quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Tóquio, 25 anos: as memórias de Madjer e Gomes


Taça Intercontinental de 1987A primeira vitória do FC Porto na Taça Intercontinental foi há 25 anos. Na neve de Tóquio, frente ao Peñarol. A recordação desse momento pela voz dos protagonistas, num artigo originalmente publicado em dezembro de 2004, quando o FC Porto jogou a sua segunda Intercontinental, a última edição naquele formato. 

42 minutos. Jaime Magalhães recupera a bola a meio-campo e solicita Madjer de imediato na direita, que finta Dominguez. Sem perder tempo, remata cruzado, a bola fica parada quase em cima da linha de baliza e surge Fernando Gomes, que se antecipa a Herrera e faz o 1-0.

Foi este o primeiro momento de triunfo registado a 13 de Dezembro de 1987, no Estádio Olímpico de Tóquio, sob um incessante nevão. O F.C. Porto ainda não era «campeão do mundo», como lhe chamariam na altura, porque os uruguaios do Peñarol viriam a empatar aos 80 minutos, por Viera, mas o tal golo de Gomes serviu para provar que era possível jogar naquele terreno impraticável, um lamaçal gelado, e vencer. Comprovando esse facto, já durante a segunda parte do prolongamento, Madjer pegou na bola amarela e despachou-a para o fundo da baliza de Pereira, fazendo-lhe um chapéu a mais de trinta metros da baliza.

Os heróis da altura mantêm as memórias frescas. «Lembro-me muito bem do jogo. O clima era péssimo, o campo impraticável, por isso as condições eram terríveis e ainda havia o Peñarol, que era uma belíssima equipa. A nossa única vontade era vencer e felizmente conseguimos. O Gomes marcou o primeiro golo, após uma jogada minha na direita; os uruguaios empataram e, finalmente, no prolongamento o Sousa recuperou a bola, chutou-a para a frente, o defesa não consegue controlar e eu venho de trás. Percebendo que o guarda-redes estava fora da baliza, chutei a bola mais ou menos do meio-campo, e esta, quando bateu no relvado, rolou muito levemente e houve algum suspense, mas acabaria por entrar», recorda Madjer ao Maisfutebol.

Para o argelino maravilhoso, este foi um dos melhores momentos da sua carreira. Não houve neve suficiente que o travasse: «Na altura até acho que não tivemos muitos problemas, porque enquanto estávamos a correr ficávamos quentinhos. O pior foi quando o jogo acabou, porque realmente estava muito frio, o que já nem interessava, porque éramos campeões».

Orgulho de «capitão»

Fernando Gomes, o bi-bota de ouro, esteve igualmente em destaque naquela madrugada louca de Tóquio. «Sabe, nunca cheguei a ver o jogo pela televisão. Até hoje apenas guardo as memórias daquilo que senti dentro de campo», confessa, conseguindo provar com toda a certeza o que tinha dito ao explicar minuciosamente o golo que marcou.

O ex-avançado resume os sentimentos em algumas palavras elogiosas para com todos os seus colegas da altura. «Tenho de realçar o comportamento dos jogadores sob aquelas condições. Foi o jogo mais difícil que tive na minha carreira, como com certeza o foi para todos os meus colegas. Mas valeu a pena, porque continuamos a ser a única equipa portuguesa com esse título. Fiquei muito feliz, porque para além de ter marcado o golo, fui o capitão e levantei a taça», abordou. De facto, Gomes levantou a Intercontinental, enquanto Lima Pereira se encarregou da Toyota Cup e Madjer da chave dourada do automóvel, prémio por ter sido o melhor jogador em campo.

FICHA DO JOGO

F.C. PORTO: Mlynarczyk; João Pinto, Geraldão, Lima Pereira e Inácio; Jaime Magalhães, André, Rui Barros (Quim, 61m) e Sousa; Madjer e Gomes.
Treinador: Tomislav Ivic

PEÑAROL: Pereira; Herrera (Gonçalves, 95m), Rotti, Trasante e Dominguez; Perdomo, Vidal, Da Silva e Cabrera (Matosos, 46m); Viera e Aguirre.
Treinador: Óscar Tabarez
Marcadores: 1-0, Gomes, aos 42m; 1-1, Viera, aos 80m; 2-1, Madjer, aos 109m.

Tóquio, 25 anos: na neve de manga curta para mostrar força

As memórias de Geraldão, dos treinos secretos nas Antas às queimaduras debaixo do chuveiro.


São 25 anos desde aquela final gelada de Tóquio mas ficaram várias histórias por contar. O   Porto venceu o Peñarol por 2-1 conquistou a primeira Taça Intercontinental. Gomes e Madjer, autores dos golos portistas, já recordaram esses momentos. Sobram episódios que Geraldão desvenda através do Maisfutebol.

Geraldo Dutra Pereira, brasileiro de Minas Gerais, aterrou em Portugal no verão de 1987. Venceu a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental, mais campeonato e taça. Uma época inesquecível.

A preparação para a viagem intercontinental teve capítulos deliciosos. Desde logo, pelos treinos de madrugada no Estádio das Antas. Uma forma de adaptar o plantel ao fuso horário do Japão.

«Lembro-me que um mês antes da viagem, já estávamos a fazer treinos secretos no Estádio das Antas. Começavam à meia-noite, uma, duas da manhã, e acabavam quanto fosse preciso. Estava há alguns meses em Portugal e percebia logo ali a organização do F.C. Porto, fantástica», recorda Geraldão.

Seguiu-se uma viagem «ao contrário». «Fomos ao contrário para o Japão. Tivemos de fazer uma escala no Alasca e lá chegámos. É verdade que havia alguma tensão, brigas internas, mas isso sempre ficou no balneário. Não vou ser eu a revelar. Só posso dizer que, para sermos campeões, sofremos muito (risos).»

Geraldão enaltece o valor do adversário, que chegara ao destino dias antes. A preparação seria essencial e o F.C. Porto parecia estar em desvantagem, nesse aspecto. «O Peñarol era melhor que algumas equipas argentinas da época. É normal desvalorizar as equipas sul-americanas, mas esquecem-se que elas chegam a essse jogos no final da sua temporada, portanto preparam-se de forma muito intensa e exclusiva.»

Porto decide jogar de manga curta!

O Peñarol não foi, contudo, o maior obstáculo. Para um brasileiro, então, o frio e a neve inquietavam. Sobretudo, após uma decisão de Pinto da Costa e João Pinto.

«O presidente e o capitão decidiram que íamos jogar de manga curta, para não demonstrar fraqueza. Foi uma decisão que o grupo aceitou e lá fomos nós!»

O antigo central não esquece. Diz, por iniciativa própria, todo o onze do F.C. Porto desse encontro. Resume com entusiasmo: «Era uma equipa de sonho, fantástica. Para além disso, tinha uma retaguarda tremenda. Foi aí que aprendi muito sobre estruturas profissionais de futebol.»

«Durante o jogo, claro que sentimos dificuldades. Jogámos de manga curta mas tínhamos plásticos por baixo, tudo para tentar combater o frio. Foi uma batalha muito dura. E sentimos isso na pele no final», revela.

Queimaduras debaixo do chuveiro

Na pele? Literalmente. «Após o jogo, já nos balneários, fomos logo tomar banho. Mas rodámos as torneiras de água quente e entrámos logo. Ainda me lembro do Rodolfo Moura a aperceber-se disso e a mandar toda a gente sair, mas para alguns já era tarde. Eu e outros ficámos com queimaduras no corpo.»

«Enfim, tudo valeu a pena. Todos os anos, por esta altura, lembro-me dessa conquista na Intercontinental. Tenho uma bandeira do F.C. Porto na minha fazenda e o clube deixou muitas saudades», acrescenta o brasileiro.

Geraldão, aos 49 anos, divide o tempo entre a sua fazenda em Governador Valadares e o cargo de gerente de futebol do Democrata de Valadares, clube local. Mas a ligação a Portugal perdura até aos dias de hoje.

«Tenho um andar no Porto e costumo ir aí. Não vou há dois anos, mas já fui uma vez com o meu filho ao Estádio do Dragão. Fui muito bem recebido, como sempre. Levo o F.C. Porto no coração», remata, em entrevista ao Maisfutebol.


in "maisfutebol.iol.pt"

Sara Oliveira 19ª nos 200 mariposa


Sara Oliveira terminou esta quarta-feira em 19º lugar os 200 m mariposa da jornada inaugural dos Mundiais de piscina curta, que decorrem até domingo em Istambul, enquanto Aléxis Santos foi 28º nos 100 m costas.

Com estes resultados, Sara Oliveira e Aléxis Santos falharam o apuramento para as meias-finais das  provas.

A nadadora do FC Porto, a única representante feminina portuguesa em prova, nadou os 200 m mariposa, distancia em que é recordista nacional, em 2m10,96 minutos, registo superior ao que detém desde o Mundial de 2010 (2m08,54).

Já o atleta do Sporting, estreou-se nos Mundiais com o 28º lugar nas eliminatórias dos 100 m costas, nadando a distância em 52,74s, marca acima do recorde nacional, que bateu há duas semanas no Europeu de Chartres (52,16s).


in "ojogo.pt"

Dragões na pista de Centurion


O diário desportivo Olé noticia que o FC Porto enviou um emissário a Buenos Aires para contratar o médio do Racing. Que poderia ser reforço já em janeiro.
A edição online do jornal argentino Olé dá hoje conta do interesse do FC Porto em Centurión, médio/extremo do Racing Avellaneda, algo que O JOGO referiu na edição e-paper e impressa de sábado.

Aliás, a publicação desportiva de Buenos Aires vai mais longe, avança com a notícia da presença na capital argentina de um representante do FC Porto e até com a possibilidade do jogador de 19 anos reforçar os portistas já em janeiro, na reabertura do mercado de transferências.

Segundo o Olé, que acrescenta ainda que o empresário do jogador, Eduardo Rosetto, esteve em Portugal, estão em cima da mesa três hipóteses. Primeira opção, o FC Porto teria apresentando uma proposta para a aquisição imediata de Centurión, que reforçaria os dragões em janeiro com um contrato de cinco anos; segunda opção, a compra do passe do jogador deixando para o Racing uma percentagem de uma futura venda; terceira hipótese na mesa, acordar desde já os pormenores do contrato para a mudança de Centurión em junho de 2013.

in "ojogo.pt"

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Vítor Pereira: «Estou muito satisfeito com o que tenho»


Ricardo Quaresma pode chegar? Rolando é um dos jogadores imprescindíveis ou pode sair? Vai chegar uma alternativa a Jackson Martínez no mercado de Janeiro? A todas as perguntas, de uma ou outra forma, Vítor Pereira foi respondendo com o mesmo distanciamento. 

«Estou muito satisfeito com a minha equipa, com os jogadores que tenho. O Quaresma não é nosso jogador, joga noutro clube, estamos aqui a fazer o nosso trabalho. Não divulgamos as nossas ideias publicamente. Quaresma, neste momento, da minha parte não merece qualquer tipo de comentário. Acho que não faz sentido», começou por dizer.

Mais à frente, falou-se sobre uma investida do Inter de Milão por Rolando e Fernando. Pinto da Costa prometeu segurar as unidades mais influentes. Mas Rolando ainda é considerado uma unidade influente? «Esse tipo de informação, não posso partilhar convosco porque é uma coisa do clube. O Porto tem jogadores de qualidade, é natural que haja interesse. São ideias que são partilhadas com as pessoas do clube e não posso vir para aqui trocar esse tipo de informação.»

Já na reta final da conferência de imprensa, mais uma questão sobre o mercado de transferências que se aproxima. Os adeptos gostariam de ver uma alternativa a Jackson Martínez, uma vez que Kléber tem apresentado baixos índices de eficácia.

Vítor Pereira não deixa pistas sobre o assunto. «Estamos bem, estamos fortes e a trabalhar no sentido de, aquilo que tiver de ser feito, ser feito. Será feito dentro das nossas paredes, só depois é que as informações chegarão ao público», rematou o treinador do F.C. Porto.



Porto em Setúbal: «Histórico não tem significado nenhum»

Vítor Pereira exige concentração e espera uma equipa mais capaz face ao período de descanso


O F.C. Porto visita o Vitória de Setúbal na 12ª jornada da Liga. Após o triunfo frente ao Moreirense (1-0), os dragões esperam cumprir a sua missão no Estádio do Bonfim e chegar ao final do ano na frente do campeonato.

«O V. Setúbal em casa é sempre complicado. Tem uma massa associativa que vive com paixão o clube, as equipas do José Mota jogam com alma, coração e organizadas. Não acredito em facilidades em Setúbal», começou por dizer Vítor Pereira.

Após um ciclo com jogos para a Taça de Portugal e a Liga dos Campeões, o F.C. Porto recebeu o Moreirense e teve esta semana completa para preparar a visita a Setúbal. «Esta semana, tivemos a oportunidade de aliviar um pouco a sobrecarga de jogos, tivemos mais dias para trabalhar. Acredito que a equipa esteja melhor nesse aspeto.»

O V. Setúbal não vence os dragões em casa há mais de vinte anos. Contudo, esse número não tranquiliza Vítor Pereira. «O histórico para nós, sinceramente, não tem significado nenhum. De que é que adianta estarmos sem perder há vinte anos em Setúbal se depois chegarmos lá e não trouxermos os três pontos? Não acredito que tenha influência na abordagem das duas equipas.»

Vítor Pereira tapou a cara em Alvalade e explica porquê

Treinador do F.C. Porto teve de esperar no carro enquanto estava a passar a claque do Benfica


Vítor Pereira esteve no Estádio de Alvalade para acompanhar o derby entre Sporting e Benfica. À chegada, o treinador do F.C. Porto foi obrigado a um compasso de espera que podia ter originado um conflito.

Foi por esse motivo, explica Vítor Pereira, que decidiu esconder a cara com um casaco durante alguns momentos. «Quanto cheguei a Alvalade, foi preciso levantar os bilhetes para entrada no parque de estacionamento, porque não nos foi permitido entrar diretamente.»

«Nesse momento de espera, estava a passar a claque do Benfica e eu não queria estar a contribuir para qualquer tipo de distúrbio que pudesse acontecer. Não foi por mais nada, até porque estava lá a polícia, mas não foi para Alvalade para arranjar problemas, sim para observar o jogo», rematou o técnico.

«Mão na bola? Lembro-me de um Benfica-Guimarães»

Vítor Pereira, treinador do F.C. Porto, responde a Luís Filipe Vieira


Vítor Pereira respondeu em conferência de imprensa à acusação de Luís Filipe Vieira. O presidente do Benfica sugeriu que uma equipa [F.C. Porto] jogava com dois guarda-redes, aludindo a dois lances em que a bola bateu na mão de Alex Sandro. 

«Essas grandes penalidades com a bola a tocar na mão, de forma intencional ou não, têm uma regra complicada. Não é fácil ser bem ajuizada pelos árbitros», considerou Vítor Pereira, antes da resposta concreta ao dirigente da Luz.

«Nesta matéria recordo-me bem de um jogo emblemático: o Benfica-V. Guimarães [10/09/11, 2-1]. A bola batia na cabeça de um jogador do Vitória e dava penálti. Batia nas costas e dava penálti. Batia na coxa e dava sempre penálti para o Benfica. Enfim, não é uma regra fácil».

O treinador do F.C. Porto considera que o clássico entre dragões e águias já está a aquecer. «O clássico ainda vem longe mas já sinto que está a mexer com a cabeça das pessoas. Não sou da opinião que este campeonato se vai decidir pela disputa direta entre Benfica e F.C. Porto», frisou.

«Qualquer adversário tem capacidade, num jogo bom e menos inspirado de Porto ou Benfica, para retirar pontos a qualquer uma das equipas. São jogos importantes, para ganhar, mas não acredito num campeonato decidido nesses jogos», concluiu Vítor Pereira.

Sp. Braga talvez, Sporting não

Ao longo da conferência de imprensa, o técnico comentou a disputa da liderança da Liga com o Benfica e as possibilidades de Sp. Braga e Sporting em entrar nessa corrida.

«No ano passado, foi um campeonato a quatro e depois a três. Este ano, até agora, estão duas equipas destacadas. Vai ser mais um campeonato marcado pela competitividade. Não vai existir uma distância de 21 pontos como há dois anos. Só quando uma equipa está muito mal e outra tem uma época excecional», lembra.

O Sp. Braga, para Vítor Pereira, é um adversário a ter em conta: «Os nove pontos de desvantagem do Sp. Braga para duas equipas não são fáceis de recuperar, mas o Braga ainda neste jogo provou que pode dar luta, se as outras equipas se distraírem».

«Já o Sporting, este ano, pelo primeiro terço do campeonato, descolou-se muito do grupo da frente e já não acredito que possa lutar pelo título. Sinceramente já não acredito. No ano passado o campeonato estava diferente. O Braga está a nove pontos mas porque nós vencemos lá com dificuldade. O Benfica recebeu o Braga e empatou. Ainda falta muito campeonato», concluiu o treinador do F.C. Porto. 

in "maisfutebol.iol.pt"

OCTÁVIO MACHADO "O tempo de Quaresma já passou"

O possível regresso de Quaresma ao FC Porto, no mercado de Janeiro, é desaconselhado por Octávio Machado, ex-treinador do clube azul e branco.


O Porto vai perder Atsu para a selecção do Gana durante um mês. A Taça das Nações Africanas realiza-se entre 19 de Janeiro e 10 de Fevereiro, na África do Sul. A possibilidade de Quaresma regressar ao Dragão continua em cima da mesa. Octávio Machado não recomenda. "O tempo de Quaresma já passou. É um jogador que tem sido demasiado instável e o FC Porto é um clube estável e não vai querer quebrar esse estado", refere Octávio Machado numa entrevista a Bola Branca.
O ex-treinador do FC Porto considera por outro lado que a equipa "está bem servida de médios-ala. Jogadores que se têm assumido na equipa dissipando dúvidas e ultrapassando as saídas marcantes do Hulk e Falcão. Essas saídas abriram uma oportunidade ao jovem Atsu e Varela é um jogador de selecção. O Porto tem desfeito as dúvidas que pairavam em algumas mentes quanto à qualidade e eficácia da equipa, esta época", sustenta o técnico. 

"FC Porto é favorito no Bonfim"
Enquanto jogador, Octávio Machado representou durante dez temporadas o V Setúbal e cinco o FC Porto. No Dragão foi também adjunto e treinador principal. Na antevisão ao jogo de 6ª feira, Octávio aponta o favoritismo ao FC Porto mas avisa que "a equipa terá de correr mais do que no jogo com o Moreirense. 

O realismo da equipa tem sido evidente, como se comprovou no último jogo com o Moreirense em face do desgaste após um ciclo tremendo. Em Setúbal a equipa sabe que terá de trabalhar muito e estar mais disponível em termos físicos. O grau de dificuldade existe mas depende mais do FC Porto do que do Vitória de Setúbal", considera o treinador.

O Vitória de Setúbal-FC Porto é o jogo inaugural da 12ª jornada da 1ª Liga e está marcado para 6ª feira, às 20h15 no estádio do Bonfim.
in "rr.pt"

ENTUSIASMO NA BAIXA

Centenas de pessoas passaram esta terça-feira pela nova FC Porto Store, na Baixa do Porto. À porta do espaço, com cerca de 160 m², uma multidão foi entoando cânticos alusivos ao clube, enquanto decorria a inauguração. O presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, o treinador Vítor Pereira e os jogadores Lucho González e Helton foram presenças notadas.

Lá dentro estava exposta a taça alusiva ao título nacional 2011/12, mas há muitos outros elementos alusivos ao clube, como fotografias de grandes momentos de João Moutinho, James ou Jackson Martínez. No piso inferior, os adeptos podem fotografar-se num painel que simula o Estádio do Dragão. Dos porta-chaves às camisolas (personalizáveis no balcão de estampagens), a loja representa o universo do Dragão e isso pode ser conferido igualmente por Moncho López, coordenador do projecto Dragon Force para o basquetebol, e pelos andebolistas Ricardo Moreira e Tiago Rocha.

“É uma loja de muito bom gosto, com novos artigos, diferentes do habitual, e vi com muita satisfação que há uma área dedicada às crianças”, notou o presidente do FC Porto. Lucho González sublinhou o calor humano transmitido pelos adeptos: “Sabemos que são momentos muito emocionantes para estas pessoas. Sabemos a importância que dão a isto e ainda mais quando estamos perto deles”. Para Vítor Pereira, o espaço está “no coração da cidade e dos adeptos”: “É a loja do nosso clube, um emblema do Norte e do país. Está bonita e já se sente o entusiasmo”.

Moncho López falou de uma “jóia azul e branca”, de uma marca “incomparável” como o FC Porto. “Vão passar por aqui muitos turistas que identificam este emblema, à escala mundial”, prevê. Sobre esse aspecto também se debruçou Tiago Rocha: “A Baixa é o local de eleição dos turistas. É um espaço bem estruturado e agradável, bom para expandir a marca”.

Gil Santos, director comercial do clube, explicou ao www.fcporto.pt a importância deste momento no plano de expansão portista para a área do retalho: “É a nossa sexta loja e esperamos ter mais uma no próximo trimestre. Quisemos, geograficamente, vir para o coração da cidade, sendo que a Baixa é uma zona de franco crescimento do turismo. Passam pela cidade quase um milhão de turistas por ano, que têm hábitos de consumo enraizados na área do desporto e dos clubes. Daí esta localização, a área e a qualidade”.

A FC Porto Store da Baixa está no número 270 da Rua de Sá da Bandeira, junto ao Mercado do Bolhão e junta-se aos espaços já existentes no Estádio do Dragão, no Vitalis Park, no Shopping Cidade do Porto, no NorteShopping e no ArrábidaShopping.


in "fcp.pt"

Inter no Porto por Rolando e Fernando


A novela não é nova, já que do interesse dos nerazzurri nos dois atletas azuis-e-brancos já se fala há muito, mas segundo o site Calciomercato o negócio pode estar perto de conhecer avanços, já que o Inter de Milão tem nesta altura emissários na cidade do Porto, para negociar o defesa-central Rolando e o médio-defensivo Fernando.

Rolando é uma das paixões antigas de Moratti, presidente do Inter, e o facto do central luso não fazer, nesta altura, parte das escolhas de Vítor Pereira faz de Rolando uma das prioridades para o reforço do eixo defensivo nerazzurro, já na reabertura do mercado, em janeiro.

Também Fernando é muito apreciado e um dos pedidos do treinador Andrea Stramaccioni, que já admitiu publicamente que quer mais dois médios, um mais ofensivo (para render o «encostado» Sneijder) e um de características mais defensivas, papel onde encaixaria o brasileiro.

Sobre Rolando não são adiantados valores, já que o preço do central terá descido bastante desde que deixou de ser opção, mas em relação a Fernando o Inter estará disposto a avançar com 10 milhões de euros, nesta fase inicial, ainda segundo a imprensa italiana. O argentino Ricky Alvarez pode ser incluído no negócio. 


in "abola.pt"

Chelsea pensa em Danilo


Danilo está bem cotado na Premier League. Segundo a imprensa inglesa, o lateral do FC Porto é o preferido dos responsáveis do Chelsea para o reforço do lado direito da defesa, apontado como uma estrela em ascensão no futebol europeu.

O nome do internacional brasileiro é sugerido numa perspetiva de aposta em jovens valores e com grande margem de progressão. Em Stamford Bridge, além de Azpilicueta, Ivanovic é a única solução disponível para o lugar... mas o sérvio já não caminha para novo.

O investimento dos blues, no entanto, estará dependente da saída de Paulo Ferreira. Dizem os media que o plano do clube londrino passa por garantir uma boa oferta pelo internacional português e, aí, avançar para Danilo. Falta é saber se os dragões estarão disponíveis para ouvir: a cláusula é de 50 milhões de euros.


in "abola.pt"

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Rodolfo Reis: «Vieira já está a preparar os árbitros»

RESPOSTA AO DIRIGENTE DO BENFICA


Rodolfo Reis respondeu esta terça-feira à "provocação" feita por Luís Filipe Vieira após o jogo com o Sporting. O dirigente do Benfica referiu-se à arbitragem do FC Porto-Moreirense assumindo que no dérbi em Alvalade, e ao contrário desse jogo no Dragão, "não houve segundo guarda-redes como acontece num outro clube".

"Há um ditado português antigo: 'quem tem cu tem medo'. O presidente do Benfica já está com medo do jogo [do FC Porto] na Luz e já está a preparar o ambiente exterior, os árbitros, alguns jornalistas... Ele devia era demonstrar que o Benfica está num momento possante e preocupar-se com o próximo jogo e com outras situações, mas já está preocupado com o FC Porto porque sabe que temos equipa para chegar lá e ganhar", afirmou à Antena 1 o antigo jogador e capitão do FC Porto.

Recorde-se que o Benfica recebe o FC Porto em janeiro, na 14.ª jornada.

in "record.pt"

Souza fala em 'milagre' para ficar, e Grêmio mandará dirigente a Portugal


Com contrato de empréstimo por terminar, volante depende de negociação com Porto para permanecer em Porto Alegre

Não é de hoje que tanto Grêmio quanto Souza admitem a dificuldade em negociar com o Porto. Nesta terça-feira, porém, o jogador fez uma frase que indica o difícil caminho a percorrer para assegurar a sua permanência em Porto Alegre.

- O barco pode estar indo para uma direção, mas eu acredito em milagre para ficar – disse em entrevista à Rádio Gaúcha.

Tudo passa pela recusa da direção do clube europeu em prorrogar o empréstimo que termina e 31 de dezembro. Com a possibilidade de baixar a pedida de 10 milhões de euros pelos direitos do volante, o diretor executivo de futebol tricolor, Rui Costa, deve ir a Portugual para acelerar as tratativas.

- Fiquei sabendo pela imprensa que ele vai. Acho importante. Estou em férias, mas não fico tranquilo com a indefinição. Quero ficar. Me adaptei, a torcida e a cidade me receberam muito bem. Sei que o valor é alto, não tem cabimento, então, vamos ver. Acho que eles querem aproveitar a minha valorização, mas não quero voltar. Não me adaptei bem lá, nemsou fã do futebol português. Tenho contrato, mas não posso ir contra o ‘meu querer’ – completou camisa 5.

Rui Costa não confirma a viagem. Mantém a cautela na negociação:

- Estamos trabalhando e buscando alternativas. A direção e o tácnico (Vanderlei Luxemburgo) desejam que ele fique. Continuamos tentando.
De férias, o Grêmio se reapresenta dia 2 de janeiro. A pré-temporada deve ser em Londrina.

in "globosport.com"

"Regresso de Quaresma sem fundamento"


Presidente do FC Porto ignorou crítica dos dois guarda-redes, desmente a hipótese do regresso de Quaresma e garante que em janeiro não sairá ninguém.
Pinto da Costa considerou esta tarde, na inauguração da nova loja do FC Porto na Baixa do Porto, "idiota" a referência aos dois guarda-redes, desvalorizando a crítica indireta do seu homólogo do Benfica no final do dérbi lisboeta. O presidente do FC Porto afastou a hipótese de Quaresma regressar ao Dragão e garantiu que em janeiro, na abertura do mercado de inverno, o FC Porto não vai vender qualquer jogador.

"Seria bom para nós jogar com dois guarda-redes, porque se é difícil bater o Helton, com ele e o Fabiano era impossível. Deve ser uma ideia idiota", disse, em resposta aos jornalistas, acrescentando:

"Uma crítica do presidente do Benfica? Não faço ideia. Têm que perguntar a quem disse isso".

Quanto a Quaresma, foi peremtório:

"As notícias que vi nalguns jornais não têm qualquer fundamento".

Relativamente à abertura de mercado, em janeiro, o presidente do FC Porto assegura que não está nos seus planos vender ninguém:

"Em janeiro, jogadores que jogam na equipa principal, que o treinador considera indispensáveis, só sairá alguém se pagarem a pronto cláusula de rescisão. Mas é necessário que o jogador queira ir, porque há muitos que tiveram a oportunidade de sair nessas condições e não o fizeram. Em janeiro não sairá ninguém dos que normalmente jogam na equipa principal".

in "ojogo.pt"

GOMES E JACKSON ENSINAM A MARCAR

Fernando Gomes e Jackson Martínez estiveram, este domingo, no Vitalis Park para mais um Clinic Dragon Force. Simpáticos e atenciosos, os Dragões disponibilizaram duas horas do seu dia para ensinar a cerca de 200 crianças todos os truques que fazem de um bom avançado um autêntico goleador.

Recebidos em euforia, com cânticos personalizados, inclusive, o antigo e o actual número 9 do FC Porto dificilmente poderiam esperar uma tarefa fácil perante tantas crianças desejosas de os saudar. Nas bancadas, pais e familiares assistiam à enorme demonstração colectiva de alegria e entusiasmo de sorriso no rosto.

A primeira mensagem do dia foi forte e tocante: Jackson confidenciou aos mais novos que a sua carreira “começou na rua”, onde “jogava sem sapatos” e que só a dedicação e uma força de vontade muito grande o trouxeram até onde está hoje. As crianças assimilaram o discurso e não mais desligaram a sua atenção.

Cada história contada por Gomes e cada conselho dado por Jackson foram ouvidos e absorvidos com todos os sentidos. O “Bibota” lembrou a final da Taça Intercontinental em Tóquio, de 1987, para reforçar a ideia de que é indispensável “lutar e sofrer muito para vencer”, enquanto “Cha Cha Cha” deixou um pedido sincero: “Acreditem sempre, sonhem que podem chegar mais longe e lutem pelos vossos sonhos”.

As dicas de como fazer uma desmarcação, como fugir aos defesas, como rematar, como cabecear, como escolher o lado para onde chutar ou como fintar o guarda-redes foram o passo seguinte, com exemplos práticos, e serviram de mote para uma aula muito especial. Se algo sobrou deste encontro, foi a garantia de que não faltarão golos azuis e brancos para celebrar nos próximos tempos.

Antes da despedida, ainda houve tempo para os autógrafos e as fotografias da praxe, o que deixou os mais pequenos completamente deliciados e com um sorriso de orelha a orelha. Sem surpresa, os miúdos adoraram o convívio com os craques, mas, naturalmente, Gomes e Jackson também não esquecerão esta manhã. A prova está nas declarações de ambos à comunicação social.

Jackson Martínez: “É importantíssimo participar nestas acções. Eu também já tive a idade deles, tinha o mesmo desejo de ser jogador de futebol profissional e recordo-me do que passei na altura. Mais importante do que ensinar truques, é passar a mensagem de que para ter sucesso é necessário trabalhar, serem boas pessoas e disciplinados, numa fase em que o apoio dos pais é fundamental. Se têm um sonho, devem persegui-lo.”

Fernando Gomes: “Estas iniciativas são importantes por várias razões, para divertir os miúdos e para lhes alimentar o sonho de jogar futebol e no FC Porto, passando a mensagem do que é Ser Porto, que é ter espírito colectivo, capacidade de sofrimento e querer vencer com fair-play. Tivemos uma interacção muito importante. Senti que apanharam muita coisa do que o Jackson pode ensinar, eu já sou apenas uma ajuda ao Jackson [risos]. Ganhou o FC Porto, o futebol e estes miúdos que passaram uma manhã feliz e divertida.”

in "fcp.pt"

UM RECORDE E 22 MEDALHAS NOS NACIONAIS DE PISCINA CURTA


A natação do FC Porto esteve em grande na última edição dos Campeonatos Nacionais Absolutos de Portugal - Piscina Curta, ao conquistar 22 medalhas. Entre os nove ouros, as sete pratas e os seis bronzes, destaca-se a performance de Ana Rodrigues, Diana Durães, Marta Marinho e Sara Oliveira, que bateram mais um recorde nacional.

O quarteto feminino terminou a estafeta de 4x50 metros estilos em 1.53,38 minutos, superando o máximo nacional, que já pertencia ao FC Porto e perdurava desde 2009.

Entretanto, logo aPós esta conquista, Sara Oliveira viajou para Istambul, onde a partir de dia 12 inicia a sua participação nos Campeonatos do Mundo de Piscina Curta. Na Turquia, a atleta do FC Porto vai nadar os 50, 100 e 200 metros mariposa.


in "fcp.pt"

Alex Sandro pode render Evra no Manchester United


Não é só James que está debaixo de olho do Manchester United. Também Alex Sandro, como era ontem noticiado por alguns media ingleses, tem vindo a merecer particular atenção da parte do sempre muito exigente Alex Ferguson, à procura de substituto à altura para Patrice Evra.

Isto porque o defesa-esquerdo, nascido no Senegal, mas naturalizado francês, tem 31 anos e, principalmente, estará a dar sinais evidentes de desgaste rápido, de precisar de quem o renda de vez ou ao menos que o poupem.

O que terá levado sir Alex Ferguson a rever a sua lista de jogadores prioritários e a dar de caras, novamente, com mais um atleta do FC Porto recomendado para o respetivo lugar. O que não deixa de ser curioso para quem ainda recentemente, e acerca de James, desvalorizou o interesse no avançado com o pretexto de os dragões venderem os seus (bons) produtos muito caros.

«Custa uma fortuna comprar um jogador do FC Porto», disse em finais de outubro o treinador escocês.


in "abola.pt"

Último passe encanta James

O PRAZER DE ASSISTIR


James dá-se por contente se conseguir oferecer golos aos seus companheiros de equipa. Foi isso mesmo que o colombiano, de 21 anos, disse à revista “Bocas”, do seu país, numa edição que abordou a faceta mediática de El Bandido, mas que não deixou o futebol de parte.

“Gosto de marcar golos, mas também de passar, de tocar a bola... Também há felicidade no último passe. Imaginá-lo e fazê-lo para outro companheiro de equipa marcar ”, disse o avançado doFC Porto, cada vez mais sem arreios nas suas movimentações do seio da equipa, principalmente do meio-campo para a frente.

O criativo dos dragões não perdeu a oportunidade de elogiar uma antiga estrela do seu país, que há muito tempo vem-se mostrando publicamente como um grande apreciador do seu futebol: Valderrama. “Era um número 10 que admirava muito. Gostava muito dos seus passes”, esclareceu James.

in "record.pt"

Fernando Gomes: «Deu-se pouca importância à Taça Intercontinental»

"BIBOTA" RECORDA TRIUNFO DE 1987


"Prometi a mim próprio, no dia em que me lesionei [antes da final da Taça dos Campeões Europeus], que iria a Tóquio levantar a Taça Intercontinental", revelou Fernando Gomes, antigo futebolista do FC Porto, em entrevista à Lusa.

O "bibota" de Ouro em 1982/83 e 84/85, marcador de um dos golos na final disputada na capital japonesa (o segundo golo foi de Madjer), recordou a sua mais íntima sensação, no meio de "toda a alegria e felicidade" vivida pela sua equipa, a 13 de dezembro de 1987, quando bateu o Peñarol (Uruguai) por 2-1.

Uns meses antes, Fernando Gomes lesionara-se na tíbia e no perónio num dos treinos, em vésperas da final da Taça dos Campeões Europeus, frente ao Bayern de Munique, ganha pelos portistas, também por 2-1, mas marcada pela sua ausência.

"Em Tóquio, era o capitão e fui eu que levantei a taça. É [uma data] marcante por isso e porque o FC Porto é a única equipa portuguesa com esse título. Aliás, tem dois desses", sublinhou.

Apesar de ter sido um dos mais cotados goleadores da sua época, aquele 1-0, aos 41 minutos, num estádio gelado e coberto de neve, é o seu único "selo" em finais: "Foi um golo que ajudou a vencer, mas, com golos ou sem golos, ontem como hoje, o importante é a vitória. Essa é a identidade do clube".

Porém, Fernando Gomes recordou que, "em Portugal, foi um título a que se deu pouco valor, pouca ênfase". Fernando Gomes reconhece que continua sem saber a razão desse desinteresse, "pois trata-se do título hierárquico mais importante, sendo certo que a Liga dos Campeões é a que todos conhecem".

"É um dos meus mais marcantes e inesquecíveis momentos, pela importância que teve para o prestígio do clube e pela alegria que me deu. E porque, em Portugal, o FC Porto é o único clube que tem essa taça, apesar de outros clubes já a terem disputado", sublinhou.

Ainda sobre a partida disputada no Estádio Nacional de Tóquio, Gomes tem na memória "um jogo em condições adversas", confessando nunca ter jogado com tanta neve e frio.

O "bibota", como ficou conhecido no mundo do futebol, lembra-se ainda da "arrogância dos jogadores do Peñarol", patente até nos momentos em que se cruzavam no hotel: "Tínhamos ganho a Taça dos Campeões Europeus, mas, se calhar, na América do Sul não tinham a perceção disso e olhavam-nos com alguma sobranceria".

Após as primeiras seis épocas na equipa principal dos dragões (estreou-se em 1974/75), Fernando Gomes ingressou nos espanhóis do Sporting de Gijon (80/81) e daí analisou, ao longe, o que era, então, o futebol português: "A diferença era enorme e a todos os níveis, desde as infraestruturas aos treinos e até aos ordenados". "Mas não são os ordenados que fazem ganhar. Até podem ajudar, mas o que faz ganhar são as infraestruturas, pois joga-se melhor quando se treina melhor", referiu.

Duas épocas depois, regressou ao FC Porto, "resgatado" pelo novo presidente: "Senti que muita coisa tinha mudado. Desde logo porque Pinto da Costa ganhou as eleições de 1982 e o clube havia dado um grande passo". "Mudaram-se mentalidades e a forma como as equipas do FC Porto preparavam os jogos. Senti, na altura, que poderia aparecer uma equipa capaz" de regressar aos grandes palcos europeus em representação de Portugal, como aconteceu com a final da Taça das Taças (1984) e em Viena (1987).

Hoje em dia, Fernando Gomes representa o clube, nomeadamente nos sorteios nacionais e internacionais, e no departamento de prospeção: "Em qualquer circunstância, servir o FC Porto é minha a maior felicidade, é o que me realiza e me honra".

O antigo ponta-de-lança passou 13 épocas de dragão ao peito e terminou 1987/88 com mais um título de campeão nacional - o quinto e último - e 21 golos marcados, saindo do FC Porto em 1988/89 para ingressar no Sporting, onde terminou a carreira em 1990/91.

in "record.pt"

Primeiro título mundial há 25 anos


O FC Porto conquistou num relvado repleto de neve, em Tóquio, o seu primeiro título mundial, há 25 anos, graças a um triunfo por 2-1 sobre os uruguaios do Penãrol, após prolongamento. Um golo do argelino Rabah Madjer, aos 110 minutos, selou, a 13 de dezembro de 1987, a vitória portista na Taça Intercontinental, que opunha o vencedor da Taça dos Campeões Europeus ao da Taça Libertadores da América. Num embate que esteve para não se realizar na data prevista, devido à neve, o FC Porto, comandado por Tomislav Ivic, marcou primeiro, pelo "capitão" Fernando Gomes, aos 42 minutos, mas Viera forçou o tempo extra, aos 80, ao bater o polaco Mlynarczyk.


O génio de Madjer, que decidiu o jogo com um "chapéu" que a neve quase evitou que se transformasse em golo, materializou o segundo grande título internacional dos "dragões", pouco mais de seis meses após a vitória continental, em Viena. Então, na final da Taça dos Campeões, face ao Bayern de Munique, Madjer também já tinha sido o grande protagonista, ao marcar o golo do empate, aos 78 minutos, anulando tento inicial de Kögl, aos 24, e assistir o brasileiro Juary para o 2-1 final, aos 80.



Quando, em Tóquio, arrebatou a Taça Intercontinental, entretanto transformada em Mundial de clubes e alargada aos clubes campeões dos outros continentes, o FC Porto estava igualmente a "meio" de arrebatar a Supertaça Europeia, face a um triunfo por 1-0 em Amesterdão, face ao Ajax. A 24 de novembro de 1987, um golo de Rui Barros valeu aos portistas o triunfo na Holanda, que viria a ser repetido a 13 de janeiro de 1988, nas Antas, então com um tento de António Sousa.



De todas as conquistas portistas, antes ou depois, a mais memorável acaba, porém, por ser a de Tóquio, sobretudo face às condições atmosféricas, que transformaram o encontro numa verdadeira batalha, debaixo de neve e muito frio. O jogo, na madrugada portuguesa, esteve mesmo para não se realizar, mas o árbitro austríaco Franz Wöhrer acabou por se decidir pela realização do mesmo. Como a bola dificilmente rolava, acabou por ser um embate de pontapé para a frente, de luta e de espírito de sacrifício, também para aguentar o frio.



A três minutos do intervalo, Fernando Gomes, que devido a lesão falhara a final da Taça dos Campeões, inaugurou o marcador, ao empurrar a bola junto ao poste direito da baliza uruguaia, depois de um remate de Madjer que ficou preso na neve. Os portistas, a partir dos 61 minutos com um meio-campo reforçado (Quim entrou para o lugar de Rui Barros), foram segurando a preciosa vantagem, mas, aos 80, Viera restabeleceu a igualdade, na sequência de um canto.



Até final do tempo regulamentar, o 1-1 manteve-se, para, no prolongamento, aparecer Madjer a decidir, com um longo "chapéu", depois de roubar a bola amarela ao último defesa uruguaio (Trasante), isto após um pontapé para a frente de Sousa. Com muita determinação, o FC Porto segurou a vantagem e Fernando Gomes levantou a primeira Taça Intercontinental do futebol português, com Rabah Madjer a receber as chaves de um Toyota, o prémio para o melhor jogador em campo.



O JOGO, de hoje até dia 13, irá contar os episódios marcantes da conquista dos dragões no Japão. Não perca nas edições e-paper e impressa.



Jogo no Estádio Nacional de Tóquio.



FC Porto -- Peñarol, 2-1.



Ao intervalo: 1-0.



No final do tempo regulamentar: 1-1.



No final da primeira parte do prolongamento: 2-1.



Marcadores:



1-0, Fernando Gomes, 42 minutos.



1-1, Milton Viera, 80.



2-1, Rabah Madjer, 110.



Equipas:



- FC Porto: Mlynarczyk, João Pinto, Lima Pereira, Geraldão, Inácio, André, Jaime Magalhães, Sousa, Rui Barros (Quim, 61), Gomes e Madjer.



Treinador: Tomislav Ivic.



- Peñarol: Eduardo Pereira, Marcelo Rotti, Obdulio Trasante, José Herrera (Jorge Gonsalves, 95), Alfonso Domínguez, José Perdomo, Eduardo Da Silva, Diego Aguirre, Daniel Vidal, Jorge Cabrera (Gustavo Matosas, 46) e Milton Viera.



Treinador: Óscar Tabárez.



Árbitro: Franz Wöhrer (Áustria).



Assistência: Cerca de 45.000 espetadores.


in "ojogo.pt"

Besiktas nega contactos com FC Porto por Quaresma

Presidente do Besiktas adianta que não houve qualquer conversa com o FC Porto sobre uma hipotética transferência de Quaresma para o Dragão.


O presidente do Besiktas, Fikret Orman, afirmou hoje, a propósito de uma eventual transferência de Quaresma para o FC Porto, noticiado na imprensa turca, desconhecer em absoluto essa possibilidade, não deixando de se confessar surpreendido:

"Não houve qualquer conversa com o FC Porto. Qualquer venda de um jogador obedece a requisitos específicos e se surgir interesse de um clube, claro que poderemos falar para estabelecer as condições".


in "ojogo.pt"