quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Quaresma volta a sorrir

ENTRADAS DO MUSTANG E JOSÉ ÁNGEL DÃO OUTRO FIGURINO AO ONZE

Frente ao Belenenses há pelo menos duas alterações garantidas na equipa. O castigo de Alex Sandro e a partida de Yacine Brahimi para a CAN abriram vagas no lado esquerdo da defesa e numa das alas, lugares que deverão ser preenchidos por José Ángel e Ricardo Quaresma. A lógica indica nesse sentido e reflete aquilo que têm sido as escolhas de Julen Lopetegui desde o início da época.


Se no caso de José Ángel é uma situação pontual, dado que Alex Sandro não lhe tem dado muitas oportunidades, Quaresma será para continuar no onze enquanto Brahimi estiver na seleção da Argélia. O Mustang tem motivos para sorrir, uma vez que o novo ano lhe traz uma maior dose de protagonismo, restando-lhe aproveitar o voto de confiança do treinador.

in "record.pt"

Fernando Gomes: «Os 6 pontos não preocupariam Pedroto»

FALOU TAMBÉM DA ATUALIDADE E DO CAMPEONATO

A tertúlia no ISMAI serviu sobretudo para recordar Pedroto, mas a atualidade também marcou presença. E essa diz que, na Liga, o FC Porto leva 6 pontos de desvantagem em relação ao rival Benfica. Trata-se de uma distância que não desanima Fernando “bibota” Gomes.

“Ninguém está preocupado com isso, como o senhor Pedroto também não estaria”, garantiu o melhor marcador da história do FC Porto, para quem o “senhor Pedroto era um homem muito adiantado no tempo”.

in #record.pt"

Rolando só sai se renovar primeiro

A PROPÓSITO DO INTERESSE DA JUVENTUS

A novela de Rolando conheceu agora um novo capítulo. Ontem, dia em que estava previsto que Juventus e FCPorto se sentassem à mesa para concluir a transferência do defesa-central, a cadeia televisiva italiana Sky Sports garantiu, ao fim do dia, que os dragões só estão dispostos a emprestar o internacional português no caso de este prolongar primeiro a sua ligação ao FCPorto – a atual finda em 2016.

Esta medida nem sequer é nova entre os azuis e brancos, uma vez que já foi utilizada uma estratégia semelhante na gestão dos casos de Izmailov, Walter ou Castro, só para citar os mais recentes.Na situação particular de Rolando, a exigência da renovação torna-se algo surpreendente, já que o jogador foi afastado do plantel principal e tem-se treinado às ordens de Luís Castro, mas sem ser utilizado nos jogos do FCPorto B.

Apesar de todos os avanços e recuos deste dossiê, a Juventus mantém-se fortemente interessada em reforçar-se com o defesa-central, de 29 anos, sendo que, com a anunciada medida, o FC Porto deixa todas as decisões nas mãos do próprio jogador. Por isso mesmo, para perceber as suas intenções, Record tentou contactar o seu agente, Cardoso da Silva, mas este não atendeu, nem devolveu as chamadas efetuadas.

O silêncio dos intervenientes impera, mas mesmo assim Rolando continua a ser muito falado, surgindo mais uma vez o interesse da Juventus. Recorde-se que Itália passou a ser o seu mercado de eleição, depois das passagens por Nápoles e Inter Milão.

in "record.pt"

LOPETEGUI "Os adeptos dão-nos força para vencer"

Treinador do FC Porto, Julien Lopetegui,não espera um jogo fácil diante do Belenenses, esperando o apoio da massa associativa no primeiro jogo de 2015 no Dragão.


"Será o primeiro jogo em casa em 2015 e recordo uma frase de Pedroto, dizendo que a massa associativa é o 12º jogador. Eu diria que para mim é o número um e é por ela que vamos continuar a trabalhar e a acreditar. São os adeptos que nos dão força para vencer e esperamos uma boa resposta deles no sábado", disse Julien Lopetegui, esta quinta-feira, na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Belenenses, no Estádio do Dragão, agendado para sábado.

E se o adversário dos Dragões sofreu uma goleada, na quarta-feira, em jogo da Taça de Portugal com o Braga, o treinador do FC Porto desvaloriza esse resultado, preferindo destacar as qualidades da equipa de Belém.

"Não vai ser um jogo fácil, bem pelo contrário. O Belenenses está a fazer uma boa época, tem muitas coisas positivas e o resultado do jogo com o Braga é um exagero e uma mentira, com circunstâncias próprias da Taça. Em 15 jogos o Belenenses não sofreu mais de cinco golos e em apenas um terço encaixou mais de um golo. É uma equipa organizada e de certeza que vai ter uma reação de orgulho no Dragão, tornando a nossa tarefa mais difícil depois do jogo de quarta-feira".


in "ojogo.pt"

Empresário de Opare diz que o "clube continua a acreditar nele"

Empresário do defesa-direito Daniel Opare garante continuidade do lateral até ao final da época.


Daniel Opare é um dos quatro jogadores do plantel que ainda não foram utilizados esta época (os outros são Otávio, Helton e Ricardo Nunes), mas nem assim o empresário do jogador, Duro Ivanisevic, admite a saída do lateral no atual mercado de inverno. "É verdade que ele não está a jogar, nem nas competições de menor expressão, como a Taça da Liga, mas não está nos nossos planos, nem nos do FC Porto, que ele saia agora em janeiro", revelou, em declarações a O JOGO. "Apesar de tudo, o Daniel [Opare] está satisfeito no clube, porque sabe que o FC Porto conta com ele para o futuro. Pelo menos é isso que nos dizem. Ele esteve lesionado durante muito tempo e isso atrasou a sua afirmação em Portugal. Agora está bem, a trabalhar bem, e é evidente que queria estar a jogar mais, como qualquer jogador, mas ele também sabe que mais cedo ou mais tarde vai ter uma oportunidade. Ele não desiste", acrescentou.

Duro Ivanisevic fez questão de repetir a ideia de que nem o jogador nem o clube "estão a pensar numa saída em janeiro" e de que os responsáveis do FC Porto "continuam a acreditar nas qualidades" do lateral-direito. Opare era na época passada um dos melhores jogadores do Standard de Liège, tendo marcado presença no Mundial do Brasil ao serviço da seleção do Gana. 


in "fcp.pt"

PINTO DA COSTA "Hoje a Pedroto moviam-lhe um processo"

Pinto da Costa recordou José Maria Pedroto no dia em que se assinalou o 30º aniversário da morte do treinador.


Pinto da Costa emocionou-se na noite desta quarta-feira durante a homenagem/tertúlia que assinalou o 30ª aniversário da morte de José Maria Pedroto. Ao recordar as longas noites de conversa com o treinador, no interior do carro junto da residência de Pedroto, o presidente portista não conseguiu evitar as lágrimas.

"Não vou dizer o que diria Pedroto hoje em dia com o que se tem passado no futebol, senão ainda lhe moviam um processo disciplinar", disse Pinto da Costa na homenagem que decorreu no ISMAI, na Maia.

"Ele não gostava de homenagens, porque essas deviam ser feitas em vida. Pedroto continua vivo nos corações. Quando se fala de José Maria Pedroto há muitas coisas que não são referidas. Ele era um homem de causas, nortenho, combateu o centralismo, é dela a frase "roubo de igreja", recordou Pinto da Costa.

"Antes de ser dirigente, era amigo dele... Ainda guardo um bilhete com dedicatória do jogo da Taça de Portugal", disse também, abordando o último ano de vida do treinador, falecido a 7 de janeiro de 1985.

"Era um lutador, até na doença. No último jogo que fez antes de ir para Londres, o FC Porto jogou em Penafiel, o estado de saúde já estava complicado, embora ele não soubesse. Eu sabia que podia ser o último jogo dele, mas o Pedroto não sabia de nada. Eu estava nervoso, o jogo estava complicado, e ele virou-se para mim e disse que era só o Penafiel e que já havíamos de fazer qualquer coisa. Então mete o Bobó e ele fez golo. Dei-lhe grande abraço, não para festejar, mas pela situação e pela amizade", contou Pinto da Costa.

"A melhor maneira de o recordar é defender os seus ideais, lutar contra as injustiças. Em Portugal fazem falta muitos homens como Pedroto", disse ainda.


in "ojogo.pt"

Aboubakar lesionado

O avançado do FC Porto não participou no primeiro jogo de preparação dos Camarões.


A seleção dos Camarões prosseguiu esta quarta-feira a preparação com vista à participação da CAN, que começa a 17 de janeiro, com um empate a um golo com a República Democrática do Congo. O jogo teve lugar em Yaoundé.

Aboubakar não participou neste jogo particular, tendo o selecionador camaronês explicado que o avançado do FC Porto estava lesionado, ainda que não se tratando de um problema físico grave.


in "ojogo.pt"

NOVE CURIOSIDADES SOBRE PEDROTO QUE TALVEZ DESCONHEÇA


É da autoria do “Mestre” a frase que põe o adepto à frente da equipa
​José Maria Pedroto foi a transferência mais cara do futebol português durante 15 anos, ao trocar, ainda enquanto jogador, o Belenenses pelo FC Porto, e não ficou célebre apenas pelos títulos que conquistou, pelas inovações tácticas ou pela condição de um dos mentores do FC Porto europeu. Pedroto ficou igualmente conhecido e ainda hoje é admirado pela audácia com que abordava polémicas e questões-tabu, pela ironia refinada, pela forma como impunha a sua liderança e por expressões famosas, como os “roubos de igreja”.

Neste texto, o www.fcporto.pt recupera dez curiosidades e episódios sobre o “Mestre” que talvez desconheça e que ajudam a traçar o perfil de um génio: 

- José Maria Pedroto continua a ser o português com mais Taças de Portugal no currículo. São sete. Objectivamente e como treinador, são cinco: duas com o FC Porto, duas com o Boavista e mais uma com o Vitória de Setúbal, número que já chegava para constituir recorde. Mas quando se fala de Taça, nunca é de mais lembrar que tem mais duas enquanto jogador do FC Porto.

- Para o ‘Mestre’, o jogo mais difícil do primeiro bicampeonato do FC Porto em regime democrático (1977-79) não foi nem com o Benfica nem com o Sporting, como seria de supor. Foi com o Beira-Mar, a 17 de Dezembro de 1978, em Aveiro (2-3), onde, reconheceu Pedroto, os azuis e brancos conquistaram “os dois pontos mais preciosos do bicampeonato, o jogo em que mais tivemos que sofrer para os merecer”.

- Pertence a José Maria Pedroto a famosa frase que coloca o adepto à frente da equipa. “A massa associativa do FC Porto não é o 12.º jogador, como se diz por aí. É o 1.º jogador, porque sem ela o futebol não tinha razão de existir”, disse, em Abril de 1979.

- Pedroto deu os primeiros toques na bola inspirado no também imortal Pinga, o ídolo que fez com que José Maria, ainda criança, passasse tardes a fio na Constituição, na tentativa de registar todos os movimentos do génio madeirense. Chegou ao ponto de imitar o seu estilo de correr e maneira de andar, o que resultou. Tal como Pinga, Pedroto foi um ‘interior’ de excepção.

- José Maria Pedroto foi o primeiro jogador do FC Porto a vencer o prestigiado troféu de “Melhor Futebolista do Ano”, instituído em 1954 pelo já extinto jornal ‘Diário Popular’. A distinção foi feita no ano desportivo de 1956, com Pedroto a suceder aos sportinguistas Carlos Gomes e a Travassos.

- Caso não tivesse sido futebolista e, posteriormente, treinador, Pedroto gostaria de ter sido toureiro. “Gosto de ser aplaudido”, assumiu em entrevista. Assim sendo, escolheu bem: o futebol é o palco mais universal e generoso da planeta.

- Por incrível que pareça, era relativamente fácil perceber quando José Maria Pedroto ia assinar contrato. Apesar de o secretismo ser a alma do negócio, especialmente no futebol, Pedroto deixava-se atraiçoar pelo cuidado que colocava em tudo. Quando surgia aos amigos ao volante do seu automóvel de marca Jaguar, era infalível: era dia de assinar ou renovar contrato. “Tenho de levar este carro, para fazer valer os meus direitos”, justificava, sorridente.

- Antigo treinador do Vitória de Setúbal, José Maria Pedroto, já na qualidade de treinador dos azuis e brancos, teve de sair do Bonfim vestido com uma farda de polícia para passar despercebido e escapar à fúria dos sadinos após um efervescente Vitória-FC Porto.

- Pedroto-jogador regressou ao Porto com 23 anos, vindo do Belenenses, e antes de assinar com o FC Porto, a 15 de Agosto de 1952, estabeleceu-se como sócio-gerente do Café Apolo, sito nos ângulos da Rua do Almada com a Rua Ramalho Ortigão, assumindo a gerência do estabelecimento a partir de 1 de Agosto de 1952.


HISTÓRIAS DO “MESTRE” REVIVIDAS POR PINTO DA COSTA

Presidente foi um dos convidados da tertúlia que assinalou as três décadas do desaparecimento de José Maria Pedroto

Casa cheia no auditório do Instituto Universitário da Maia (ISMAI) para homenagear “o mestre”, como apelidou o professor universitário José Neto; um “homem de capacidade multifacetada”, como disse Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto; o “melhor treinador português de sempre”, como classificou Rodolfo Reis, que foi seu jogador no FC Porto. “Pedroto era um homem de coração, de causas, de paixões, um nortenho a 100 por cento, um lutador incansável, que combatia o centralismo de uma forma aberta”, sintetizou Jorge Nuno Pinto da Costa.

O presidente do FC Porto foi um dos convidados da tertúlia José Maria Pedroto – O Homem para além do Tempo, que teve lugar na noite desta quarta-feira no ISMAI, no dia em que se evocaram os 30 anos do desaparecimento do antigo treinador e jogador. Relatou, com emoção, histórias e episódios que tiveram os dois como protagonistas, recordou, com saudade, as tardes no café Orfeu, as noites na confeitaria Petúlia e os famosos “roubos de igreja quando se visitava a catedral”: “Hoje, se ele fosse vivo… ui! Não vou dizer o que penso que ele diria, porque ainda me podem mover algum processo disciplinar”.

Pinto da Costa passou em revista alguns dos momentos mais marcantes vividos com o eterno Zé do Boné, como o regresso difícil ao FC Porto - que teve que ser aprovado em Assembleia Geral, por proposta do presidente e de outros sócios -, ou a última partida dos Dragões com o antigo técnico no banco, em Penafiel: “O jogo estava complicado e numa daquelas suas ideias momentâneas, que normalmente eram sempre acertadas, meteu o Bobó, que fez o golo. Agarrei-me a ele com um grande abraço e ele disse-me: ‘Ó Jorge Nuno, parece que ganhamos o campeonato!’. Ele não sabia o que me ia na alma. Foi a vitória mais difícil para mim”.

Foi um dia cheio de recordações, de memórias, mas não foi um dia de homenagem, defendeu Pinto da Costa. “Ele está aqui no meio de nós, está aqui connosco. Nós não temos saudades, porque nós estamos sempre com ele, vivemos com ele e havemos de o ter sempre a nosso lado e ele ter-nos-á sempre connosco”.

Na tertúlia participaram ainda Domingos Oliveira Silva, o reitor do ISMAI, Rui Pedroto, filho do antigo treinador, Rodolfo Reis, um dos capitães de Pedroto, o professor universitário Manuel Sérgio e José Neto, que trabalhou com o técnico no FC Porto e que foi o grande responsável por aquela noite de homenagem: “Foi um homem para lá do tempo, que fez da regra disciplina; da disciplina, resultado; do resultado, sucesso. Rompia conceitos, desafiava o erudito e encorajava o intranquilo”, descreveu José Neto, que recordou uma ideia que Pedroto repetia: “Diz-me como jogas e dir-te-ei como deves treinar. Olha para o jogo e ele dir-te-á como deves treinar”.

MUSEU RECORDA LEGADO DE PEDROTO

“Mestre” eternizado através de várias iniciativas e elementos gráficos e plásticos
​O Museu FC Porto by BMG mantém, até dia 11 de Janeiro, várias iniciativas que visam recordar Pedroto e valorizar o património material e imaterial a que o ex-jogador e técnico do FC Porto está associado. Descubra neste artigo de que forma está o Museu a colocar o “Mestre” (ainda mais) no mapa da história do FC Porto.

O vídeo-hall da entrada do Museu é o “palco” para um cartaz gráfico em vídeo de homenagem a Pedroto e que acolhe os visitantes do Museu. Contém uma frase, os anos de nascença e morte e associa-se às portas do edifício, em que Pedroto recebe quem o visita. No ecrã junto aos elevadores, pode ver um filme do género “best-of” do “Mestre” e, um pouco mais adiante, no Auditório do Museu, pode assistir à projecção de uma reportagem sobre Pedroto, do Porto Canal (com a duração de cerca de 30 minutos), em contínuo e com entrada livre.

Mas é já no interior do Museu FC Porto que Pedroto assume a verdadeira dimensão histórica que protagoniza e se mistura com o clube. Os colaboradores do Museu, desde a recepção aos orientadores que estão a acompanhar os visitantes, usam um boné à “Zé do Boné”, aos quadradinhos, parecido com o de Pedroto. Há cinco pontos com a silhueta do Mestre que visam chamar a atenção dos visitantes para troféus, estátuas ou documentos que estão associados à memória do ex-treinador e jogador do FC Porto.

Na praça do Museu, em que estão expostos vários troféus, há um deles, inédito, que aguarda os visitantes: o primeiro troféu que Pedroto venceu enquanto treinador principal da equipa sénior, a Taça Waldemar Mota, conquistada em 1966, pela vitória no Torneio Início da AF Porto. Mais adiante na visita, pode assistir a um documentário produzido com a colecção de imagens do Museu e da viúva de Pedroto, com o perfil desportivo do “Mestre” em 1950, 60, 70 e 80, num vídeo de cerca de cinco minutos. É o verdadeiro documento museológico de Pedroto, com fotos, fichas, blocos de notas e recortes de jornais, com uma parte do material inédito a ser revelado pela primeira vez. Pode ainda tirar uma foto com José Maria Pedroto, numa criação especial para esta altura.

No próximo sábado, na Terra do Dragão, o espaço educativo do Museu, haverá ainda uma actividade plástica e gráfica com crianças, com o objectivo de contar a história de Pedroto através de desenhos e pinturas.

in "fcp.pt"

FALECEU RICARDO, ANTIGO JOGADOR DO FC PORTO

Avançado natural de Moçambique representou o clube durante seis temporadas, tendo apontado 15 golos em 93 jogos
​Faleceu, esta segunda-feira, aos 65 anos, João Maia Ricardo, antigo avançado que representou o FC Porto durante as temporadas de 1967/68 e entre 1969/70 e 1973/74. O clube apresenta as mais sentidas condolências à família do jogador, que foi cremado em São João da Madeira, esta terça-feira.

Natural de Moçambique, onde nasceu a 14 de Abril de 1949, Ricardo, como era conhecido no mundo do futebol, apontou 15 golos nos 93 jogos em que vestiu a camisola azul e branca, tendo feito parte da equipa, então treinada por José Maria Pedroto, que venceu a Taça de Portugal, em 1967/68.


in "fcp.pt"

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Pedroto, o treinador que revolucionou o futebol português

Passam 30 anos sobre a morte de um dos mais carismáticos treinadores da história do futebol português. Quem trabalhou com Pedroto, destaca os métodos e as ideias adiantadas para a época.  

Nasceu em Lamego a 21 de Outubro de 1928. Se fosse vivo teria 86 anos. José Maria Pedroto, um dos mais carismáticos treinadores da história do futebol português, morreu vítima de doença prolongada, na madrugada de 7 de Janeiro de 1985. 

Como jogador, foi um médio talentoso, 17 vezes internacional e campeão no FC Porto com Yustrich e Béla Guttman na segunda metade da década de 50. 

Como treinador foi o primeiro a especializar-se com um curso em Paris em 1960. “Nunca um português tinha tirado esse curso e Pedroto foi o primeiro classificado”, enfatiza José Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores. 

Pedroto enriquecia conhecimentos e valorizava competências no estrangeiro, e “estendia os seus conhecimentos aos colegas de profissão. Foi o meu examinador quando tirei o curso em 79. Orgulho-me porque em termos pessoais era como se tivesse uma nota superior às dos outros que não passaram por ele”, refere José Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores.

Entre 1974 e 1977 José Maria Pedroto foi seleccionador nacional, e nos dois anos seguintes, bicampeão nacional pelo FC Porto. Pelos portistas conduziu a equipa à final da Taça das Taças de 1984, construindo com Pinto da Costa as bases do título europeu em 1987.

O treinador avançado no tempo
Pinto da Costa disse um dia que Pedroto "nasceu muito à frente". Os jogadores que trabalharam com o treinador subscrevem. “Estava avançado no tempo pela forma de estar, de trabalhar e de pensar. Era um treinador de rigor e disciplina. Não havia treinos a brincar”, destaca o antigo extremo esquerdo José Alberto Costa que foi campeão nas Antas com Pedroto. 

José Alberto Costa apresenta alguns exemplos das ideias novas que Pedroto aplicou no futebol português. “Foi pioneiro nas equipas técnicas alargadas. Desenvolveu as equipas médicas e também inovou na observação dos jogos e registo das estatísticas. Foi importante também no desenvolvimento da cultura do FC Porto. Teve lutas contra o regime de gestão colegial dos clubes. Foi o primeiro a criar um departamento de futebol autónomo em relação a outras secções. Essa realidade custou-lhe uma rotura com o Porto”, recorda. 

José Maria Pedroto tinha ideias sobre futebol muito avançadas para a época. Foi pioneiro na elaboração de relatórios de análise ao comportamento das suas equipas e dos adversários. O Professor José Neto, na altura um recém licenciado em Educação Física, foi o autor desses trabalhos. “Construímos as bases sistemáticas, com suporte de observação e qualificação do jogo”. Disse na apresentação aos jogadores que eu iria ajudar o grupo a ser campeão. Passou a estruturar o jogo na observação qualificada. Foi pioneiro nesse aspecto”, sublinha.

José Neto revela que ao intervalo dos jogos, em pleno túnel, Pedroto “perguntava tudo sobre os registos da equipa nas zonas do campo e aplicava esses elementos como organização para a 2ª parte do jogo. Construía o jogo através do jogo. Construía o jogo através do treino e o treino através do jogo”, observa o antigo colaborador de Pedroto, actual docente universitário. 

As medidas estruturais implementadas por Pedroto
O “mestre” como era apelidado pela imprensa, entendia que o profissionalismo precisava de um conjunto de exigências de carácter técnico, físico e psicológico que ainda não havia no futebol português. Pedroto lutou ao longo da carreira por um conjunto de medidas estruturais a começar pelas condições de trabalho para os jogadores, como campos para treino, equipamentos, e os cuidados médicos indispensáveis na alta competição. “Posso afirmar que Pedroto foi o meu primeiro professor de medicina desportiva na globalidade que esta especialidade abarca. Estava atento a tudo na minha área e aceitava tudo o que lhe propunha”, afirma Domingos Gomes, ex-médico do FC Porto.

O especialista lembra que na altura Pedroto “aceitou dar água aos atletas nos treinos quando na época se defendia que os jogadores não deviam ingerir líquidos durante as sessões”.

A luta pela classe de jogadores e treinadores

Pedroto era disciplinador e exigente mas por outro lado o maior defensor do grupo mesmo que essa defesa lhe custasse o lugar como aconteceu enquanto treinador do Vitória de Setúbal ao não concordar com o regulamento disciplinar imposto aos jogadores. “No caso de Setúbal e outros, Pedroto prescindiu da continuidade no clube em defesa do grupo e da classe. Era um homem avançado no tempo. Lutou muito pela carreira do treinador e pela dignificação da classe. É insuperável”, conclui José Pereira.

Ao longo da carreira de treinador, José Maria Pedroto orientou a selecção nacional, Académica, Leixões, Varzim, Porto, Vitória de Setúbal, Boavista e Vitória de Guimarães. O “Zé do Boné”, como também era conhecido, não deixava ninguém indiferente e é considerado um dos melhores de sempre da história do futebol português.


in "rr.pt"

José Maria Pedroto. Trinta anos do adeus


A 7 de Janeiro de 1985, depois de ter visto o resumo do 1-0 do FCP em Faro para a Taça no Domingo Desportivo, o treinador do Porto deixa-nos para sempre

"Hoje, às 10 e 30, na sua residência no Porto, faleceu José Maria Pedroto, antigo internacional e o técnico de maior prestígio do futebol português. Uma doença que se arrastou por longos meses (e que o forçou a intervenções cirúrgicas em Londres) acabou por atirá-lo irremediavelmente para o leito, onde já apenas combatia a morte à custa de uma cuidada assistência médica e de grande carinho dos familiares e da direcção do FC Porto. Pesava apenas 38 quilos e alimentava-se a soro. Ao ter conhecimento da sua morte, o general Ramalho Eanes enviou um telegrama de pêsames."

A notícia do "Diário de Lisboa" não colhe totalmente de surpresa quem acompanha de perto as tardes desportivas, porque Pedroto já não treina o Porto há meses e meses (é o adjunto António Morais quem está, por exemplo, na final da Taça das Taças-84), mas é uma notícia brutal, daquelas que unem o país. A dor faz isso, o luto idem. Pedroto é uma figura irrepetível, todos o sabem.

Como futebolista, é bicampeão nacional pelo Porto em 1956 e 1959. Como treinador, repete a proeza em 1978 e 1979. É o Zé do Boné, alimentador de ódios em Lisboa na guerra constante contra o poder centralizado da capital. Nascido a 21 de Outubro de 1928 em Almacave (Lamego), vai morar para o Porto aos sete anos, levado pelo pai, militar e colocado num quartel na Invicta. É aí que começa a dar os primeiros pontapés na bola, a tentar imitar o seu ídolo de então, um fabuloso jogador do FC Porto chamado Pinga.

Depois, aos dez anos, muda-se para Pedras Rubras, onde funda o FC Pedras Rubras e se multiplica nas funções de presidente e capitão da equipa. Aos 18 entra nos juniores do Leixões, como médio.

O seu talento é visível com um toque na bola, mas Pedroto gosta de dar mais, muito mais. Tanto assim é que, certa vez, frente ao Académico do Porto, pede a bola ao seu guarda-redes e vai por ali fora a driblar toda a gente até chegar à linha da outra baliza. Aí, marca de calcanhar, depois de puxar os calções para cima e de se pentear. É levado em ombros pelos colegas, mas o seu treinador (Armando Martins) dá-lhe uma descompostura tão grande sobre o futebol colectivo, e não individual, que Pedroto nunca mais repete a cena.

O serviço militar em Tavira obriga-o a continuar a carreira no Algarve. Escolhe o Lusitano de Vila Real de Santo António e dá nas vistas com golo ao Sporting, que Azevedo, o inimitável guarda-redes leonino, sempre considera um dos melhores da carreira. Na época seguinte, o Lusitano desce de divisão e Pedroto, já sem serviço militar por cumprir e sem ordenado, assina pelo Belenenses, onde chega à selecção nacional. Segue-se o FC Porto. Nas Antas prolonga a carreira até aos 31 anos, com um total de 35 golos em 178 jogos, o último dos quais a 29 de Maio de 1960, no Barreiro (0-2 com CUF).


Arrisca então a carreira de treinador, de sucesso mais assinalável ainda. Para a história, os tais dois campeonatos pelo Porto (acaba em 1978 com uma seca de 19 anos) e as nove finais da Taça de Portugal (recorde), com mais derrotas (5) que vitórias (4), por Vitória de Setúbal, Boavista e Porto. Só mais um dado estatístico: Pedroto é o único tricampeão da Taça. Ora veja lá este extraordinário trajecto: Boavista-75 (Benfica, 2-1), Boavista-76 (V. Guimarães, 2-1) e Porto-77 (Braga, 1-0). É de mestre. É Pedroto.

in "ionline.pt"

Córdoba quer Ghilas em definitivo

Emprestado pelo FC Porto ao clube espanhol, o avançado é o melhor marcador do Córdoba, mas no contrato celebrado com os dragões não consta qualquer cláusula de opção de compra.


O presidente do Córdoba considera que acertou em cheio quando acertou o empréstimo do Ghilas, junto do FC Porto. O avançado argelino "é a estrela da equipa" e Carlos González, numa entrevista à Renascença, assume que se os dragões estiverem disponíveis para acerta uma transferência definitiva, faria um esforço financeiro para garantir o jogador.

O dirigente lamenta que não o Córdoba não tenha opção de compra sobre Ghilas, considerando que se trata "de um jogador de equipa grande". "Estamos muitos satisfeitos com ele e os adeptos também", reconheceu.

Ghilas, de 24 anos, é o melhor marcador do Córdoba, com cinco golos. O jogador foi contratado pelo FC Porto, ao Moreirense, e na época passada participou em 35 jogos (quatro golos) com a camisola azul e branca.


in "rr,pt"

Parma oferece um milhão de euros por empréstimo de Reyes


Diego Reyes poderá deixar o FC Porto durante o mercado de inverno.

Escreve A BOLA esta quarta-feira que o defesa-central mexicano, pouco utilizado por Julen Lopetegui, está a suscitar o interesse do Parma e do Anderlecht.

Relatos oriundos de Itália dão conta de uma proposta de um milhão de euros do atual penúltimo classificado da Serie A pela cedência do jogador até ao final da época.


in "abola.pt"

Pinto da Costa desbloqueia Rolando para a Juventus

"TUTTOSPORT" DÁ CONTA DE REUNIÃO

O jornal italiano "Tuttosport" avança que Pinto da Costa deverá reunir-se ainda esta quarta-feira com os representantes de Rolando, seguindo-se negociações com a Juventus que selarão a transferência do defesa-central para o clube de Turim.

A notícia revela que este encontro só não sucedeu antes devido a um contratempo do presidente do FC Porto e que Rolando transitará para a Juventus por empréstimo até final da época, com opção de compra obrigatória, como os portistas pretendiam.

A Juventus pagará 700 mil euros pelo empréstimo e um valor entre os 3,5 e os 4 milhões de euros pela compra definitiva do internacional português.

in "record.pt"

Vem aí o rival mais resistente de Jackson

BELENENSES AINDA NÃO SENTIU O PODER DE FOGO DO NOVO CAPITÃO PORTISTA

O Belenenses é um dos dois clubes da Liga – o outro é o Boavista – que se pode gabar de ainda não ter sentido o poder de fogo de Jackson e é também o mais resistente dos rivais defrontados pelo colombiano.

Logo em 2012/13, na época de estreia, Jackson marcou a todos as equipas da Liga. Depois, em 2013/14, Belenenses e Arouca subiram ao principal escalão do futebol português, mas o colombiano só logrou bater a formação arouquense, apesar de ter defrontado duas vezes os homens do Restelo.

Quanto a esta época, as equipas promovidas foram o Boavista, o Moreirense e o Penafiel, mas duas delas já conheciam bem a veia goleadora do colombiano. Aos de Moreira de Cónegos, Jackson já havia marcado na sua época de estreia no futebol português, em 2012/13. Quanto aos penafidelenses, esses sofreram com os golos do colombiano da Taça da Liga. Por fim, os axadrezados conseguiram resistir ao primeiro embate com o goleador portista, no jogo da Liga, no Dragão. Feitas as contas, das atuais equipas da Liga, só Belenenses e Boavista ainda resistem ao capitão portista. Continuará a ser assim depois do jogo de sábado, com os azuis do Restelo?

in "record.pt"

Adrián tem um mês para se levantar

Lopetegui não admite perder o avançado espanhol na reabertura de mercado e vai oferecer-lhe mais minutos de competição já em janeiro. Adrián López será a alternativa a Jackson Martínez.


Adrián López foi utilizado nos dois jogos que se seguiram às férias natalícias: em Vila do Conde foi titular e jogou os 90 minutos (até enviou uma bola ao poste na sequência de uma boa jogada individual) e frente ao Gil Vicente foi chamado para cumprir os últimos 15 minutos. Antes, tinha jogado pela última vez na receção ao Shakhtar Donetsk, a 10 de dezembro. Por outras palavras, e depois de um período complicado a nível pessoal, muito por culpa de sucessivas más exibições, Julen Lopetegui está agora disposto a fazer renascer Adrián López.

Apesar de ter sido noticiado em Espanha a possibilidade de o avançado poder deixar o Dragão na atual abertura de mercado, essa é uma situação que nunca se colocou internamente. Lopetegui não prescinde de Adrián e prepara-se para lhe dar minutos de competição nos próximos tempos, sobretudo nos jogos da Taça da Liga. Depois, o resto (Liga e Champions) estará dependente da resposta que Adrián for capaz de oferecer.

Certo, para já, é que o avançado espanhol vai ser a alternativa a Jackson Martínez durante este mês de janeiro, tendo em conta que Aboubakar irá passar as próximas semanas a representar a seleção dos Camarões na CAN"2015. Até ao momento, os números de Adrián não convencem (13 jogos, 602 minutos e apenas um golo), mas o espanhol tem agora a oportunidade de começar a justificar o forte investimento que a SAD fez nele.


in "ojogo.pt"

EMPRESÁRIO DO MEXICANO "Reyes? Vou telefonar à SAD"

Meia época sem jogar já é muito para o central. Por isso, o agente vai contactar a SAD para a semana. Não sabe se os dragões autorizam a saída


Matias Bunge quer clarificar a situação de Diego Reyes no FC Porto e vai contactar a SAD na próxima semana. O empresário do mexicano percebe que "não podem jogar todos" e que "alguém tem de ficar de fora", mas como é pago para defender os jogadores que representa, vai tentar garantir ao central um resto de época melhor.

Ontem, o "Calcio News" publicou declarações de Bunge a confirmar o interesse de Parma e Génova no central mexicano. "Não vou confirmar", desmentiu-nos. "Não sei onde foram buscar esses nomes e eu só confirmei que havia equipas italianas interessadas. Mas também há de outros países", corrigiu. O México não é um destino que agrade ao jogador. "Quer afirmar-se na Europa. Aliás, gosta muito de Portugal e do futebol europeu e quer continuar alguns anos a esse nível", afirmou.

Sobre as abordagens inglesas e do Anderlecht, Matias Bunge foi mais evasivo. "Não seria correto falar de países ou clubes. Especialmente porque propostas concretas não há, apenas pedidos para eu clarificar a situação do jogador", explicou-nos. E é precisamente isso que Bunge não sabe. "Por isso vou telefonar à SAD. Depois irei a Portugal se houver abertura para deixarem o Reyes sair. Mas, se jogar no FC Porto, melhor", fechou.


in "ojogo.pt"

JUNIORES NOS “QUARTOS” DA FRENZ INTERNATIONAL CUP


Dragões venceram o Gamba Osaka (1-0) na derradeira jornada da fase de grupos
​Os Juniores do FC Porto venceram esta quarta-feira o Gamba Osaka (1-0), na terceira jornada do grupo C da Frenz International Cup, garantindo assim a qualificação para os quartos-de-final da competição que está a decorrer na Malásia e na Indonésia. Na fase de grupos, os Dragões, que apresentam neste torneio uma equipa Sub-18, venceram o PVF Vietnam (2-0) e o Gamba Osaka (1-0), registando ainda uma igualdade diante do Besiktas (1-1).

No jogo que selou a qualificação portista para a fase seguinte da Frenz International Cup, o colectivo liderado por António Folha dominou claramente os primeiros 45 minutos e chegou à vantagem logo aos sete, por intermédio de Luís Mata, naquele que seria o primeiro e único golo da manhã. O FC Porto aguarda agora pelo desfecho do jogo entre Tottenham e Estudiantes, referente ao grupo D, para saber qual dos dois será o adversário nos quartos-de-final do torneio. 

Os Sub-19 alinharam com: Diogo Costa (g.r.); Fernando, Sandro, Jorge e Bruno Pereira; João Cardoso (cap.), Luís Mata (Generoso, 67m) e Moreto Cassamá; Bruno Costa, Tony Djim (Madiu Bari, 82m) e Rui Pedro (Rui Pires, 75m).


in "fcp.pt"

O FIM DO PESADELO E A CONSAGRAÇÃO DE UM MITO


​Como jogador e treinador, é impossível dissociar Pedroto da história do FC Porto
​As maiores recordações que se guardam de José Maria Pedroto são no papel de treinador, mas o percurso que construiu enquanto jogador também é digno de registo e atinge um patamar de igual excelência. Pouco robusto em termos físicos, foi pela simplicidade de processos e pela inteligência e rapidez com que os executava que Pedroto se deu a conhecer ao planeta futebol, actuando preferencialmente como médio interior direito ou na posição “10”.

Nascido no FC Porto e crescido no Leixões, os desígnios da vida militar de então levaram-no para Vila Real de Santo António, onde jogou no Lusitano. Mais tarde, vestiria o tom de azul do Belenenses. Após dois anos em Belém, regressou ao clube do seu coração, o FC Porto, numa combinação que se revelaria perfeita para um sucesso que ainda encontra eco nos dias que correm. Foi campeão sob a orientação de Béla Guttmann e Dorival Yustrich. 

A 18 de Setembro de 1966, na Póvoa de Varzim, o “Mestre” estreou-se no banco portista com uma inspiradora vitória por 3-0. Depois de ter brilhado enquanto jogador, foi como treinador que José Maria Pedroto deixou as suas marcas mais profundas na história do FC Porto.

Na sua primeira passagem pelo banco portista, Pedroto devolveu-lhe a estabilidade e por lá ficou até 30 de Março de 1969, período durante o qual conquistou uma Taça de Portugal (1967/68). Entre jogador (178) e treinador (327), foram 505 os jogos de azul e branco. A “segunda vida” como treinador do FC Porto seria, em definitivo, a consagração do mito. Em 1976/77, José Maria Pedroto regressa ao banco para conquistar mais uma Taça de Portugal, reservando para a época seguinte (1977/78) a devolução do título de campeão nacional ao FC Porto, que fugia já quase há duas décadas. Na temporada seguinte, novo título, o bicampeonato mais celebrado de sempre.

José Maria Pedroto

Data de nascimento
21 de Outubro de 1928 – 07 de Janeiro de 1985 (56 anos)

Naturalidade
Lamego, Portugal

Como jogador:

Épocas no FC Porto (8)
1952/53 a 1959/60

Jogos oficiais pelo FC Porto
178

Títulos pelo FC Porto (4) 
2 Campeonatos Nacionais
2 Taças de Portugal

Outros clubes
Leixões
Lusitano de Vila Real de Santo António
Belenenses

Como treinador:

Épocas no FC Porto (9)
1966/67 a 1968/69, 1976/77 a 1979/80 e 1983/84

Jogos oficiais pelo FC Porto
327

Títulos pelo FC Porto (4)
2 Campeonatos Nacionais da I Divisão
2 Taças de Portugal


PINTO DA COSTA: “PEDROTO FOI UM HOMEM DE GRANDE CARÁCTER”

​Presidente do FC Porto recordou o “grande amigo” trinta anos após a sua morte

​Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, recordou, esta quarta-feira, “o grande amigo e o grande homem” que era José Maria Pedroto, na data em que se homenageia o antigo jogador e treinador dos Dragões por ocasião dos 30 anos do seu falecimento. O presidente disse que Pedroto era “um homem de grande carácter e de grandes causas” e destacou a “identificação perfeita” que norteou a relação entre ambos, algo que colocou o FC Porto na rota dos sucessos.

Em declarações ao Porto Canal e www.fcporto.pt, Pinto da Costa disse que o ex-jogador e técnico era “um homem com uma força de vontade, um querer e uma determinação invulgares”: “Esta é uma data que não passa despercebida nunca a toda a gente que lidou com José Maria Pedroto porque, para além de ter sido um grande jogador - e foi nessa qualidade que o conheci - e depois um grande treinador, era sobretudo um grande homem. Apraz-me recordar que, ao fim de 30 anos, toda a gente ainda se lembre dele para além dos grandes êxitos desportivos que teve nessa altura. Foi campeão no FC Porto duas vezes seguidas, quando o FC Porto não o era há 19 anos, e foi uma pessoa muito importante na história do futebol. Mas, neste momento, a minha principal recordação vai para o grande amigo e o grande homem que ele era”.

O presidente do FC Porto recordou, com saudade, a relação frontal que tinha com Pedroto, uma “pessoa de grande carácter e de grandes causas, de grande dignidade, de ‘antes quebrar do que torcer’”: “Tínhamos uma identificação perfeita e aquilo que pensávamos era em conjunto; estávamos quase sempre de acordo e quando havia alguma diferença ajustávamos as coisas. Foi uma conjugação perfeita entre um treinador e um presidente. Conhecíamo-nos muito bem, tínhamos uma admiração recíproca e acreditávamos um no outro plenamente, e acho que esse foi o grande segredo do sucesso”.

in "fcp.pt"