domingo, 3 de outubro de 2010

"Jamais nos permitiremos relaxamentos" - AVB


A deslocação do FC Porto a Guimarães é o último jogo antes da paragem para os jogos da Selecção Nacional, de apuramento para o Euro'2012 e o objectivo é só um: Chegar lá a vencer. Tal como em Setembro, esta é a meta de André Villas-Boas que quer alcançar as doze vitórias consecutivas. Para motivar os seus jogadores, para além da série de vitórias, o técnico sublinhou a oportunidade que se apresenta ao FC Porto com o Benfica-Braga, que pode permitir alargar a vantagem pontual em relação a pelo menos um concorrente directo na luta pelo título, situação que não quer desperdiçar. Estes dois argumentos serviram para pôr de lado qualquer hipótese de ver a sua equipa relaxar em face de uma situação claramente favorável, porque não passa pela cabeça de Villas-Boas ceder uma jornada de graça aos seus adversários directos, sem somar três pontos, mantendo, dessa forma, a margem de manobra de sete pontos em relação aos segundos classificados e de nove em relação ao Benfica.

Não receia um certo relaxamento na equipa, até pelas onze vitórias consecutivas?

Acho que não pode haver. Jamais nos permitiremos relaxamentos. Há um embelezamento e um endeusamento, mais da parte da Comunicação Social, mas nós estamos activos e proactivos, confiamos na nossa organização e na nossa capacidade de resposta a cada jogo. As vitórias trazem confiança e apesar de ser um número considerável de vitórias seguidas, queremos continuar a somar porque é um objectivo a que nos propusemos e por apenas mais uma vitória não o vamos deixar fugir.

Mas não é mais confortável obrigar a concorrência a olhar para cima desde o início do campeonato, até mesmo no caso de uma escorregadela num jogo difícil como este?

É óbvio que sim. Uma liderança confortável é uma liderança que nos permite duas jornadas de desastre que não queremos. O que queremos é aumentar a vantagem e aproveitar uma jornada de adversários directos na luta pelo título para aumentar essa vantagem. É assim que encaramos o jogo, por isso disse que o relaxamento não faz sentido nenhum atendendo à nossa forma de estar e acho que por um jogo não vamos deixar fugir a oportunidade de chegar à paragem do campeonato sem derrotas.

Como é que tem visto este Vitória, está surpreendido?

Sim, admiro o Guimarães e o Manuel Machado e a facilidade com que organiza rapidamente as suas equipas, assim tem sido pelos clubes por onde passou. Tem-se revelado um treinador com uma taxa de sucesso elevada, porque consegue um historial de vitórias considerável e atingir objectivos europeus. Portanto, congratulo o Manuel Machado por mais uma vez estar a fazer um excelente trabalho no Guimarães, tendo em conta até as perdas que o clube teve do ano passado para esta época.

Quais são os pontos fortes que vê no Guimarães?

É uma equipa que em casa sabe utilizar o factor emocional como factor transcendente, não é só o aspecto mental deste jogo, mas também essa variabilidade entre jogo de transição e de organização e a qualidade do jogo do Guimarães em situação de posse de bola. Depois há o talento individual. Houve jogadores que acrescentaram muito à equipa de 2010/11, como o João Ribeiro, o Kleber, ou o Toscano, que têm sido fundamentais, dentro de um colectivo forte. No fundo, a classificação traduz esse Guimarães forte que vocês têm visto e isso pode causar-nos problemas acrescentado ao factor emocional do jogo, que tem de ser tido em conta.

Contra o Guimarães vai devolver ao onze os jogadores que não estiveram presentes em Sófia?

As opções técnicas nunca foram discutidas em conferência de Imprensa. Se achar que tenho de dar alguma informação, como aconteceu em Sófia, vou partilhar, agora para este jogo com o Guimarães faremos a convocatória amanhã (hoje) e depois tomaremos as decisões que acharmos mais adequadas relativamente ao jogo. De qualquer forma, acho que não podemos só englobar o aspecto da gestão quando se fazem alterações, mas falar também em opções estratégicas e no factor competitividade. Temos uma série de jogadores a um nível elevado que me permitem sempre optar por um onze ideal em cada jogo.


Como comenta o regresso de Moutinho e de Varela à selecção?

Atravessam um bom momento no clube e penso que a convocatória é merecida, mas não me cabe a mim discutir as opções do seleccionador. As decisões do Paulo Bento e o que está na sua cabeça relativamente a essas opções não me diz respeito comentar, mas estou satisfeito por eles, porque seguramente que eles também estão satisfeitos por mais uma vez poderem representar a selecção. O Rúben também foi pré-convocado e não está na convocatória, mas penso que tem talento suficiente para, mais tarde, entrar nas convocatórias do seleccionador se ele assim o entender. O nível de rendimento no clube tem sido excelente, as oportunidades têm sido poucas, porque os outros dois têm estado ao melhor nível, mas quando surgirem as oportunidades com mais frequência, poderá entrar no lote de opções do seleccionador.

Em relação ao Walter. Nesta altura, em que patamar é que ele se encontra?

Acho que está bem. Tem características diferentes do Falcao. O Walter é um jogador que com o seu poder físico não tem a mobilidade do Falcao, como é evidente, mas o poder físico permite-lhe receber, assentar e esperar por toda uma equipa em apoios e dar solução de forma diferente. O Falcao é um jogador de deslocamento e espaços vazios e de percepção que vai entrar nesses mesmos espaços vazios. São diferentes e as opções que tomamos vão no mesmo sentido das que tomamos com os centrais. Fisicamente está bem e espera oportunidades que vai ter no futuro, mas quando tem entrado tem mostrado o seu potencial.

Souza cumpriu o papel de substituir o Fernando?

Cumpriu sim, apesar de serem ambos de características diferentes. O Fernando encontrou-se muito bem na mobilidade dos médios que nós promovemos. O Souza não se encontrou ainda nessa mobilidade, se calhar não quer esse tipo de atrevimento, mas oferece uma visão de jogo muito mais alargada do que o Fernando, que é um jogador que procura mais o passe curto, o transporte com bola e a saída com bola. O Souza oferece uma visão de jogo à distância que o Fernando não é capaz de oferecer. Nesse sentido são diferentes, oferecem outro tipo de dinâmicas à equipa, mas estou satisfeito com os dois e com o rendimento que têm tido.
in "ojogo.pt"

Cinquenta com nove de atraso

Hulk faz amanhã, frente ao Guimarães, o seu 50º jogo no campeonato português. Curiosamente, e se não tivesse sido afastado dos relvados durante a 14ª e a 24ª jornada da última temporada, falhando nove jogos consecutivos, na sequência dos acontecimentos no túnel do Estádio da Luz, o Incrível teria completado 50 jogos precisamente frente aos vimaranenses, mas no Dragão, à passagem da 27ª jornada do campeonato do ano passado. O brasileiro tinha feito 25 jogos na época de estreia em Portugal, mas cumpriu castigo durante a segunda e a teceria jornada do último campeonato, pelo que só teria chegado à meia centena de jogos nessa recepção aos vimaranenses.

Por outro lado, se há males que vêm por bem, a paragem prolongada durante a última época parece ter lançado Hulk para a afirmação definitiva este ano. O brasileiro é nesta altura o jogador mais influente da equipa, liderando a lista de melhores marcadores do campeonato, com cinco golos em cinco jogos realizados, mas afirmando-se também como um jogador mais generoso, tendo oferecido já três golos e participado na construção de outros tantos. Para traçar um paralelo, basta referir que, na última temporada, apesar de todas as limitações que lhe foram impostas em termos disciplinares, Hulk participou em 19 jogos do campeonato, tendo marcado os mesmos cinco golos que regista actualmente, à média de um por jogo. De resto, o avançado brasileiro também tem assumido um papel de maior sacrifício, assumindo-se como o avançado da equipa que mais bolas recupera. Por fim, o brasileiro regista um total de 70 por cento de vitórias nos jogos em que participou ao longo das suas três temporadas em Portugal, um registo que sobe para os cem por cento considerando apenas este ano - e que Hulk quer manter em Guimarães.

18
Hulk conta um total de 18 golos marcados no campeonato ao longo das três épocas passadas em Portugal. Esta temporada, o Incrível já marcou cinco golos nos cinco jogos da Liga em que participou.

35
Dos 49 jogos em que participou até agora no campeonato português, Hulk venceu 35, uma média de sucesso de cerca de 70 por cento. De resto, com Hulk em campo o FC Porto sofreu apenas cinco derrotas.

61
Ao todo, desde que se estreou pelo FC Porto, frente ao Belenenses, em 2008, Hulk esteve em campo 3681 minutos em jogos do campeonato. São 61 horas, mais uns trocos. Cerca de dois dias e meio a jogar futebol.

in "ojogo.pt"

Todos juntos pela primeira vez esta época

André Villas-Boas teve pela primeira vez todo o plantel à sua disposição esta temporada durante o treino de ontem. Depois da integração sem limitações, na véspera, de Mariano - ainda que sob vigilância médica, devido à gravidade da lesão sofrida no final da última temporada -, ontem de manhã foi a vez de James Rodríguez regressar ao trabalho depois de ter falhado a sessão de sexta-feira para tratar de assuntos pessoais, muito provavelmente relacionados com questões burocráticas essenciais para a sua permanência em Portugal. Desta forma, André Villas-Boas contou pela primeira vez esta época com os 26 jogadores do plantel a treinar sem qualquer tipo de limitação, embora para a partida de amanhã, com o Guimarães, ainda não vá ter à sua disposição Mariano, que necessitará de mais algumas semanas de trabalho para regressar em pleno à competição.

Para hoje de manhã (10h30, porta fechada, Olival) está agendado mais um treino, o último antes da deslocação de Guimarães, seguindo-se a divulgação da lista de convocados, na qual deverão estar de regresso Fernando e Rúben Micael, que falharam a deslocação a Sófia devido a pequenos problemas físicos.

in "ojogo.pt"

Atacar a meta-volante para arrasar o pelotão


André Villas-Boas deu o exemplo do Sp. Braga para ilustrar como um arranque recheado de vitórias pode não ser suficiente para conquistar o título. No entanto, o verdadeiro desafio para este FC Porto, em termos de registos históricos, e se olharmos para o que aconteceu este milénio na Liga portuguesa, consiste sobretudo em superar... Jesualdo Ferreira.

Em 2007/08, os dragões concretizaram uma etapa inicial de sonho com o professor ao leme e, depois de vencerem na 7.ª ronda, em Coimbra (golo de Lucho, de penálti), ficaram com uma vantagem de 7 pontos sobre uma dupla composta por Sporting e... Marítimo. Nesse ano, o FC Porto apenas foi travado à 9.ª jornada, quando empatou em casa com o Belenenses (1-1).

O que pode realmente estabelecer um recorde é a vantagem pontual entre os azuis e brancos e a concorrência direta. Tendo em conta que o V. Guimarães era um dos adversários com 11 pontos no final da 6.ª jornada, um sucesso do FC Porto no berço eliminaria desde logo um problema. Nesse cenário, bastaria que o Sp. Braga não vencesse na Luz para que Villas-Boas pudesse encerrar este ciclo da melhor maneira, partindo para uma longa paragem da Liga com 9 ou 10 pontos de vantagem sobre os perseguidores menos distantes.

Ímpar

Numa fase tão prematura do campeonato, quando ainda nem um terço da prova está cumprido, as margens pontuais entre o primeiro classificado e a oposição têm-se revelado bastante mais suaves. Note-se que, recuando 10 temporadas, apenas o primeiro posto do Boavista, em 2001/02, chegava aos 3 pontos, ficando todas as restantes lideranças numa situação muito renhida.

Mesmo o Sp. Braga, que venceu 7 jogos de rajada, em 2009/10, só beneficiava de 2 pontos de margem para respirar. A este nível, as evidências comprovam que só o FC Porto dinamita a regra graças às exceções de 2007/08 e, agora, de 2010/11.

in "record.pt"

Varela chega à centena

Silvestre Varela completa, frente ao V. Guimarães, a centena de jogos na liga.

Varela no pico da fama: resgatado a custo zero pelo FC Porto, tem hoje uma cláusula de 40 milhões de euros, por via das tentações exteriores.

São estes negócios que colocam o FC Porto num plano único, e o extremo de Almada tem feito tudo para justificar a confiança nos dragões, que perceberam como ninguém o potencial do jogador, hoje reconhecido como uma das grandes figuras dos portistas, mas que andava 'por aí' à espera da oportunidade de uma vida, após ser sucessivamente emprestado pelo Sporting. Fará amanhã, em Guimarães, 100 jogos na Liga principal, um número que orgulha qualquer um.

Varela é, no cenário actual, um jogador indiscutível no FC Porto e chega, também, à Selecção principal pela mão de Paulo Bento. Já poderia ter entrado na equipa das quinas na época passada, mas uma lesão afastou-o da África do Sul.

Trabalhou duro nas férias e na pré-época para apagar os efeitos de uma grave lesão (fractura no peróneo que o reteve quatro meses fora da relva) mas ressurgiu em grande e rapidamente se impôs, ou se voltou a impor!, na constelação portista, entrando em soberbo estilo na temporada, ao conduzir o FC Porto a uma vitória indiscutível sobre o campeão em título, o seu segundo grande troféu, já que não tinha condições para jogar a final da Taça, a despedida vitoriosa de Jesualdo Ferreira.
 
in "abola.pt"

sábado, 2 de outubro de 2010

Taça EHF: Dragões ganham vantagem na Roménia

O FC Porto Vitalis adiantou-se, este sábado, na segunda eliminatória da Taça EHF, ao vencer, na Roménia, o Energia Lignitul Pandurii, por 28-25.

Ao intervalo, os azuis e brancos já acumulavam uma vantagem de quatro golos (15-11).

A equipa de Ljubomir Obradovic esteve particularmente eficaz na defesa, com Hugo Laurentino a apresentar-se em bom plano.

Em termos de concretização, destaque para Wilson Davyes, autor de sete golos.

in "fcp.pt"

Quatro golos de Emanuel Garcia e «chapa nove» ao Valongo


O FC Porto Império Bonança bateu este sábado a AD Valongo por 9-2, em jogo da primeira jornada do campeonato nacional de hóquei em patins. O argentino Emanuel Garcia foi o mais concretizador, mas Pedro Gil apontou o melhor tento da tarde, num espectacular «slalom».

Como era de esperar, os Dragões tomaram conta do encontro, mas apenas aos 17 minutos conseguiram furar a resistência do Valongo, depois de várias oportunidades desperdiçadas. Emanuel Garcia desbloqueou o encontro e haveria de terminar a primeira parte com um «hat-trick».

A vantagem ao intervalo era reconfortante e seria gerida pelos azuis e brancos no segundo tempo. Ainda assim, os golos portistas foram surgindo e há que destacar, em particular, o 7-1, da autoria de Pedro Gil, aos 39 minutos. O espanhol levou a bola de costa a costa, fintando os cinco hoquistas adversários pelo caminho e fazendo levantar os espectadores presentes no Dragão Caixa.

Gonçalo Suíssas estreou-se a marcar com a camisola do FC Porto em jogos oficiais, assinando igualmente uma excelente exibição.

No final, o técnico Franklim Pais analisou o encontro: «O objectivo era começar bem no campeonato, que é uma prova de regularidade. O Valongo é uma equipa sempre difícil, mas conseguimos um jogo agradável e a vitória, que era o mais importante. Contudo, ainda não estamos no nosso melhor».



FICHA DE JOGO

Campeonato nacional, primeira jornada

2 de Outubro de 2010

Pavilhão Dragão Caixa, no Porto

Assistência: 974 espectadores

Árbitros: Rui Torres (Minho), Paula Rainha (Minho) e Cristina Costa (Porto)

FC PORTO: Filipe Magalhães (g.r.), Filipe Santos, Reinaldo Ventura, Pedro Gil e Pedro Moreira

Jogaram ainda: Gonçalo Suíssas, André Azevedo, Emanuel Garcia e Rafa

Treinador: Franklim Pais

VALONGO: Fábio Vieira (g.r.), Hugo Azevedo, João Marques, Miguel Viterbo e Álvaro Pinto

Jogaram ainda: Jorge Alves, Tiago Pimenta, Pedro Pinto e Nuno Rodrigues

Treinador: Paulo Pereira

Ao intervalo: 3-0

Marcadores: Emanuel Garcia (17m, 18m, 24m e 46m), Pedro Gil (30m e 39m), Filipe Santos (32m), Gonçalo Suíssas (35m e 42m), Jorge Alves (33m) e João Marques (49m)

Ordos: FC Porto parte do 8º lugar

O FC Porto vai partir do 8º lugar na primeira corrida da 10ª jornada da Superleague Formula, que se realiza este domingo, em Ordos (China).

O bólide tripulado por Earl Bamber (Álvaro Parente não pôde marcar presença na Ásia) esteve em bom plano e o piloto neozelandês pareceu adaptar-se rapidamente à nova máquina, prometendo bons desempenhos nas provas de amanhã.
 
in "fcp.pt"

João Santos foi MVP na vitória em Guimarães

O FC Porto Ferpinta venceu, este sábado, o Vitória SC, por 68-82, em encontro da segunda jornada do Grupo A do Troféu António Pratas, disputado em Guimarães. Os Dragões, especialmente fortes no primeiro e no último período, tiveram em João Santos o MVP da partida, que se destacou com a obtenção de 16 pontos, 3 ressaltos e 4 assistências.

Santos, que converteu três dos cinco triplos tentandos, dividiu a condição de melhor marcador da equipa com Greg Stempin, autor de 7 ressaltos, e José Costa, que se revelou 100 por cento eficaz nos lançamentos de dois pontos (5 em 5).

Domingo, a partir das 18h00 e outra vez na qualidade de visitante, os Dragões jogam, com o Penafiel, a passagem à Final a 4 do Troféu António Pratas.
 
in "fcp.pt"

Villas-Boas: «Desde que não me bata...»


Aquando da substituição no encontro de quinta-feira com o CSKA Sofia, Hulk deu sinais de grande insatisfação por não ter completado a partida. André Villas-Boas desvaloriza o episódio e garante não estar preocupado que o jogador volte a reagir da mesma forma no futuro.

"O Hulk não tem dois lados, é um jogador competitivo. Como em qualquer jogador [a substituição] gera insatisfação, não estamos preocupados", afirmou, preferindo sublinhar o rendimento do avançado nas últimas partidas: "O coletivo tem potencializado alguns jogadores e o Hulk é um deles. Desde que não me bata...".

Outros dois jogadores a atravessar excelente momento de forma no FC Porto são Varela e João Moutinho, que acabam de ser convocados por Paulo Bento para a Seleção Nacional. O técnico dos dragões mostra-se satisfeito com a convocatória que, na sua opinião, é inteiramente merecida.

"Estão a atravessar um bom momento e a convocatória é merecida, mas as decisões cabem ao Paulo Bento e só a ele dizem respeito. Estou satisfeito porque eles também estão satisfeitos nesta altura", sublinhou.

Villas-Boas: «Liderança permite-nos ter 2 jornadas de desastre»

técnico quer prolongar invencibilidade
 
André Villas-Boas fez esta manhã a antevisão ao encontro de segunda-feira em Guimarães (21H15), frente à equipa de Manuel Machado. O técnico azul e branco prevê uma partida difícil e tece rasgados elogios à formação vimaranense e ao treinador dos minhotos.

"Admiro o Vitória de Guimarães e o Manuel Machado pela facilidade com que ele organiza rapidamente as suas equipas. Mostrou isso em Braga, na Académica, no Nacional e em Guimarães tem feito a mesma coisa, tem-no demonstrado. É um treinador com uma taxa de sucesso elevada”, elogiou, chamando depois a atenção para os cuidados a ter num encontro tradicionalmente difícil para os dragões: "Em Guimarães é preciso ter em conta fator emocional”.

O FC Porto lidera a classificação do campeonato com 18 pontos conquistados em 18 possíveis, mantendo uma série de 11 jogos sem conhecer o sabor da derrota. O técnico dos dragões está consciente da margem de manobra de que a sua equipa dispõe neste momento, mas ainda assim não quer ver facilitismos da parte dos seus jogadores.

"Não há um relaxamento da nossa parte, o embelezamento e o endeusamento é da parte da comunicação social. Estamos ativos e pró-ativos. As vitórias dão-nos confiança e queremos continuar a somar. A liderança confortável permite-nos ter 2 jornadas de desastre, mas é óbvio que não queremos que isso aconteça”, garantiu.

in "record.pt"
 

James volta aos treinos

O médio colombiano James Rodriguez voltou hoje aos treinos no FC Porto, a dois dias da visita ao terreno do Vitória de Guimarães, em jogo da sétima jornada da Liga.

O extremo tinha sido autorizado a falhar o treino de sexta-feira para tratar de assuntos pessoais.

De novo no relvado esteve o argentino Mariano Gonzalez, que continua a recuperar de uma grave lesão no joelho e que voltou a realizar treino integrado condicionado.

O FC Porto volta a treinar no domingo, às 10:30, num treino à porta fechada, no centro de estágios do Olival.

Na segunda feira, os "dragões", líderes da Liga portuguesa, visitam o Vitória de Guimarães, quarto classificado, num encontro que será arbitrado pelo albicastrense Carlos Xistra.

in "record.pt"

"Temperamento leva a que não queira sair"


Pelos vistos não são só as faltas que ficam por marcar a aborrecer Hulk. As substituições também. Quinta-feira, em Sófia, o avançado brasileiro voltou a não disfarçar o descontentamento pela saída do relvado a 25 minutos do final do jogo, repetindo uma cena que já tinha ficado bem evidente no Dragão, contra o Rapid Viena.

No fundo, nem chega a ser novidade, porque houve episódios semelhantes na passagem do portista pelo Japão. "O mais incrível do Incrível Hulk é o temperamento", escreveu um jornalista japonês. O próprio Hulk reconheceu, numa entrevista concedida à Revista J, pouco depois da chegada ao futebol português, que teve uma época em que andava muito "esquentado", porque sofria muitas faltas e via muitos cartões. Na sequência disso, terá levado a mal uma substituição no último jogo que fez pelo Verdy contra o Urawa Reds. Na altura, a imprensa japonesa especulou sobre a viagem relâmpago para o Brasil que se lhe seguiu, aludindo a um desentendimento com o técnico Hashiratani.

Na Liga Europa, o temperamento voltou a trair Hulk, que saiu contrariado em Sófia. "O problema é querer jogar sempre até ao fim e o temperamento dele leva a que não queira sair", justifica Teodoro Fonseca, o empresário, reconhecendo faltar ao avançado maturidade para encarar normalmente as coisas: "Ele ainda é muito menino nesse aspecto, mas é feitio. Fica sentido quando está bem e é substituído". As coisas mudam quando os jogos não lhe correm bem: "Quando está mal, ele também sabe fazer a autocrítica e reconhecer que é melhor sair".

A questão já foi abordada entre os dois, até para alertá-lo para situações que possam prejudicá-lo sem necessidade. "Já conversámos sobre isso e ele vai acabar por entender que é para o bem dele e da equipa. Não podem entender como falta de respeito pelos companheiros ou pelo treinador quando sai chateado. A vontade de jogar é maior, porque ele começa os jogos a cem por cento e quer terminar a 120. É feitio dele, temperamento", sustentou o agente.

Há outra explicação para tanta vontade de jogar, diz Teodoro Fonseca: "Este tem de ser mesmo o ano de Hulk e ele preparou-se bem melhor desta vez, porque sabe que tem de apresentar resultados no FC Porto, conquistar títulos: o campeonato português, a Liga Europa. Por isso é que ele está tão empenhado. Se isso acontecer, Hulk poderá fixar-se na selecção". Neste início de temporada, os golos têm ajudado ao destaque desejado, ainda que Teodoro Fonseca tenha uma interpretação diferente: "Acho que a preocupação dele não será fazer golos, mas contribuir para as vitórias. Neste momento ele é líder das assistências na Liga portuguesa e vai continuar a alimentar os seus companheiros da frente. Precisa jogar bem e continuar a evoluir tacticamente com o André Villas-Boas, que o tem ajudado muito nesse caso particular, aliás como já o tinha feito Jesualdo Ferreira, que foi bom conselheiro e um paizão".

Hulk mais eficaz e menos egoísta

O jogo de Sófia é um exercício perfeito para desbravar dois lados de Hulk. À superfície das observações ficou a imagem de quem não gostou de ser substituído. No campo tinha ficado o porquê: cinco recuperações de bola; uma assistência para o golo de Falcao; quatro remates, dois dos quais a obrigar o guarda-redes a defesas apertadas; um cruzamento teleguiado para a cabeça de Belluschi. O problema, neste caso, foi ser a de Belluschi, a quem faltaram alguns centímetros para elevar para duas as assistências de Hulk com golo. Mas houve mais. Houve, por exemplo, um Hulk que soube provocar o erro do adversário e que não fixou os olhos na baliza assim que recebeu a bola, independentemente da distância. Aprendeu a olhar para o lado, facto comprovado pelas inúmeras tabelas com Falcao, o preferido, e tentativas de assistência em locais que o velho Hulk jamais hesitaria em assumir como zonas de remate obrigatório (quem estiver interessado, puxe o filme do jogo com o CSKA até ao minuto 31 ou o 40 para comprovar).

Mas, Sófia só confirmou uma tendência. Hulk não perdeu o que faz dele único - sim, continua a ser o mais rematador da equipa, mas, agora, é também o melhor marcador do FC Porto; sim, perde muitas bolas, mas Álvaro Pereira, com mais um jogo, é verdade, até vai à frente nesse domínio nas estatísticas de campeonato. O brasileiro tem revelado, em contrapartida, um sentido mais colectivo, comprovado pelas assistências ou pelas recuperações. Este, sim, é um Hulk credor de aplausos. Do princípio ao fim.

in "ojogo.pt"

Falcao: "Com a nova forma de jogar os golos estão mais repartidos"

Falcao marcou mais um golo em Sófia, o sexto da temporada, o 40º desde que chegou ao FC Porto. Os números surpreendem ainda mais quando surgem ao lado da quantidade de jogos que o colombiano disputou em Portugal: 56. Ora, 40 golos em 56 jogos é obra. Radamel Garcia, pai de Falcao, acredita que a pontaria certeira do filho vai prosseguir. E a meta já está traçada para esta época: marcar mais do que os 34 golos do ano passado. "Ele vai conseguir. Vai marcar mais golos do que na última temporada. De certeza. Ele é um jogador que está sempre pronto para marcar. É a vida dele. Apesar disso, o mais importante é que a equipa continua a ganhar... E vencer os onze jogos que já disputou é algo de fantástico", recordou Radamel Garcia, desde a Colômbia, a O JOGO.

As conversas entre os dois sucedem-se ao mesmo ritmo intenso dos golos de Falcao e, por isso, o último contacto surgiu com o avançado ainda na Bulgária. "Ele ligou-me logo depois do jogo com o CSKA. Estava feliz com a exibição e com o resultado". Curiosamente, Falcao tem marcado mais golos esta época nas competições europeias (3) do que no campeonato (2) - sobra mais um na Supertaça, com o Benfica -, uma nota que Radamel Garcia desvaloriza, ao considerar tratar-se de "uma mera coincidência".

No entanto, Falcao também está a marcar, em média, menos golos do que na época passada, um facto que Radamel Garcia atribui ao modelo de jogo de André Villas-Boas. "Por exemplo, este ano o Hulk joga mais solto e, por isso, também tem marcado mais golos. A verdade é que com esta nova forma de jogar da equipa, os golos estão mais repartidos por todos os jogadores. E isso é excelente para o colectivo. Apesar disso, e como já referi anteriormente, o Falcao ainda vai ultrapassar a marca da época passada. Vão ver", atirou.

Curiosidades

Média de golos

Falcao acabou a última temporada com 34 golos em 45 jogos; esta época já marcou seis em 11 partidas. No entanto, a média é ligeiramente inferior ao ano de estreia em Portugal; na época passada marcava 0,75 golos por jogo, enquanto esta época tem-se ficado pelos 0,55 golos por partida.

Série sem marcar

Três jogos é o número máximo que Falcao passa sem marcar golos no FC Porto. Na última época, esteve apenas por três ocasiões sem marcar em três jogos consecutivos, enquanto este ano já contabilizou uma série de três partidas em branco: Genk, Rio Ave e Braga).

Campeonato

Analisando apenas o campeonato, Falcao já leva quatro jogos esta temporada sem marcar: Rio Ave, Braga, Nacional e Olhanense. Curiosamente, este foi o máximo de jogos que o avançado esteve sem marcar na competição durante a última época. Se imperar esta lógica, Falcao marcará pelo menos um golo em Guimarães.

golos

"Este ano o Hulk joga mais solto e, por isso, também tem marcado mais. Os golos estão mais repartidos por todos os jogadores"

in "ojogo.pt"

Seis meses depois, Mariano voltou ao relvado

Mais de seis meses depois de ter sido operado ao joelho direito, Mariano surgiu ontem, pela primeira vez, ao lado dos companheiros nos relvados do Olival. Limitou-se a correr e a fazer alguns exercícios específicos, porque ainda não tem autorização para grandes esforços. Em todo o caso este é mais um passo dado pelo argentino. Em entrevista a O JOGO, o extremo dissera que voltaria a trabalhar no relvado em Outubro e cumpriu. Contudo, o regresso à competição terá de ser adiado, no mínimo, até Janeiro porque, tal como O JOGO revelou, Mariano não foi inscrito na Liga de Clubes. Sendo assim, não há qualquer necessidade de acelerar processos, mas é impossível ao jogador esconder o sorriso por estar perto de voltar a treinar sem limitações. A lesão foi a 13 de Março, contra a Académica de Villas-Boas.

Fernando e Rúben Micael aptos

As duas grandes baixas do FC Porto na deslocação à Bulgária, Fernando e Rúben Micael, já se encontram à disposição de Villas-Boas e até podem voltar à titularidade em Guimarães. Fernando ficou em terra mais por precaução do que pela mialgia de esforço que acusou na partida com o Olhanense e, depois do repouso obrigatório nestas situações, já está a cem por cento e vai reassumir o lugar no meio-campo portista. Rúben Micael foi riscado dos convocados para a Liga Europa devido a uma amigdalite aguda, entretanto resolvida, faltando saber se também ele terá espaço para entrar nos planos traçados por André Villas-Boas Sendo assim, Mariano é o único indisponível para o assalto ao castelo vimaranense, segunda-feira à noite.

James dispensado do treino

O único ausente do treino de ontem foi James Rodríguez. O jovem colombiano, que se sentou pela primeira vez no banco em Sófia, foi autorizado a faltar para tratar de assuntos pessoais, provavelmente relacionados com questões burocráticas fundamentais para a sua permanência em Portugal. Esta manhã já deve estar de volta aos treinos, procurando manter a confiança de Villas-Boas

in "ojogo.pt"

Quaresma falha primeiro encontro com dragões

O internacional português, Ricardo Quaresma, do Besiktas, vai ser baixa no (re)encontro com o FC Porto, no dia 21, a contar para a 3.ª jornada do grupo L da Liga Europa. O extremo sofreu uma rotura muscular na coxa direita durante a partida de quinta-feira, a contar para a mesma competição e que resultou numa vitória para formação turca no terreno dos austríacos do Rapid Viena por 2-1 e o prognóstico aponta para uma paragem de um mês.

A lesão impediu também Quaresma, de 27 anos, de ser convocado por Paulo Bento para os próximos dois compromissos da seleção rumo ao Euro’2012, diante da Dinamarca (dia 8 em casa) e da Islândia (dia 12, fora), ele que tinha regressado à equipa nos jogos realizados em setembro frente a Chipre (empate 4-4) e Noruega (derrota, por 1-0) depois de quase dois anos de ausência.

O ex-portista, autêntica vedeta no Besiktas, é conhecido na Turquia como Ricky Carisma.

in "record.pt"

Renovação é assunto tabu

FUCILE PARCO EM PALAVRAS

Fucile nunca deixa pergunta sem resposta e raramente mede as palavras que profere. Muitas vezes é até demasiado atrevido na análise que faz aos temas que lhe são lançados. Ainda assim, quando Record o questionou sobre o ponto em que se encontra o seu processo de renovação, o uruguaio optou por fugir à questão.

“Está tudo bem, tudo encaminhado”, começou por dizer, tendo logo depois esquivado ao tema: “Agora, depois do jogo em Guimarães, vou representar a minha seleção e isso é muito importante. Estou bem aqui, sou feliz e estamos todos contentes. Estou tranquilo e à espera de uma oportunidade para jogar e para ganhar. É isso que mais quero”, atirou, pondo um ponto final no assunto. Em todo o caso, conforme o seu empresário disse recentemente a Record, Fucile vai prolongar a sua ligação ao FC Porto por mais um ano. Resta saber quando...

Villas-Boas já é técnico especial
 
André Villas-Boas é o treinador de quem se fala, pois conseguiu convencer a nação azul e branca em pouco tempo. Os jogadores não são exceção e também eles estão rendidos aos métodos do jovem treinador. Essa garantia foi dada por Fucile quando confrontado com a seguinte questão: “O grupo de trabalho já vê Villas-Boas como um treinador especial?” A resposta do uruguaio saiu a pronto e de forma taxativa.
 

“Sem sombra de dúvidas. É um técnico que transmite confiança. Para ele somos todos iguais, não há diferença nenhuma e acho que isso é o mais importante. Não há diferenças entre os que estão de fora e os que jogam com maior regularidade, somos todos iguais e essa forma de estar é importante para o grupo”, atirou Fucile, como que a dar voz ao plantel, mas mostrando também que vive bem com a condição de suplente.

Fucile: «Vai ser difícil perdermos»

A época do FC Porto já leva 11 jogos oficiais e Jorge Fucile ainda não conseguiu assumir-se como titular indiscutível. Contudo, isso é algo que não o preocupa, pelo menos enquanto a equipa continuar a vencer. Garantindo que o concorrente Sapunaru tem dado conta do recado, o internacional uruguaio mostra-se disposto a esperar por uma oportunidade, até porque duvida que nos próximos tempos alguém possa vencer o FC Porto.

“É normal que haja muita gente à espera de um deslize nosso. Todos querem vencer a equipa mais forte e, hoje em dia, os mais fortes somos nós. Estamos a ganhar sempre, a fazer grandes jogos e é normal que queiram isso. Mas estamos cada vez mais fortes, temos um grupo muito bom e vai ser difícil perdermos um jogo”, atirou Fucile bem ao seu estilo, prosseguindo depois sobre o velho desejo azul e branco de fazer um campeonato sem derrotas: “Sabemos que ninguém é imbatível. Qualquer dia vai surgir uma derrota, mas agora temos que desfrutar as vitórias e tornarmo-nos cada dia mais fortes. A equipa que quiser ganhar-nos vai ter de fazer um esforço muito grande. Vai ser difícil, temos muita confiança em nós, mas ninguém é invencível. Isto é futebol e vamos ver o que acontecerá.”

Correção

A verdade é que, anteontem, frente ao CSKA búlgaro, o FC Porto até esteve perto de conhecer outro sabor que não o da vitória pela primeira vez na corrente época. Apesar de não ter jogado nessa partida, Fucile não perdeu o seu sentido crítico e reconheceu que a exibição da equipa não foi a melhor. “É bom ganhar sempre, mas vencer 11 jogos seguidos é mais do que importante. Hoje (anteontem) fizemos um jogo que deu para ganhar, mas ficou claro que há coisas que temos de melhorar. No próximo jogo temos de corrigir essas coisas que não fizemos tão bem aqui”, disse o uruguaio sem querer precisar: “Foram coisas que se passaram no jogo. Cometemos erros em todos os encontros, tal como fazemos boas jogadas em todos eles, mas queremos ser sempre melhores, para atingirmos patamares superiores e estarmos fortes quando defrontarmos equipas melhores do que esta do CSKA.”

Por fim, ficou o elogio ao concorrente direto: “Estamos a ganhar, o Sapunaru está fazer um grande trabalho, todos estão a jogar muito bem e tenho de esperar por uma oportunidade. Na minha vida ganhei sempre muita coisa. Alcancei sempre os objetivos a que me propus. Estou sempre à disposição do mister. Trato de estar bem fisicamente para o dia que me calhar jogar fazê-lo bem.”

in "record.pt

O cofre azul está fechado a nove chaves

Em 11 jogos oficiais, o FC Porto ficou sem sofrer golos em 9. A coesão coletiva ajuda a defesa a ser mais forte, mas a verdade é que a linha mais recuada corresponde sempre que tem sido testada.


Tendo em conta que o embate com o Genk teve características especiais, dado que a eliminatória estava decidida e foi Beto o titular na baliza, é preciso notar que os dois únicos golos sofridos pelos dragões, na sua máxima potência competitiva, foram obtidos de fora da área pelo Sp. Braga: livre direto de Luís Aguiar e um remate espantoso de Lima. Pelas vias mais comuns, o tormento de esbarrar na muralha tem sido o destino das investidas adversárias.

Isto apesar da rotatividade entre os centrais após uma sequência inicial de jogos em que Rolando e Maicon foram a dupla fixa, e mesmo do lateral-direito, onde Fucile já contesta a titularidade de Sapunaru. Helton, que começou bem a temporada, acaba por ver o seu mérito diluir-se dentro de eficácia defensiva que tira o sono aos avançados contrários.

in "record.pt"

O "Kaiser" argentino assume a liderança

Abram alas para o novo líder. Villas-Boas resguardou Nico Otamendi alegando que estava em curso um processo de adaptação ao futebol europeu e foi prolongando a confiança em Rolando e Maicon. Todavia, assim que o argentino teve a oportunidade pela qual ansiava, tomou imediatamente as rédeas do eixo defensivo. O FC Porto descobriu um “Kaiser” sul-americano capaz de, com tiques de Beckenbauer, dar uma nova dimensão qualitativa a um sector que já se destacava por praticamente não sofrer golos. Afinal, o que é bom ainda pode melhorar.

Se frente ao Olhanense a exibição já tinha criado água na boca, sendo coroada pelo tento que abriu caminho ao triunfo, contra o CSKA, no difícil ambiente de Sófia, ficaram dissipadas as dúvidas que pudessem subsistir. É que, note-se, no relvado do Levski Stadium não esteve um central experiente nestas andanças, mas sim um jogador que estava a fazer a sua estreia nas competições europeias e apenas o seu segundo jogo oficial desde que deixou o Vélez Sarsfield. Tudo bem que foi ao Mundial'2010, convocado por Maradona, mas essa bagagem não lhe garantia, por decreto, o sucesso ao serviço do FC Porto.

Em face do leque de centrais que estão à disposição de Villas-Boas, a chegada de Otamendi foi mesmo a cereja no cimo do bolo. A classe evidenciada torna complicado que venha a perder o lugar no onze e, a partir de agora, por muita rotatividade que o técnico entenda promover, a questão de fundo será mesmo a de ir encontrando o parceiro certo para atuar ao lado do argentino a cada compromisso. Tendo em conta a apetência dos dragões para vender centrais por muitos milhões de euros, a aposta em Otamendi pode ser mais um tiro na mouche, obtendo benefícios desportivos evidentes e projetando um retorno financeiro ao nível do que tanto agrada à SAD portista. Nesse capítulo, o sucesso na Liga Europa pode ser determinante.

in "record.pt"

Varela chega à centena de jogos no F. C. Porto

Em Guimarães, depois de amanhã (21.15 horas, TVI), o portista Varela pode fazer o 100.º jogo na Liga, numa carreira bem sucedida. Lázaro, seu técnico no Est. Amadora, em 2008/09, prevê que “mais ano, menos ano”, o extremo “dará o salto para o estrangeiro”.

É uma marca simbólica, mas representativa. Silvestre Varela, do F. C. Porto, está à beira de completar a centena de jogos na Liga. A ida a Guimarães, e a perspectiva de voltar ao onze, por troca com Rodríguez, tratará de confirmar este facto.

Depois de ter sido desperdiçado no Sporting e de ter tido uma passagem pelo Casa Pia, o extremo atinge, aos 25 anos, no Dragão, o ponto mais alto da carreira, a valer-lhe, inclusive, a reentrada na selecção, ontem confirmada.

“Não coube no Sporting. Argumentaram que não se enquadrava no esquema táctico. Foi à sua vida. A_passagem pelo Huelva, em Espanha, fez-lhe bem. Cresceu. No Estrela da Amadora não era metade da equipa, mas quase. Fazia a diferença”, lembra Lázaro Oliveira, o treinador que o orientou em 2008/09, na Reboleira.

Antes, com um tímido começo no Sporting (2 jogos), fez carreira no Setúbal, durante duas épocas (45 jogos, no total), até chegar à Amadora (28) e dar o salto para o F. C. Porto, na época passada (18). Feitas as contas, com seis jogos esta temporada, está em vias de aplicar a chapa 100 no currículo.

“O F. C. Porto é de outra dimensão. O Varela só tem a ganhar com isso. Ao improviso, tem juntado a capacidade de finalização. Continuando a progredir, prejevo que, mais ano, menos ano, dará o salto para o estrangeiro”, acrescenta Lázaro, triste pela lesão que afastou o extremo do Mundial na África do Sul, mas consciente de que, em pleno e de volta à equipa das quinas, “terá um papel decisivo na selecção”.

Com três golos e um elogio unânime, tem sido sempre titular na Liga. Na pré-época, apanhou o comboio em andamento, pois estava a recuperar de lesão, mas não acusou o esforço extra e impôs-se no onze, embora ao longo das seis jornadas tenha sido substituído por cinco vezes, nas segundas partes. Só no último desafio em casa, ante o Olhanense, jogou os 90 minutos.

Ciente da importância no plantel e da margem de progressão, a SAD renovou-lhe o contrato até 2015. As fintas de Varela valem bem a aposta.

in "jn.pt"

«Hulk quer ser o 'artilheiro'em Portugal e na UEFA», diz agente


Teodoro Fonseca diz que o avançado saiu «insatisfeito com ele próprio» no desafio de Sófia. O empresário sublinha que tudo ficou resolvido com André Villas Boas após o jogo. A vontade de Hulk vingar é imensa, o que explica a atitude.

Hulk irritou-se com a decisão de Villas Boas em substituí-lo por Varela ao minuto 65 do jogo de Sófia, anteontem, situação que já se verificara por idêntica opção do treinador na partida de estreia na fase de grupos da Liga Europa, com o Rapid Viena.

«É uma atitude normal de quem sente que está bem e quer jogar mais», explica o empresário Teodoro Fonseca, o primeiro a acalmar o jogador logo após a vitória na Bulgária.

«Falei com ele ao telefone e está tudo resolvido. Estava insatisfeito com ele próprio e não com o treinador, porque desejava muito marcar um golo e não conseguiu. O FC Porto estava a vencer 1-0, merecia um resultado mais dilatado, e o Hulk entendeu que a qualquer momento podia resolver a partida definitivamente», insiste o representante do avançado brasileiro, reafirmando que tudo ficou esclarecido no final do encontro e ainda no estádio, através de uma conversa entre o jogador e André Villas Boas.

Hulk «fez uma autocrítica» após o jogo e, embora não tenha ficado insatisfeito com a sua exibição, ficou o amargo de não ter marcado. «Ele tem uma vontade imensa de ajudar o clube com exibições e golos. A ambição dele para esta época, além de conseguir mais títulos pelo FC Porto, é ser o maior “artilheiro” da Liga portuguesa e na UEFA. Está numa fase maravilhosa e quer aproveitar ao máximo. Tenho a certeza que as coisas vão continuar a correr bem para ele e para o clube», vinca bem o optimismo do avançado que encanta a plateia do Dragão.
 
in "abola.pt"