA O AGENTE AO "SUNDAY EXPRESS"



O empresário de Hulk, Teodoro Fonseca, revelou ao jornal inglês "Sunday Express" que o avançado brasileiro já teve várias propostas, mas os dragões foram intransigentes quanto ao valor pedido.
"Cinco clubes ofereceram 40 milhões de libras (cerca de 47 milhões de euros) por ele, mas o FC Porto rejeitou sempre. Se alguém cobrir a cláusula, nesse caso ele poderá estar livre", afirmou.
Segundo a publicação britânica, Tottenham, Manchester City e Chelsea são alguns dos clubes que seguem com atenção o internacional canarinho.
in "record.pt"

Maicon sob pressão

MARCAÇÃO A DANNY ACENDE O DUELO COM FUCILE NA LATERAL



A adaptação de Maicon à lateral direita é a aposta mais arriscada de Vítor Pereira no que ao novo figurino do FC Porto diz respeito. O central brasileiro tem vindo a relegar Fucile e Sapunaru para segundo plano, mas a luta pela titularidade nessa posição está, agora, mais acesa do que nunca. Tudo isto porque é na extrema esquerda do próximo adversário – o Zenit – que mora a sua principal estrela, ou seja, o internacional português Danny.
A aventura de Maicon na ala direita do sector mais recuado começou por via das lesões dos habituais titulares Sapunaru e Fucile, mas a aposta no brasileiro foi-se mantendo para lá da recuperação dos dois defesas-direitos de raiz do plantel. Assim sendo, e tendo em conta que a equipa se encontra numa fase ascendente, sem que Maicon tenha comprometido nas suas novas funções, o camisola 4 pode muito bem meter a 5.ª e manter a titularidade à direita.
in "record.pt"

Atsu: «Gostava de jogar a Champions»

TORCE COM POSSIBILIDADE DE REGRESSO



“Jogar a Champions é o sonho de qualquer jogador e eu não fujo à regra. É claro que gostava de jogar nessa prova já em fevereiro”, disse Christian Atsu a Record, apontando aos oitavos-de-final da competição, fase para a qual o FC Porto ainda não carimbou o passaporte.
Com Cristian Rodríguez em final de contrato e com as portas abertas para sair em janeiro e Djalma prestes a ausentar-se para representar a seleção angolana na CAN, Christian Atsu mantém acesa a esperança de regressar ao FC Porto já na reabertura do mercado de transferências. Essa é, contudo, uma situação que não tira o sono ao ganês de 19 anos. Ainda assim, se vir esse seu desejo confirmado, Atsu poderá estrear-se na Champions já nesta época. Para isso precisa “apenas” que o FC Porto vença o Zenit, amanhã, e depois terá de esperar para ver se o FC Porto o faz regressar e Vítor Pereira dá ordem para a sua inscrição nessa competição europeia.
in "record.pt"

Dragões animados na véspera do Zenit

A equipa do FC Porto realiza neste momento o último teste antes do confronto com o Zenit, um jogo importante para as aspirações dos dragões seguirem em frente para os oitavos-de-final da Champions. 

Nos 15 minutos abertos à Imprensa para recolha de imagens foi possível observar o bom ambiente que reina no grupo de trabalho portista, numa sessão que contou com a presença do presidente Pinto da Costa.

O colombiano Guarín continua a evoluir à parte dos restantes companheiros, não sendo ainda opção para a recepção aos russos. Por seu lado, o uruguaio Cristian Rodríguez não foi visto no relvado, fazendo apenas tratamento no posto médico devido a um problema de índole muscular.

O treinador Vítor Pereira e mais um jogador farão às 13 horas a antevisão, em conferência de Imprensa, da partida decisiva com o Zenit.


in "abola.pt"

Ewerton seguido com muita atenção

Ewerton assume-se como um dos pilares da defesa do SC Braga e as suas qualidades são extremamente apreciadas no Dragão. A possibilidade de o central surgir na bolsa de apostas dos azuis-e-brancos é muito forte.

A jogar no Minho na condição de empréstimo, cuja validade expira apenas em Julho de 2013, o passe do defensor é detido pelo Corinthians Alagoano, clube nordestino onde fez a formação, e pelo banco brasileiro BMG, precisamente um dos parceiros financeiros privilegiados do FC Porto, o mesmo que irá financiar a construção do museu azul e branco.

Aos 22 anos, Ewerton não acusou em absoluto a mudança radical de vida gerada pela travessia do Atlântico e pela entrada num campeonato de dimensão maior ao que estava habituado. Aliás, a facilidade e a adaptação recomendavelmente supersónica com que se adaptou ao futebol português, depois de quatro anos a competir nos escalões secundários do Brasil - jogou no ASA e no Oeste, dois emblemas menores no assombroso mapa futebolístico brasileiro -, também ajudou a reforçar a teoria dos que o consideram um dos jogadores mais interessantes da Liga. No FC Porto, nomeadamente, essa ideia prevalece, com o brasileiro a destacar-se na lista de futebolistas referenciados pela estrutura portista.


in "abola.pt"

Equipa B vai ser relançada

O FC Porto já está a colocar-se em campo para fazer o relançamento da equipa B, aguardando apenas sinais positivos e legislação adequada para colocar o projecto em prática. 

Os dragões foram, de resto, um dos principais clubes a criar um movimento no sentido de ser recuperado o modelo das equipas B, participando em várias reuniões de trabalho realizadas na sede da Liga com os outros grandes, Benfica e Sporting, para além de outros clubes da I Liga.

O renascimento da equipa B, que carece de aprovação prática, dará aos dragões a possibilidade de potenciar o talento dos jogadores que saem das equipas de juniores, permitindo-lhes o imediato enquadramento num patamar superior. 

A existência de uma equipa alternativa àquela do escalão principal permitirá também valorizar os jogadores portugueses, que por vezes são cedidos a equipas de menor dimensão e que não lhes proporcionam um bom critério de evolução. Para além disso, e se o projecto for para a frente, será possível enquadrar as equipas na Liga Orangina, a segunda competição mais importante, pormenor que funciona como atractivo suplementar. 

O projecto das equipas B vigorou em Portugal com algum sucesso no início desta década mas seria abandonado paulatinamente pelos emblemas de ponta. No caso dos portistas, esse segmento de formação foi desmanchado, precisamente, pelas limitações competitivas. O Marítimo é neste momento o único emblema do escalão principal a ter esse figurino e os resultados são, aliás, assinaláveis.


in "abola.pt"

domingo, 4 de dezembro de 2011

FC Porto vence em Guimarães

Dragões foram a Guimarães vencer o Vitória por 78-51


FC Porto vence em Guimarães
A equipa de basquetebol do FC Porto regressou este domingo à liderança do campeonato nacional ao vencer o Vitória de Guimarães por 51-78.
No jogo que encerrou a 8.ª jornada do campeonato nacional, o FC Porto alcançou a liderança do marcador no final do primeiro período. Os portistas valeram-se dos lançamentos triplos para manter a vantagem e a invencibilidade no campeonato fixando o resultado final em 51-78.
Com este resultado, o FC Porto alcançou o SL Benfica no topo da tabela classificativa com os mesmos pontos, mas com vantagem na diferença de pontos marcados e sofridos (FC Porto 704-503; SL Benfica 665-519).
in "fcp.pt"

Helton: "O primeiro a baixar a guarda fica de fora"

O balão da confiança voltou a encher no balneário portista. Helton dá a cara pelo grupo na primeira grande entrevista dos últimos meses e reclama que o brio da equipa não pode ser posto em causa. Optimista e sempre ambicioso, comentou os piores momentos da época, assegurou sintonia com Vítor Pereira e chamou os adeptos para o jogo com o Zenit. "Cobrem só no fim", pede...

O jogo com o Zenit é o mais importante da temporada?

Todos os jogos são importantes e os que virão a seguir também. Mas é óbvio que sabemos da importância deste jogo devido às margens de erro que temos. Acaba por ser de uma extrema importância.

A margem é zero...

Sim, a nossa margem é zero. É exactamente por isso que acabamos por valorizar tanto este jogo.

Não é um pouco estranho que à sexta jornada da fase de grupos da Champions o FC Porto não esteja apurado?

Já passámos por situações semelhantes. Temos consciência do que precisamos de fazer, mas é assim o futebol. Infelizmente não conseguimos aquilo a que, de alguma forma, nos íamos habituando, mas é uma questão de consciência, empenho, humildade, determinação, paciência e trabalho.

Sente uma curva de crescimento naquilo que o FC Porto está a mostrar?

Há sempre várias maneiras de ver a questão. Pelo lado negativo, vão procurar as peças que não encaixam; se olharmos pela positiva, vão ver que já conseguimos juntar muitas peças. É trabalhar e olhar pelo lado positivo, porque de amargo já basta a vida. Há quem só se contente olhando para as coisas ruins e a massacrar. Eu não consigo, acho que tenho de tirar proveito de tudo o que acontece.

Vendo pelo lado positivo, "só" precisa de vencer o Zenit para continuar na Champions e até final do ano defende a liderança da Liga em dois jogos. Esse seria um embalo definitivo?

Garanto que a ideia é sempre a mesma: fazer o que fizemos no campeonato da época passada, vencer todas as partidas possíveis. Quando entramos em campo não vamos a pensar que as outras equipas no confronto directo podem tropeçar... Desde que aqui cheguei aprendi que o nosso objectivo passa por fazer bem o nosso trabalho e não dependermos dos outros.

A contestação chegou a ser muito dura na fase mais conturbada da época. Acha que em algum momento foi injusta? O que sentiram naquela recepção após o jogo de Coimbra?

O futebol é assim. A cada dia que passa temos de mostrar que somos superiores e que temos as mesmas condições para alcançar grandes coisas.

Acha que as últimas exibições convenceram os adeptos de que o pior já passou?

É o que nós procuramos todos os dias, fazendo com que eles nos apoiem e acreditem que estamos a dar o nosso melhor. Não parece, mas ninguém fica satisfeito quando empatamos, muito menos com uma derrota. Não se tem noção, infelizmente, de como fica triste o balneário quando empatamos ou perdemos, porque não trabalhamos para isso, dedicamo-nos todos os dias para ganhar.

Por falar em balneário, como reagem quando os adeptos apontam alguns jogadores como não estando com a cabeça no clube?

É complicado, mas procuramos incentivar-nos uns aos outros no trabalho. É uma função de todos e quero deixar bem claro que não é só do capitão, há mais capitães, porque é muito fácil passar por um momento razoável e dar força, agora quando se passa por um momento ruim é mais complicado continuar a dar força.

Tem tido essa força?

Sempre, porque o primeiro a baixar a guarda fica de fora. Ou estamos todos juntos ou vira bagunça.

Houve algum momento em que alguém tenha balançado?

Até ao momento ainda não vi.

Mas não acha que o FC Porto esteve muito tempo sem admitir que algo estava mal?

Nas dificuldades temos de nos manter unidos para as superar. Uma cabeça não pensa melhor do que duas ou três. É melhor parar para analisar e é o que fazemos sempre para podermos reflectir sobre aquilo em que estamos mal. Só assim damos a volta por cima.

"Presidente está sempre connosco"

Sem entrar em polémicas, o guarda-redes não se incomoda com a onda de optimismo que tem invadido os rivais de Lisboa. Diz que as contas fazem-se em campo e lembra que foi campeão em cinco das seis temporadas que já completou no Dragão.

Apesar de alguns jogadores terem reconhecido que não estavam bem, porque é que só com a ida do presidente ao balneário, em Coimbra, se viu uma reacção diferente?

A verdade é que na Ucrânia conseguimos um bom resultado. O presidente sempre foi uma peça que nos ajudou bastante.

Mas os resultados só foram visíveis a partir de Donetsk.

Isso foi o que vocês conseguiram enxergar.

Foi o que se passou...

Sim, mas o presidente não apareceu no balneário só no dia do jogo de Coimbra.

Mas então o que motivou a reacção que vimos nos últimos jogos?

Calhou de o resultado surgir após essa presença dele. Mas ele é importante, apoia-nos sempre, viaja connosco, não fica em casa a ver o jogo, até nos momentos mais complicados, nem que caia um dilúvio. Ele está sempre connosco, sempre nos tem acompanhado.

Mas quando o presidente disse que reforçou a confiança em Vítor Pereira, que era quem estava mais na mira da crítica, o grupo sentiu que a resposta tinha de ser dado pelos jogadores?

Parecia que tinha sido assim, mas não foi. Posso dizer em nome do grupo que não foi por aí, muito pelo contrário. Tivemos jogos que não vencemos, mas nos quais nunca deixámos de correr e procurar a vitória. Calhou bem, graças a Deus, mas a vontade e o empenho foram sempre os mesmos.

Acha que um mau momento do FC Porto tem mais ênfase do que uma crise no Benfica ou no Sporting?

Só posso responder pelo FC Porto. São sete anos cá, por isso só posso responder pelo FC Porto. Se há ou não pressão nas outras equipas, não sei.

Há discursos muito confiantes nos adversários. Ainda esta semana Jorge Jesus disse que ninguém joga o jogo pelo jogo contra o Benfica...

Estou feliz no FC Porto, como disse é a minha sétima temporada e fui campeão em cinco. Não sei o porquê de ele dizer isso...

Quer dizer que não vê o FC Porto abaixo de ninguém?

Antes de terminar o campeonato ninguém pode falar se é melhor ou pior, só no fim é que se pode dizer. Não adianta eu dizer coisas e depois não as mostrar dentro do relvado. É lá que é preciso mostrar o que valemos...

Não há intocáveis no plantel

Vítor Pereira tem recorrido a quase todos os jogadores para encontrar a melhor fórmula para o FC Porto. Depois da derrota em Coimbra, reviu as suas opções e sacrificou algumas unidades. Helton reage com naturalidade e defende que não há intocáveis. "Se o mister achar amanhã que eu não devo jogar, tenho de trabalhar para conseguir o meu lugar novamente", diz, dando o exemplo: "Não tenho nenhuma cláusula no contrato que diga que tenho de ser titular. Tenho é de trabalhar. Agora, a opinião é do treinador, não é do jogador." Importante, defende o guarda-redes, é não excluir aqueles que, momentaneamente, saíram das opções: "Mudanças sempre houve, mas posso dizer que eles são excelentes jogadores e que nos ajudam muito e têm sido profissionais sempre, agora a escolha não é nossa, é do treinador."

"Se a mensagem não fosse aceite saía tudo do avesso"

Não vale a pena forçar comparações com Helton, que dá a cara pelo treinador e desmente, em nome do balneário, qualquer contestação ao antigo adjunto, cuja promoção foi encarada sem preconceitos. Acima de tudo, equipa técnica e jogadores perseguem um objectivo comum.

Não escondia, na época passada, que tinha uma admiração especial por André Villas-Boas. Já tem essa sintonia com Vítor Pereira?

Antes de mais, quero frisar que não sou o único capitão do FC Porto. Somos 26 capitães. Sou o mais velho, mas como disse cada um tem uma maneira de ver. Vinha de uma época não muito feliz e o André fez com que eu voltasse a sentir prazer por jogar futebol e voltasse a dedicar-me cada vez mais ao meu trabalho.

Não perdeu essa dedicação?

Em momento algum perdi. O tempo diz-nos muito.

Mas como encararam a promoção de Vítor Pereira a treinador principal?

É difícil encontrar quem tenha iniciado a carreira como treinador principal. Tudo serve para aprender. Quando somos humildes sabemos aproveitar as oportunidades e fazer o melhor por nós. Não houve qualquer problema em vê-lo passar a principal, acho que ele só tem tirado proveito disso.

Acusam Vítor Pereira de falta de carisma e de condições para se impor ao grupo. Concorda com essa crítica?

Não, ele transmite-nos a mensagem e essa mensagem é aceite. Se não fosse assim saía tudo do avesso.

Mas não acha que ele foi um homem isolado perante a crítica em certas alturas?

Isolado não. Não consigo ver isso por esse ângulo, pelo contrário.

A torcer pelo amigo André

A saída de André Villas-Boas do FC Porto cortou o relacionamento profissional entre o treinador e o jogador Helton, mas não teve implicações na relação de proximidade que nasceu de um ano de convivência. "Está mais do que claro e transparente que ele, dentro do futebol, é um dos meus melhores amigos; e tenho poucos amigos. Tenho muitos colegas, mas amigos são poucos, é como na vida. É uma pessoa por quem vou torcer, independentemente de onde estiver, porque me mostrou e ensinou muita coisa. Embora sejamos praticamente da mesma idade, aprendi muito com ele e uma das coisas foi ser homem, independentemente de gostarem ou não, sou quem sou, sou assim", regista Helton.

"Venham ao estádio e cobrem só no fim"

Há boas perspectivas de ver o Estádio do Dragão encher contra o Zenit, a julgar pelo entusiasmo que o jogo está a gerar junto dos adeptos. Para além da venda a bom ritmo dos bilhetes, que já ultrapassou os 45 mil ingressos, os detentores de lugar anual têm a possibilidade de levar um convidado, o que promete encher o Dragão para o duelo com os russos. Helton juntou-se a 11 adeptos na foto que O JOGO reproduz nestas páginas, mas espera que o 12º jogador seja importante na terça-feira, num apoio incessante durante os 90 minutos: "Venham e cobrem só no fim".

Esta temporada, contudo, o relacionamento entre jogadores e adeptos nem sempre tem sido pacífico. "Os adeptos têm todo o direito de nos fazerem cobranças, uma vez que nos apoiam, pagam cotas e acompanham-nos", sublinhou Helton que, no entanto, tem uma visão diferente. "Aprendi a gostar do FC Porto, mas sempre pensei que a melhor forma de cobrar é esperar pelo final. Não posso cobrar a qualquer um dos meus empregados sem antes ver o resultado. Tenho pessoas que trabalham comigo, a quem eu peço para fazer algumas coisas, uma produção, por exemplo, mas antes de ver o final desse trabalho, não posso criticar, não posso apontar ou acusar, porque ainda não terminou e posso causar um dano maior se o fizer", explicou. Embora reconhecendo que no futebol as coisas são diferentes, o guarda-redes aceita a crítica: "Estou de acordo com essa cobrança até porque hoje também me vejo como adepto e tenho de ter cuidado com os meus companheiros de trabalho para não deixar passar o emocional como adepto, porque eu também sou profissional e tenho de estar desse lado sempre e ao mesmo tempo passando essa emoção como adepto". O que incomoda mais Helton e os outros jogadores do clube são as críticas sem razão de ser. "Ninguém gosta de ser criticado. É sempre chato, a menos que haja uma crítica construtiva bem alicerçada, aí as pessoas ainda conseguem entender. No fundo, é tudo uma questão de como as coisas são feitas", explicou.

"Adeptos contra nós é gostinho para os nossos adversários"

A época quase perfeita de 2010/11 é um termo de comparação que eleva a fasquia. Helton lembra que só os rivais do FC Porto beneficiam quando os dragões são assobiados e lembra que a união faz a força.

Concorda que é difícil convencer os adeptos de que um grupo de jogadores praticamente igual ao que venceu tanta coisa na época passada possa baixar de rendimento?

Eu sei que é complicado, não resta qualquer dúvida. Mas faço um pedido: não vamos dar o gostinho aos nossos adversários de ver os nossos adeptos contra nós, não podemos dar esse gostinho, porque isso não seria apoio, nem cobrança normal para que nos superássemos. Dou um exemplo: contra o Besiktas, no ano passado, tivemos provas de que eles torcem pela equipa. A qualquer momento nós éramos insultados pelos adeptos, mas eles só criticaram os jogadores deles quando terminou um jogo em que estávamos com menos dois jogadores e ganhámos.

in "ojogo.pt"

Dragão nunca falha no mata-mata caseiro

Nas três vezes em que chegou à última jornada a depender apenas de si para se apurar para a fase seguinte da Champions, e teve o benefício do factor casa, o FC Porto conseguiu o resultado indispensável. Além dessas, apurou-se também em 2004/05, mas por ter beneficiado do resultado do outro jogo do grupo.
Em 2001/02, a equipa então orientada por Octávio Machado tinha de ganhar ao Rosenborg, para se defender do Celtic. Pena marcou o solitário golo da vitória. Já no Dragão, em Dezembro de 2004, Víctor Fernandez conseguiu derrotar o Chelsea de José Mourinho. Diego e McCarthy marcaram na vitória por 2-1, que valeu a ultrapassagem ao Paris Saint-Germain, que à mesma hora perdia com o CSKA de Moscovo. Essa é a tal ocasião em que os dragões não dependiam apenas de si. Seguiu-se o Arsenal, em 2006/07: um empate bastava e, por isso, o 0-0 satisfez, embora a vitória elevasse a equipa ao primeiro lugar. Na época seguinte, novo apuramento complicado. Era obrigatório pelo menos empatar com o Besiktas, mas Quaresma e Lucho garantiram o triunfo por 2-0.
Além destes quatro jogos, o FC Porto também ganhou ao Ajax em 1998/99, mas isso não bastou, pois o Dínamo de Zagreb empatou com o Olympiacos e seguiu em frente. A título de curiosidade, refira-se que fora de casa os dragões não têm sido tão bem sucedidos quando chegam à última jornada em posição delicada. Contra Artmedia (2005/06) e Aalborg (1995/96) não conseguiram passar.

Bracali e Defour com sortes diferentes

O Zenit não é um adversário totalmente estranho para boa parte dos jogadores do FC Porto, nem no capítulo dos jogos decisivos com os russos. Bracali, por exemplo, só tem boas recordações. Em 2009/10, então com as cores do Nacional, o guarda-redes brasileiro foi empatar a São Petersburgo a um golo, depois de vencer na Choupana por 4-3, um jogo em que Rúben Micael, ex-jogador dos azuis e brancos, marcou até um golo.
Menos sorte teve Defour, que acabou eliminado da Taça UEFA. Em 2007/08, o Standard de Liège, então orientado por Michel Preud'homme, ex-guarda-redes do Benfica, empatou em casa a um golo com os russos, antes de ceder por 3-0 em São Petersburgo.
Agora, com a recepção ao Zenit, no Estádio do Dragão, Defour poderá ter a oportunidade de se desforrar, ele que foi titular no último encontro com o Braga e alimenta boas hipóteses de repetir o feito neste encontro decisivo.

in "ojogo.pt"

Maicon garante repetição inédita

Se repetir o onze contra o Zenit, Vítor Pereira alcança finalmente uma estabilidade pela qual há muito os adeptos clamam. Perito em operar mudanças na equipa a cada semana, o treinador repetiu contra o Braga o onze escolhido para jogar em Donetsk, na revolução que se impunha pós-Coimbra. Se o voltar a repetir, soma três equipas iguais de forma consecutiva. O que será inédito nesta época!
O máximo que o treinador conseguiu até agora foram simples repetições em três ocasiões. Ao terceiro jogo mudou sempre, mesmo quando os resultados pediam conservadorismo nas opções. O exemplo mais flagrante deu-se em Chipre, depois de goleadas ao Nacional (5-0) e ao Paços de Ferreira (3-0). Por obrigação, Vítor Pereira trocou Walter por Kléber. Por opção deixou Sapunaru e Defour no banco, para que Fucile e João Moutinho regressassem. A equipa não reagiu bem ao choque e perdeu por 2-1, complicando a continuação na Champions, ao ponto de agora ser obrigatório vencer o Zenit.
Antes, o treinador também operou mudanças depois de vencer Guimarães e Gil Vicente no arranque do campeonato. A ideia era surpreender o Barcelona com a chamada a jogo de Cristian Rodríguez, dado até então como dispensável, em vez de Varela. A aposta não surtiu efeito e os dragões também perderam.
É certo que não se pode criticar um deslize contra aquela que muitos apontam como a melhor equipa do mundo, mas estatisticamente os dados batem certo: sempre que Vítor Pereira desfaz uma fórmula que repetidamente resulta bem, a equipa perde.
Um aviso a ter em conta para terça-feira e que até pode ajudar a convencer o técnico em manter a aposta em Maicon para lateral-direito. O resto da equipa, já se sabe, deve manter-se, com Hulk no centro do ataque. Ainda que Vítor Pereira tenha agora mais opções à escolha.

Único treinador que usou todo o plantel à disposição

Os dados que acima expusemos remetem-nos imediatamente para o cunho de rotatividade do plantel que Vítor Pereira deu a este FC Porto. A verdade é que, entre todas as equipas do campeonato os dragões são os únicos que já viram todos os jogadores do plantel em acção, incluindo-se aqui até o terceiro guarda-redes, Kadú, que jogou na Taça de Portugal. Desta forma também se explica a raridade que é assistir a onzes repetidos semana após semana.

Mangala sem qualquer limitação

O treino de ontem dos dragões confirmou os indícios dados sexta-feira: Mangala está completamente operacional e desta feita já nem se esquivou a qualquer exercício. O francês está operacional e poderia jogar mesmo que o jogo fosse hoje, mas não é seguro que volte já à equipa. Melhor está também Guarín, que passou ao patamar de "trabalho condicionado" em relvado, ao lado de Alex Sandro, este não inscrito na Liga dos Campeões e, por isso, impedido de jogar contra o Zenit. Iturbe, que também não faz parte da lista da UEFA, voltou a trabalhar com alguns cuidados.
O FC Porto treinou ontem pela penúltima vez à porta aberta antes do jogo de terça. Hoje o apronto é fechado e amanhã abre-se novamente durante 15 minutos.


in "ojogo.pt"

James Rodríguez lança Fundação

«Colombia somos todos» começa em Dezembro e tem como objectivo ajudar crianças e jovens carenciados a tornarem-se jogadores de futebol


O portista James Rodríguez criou uma Fundação sem fins lucrativos, com o objectivo de ajudar jovens de poucos recursos na Colômbia a tornarem-se jogadores de futebol. 

A Fundação chama-se «Colômbia somos todos» e, segundo a sua página oficial de Facebook, pretende «instaurar um serviço à comunidade», «potenciando não só as capacidades desportivas, mas também intelectuais» dos jovens. A missão passa por criar «futebolistas e líderes do amanhã». 

O primeiro projecto da Fundação chama-se «Cultura de Paz» e terá base na região de Tolima, na Colômbia. Será o projecto-piloto e vai decorrer durante o mês de Dezembro.

in "maisfutebol.iol.pt"

James em dívida

NÃO MARCA HÁ 2 MESES



Necessitando de ganhar para atingir os oitavos-de-final da Champions, o FC Porto vai carregar sobre a defesa do Zenit praticamente desde o primeiro minuto. É sobre Hulk que recaem as maiores responsabilidades atacantes, mas outros há, como James Rodríguez, que terão de cumprir a sua parte para provocar desequilíbrios na retaguarda russa.
O extremo colombiano, catalogado como um dos mais virtuosos do futebol português, está em dívida com o plantel. É que já não marca há dois meses. A última vez que o fez foi em Coimbra, no triunfo por 3-0 sobre a Académica. Nessa altura, El Bandido até era o melhor marcador da equipa, chegando aí com 5 golos em todas as competições. Antes de faturar diante da Briosa, o extremo, de 20 anos, tinha deixado a sua assinatura diante da União de Leiria, por duas vezes, Vitória de Setúbal e Zenit São Petersburgo. Nem Hulk nem Kléber tiveram um arranque tão favorável.
in "record.pt"

Hulk puxa Walter para os oitavos

APURAMENTO ABRE PORTAS DA CHAMPIONS AO BIGORNA



Dos cinco jogadores do plantel que Vítor Pereira deixou de fora para a fase de grupos da Liga dos Campeões (Alex Sandro, Iturbe, Walter, Kadú e Emídio Rafael), há um que aguarda com expectativa o desfecho do jogo com o Zenit. É ele Walter. O brasileiro é quem mais fica a torcer por fora para que o FC Porto siga para os oitavos-de-final, porque só assim poderá confirmar se o treinador cumpre o desejo de o inscrever no grupo de 21 jogadores que vai enfrentar a próxima etapa da competição.
Recorde-se que o avançado, de 22 anos, não conseguiu lugar no primeiro alinhamento, no início de setembro, mesmo depois de Radamel Falcão ter partido para o Atlético Madrid. Vítor Pereira contentou-se com Kléber para preencher a frente de ataque e lembrou que Hulk também poderia desempenhar a função. É precisamente isso que se verifica nesta altura, com o Incrível a liderar a ofensiva nos últimos dois encontros oficiais. Se não houver surpresas, acontecerá o mesmo na terça-feira.
in "record.pt"

Juventus pensa em Guarín

ITALIANOS SÓ NÃO GOSTAM DO PREÇO



Fredy Guarín é um dos futebolistas que está nos planos da Juventus para a reabertura do mercado de transferências, em janeiro de 2012, de acordo com a comunicação social italiana.
O clube de Turim pretende retocar o plantel e o médio colombiano é visto como um excelente compromisso devido à versatilidade que possui.
Só o preço não agrada aos italianos, pois entendem que 12 milhões de euros é damasiado.
in "record.pt"

Christian pode voltar já no próximo mês

E se o primeiro reforço de Inverno chegar a custo zero? Esse cenário ganha forma real e a aposta no regresso antecipado de Christian ao Dragão, em Janeiro, é há muito tema de conversa nos gabinetes de poder do FC Porto. Aliás, no Rio Ave, onde o ganês joga por empréstimo, já o dão praticamente por perdido...

Campeão pelos juniores na campanha passada, eleito atleta jovem do ano e coroado com o respectivo dragão de ouro, o extremo é uma das atracções da equipa vila-condense e a rapidez com que se afirmou no Rio Ave só deu razão aos que há dois anos resolveram abrir-lhe as portas do FC Porto.

Contratado inicialmente por um prazo de seis meses, Christian teve uma evolução tremenda nos juniores, que não passou despercebida, na época anterior, a André Villas Boas. Repartindo os dias entre o último escalão de formação e o plantel principal, o atacante que tem Messi como ídolo integrou, inclusivamente, uma convocatória sénior, num jogo da Liga frente ao Marítimo. Esse foi o primeiro sinal de que o FC Porto tinha grandes projectos para ele. Outros indícios se seguiram, como a presença nos trabalhos da pré-época, sob o comando de Vítor Pereira.


in "abola.pt"

Miguel Lopes aguarda solução

Lateral-direito Miguel Lopes ficou sem clube depois da transferência falhada para o Saragoça, em Agosto.

Com o aproximar da reabertura da janela de transferências, há necessariamente um dossier que os dirigentes do FC Porto quererão resolver com carácter de urgência e que envolve o lateral-direito Miguel Lopes. Depois da rábula da transferência para o Saragoça - a FIFA não autorizou a inscrição, alegando que os espanhóis ultrapassaram o prazo limite para o fazer -, o defesa ficou sem clube. 

Mas o jejum competitivo de Miguel Lopes tem os dias contados e emigrar é solução que se encontra em cima da mesa. 


in "abola.pt"

Fair Play vermelho no seu melhor

Estava eu a passar os olhos pelo Facebook, quando deparei com um video fantástico, que representa a forma como os vermelhos, mais uma vez pretendem ganhar o campeonato.

FC Porto vence Estrela Vermelha e segue para os oitavos

Dragões dão volta à eliminatória e seguem para os oitavos-de-final da Taça EHF.

FC Porto vence Estrela Vermelha e segue para os oitavos
O FC Porto qualificou-se hoje para os oitavos-de-final da Taça EHF de andebol, depois de vencer, no Pavilhão Dragão Caixa, o Estrela Vermelha de Belgrado, por 31-21, no encontro da segunda mão.
Os “dragões”, que na primeira mão da terceira eliminatória tinham perdido por 28-25, deram a volta à eliminatória com um triunfo por 10 golos de diferença.
Aos 10 minutos, a formação portista vencia já por cinco golos de diferença (7-2), o que deixou descontente o treinador dos sérvios, Igor Stefanovic, obrigando-o a pedir um desconto de tempo.
Depois disso, o Estrela Vermelha, aproveitando também a superioridade numérica conquistada com a exclusão por dois minutos de Filipe Mota, conseguiu recuperar, reduzindo a desvantagem para três golos de diferença.
O FC Porto respondeu da melhor forma a este avanço da equipa sérvia e, aos 19 minutos, já vencia por 12-4, entrando, então, num período menos bom, no qual esteve cerca de seis minutos sem marcar, permitindo ao Estrela Vermelha empatar a eliminatória.
Na segunda parte, o FC Porto apresentou-se mais sólido e coeso e cometeu menos erros, marcando, logo a abrir o segundo tempo, dois golos em situação de desvantagem numérica.
A 17 minutos do final, os bicampeões nacionais já contavam com uma diferença de 10 golos (25-15), uma vantagem que foi mantida até ao final do encontro, no qual se destacou Ricardo Costa, como melhor marcador, com cinco tentos.
Sob a arbitragem de Boris Mandak e Mário Rudinsky (Eslováquia), as equipas alinharam e marcaram:
- FC Porto (31): Hugo Laurentino, Gilberto Duarte (4), Ricardo Costa (5), Filipe Mota (2), Pedro Spínola (3), Tiago Rocha (4) e Hugo Santos (3). Jogaram ainda Alfredo Quintana, Wilson Davyes (3), Nenad Melancic (3), Daymaro Salina (3), João Ramos, Duarte Carrangueiro (1), Sérgio Rola.
- Estrela Vermelha (21): Milan Kosanovic, Boban Zivkovic (3), Slobodan Pavic, Miljan Pusica, Nikola Sljivancanin (2), Damjan Blecic (3), Nemanja Sudzum (2). Jogaram ainda: Jure Jejarj, Nikola Dokic (4), Bozidar Nadozeva (7), Peter Pucelj, Marko Pantelic.
in "sapodesporto.pt"