domingo, 22 de agosto de 2010

AVB: "Jesus? Num monólogo é fácil passar mensagens"

Apesar das três vitórias consecutivas e sem golos sofridos, André Villas-Boas alertou para a necessidade de consolidar os processos de jogo e evitar erros defensivos. Pelo meio, alfinetou as certezas de Jorge Jesus, que, como se sabe, não costuma antecipar os jogos em conferências de Imprensa, fazendo-o só à Benfica TV. No diálogo de ontem com os jornalistas, Villas-Boas não deixou escapar a oportunidade para lembrar que, no rival, só há... monólogos.

Jorge Jesus afirmou que o Benfica será campeão. De que forma recebeu esta declaração?

A que jornalistas é que o Jesus disse isso? Em que conferência de Imprensa? Não estou aqui para criticar o modo de estar dos outros, mas a verdade é que as conferências de Imprensa desse clube são monólogos e as mensagens fáceis de passar, porque o seu treinador nunca é confrontado com perguntas. Nesse monólogo, Jorge Jesus disse que queria ser campeão. Nós também queremos ser campeões, o Sporting também e penso que o Braga tem o mesmo sentimento. Os resultados da primeira jornada não querem dizer nada e, aqui, partilho do raciocínio de Jorge Jesus, porque, no ano passado, todas as equipas empataram no primeiro jogo e depois consolidaram processos e entraram num rumo de vitórias que levaram até ao fim, sendo que o Benfica e o Braga conseguiram estendê-la até à última jornada. O que importa é a regularidade e, nesse sentido, este arranque fraco do Benfica e do Sporting não os atrasará significativamente na luta pelo título, estando nós numa fase tão prematura do campeonato.

Pinto da Costa pareceu não valorizar muito a vitória na Supertaça ao dizer que venceu uma taça a uma equipa de caceteiros…

Obviamente que foi uma vitória importante, num jogo em que estava em disputa um troféu. A partida foi como foi e penso que o presidente, nessa declaração, se refere aos lances duvidosos e de agressividade que todos puderam observar, assim como à quantidade de cartões vermelhos que deviam ter sido mostrados. É a isso que ele se refere e não pretende retirar mérito ao troféu conquistado. Para nós, esse triunfo já passou há algum tempo e não nos interessa apenas essa vitória. Também queremos vencer esta semana, chegar à fase de grupos da Liga Europa e conquistar um percurso regular sempre com a vitória no pensamento.

O FC Porto ainda não sofreu golos e já leva três vitórias. Tem sido difícil gerir um eventual excesso de confiança da equipa?

Não, porque também temos sido submetidos a pressão relativamente a algumas falhas de organização. A correcção desses defeitos chegará, como já disse, através da consolidação de processos decorrente dos treinos e dos jogos. O importante é que a equipa conceda cada vez menos oportunidades de golo aos adversários e continue a criar oportunidades suficientes para vencer os jogos. Esse é o nosso compromisso. Não há excesso de confiança absolutamente nenhum. Na pré-época também tivemos três vitórias consecutivas e um bom período de assimilação de princípios, que foi rapidamente colocado em causa por duas derrotas em Paris. Portanto, aqui não existe um clima de euforia. Há apenas um FC Porto com o compromisso de ganhar regularmente, e é dentro desse espírito que queremos abordar os próximos jogos, de forma a agarrar o primeiro lugar o mais rapidamente possível.

Tem falado constantemente da necessidade de consolidar processos de jogo e eliminar o erro. Para quando uma equipa à sua imagem?

Essa pergunta é injusta. Não podemos estar todas as conferência de Imprensa sob o fantasma dessa pergunta. O que me parece é que quando o FC Porto vence, esses triunfos são justificados com a dinâmica de vitória ou por culpa dos processos antigos que estão instituídos; quando não vencemos, são os novos processos que não estão assimilados ou as novas bolas paradas que não funcionam. Parece-me que há uma discrepância radical na análise deste novo FC Porto. O FC Porto é sempre uma equipa em construção. Neste momento, tentamos encarar os jogos de outra forma, em termos de circulação e posse de bola, isto sem qualquer tipo de crítica relativamente ao que aconteceu no passado. São processos que levam tempo, e em seis ou sete semanas não se consegue eliminar hábitos que perduraram muito tempo. Conseguimos mudar alguma coisa, aproveitar outras de positivo do passado, e criar um conjunto forte e com uma diversidade de princípios de jogo. É um FC Porto que está em mudança, mas não nos podemos esquecer que é um FC Porto tetracampeão e que, por isso, não vamos cortar a direito com o passado.

Que análise faz ao comportamento da equipa neste arranque?

O FC Porto tem zero golos sofridos em três jogos oficiais, mas também é verdade que se deixou expor em alguns lances. Por isso, há que consolidar o processo defensivo para não deixarmos os adversários criar tantas oportunidades. Precisamos construir um bloco mais compacto e equilibrado.

"Estamos recuperados e na máxima força"

O FC Porto jogou na quinta-feira. Sente que a equipa está preparada para o jogo com o Beira-Mar?

Este curto espaço de tempo entre os dois jogos foi utilizado para recuperar os jogadores, até porque não dá para fazer outro tipo de trabalho. Sendo assim, aproveitamos a competição para continuar a assimilar princípios de jogo, uma vez que a mensagem não andará muito distante daquela que tem vindo a ser demonstrada. Nestes dois dias de treino recuperámos fisicamente e a consolidação de processos virá com a repetição de jogos. Encaramos este jogo com a consciência de que estamos recuperados e na máxima força.

Houve tempo para estudar o Beira-Mar e transmitir isso aos jogadores?

Sim. Estivemos reunidos hoje [ontem] de manhã e teremos mais reuniões amanhã [hoje]. Vamos seguir o mesmo plano de sempre. Observámos os vídeos do Beira-Mar, analisámos os nossos comportamentos relativamente ao adversário e ainda estudámos as questões relativas às bolas paradas.

Leonardo Jardim afirmou que não vai estacionar o autocarro à frente da baliza. Acredita num Beira-Mar de peito aberto no Dragão?

Não sei. Depende da filosofia e interpretação estratégica de cada um. O Leonardo Jardim é uma das pessoas que aprecio no futebol; tive o privilégio de o defrontar duas vezes no ano passado, uma num jogo competitivo e outra num amigável. Tem o meu respeito. É um treinador muito organizado e não tenho dúvidas de que as suas palavras são sinceras. Acho que o futebol fica a ganhar com esse tipo de abordagem ao jogo. No ano passado, na experiência que tive na Académica, fazia o mesmo. Apesar disso, respeito todo o tipo de enquadramento que os treinadores defendam, porque cada um joga com as armas que tem. No entanto, se essa for a sua forma de abordar o jogo no Dragão, respeitamos e achamos que privilegia o espectáculo.

Ukra vai manter a titularidade com o Beira-Mar?

Ainda há decisões que vou ter de tomar. O Ukra fez um jogo extremamente positivo na Bélgica e está presentemente a ameaçar um lugar na equipa titular.


"Não é impossível aparecer alguém a bater a cláusula..."

O mercado voltou à conversa. Villas-Boas não se alongou, nem mesmo sobre Otamendi, central que já assumiu estar a caminho. "Não sei se o processo dele estará assim tão concluído como se escreveu. Enquanto não estiver, esse ou qualquer outro jogador, poderão ou não ter interesse." O treinador foi um pouco mais expansivo quando abordou possíveis saídas, nomeadamente de Meireles e Fucile. "A resposta de que 'tudo pode acontecer' é a mais sincera que posso dar. Os jogadores estão agarrados às cláusulas de rescisão e, nesse sentido, apesar de esta época ainda não ter havido loucuras de mercado, não é impossível que apareça alguém a bater com o valor da cláusula de rescisão de um jogador."


Hulk na selecção: "Já podia ter ido mais vezes"

Hulk voltou a ser chamado à selecção brasileira e André Villas-Boas não esconde ter ficado "satisfeito" com a notícia, sobretudo num momento complicado da vida pessoal do avançado. Pelo meio, recordou situações que, segundo o treinador portista, impediram o brasileiro de ter sido chamado mais vezes no passado. "É um motivo prestigioso e honroso para nós. Um jogador da importância extrema, como é o caso do Hulk, já merecia ter ido mais vezes à selecção. Não esteve presente no Mundial, se calhar porque não lhe permitiram, uma vez que foi castigado com um conjunto anormal de jogos. Isso penalizou-o. Agora, esta nova oportunidade é gratificante e de louvar, tendo em conta que se trata de um jogador lutador e de grande qualidade."

Hulk terá de juntar-se à selecção no dia 2 de Setembro, em Barcelona, para um estágio em que Mano Menezes, o novo seleccionador brasileiro, procura outras opções para o ataque ao grande objectivo: o Mundial'2014, que se disputa no Brasil. Sublinhe-se que este será um momento exclusivamente para treinar, uma vez que a CBF não encontrou nenhum adversário disponível para essas datas.

Na eventualidade de falhar a contratação de Kléber, continua à espera de receber mais um avançado?

Sim… Voltamos às questões do costume. Continuamos com um plantel em construção até ao dia 31 de Agosto e tudo pode ainda acontecer.

in "ojogo.pt"

Otamendi despediu-se do Velez: «Estou contente por ir para o F.C. Porto»

Este sábado foi dia de despedidas para Nicolas Otamendi. O central argentino não entrou em campo, na vitória (2-0) do Velez Sarsfield sobre o Argentino Juniores, mas esteve no estádio, despediu-se dos adeptos e acompanhou o jogo bem perto do relvado, a partir de um lugar ao lado do banco de suplentes.

No final da partida que vale a liderança à equipa, Otamendi reconheceu que é altura de partir para o F.C. Porto. «Ainda não assinei, mas já está tudo acertado», garantiu o central em declarações à imprensa local. «Estou muito contente por ir para o F.C. Porto e espero deixar o Velez Sarsfield com uma estrela mais.»

«Estou no clube desde os sete anos e gosto muito dele. Mas a Europa é uma grande vitrina e continuarei a ter muitas hipóteses na selecção argentina», adiantou Otamendi, que gostava de ter jogado para assinalar no campo a despedida, mas foi deixado de fora pelo treinador Ricardo Gareca precisamente por estar de saída.

O F.C. Porto, recorde-se, mantém uma delegação em Buenos Aires, a acertar os derradeiros pormenores da transferência. O clube azul e branco deverá anunciar a contratação nas próximas horas, para permitir a viagem do atleta para Portugal de forma a realizar os exames médicos e assinar contrato.

F. C. Porto tenta quarta vitória seguida

Superada a prova europeia, o F. C. Porto regressa à Liga para tentar, na recepção ao Beira-Mar, somar a quarta vitória noutros tantos jogos oficiais desta época. Os aveirenses sonham repetir o triunfo conseguido no Estádio do Dragão há seis anos.

André Villas-Boas faz hoje, domingo, diante do Beira-Mar, a estreia oficial como treinador do F. C. Porto no Dragão, depois de ter ganho os três jogos disputados desde o início da temporada longe de casa: ao Benfica, na Supertaça, em Aveiro (2-0); à Naval, na Figueira da Foz, na abertura da Liga (1-0); e ao Genk, na Bélgica, na primeira mão do play-off de acesso à Liga Europa (3-0).

Tal como aconteceu na passada quinta-feira, o treinador dos dragões não pode contar com Hulk, que continua no Brasil devido ao falecimento de um familiar, e deverá manter o onze que utilizou de início ante o Genk, com Ukra no lugar do internacional brasileiro no ataque.

De resto, Ukra e Varela voltam a ser as únicas soluções de raiz para as alas, uma vez que Rodríguez e Mariano estão lesionados, enquanto James não foi convocado. Só na terceira jornada da Liga, ante o Rio Ave, é que o jovem extremo colombiano estará disponível para jogar, pois o seu certificado internacional chegou a Portugal fora de tempo para o jogo deste sábado.

Na convocatória elaborada por Villas-Boas, destaca-se o regresso de Fucile, que ainda não tinha sido chamado para jogos oficiais na presente época, numa medida associada ao facto de o lateral uruguaio poder estar de saída do Dragão até ao fecho do mercado de transferências, a 31 de Agosto. Mesmo sem fazer parte do boletim clínico, Fucile ficou fora da lista enviada à UEFA para o play-off da Liga Europa, mas agora está de regresso às opções do técnico.

Pelo contrário, Raul Meireles volta a não fazer parte dos planos imediatos do treinador, mesmo que os sinais de uma eventual transferência para o estrangeiro continuem por confirmar. “Tudo pode acontecer. Os jogadores estão agarrados às clausulas de rescisão e não é impossível que alguém bata essas cláusulas”, afirmou André Villas-Boas, na antevisão que fez à partida com o Beira-Mar. Recorde-se que o médio jogou alguns minutos na Supertaça, somando mais um título ao palmarés, mas desde então desapareceu das convocatórias.

Beira-Mar só com 18 disponíveis

O Beira-Mar estará no Dragão com os 18 jogadores que estão à disposição do técnico Leonardo Jardim, tendo em conta a longa série de lesões e de reforços que ainda não foram inscritos, entre os quais o médio Sérgio Oliveira, que esta semana foi cedido pelo F. C. Porto ao clube aveirense. A equipa de Jardim tentará repetir a única vitória que conseguiu no novo estádio dos portistas (1-0, na temporada de 2004/05).

in "jn.pt"

«Há acordo por Otamendi e só falta mesmo assinar» - segundo o presidente do Velez

Está desbloqueada a contratação de Nico Otamendi pelo FC Porto. Foi isso que garantiu a Record o presidente do Vélez Sarsfield, Fernando Raffaini. “Foi um dia complicado, porque tivemos jogo [vitória por 2-0 sobre o Argentinos Jrs.] e também reuniões para a transferência do Otamendi. Neste momento já está tudo acertado”, afirmou ao final da noite.

“Há acordo e só falta mesmo assinar”, completou o dirigente, ainda no estádio onde o defesa se despediu dos adeptos, não tendo alinhado no triunfo que colocou o Vélez no 1.º lugar do campeonato.

Os dragões ainda não comunicaram o negócio à CMVM, mas Raffaini até adiantou os termos da operação. “Será por 8 milhões de euros”, apontou, ressalvando ainda uma percentagem do passe: “Nós ainda vamos ficar com 10 por cento. É uma forma de garantirmos algum encaixe no futuro.”

Otamendi, que no início da sua carreira chegou a ser suplente do agora sportinguista Marco Torsiglieri, deve viajar ainda hoje com destino ao Porto, onde é esperado amanhã para uma bateria de testes médicos e para a formalização do acordo. O internacional argentino fecha o leque de centrais à disposição de André Villas-Boas, juntando-se a Rolando, Maicon e Sereno. Substituir Bruno Alves era uma prioridade da SAD, que sondou o brasileiro Rafael Toloi, jovem do Goiás.

Aos 22 anos e com o estatuto que resulta da titularidade no Mundial, El Chupe apresenta-se como um fortíssimo candidato ao onze azul e branco, ele que fará disparar, confirmando-se os números envolvidos, os gastos no mercado de verão. Com a aquisição de Otamendi, a direção já terá gasto mais de 30 milhões de euros no reforço do plantel, oferecendo a Villas-Boas argumentos para recuperar o título nacional.

in "record.pt"

Fucile preso por pinças

Convocado... sem sair do mercado. Dragões querem uruguaio, mas dependem de Meireles.
Estreia absoluta de Fucile nos convocados de Villas Boas. O uruguaio ficou de fora da Supertaça Cândido de Oliveira, por se ter apresentado mais tarde devido à sua participação no Mundial da África do Sul, continuou afastado da equipa no jogo com a Naval, justificada com uma alegada lesão, e não seguiu viagem para Genk atendendo a que não foi inscrito na Liga Europa. Contrariamente a Raul Meireles...
Mas a sete dias úteis do fecho do mercado, de onde não foi retirado desde que se percebeu no Dragão que, na actual conjuntura e atendendo à retracção dos potenciais compradores, poderia constituir-se, a seguir a Bruno Alves, como a mais viável e valiosa jóia da coroa azul e branca a negociar, Fucile é pela primeira vez chamado por Villas Boas para um jogo oficial! Estranho, ou nem por isso.

in "abola.pt"

Antevisão por AVB

FC Porto procura aproveitar-se dos deslizes


  


Depois dos deslizes do Sporting de Braga (0-0) e Benfica (derrota por 2-1), o FC Porto procurará vencer, em casa, ante o Beira-Mar, para ganhar vantagem na tabela classificativa da I Liga.

Depois da vitória por 0-3, na Bélgica, frente ao Genk, na primeira mão do Play-off da Liga Europa, o FC Porto quererá continuar na senda de vitórias na I Liga, esta noite, frente ao Beira-Mar de Leonardo Jardim.

Em caso de vitória por parte dos Dragões, será a quarta consecutiva em jogos oficiais.

Hulk continua ausente da lista de convocados de André Villas-Boas, por ainda se encontrar no Brasil, e o internacional uruguaio é a novidade na chamada para enfrentar a turma de Aveiro.

FC Porto recebe este domingo, às 20h15, o Beira-Mar, no Estádio do Dragão, em jogo a contar para a segunda jornada da I Liga, com arbitragem do lisboeta João Capela.

in "desporto.sapo.pt"

sábado, 21 de agosto de 2010

F.C. Porto-Beira Mar: o dragão chega a casa (antevisão)

Três vitórias depois... o F.C. Porto chega a casa. A formação de André Villas Boas defronta este domingo (20.15 horas) o Beira Mar, naquele que é o primeiro jogo oficial da época no Dragão. Na mala traz três vitórias, seis golos marcados e nenhum sofrido. Os adeptos estão ansiosos por vê-lo, portanto.

Apesar do início de época promissor, Villas Boas continua pouco feliz. O treinador fala em falhas de marcação e em oportunidades de golo dos adversários. Por isso diz que há muita coisa a melhorar, num processo de crescimento que não quer que termine nunca. A ambição do jovem técnico não tem fim.

Do outro lado chega uma equipa também ainda em construção, ela que subiu esta época à Liga. O Beira Mar esforça-se por reforçar o plantel, mas as últimas contratações ainda não contam para a visita ao Dragão. Meduna, Ruben Lima, Sérgio Oliveira, Maranhão e Ronny ainda não têm as inscrições regularizadas.

Ora por isso o treinador Leonardo Jardim deve mudar pouca coisa relativamente ao jogo inicial. É possível que Rui Sampaio e Wilson Eduardo entrem no onze, enquanto Kanu é baixa certa por lesão. Apesar das limitações, Leonardo Jardim promete uma equipa que não vai apenas defender: o Beira Mar quer atacar.

Villas Boas aplaude as intenções adversárias e elogia o treinador. «O Leonardo Jardim é uma das pessoas que admiro no futebol português», disse. «Tenho o maior respeito por ele, sei que é um treinador extremamente organizado e acredito nas palavras dele porque são sinceras». Promessas de bom futebol, portanto.

Ukra outra vez no onze?

As limitações não são apenas aveirenses. O F.C. Porto, por exemplo, só tem quatro avançados disponíveis. Isto porque Hulk, Mariano, Rodriguez e James Rodriguez não são opção, tal como o Guarín. Nesse sentido, é provável que Villas Boas aposte outra vez em Ukra, ele que elogiou o jovem extremo depois de Genk.

O favoritismo, por fim, é todo portista e é alicerçado nos números: em 28 jogos entre as duas equipas no Porto, os azuis e brancos venceram 22, empataram quatro e só perderam duas. Das duas ocasiões em que saíram derrotados, porém, não foram campeões: 2000/01 e 2004/05. O que pode ser um aviso.

Equipas prováveis:

F.C. PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Álvaro Pereira; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Varela, Falcao e Ukra.

Suplentes: Beto, Fucile, Sereno, Souza, Castro, Ruben Micael e Walter.

BEIRA MAR: Rego; Danilo, Hugo, Yohan e Renan; Djalmal, João Luiz Rui Sampaio e Artur; Wilson Eduardo e Rui Varela

Suplentes. Bruno Conceição, Pedro Moreira, Jaime, Tinoco, Tiago Barros, Hugo Seixas e Leandro Tatu.

in "maisfutebol.iol.pt"

Pinto da Costa em forma !!!

Villas Boas desvaloriza promessa de Jesus: «A que jornalista ele disse isso?»

Jorge Jesus disse na sexta-feira uma afirmação que faz manchete este sábado nos jornais desportivos: «Vamos ser campeões», garantiu o treinador do Benfica. Uma afirmação feita numa daquelas conferências de imprensa à Benfica TV. Uma conferência portanto em que não há perguntas: só respostas.

Ora por isso, retribuiu este sábado André Villas Boas numa conferência a sério, com perguntas e respostas, e quando confrontado com essa promessa, é uma afirmação que não vale nada. «A que jornalista é que Jesus disse isso?», questionou o treinador do F.C. Porto. «Quantos jornalistas estavam presentes?»

«As conferências de imprensa desse clube são monólogos para um canal e as mensagens são fáceis de passar porque não são confrontadas com perguntas de jornalistas, que são intervenientes no processo e têm direito a perguntar o que lhes apetece. Portanto nesse monólogo, Jesus disse que ia ser campeão.»


Ponto final, parágrafo. Houve, no entanto, uma afirmação de Jesus que merece a concordância de Villas Boas. «Em relação à primeira jornada, não conta nada. Nisso concordo. O ano passado todas as equipas empataram na primeira jornada, depois consolidaram processos e entraram num rumo que levaram até ao fim.»

O F.C. Porto e o Sp. Braga entraram a ganhar, ao contrário de Benfica e Sporting, mas um resultado negativo numa fase tão prematura da época não trará consequência, adianta Villas Boas. «O que conta é a regularidade e o arranque mau do Benfica e do Sporting não vai atrasar significativamente a luta pelo título.»

«Vitória na Supertaça já não vale nada»

Pelo caminho, Villas Boas comentou as palavras de Pinto da Costa, que também na sexta-feira à noite referiu que o F.C. Porto venceu uma taça «a uma equipa de caceteiros». Villas Boas não viu nessa afirmação uma diminuição do mérito portista. «O jogo foi como foi e foi uma vitória importante», disse.

«O presidente refere-se aos contínuos lances de agressividade que deviam ter valido cartões vermelhos. Para nós essa vitória já passou há algum tempo, não interessa só essa vitória, interessa-nos ganhar sempre, conquistar três pontos esta jornada, passar esta fase da Liga Europa e manter um percurso regular.»

«Meireles? Não é impossível que alguém bata a cláusula de rescisão»

Os últimos dez dias do mês de Agosto prometem agitação no mercado de transferências. O F.C. Porto, por exemplo, ainda continua muito activo no mercado. Otamendi está quase garantido, embora Villas Boas garanta que ainda não é reforço, o avançado Kléber não vai avançar e por isso o treinador quer outro avançado.

«Continuamos com um plantel em construção e até dia 31 tudo pode acontecer», referiu o técnico, que não fala de casos concretos, sejam eles Kléber ou até Otamendi. «Não sei se o processo estará assim tão concluído», disse sobre o central. «Enquanto não estiver concluído, tudo pode acontecer e todos podem interessar.»

Por fim, as vendas. O F.C. Porto continua no mercado também pela porta de saída, apresentando-se Raul Meireles e Fucile como dois elementos transferíveis. «Tudo pode acontecer é a resposta mais sincera. Os jogadores estão agarrados às clausulas de rescisão e não é impossível que alguém bata essas cláusulas de rescisão.»

A chamada de Hulk à selecção brasileira criou um sentimento de regozijo entre a comitiva do F.C. Porto. Villas Boas foi a voz dessa sentimento neste sábado, um dia depois da chamada do avançado portista ter sido divulgada publicamente. «É um motivo prestigioso e honroso para nós», garantiu o treinador.


Brasil: Hulk chamado à selecção, David Luiz repete convocatória

«Um jogador de uma importância extrema como é o Hulk já merecia ter ido mais vezes à selecção. Não esteve mais presente na selecção brasileira e no Mundial porque não lho permitiram. Foi castigado com um número absurdo de jogos que o retiraram dos relvados e que o penalizaram», adiantou Villas Boas.

Ora depois de ultrapassado esse problema, Hulk iniciou a nova época em boa forma e foi premiado por Mano Menezes com a segunda chamada da carreira à selecção brasileira. «Ver darem-lhe esta nova oportunidade é honroso para nós e é de louvar para um jogador lutador e bom como é o Hulk.»


in "maisfutebol.iol.pt"

Otamendi: "Tenho de estar à altura do FC Porto"

Otamendi ficou fora dos planos do Vélez para o jogo de hoje com o Argentinos; é um sinal de que a transferência para o FC Porto espera apenas o carimbo. Ele conta as horas com ansiedade, preparando-se para se despedir da camisola azul e branca que envergou durante 15 anos para vestir outra, também azul e branca. "Gostaria de jogar amanhã [hoje], mas o risco de uma lesão podia hipotecar tudo. Entendi perfeitamente." Aos 22 anos, Nicolás Otamendi está preparado para a aventura. "O FC Porto é um clube importantíssimo, que luta sempre por títulos, é um desafio, e eu sentia a necessidade de me colocar à prova. Sei que ninguém me vai dar nada de mão beijada, mas sinto-me pronto a arrancar do zero para ganhar um lugar."

Já lhe disseram que terá de substituir Bruno Alves?

Sinceramente, ainda não me inteirei de tudo, mas já estive a ver na internet quem serão os meus companheiros e os argentinos que fazem parte do grupo. Isso é importante.

Há vários sul-americanos. Por aí não deverá ter problemas...

Sim, já sei. Há argentinos, uruguaios, há o Falcao e o James Rodríguez, que conheço bem por ter jogado contra eles. Haver quem fale a mesma língua parece-me importante para entrar mais facilmente no grupo e para a adaptação.

Com Villas-Boas, já teve oportunidade de falar?

Não, não tive contacto, porque deixei tudo nas mãos do meu empresário e estou à espera que os dirigentes acertem tudo. Sou uma pessoa que vive o dia-a-dia, aproveitando as coisas à medida que vão ocorrendo. Sei é que, assim que fique tudo concretizado, terei de estar em forma para render à altura do que significa o FC Porto.

E qual é o desafio a que se propõe, que metas tem para concretizar?

Triunfar, sem dúvida. Ter um bom rendimento, e que o clube ganhe muitos títulos. Depois vê-se como evolui a carreira. Para mim, seria importante estar em bom nível para continuar a ser opção na selecção argentina.

Aqui na Argentina, a certa altura disse-se que iria para o Milan. Não foi porquê?

Não tinha passaporte comunitário. Estou a tratar disso, mas queriam que o tivesse já, pois só havia vaga para um extracomunitário.

Estreou-se há dois anos, jogou um Mundial e agora chega ao FC Porto...

É verdade que tem sido tudo muito rápido, mas sinto-me com ganas de me colocar à prova noutro futebol, de viver uma experiência nova. Não é que quisesse deixar o Vélez [Sarsfield], mas tinha vontade de enfrentar um desafio novo. Na Europa, o futebol é mais rápido, a dois toques, diferente do argentino.

Já deu para experimentar essa diferença no Mundial...

Sim, cruzei-me com os melhores. Aproveitei ao máximo, apesar da frustração que foi ser eliminado pela Alemanha. Agora compete-me fazer bem as coisas no FC Porto para ter a oportunidade de jogar outro Mundial, já com mais experiência.

Como se apresentaria aos adeptos do FC Porto?

Sou rápido e penso que bom na antecipação. Em campo, estou sempre totalmente concentrado no jogo; nem ouço o que se passa nas bancadas. Gosto de me antecipar aos avançados para que estes não possam controlar a bola. E, sim, falo muito, gosto de comandar a defesa e os meus companheiros; da defesa, temos uma visão mais alargada do campo e é importante ajudá-los.

"Lateral? Sou central..."

Contra a Alemanha, no Mundial, jogou como lateral-direito e não fez um bom jogo, mas encara a hipótese de jogar outra vez nessa posição. "Sei que não fiz um bom jogo, mas estarei sempre à disposição para o que o treinador me pedir. E se me pedirem que jogue a lateral, voltarei a fazê-lo. Sou daqueles jogadores para quem o importante é estar no campo. Mas lateral não é a minha posição; sou um central de marcação. Creio que o FC Porto pensou em mim porque precisa disso, de um central de marcação. É a função em que me sinto mais confortável, porque foi a que cumpri em toda a minha carreira."

"Boxe deu-me muita agilidade"

Ainda não sabe quando viajará, mas está pronto. Custa-lhe deixar a família, mas não chegará à Europa sozinho. É amante das tatuagens - "Tenho sete ou oito", diz, ainda que se perceba à vista desarmada que são muitas mais. No braço direito, gravou o nome dos três irmãos (Claudio, Gabriel e Cristián); no esquerdo, o dos pais (José e Silvia). No peito, gravou Morena, nome da primeira filha, e falta-lhe o de Mia, a segunda, que tem apenas uns meses. "Vou sentir falta [da família], mas todos estão contentes por mim, sobretudo a minha mãe, que me acompanhou sempre desde pequeno aos treinos", conta Chupe, alcunha pelo qual é conhecido entre familiares, referindo-se aos anos em que ia para escola e Silvia, a mãe, o esperava com o lanche que ele levava para os treinos do Vélez, algo que o obrigava a viagens de quase duas horas e a uma viagem de três autocarros para lá chegar. Membro de uma família humilde de El Talar de Pacheco, Otamendi fala dela com orgulho. "Cumpri o meu sonho ao dar uma casa à minha mãe. Assim devolvi-lhe o que fez por mim."

Brevemente deve poder levar a sua mãe para Portugal...

Sim, vamos esperar que tudo se concretize, e haverá tempo para isso. Fico contente por faltarem apenas detalhes para que ela tenha a sua casa pronta, ao lado da minha avó.

É verdade que praticou boxe?

Sim, durante um ano, num ginásio. Fui porque queria mais do que só futebol, não porque fosse conflituoso. Era até uma forma de treino para o futebol, que depois deixei. Desgastava-me muito o físico e prejudicava-me.

No que respeita ao futebol, o boxe ajudou-o em quê?

Deu-me muita agilidade nas pernas por causa dos saltos com a corda e movimentos de cintura. Além disso, o treino de boxe dá-nos outro estado atlético.

E que referência defensiva tinha em miúdo?

Segui sempre o Roberto Ayala. Era o jogador que admirava pela forma como se antecipava e como ia aos cruzamentos, pela segurança com que chegava à bola; ganhava-a sempre. No Vélez, tive a oportunidade de jogar ao lado de Seba Domínguez, que, além de companheiro, é um amigo, com quem muito converso. Deu-me sempre bons conselhos e está muito contente por mim.

"Maradona defendeu-me, estou-lhe grato"

Marcou-o ter sido dirigido por Maradona?

Foi impressionante. Estou-lhe grato por me ter levado à selecção, deu-me a hipótese de vestir a camisola do meu país, que é um momento único. Defendeu-me e levou-me ao Mundial. Gostaria que tivesse continuado, seria lindo ter a hipótese de vingar aquela eliminação. Mas não me quero esquecer do Ricardo [Gareca]. Todos os treinadores que me dirigiram nestes 15 anos no Vélez deixaram uma marca, mas foi o Gareca que me abriu as portas da primeira divisão. Com ele, tive continuidade e tornei-me no que sou hoje.

E qual seria a melhor vingança na selecção?

Gostaria de estar na Copa América do ano que vem, mas para isso tenho de estar bem no FC Porto.

in "ojogo.pt"

Meireles e Fucile trabalharam com o grupo

Os jogadores do FC Porto entregaram-se ontem a um treino de recuperação, depois de na véspera terem goleado o Genk (3-0), deixando praticamente carimbado o apuramento para a fase de grupos da Liga Europa. André Villas-Boas já pôde começar a pensar na recepção ao Beira-Mar, sendo que, para tal, continua a ter à disposição jogadores como Meireles e Fucile, apontados como possíveis transferências até ao fecho do mercado. Entretanto, Rodríguez e Guarín mantêm-se em tratamento e não deverão ser opção para domingo, assim como Hulk, que foi ao Brasil. Mariano prossegue o plano de recuperação da rotura de ligamentos do joelho direito.

in "ojogo.pt"

Falcão: "Derrotas de Benfica e Sporting eles que se preocupem..."

Três jogos oficiais, dois golos de Falcao. A média encaixa no perfil goleador confirmado na época passada, apagando eventuais desconfianças que pudessem ter sido formatadas por ter ficado em branco na pré-temporada. "Quero melhorar", avisa o colombiano, pouco ou nada interessado em insistir nas comparações com o rendimento da última época. "Temos trabalhado de forma a que eu possa colaborar com golos para as vitórias. Se vai ser como no ano passado, depois se vê o que posso fazer", disse, no rescaldo de uma vitória categórica na Bélgica. Aliás, tudo começou num penálti que fez explodir os protestos dos adeptos do Genk. Falcao não percebe porquê: "Foi falta. O defesa tocou-me no tornozelo; foi penálti. Coube-me a tarefa de o marcar e consegui, dando-nos vantagem no resultado." Uma vantagem que engordou na segunda parte, deixando os portistas praticamente qualificados para a fase de grupos. "Sim, foi um resultado que nos dá muita tranquilidade", concordou o avançado. "Ganhar fora permite-nos jogar no Dragão com a certeza de que temos uma vantagem importante para garantir a qualificação. Mas há que confirmar no Porto o que fizemos na Bélgica", remata.

A ambição projectada por Villas-Boas, que não escondeu o objectivo de vencer a Liga Europa, encontra eco em Falcao, ainda que com algumas cautelas. "Vamos passo a passo. Ainda temos um jogo importante na Liga Europa na próxima semana e temos de ir assim, avançando aos poucos. Mas queremos, obviamente, ir até à final." Em Genk, depois de marcar o golo, o colombiano correu para o banco para levantar uma camisola de Hulk. "Foi importante fazê-lo, porque ele está a precisar do nosso apoio. Estamos com ele neste momento difícil, unidos no sofrimento", explicou, lembrando a tragédia que afectou o brasileiro.

Encerrado por uns dias o capítulo Liga Europa, Falcao reabre o dossiê campeonato. O FC Porto já tem vantagem sobre a concorrência directa. "As vantagens conseguem-se ganhando os jogos, e é isso que tentamos fazer", disse, procurando driblar a referência às derrotas de Benfica e Sporting na primeira jornada. Insistiu-se, e o colombiano foi directo ao assunto: "Eles que se preocupem com isso. A nós preocupa-nos apenas o que faz o FC Porto."

Pronto a marcar de livre, diz ele

Falcao utilizou a sua página no Twitter para assinalar um detalhe que achou curioso. "Repararam que marquei um livre? Tinha-vos dito... Passou muito perto, pode ser que seja no domingo...", disse. Falcao marcou o livre da falta sobre João Moutinho, além de ter marcado o penálti. Dois lances de bola parada para os quais não havia Hulk.

in "ojogo.pt"

F.C. Porto: Colômbia chama Falcao e Guarín

O seleccionador colombiano, Hernán Dário Gomez, convocou os portistas Guarín e Falcao. Os dois jogadores do F.C. Porto são presença assídua na selecção sul-americana e o técnico chamou-os patra os particulares frente à Venezuela e ao México, a 3 e 8 de Setembro.

Hulk e David Luiz, da Bahia para a selecção: «Nunca mais saem»

Pela primeira vez, Hulk e David Luiz vão partilhar balneário desde que atingiram a vida adulta. O avançado do F.C. Porto foi convocado por Mano Menezes para a selecção brasileira, tal como o defesa do Benfica. ambos têm uma história comum, como o Maisfutebol já dera conta, por alturas do clássico entre águias e dragões, na época passada. Agora que a dupla chegou ao «escrete», diz quem viu Hulk e David Luiz crescer que nunca mais saem das escolhas do seleccionador.

João Paulo Sampaio orientou os dois futebolistas, pouco conhecidos no Brasil, mas protagonistas em Portugal. O antigo treinador da formação do Vitória da Bahia, onde ambos se formaram, começa por mostrar-se orgulho com a chamada do central e do avançado e até acredita que é bom prenúncio para a selecção. «Em 1994 e 2002 havia jogadores que foram formados pelo Vitória e o Brasil saiu campeão», recorda o técnico, apontando a Bebeto e Vampeta.

Depois, João Paulo Sampaio começou a falar dos «meninos» que viu crescer. «Sabíamos que o David Luiz quando fosse convocado, não ia sair mais, é o que vai acontecer, já foi titular nos sub-20 e agora vai ser pela selecção principal», declara o coordenador das camadas jovens do emblema baiano.

«O Hulk vai ser a mesma coisa», considera João Paulo Sampaio, para lembrar que o «Incrível» já esteve na equipa antes. «Mas agora vai ter mais tempo, porque quando foi chamado pelo Dunga jogou pouco e o grupo estava quase fechado para o Mundial», analisa. «Por isso, acho que o Hulk, agora, vai ser como o David Luiz, vai mostrar-se e acredito que não sai mais, que vai continuar, embora a concorrência maior que para David Luiz», disse.

«Hulk pode ter ainda mais sucesso» e os DVD de David Luiz

João Paulo Sampaio recuou no tempo e recordou que Dunga colocou Hulk numa posição que não beneficiou o avançado do F.C. Porto. No entanto, o técnico, que acompanha a carreira do avançado, argumenta que «o Hulk demora no tempo de passar a bola, ele gosta de levá-la para depois rematar, mas por vezes perde-a e isso dá muito contra-ataque, portanto, quando ele amadurecer nesse pormenor, vai ter ainda mais sucesso», considerou.

João Paulo Sampaio não esquece, porém, o agradecimento a Hulk e David Luiz, que têm bem presente as raízes futebolísticas. «Eles ajudam o clube, trazem camisola do F.C. Porto, do Benfica», disse o técnico, para contar que David Luiz «colocou DVD em todos os quartos dos meninos, aqui no centro de treinos».

in "maisfutebol.iol.pt"

«Quero melhores marcas e temos equipa para isso»

Falcão entrou com o pé direito na nova temporada e já marcou 2 golos em 3 jogos. Benfica e Genk provaram o veneno do colombiano que, curiosamente, os dragões desviaram da Luz no verão passado e que veio a sagrar-se o segundo melhor marcador, com apenas menos um remate certeiro do que Oscar Cardozo. Já perfeitamente ambientado à Invicta e ao futebol europeu, Falcão vê-se a voar mais alto. “Comecei bem e quero atingir melhores marcas. Aqui no FC Porto temos uma equipa a trabalhar para isso”, aponta, sem querer traçar o número de golos que já o deixaria realizado.

O último, anteontem em Genk, surgiu de bola parada, num lance muito contestado pelos adeptos da casa. O colombiano foi o interveniente de toda a ação e, melhor do que as repetições televisivas, fala do que sentiu, literalmente. “Foi falta clara! O defesa acertou-me no tornozelo e não há dúvidas de que tinha de ser marcada grande penalidade. Estava tranquilo e concretizei”, recorda, de sorriso na cara.

Caminhada

Ultrapassado o primeiro teste nas competições europeias, o goleador sul-americano coloca alguma água na fervura dos adeptos mais entusiastas e só a muito custo partilha da ambição já demonstrada por André Villas-Boas. “Temos de pensar passo a passo. Por enquanto, queremo-nos começar a concentrar no encontro da 2.ª mão, que será o mais difícil, e só depois iremos pensar na frase de grupos. Ganhar a Liga Europa? Claro que queremos ir até ao final...”, assume.

Voltemos, então, ao playoff para saber o que Falcão tem a dizer sobre o duelo com os belgas do Genk: “O resultado foi excelente. Dá muita tranquilidade. Vencer fora é sempre importante e o 3-0 vai-nos permitir gerir a vantagem em casa. Mas há erros a retificar no Porto.”

in "record.pt"

Os sonhos de Otamendi num adeus de emoções

Ricardo Gareca negou a Otamendi uma despedida no relvado. O treinador excluiu o central do jogo de hoje, frente ao Argentinos Juniors, confirmando-se que o processo de transferência está a ser ultimado. Aliás, o defesa já o admitiu nas suas declarações. “A venda está a 85 por cento”, dizia ao início da tarde.

As conversações desenrolaram-se e, à hora do fecho desta edição, estavam a ser concluídas. Otamendi não escondeu as emoções. “Passam mil coisas pela minha cabeça. O FC Porto interessou-se por mim e é um grande clube de Portugal”, disse quem vai encontrar outro nível competitivo e outro nível financeiro. “Estou a acabar a casa da minha mãe, era esse o meu sonho e posso concretizá-lo. Sou uma pessoa modesta, vivo num bairro humilde e não chamo à atenção. Não vou mudar agora, por muito que a Europa seja outro luxo, como me dizem na seleção”, contou o jovem de 22 anos, ainda pouco identificado com o seu novo clube.

“Não me informei. Conheço os argentinos e também sei que o Falcão está lá, mas nem sei quais são os centrais que têm jogado e vou arrancar do zero, não tenho nada garantido e é claro que vou ter de lutar pelo meu posto”, antecipou Otamendi, que hoje vai ao estádio para se despedir dos adeptos. O central treinou-se ontem pela última vez, reconhecendo emoções contraditórias. “Espero ir ao balneário dizer adeus. Estou contento porque este é o momento certo para sair, mas triste porque deixo cá muitos amigos”, disse à Radio La Red, já depois de ter sido convidado para um programa da emissora oficial do Vélez, o que dá contornos muito nítidos à transferência.

Otamendi é esperado em Portugal no início da próxima semana, sendo improvável que jogue frente ao Rio Ave, em jogo da 3.ª jornada da Liga. A paragem competitiva vai favorecer a sua integração, até porque o central não está na convocatória da Argentina, que só contempla jogadores que atuam na Europa. Esse é o passo que o internacional se prepara para dar, ele que insiste nas referências às suas origens: “Ainda moro ao lado da minha avó e não quero sair de lá, aquele é o nosso bairro.”

in "record.pt"

James não está inscrito e falha jogo de amanhã

O FC Porto ainda não pode utilizar James Rodríguez. O processo de inscrição do reforço colombiano não ficou concluído no dia de ontem e, assim sendo, o extremo é carta fora do baralho para a receção ao Beira-Mar. Villas-Boas regista muitas baixas nas alas, sendo El Bandido um caso burocrático que os dragões pensavam poder concluir esta semana, o que não veio a acontecer.

Com o Banfield a reclamar um pagamento em falta, o certificado internacional do jogador de 19 anos não segue para a FPF, o que impede a utilização do jovem que custou 5,1 milhões de euros à SAD azul e branca.

Com Hulk no Brasil e Rodríguez e Mariano a recuperar de lesão, a ausência de James limita as opções de Villas-Boas a Ukra e a Varela. Foram estes os jogadores a alinhar de início frente ao Genk e tudo aponta para que sejam novamente eles os eleitos para o encontro de amanhã. Isto se o treinador reforçar a aposta no 4x3x3, o seu sistema preferencial, mas para o qual já há duas alternativas testadas, nomeadamente o 4x4x2 em losango e o 4x2x3x1. Sendo improvável que Villas-Boas mude diante do Beira-Mar, Ukra e Varela têm a titularidade à mercê.

in "record.pt"

Pinto da Costa: «Ganhámos uma taça a uns caceteiros»

Pinto da Costa referiu-se esta noite de forma irónica aos recentes triunfos do FC Porto e apelidou os jogadores do Benfica de "caceteiros", frente a quem os dragões ganharam a Supertaça no início deste mês de agosto. As declarações foram proferidas num jantar em Vila Praia de Âncora, na sequência da inauguração da Casa de Caminha, onde estiveram perto de 300 adeptos.

"Não estamos aqui a festejar porque não ganhámos nada", começou por dizer o líder portista. "Vencemos apenas um jogo do playoff da Liga Europa; vencemos um jogo do campeonato e ganhámos uma taça a uns caceiteiros. Isto, comparado com quem já ganhou Taças Europeias, Intercontinentais, Taças UEFA e não sei quantos campeonatos, realmente não é nada", disse.

in "Record.pt"

Semana de acertos no plantel e... vem aí mais um avançado

Raul Meireles e Fucile têm pouco mais de uma semana para resolver a situação.


O assunto, já se percebeu, incomoda Villas Boas. Afinal, o que é que se passa com Fucile e com Meireles? O médio até esteve na Supertaça, mas deixou de figurar nas convocatórias e, sim, é um sinal de que está mais fora do Dragão do que dentro.

O treinador nega que as ausências nas convocatórias, de um e de outro jogadores, sejam sinais de que estão de saída. Fucile tinha o Schalke 04 como grande pretendente, e ainda terá, Meireles tem mercado em Inglaterra, mas que se saiba não chegou qualquer proposta em letra de forma à SAD portista. Pela frente, está pouco mais de uma semana para resolver estes dois casos, uma vez que a janela de transferências fecha a 31 do corrente.

No sentido contrário, o das entradas, o plantel também não está fechado. O FC Porto continua no mercado por mais um ponta-de-lança, depois da difícil contratação de Walter e do fracasso, por motivos alheios ao clube, de Kléber.

É seguro, tal como A BOLA escreveu, que o FC Porto vai buscar outro ponta-de-lança (não seria Sálvio, que tem outras características) e também é muito provável que a solução seja encontrada no mercado português...
 
in "record.pt"

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quatro ausentes no treino

Depois do triunfo (3-0) na Bélgica frente ao Genk, para a Liga Europa, o FC Porto regressou esta sexta-feira de manhã aos trabalhos, dando início à preparação para o desafio com o Beira-Mar, no domingo, para a Liga Zon Sagres.


Os titulares da partida europeia fizeram trabalho de recuperação, como é habitual nestas situações. De resto, o técnico André Villas-Boas não pôde contar com quatro atletas. Hulk está ainda no Brasil depois do falecimento da sobrinha, ao passo que Mariano González, Cristian Rodríguez e Freddy Guarín continuam a recuperar das respetivas lesões.

De referir que no sábado Villas-Boas fará a antevisão da partida com a turma aveirense, que se realiza no Estádio do Dragão.

in "record.pt"

Otamendi: "FC Porto? É o desafio que quero"

Otamendi vai mesmo colmatar a vaga deixada em aberto pela saída de Bruno Alves para o Zenit, estando cada vez mais próximo de ser oficializado como jogador do FC Porto. Depois das declarações proferidas ontem por André Villas-Boas sobre o internacional argentino (pág. 6), também Julio Baldomar, vice-presidente do Vélez, deixou entender, em declarações a O JOGO, que as negociações entre os dois clubes estão praticamente concluídas. "A proposta que nos fizeram chegar está dentro daquilo que o Vélez considera positivo para o clube, e por isso é que os dirigentes do FC Porto viajaram para a Argentina com o objectivo de fechar em definitivo o negócio. Estamos a falar de um bom valor para o futebol argentino... Pode chegar aos oito milhões de euros, dependendo das negociações finais e das formas que vamos encontrar para efectuar o pagamento. Também podíamos ficar com uma percentagem numa futura venda. Ainda estamos a estudar as mais variadas formas possíveis para concretizar o negócio." À margem das negociações continua Otamendi - ontem voltou a treinar no Vélez -, apesar de já ter abordado, a O JOGO, a possibilidade de se tornar jogador do FC Porto. "Estou um pouco distante dos pormenores sobre as negociações, mas sei que a venda ao FC Porto está muito perto de se concretizar. Vai ser um passo muito importante na minha carreira. Sei da importância que o clube tem em Portugal, que é um clube muito grande, e que disputa todos os anos as competições europeias. Este é o tipo de desafio que quero ter", explicou o defesa.

in "ojogo.pt"

Discurso Directo

João Moutinho

"Decidi sair para onde pudesse ganhar"

Pouco depois de ter participado na vitória por 3-0 do FC Porto sobre o Genk e numa altura em que, em Alvalade, o Sporting perdia com o Brondby, João Moutinho cedeu à insistência dos jornalistas e aceitou, pela primeira vez, comentar as declarações do presidente do Sporting sobre a sua saída de Alvalade. José Eduardo Bettencourt, recorde-se, chamou "maçã podre" ao antigo capitão sportinguista. "Acho que isso não é verdade. Como sempre disse, estou agradecido ao Sporting e aos sócios e eles sabem que sempre dei tudo ao clube. Os meus amigos e colegas também sabem que não é verdade. No Sporting queriam que não ficasse e decidi sair para um clube onde pudesse ganhar", começou por referir. A insistência na expressão utilizada pelo dirigente do Sporting mereceu uma reacção de João Moutinho. "São palavras proferidas por ele, ele que as explique. Não gostei de as ouvir, mas costuma dizer-se que a personalidade das pessoas se vê nas adversidades e foi isso que aconteceu. Dói ouvir isso, mas penso apenas no FC Porto que é o clube que represento", frisou, negando que seja a raiva a servir-lhe de combustível. "Estou sempre pronto para dar o melhor e não é por raiva que isso acontece. Vou dar sempre tudo como fazia antes", concluiu.

Helton

"Soubemos sofrer"

Uma boa mão-cheia de defesas decisivas de Helton permitiram ao FC Porto sair de Genk sem golos sofridos e com um resultado que praticamente garante o acesso à fase de grupos da Liga Europa. O guarda-redes brasileiro fez questão de distribuir os louros pelo resultado, garantindo que "toda a equipa trabalhou para esta vitória". "Agora saberemos todos fazer a auto-análise ao que se passou, mas estou muito feliz por ter contribuído para o resultado", acrescentou, explicando logo a seguir que auto-análise é essa que a equipa vai fazer. "Soubemos sofrer", explicou. "Tivemos momentos em que tínhamos de controlar o jogo e com conversa e trabalho, vamos corrigir o que correu menos bem." Com um seleccionador novo no Brasil - Mano Menezes sucedeu a Dunga - Helton não coloca de parte a hipótese de voltar à canarinha. "A minha obrigação é trabalhar para ajudar o FC Porto. A selecção é uma consequência desse trabalho e se tiver outra oportunidade, certamente vou fazer tudo para aproveitar."

DISCURSO DIRECTO

Podíamos ter marcado mais golos na primeira parte e depois as coisas complicaram-se um pouco. Marquei um lindo golo. Espero que este seja o meu ano. Estou a tentar fazer tudo o que o técnico quer para tentar melhorar o nível do ano passado. Não acho que haja mais concorrência este ano. Há que lutar por um lugar. Mudou o treinador e há sempre novas expectativas e vontade de corrigir os erros do ano passado. Queremos voltar à Champions porque o FC Porto pertence lá.

Belluschi

Apesar de ter marcado, estou aqui mais para servir os meus companheiros do que para fazer golos, mas se tiver a oportunidade, como aconteceu neste jogo, nunca vou deixar de tentar. Não podia ter desejado melhor estreia nas competições europeias e este resultado dá algum conforto para o jogo em casa. Sempre ambicionei jogar numa prova como esta. O futebol europeu é mais rápido e estou a adaptar-me bem, até porque tenho aprendido muito com os conselhos do Fernando e do mister.

Souza

Foi uma vitória importante para as nossas aspirações nesta competição. Este resultado dá-nos alguma tranquilidade e podemos gerir o jogo da segunda mão de outra forma. Aproveito a oportunidade para dedicar esta vitória ao Hulk. Estamos todos com eles. Quanto à minha exibição, posso dizer que me senti muito bem na estreia. Não sei se vou continuar a jogar, mas o mister já sabe que se quiser continuar a apostar em mim, estarei sempre preparado para tentar ajudar a equipa

Ukra

in "ojogo.pt"

André Villas-Boas: "Conseguimos explorar a ganância do Genk"


O resultado folgado de ontem colocou praticamente o FC Porto na fase de grupos da Liga Europa, mas André Villas-Boas rejeitou a ideia de que haverá facilidades nesta competição. "Há equipas importantes nesta prova. Este é o nosso primeiro passo, mas há mais passos para vencer, e apesar de ter sido um resultado expressivo, não é tranquilo, porque o Genk é uma equipa goleadora e que cria dificuldades." O treinador não concordou com a ideia de que o resultado foi exagerado para aquilo que se passou em campo e explicou o jogo mais detalhadamente. "Construímos o 1-0 e criámos oportunidades para chegar ao 3-0. Partimos da expulsão deles para matar o jogo. É um facto que o Helton fez uma grande exibição e poderíamos ter controlado o jogo de outra forma, até porque depois do primeiro golo não procurámos o segundo de uma forma cautelosa. Em vez disso, fomos agressivos e o Genk acabou por aproveitar as nossas perdas de bola para se aproximar da baliza. Eles não tinham nada a perder, apostaram numa defesa a três, ficaram expostos e nós conseguimos explorar essa ganância." Neste contexto, segue-se a explicação para as substituições aparentemente cautelosas. "Queria jogar com os desequilíbrios, porque sentia que a equipa ganhava as bolas e depois ficava um pouco intranquila. Com as substituições, a ideia era trazer mais posse e chegar à baliza do Genk de uma forma mais sustentada. Só que, de vez em quando, houve erros na saída de bola e o Genk explorou isso. Há coisas que registámos e sabemos que temos de evoluir. De qualquer forma, levámos três jogos sem sofrer golos." Villas-Boas desvalorizou ainda as muitas oportunidades criadas pelo Genk - voltou a elogiar Helton - e não concordou com as críticas à arbitragem. "Disseram-me que é penálti. Para mim é assunto encerrado, mas para o Vercauteren será o assunto da semana."

O treinador negou ainda interesse em Salvio - assinou pelo Benfica - e reconheceu qualidades a Otamendi. "A história diz que levamos a melhor quando entramos numa disputa de mercado com o Benfica. Portanto, se tivéssemos entrado na corrida, o Salvio estaria no plantel do FC Porto. Quanto ao Otamendi, o importante foi definir um perfil. Se ele é um bom jogador, também tem outras equipas europeias interessadas. Apesar disso, penso que se o FC Porto entrar na corrida, ele virá."

As últimas palavras foram para Hulk. "Neste momento, nem sequer está em equação o seu regresso. Ele é que definirá o momento, quando se sentir confortável para isso, porque tem essa liberdade. O clube deseja que ele ultrapasse esta fase difícil o mais rapidamente possível. Fomos invadidos por um sentimento de tristeza e queremos dedicar esta vitória a um companheiro."

in "ojogo.pt"

A Estrela: Helton (8)

Capitão deu consistência a uma vitória folgada

Pode parecer estranho ver surgir Helton como figura num jogo em que o FC Porto acabou por golear o seu adversário, mas a verdade é que se os azuis e brancos transformaram o encontro da segunda mão numa formalidade, devem-no bem ao brasileiro. Helton transmitiu confiança com intervenções seguras e começou logo com a defesa da noite, a remate de Barda (56'), que desviou para canto. Nova intervenção preciosa (75') numa entrada de Buffel e depois (86') voltou a negar o golo a Dugary.

Souza rebentou Cristal à bomba


Sapunaru 5

Não passou por grande situações de apuro, ao contrário do que se previa, com a estrela do Genk, De Bruyne, no seu raio de acção. Com a bola nos pés, foi lento, não conseguiu criar profundidade e um melhor dinamismo pelo corredor direito.

Rolando 5

Pareceu menos sereno nos cortes do que habitualmente. Facilitou na marcação a Vossen (8') e permitiu o remate do avançado quando parecia ter o lance controlado. Subiu mais no terreno do que Maicon para apoiar o meio-campo. Dobrou bem Helton (86') em mais um lance de perigo do Genk.

Maicon 5

Depois de uma primeira parte sem manchas, uma desatenção do brasileiro (52') ia custando um golo, mas Helton defendeu o remate de Barda. A seguir voltou a deixar-se surpreender, desta vez por Buffel (75'), que entrou pelas costas e só não marcou devido à intervenção de Helton.

Álvaro Pereira 5

Algumas dificuldades no período de maior assédio do Genk à baliza do FC Porto, designadamente com as entradas nas costas dos adversários. Até ali, Buffel e Vossen, que foram caindo na seu espaço, não lhe colocaram grandes problemas. A atacar, notou-se a falta de rotina com Ukra, que começou na esquerda, levando-o a procurar descair para o meio para tentar encontrar uma solução.

Fernando 6

Está um jogador diferente, com um raio de acção mais amplo, e ontem não se coibiu de fazer passes bem medidos para as costas da defesa belga para Varela (7', 16'). Sem bola, esteve atento nas compensações e entregou-se à luta pela recuperação. Chegou atrasado à marcação de Ogunjimi (55'), que falhou a emenda para o golo, mas saiu-se bem, apesar de perder a noção da colocação do terreno em certas alturas.

Belluschi 6

Um golo alcançado com uma bola bem colocada salvou uma exibição menos conseguida, com lances em que se notou uma certa falta de concentração e perdas de bola que não costuma permitir. No meio-campo, Belluschi foi dos que mais sofreram com a superioridade numérica do Genk. Antes, o argentino tinha recarregado um remate de Falcao (12'), mas sem sucesso.

Moutinho 5

Não teve o peso desejado no futebol da equipa e não foi o jogador esperado para dinamizar o jogo. A marcação apertada dos belgas no meio-campo privou-o de espaço nas transições, e os passes nem sempre lhe saíram bem doseados.

Ukra 5

O azar de Hulk fez dele titular inesperado, mas esteve longe de aproveitar a oportunidade de se mostrar, melhorando apenas quando passou do flanco esquerdo para o direito, por onde criou perigo (45') numa excelente iniciativa, ao passar por dois defesas e rematar para Courtois brilhar.

Varela 4

Começou bem, com um cruzamento atrasado (13') a passe de Fernando que Matoukou cortou, mas pouco ou nada se viu até à sua substituição (60'). Incapaz de imprimir velocidade e de explodir pelo seu flanco, como se pede a um extremo. Muito apagado.

Falcao 6

Sofreu uma falta para grande penalidade num lance em que mostrou a sua experiência nestas andanças, quando fazia um compasso de espera para receber mais apoio no ataque. Depois não se deixou contagiar pela pressão de ter de transformar o castigo máximo e marcou um golo importante, mais um, depois de se ter estreado esta época contra o Benfica. Antes (12'), já tinha criado perigo com um remate (12') que Joneleit deteve.

Souza 6

Substituiu Varela (60') para ajudar a segurar o meio-campo, que o Genk dominou numa fase em que veio para cima da área do FC Porto para tentar empatar. Curiosamente, foi ele que acabou por marcar o golo (83') que garantiu a vitória portista, com um remate frontal fulminante.

Rúben Micael 6

Villas-Boas trocou Ukra pelo madeirense (74'). Muito bem no lance do segundo golo, no compasso de espera para meter a bola redondinha para o golo de Souza.

Walter 4

Seis minutos em campo, sem tempo para se mostrar.

in "ojogo.pt"

Jogo com pés, mãos e ainda a cabeça de Villas-Boas

Está feito: o FC Porto está a 90 minutos burocráticos de entrar formalmente na Liga Europa depois de uma exibição com ares de Champions. A equação de sucesso começou na inteligência de Falcao e ganhou consistência nas mãos de Helton, solidificando-se em definitivo com um tiro de Souza e com a arte de Belluschi. Quatro sul-americanos frios. Pelo meio, ainda houve dedo de André Villas-Boas, que mexeu - e bem - no que não funcionava. Terá servido de exemplo para outras batalhas, porque esta está ganha.

Vamos às explicações. Por mais que se queira fugir da referência, porque a ideia não é que soe a desculpa, a verdade é que este jogo começou antes... de começar. Sem Hulk, Villas-Boas viu-se forçado ao improviso, sabendo de antemão que, sem ele, perdia a mola que mexe verdadeiramente com a velocidade do jogo. E notou-se.

Ukra foi a aposta, mas é preciso um bocadinho mais do que assinalar essa entrada directa no onze. Surpreendentemente, ainda que familiarizado com o flanco, Ukra posicionou-se à esquerda, deslocando Varela para o lado contrário. Porquê? Talvez porque Villas-Boas não estivesse convencido de que Sapunaru daria ao flanco, de forma regular, a profundidade desejada, e que Álvaro Pereira garantia do lado contrário. Assim, trocando, equilibrava à esquerda um lateral atrevido com o extremo menos rotinado; à direita, conjugava um Sapunaru mais contido com a irreverência de Varela. Uma irreverência teórica, porque Varela foi quase sempre discreto até sair. Belluschi também demorou a arrancar, perdendo-se em deslizes de atenção num meio-campo que, por causa da diferença de desenhos, foi garantindo ao Genk superioridade numérica até às entradas certeiras de Souza e Rúben Micael. Não era uma superioridade de talento, a do Genk, mas, mesmo assim, ter gente a mais nessa zona foi atrapalhando a construção de jogo aos portistas, espevitados aqui e ali por algumas aberturas de Fernando e pela natureza incansável de Falcao.

Incansável e inteligente. Numa jogada que parecia perdida, porque não tinha companhia, o colombiano fez um compasso de espera com a bola nos pés, já na área, e Joneleit fez o resto: uma falta que o árbitro viu e que o público nem queria acreditar que tivesse existido. Indiferente aos assobios, Falcao marcou o penálti e deu a um FC Porto que jogava à velocidade de quem sabia que a eliminatória se podia resolver a duas mãos (e que esta era em casa do adversário, convém lembrar...) uma tranquilidade adicional. O jogo era bonito? Não, não era, mas o FC Porto, mais apostado em moer o juízo ao adversário do que em asfixiá-lo com uma pressão vistosa, tinha-o nas mãos. Deixou-o escorregar por entre os dedos no início da segunda parte, altura em que o Genk imprimiu outra velocidade, esbarrando na segurança de Helton. Uma, duas, três vezes.

Villas-Boas cansou-se e resolveu corrigir: apostou primeiro em Souza, depois em Rúben, sacrificando os dois alas, e - embora com a ajuda preciosa de Matoukou, expulso aos 66' - recuperou o controlo das operações. Uma ou outra vez quebrado por erros nos passes e desatenções defensivas que Helton foi resolvendo até que o resultado magro, virou goleada farta; primeiro com uma bomba de Souza, depois com a arte de Belluschi. Ponto final nesta história e, sem dúvida alguma, nesta eliminatória.

in "ojogo.pt"

Maldição em cacos

Nem uma terrível tradição em solo belga conseguiu travar um FC Porto que soma 3 vitórias consecutivas, 6 golos marcados e... nenhum sofrido em 2010/11. O registo é perfeito e o sucesso perante o Genk tem o valor acrescido de ter resolvido, de imediato, a questão da entrada na fase de grupos da Liga Europa.

A estreia de André Villas-Boas como treinador em jogos internacionais foi resolvida com a maior das naturalidades e nem sequer a ausência de última hora, de Hulk, se revelou um problema insanável para os azuis e brancos.

Após muitos momentos amargos vividos ao longo dos anos frente ao Anderlecht, mas também contra o Standard Liège e Brugges, a visita ao Genk revelou-se um bálsamo execional, até porque estava perante o FC Porto uma formação que reparte a liderança do seu campeonato. A Bélgica ficou mais doce.

Novidades

O triunfo em Genk será lembrado por diversos motivos, mas um dos que podem ter peso em termos futuros é o alargar de opções que concede maior profundidade ao plantel. O jovem Ukra foi lançado para o onze em face da ausência de Hulk. Walter, um avançado no qual se depositam fortes esperanças de um elevado rendimento, fez a sua estreia oficial pelos dragões. No entanto, desta vez o suplente mais precioso foi o brasileiro Souza, que apontou um golo importante para consolidar a vantagem no marcador.

De resto, e depois de na época passada a falta de ajuda dos médios na finalização ter sido um lastro para a equipa, ontem já houve dose dupla com, para além de Souza, também Belluschi a fazer o gosto ao pé.

in "record.pt"

Palito passou a ser oficial - Alvaro Pereira muda de nome

O mundo do futebol está recheado de alcunhas, algumas delas até bem curiosas, e Alvaro Pereira oficializou ontem a dele. O uruguaio há muito que é conhecido por Palito, mas nunca tinha jogado com esse nome nas costas. Até chegar a Genk.

O esguio lateral sul-americano começou a ser tratado dessa forma no Quilmes e gostou tanto que quando chegou ao Dragão não se inibiu de contar a alcunha aos mais recentes colegas. Agora, já toda a Europa sabe...

in "record.pt"

Video - Genk 0 - FC Porto 3

Otamendi garantido na defesa portista

Nicolas Otamendi estava ontem praticamente de abalada para o Porto, com a transferência presa por questões de pormenor alegadamente relacionados com as formas de pagamento.

Fernando Raffaini, presidente do Velez Sarsfield, já admitia a saída do jogador rumo ao FC Porto desde ontem, quando, no final de uma primeira reunião a sós com Marcelo Simonian (empresário mandatado pelos dragões), afirmou existir «um princípio de acordo, mas é preciso discutir algumas coisas mais...», impondo um dia de intervalo negocial para comunicar aos seus pares as duas propostas em mão.

Dessas duas propostas discutidas com o agente que trouxe, entre outros, Lucho González para o dragão, a que mais discussão motivou foi a da compra integral do passe, com o pagamento de metade do valor à cabeça e «os outros 50 por cento em duas tranches posteriores, mas com a brevidade possível», revelou Raffaini.

Uma segunda proposta, menos do agrado do Velez, apontava para a compra de uma parcela maioritária do passe, entre 50 e 70 por cento, por parte do FC Porto, admitindo-se, nessa alternativa, que o próprio Simonian adquirisse o restante dos direitos do jovem internacional argentino.

O valor considerado para início das negociações foi de 10 milhões de dólares, aproximadamente 7,8 milhões de euros, um valor um terço abaixo da cotação do jogador (15 milhões de dólares) e que, por isso mesmo, deu ao FC Porto margem para avançar até à eventual aquisição total do passe, algo em discussão na altura em que esta edição saía para as bancas.

Pela parte do FC Porto, não há ainda a garantia oficial da transferência, mas A BOLA sabe que o jogador poderá ser anunciado, durante o dia de hoje, com a natural comunicação à CMVM.

in "abola.pt"

Moutinho: «Chamarem-me maçã podre sempre dói»

João Moutinho garantiu esta quinta-feira, no final da vitória do F.C. Porto sobre o Genk, em jogo da Liga Europa, que lhe doeu ouvir o presidente do Sporting tratá-lo por «maçã podre». «Claro que sempre dói, mas não pensei nisso mas sim no F.C. Porto, clube que estou agora a representar», disse o médio citado pela Agência Lusa.

Pelo caminho, o médio que se impôs rapidamente no F.C. Porto disse que «as palavras ficam com quem as diz». «Estou sempre motivado e não é pela raiva que vou tentar dar mais de mim, dei sempre tudo e vou continuar a dar», acrescentou, deixando a entender que não vai dar importância ao que disse José Eduardo Bettencourt.

João Moutinho, recorde-se, deixou o Sporting neste início de época para se transferir para o F.C. Porto, que pagou 10 milhões de euros e cedeu o central Nuno André Coelho ao rival de Lisboa para assegurar a contratação do antigo capitão leonino. Desde que chegou ao Dragão, Moutinho foi titular em todos os jogos oficiais.

in "maisfutebol.iol.pt"