segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Falcão também decide como arma secreta

NUNCA TINHA GARANTIDO TRIUNFO COMO SUPLENTE UTILIZADO

A importância de Falcão no FC Porto é tremenda. Ao ponto de nem admitir discussão. Por isso é que se tornam tão raras as ocasiões em que fica no banco, sendo lançado apenas com o encontro a decorrer. Com André Villas-Boas, tratou-se da primeira ocasião em que isso sucedeu. O colombiano foi poupado na última jornada da Liga, frente ao Portimonense, para salvaguardar a sua condição, e em Moreira de Cónegos o técnico optou por voltar a depositar confiança em Walter, deixando o camisola 9 resguardado, certamente a pensar em faturar na próxima deslocação, o importante clássico de Alvalade.

As circunstâncias levaram a que Falcão fosse lançado no segundo tempo, pela primeira vez desde que chegou ao futebol português, e foi decisivo numa vitória mesmo ostentando a qualidade de suplente utilizado. Com Jesualdo Ferreira, em 2009/10, o dianteiro que havia sido contratado ao River Plate passou cinco vezes pela experiência de ficar no banco, saltando no segundo tempo para a arena. Em duas dessas ocasiões, chegou mesmo a molhar a sopa. No entanto, na primeira vez, em Paços de Ferreira, precisamente na estreia ao serviço do FC Porto, o seu grande golo apenas serviu para igualar a contenda. A outra ocasião, também para a Taça de Portugal, frente ao Rio Ave, conduziu a um golo, já nos descontos, que mais não fez do que aprofundar a goleada infligida aos vila-condenses. Em Moreira, de facto, houve novidade.

in "record.pt"

Clássico começa a ser preparado só amanhã

Hoje é dia de folga no dragão
 
O plantel do FC Porto começa a preparar o clássico de sábado só amanhã, com uma sessão agendada para as 10h30, no Olival. Hoje, os jogadores têm direito a uma folga, concentrando-se depois totalmente no duelo com o Sporting.

A grande preocupação de André Villas-Boas nesta altura é saber com que grupo pode contar na deslocação a Alvalade, já que há dois atletas que estão em dúvida e Alvaro Pereira é carta fora do baralho. Fernando, a treinar-se condicionado, e Varela, ainda sem pisar o relvado, são os artistas que merecem a atenção do treinador, especialmente o extremo, sem um substituto à medida para o lado esquerdo. A solução poderá passar por Cristian Rodríguez, que ontem nem sequer foi convocado.

Do encontro da Taça de Portugal não saiu ninguém lesionado, o que já é um motivo de satisfação para Villas-Boas. Estando em causa três titulares, o técnico vai preparar o clássico com algumas dúvidas na equipa.

in "record.pt"

Consistência defensiva impressiona

NOS ÚLTIMOS 5 JOGOS INTERNOS APENAS CARLÃO ALVEJOU DRAGÕES
 
O FC Porto tem impressionado pela sua qualidade global de jogo, mas sem dúvida que a consistência defensiva está a ser um ponto determinante no domínio que os azuis e brancos conseguem exercer, tendo atingido o 20.º encontro oficial sem ter consentido qualquer derrota.

Nas últimas cinco partidas a nível interno, só o leiriense Carlão, e de penálti, foi capaz de alvejar os dragões. Desde então, seguem-se 367 minutos imaculados com 4 jogos de registo limpo (Académica, Benfica, Portimonense e Moreirense). O cadastro só não é mais brilhante devido ao incrível tento assinado por Nihat, pelo Besiktas, na Liga Europa.

in "record.pt"

O FC Porto um a um

A ESTRELA: Falcao (7)

Meia hora a mexer o jogo

O golo marcado ontem é um mero acessório para esta escolha. É verdade que até foi o momento decisivo da partida, mas Falcao foi mais do que isso. Muito mais. Começou no banco e chegou ao jogo quase com uma hora de atraso, embora ainda a tempo de fazer realçar as (muitas) diferenças para o brasileiro Walter. Com o colombiano em campo, a equipa passou a ter finalmente uma referência válida no centro do ataque, um jogador capaz de cair nas alas, de vir buscar jogo mais atrás, de tabelar com os companheiros, de chatear os defesas do Moreirense, de, de, de… Enfim, um sem-número de aspectos positivos que nunca conseguiu ter quando por lá andou Walter. Ah, e depois há o golo, o tal "acessório" que colocou o FC Porto nos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Também nesse lance, outra diferença para Walter; Falcao atacou a bola… Até pareceu fácil.

Beto 5
No terceiro jogo a titular, foi praticamente um espectador. No único remate que o Moreirense efectuou à baliza, defendeu para a frente (45'), tendo proporcionado a recarga - anulada por eventual fora-de-jogo - de Antchouet.

Sapunaru 5
Num jogo que lhe trouxe pouco trabalho defensivo, ficou demasiado preso lá atrás. Raramente explorou as subidas pelo flanco direito e obrigou Hulk a jogar quase sempre em inferioridade numérica.

Rolando 6
Exibição segura e dominada pelas inúmeras bolas que ganhou no ar, sobretudo nos lances de bola parada a favor do Moreirense.

Maicon 6
Mais uma boa exibição. Forte nos duelos individuais, teve ainda o mérito de ser o primeiro a iniciar as jogadas ofensivas da equipa.

Emídio Rafael 4
Um passe disparatado ainda na primeira parte (24') retirou-lhe a tranquilidade apresentada durante os primeiros minutos. Depois desse momento nunca mais se reencontrou, tendo voltado a falhar mais alguns passes aparentemente fáceis. Em termos defensivos, cumpriu sem grandes dificuldades.

Guarín 5
Voltou a ocupar o lugar de trinco, mas desta vez efectuou uma exibição bipolar. Esteve bem na cobertura defensiva que ofereceu à equipa, embora tenha estado menos bem quando em posse de bola, altura em que foi quase sempre demasiado lento a dar início às jogadas ofensivas.

João Moutinho 6
Pode parecer repetitivo, mas João Moutinho não sabe jogar mal, mesmo quando está uns furos abaixo do que consegue fazer. Foi o caso, ontem. Não trouxe o brilhantismo de outros jogos para Moreira de Cónegos, mas trabalhou sempre nos limites. Acabou por sair esgotado (83') depois de já ter disputado, a meio da semana, a totalidade do jogo com a Espanha.

Belluschi 7
A primeira jogada de real perigo do FC Porto foi obra do argentino: passou por vários adversários, tabelou com Walter e rematou ao lado (43'). Na segunda parte voltou a rematar, desta feita com estrondo à barra, no lance que acabaria por resultar no único golo da partida (73'). Pelo meio, foi um dos principais recuperadores de bolas na equipa, demonstrando que, ao contrário do que acontecia na última temporada, está transformado num artista mais virado para o colectivo.

Hulk 6
Apesar de não ter tido espaço para brilhar, foi durante grande parte do encontro o único com capacidade para criar desequilíbrios. Nem sempre decidiu bem, houve momentos que até se agarrou demasiado à bola, mas nunca deixou de ser o elemento mais perigoso do ataque.

Ukra 4
Esteve apagado no regresso à titularidade, não tendo aproveitado a oportunidade concedida por André Villas-Boas. Nunca conseguiu imprimir velocidade ao jogo do FC Porto e acabou por ser o primeiro sacrificado da equipa (55'). Registo apenas para um cabeceamento a obrigar a defesa atenta de Tigrão (46').

Walter 4
Ficou sem marcar pela primeira vez num jogo em que foi titular, no caso o terceiro da época. Voltou a ser aposta para o centro do ataque, mas não conseguiu fazer esquecer Falcao, que começou… no banco. Pecou pela pouca mobilidade que emprestou ao jogo.

Rúben Micael 5
Trouxe maior dinâmica ao meio-campo do FC Porto depois de ter entrado para assumir a posição de médio-ofensivo num esquema renovado (4x4x2). Foi importante para desbloquear o jogo.

Castro -
Entrou para segurar a vantagem nos últimos minutos…



Moreirense 0 - FC Porto 1 (Declarações)

André Villas-Boas : "Posse de bola inconsequente"

Um triunfo magro, suficiente, contudo, para o FC Porto alcançar os oitavos-de-final da Taça de Portugal não deixou o treinador André Villas-Boas com um ou outro amargo de boca. Isto porque, embora, na antevisão à partida, já tivesse alertado para "as dificuldades" do confronto com os cónegos, lamentou o facto de os seus jogadores não terem conseguido materializar em mais golos, e de forma mais atempada, o domínio territorial exercido durante quase toda a partida. "Este foi o primeiro golo sofrido e a primeira derrota da temporada para o Moreirense. Por isso já se previa um jogo difícil. A motivação era um factor essencial para este jogo e o FC Porto mostrou-se a bom nível. Tivemos domínio territorial, mas não criámos oportunidades que levassem mais cedo ao golo", lamentou, certo de que "a luta foi difícil" e daí "a exibição menos conseguida" dos azuis e brancos "pela forma como não foram capazes de definir os lances". "Apesar do controlo de jogo, faltou-nos esse momento de definição no último passe, em mais cruzamentos. Por isso, o golo tardou", recordou o técnico, que fez questão de deixar alguns elogios ao adversário. "A segunda liga é extremamente competitiva e o Moreirense tem conseguido bons resultados. O Casquilha revolucionou esta equipa, trouxe-a para a Liga de Honra. Já sabíamos que ia ser complicado. Como era um jogo entre uma equipa da Liga de Honra e outra da I Liga, a interpretação fácil previa, de imediato, uma goleada só que a realidade foi bem diferente. São sempre jogos complicados mas ficamos satisfeitos", assegurou.

Aliás, só as mudanças operadas no onze, depois do intervalo, trouxeram, na sua opinião, uma maior acutilância e intenção. "Na segunda parte conseguimos ser mais agressivos e definidores e assim chegámos ao golo. Antes, tínhamos uma posse de bola inconsequente. Mas, mesmo assim, achava difícil que o Moreirense marcasse, a não ser numa transição ou num lance de bola parada. Acho que, na segunda parte melhorámos um pouco, mas não o suficiente e, por isso, o golo tardou", rematou.

Belluschi

"Sabíamos que ia ser um jogo muito duro"

Fernando Belluschi não escondeu as dificuldades que o FC Porto encontrou para vencer ontem o Moreirense, embora tenha destacado a boa atitude da equipa num campo tradicionalmente "difícil". "Sabíamos que ia ser um jogo muito duro, porque este adversário é forte quando jogar em casa, como quase todas as equipas na Taça de Portugal. Tentámos jogar e, por sorte, conseguimos fazer um golo, que nos permitiu seguir em frente na competição", explicou.

O médio argentino está a realizar uma grande temporada - ontem voltou a ser um dos melhores em campo - e, por isso, tem sido associado a uma possível chamada à selecção da argentina. Belluschi reconhece o "orgulho" por ser falado e sublinha até a possibilidade de concretizar um sonho. "Vou estar tranquilo, porque a minha única preocupação é o FC Porto, onde tenho muitas competições para disputar e ganhar. O FC Porto vem sempre primeiro, embora a selecção seja um sonho para qualquer jogador", concluiu.

in "ojogo.pt"

Taça de Portugal: Moreirense-F.C. Porto, 0-1 (crónica)

«El Tigre» viu a luz num jogo de muito suor

Litros de suor depois, o F.C. Porto selou o apuramento para a próxima eliminatória da Taça de Portugal, com uma vitória muito difícil no terreno do Moreirense, por 0-1. Do traje de gala exibido na recepção ao campeão nacional, o líder do campeonato apenas manteve a cor. Tudo o resto foi alterado, com André Villas-Boas, que já tinha avisado para a dificuldade deste encontro, a obrigar a equipa a vestir o fato-macaco. De onze artistas, passou-se para onze operários. Só assim os dragões conseguiriam levar de vencida a aguerrida equipa de Moreira de Cónegos.

Os primeiros minutos do encontro funcionaram como o paradigma perfeito para o que se iria ver durante o resto do tempo: muita transpiração, pouca inspiração. O F.C. Porto encontrou notórias dificuldades para desmontar a teia montada por Jorge Casquilha, sobretudo porque os seus elementos mais desequilibradores estavam em noite não.

Hulk, hoje capitão, desdobrou-se em correrias em ambos os flancos, mas aparecia sempre uma perna, quase sempre de André Micael, a desviar a bola na altura exacta. Belluschi e Moutinho foram mais trabalhadores que artistas e, neste cenário, os dragões acabaram por só conseguir rematar pela primeira vez para lá da meia hora.

Em abono da verdade, o Moreirense, muito bem organizado, também não criava grande perigo. Ou melhor, não criava perigo, pura e simplesmente. Até porque Beto foi um autêntico espectador durante todo o jogo. Dois erros de Rafa no passe, um deles a obrigar Maicon a ver amarelo, animaram as hostes da casa, mas não se materializaram em lances de golo.

«A interpretação fácil previa goleada, mas a realidade é diferente»

Esse chegou em cima do intervalo. Um bom movimento ofensivo do Moreirense, concluído com um forte remate de Castro que Beto defendeu para a frente. Antchouet empurrou para o golo, mas a festa da casa foi travada pelo assistente que viu, aparentemente mal, um fora-de-jogo. O árbitro Paulo Baptista, de resto, não sai bem na fotografia, já que, antes, Hulk também pareceu derrubado na área contrária.

Belluschi descobre o caminho e partilha-o com Falcao

Antes do golo, o melhor que o F.C. Porto conseguiu teve a assinatura de Belluschi. O médio argentino, ainda na primeira parte, desenhou uma grande jogada individual, que passou, depois, pelos pés de Walter, antes de ser concluída pelo «Samurai». O remate saiu a rasar o poste.

Na segunda parte, Belluschi voltou a sobressair, fazendo nascer o lance do golo. Pontapé fulminante que Tigrão só desviou para a trave. No sítio certo, Falcao, que tinha entrado pouco antes, empurrou para o golo.

Antchouet e o golo anulado: «Vi logo que estava em jogo»

Estava desbloqueado o ferrolho. E o mérito também tem de ser dado a André Villas-Boas, que, para além da aposta lógica no goleador colombiano, teve o mérito de alterar o esquema portista, reforçando o miolo com Ruben Micael e abdicando de Walter. As marcações, até então muito eficientes, do Moreirense ficaram baralhadas. E o F.C. Porto começou aí a ganhar o jogo.

Não precisou fazer muito mais. A estratégia do Moreirense, certamente, não previa um golo sofrido e, com isso, as armas da formação da casa ficaram mais tímidas. Faltou ao F.C. Porto matar o jogo com o 0-2, o que seria, registe-se, uma injustiça para aquilo que jogou este Moreirense. Imperou a lei do mais forte, como quase sempre. Mas o Moreirense leva a consolação de ter feito sofrer, como poucos, o, ainda invicto, dragão.

in "maisfutebol.iol.pt"



FC Porto humilha alemães do Cronenberg em hóquei em patins

O FC Porto estreou-se com uma vitória na fase de grupos da Liga Europeia de hóquei em patins, ao humilhar os alemães do Cronenberg com uma goleada expressiva de 11-1.

No jogo inaugural do Grupo D, foi visível a maturidade de uma equipa habituada aos triunfos, que joga com a facilidade de quem já tem mecanismos inatos e rotineiros e que conta com Pedro Gil e Reinaldo Ventura como garantes de tranquilidade.

O primeiro golo foi uma questão de minutos, mais concretamente sete, o tempo que Reinaldo Ventura demorou até desfazer a imperturbável serenidade de Sebastien Wilk.

A superioridade do FC Porto só se tornaria mais evidente quando, um minuto depois, Pedro Gil apontou o segundo.

Sem argumentos para contrariar a dinâmica dos “dragões”, o Cronenberg mexeu no “cinco” inicial, imprimindo velocidade ao seu jogo. O resultado prático foi o golo do português Luís Coelho, completamente contra-corrente.

Nem os percalços fora do ringue distraíram os “azuis e brancos” - o jogo esteve suspenso durante dois minutos, porque o cronómetro não parava -, que continuaram a pressionar os alemães e acabaram por fazer o inevitável 3-1 antes do intervalo, por intermédio de Gonçalo Suissas.

Depois do intervalo, os enacampeões nacionais continuaram a comandar o jogo sem dificuldade, adiantando-se ainda mais no marcador com um espectacular golo de Pedro Gil, que deu meia volta sobre a baliza do Cronenberg para fazer o quarto.

O imparável Gil estaria na origem do quinto, com Suissas a concretizar na recarga, do sexto, batendo facilmente Wilk no cara a cara e, ainda do sétimo, aproveitando uma falha dos alemães, que marcaram na própria baliza.

Mas, Gil teve um adversário à altura na construção da vitória do FC Porto: Reinaldo Ventura “humilhou” ainda mais o Cronenerg, traduzindo a claríssima superioridade dos homens da casa com dois golos, que significaram uma derrota pesada para os alemães.

Henrique Magalhães e Emanuel Garcia foram os responsáveis por materializar o resultado final, uns expressivos 11-1, com que o FC Porto fechou o seu desafio do Grupo D, pertencente à primeira jornada da Liga Europeia.

HC Braga goleia na Taça CERS

O Hóquei Clube de Braga “esmagou” sábado os ingleses do Middlesbrough por claros 19-1, em encontro da primeira mão da ronda preliminar da Taça CERS de hóquei em patins, disputado em Braga.

A jogar em casa, o clube bracarense praticamente garantiu a presença nos oitavos-de-final, que deverá confirmar na segunda mão, em Inglaterra, a 18 de Dezembro

in "publico.pt"

domingo, 21 de novembro de 2010

Belluschi pode ser o quinto internacional

O seleccionador da Argentina, Sergio Batista, esteve ontem reunido com os dois argentinos do FC Porto, Otamendi e Belluschi, concluindo assim a sua passagem por Portugal, agendada com o intuito de falar com jogadores que se possam vir a integrar em convocatórias, inclusive para a Copa América.

Se, nos próximos tempos, Belluschi vier a merecer a confiança de Batista, regressando à selecção argentina, esse será com certeza mais um ponto a favor de André Villas-Boas. Afinal, desde o início do seu consulado quatro jogadores voltaram às selecções após interregnos mais ou menos significativos, sendo o mais sonante dos casos o protagonizado por João Moutinho. Os outros são Sapunaru (Roménia) e Cristian Rodríguez, de regresso à selecção do Uruguai.


Passe de Belluschi discutido em tribunal

O nome de Fernando Belluschi voltou à actualidade na Argentina e não só pela conversa que ontem teve com o seleccionador do seu país, Sergio Batista (ver página 2). O médio do FC Porto motivou uma acção em tribunal da actual direcção do seu antigo clube, o River Plate, contra anteriores dirigentes. Daniel Passarella, presidente em exercício dos "milionarios" de Buenos Aires, decidiu avançar para a justiça contra o ex-presidente José Maria Aguilar e Mario Israel, antigo secretário-técnico, por considerar que estes deveriam ter deixado nos cofres do clube mais três milhões de euros... devido à transferência de Belluschi para o Olympiacos.

O caso teve origem numa dívida do River a uma empresa denominada Rio Fútbol, ligeiramente inferior a 800 mil dólares (cerca de 700 mil euros ao câmbio actual). Para a liquidar, os então dirigentes Aguilar e Israel cederam 35 por cento do passe de Belluschi à dita empresa. E é aqui que surge o FC Porto: foi o valor pago ao Olympiacos pelo líder da Liga Zon Sagres (cinco milhões de euros por metade do passe) que levou a actual direcção do River Plate a recorrer aos tribunais, por considerar que o valor de mercado do jogador era de dez milhões de euros e não os cerca de dois milhões que lhe fora atribuído pelos ex-dirigentes.

"Cancelou-se uma dívida com um activo que valia cinco vezes mais", explicou um elemento do departamento jurídico do River, justificando a acção legal.


in "ojogo.pt"

Dragão anti-surpresa na cimeira da Taça

O FC Porto é bem capaz de ter hoje o jogo mais difícil da época. Dúvidas? Se não for o mais difícil, será porventura o mais perigoso. Ganhar é uma obrigação para os portistas - e não é sempre? -, mas perder seria um desastre de proporções inimagináveis antes da visita a Alvalade. André Villas-Boas não se esqueceu de alertar ontem para os perigos que este jogo pode trazer à equipa, ainda mais numa altura em que se conta apenas uma história de 19 jogos bem-sucedidos. Pode nem parecer, mas já lá vão 19 (!) jogos sem perder esta época, contando-se 17 vitórias e apenas dois empates, ambos a um golo.

Seria difícil imaginar um arranque tão prometedor de André Villas-Boas, como também parece complicado de perceber as implicações que teria um eventual desaire na visita de hoje a Moreira de Cónegos. Por saber disso, o treinador do FC Porto prepara-se para apresentar uma equipa sem espaço para grandes experiências. João Moutinho, por exemplo, vai ser titular, apesar de ter representado a meio da semana a Selecção Nacional, onde somou 90' na vitória de proporções épica frente à Espanha. Este é apenas mais um sinal do grande respeito pelo Moreirense, até porque André Villas-Boas sabe que o actual 10º classificado da Liga Orangina é muito forte nos jogos disputados em casa. A prova disso está no facto de o Moreirense nunca ter perdido no Estádio Comendador Joaquim de Almeida, onde sofreu apenas um golo nos seis jogos já disputados esta temporada.

Por outro lado, o FC Porto tem responsabilidades acrescidas numa prova em que marcou presença nas últimas três finais - duas delas conquistadas. No total, são 22 jogos consecutivos na Taça de Portugal, competição em que ao longo dos últimos três anos somou apenas duas derrotas - na final de 2007/08, frente ao Sporting (perdida no prolongamento com dois golos de Tiuí), e na segunda mão da meia-final frente ao Estrela da Amadora, em 2008/09. Para encontrar uma eliminação, é preciso recuar ainda mais no tempo, mais precisamente a 2006/07, altura em que o Atlético surpreendeu o FC Porto em pleno Estádio do Dragão com um golo solitário do brasileiro David.

E será para evitar um desastre como aquele que André Villas-Boas vai apresentar a equipa mais forte que tem à sua disposição.

18h00

Sport TV1

in "ojogo.pt"

Falcao regressa, Walter a titular

Walter vai, ao que tudo indica, repetir a titularidade no ataque do FC Porto, isto apesar de Falcao estar recuperado da lesão que o afastou do encontro da semana passada com o Portimomense. Foi o próprio colombiano que revelou, na sua página pessoal do Twitter, a presença no encontro de hoje, depois de "ter feito fortalecimento [muscular]" no ginásio durante a última semana de trabalho. Falcao está pronto para jogar, foi convocado, mas André Villas-Boas prefere oferecer a titularidade a Walter, como forma de premiar o brasileiro pela boa exibição - e o golo... - realizada frente ao Portimonense. Desta forma, Walter deverá formar o ataque do FC Porto com o indiscutível Hulk e o português Ukra, aparentemente o eleito para fazer de Varela nesta partida.

Na convocatória ontem divulgada, destaque ainda para a ausência de Helton - Beto vai voltar a ser titular na Taça de Portugal - e, mais surpreendente ainda, de Souza, que volta a ficar de fora por mera opção técnica. Depois de um excelente arranque de temporada, o brasileiro tem vindo a perder espaço na equipa desde a má exibição realizada frente ao Limianos, precisamente para a Taça de Portugal. Desta forma, Villas-Boas voltou a preferir incluir Castro na lista de 18 convocados.

in "ojogo.pt"

Alvaro Pereira poderá ser opção ainda durante este ano

HÁ ESPERANÇA QUE O LATERAL RECUPERE RAPIDAMENTE DA LESÃO


As primeiras indicações apontavam para uma paragem de cerca de um mês, o que só lhe permitia voltar à competição em janeiro, mas Alvaro Pereira até poderá regressar à equipa a tempo de a ajudar nos últimos jogos antes da paragem de Natal. Pelo menos foi essa a convicção manifestada por André Villas-Boas. O problema no braço esquerdo poderá ter uma recuperação mais rápida.
“O prazo e a antevisão que fizeram da recuperação do Alvaro poderá não corresponder à realidade. Creio que não é esse o caso e há fortes possibilidades de que possa jogar ainda durante o ano de 2010. É nesse cenário que queremos acreditar”, referiu o técnico, privado de um jogador que tinha disputado 18 dos 19 encontros oficiais dos dragões esta época, todos na condição de titular.
Aposta certa
Mas está consumado o afastamento de Palito para os próximos jogos e sobre isso não há nada a fazer. É preciso resolver o problema e, nesse sentido, está perfeitamente identificado o sucessor do uruguaio. “Perde-se um jogador importante, mas temos o Rafa a um nível superior, como puderam constatar, não só no jogo com o Limianos como também no decorrer da pré-época. Chegou a oportunidade do Rafa e também estou convencido de que estará à altura de dar continuidade à qualidade exibicional que o Alvaro tem demonstrado, embora a polivalência do Fucile acrescente outra solução”, defendeu o treinador da moda na Europa.
Tendo chegado ao FC Porto por indicação de Villas-Boas, que o orientou na Académica, Emídio Rafael, de 24 anos, prepara-se assim para assumir o maior desafio da sua carreira. Ser titular na Taça de Portugal é um bom princípio para se afirmar, posteriormente, no campeonato. Alinhar em Alvalade é o desafio que se coloca ao lateral e confiança é coisa que não lhe deve faltar, depois das palavras elogiosas do treinador na conferência de imprensa. Resta-lhe agarrar a oportunidade.
in "record.pt"

Recursos para o 11

AUSÊNCIA DE VARELA NÃO PREOCUPA O TREINADOR


O momento de forma de Silvestre Varela era bom, mas Villas-Boas não se lamenta pela ausência do extremo português que mais golos marca no campeonato. De acordo com o treinador do FC Porto, o grupo tem argumentos capazes de contrariar a sua falta. “Perante o que temos feito em termos de gestão do plantel, podem reparar que temos recorrido a vários jogadores para a posição 11, aquela que é ocupada pelo Varela e para a qual há várias soluções, inclusive jogadores que estão num ótimo nível. Tal como para a posição de lateral-esquerdo, acho que há opções com valor, que dão todas as garantias e que permitirão manter esta dinâmica coletiva”, indicou Villas-Boas, lembrando que o FC Porto possui mais jogadores capazes de desempenhar a função de Silvestre Varela.
Sem contar com Hulk, que é titularíssimo no lado direito, e Mariano González, que não está inscrito, os dragões dispõem de mais três soluções para as alas: Cristian Rodríguez, Ukra e James Rodríguez. Destes, apenas o primeiro não foi convocado para o jogo desta tarde, em Moreira de Cónegos.
in "record.pt"

Dupla já passou a meia centena

CONTRIBUTO DO NOVO HULK

Com os 19 golos de Hulk em 2010, é fácil de perceber qual a dupla que tem assumido as despesas ofensivas do FC Porto. Parte substancial do sucesso dos dragões assenta no poder de fogo da parceria que vale mais de meia centena de remates certeiros, não sendo despiciendo o contributo de Varela, que soma já 13 tentos neste ano civil. O foco está, contudo, na máquina de eficácia que Falcão tem sido.

in "record.pt"

Artilharia pesada

FALCÃO ANSIOSO POR MARCAR MAIS GOLOS


A convocatória de André Villas-Boas para o jogo de hoje foi a encontro das expectativas e confirmou que os dragões olham para este desafio com a máxima responsabilidade. Falcão está de regresso e deve mesmo ser titular, ele que se mostrou ansioso por jogar, na perseguição do 37.º golo em 2010. É a artilharia pesada com Hulk também metido ao barulho, numa opção que pode custar a titularidade a Walter.
El Tigre não jogou contra o Portimonense e é inverosímil que não seja opção no desafio de hoje, até porque isso significaria uma paragem competitiva de três semanas entre os clássicos com o Benfica e com o Sporting. Mais do que isso, o colombiano cumpriu um plano de fortalecimento físico durante esta semana, apresentando-se portanto nas condições ideais.
A fazer a contagem dos golos que aponta neste ano civil, o matador portista já soma 36 e está no top-5 do futebol internacional, ainda bem distante do líder... Messi (57!). Na semana em que admitiu conhecer o interesse de vários clubes, Falcão volta a concentrar atenções nas metas coletivas do FC Porto. Com Villas-Boas a assumir um discurso de exigência, o dragão vai puxar dos galões para vencer o emblema da Liga da Honra e continuar uma caminhada na Taça que não conhece derrotas em eliminatórias desde janeiro de 2007!
Altas patentes
Sapunaru, Maicon e João Moutinho foram outros dos habituais titulares que perderam o duelo com o Portimonense e que não jogam pelo FC Porto desde a goleada ao Benfica. O caso do médio é distinto, uma vez que foi totalista, a meio da semana, no triunfo de Portugal sobre a equipa espanhola. Ainda assim, foi convocado por Villas-Boas, por muito que se admita que o tridente do meio-campo transite do encontro do último fim-de-semana.
Sapunaru, esse sim, é esperado no onze, sendo que dos internacionais só Moutinho e James Rodríguez mereceram chamada para a eliminatória. O colombiano, ainda assim, deve apresentar-se como solução de banco, aproveitando Ukra para voltar à titularidade. O extremo português não joga de início desde a 2.ª jornada da Liga, quando se lesionou logo nos primeiros minutos do encontro com o Beira-Mar. Surpreendente foi a ausência de Souza dos convocados, tanto mais que nem sequer consta do boletim clínico.
in "record.pt"

Villas-Boas diz que o F. C. Porto "tem a cabeça a prémio"


O F. C. Porto tem "a cabeça a prémio", porque ainda não perdeu esta época e isso motiva qualquer adversário. Sobretudo, o Moreirense, da Liga de Honra, que nada tem a perder na Taça de Portugal. O treinador André Villas-Boas deixou o alerta.

O F. C. Porto cruza-se com o Moreirense na quarta eliminatória da Taça de Portugal, "um jogo com um potencial de risco tremendo", segundo adianta o treinador André Villas-Boas, mesmo que os dois adversários sejam de campeonatos diferentes. Há motivos para o técnico optar por um discurso calculista, porque se trata de um desafio que "tem potencial para deitar abaixo o moral", caso os dragões sejam eliminados. E do outro lado estará um adversário motivado. Além disso, o histórico entre as duas equipas em Moreira de Cónegos é claro: três encontros, uma vitória portista e dois empates.
"A nossa cabeça continua a prémio, jornada após jornada. A invencibilidade do F. C. Porto está a prémio, um prémio alto que faz motivar e transcender. Por isso, é um jogo de alto risco e alertei os meus jogadores para isso", disse o técnico durante a conferência de Imprensa de antevisão do encontro, na qual confirmou que o lateral esquerdo Emídio Rafael será titular, em detrimento do lesionado Álvaro Pereira: "Perde-se um bom elemento, mas temos outro à altura de dar seguimento à qualidade exibicional".

Inter de Milão é disparate

Numa semana em que o nome de André Villas-Boas foi colocado na rota de interesses do Inter de Milão, fez questão de garantir que se trata de "um absoluto disparate, fora de tempo e de sentido", sublinhando que se trata de uma "notícia especulativa". Aliás, está fora dos planos uma saída imediata: "Ambicionei esta cadeira por muito tempo e não vou abdicar dela por qualquer coisa". Além do campeonato, o F. C. Porto tem outras ambições declaradas, entre elas a conquista da Liga Europa: "A maior barbaridade é equipas da Champions passarem para a segunda prova. A Liga Europa é a coitadinha das provas. Portanto, os coitadinhos ainda vêm para a competição dos coitadinhos, mas o F. C. Porto quer ganhá-la".

De novo em defesa de Jorge Jesus

Pela segunda vez esta época, voltou a sair em defesa de Jorge Jesus, treinador do Benfica, que tem estado exposto à crítica por algumas opções de cariz táctico, sobretudo pela goleada no Dragão: "Revolucionou e transformou o futebol de um clube. Do 80 passou ao oito, de bestial passou a besta. Em apenas três meses. É uma constatação chocante do que está a acontecer com um colega e que poderá passar-se comigo".

in "jn.pt"

Mourinho e Villas-Boas, tão iguais e tão diferentes

Num interessante artigo publicado há dias, a Marca procurou salientar os diversos pontos de contacto que existem entre José Mourinho e André Villas-Boas, para além daquele que é óbvio: os oito anos durante os quais este último fez parte da equipa técnica liderada pelo special one. O ponto de partida foi o tomar de consciência de que, na Europa, apenas o FC Porto está a conseguir um arranque de época mais vitorioso do que o Real Madrid. Ambos somam três vitórias e um empate nas respectivas provas europeias, mas os portistas registam dez vitórias e um empate na liga portuguesa, enquanto, em Espanha, os madrilenos somam mais um empate e menos uma vitória, em igual número de jornadas.

Como não faria sentido incluir os currículos neste olhar que nos chega de Madrid, comecemos por aquilo que é mais pacífico. Ambos os técnicos foram, de facto, futebolistas frustrados que decidiram transportar a sua paixão para os “bancos”. Um e outro beneficiaram da convivência com Bobby Robson e ambos lançaram as suas carreiras “graças ao seu descaramento, vontade de aprender e domínio do inglês”, que os ajudou a completar a formação em reputados cursos em Inglaterra e na Escócia. A propósito, é recordado que Villas-Boas (que tem hoje 33 anos, menos 14 do que Mourinho) foi director técnico das Ilhas Virgens Britânicas (durante um breve período chegou a ser o seleccionador), escondendo sempre que, então, só tinha 21 anos. “Só lhes disse quando vim embora.” De facto, Villas-Boas até foi ainda mais precoce, emancipando-se de Mourinho quando tinha apenas 31 anos, enquanto o técnico do Real só deixou Van Gaal aos 37.

O jornal considera outra similitude a circunstância de ambos terem começado a carreira a solo em clubes modestos (Leiria e Académica) e o facto de terem “explodido” no FC Porto. Mas, apesar de a passagem de Mourinho pelo Benfica poder ser tida como fugaz (como sugere a Marca), a verdade é que já na Luz se tinha percebido que estava ali alguém que fugia à normalidade (por alguma razão Mourinho só não seguiu logo para o Sporting porque Luís Duque cedeu às pressões da Juventude Leonina).

No trabalho falta, talvez, comparar as opções tácticas, sendo certo que o actual FC Porto faz lembrar aquele que Mourinho levou à conquista do título e da Taça UEFA, na sua primeira época completa nas Antas (por sinal, a última também disputada naquele estádio). Resta é saber se Villas-Boas vai acabar também por ceder ao futebol mais cínico (por mais eficaz e menos espectacular), rótulo colocado a Mourinho pelo menos até esta fase mais exuberante no Real Madrid. Essa tendência só poderá ser confirmada à medida que Vilas-Boas amadureça e viva outras experiências, sendo, no entanto, verdade que os presentes sinais não vão nesse sentido.

O autor do artigo (Santiago Siguero) diz, com razão, que deverá ser divertido quando eles se cruzarem como antagonistas num qualquer estádio. Até porque, acrescenta, são parecidos na forma como se comportam nas salas de imprensa. É impossível discordar totalmente, mas também é verdade que já se nota alguma diferença na utilização da verve. Villas-Boas parece mais emocional e autêntico (mesmo quando reconhece os erros, como após a interpretação errada de um lance em Guimarães), enquanto Mourinho é mais frio e parece estar sempre, mesmo quando quer transmitir emoções fortes, a cumprir um guião que ele próprio elaborou.

Num livro lançado em Itália, com o título “Mourinho, o extraterrestre”, Sandro Modeo compara o ex-treinador do Inter a Harry Houdini, o maior ilusionista do mundo. Mourinho não consegue libertar-se de correntes e cadeados mesmo fechado numa caixa imersa na água, mas não há dúvida que tem truques que o diferenciam, pelo menos até ao momento, de Villas-Boas.

Mourinho é um mestre do conflito, sabendo o que pretende atingir quando passa um ralhete público a um dos seus jogadores, quando acusa um técnico adversário de ter oferecido a vitória ao Barcelona, quando sorri e cumprimenta adeptos adversários que o insultam ou quando manda para aquela parte um árbitro. São três exemplos já retirados da sua aventura madrilena, mas muitos outros podem ser encontrados noutras paragens. Porque, como dizia há dias Emílio Bultragueño, Mourinho foi para Madrid para ganhar, “não para fazer amigos”. 

Nesta pose de rock-star percebe-se a estratégia de servir de pára-raios aos jogadores, pouco lhe importando, por exemplo, que um cronista adepto do Real o acuse de lhe faltar “a excelência, a elegância e o cavalheirismo de que sempre fez gala este clube”. Até porque na suculenta imprensa espanhola logo surge alguém a defender que “atacar Mourinho e criar-lhe o ambiente mais hostil em campo converteu-se no desporto da moda”. Nesta matéria, Villas-Boas ainda tem muito a aprender. Ou não. Porque, por muito iguais que eles sejam, também podem ser diferentes. 


Bruno Prata in "publico.pt"

FC Porto e Benfica estão a descolar do Sporting nas despesas e receitas

Ponto 1: a Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do FC Porto teve lucro pela quarta temporada seguida, enquanto as do Benfica e do Sporting acumularam prejuízos pelo segundo ano consecutivo. Ponto 2: na época do regresso aos títulos, o Benfica aumentou em larga escala as receitas e as despesas. Ponto 3: Benfica e FC Porto começam a distanciar-se do Sporting, quer ao nível de receitas, quer de despesas.

Estas são três das principais conclusões que se podem retirar da análise comparada dos relatórios e contas enviados pelas três SAD à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e que foram publicados nas últimas semanas.

Comparar as contas dos três grandes clubes portugueses é mais difícil do que seria imaginável quando se fala de sociedades cotadas em bolsa. É que as contas reveladas pelas três principais SAD dizem respeito a universos diferentes, porque uma inclui quase todas as empresas do grupo (Benfica), outra quase todas mas não a totalidade do estádio (FC Porto) e outra exclui quase todas as restantes empresas do grupo (Sporting).

O PÚBLICO centrou-se, por isso, naquilo que é comparável: o universo das SAD, deixando de fora os valores das outras empresas do grupo (consolidado).

A primeira conclusão é que só o FC Porto garantiu lucros na época passada. Um valor baixo (400 mil euros) e “só possível graças a receitas extraordinárias como a vendas de jogadores”, como destaca Hélder Varandas, especialista em finanças do futebol — a SAD portista, no entanto, só no próximo exercício incluirá os valores das vendas de Bruno Alves e Raul Meireles.

Já o Benfica — e mesmo com um aumento considerável de receitas e a venda de Di María (a transferência de Ramires só será contabilizada em 2010/11) — teve um prejuízo de 20,3 milhões de euros. É certo que o clube da Luz não contou na temporada passada com as importantes receitas da Liga dos Campeões, mas os “custos [65,4] são enormes”, diz Hélder Varandas.

Modelo insustentável

A situação do Sporting é ainda mais preocupante. Mesmo tendo custos bastante inferiores aos dos dois rivais, a SAD de Alvalade apresentou o maior prejuízo: 26,5 milhões de euros. Hélder Varandas sublinha que o clube teve de partir para a reestruturação financeira, para sair de uma situação de capitais próprios negativos (vulgarmente definida como falência técnica).

E se é verdade que nos custos e receitas da época passada, a distância que separa o Sporting do FC Porto é praticamente igual à que separa portistas do Benfica, uma análise mais larga no tempo mostra FC Porto e Benfica a alternarem na liderança das receitas e o Sporting a ficar para trás. O clube de Alvalade ressentiu-se não só da ausência da Liga dos Campeões, mas também da quebra nas receitas de patrocínios e de bilheteira.

“Mais duas épocas assim e o Sporting pode começar a aproximar-se mais do Sp. Braga e V. Guimarães que do Benfica e FC Porto”, avisa Varandas.

Apesar de algumas diferenças, os clubes continuam a ter nos direitos televisivos, bilheteira e patrocínios as principais receitas fixas. Ao que se junta a venda de jogadores, algo particularmente importante no FC Porto, que tem sido o “grande” a explorar mais esta vertente.

A SAD portista, por outro lado, é aquela que gasta uma maior quota dos proveitos operacionais em salários (77 por cento), contra 68 do Sporting e 65 do Benfica.

Será este um modelo sustentável? “Acho que não é. Os clubes têm de ter cuidado com aumentos de endividamento. A dada altura, gastaram mais do que tinham e agora pagam muitos juros, numa altura em que eles estão baixos. E vão subir”, alerta Hélder Varandas, considerando que é preciso actuar na despesa e “inventar receitas”: “As receitas televisivas são importantes. O Benfica anda atrás disso para resolver o seu problema”, diz, apontando ainda a cedência de direitos das apostas desportivas como outro caminho.


in "publico.pt"

«Força da equipa é que manda» – Hulk

O brasileiro Hulk é o rosto principal da Liga Zon Sagres: foi o melhor jogador de Agosto, Setembro e Outubro, e por isso, a escolha praticamente incontornável da Liga para o lançamento da nova publicação em que a estrutura organizativa do futebol profissional aposta, a revista Liga Directa. 

Coleccionador de prémios e superlativos, Hulk é exaustivamente apresentado como cabeça de cartaz da publicação, mas deixa bem claro: «Quem manda é a força da equipa», diz, distribuindo méritos por toda a composição do futebol profissional do FC Porto.

Neste trabalho, outra frase significativa do jogador: «Nenhum título individual terá o mesmo sabor sem títulos colectivos», uma postura que reforça a imagem recriada à volta de Hulk, a face mais expressiva do êxito portista.


in "abola.pt"

sábado, 20 de novembro de 2010

Um plano de emergência à esquerda


Voltar à esquerda. Não há outro remédio para André Villas-Boas, obrigado a refazer a ala mais produtiva da equipa depois de ter confirmado que o azar anda mesmo acompanhado - à lesão de Varela juntou-se a de Álvaro Pereira e, à custa da coincidência de ambos jogarem normalmente do mesmo lado, o treinador ganhou um quebra-cabeças: e agora, entrega o flanco esquerdo a quem?

Este não é um problema que o atrapalhe a curto prazo, porque amanhã, no jogo da Taça, e mesmo que estivessem bem, era improvável que algum dos dois fosse opção. A dúvida arrasta-se e ganha corpo para Alvalade, já que os prazos de recuperação da rotura muscular de Varela continuam nebulosos e os de Álvaro Pereira clarificaram-se apenas pela voz da Federação uruguaia: a paragem, disseram, dificilmente seria inferior a um mês. Mas talvez seja.

O lateral caiu mal na disputa de um lance durante o particular entre Uruguai e Chile, tendo-lhe sido diagnosticada uma fissura no ombro esquerdo. "Felizmente, não houve fractura, senão teria sido bem pior. É uma lesão menor, mas ainda estará um bom tempo inactivo", disse Alberto Pan, médico uruguaio. Ontem, o FC Porto não acrescentou muito mais a esse diagnóstico da lesão, classificando-a genericamente, no boletim clínico oficial, como "contusão".

O jogador, que já está no Porto, onde chegou com o ombro protegido, limitou-se a fazer tratamento e foi sujeito a uma primeira reavaliação. Ainda é cedo para estimativas seguras, mas, apurou O JOGO, os responsáveis portistas acreditam ser possível encurtar o tal prazo avançado pelos uruguaios, contrariando os cenários mais catastrofistas. Pode ser que hoje, na conferência de Imprensa que antecede a deslocação a Moreira de Cónegos, o treinador clarifique mais um pouco a questão.

Não é a primeira vez que o FC Porto vê os planos atrapalhados por lesões resultantes de azares nas selecções, com a curiosidade acrescida de já ter ocorrido antes com os uruguaios em particular, sobretudo com Rodríguez (afastado da equipa durante meses depois de problemas num joelho) e agora Álvaro Pereira. Curiosamente, ainda ontem, a Federação inglesa anunciava a intenção de indemnizar o Liverpool em mais de 500 mil euros pela lesão de Gerrard no particular com a França, a qual deverá afastar o médio dos relvados durante um mês.

À margem desta questão do relacionamento, nem sempre pacífico, entre clubes e selecções, sobra o lado prático para Villas-Boas dar resposta. Em Moreira de Cónegos, o lado esquerdo da defesa deverá ser entregue a Emídio Rafael, jogador que até foi contratado à Académica por indicação do treinador. Mas, em Alvalade o dono do lugar pode muito bem ser outro: Fucile. O uruguaio foi durante as primeiras épocas, com Jesualdo Ferreira, lateral-esquerdo e, por causa do azar do compatriota, pode regressar a esse papel.

Mais difícil é antecipar como Villas-Boas pretende colmatar a ausência de Varela. Rodríguez, James (os dois sujeitos a viagens longas, diga-se) e Ukra são os candidatos óbvios ao lugar, não só em Moreira de Cónegos mas também em Alvalade, onde a presença de Varela, tal como O JOGO já escreveu, parece improvável.

in "ojogo.pt"

Falcao diz-se pronto a jogar na Taça

Falcao lesionou-se no jogo com o Benfica, falhou a partida com o Portimonense, mas agora diz-se pronto para regressar à competição já amanhã em Moreira de Cónegos. "Depois de ter feito fortalecimento [muscular] durante esta semana, já me sinto bem e espero jogar no domingo", adiantou o colombiano na sua página pessoal do Twitter. O avançado deve mesmo regressar à competição frente ao Moreirense, faltando saber, no entanto, se será como titular ou se começará o jogo no banco, saltando para a equipa titular o brasileiro Walter, que marcou um golo na última partida, frente ao Portimonense.

Curiosamente, dois dias depois de ter concedido uma entrevista onde revelou, em declarações à Rádio Corrente Nacional, da Colômbia, que gostaria de jogar na liga inglesa ou espanhola, o avançado anunciou ontem, também na sua página no Twitter, que se encontra a ter aulas de inglês. A afirmação mereceu uma pergunta de um dos muitos seguidores do colombiano - "Vais jogar para Inglaterra?" Falcao respondeu: "Oh não. Estou a aprender inglês há 10 anos, mas como não pratico muito, não tenho melhorado. Quando conseguir, aprendo outro idioma."

in "ojogo.pt"