segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Prediger: «Escolhi Portugal pela parte económica»

O médio argentino mostra-se arrependido pela decisão de assinar pelos dragões.


Sebastián Prediger vai continuar no Colón, como pretendia, considerando que teria poucas oportunidades para singrar no F.C. Porto. Aliás, o médio argentino mostra-se arrependido pela decisão de assinar pelos dragões.

«Custou adaptar-me porque não encontrei o que estava à espera. Pensei que era a melhor opção e as coisas foram diferenes. Podia ter ido para Espanha ou Itália, mas escolhi Portugal pela parte económica», reconheceu Prediger.

Em declarações à Ovación Radio, o médio faz um mea culpa. «Quando cheguei a Portugal, encontrei uma equipa já montada. Tinha de esperar para jogar. Custou-me sair e ir para o Boca Juniors. Voltei a equivocar-me», concluiu.

in "maisfutebol.iol.pt"

West Brom tenta Rodriguez

Segundo a imprensa inglesa, o West Bromwich está a tentar o empréstimo de Cristian Rodriguez, do FC Porto.

Noticia o Birmingham Mail que Dan Ashworth, diretor técnico do clube inglês, esteve no sábado em Lisboa para assistir ao ‘clássico’ de Alvalade, no qual Rodriguez foi titular pelo FC Porto.

O dirigente dos baggies aproveitou para falar diretamente com os responsáveis azuis e brancos sobre uma possível cedência do internacional uruguaio, que está recetivo a uma mudança para Inglaterra.

Recorde-se que Rodriguez foi recentemente apontado ao Panathinaikos, de Jesualdo Ferreira.


in "abola.pt"

Presença no CAN muito importante para Djalma

Abel Campos, pai de Djalma, considera que o médio angolano terá de trabalhar muito para reconquistar a titularidade no FC Porto depois de regressar da Taça das Nações Africanas, que arranca a 21 de janeiro no Gabão e na Guiné Equatorial.

«O CAN é uma montra e é importante para ele fazer uma boa competição. O Djalma está consciente de quando voltar ao FC Porto, vai ter de trabalhar para entrar nas opções do treinador. (...) É sempre bom para um jogador representar o seu país. Conseguiu a titularidade no FC Porto e está a trabalhar para isso mas a presença no CAN é muito importante», disse Abel Campos em declarações à Antena 1.


in "abola.pt"

Lazio e Roma por Fucile

Representante de Jorge Fucile, do FC Porto, revelou descontentamento do lateral e notícias sobre potenciais interessados no uruguaio começam a surgir na imprensa internacional.

Em Itália, o portal Tutto Mercato fala no reavivar do interesse da Roma para esta janela do mercado de transferência, sendo que a concorrência poderá surgir dentro da capital com a Lazio também a apontar baterias para o internacional uruguaio, que tem contrato válido com os dragões até Junho de 2014.

Já em Inglaterra volta a apontar-se o Liverpool como potencial destino para Fucile, porém, não são mencionados os valores das potenciais ofertas.


in "abola.pt"

Guarín no relvado

RODRÍGUEZ LONGE DA VISTA



A "operação Rio Ave" arrancou na manhã desta segunda-feira, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia. Depois da folga concedida na sequência do empate em Alvalade, o campeão nacional começou a preparar-se para o próximo desafio e Vítor Pereira já contou com Guarín nos trabalhos no relvado. O colombiano, recorde-se, falhou a deslocação ao terreno do Sporting devido a uma mialgia, mas agora está aparentemente recuperado.
No primeiro treino de Danilo com a presença dos jornalistas – o apronto teve portas abertas nos primeiros 15 minutos -, o destaque foi também para a ausência de Cristian Rodríguez nos relvados do Olival. Contudo, só no final da sessão é que serão conhecidos os motivos para essa ausência.
O FC Porto volta, agora, a treinar-se amanhã de manhã, num programa em tudo idêntico ao de hoje.
in "record.pt"

Shaqiri na mira do dragão

EXTREMO ESQUERDO DO BASILEIA



O FC Porto estará a negociar com o Basileia a contratação de Xherdan Shaqiri, avança a comunicação social italiana esta segunda-feira.
O extremo esquerdo de 20 anos está na lista de vários clubes, falando-se com insistência no interesse do Atlético Madrid.
De acordo com os relatos, o internacional suíço custará entre 13 e 15 milhões de euros.
in "record.pt"

«Domingos vai ser treinador do F.C. Porto»

Conviccção de António Oliveira

António Oliveira, ex-seleccionador nacional e antigo treinador de Sporting e F.C. Porto, disse no programa «Zona Mista» (RTPi) o seguinte:

«Domingos Paciência vai chegar ao F.C. Porto, não sei é se primeiro vai sair do Sporting para o estrangeiro. Mas não tenho a menor das dúvidas de que acabará por aportar ao F.C. Porto». 

in "maisfutebol.iol.pt"

MERCADO

Preço de Guarín leva Juve a avaliar alternativas



O FC Porto não recebeu qualquer proposta por Guarín, mas o agente do colombiano, Marcelo Ferreyra, garante que está em contacto com a Juventus para a transferência do médio. O problema seria o preço estipulado pela SAD portista, que apontaria a um encaixe na ordem dos 13 milhões de euros, verba que o líder da Serie A não estará disposto a pagar.
Por isso, tanto Antonio Conte (treinador) como Beppe Marotta (director-desportivo) assumiram ontem que o nome de Claudio Pizarro, do Roma, está em cima da mesa como alternativa para o reforço do meio-campo.
Guarín não joga pelo FC Porto desde 5 de Novembro, depois de uma lesão sofrida ao serviço da selecção da Colômbia. Esta temporada, soma 11 jogos e 1 golo.

Decisões para Sapunaru e Fucile

O FC Porto está a negociar as transferências de Sapunaru e Fucile, e esta semana pode ser conclusiva. Florin Marea, agente que colabora com o romeno, confirmou que há propostas em carteira. "Temos algumas reuniões e vamos decidir com o clube qual a melhor solução", disse o empresário. Fucile tem estado em silêncio, mas o seu representante revelou que não há retorno possível na relação com Vítor Pereira. Desconhecem-se, porém, propostas.

Liverpool entrou na corrida por Martínez

Os alvos colombianos do FC Porto estão cada vez mais distantes. Depois de Gutiérrez ter dado o dito por não dito, tendo-se apresentado no Racing, agora é Jackson Martínez quem vê a sua cotação subir em flecha, à boleia de uma grande pré-época e de um golo na jornada de abertura do Clausura mexicano. O ponta-de-lança surgiu ontem associado à cobiça do Liverpool, que poderia investir dez milhões de euros na sua contratação. Valores que o FC Porto dificilmente cobrirá, por muito que a SAD esteja no mercado por um ponta-de-lança.

in "ojogo.pt"

Equipa vai virar à direita: sucessão ou revolução?

Alvalade marcou um fim de ciclo na ala direita do FC Porto, que terá de reformular a dupla que foi titular nos últimos sete jogos. Maicon e Djalma foram sempre primeira opção no pós-Coimbra, mas o angolano partiu para a CAN e, entretanto, Danilo chegou para reclamar um espaço na equipa.
Sobra por isso uma dúvida: a viragem à direita assentará numa mera sucessão ou exigirá de Vítor Pereira uma revolução no flanco? Djalma não é o único extremo em trânsito, porque Cristian Rodríguez está no mercado, Varela perdeu há muito o estatuto de insubstituível, e Iturbe é um trunfo que o treinador ainda está a trabalhar.
Se o Cebola não for transferido, a resposta pode passar pelo dinastia dos Rodríguez, com James e Cristian a partilharem as faixas. Essa é a via pacífica, mas Kléber espreita uma nova oportunidade e a SAD está no mercado por um ponta-de-lança, o que pode devolver Hulk ao seu ponto de partida, fechando de vez o ciclo de Djalma.
A partida para a CAN acaba por forçar uma mudança que parecia inevitável - face à bitola exibicional do angolano, que nunca foi além da mediania -, mas não encerra em si mesma a resposta às dúvidas que têm transparecido praticamente desde o início da época. Hulk seria o dono absoluto da direita do ataque, mas foi chamado de emergência para apagar o fogo que deflagrou ao centro depois da saída de Falcao.

Soluções de origem

> JAMES

Apesar de estar no mercado, Cristian Rodríguez parece ter ganho espaço à esquerda. Suplente em Alvalade, James pode voltar ao onze ocupando o lugar de Djalma, mas não se sente particularmente à vontade partindo da direita.

> VARELA

Eclipsou-se de forma algo surpreendente e perdeu muito espaço entre as prioridades de Vítor Pereira. A sua última titularidade foi para a Taça da Liga, em Paços de Ferreira, onde até foi utilizado a 10.

> ITURBE

Há um ano, o jovem James despontou a partir de Janeiro, mas Iturbe parece estar num patamar de desenvolvimento inferior. Vítor Pereira já elogiou o seu talento, mas também pôs água na fervura e anunciou que os próximos tempos ainda seriam de aprendizagem.

in "ojogo.pt"

Moutinho trava no amarelo e recupera fórmula goleadora

João Moutinho está fora da recepção ao Rio Ave, naquele que será o primeiro impedimento registado esta época, 25 jogos depois de a mesma começar e com apenas uma paragem por opção, contra o facílimo Pêro Pinheiro, para a Taça de Portugal. Agora, o médio travou no quinto cartão amarelo, que o afasta automaticamente por um jogo e convida Defour a regressar ao meio-campo para recuperar uma fórmula, ao lado de Belluschi, goleadora na três ocasiões em que foi utilizada.
João Moutinho, que depois de uma fase negativa vivia agora a estabilização no nível a que nos habituou, não terá em risco o regresso após a paragem obrigatória. Mas os adeptos não têm por que temer. Contra Nacional (5-0), Paços de Ferreira (3-0) e Pêro Pinheiro (8-0), a equipa soube responder à altura e Defour foi sempre dos melhores. Ainda que Guarín possa recuperar a tempo de ser opção, Vítor Pereira não terá dúvidas: à frente de Fernando jogam Belluschi e Defour, afinal os dois entre os quais têm residido algumas dúvidas a propósito de qual o melhor para acompanhar Moutinho.
Nesta época e meia de FC Porto, Moutinho assumiu-se pedra fundamental quer com André Villas-Boas, quer com Vítor Pereira. Além do jogo falhado esta temporada, folgou apenas cinco vezes na anterior, duas por acumulação de amarelos e três quando o agora treinador do Chelsea quis poupar os jogadores mais rodados. Ao fim e ao cabo, a constante disponibilidade vem de encontro aos números com que já tinha surpreendido no Sporting, quando conseguiu 84 jogos consecutivos entre 2004/05 e 2006/07.
Em todas as ocasiões sem João Moutinho, o FC Porto venceu, o que retira carga dramática a esta nova ausência, especialmente numa fase em que as coisas correm bem à equipa. Ao todo, um score de 22 golos marcados e apenas um sofrido desmentem a importância que efectivamente o ex-Sporting tem na mecânica da máquina azul e branca.
Para Defour, será o regresso ao onze, cinco semanas depois de se ter lesionado contra o Zenit, numa fase em que tinha relegado Belluschi e Guarín para fora das primeiras opções. A utilização em Alvalade, poucos dias após a reintegração total, prova a crescente preponderância que vinha a ganhar.

Cartões põem quatro sobre brasas

Rolando está há mais de dois meses no limite; Álvaro Pereira atingiu os quatro amarelos à 11ª jornada; Otamendi e Fernando passaram a estar em risco depois do clássico de Alvalade. É este o ponto da situação que deixa quatro elementos do eixo defensivo do FC Porto em vias de exclusão para as próximas jornadas, numa febre amarela de que só Maicon escapa. É um cenário que dificilmente merecerá gestão especial da parte de Vítor Pereira, mas que não deixa de ser uma ameaça àquela que é a base do onze-tipo.
Ainda livre de perigo, mas numa tendência preocupante, está Hulk. O brasileiro viu três amarelos nas últimas quatro jornadas, todos devido a protestos. A capacidade de autocontrolo do Incrível está em quebra, alargando-se às críticas às arbitragens que tem feito no pós-jogo.

in "ojogo,pt"

"Hulk não forçará saída"

Hulk pediu e O JOGO foi mesmo falar com o empresário do craque para que ficassem desfeitas as dúvidas abertas após o clássico com o Sporting. Há interesse do Chelsea? "Não. Comigo e com Hulk, ninguém falou. Mas agradava-me muito que Hulk fosse para o Chelsea, pois está lá o André [Villas-Boas]", respondeu Teodoro Fonseca, o tal para quem o Incrível remeteu explicações sobre o seu futuro. Qual é a vontade do jogador? "Não o sinto com vontade de se ir embora. Está satisfeito, gosta do clube e da cidade. O FC Porto sempre o respeitou, e ele nunca forçará a saída. Ele não é de brigas, e tudo que pudesse ser feito seria em conjunto e nunca às escondidas" sublinhou.
A verdade é que por mais que se fale de Chelsea, Manchester City ou Paris Saint-Germain, é irreal pensar que Hulk pode sair enquanto não chegar uma proposta concreta ao FC Porto, coisa que ainda não aconteceu. Mas houve clubes interessados. "Intermediários, há muitos. Mas propostas, só recebi três no início da época, mas Hulk recusou logo. Financeiramente eram todas melhores que o FC Porto, mas ele queria jogar contra o Barcelona e depois na Liga dos Campeões", explicou, dando razão a Pinto da Costa, que recentemente demarcou o Incrível de Falcao. "É verdade que ele nunca aceitaria o Atlético de Madrid. Hulk não se move pelo dinheiro, mas pela ambição desportiva, pelo amor e pelo carinho. E reconhece tudo o que o FC Porto fez por ele. Ele quer uma equipa que lute pelo título, jogue na Liga dos Campeões e tenha um grande projecto", continua.
A Champions foi precisamente a única fonte desestabilizadora do jogador, que num determinado momento equacionou se o melhor seria continuar no FC Porto. "A eliminação pesou um pouco. Deu uma estremecida e ele ficou muito triste, pois queria pelo menos chegar aos quartos-de-final", justificou Teodoro Fonseca.
O empresário sabe que a ligação aos dragões não será eterna. "Como qualquer jogador, Hulk quer uma competição mais atractiva. Um dia vai sentar-se à mesa com o FC Porto e as partes vão achar que o ciclo terminou, como aconteceu com Deco ou Lisandro. E, por isso, a cláusula é um valor que não significa nada", aponta. Esse dia "não será para já", afirma, reforçando que mesmo quando Hulk quiser sair, "nunca se recusará a jogar. nem o fará sem motivação."

A voz da bancada

1 É legítimo que Hulk possa querer sair do FC Porto nesta fase da época?

2 O FC Porto deve estar aberto a negociar se aparecerem clubes interessados?


1

Sendo um profissional, é legítimo que queira mudar de clube, mesmo que para um menor, como Falcao. Nós, adeptos, esperamos laços de afectividade indestrutíveis, mas não há laços que o dinheiro não quebre. Mas tendo ele criado estes laços, seria um pouco ingrato forçar a saída.

2 

Hulk é único, singular, sem preço. Não pode ser substituído nem por dois ou três jogadores. A equipa depende dele. Não me parece que nenhum preço possa ser vantajoso para o FC Porto, nem os cem milhões da cláusula da rescisão. A equipa desmoronava-se completamente.
Álvaro Magalhães, escritor

1 

Do ponto de vista legal, seria uma vontade legítima. E eu compreendo, pois neste momento o FC Porto não é uma equipa ambiciosa e vencedora. O FC Porto ficou excessivamente contente com o empate em Alvalade, e um jogador que dá tudo o que tem, como ele dá, não deve gostar disso.

2

Se chegar um clube e pagar muito dinheiro, o negócio terá sempre vantagens. Mas, como adepto, vê-lo sair e ficar com Kléber seria uma desgraça. Sem Hulk, o FC Porto perde categoria. Em forma, ele é um autêntico furacão e tem características incomuns noutros grandes jogadores.
Carlos Abreu Amorim, deputado

1 

Não é legítimo Hulk querer sair, mas também essa é uma questão que não se põe, pois o jogador tem uma cláusula de rescisão. A decisão está sempre do lado do FC Porto, e a opinião dele pouco ou nada conta. Mas é natural que ele não esteja feliz; em segundo lugar, eu também não estou.

2

Se dessem 80 milhões de euros, eu vendia, pois seria uma oportunidade única; por 30 ou 40, já não. Se o FC Porto se pudesse dar ao luxo de recusar 80 milhões, seria óptimo, mas isso não acontece e por isso há variáveis a considerar. Hulk não ganha jogos sozinho - e o FC Porto já ganhou sem ele.
Manuel Serrão, empresário

in "ojogo.pt"

Liderança escapa ao fim de 513 dias

DRAGÕES ESTAVAM NO TOPO DESDE A 1.ª RONDA DE 2010/11



O FC Porto deixou de ser, desde ontem, um dos líderes da Liga Zon Sagres. Os dois pontos de diferença que se registam atualmente para o Benfica não tirarão o sono a Vítor Pereira, mas a verdade é que os dragões encontram-se agora numa situação mais desconfortável na tabela e à qual não estão habituados.
A última vez em que os campeões nacionais não contabilizavam os mesmos pontos do líder do campeonato nacional ou eram eles próprios a comandar sozinhos a classificação remonta ao dia 8 de maio de 2010, na derradeira jornada do campeonato 2009/10, que os dragões terminaram na 3.ª posição. Após o defeso, na 1.ª ronda do campeonato 2010/11, os dragões venceram a Naval e englobaram desde logo o grupo da frente, iniciando aí uma ditadura de 513 dias consecutivos na frente da prova.
O percurso sem derrotas no campeonato – iniciado ainda sob a orientação de JesualdoFerreira em 2009/10 e que persiste – permitiu ao FC Porto manter-se ao comando da prova durante 513 dias consecutivos, mas a necessidade de conquistar os três pontos frente aos leões acabou por trair a continuidade deste registo.
in "record.pt"

James sem concorrência e com tempo para singrar

DJALMA ESTÁ NA SELEÇÃO



A integração de Djalma no grupo de jogadores com que o selecionador angolano Lito Vidigal está a trabalhar para a CAN’2012 deixa em aberto um lugar na frente de ataque do FC Porto. De imediato salta à vista o nome de James Rodríguez como substituto natural do africano, não só porque El Bandido é uma das opções usuais de Vítor Pereira para o onze, mas também porque, apesar de não estar a atravessar um bom momento de forma, o colombiano não tem, por estes dias, quem lhe morda os calcanhares.
Com Hulk a jogar como avançado-centro, Djalma longe do Olival e Cristian Rodríguez a ganhar espaço entre os titulares, restam Varela e Iturbe para colocar em causa o regresso de James à primeira linha do conjunto campeão nacional. Tendo em conta as últimas opções de Vítor Pereira, o número 19 dos dragões não terá problemas para ganhar um lugar no onze que vai receber oRio Ave na próxima ronda, noDragão. Varela anda arredado das opções principais – não foi sequer convocado para o confronto de anteontem com o Sporting, por exemplo – e Iturbe tem sido integrado paulatinamente no núcleo duro dos campeões nacionais e não estará nas ideias de Vítor Pereira como concorrente a um lugar no onze.
in "record.pt"

Defour pela via mais fácil

CASTIGO DE MOUTINHO PROMOVE O REGRESSO DO BELGA



O jogo com oShakhtar, em Donetsk, marcou um ponto de viragem no futebol portista e no onze base também. De lá para cá, a equipa não mais perdeu – somou 5 vitórias e 2 empates – e o núcleo duro de Vítor Pereira começou a ficar definido. Steven Defour, por exemplo, foi um dos jogadores promovidos à titularidade na revolução produzida pelo técnico, acabando porém por perder esse estatuto devido a uma lesão que sofreu posteriormente com o Zenit. Agora, já recuperado, preparava-se para atacar o regresso ao onze com todas as suas forças, mas a verdade é que vai lá chegar pela via mais fácil e natural. E já no próximo jogo...
Aos 26 minutos do clássico de Alvalade, o internacional belga, de 23 anos, logo começou a perspetivar o seu regresso à titularidade no jogo seguinte, frente ao Rio Ave. Nesse momento, ainda no banco de suplentes, Defour viu João Moutinho receber um cartão amarelo – falta a meio-campo sobre João Pereira – e percebeu que não ia ter a concorrência do colega na luta pela titularidade, durante a semana que hoje começa.
in "record.pt"

Estreia à vista para Danilo

O Estádio do Dragão e, mais particularmente, o encontro do próximo sábado frente ao Rio Ave, pode ser o palco da estreia de Danilo com a camisola azul-e-branca.

O ‘senhor 18 milhões’ está finalmente às ordens de Vítor Pereira e, depois de ter prometido que uma semana lhe bastaria para se poder entrosar com os novos companheiros e recuperar a melhor forma física, a partida com os vilacondenses pode mesmo marcar o primeiro jogo de dragão ao peito.

Até porque a posição de defesa-direito, onde atua preferencialmente, vive nesta altura dias conturbados: Fucile e Sapunaru não têm merecido a confiança de Vítor Pereira e Maicon, por muito empenho que deixe em campo, não deixa de ser uma adaptação e não dá a acutilância ofensiva que os adeptos portistas exigem a uma equipa que quer lutar pelo título. Portas abertas para Danilo.


on "abola.pt"

domingo, 8 de janeiro de 2012

Djaló não tem acordo com o F. C. Porto e estuda propostas do estrangeiro

O avançado Yannick Djalo "não tem qualquer acordo com o F. C. Porto e o seu destino mais provável é o estrangeiro", de onde recebeu varias propostas, que está a estudar, disse fonte próxima do futebolista.



Segundo a mesma fonte, "decorrem negociações com alguns desses clubes estrangeiros e tudo aponta para que o jogador opte por prosseguir a carreira fora de Portugal".
De acordo com alguma imprensa desportiva, Yannick Djalo, que está desempregado desde Agosto, devido ao falhanço da sua transferência do Sporting para o Nice, estará a acertar os últimos pormenores para integrar o plantel do F. C. Porto.
Yannick Djaló acertou a sua transferência do Sporting para o Nice a 31 de Agosto, data do fecho das inscrições, mas o registo da inscrição deu entrada após a meia-noite, já a 1 de Setembro, motivo pelo qual a FIFA.
O jogador, de 25 anos, nunca chegou a alinhar pelo Nice, tendo rescindido o contrato com a formação francesa a 25 de Novembro.

in "jn.pt"

Sporting ganhou em vontade e risco, FC Porto foi mais equipa

1. Espectáculo apenas sofrível, mesmo que jogado quase sempre com ritmo interessante e, por vezes, até frenético. O Sporting ganhou na vontade e no risco, mas o FC Porto foi quase sempre mais equipa, até pela matreirice evidente da sua estratégia. Em vez da posse de bola tantas vezes elogiada por Vítor Pereira, o técnico portista quase surpreendia o Sporting com o jogo directo e as transições rápidas. Foi um jogo em que os destaques principais vão para os guarda-redes.
2. A distribuição das oportunidades foi repartida, mas a melhor foi claramente desperdiçada pelo Sporting, sendo difícil perceber como é que Wolfswinkel e Izmailov não aproveitaram a assistência de Matías Fernández. O holandês tem tanto de avançado prometedor como de imberbe nalgumas situações. Dentro de alguns anos será bem mais eficaz.

3.A aposta de Domingos no jovem brasileiro Renato Neto pode ser entendida segundo vários prismas. Desde logo, pelo efeito surpresa. Depois, porque este médio box-to-box descoberto pelos olheiros do Benfica (reprovou na fase de experiência na Luz, antes de ter mais sorte em Alvalade) tem uma característica importante (para além da qualidade que há ano e meio vinha patenteando no futebol belga): mede 1,88m e tem uma estampa física que compensa a ausência de Rinaudo. A terceira explicação está também relacionada com a lesão do argentino, porque não há mais nenhuma opção com credibilidade para a posição 6 (Carriço está lesionado e Domingos não confia ainda em André Santos) e porque recuar Elias ou Schaars iria atrapalhar ainda mais as rotinas já criadas.

4. Renato Neto fez uma primeira parte sem grandes exuberâncias, mas honesta, não podendo ser responsabilizado pelas dificuldades vividas nesse período pelo Sporting, que até entrou a tentar impor uma atitude mandona e dominadora. O problema é que queria fazer tudo muito depressa e o resultado foi trapalhão. Mais matreiro, o FC Porto aceitou ter menos bola (o Sporting terminou o primeiro tempo com 53%), mas era mais perigoso. Conseguia-o à custa de surpreender o Sporting com um jogo mais directo, à procura das diagonais, principalmente de Hulk, que criava pânico na direita.

5. Distribuído no habitual 4x3x3, mas com o triângulo invertido (Moutinho ao lado de Fernando e Belluschi mais livre no apoio ao ataque) quando perdia a bola, o FC Porto teve então o mérito de condicionar os alas do Sporting, principalmente Capel, que não se viu no primeiro tempo. O FC Porto mostrou ainda mestria na marcação dos cantos, com opções variadas e capazes de criar pânico à defesa leonina.

6. A partir do 22 minutos, o Sporting melhorou bastante. Continuou a faltar um pouco mais de Elias e de Schaars, mas houve outro acerto no controlo das transições do adversário, apesar de Hulk continuar a ser capaz de criar o pânico sozinho. O FC Porto terminou o primeiro tempo com mais remates (9-6) e um canto a menos (3-4). Destaque para o baixo número de faltas: sete para o Sporting, cinco para o FC Porto.

7. Na hora dos jogos nos bancos saltou à vista que o Sporting tem agora, ao contrário de anos recentes, uma gama de alternativas credíveis com as recuperações dos lesionados. E também que Domingos soube guardar os ainda naturalmente limitados Izmailov e Matías Fernández para a altura em que o jogo parecia ir decidir-se. De resto, a troca de Capel por Evaldo (avançou Insúa) já começa a ser habitual e neste jogo foi ainda mais razoável.

8. A derrota deixava o Sporting fora da corida ao título. O empate acaba por ter praticamente o mesmo resultado. Recuperar 14 pontos (se o Benfica bater o Leiria neste domingo) para dois rivais é uma tarefa hercúlea.

Bruno Prata in "publico.pt"

MERCADO

"Fucile deve ir-se embora", diz empresário

O empresário de Fucile foi contundente numa nota colocada na página do lateral no Facebook, a que o mesmo é alheio. "Creio que Fucile cumpriu um ciclo e deve ir-se embora. Faremos o máximo para isso, sempre com os obstáculos que o FC Porto costuma colocar", escreveu Pablo Tomaduz. "Os comentários do treinador, dizendo que não vai contar com um dos laterais-direitos, são lamentáveis e desmotivantes, especialmente porque não falou com os envolvidos", criticou. Tomaduz alude a propostas "sérias de Inglaterra, Alemanha e Brasil" e espera que "o jogador se desvincule de um clube cujo treinador não conta com ele".

Roma pensa em Varela

O Roma estará interessado em contar com Varela imediatamente. A notícia foi avançada pelo jornal "La Gazzetta dello Sport" e garante que o treinador Luís Enrique elegeu o portista como alvo prioritário para substituir Osvaldo, que se lesionou recentemente. A notícia não especificou os contornos do negócio. Varela não tem sido primeira opção no FC Porto e nem foi convocado para Alvalade.

Juve avançou por Guarín

A Juventus terá feito chegar ao FC Porto uma proposta de empréstimo, até ao final da época, de Freddy Guarín no valor de dois milhões de euros, com uma cláusula de opção de compra de nove milhões de euros. A informação foi veiculada pelo sítio "Sportmediaset", sustentando a mesma com dados cedidos pelo agente FIFA do colombiano, Marcelo Ferreyra. O FC Porto só está interessado em vender.

in "ojogo.pt"

O Tribunal de O JOGO

Penálti sem unanimidade

Apenas Jorge Coroado entende que Pedro Proença deveria ter assinalado grande penalidade favorável ao FC Porto por falta de Elias sobre Otamendi após um canto de João Moutinho. Pedro Henriques e Paulo Paraty discordam e defendem por isso que não havia motivos para castigo máximo. De resto, um fora-de-jogo mal tirado não chegou para manchar uma exibição que os três especialistas qualificam como globalmente positiva.

Momento mais complicado

67'

Elias empurra Otamendi na área do Sporting? Seria grande penalidade?

Jorge Coroado
-
Elias, com o braço direito, empurrou Otamendi, impedindo-o de cabecear a bola. Grande penalidade que o árbitro não observou. Este tipo de lances passa muitas vezes sem a devida punição.
Pedro Henriques
+
É um lance de contacto físico onde não há
infracção cometida pelo jogador do Sporting. É, portanto, correcta a decisão do árbitro ao nada assinalar.
Paulo Paraty
+
Penso que não. Embora haja um jogo de braços, não me parece que toda essa movimentação fosse suficiente para a marcação de uma grande penalidade. O futebol é um jogo físico.

Outros casos

33'
Ficou falta por marcar de Insúa sobre Hulk, quando este seguia sozinho?
45'+1'
Otamendi justificava segundo amarelo por carga sobre Van Wolfswinkel?
60'
Van Wolfswinkel estava mesmo em posição irregular no lance em que Elias ficou isolado?
65'
Polga justificava amarelo (seria o segundo) por falta sobre Hulk?
71'
Bola na mão ou mão na bola de Otamendi na área do FC Porto?
Jorge Coroado
+
Insúa não cometeu infracção alguma; foi Hulk que se desequilibrou e caiu. De referir que este último partiu de
posição irregular.
+
Nunca. Justificava somente livre directo, porque o jogador do FC Porto saltou sobre o adversário. Uma vez que estava na hora para o intervalo, o árbitro assim decidiu.
-
Van Wolfswinkel estava sobre a linha de meio-campo depois de recuperar posição e antes de a bola lhe ser passada. Precipitação do assistente, porque estava mal colocado.
+
Polga derrubou Hulk, mas numa falta normal não ostensiva ou deliberada e em jogada não prometedora.
+
Bola na mão. O remate foi feito de perto, embateu nas pernas de Otamendi, subiu e encontrou-lhe o braço, que estava junto ao corpo. Correcta interpretação.
Pedro Henriques
+
Mesmo com acesso às repetições, não é perceptível que Insúa toque em Hulk, pelo que dou o benefício de dúvida
à decisão da equipa de arbitragem.
+
Otamendi entra com intenção de jogar a bola e, no seu movimento descendente, carrega de forma inevitável Van Wolfswinkel. Uma infracção negligente, sem motivo para sanção disciplinar.
-
No momento do passe do seu colega, Van Wolfswinkel estava em linha com o penúltimo adversário, pelo que o fora-de-jogo foi incorrectamente assinalado.
+
Polga cometeu uma infracção negligente junto à linha lateral, longe da sua área, sem nenhum tipo de perigo ou importância para o jogo, pelo que não haveria motivo para sanção disciplinar.
+
Correcta a decisão do árbitro, pois o remate foi feito de muito perto e a bola, de forma inesperada, bateu na perna e ressaltou para o braço, mas de forma meramente casual e não deliberada.
Paulo Paraty
+
Não é visível, pela televisão, algum contacto faltoso de Insúa sobre Hulk, que parece desequilibrar-se ao evitar o seu adversário.
+
Não. Trata-se apenas de uma falta (rasteira negligente) de Otamendi. No máximo, seria livre directo, que só não terá sido punido porque o tempo da primeira parte estava esgotado.
-
É um lance muito difícil para o árbitro assistente, mas a repetição pela televisão mostra-nos Van Wolfswinkel em linha, no máximo, com o penúltimo defensor.
+
Polga agarra Hulk sobre a linha lateral, não cometendo nenhuma imprudência ou impedindo algum ataque prometedor. Livre directo parece-me adequado. E o critério foi o mesmo do lance dos 45'+1'.
+
Pontapé à queima-roupa, muito próximo de Otamendi. A bola bate-lhe no corpo e ressalta para o braço. Sem razão para intervenção do árbitro.

Apreciação global

Jorge Coroado
Jogo de muito transporte de bola, inúmeros passes transviados e reduzido contacto físico permitiu ao árbitro exibição personalizada, esclarecida, com o senão da grande penalidade não assinalada.

Pedro Henriques
Num jogo com elevado grau de dificuldade, a equipa de arbitragem teve uma actuação positiva, assertiva e competente, com pequenas falhas ao nível do fora de jogo, mas que não lhe tiram mérito.

Paulo Paraty
Não havendo arbitragens perfeitas, Pedro Proença, com um ou outro lance mais discutível, exibiu em casa as credenciais que lhe têm valido o reconhecimento externo. Cedo se fez entender pelos intervenientes.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um

A ESTRELA

Álvaro Pereira 7
Um lateral box-to-box

Álvaro Pereira fez tantas piscinas que, mais do que a figura, quase merecia era levar uma medalha de ouro. Incansável no seu corredor, conquistou situações de cruzamento que puseram a nu a fragilidade do FC Porto no que respeita a opções de área. Tapado pela linha de fundo e pela falta de um avançado que crescesse entre Polga e Onyewu, inventou fintas para dentro e combinações curtas que permitissem à equipa encontrar vias alternativas para a baliza. Firme no duelo com Carrillo e João Pereira, cresceu perante Izmailov quando nem Helton poderia já valer ao FC Porto. Os manuais do futebol vão ter de arranjar espaço para os laterais box-to-box.


Helton 7
Quando a equipa precisou do guarda-redes, Helton disse "presente". Elevou os níveis de concentração aos píncaros e foi enorme perante Polga (28'), primeiro, e Wolfswinkel (76'), depois. Esvaziou a dimensão dos poucos erros dos centrais e contou com a colaboração de Álvaro Pereira no único lance em que a baliza pareceu demasiado grande.

Maicon 5
O que disse antes de partir para as férias de Natal ganhou contornos proféticos durante o clássico. "Sou central", lembrou há semanas; não cumpre a lateral, confirmou ontem. Ficou nas covas perante o arranque de Matías no melhor lance dos leões, deixando vir à tona todas as limitações que vinha contornando com a disponibilidade e a entrega da praxe. Louve-se o esforço, mas o FC Porto reclama mais...

Rolando 6
Os centrais repartiram escorregadelas, mas também uma entreajuda que abafou os erros. Rolando terá sido mais bombeiro do que Otamendi, mas também ele teve lances em que perdeu o chão. Muito forte em velocidade, meteu Wolfswinkel no bolso sempre que o Sporting o lançava no espaço, mas essa sobranceria quase lhe custou caro aos 76'.

Otamendi 6
Em 90 minutos ficaram fielmente reproduzidas as suas qualidades e as suas deficiências. Autoritário nas antecipações - das quais consegue sempre sair a jogar -, sofre quando lhe pedem arranque e velocidade. Compensa com um sentido posicional raro e que lhe permitiu tirar o pão da boca a Carrillo (21') e a Wolfswinkel (26'), mas a ironia do jogo ainda lhe reservou um pouco oportuno desvio a remate de... James.

Fernando 6
Nervoso e envergonhado, enquanto teve Moutinho por perto, agigantou-se depois do intervalo. Uma metamorfose impressionante que o transformou num pivô autoritário e num construtor de jogo esclarecido. Foi ele que lançou Hulk, por exemplo, para uma flagrante ocasião aos 51'. Jogou curto e longo com uma simplicidade desarmante, ditando leis no seu raio de acção. Patrão.

João Moutinho 6
Depois de uma primeira parte em que ficou demasiado preso à tarefa de equilibrar a equipa, também ele cresceu em confiança e intensidade quando soltou amarras e subiu uns metros. Esteve perto do golo no recomeço, ganhando uma evidência que correspondeu ao protagonismo que assumiu na condução do futebol portista. Tremeu na hora de definir, deixando-se trair pela vontade de resolver.

Belluschi 6
Mais do que a qualidade do futebol que produziu, sobressaiu a sua capacidade de exercer pressão, incomodando a saída de bola leonina e empurrando a linha defensiva dos dragões para a frente. É um jogador muito agressivo sem bola, mas que não teve a objectividade desejada com ela. Ainda esboçou dois remates, tão desamparados como o destino que tiveram, na miragem de um Belluschi que fosse mais do que uma armadura de guerra.

Djalma 5
Importante muleta para Maicon, pôs um travão em Insúa e um olho em Capel. Com vistas largas, tentou causar mossa em desmarcações venenosas no espaço, mas nunca houve correspondência técnica entre o futebol que idealizava e aquele que, realmente, saía dos seus pés. Trapalhão, faltou-lhe gerir melhor o ritmo e a velocidade para dar pertinência a um esforço algo sôfrego de quem ainda tem mais olhos que barriga.

Rodríguez 6
Caído em graça, o Cebola deu razão à leitura de Vítor Pereira e confirmou que pode ser mais do que um fenómeno episódico. Arrancou um amarelo a Elias mal o jogo começou, deixando o leão alerta face à ameaça das suas arrancadas. Com Álvaro Pereira, definiu a forma de o FC Porto construir o seu futebol, mas o tempo encurtou-lhe o fulgor ofensivo, reforçando a sua capacidade de luta.

Hulk 6
Pairou sempre no ar a ameaça de que Hulk fosse dar um safanão no jogo, mas Patrício cresceu no único lance em que o brasileiro foi directo ao assunto. O Incrível foi mais um fantasma do que um susto real, perdendo-se em rodriguinhos que o confundiram mais a ele do que aos centrais do Sporting. Ineficaz nas tabelas, faltou-lhe ser mais previsível no um para um, entregando-se aos seus pontos fortes.

James Rodríguez 5
Entrou de pantufas num jogo onde todos pisavam com botas de tropa. O seu futebol virtuoso teve pouco por onde se expressar e, longe das zonas de definição, James tardou em perceber que o jogo não aconselhava os seus pezinhos de lã. A curiosidade da análise é que acabou por ser o colombiano quem mais se aproximou do golo, espreitando-o num forte remate cruzado (90') e num desvio simples que Otamendi lhe negou (90+1').

Defour 4
Teve dificuldade em entrar no registo de Belluschi. Mais macio, menos intenso, teve pouca bola, e o FC Porto ressentiu-se dessa abordagem menos esclarecida. Ora, também o belga esteve, contudo, perto da glória no tal lance que James acabou por desviar para um golo cantado que Otamendi abafou.

Kléber 3
Vítor Pereira sentia que podia ganhar o jogo e lançou uma referência para a área, libertando Hulk para um ponto de partida que o desviasse do foco das apertadas marcações de Polga e Onyewu. Kléber não teve bola para fazer a diferença na área, limitando-se a servir de tabela e a segurar os centrais leoninos. Uma tarefa que quase ia dando resultados...

Medo a começar e dois sustos a acabar

Parece que as imagens no túnel entre os balneários e o relvado de Alvalade que deram a mais estéril polémica da temporada afinal metem mesmo medo. Pelo menos ontem, no clássico, devem ter metido. Porque um jogo entre duas equipas que deviam pensar na vitória acabou por ser um desfile de falta de autoconfiança, em que a maior preocupação foi não perder. O jogo só se agitou nos minutos finais, quando Izmailov e James Rodríguez tiveram as mais claras oportunidades para marcar. Na primeira delas, o russo atirou fraco e permitiu o corte de Álvaro Pereira sobre a linha; na segunda, já nos descontos, foi Otamendi que se colocou na direcção do remate do colega de equipa.
Sporting e FC Porto acabaram empatados, sem golos, e podem ver hoje a vida complicar-se se o Benfica vencer o Leiria na Marinha Grande - os leões ficarão a oito pontos do primeiro lugar e os dragões verão o rival da Luz isolar-se no comando. Uma desvantagem que ambos preferem assumir em vez do fardo, sobretudo psicológico, de uma derrota no clássico de ontem. Domingos Paciência poderá continuar a dar papa ao seu bebé e Vítor Pereira aumentou para 53 o número de jogos consecutivos do FC Porto sem perder na Liga, sobrevivendo ao local onde tinha sido averbada a última derrota, ainda nos tempos de Jesualdo Ferreira.
Do lado do Sporting, o estreante e surpreendente Renato Neto foi o coelho que Domingos tirou da cartola para o clássico, numa decisão que confirmou a falta de confiança em André Santos e o apego do treinador ao seu meio-campo em triângulo com dois vértices mais ofensivos. O jovem resgatado ao Cercle de Brugge no mercado de Inverno mostrou-se um pouco perdido em campo, com medo de pisar em ramo verde, e sobretudo muito lento, impedindo transições rápidas que permitissem levar a bola em condições a Van Wolfswinkel. Nos portistas, o onze foi o esperado, com a nuance da colocação de João Moutinho ao lado de Fernando, mostrando as cautelas de Vítor Pereira. Com tanta gente preocupada em não errar e a arriscar tão pouco, tornou-se difícil ver um lance de perigo na primeira parte - as excepções foram os cabeceamentos de Maicon e Polga, após cantos, resolvidos pela frieza de ambos os guarda-redes.
Vítor Pereira deu um sinal de querer mais logo ao intervalo, mexendo no desenho do meio-campo, avançado Moutinho para perto de Belluschi. Resultou. O FC Porto entrou melhor, a pressionar o Sporting na primeira zona de construção e obrigando os leões a aumentarem a frequência dos lançamentos longos para Van Wolfswinkel, um ponta-de-lança que, pelas suas características, não resulta com grandes correrias. Domingos foi atrás e também mudou o desenho do seu miolo, desta vez colocando Matías Fernández à frente de Schaars e Elias, sacrificando Renato Neto logo aos 53'. Com as equipas de novo encaixadas, voltou o equilíbrio de forças, apenas quebrado com lances ou erros individuais. Foi assim que Hulk e Van Wolfswinkel tiveram as suas chances de marcar, mas mais uma vez Rui Patrício e Helton levaram a melhor.
A entrada de Izmailov, ainda com 28 minutos de jogo pela frente, acabou por ser a tesoura que cortou as amarras da partida. Embalado pelo enorme aplauso de todo o estádio, o russo entrou cheio de gás, arrastando toda a equipa do Sporting para a frente. E, aos 83', fez os adeptos levarem as mãos à cabeça: recebeu de Matías à entrada da pequena área e, com Helton fora da jogada, acabou por atirar sem grande convicção, permitindo o corte de Álvaro Pereira praticamente em cima da linha de golo. Uff!, suspiraram os portistas.
Pensou-se que esse lance tinha sido o golpe final de um clássico de muito nervo e tensão, mas pouco talento e qualidade. Mas ainda houve tempo para novo susto, desta vez nos corações leoninos, quando Defour fugiu pela direita e serviu James no coração da área. O remate do colombiano ia direitinho à baliza e fez os adeptos portistas levantarem os braços de expectativa. Mas Otamendi, no local errado à hora errada, cortou sem querer, fazendo mais uma vez que todos esses adeptos ficassem de mãos na cabeça. Uff!, disseram os sportinguistas. E uff!, disseram os benfiquistas.

in "ojogo.pt"

Dragões sofreram para entrar

VIATURA BARRADA E ARREMESSO DE MAÇÃS



Clássico que é clássico tem de ser considerado de alto risco e este, naturalmente, não fugiu à regra.
No entanto, apesar das naturais preocupações das autoridades envolvidas, o encontro decorreu sem exaltações de maior, deixando os problemas da ordem para fora do recinto. Nas bancadas tudo decorreu dentro da normalidade e a única forma de violência descortinada foi mesmo... a verbal, que até já se tornou tradição em jogos desta natureza. Problemas “a sério” só mesmo fora de Alvalade.
A ação começou ainda longe. Na área de serviço de Leiria, em plena A1, registaram-se confrontos entre adeptos dos dois clubes, que se cruzaram na marcha rumo a Alvalade. Mais tarde, chegou a vez de a comitiva portista se ver envolvida num dos episódios do dia. À chegada ao estádio, o autocarro liderado por Pinto da Costa e onde se encontravam os jogadores azuis e brancos foi barrado pela equipa de segurança contratada pelos verde e brancos.
Grades metálicas impediam a passagem e por lá ficaram até a polícia puxar dos galões, colocar a segurança no seu lugar, desobstruir a via e dar “guia de marcha” aos dragões que lá puderam fazer-se à vida, desembarcando e rumando aos balneários. Tudo isto perante os mimos do costume prestados pelos adeptos da casa, que fizeram questão de formar uma “comissão de boas-vindas” e oferecer maçãs à viatura.
Um ferido em apedrejamento ao autocarro do FC Porto
INCIDENTE ACONTECEU APÓS O CLÁSSICO

Uma pessoa ficou ferida na sequência do apedrejamento da caravana de autocarros com adeptos do FC Porto na Calçada de Carriche, em Lisboa, após o jogo disputado com o Sporting, no Estádio da Alvalade, e que terminou empatado 0-0.
"O apedrejamento à caravana de 15 ou 16 autocarros de adeptos do FC Porto resultou num vidro partido, cujos estilhaços feriram uma das ocupantes", disse fonte da PSP à agência Lusa.
A pessoa ferida foi assistida no local pelo INEM e seguiu viagem até ao Porto, juntamente com os restantes adeptos.
"Ainda lhe foi sugerido que recebesse tratamento hospitalar mas ela disse que ia tratar-se no Porto", indicou a mesma fonte.
O incidente ocorreu por volta das 23:35. A PSP reforçou o dispositivo de segurança, mas segundo a mesma fonte, os autores do apedrejamento "estariam emboscados nas imediações, atiraram pedras e fugiram".
Antes do início do jogo, dois adeptos do FC Porto foram detidos por "posse de artefactos pirotécnicos".
in "record.pt"


O velhote ganhou uma lata de Cerelac

A IDADE PARECE NÃO PASSAR POR HELTON



Quando associou a sua equipa à marca de uma farinha láctea comercializada há 75 anos em Portugal, Domingos Paciência estava sobretudo a referir-se à juventude de uma equipa que está em formação mas igualmente onde despontam muitos elementos de tenra idade. Mas está visto que também no futebol, pelo menos até à ternura dos 40 anos, a idade é o que menos importa e ontem todos viram emergir a qualidade do jogador mais velho em campo: Helton. O tal guarda-redes cuja transferência do U. Leiria para o FC Porto um dia Pinto da Costa negou dizendo algo do género “Helton? Só conheço o Elton John...” Longe estava o presidente portista de conhecer os dotes musicais do guarda-redes brasileiro que continua a valer pontos no terreno de jogo. “Ministério Shalom”, a banda na qual é baterista, até já atuou na Casa da Música do Porto e o guarda-redes não dispensa o violão nas viagens ao serviço do FC Porto...
Ontem, em Alvalade, o guarda-redes portista teve duas intervenções preciosas, na resposta a uma cabeçada de Polga e ao sair ao encontro de Wolfswinkel. Mais rápido que a sua própria sombra e com a saúde de um bebé alimentado com a papa criada por Henri Nestlé e adaptada ao gosto português pelo nosso primeiro prémio Nobel, mais conhecido pelas polémicas lobotomias que, bem visto, bem podiam sem aplicadas a alguns ditos especialistas de futebol...
in "record.pt"