sábado, 18 de setembro de 2010

Maicon a fazer de Bruno

O jogo da Liga Europa com o Rapid de Viena revelou a insistência do FC Porto por um tipo de jogada específica. Nos lances de bola parada, à esquerda ou à direita, quase sempre através de João Moutinho e Hulk (até ser substituído por Belluschi), as bolas foram mais vezes colocadas no segundo poste, precisamente no sítio onde apareceu o brasileiro Maicon. Um tipo de jogada elaborada durante a semana no Olival e que deu resultado.

Os números não enganam. Exemplo: dos 13 cantos de que beneficiou o FC Porto, sete foram marcados para o segundo poste. E desses sete, cinco foram ter à cabeça ou aos pés de Maicon. E desses cinco, dois resultaram em golo, com participações decisivas do defesa-central brasileiro. Se os dois primeiros cantos foram curtos, e com maus resultados, a partir daí a tendência mudou. Aos 21 minutos Hulk cobrou o canto para Fucile, que estava lá perto, e o cruzamento saiu largo, para o pé direito de Maicon. O brasileiro falhou, mas a bola foi ter com Rodríguez, que depois assistiu Rolando para o primeiro golo da noite. E no segundo golo a participação de Maicon foi mais decisiva. Hulk cobrou o canto para o segundo poste, o central cabeceou para o guarda-redes defender e Falcao não falhou a recarga.

Para além da participação de Maicon em dois golos, houve outros casos evidentes deste tipo de jogada. Em três cantos marcados por João Moutinho para o segundo poste, Maicon cabeceou uma vez para fora, viu o guarda-redes tirar-lhe a bola com uma palmada e, no terceiro caso, não conseguiu cabecear. Ou seja, houve mesmo uma preocupação em colocar a bola em Maicon, um central possante e com bom jogo aéreo. Nos outros dois cantos marcados para o segundo poste, num Rodríguez não conseguiu chegar à bola e no outro a defesa austríaca anulou as intenções dos portistas.

Nos seis cantos marcados para o primeiro poste não houve consequências positivas. Especialmente devido à forma como Hulk bateu na bola. Em três cantos consecutivos permitiu que o primeiro defesa do Rapid interceptasse o lance.

A colocação da bola ao segundo poste não é propriamente uma novidade no FC Porto. Nas épocas mais recentes houve dois intérpretes para a jogada: Raul Meireles cobrava o canto, quase sempre largo para permitir uma boa colocação dos companheiros na área, e quase sempre era Bruno Alves quem aparecia ao segundo poste, com cabeceamentos certeiros. Agora é Hulk ou Moutinho, mas também Belluschi e Rúben Micael, que batem os cantos e Maicon que aparece na zona de finalização.

in "ojogo.pt"

A maldita Jabulani

Falcão é mais certeiro sem a bola da liga
 
Hulk adaptou-se facilmente à Jabulani branca e a prova disso mesmo é o facto de estar na liderança dos melhores marcadores da Liga. Já Falcão ainda parece estar a habituar-se à nova bola do campeonato.

Na última edição da Liga, o colombiano marcou nas primeiras 4 jornadas, mas esta época e nessa mesma prova ainda só disparou certeiro frente ao Beira-Mar. Foi em dose dupla, é certo, mas ainda assim está longe da regularidade que evidenciou no ano da sua estreia. Contudo, nos jogos onde a famosa Jabulani não é usada – Supertaça e Liga Europa –, tem sido o mesmo Falcão que encantou a nação portista no ano de estreia. Utilizado em todos os jogos disputados pelo FC Porto na corrente época, Falcão leva 5 golos, mas apenas 2 deles foram apontados na Liga. De resto, marcou na Supertaça e na Liga Europa (2). Sendo um atleta rigoroso e que leva a sua preparação ao pormenor, é certo que tem trabalhado arduamente na adaptação ao esférico da Liga. Os resultados seguem dentro de momentos...

in "record.pt"

Cunho ofensivo

este fc porto marca mais do que o de mourinho
 
São 8 jogos, 8 vitórias e 21 golos marcados a provar que este FC Porto já tem o cunho ofensivo que André Villas-Boas sempre assumiu querer incutir-lhe. A média que ultrapassa ligeiramente os 2,6 tentos por partida só não é o melhor registo da década no clube, porque num período idêntico, isto é, nos primeiros 8 jogos oficiais, os dragões de Octávio Machado (2001/2002) conseguiram marcar mais um golo (22) do que estes de Villas-Boas. No entanto, nem o FC Porto campeão europeu com José Mourinho arrancou a marcar a um ritmo tão alucinante quanto este.

No lançamento do jogo com o Rapid Viena, que terminou com aquele que tem sido o resultado mais vezes conseguido pelos azuis e brancos nesta época (o 3-0 já se verificou em três ocasiões: Genk, Beira-Mar e, agora, Rapid), André Villas-Boas prometeu praticar um futebol de ataque e a equipa cumpriu com a eficácia que já lhe é reconhecida. A mobilidade do meio-campo tem sido notável, o rigor defensivo também, mas o ataque é que tem dado um cariz espetacular a este novo FC Porto e Hulk, com 7 golos, é quem mais tem contribuído para esse registo.

Equilíbrio reinante

O compromisso com a vitória foi, a par do futebol vincadamente ofensivo, uma das principais promessas feitas por André Villas-Boas no dia da sua apresentação e os resultados estão agora à vista. O FC Porto joga à imagem do seu treinador, mas não descura os sectores mais recuados. Para já, são apenas 4 os golos encaixados, num registo bem melhor do que o da época de Octávio Machado. Em termos de finalização, o arranque em 2001/2002 serve de bom exemplo, mas essa equipa sofreu muitos mais golos do que esta de Villas-Boas (ver quadro).

E face a estes números já são poucos os que se lembram que, devido ao falhanço na contratação de Kléber, Falcão só ficou com um concorrente direto no plantel. O recém-chegado Walter ainda pouco jogou, mas a equipa não se tem ressentido disso. Falcão, Hulk, Varela e companhia têm garantido golos a bom ritmo, pelo que a ausência do avançado que permanece no Marítimo nem tem sido notada. Contudo, a época ainda agora começou...

in "record.pt"

Fucile: «Dão-me todas as garantias»


o gozo pelas vitórias vai levar defesa a renovar
 
Nos dias de hoje é cada vez mais raro falar em jogadores que amam a camisola do clube que representam. Bruno Alves e Raul Meireles foram os mais recentes exemplos de símbolos azuis e brancos a abandonar o Dragão atrás de um contrato mais chorudo. Fucile podia ter-lhes seguido as pisadas, mas ficou. E agora até se prepara para renovar contrato. “Até 2014, é bom, não é?”, questiona, de forma retórica, o uruguaio no seu estilo sempre divertido, antes de abordar o assunto de forma um pouco mais séria: “Estou muito feliz aqui, dão-me todas as garantias. Queria ficar. Os adeptos gostam de mim e eu gosto deles, estou adaptado à cidade, embora, um dia, gostaria de experimentar outro campeonato.” Esse sonho foi adiado e o lateral explica porquê: “Pensei bem e quero continuar a ganhar! E a dar muitas alegrias às pessoas desta casa.”

Esta época, os azuis e brancos têm um aliado de peso para voltar às conquistas. André Villas-Boas chegou inspirado e do grupo de trabalho só podem sair elogios. “Estamos muito bem e superconfiantes. Foi importante vencer o Rapid e dar sequência a este ciclo de vitórias com o novo treinador. Agora é ganhar na Madeira!”

in "record.pt"

Rolando e Maicon tapam Otamendi no F.C. Porto

É central, joga na selecção argentina, mas não é titular no F. C. Porto. Chama-se Otamendi e custou quatro milhões de euros (50% do passe). Pode parecer estranha a sua ausência do onze, mas a explicação é simples: Rolando e Maicon não têm dado hipóteses.

Quando se ganha oito vezes seguidas, sem defeitos de maior a apontar, os resultados, em si mesmo, já contrariam eventuais críticas. Assim, por muito que se fale de Otamendi e da condição de suplente, a série vitoriosa automaticamente dá razão a Villas-Boas e às suas escolhas, nomeadamente para o eixo: Rolando e Maicon.

Isto mesmo disseram, ao JN, Eduardo Luís e Eurico Gomes, dois antigos centrais, campeões pelo F. C. Porto na década de 80. “Não há razão para mexer. Os resultados estão à vista. O F. C. Porto encontrou a dupla certa”, justifica Eduardo Luís. “Mudar para quê? O que está bem é para manter e até melhorar”, responde Eurico.

Um e outro concordam que a ausência de Bruno Alves tem sido superiormente colmatada. “O Rolando ganhou experiência e regularidade. É brilhante na segurança e na sobriedade. O Maicon, vindo do Nacional, fez um ano de estágio e conhece bem a casa. Villas-Boas recebeu-os como herança e formou um bloco coeso”, comenta Eurico, numa análise partilhada pelo ex-colega, sobretudo no que toca à notável “integração” de Maicon.

Nestes parâmetros, fica difícil destronar os titulares. “Uma equipa vive do rendimento. Se aqueles que jogam dão garantias, quem está de fora tem de esperar”, salienta Eurico, atendendo às exigências do F. C. Porto, que obrigam o clube a ter um plantel competitivo. “O F. C. Porto sempre teve dois elementos para cada lugar, num grupo de 24/25. A época é longa. Há castigos, lesões e quedas de forma, por isso há que estar salvaguardado”, observa Eduardo Luís, aqui encaixando a utililidade de Otamendi.

“Se foi contratado é porque tem qualidade. Mas, tem que saber esperar”, repete. Eurico assina por baixo, ao dizer: “Deve mostrar-se disponível, trabalhar o dobro daqueles que jogam, para estar pronto quando chegar o seu momento”.

Kieszek, Sereno, Emídio Rafael, James e Mariano completam o leque dos portistas sem minutos nas provas oficiais.

in "jn.pt"

Villas Boas no turbilhão de recordes


Primeiros oito jogos oficiais a vencer. Nem Pedroto, nem Artur Jorge, nem Mourinho, nem Jesualdo: só Villas Boas pode atacar a marca de Mihaly Siska. E o calendário até inspira...

Com estrondo, sem estrondo. O FC Porto na versão André Villas Boas começa a dar demasiado nas vistas, por muito que o próprio treinador (que até começou por ser o mais questionado... da questão!) mantenha a rédea curta, aconselhando prudência aos adeptos e humildade aos jogadores.

Mas sempre são oito vitórias consecutivas a abrir a temporada oficial, e para encontrar melhor, é preciso colocar uma máscara e remexer o baú até ao fundo, mesmo ao fundo!, recuando quase ao início da história dos campeonatos...

Com as oito vitórias agregadas, Villas Boas já se tornou num dos grandes herdeiros dessa história, e já passou a limpo tudo o que os grandes nomes contemporâneos como Mourinho e Jesualdo fizeram, este milénio.

Nesse ainda pequeno mas significativo pormenor, já dissolveu todas as marcas mais recentes, pois nenhum dos treinadores desta década/milénio conseguiu melhor do que três vitórias a abrir a temporada, e nem se pode colocar a questão do calendário: Villas Boas já defrontou o campeão em título, o Sp. Bragada Champions e já teve três jogos europeus, enquanto, e por comparação, Octávio, a abrir a década, até esteve muito bem, mas deixou os jogadores irem de passeio até Barry Town (derrota vexatória por 3-1, depois de 8-0 na primeira mão) e, assim, ninguém segura o lugar na história...

in "abola.pt"

FC Porto suspende actividade

O FC Porto suspendeu o atletismo feminino em protesto à alteração ao regulamento da FPA (Federação Portuguesa de Atletismo) que impede atletas europeias de competir. O clube considera a alteração ilegal.

A equipa de atletismo feminina do FC Porto não vai competir esta época em protesto pela alteração ao regulamento da FPA (Federação Portuguesa de Atletismo) que impede atletas europeias de competir. Em reunião de direcção, ficou estabelecido suspender o atletismo e continuar a contestar a alteração ao regulamento da Federação Portuguesa (FPA) que impede os dragões de inscreverem as quatro estrangeiras com quem têm contrato nos Campeonatos Nacionais colectivos, por terem representado os respectivos países recentemente.

"Consideramos que é uma situação ilegal... Viola as leis da União Europeia. Foi uma alteração vergonhosa e fico convencido de que teve apenas como objectivo beneficiar um clube nosso adversário " afirmou o responsável da modalidade do FC Porto, Fernando Oliveira, ao diário A Bola.

Fernando Oliveira admite que "a suspensão é o princípio do fim" e que existe o "perigo de extinção" da modalidade. No entanto os responsáveis do FC Porto desejam que "a federação reconsidere" a sua posição.

O FC Porto sagrou-se campeão nacional em femininos na pista coberta e ao ar livre - qualificando-se para a Taça dos Campeões Europeus de pista, na qual dará vez ao Sporting, vice-campeão - com a ajuda de atletas europeias.

in "desporto.sapo.pt"

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Regresso ao trabalho a pensar na Choupana

O plantel do FC Porto regressou esta manhã ao trabalho no Olival, após a vitória de ontem frente ao Rapid Viena por 3-0, na estreia portista na Liga Europa. Os dragões preparam a deslocação à Madeira, onde segunda-feira defrontam o Nacional no fecho da quinta ronda da Liga Zon Sagres.

André Villas-Bolas tem o grupo praticamente todo à disposição, sendo que a única baixa é o argentino Mariano González, que continua a efetuar treino condicionado. Os titulares do encontro com os austríacos trabalharam à parte.

Os portistas regressam amanhã para nova sessão, pelas 10 horas, precedida da habitual conferência de imprensa de antevisão ao jogo do campeonato.

in "record.pt"

F.C. Porto começa a preparar visita à Choupana ainda sem Mariano

O FC Porto regressou aos treinos, nesta sexta-feira, para preparar a deslocação ao terreno do Nacional, encontro da 5ª jornada do campeonato. Cumprida a jornada inaugural do Grupo L da Liga Europa, com vitória sobre o Rapid de Viena (3-0), André Villas-Boas ensaiou a deslocação à Choupana apenas com uma ausência: Mariano, que continua a fazer treino condicionado.


Os «dragões» prosseguem os treinos amanhã, no Olival, com a sessão marcada para as 10 horas a decorrer à porta fechada. Mais tarde, às 12h30, terá lugar a conferência de imprensa onde Villas-Boas fará a antevisão do desafio frente à equipa madeirense.

in "maisfutebol.iol.pt"

Superleague Formula: Álvaro Parente conta com adepto especial em Portimão


Mariano Gonzalez, jogador argentino do F.C. Porto, será mais um a torcer pela vitória do «bólide» dos Dragões

Álvaro Parente vai contar na jornada «lusa» do campeonato Superleague Formula, que se realiza neste fim-de-semana no Autódromo de Portimão, com um adepto muito especial: o jogador argentino Mariano Gonzalez que será mais um a torcer pela vitória do «bólide» dos Dragões.

O FC Porto ocupa a oitava posição da geral e ruma ao Algarve com o claro objectivo de subir na tabela. Álvaro Parente espera que o apoio vindo das bancadas e o seu conhecimento sobre o traçado lhe garanta uma boa «colheita» de pontos.

"Gosto bastante do circuito situado nos arredores de Portimão: é um traçado diferente, exigente e desafiante. Temos vindo a mostrar que temos andamento para nos batermos pelos lugares do pódio e só um problema nas boxes nos impediu de alcançar os resultados que estavam claramente ao nosso alcance em Adria. Vamos para o Algarve com o intuito de dar o nosso melhor, como é habitual - seria fantástico poder alcançar bons resultados frente aos adeptos portugueses", sublinhou o piloto do Futebol Clube do Porto.

A prova algarvia da Superleague Formula by Sonangol é ainda mais aliciante para Álvaro Parente uma vez que, para além de ter amigos e a sua família a acompanhá-lo, terá um contacto muito próximo com os seus adeptos.

"O meu clube de fãs irá realizar uma corrida de karts no kartódromo do Autódromo Internacional do Algarve e convidou-me para tomar parte nesse evento. Gosto bastante de estar em contacto com os adeptos e vai ser muito divertido poder participar neste evento, para além de ser uma forma muito engraçada de poder agradecer todo o apoio que sempre me têm dado, quer no bons quer nos maus momentos", afirmou.

A competição arranca amanhã (sábado), com a qualificação entre as 14h45 e as 16h00 de sábado. No domingo, a primeira corrida começa às 9h45 e a segunda tem início pelas 13h00. A Super Final, com a sempre emocionante luta pelos 100.000 euros, arranca às 14h00.

in "maisfutebol.iol.pt"

As Desclarações

Contabilidade e 16 minutos à Barcelona


Com o Rapid de Viena, pode jogar-se sem medo de apanhar infecções, tenham ou não os austríacos eliminado esse colosso do futebol europeu chamado Aston Villa (haverá parentesco?), mas Villas-Boas decidiu que não, provavelmente por querer ensaiar caminhos novos para um FC Porto experimentalista e tão à vontade no relvado como no laboratório. Não sendo "criatividade" uma palavra muito utilizada para falar de treinadores, começa a ser o caso: o primeiro jogo do FC Porto na Liga Europa, contido e controlado, teve pelo menos tanto rasgo e fantasia no banco como no campo.

Quem leia a conferência de Imprensa dada anteontem por Villas-Boas sabe como foi a primeira parte do FC Porto-Rapid: paciente. Os cinco médios austríacos desencorajavam as trocas de bola? É deixá-los desencorajar. Era a fase contabilística dos dragões. Se um jogador a mais subia ao ataque, outro rapidamente fazia contas de cabeça e recuava para manter a aritmética. Despreocupados e certos do que havia a fazer. Carregar pela área dentro não era o primeiro objectivo desta vez. Uma falta lateral ou um canto satisfariam as necessidades, porque a noite era da artilharia pesada. À primeira bola parada, sacaram o golo a Maicon no último instante; à segunda, foi Maicon quem se perdeu da baliza e, à vontade, cabeceou para onde esperava que ela estivesse; à terceira, golo por via indirecta: ressalto e passe de Rodríguez para Rolando. Ontem, poucas bolas paradas andaram longe de resultar, e 90 por cento delas levavam Maicon na mira. Só ele falhou três golos claros, sem contar com o remate que valeu o segundo à equipa na recarga de Falcao. Villas-Boas reinventou o preservativo: sexo seguro e limpo à custa de uma eficácia nos livres indirectos e cantos que ainda não fora assim tão evidente esta época. Ainda no sábado, os três golos ao Braga chegaram todos de bola corrida.

Uma saída de bola lenta que os austríacos recuperaram na pior zona e, depois, um momento de apatia no meio-campo que permitiu uma chegada fácil do Rapid à área sustentam um mínimo da tese defendida pelo treinador do FC Porto na véspera do jogo, confirmando que não falta o que aperfeiçoar na equipa. Mas nunca houve sequer razão para luz amarela. Fortalecido pelos canhões que dizimavam os austríacos a cada subida de Maicon e Rolando até à área deles, o jogo dos dragões prosseguia com ares de estar programado ao minuto. Para a segunda parte, Villas-Boas previra puxar da paleta e pintar a noite de paciência - e alguma monotonia, claro - com melhores promessas. A soma de Belluschi, ontem suplente, a Rúben Micael e Moutinho cumpriu-as: o FC Porto não está condenado às bolas paradas, longe disso. A coincidência dos três médios em campo lançou outro tipo de futebol, completamente diferente, o que torna de repente muito difícil descrever esta equipa em termos de estilo ou modelo de jogo. Do bombardeamento espaçado passou-se à dança intensa, de passes curtos e rápidos, como uma máquina de costura. E isto quando era suposto ver-se alguma reacção do Rapid, que, a ter havido, morreu por falta de genica para responder. Um golo conseguido pela via dos três baixinhos, embora contando com o "outsourcing" de Rodríguez nos acabamentos, selou a promessa de um futuro bem menos contabilístico do que fora a primeira parte e deixou a sugestão de que este FC Porto será sempre uma equipa muito difícil de prever pelos adversários.

FC Porto-Rapid Viena, 3-0

Estádio do Dragão

Relvado Excelente

Espectadores 30014

Árbitro: Douglas McDonald

Golos 1-0 Rolando 26' 2-0 Falcao 65' 3-0 Ruben Micael 78'
-

FC Porto

Helton, Fucile, Rolando, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, Ruben Micael (André Castro, 82), João Moutinho, Hulk (Belluschi, 69), Cristian Rodriguez e Falcao (Walter, 78).

Treinador André Villas-Boas

Rapid Viena

Raimund Hedl, Tanju Kayhan, Mário Sonnleitner, Ragnvald Soma, Andreas Dober (Jurgen Patocka, 79), Thomas Hinum, Stefan Kulovits, Veli Kavlak, Steffen Hofmann (Christopher Trimmel, 73), Christoph Saurer (Christopher Drazan, 62) e Atdhe Nuhiu.

Treinador Peter Pacult
-
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Andreas Dober (18), Thomas Hinum (39) e Cristian Rodriguez (61).

in "ojogo.pt"

André Villas-Boas : "Todos se empenham e o colectivo funciona"



E vão oito triunfos oficiais seguidos na ainda curta carreira de André Villas-Boas à frente dos destinos do FC Porto. "Ajuda a consolidar os processos, porque é importante nunca perder o sentido de vitória, até porque se seguem deslocações difíceis", avalizou. Mas como o próprio fez questão de enfatizar, o brilho forte azul e branco deste arranque de temporada advém do seu colectivo e nunca do individual. "Estou muito satisfeito com a resposta do colectivo, que funcionou porque todos os atletas se empenham. As soluções que encontrámos para o jogo mostraram que estão muito bem."

Referindo-se às especificidades do jogo com o Rapid de Viena, o treinador reconhece-se globalmente satisfeito. "Este jogo fez-me lembrar muito o embate com o Braga, porque voltámos a demonstrar grande concentração, rigor e qualidade e só assim foi possível chegar ao 2-0." Mas não sem alguns calafrios; de facto, e segundo considerou, "a vantagem do FC Porto esteve sempre em causa, perante uma equipa com um bloco bem organizado e que saía rápida para o contra-ataque, até aos 64', altura em que chegou o segundo golo". Até lá, porém, "os austríacos criaram algumas dificuldades nas poucas incursões efectuadas".

O desfecho vitorioso serviu sobretudo "para consolidar um caminho que é difícil". "Agora, na Bulgária, era importante conquistar mais três pontos e deixar o CSKA em posição desconfortável. O nosso percurso deve ser o de ganhar todos os jogos nesta fase, esperar pelas equipas da Liga dos Campeões e depois pensar fase a fase", prosseguiu. Este novo triunfo surge como "progressão natural da equipa", que passa "por somar sempre os três pontos", como, aliás, já avisara de véspera na conferência de Imprensa.

A substituição de Hulk não parece ter agradado ao brasileiro, mas Villas-Boas passa um pano quente sobre o tema. "É normal que se mostre insatisfeito, porque quem não quer ficar em campo os 90'?", questionou com propriedade. Ainda assim, mantinha a sua decisão. "Decidimos apostar no Belluschi e parece que resultou. Mas a saída do Hulk não lhe tira brilho ao que fez, ele que até, momentos antes, tinha feito a assistência para o segundo golo".

in "ojogo.pt"

Este FC Porto deixa sempre o melhor para o fim


Este Dragão só sabe ganhar, com oito vitórias em oito jogos oficiais, e um total de 21 golos. A admirável média de 2,6 tentos por jogo deixa pouca margem para dúvida sobre o potencial ofensivo dos azuis e brancos, mas uma análise aos números revela uma faceta curiosa sobre o momento do jogo em que a equipa é mais letal. O regresso dos balneários desperta definitivamente a veia goleadora do FC Porto, tendo marcado 14 golos, precisamente o dobro dos sete marcados no primeiro tempo. Curiosamente, o único golo marcado pela equipa de Vilas Boas nos 15' iniciais aconteceu no primeiro jogo oficial da época, na Supertaça, na vitória frente ao Benfica, por 2-0.

O cronómetro também foi simpático para os portistas no jogo de ontem, especialmente no tempo de posse de bola, com uns esmagadores 63%. Seria preciso recuar até à época 2005/06, há 41 jogos atrás (!) para encontrar tamanho desequilíbrio favorável aos dragões. Aconteceu na recepção aos escoceses do Rangers, onde o FC Porto dominou 67% do tempo, mas com um resultado bem diferente: 1-1.

De resto, estes austríacos são mesmo de um outro campeonato. Só conseguiram três remates no Dragão.

in "ojogo.pt"

História do jogo

Rúben arrasa sempre austríacos

O madeirense marcou o oitavo golo na Liga Europa, metade dos quais contra equipas austríacas. Três ao Áustria e um ao Rapid.

Rúben Micael marcou ontem o primeiro golo da época, naquela que é a sua prova de eleição, a Liga Europa. Foi o oitavo golo do médio nas competições internacionais depois dos sete alcançados na época passada ao serviço do Nacional. Neste dado estatístico, Rúben destaca-se dos demais no plantel portista. Mais curiosa ainda é a tendência do madeirense para marcar a equipas austríacas. Afinal, há um ano facturou na deslocação a Viena, onde defrontou o grande rival do Rapid, o Áustria de Viena, na fase de grupos da Liga Europa; e bisou na recepção à mesma equipa na Choupana. Ou seja, já leva quatro golos a equipas daquele país. Os outros golos foram ao Zenit (2), ao Atlético de Bilbau e Werder Bremen.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um

A Estrela: Rodríguez (7)

Duas assistências na noite da volta do "velho" Cebola

Foi a surpresa no onze, embora O JOGO levantasse essa possibilidade na edição de ontem, e uma aposta ganha por Villas-Boas. O técnico permitiu que Varela recarregasse baterias para o que aí vem e ficou com a certeza de que o uruguaio está a subir de forma, o que aumenta as opções. É justo dizer que Rodríguez não foi brilhante, mas decisivo com duas assistências. A primeira fantástica porque estava rodeado de adversários e teve o discernimento para oferecer a bola a Rolando. Mais tarde serviria Rúben para o melhor golo da noite. Usando uma das imagens de marca, a raça, lutou bastante, ajudou nas zonas mais recuadas. Acabou o jogo a fazer de Hulk, encostado à direita, e como nem tudo foi bom é notório que tem de melhorar nos cruzamentos.

Helton 6

Ainda estava a apertar as luvas e já Kulovits testava a sua atenção: remate cruzado que só conseguiu segurar à segunda. O mesmo jogador, perto do intervalo, atirou colocado e Helton foi desviando a bola com os olhos até esta sair pela linha do fundo. Segunda parte mais tranquila, sem ser obrigado a qualquer defesa.

Fucile 6

Dificilmente podia pedir melhor jogo para o regresso porque Saurer pouco ou nada o incomodou. O único problema por que passou foi da responsabilidade de Kayhan, aos 36', quando o deixou cruzar perigosamente. Claro que precisa de mais minutos para voltar à forma ideal.

Rolando 7

Grande exibição coroada com um bom golo, na zona do ponta-de-lança, aos 26'. Mas já o podia ter feito antes noutro canto em que surge a finalizar por cima. Fez, ainda, vários passes de 30/40 metros para as costas da defesa austríaca. E como o FC Porto não sofreu golos, percebe-se que também cumpriu defensivamente.

Maicon 7

Responsável pela marcação ao gigante Nuhiu (1,97 metros), não lhe concedeu espaço. Ganho esse duelo, jogou muitas vezes como trinco e foi dos mais perigosos nas bolas paradas: por três vezes cheirou o golo em cantos, mas a pontaria e o guarda-redes não permitiram que festejasse. Ainda assim, está no lance do segundo golo.

Álvaro Pereira 5

Cedo percebeu, na prática aos oito segundos quando Kavlak passou em velocidade, que o austríaco exigiria muita atenção. E a verdade é que pouco depois permitiu novo cruzamento do extremo. Na frente, foi muleta importante para Rodríguez com quem se entendeu bem.

Fernando 6

O principal perigo do Rapid estava identificado: Hofmann e o seu azar foi actuar na zona de protecção de Fernando. Controlado o armador adversário, o "polvo" ainda se foi aventurando no ataque, combinando bem, sobretudo, com Hulk e Falcao.

João Moutinho 7

Trabalhador incansável, acabou o jogo exausto e a coxear até porque foi o portista que mais faltas sofreu. Terá feito a melhor exibição desde que assinou pelo FC Porto. Ganhou inúmeras bolas, transportou jogo e entregou-o bem. E ainda tentou ser feliz na finalização.

Rúben Micael 7

Golaço no regresso à titularidade, reclamando o lugar no onze para o futuro. Com a parte de fora do pé direito assinou o melhor momento da noite, no seu oitavo golo na prova. Fez uma exibição em crescendo, pressionando, correndo e entregando a bola como poucos na equipa.

Hulk 5

As pilhas não recarregaram totalmente depois do jogo com o Braga. Por isso, só a espaços conseguiu dar seguimento às jogadas individuais. Com mais espaço na segunda parte, sofreu uma grande penalidade que o árbitro não assinalou. Depois de três cantos seguidos mal marcados, lá arrancou um bom cruzamento que originou o segundo golo.

Falcao 6

Quebrou o jejum de golos que durava há três jogos, num desvio à ponta-de-lança. Podia tê-lo feito mais cedo, em três bons lances mas os remates saíram por cima. Foi buscar muito jogo atrás e não teve problemas em partir para cima dos adversários com a bola.

Belluschi 6

Acrescentou criatividade ao meio-campo e esteve perto de fazer um golaço do meio da rua. A barra, como em muitas outras vezes com a camisola do FC Porto, devolveu-lhe o remate.

Walter 5

Finalmente, terá dito quando Villas-Boas o chamou do aquecimento, já que voltou a jogar uns minutos. Teve tempo para um remate torto aos 81'.

Castro -

Premiado com a entrada na partida nos instantes finais.

in "ojogo.pt"

Breves

Ministro tem filho portista

O futebol é do povo, mas também é muitas vezes dos políticos. Foi assim ontem com Pedro Silva Pereira. O ministro da Presidência esteve na tribuna presidencial do Estádio do Dragão a assistir ao jogo com o Rapid de Viena na companhia do filho, que, segundo contam, é um portista ferrenho.

Hoje é dia de treinar

O FC Porto regressa já esta manhã ao trabalho, pelas 11h00, no Olival. Nesta altura de intensa competitividade, André Villas-Boas optou por não conceder folga, tendo em conta que os portistas jogam segunda-feira na Madeira, com o Nacional. O treinador fará amanhã a antevisão do jogo.

Otamendi ficou no banco

Ainda não foi ontem que Otamendi se estreou com a camisola do FC Porto. O defesa argentino, último reforço a chegar, sentou-se novamente no banco de suplentes, de onde voltou a não sair. Aliás, dos jogadores convocados para a partida de ontem, Otamendi é o único que ainda não somou qualquer minuto de competição esta temporada.

Até parecia estar calor

A noite de ontem esteve agradável, mas os muitos austríacos que visitaram o Dragão exageraram nas manifestações de… calor. Com pouco mais de 10 minutos de jogo, grande parte deles decidiram-se a tirar as camisolas verdes e brancas e a agitá-las bem alto. Foi bonito, mas nunca mais as vestiram, nem mesmo com a brisa mais fresca.

Estreia de Fucile na Liga Europa e a titular

Fucile foi uma novidade esperada no onze inicial do FC Porto depois de Sapunaru ter ficado de fora por opção de André Villas-Boas. O lateral uruguaio estreou-se a titular esta temporada e fez o sue primeiro jogo na Liga Europa. Em noite de alterações na equipa titular, com a entrada de Rúben Micael na equipa, em detrimento de Belluschi, registe-se o regresso de Rodríguez aos titulares e o seu nono jogo na Liga Europa, primeiro pelo FC Porto, ele que já tinha alinhado em cinco encontros com as cores do Paris Saint-Germain e em três com a camisola do Benfica.

Imprensa

Olé

"Na equipa portuguesa jogou de início Falcao e converteu o segundo golo. Belluschi entrou aos 23' do segundo tempo e Otamendi viu o jogo do banco"

uefa.com

"Um golo de Rolando na primeira parte e outros dois de Falcao e de Rúben Micael na etapa complementar permitiram ao FC Porto bater o SK Rapid Wien no Estádio do Dragão, por 3-0. Apesar do susto inicial, o FC Porto não tardou a assumir o controlo do encontro, ainda que com algumas dificuldades para fugir às apertadas marcações contrárias"

krone.at

"O "Hütteldorfer" foi derrotado com FC Porto por 3-0 fora. O segundo representante da Áustria na fase de grupos [Casino é o outro], ainda conseguiu manter o mesmo ritmo dos portugueses, apesar de não ter impedido a derrota. Depois do 1-0 por Rolando, o Rapid teve duas boas chances para empatar, mas depois da hora de jogo tudo se tornou mais claro. Falcao e Rúben Micael asseguraram a clara superioridade expressa no resultado. Na fase final, o FC Porto até perdoou mesmo algumas oportunidades para uma vitória ainda maior"

KURIER

"Nem um ponto nem um golo conquistado em solo português. No imponente Estádio do Dragão, Kavlak, após sete segundos, rematou à baliza do FC Porto. Num duelo difícil, Markus Katzer lesionou-se no aquecimento, e foi baixa importante no Rapid"

Hulk saiu amuado

A exibição não lhe saiu como desejava e André Villas-Boas, com o jogo controlado após o segundo golo apontado por Falcao (65'), aproveitou para tirar Hulk e poupá-lo para o importantíssimo jogo de segunda-feira com o Nacional, na Madeira. Mas o Incrível não gostou de ver o seu número na placa da substituição e não escondeu o desagrado quando deixava o relvado, contornando até o treinador - que o agarrou à passagem - na área técnica. Os adeptos que lhe bateram palmas à saída aperceberam-se da cena e acabaram por se manifestar com assobios para reprovar a atitude. No final do encontro, já com todos os jogadores do FC Porto em campo para agradecer a presença do público nas bancadas, a ausência de Hulk voltou a fazer-se notar.

in "ojogo.pt"

A caminho do infinito

villas-boas soma 8 triunfos com registo imaculado
 
No entender de André Villas-Boas, “caminhar para a perfeição é como caminhar para o infinito. É algo de inatingível”. Todavia, enquanto não abre as portas desse Nirvana futebolístico, que talvez se chame Dublin, a sede da final da Liga Europa, o técnico dos azuis e brancos soma sucessos atrás de sucessos e submete os adversários a verdadeiros tormentos. Contra o Rapid Viena, o FC Porto carimbou o triunfo número 8 da temporada oficial. Uma sequência de êxitos que terá a Choupana como próximo obstáculo a demolir.

Como Villas-Boas defende que o importante é que “o FC Porto cresça como coletivo”, frisando que “o essencial em termos da base de sucesso é a regularidade”, estará seguramente contente com a robustez demonstrada pela sua equipa em todos os capítulos.

Esmagamento

Face às 8 vitórias consecutivas, já restarão poucos céticos a considerar um acaso a forte pedalada azul e branca. É que os triunfos são acompanhados pelas exibições e a contabilidade de golos dá uma vantagem de 21-4, tendo apenas o Genk e o Sp. Braga encontrado forma de marcar a Helton e Beto, mesmo assim perdendo...

Se isolarmos os jogos da Liga Europa, vemos números que avisam claramente a navegação sobre o favoritismo na prova: 10 golos marcados e só 2 sofridos em 3 desafios. O grande mérito de Villas-Boas pode ser o de ter recuperado aquela vontade insaciável de ganhar que durante tantos anos fez a marca da dominação portista. Veja-se o caso de Hulk: foi substituído para descansar, a pensar no Nacional, e mesmo assim saiu com ar de zangado. Ainda queria mais...

in "record.pt"

Porto 3 - Rapid 0: As declarações

João Moutinho: «Derby? Quero é que o F.C. Porto ganhe ao Nacional»

João Moutinho, jogador do F.C. Porto, em declarações no final da vitória por 3-0 sobre o Rapid Viena, em jogo da Liga Europa:


«Conseguimos fazer um bom jogo e sair daqui com uma vitória importante no primeiro jogo da Liga Europa. Queríamos dar continuidade à boa fase de vitórias que temos vindo a fazer, conseguimo-lo e esperamos já na segunda-feira conseguir aumentar ainda mais este registo. Não sei se já alguma vez tinha ganho oito jogos seguidos, mas espero que venham mais no futuro. Sinto-me cada vez melhor neste F.C. Porto, cada vez mais estou entrosado com os meus companheiros e espero poder ajudar a equipa e continuar a ganhar como temos vindo a fazer. Se vou estar atento ao Benfica-Sporting? Com certeza que vamos ver, mas estamos concentrados em nós e vamos pensar é no que temos de fazer na segunda-feira. Só dependemos de nós e queremos continuar a somar vitórias. Que resultado preferia para o derby? Quero é que o F.C. Porto ganhe ao Nacional.»

Castro: «Vou trabalhar para aprender com os melhores»

Castro, jogador do F.C. Porto, em declarações no final da vitória por 3-0 sobre o Rapid Viena, em jogo da Liga Europa:

«Como vejo a concorrência de Belluschi, João Moutinho, Ruben Micael e Souza? Tenho que trabalhar forte, porque com os melhores é que se aprende. Como eu quero ser um dos melhores vou trabalhar forte para ser titular. Pretendo jogar sempre, tenho trabalhado para isso, quando o treinador entender que devo jogar, estou pronto. Fico feliz com as oportunidades que tenho tido e espero que no futuro surjam mais. Como vi o jogo desta noite? A primeira parte foi complicada porque o Rapid defendeu muito, mas na segunda parte os golos surgiram naturalmente. Até agora o F.C. Porto é só vitórias, estamos muito confiantes porque não pode haver motivação maior do que as vitórias.

Belluschi: «É claro que queremos ganhar a Liga Europa»
 
Belluschi, jogador do F.C. Porto, em declarações no final da vitória por 3-0 sobre o Rapid Viena, em jogo da Liga Europano qual participou apenas nos vinte minutos finais, tendo dado o lugar no onze titular a Ruben Micael:

«No primeiro tempo marcámos um golo, o que permitiu abrir o jogo e isso beneficiou-nos porque pudemos controlar a posse de bola e jogar futebol com mais espaço. Convertemos mais dois golos, podíamos ter feito mais ou outro, mas o Rapid Viena também teve duas oportunidades e se tivesse marcado ia complicar a nossa tarefa. Foi um bom jogo, fizemos as coisas bem e agora temos de pensar no encontro com o Nacional. Para mim foi bom descansar, mas também foi bom jogar vinte minutos, porque quero sempre estar em campo. O F.C. Porto é favorito a passar à próxima fase da Liga Europa. Sabemos que é difícil ganhar a competição, mas temos a esperança de ir avançando e mais à frente logo se vê. Na nossa cabeça está seguro que o objectivo é ganhar a Liga Europa.»

Maicon: «Fico feliz pela chegada do Otamendi, é um bom jogador»
 
Maicon, jogador do F.C. Porto, em declarações no final da vitória por 3-0 sobre o Rapid Viena, em jogo da Liga Europa, ele que participou nos dois primeiros golos portistas:

«Procurei o golo, infelizmente não o consegui, mas o F.C. Porto marcou três vezes, ganhámos e isso é o mais importante. Acredito que vou marcar para a frente. Esta vitória pode ser o início de uma história bonita. A equipa tem trabalhado bem e pode chegar à final da Liga Europa. As dificuldades vão aumentar, mas acreditamos no nosso valor. Como vejo a chegada do Otamendi? Fico feliz pela chegada dele, é mais um para ajudar. É um bom jogador, tal como o Sereno. Somos quatro centrais que estamos num bom momento e todos estamos a trabalhar para ajudar a equipa.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Tribunal absolve FC Porto em processo de ex-accionista

O processo movido por Alexandre Magalhães contestava, entre outras deliberações, os prémios dos administradores da SAD em 2005, na ordem dos 2,29 milhões de euros.

O Tribunal do Comércio do Porto comunicou hoje a absolvição da FC Porto SAD no processo interposto por Alexandre Magalhães, accionista que requereu a nulidade das deliberações aprovadas na assembleia geral de 28 de Outubro de 2005.

Na sentença datada de 14 de Setembro, a que a agência Lusa teve acesso, o 2.º Juízo do Tribunal do Comércio do Porto julgou a acção de Alexandre Magalhães improcedente "por não provada", recusando a argumentação do accionista de que a sessão magna não foi precedida "dos elementos de informação necessários à formação esclarecida da vontade social".

Alexandre Magalhães pediu que fossem "consideradas nulas ou anuladas as deliberações que aprovaram os relatórios e contas individual e consolidado do exercício de 2004/05 e a proposta de aplicação de resultados pelo Conselho de Administração da FC Porto SAD, de que os resultados negativos de 2.036.068 euros transitassem para 'resultados transitados'".

O tribunal entendeu improcedente os argumentos apresentados para a nulidade ou anulação das deliberações, por considerar que "é razoável supor, em face aos dados apresentados, discutidos e votados pelos accionistas na Assembleia Geral, que existia um entendimento inequívoco de que a actuação da administração e da fiscalização foi boa, ainda para mais num ano de sucessos desportivos e financeiros".

O sócio do FC Porto alegou também que a Comissão de Vencimentos "utilizou abusivamente os seus poderes e os seu direito de voto, em manifesto prejuízo dos accionistas e apenas no interesse dos beneficiários", considerando que era "ilegal a gratificação atribuída aos membros da Administração (presidente e administradores executivos) pela referida Comissão em 15 de Outubro de 2004".

As remunerações atribuídas aos membros da Administração da FC Porto SAD "ascenderam a 2,29 milhões euros, verificando-se um aumento em relação ao exercício anterior de 1,33 milhões de euros".
 
In "desporto.sapo.pt"

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

AVB: "Teremos de ser pacientes e rigorosos"


Villas-Boas concorda que o FC Porto, pela experiência e qualidade do plantel, é o favorito para o encontro desta noite, mas deixou elogios ao Rapid e alertou para os calafrios que os austríacos podem causar no Dragão. O técnico apontou Hofmann como o principal perigo e explicou que a sua equipa terá de ser rigorosa e estar concentrada se quiser alcançar a oitava vitória consecutiva da época. Além disso, admitiu fazer mudanças no onze.

Vai manter a equipa?

Isso são opções que não devemos discutir aqui. O calendário começa a apertar e os períodos de recuperação são curtos. Nesse sentido, podem ser introduzidas algumas alterações. Falta-nos apenas recuperar um jogador, que é o Mariano. Obviamente, o Guarín só regressou esta semana e não será um dos convocados, mas este acaba por ser um factor de motivação e de capacidade de escolha.

E o sistema vai mudar?

A estrutura não será mudada.

Que análise faz ao Rapid de Viena?

Só tivemos acesso a dois jogos antes desta jornada. Foram observados pelo Daniel Sousa e pelo Pedro Emanuel, e preparámo-nos como habitualmente. Amanhã [hoje] faremos reuniões com os jogadores de uma forma mais agressiva e incisiva. É uma equipa que pode causar surpresa porque, tal como o Braga, consegue explorar bem os erros dos adversários. Mantém-se equilibrada defensivamente e depois tem saídas para o contra-ataque agressivas, que podem causar problemas se não formos capazes de manter o rigor e a concentração, sobretudo no princípio do jogo. A nível individual, destaca-se a capacidade desequilibradora do Hofmann, que pode jogar na direita ou a segundo ponta-de-lança. Parece-me que faltam dois jogadores importantes no meio-campo, mas as opções que têm são credíveis e mais de profundidade do que o Heikinnen e Pehlivan. A preparação está feita, e esperamos que a equipa corresponda com três pontos, que serão importantes antes de dois jogos seguidos fora de casa.

O Rapid tem estado mal no campeonato. Isso aumenta o favoritismo do FC Porto?

Estará a fazer um campeonato modesto, mas uma fantástica Liga Europa, até porque eliminou o Aston Villa fora de casa. Está motivado para esta prova e pode surpreender quando joga fora pela tal agressividade na transição.

Pergunta O JOGO

O FC Porto terá de ser paciente neste jogo?

Paciente e rigoroso no controlo da posse de bola, sem se expor de uma forma muito declarada. Privilegiamos um futebol de ataque, no entanto essa exposição poderá levar a calafrios. No último jogo, depois do 1-0 o Braga isolou-se duas vezes em superioridade numérica. É preciso manter a lucidez e o equilíbrio para não nos expormos a essas situações.

"Derrota acabará por acontecer..."

Villas-Boas ganhou todos os jogos oficiais, mas garantiu estar preparado para o dia em que o resultado for negativo e aproveitou para voltar a criticar quem apontou o dedo à equipa após o torneio de Paris. "Parece-me claro que, por ter havido mudança no comando técnico, o mais fácil fosse associar as derrotas desse torneio, dessa competição tão importante, a essa mudança. As dúvidas não faziam sentido. A vitória da Supertaça ajudou a consolidar as ideias, porque foi contra um adversário que não perdia contra ninguém e estava a fazer uma pré-época como ninguém; prometia mundos e fundos. Estou apenas a interpretar o que foi escrito e não a criticar", salientou.

Villas-Boas diz que "a derrota acabará por acontecer mais tarde ou mais cedo", porque são poucos os casos em que uma equipa passa uma época sem perder. "Acontece apenas aos predestinados, como o Arsenal e o Barcelona há uns anos", recordou. Aliás, essa não é uma obsessão. "Não me parece importante discutir isso. Essa regularidade de vitórias acontece muito poucas vezes. O Benfica foi campeão com duas derrotas, o Braga segundo com três, o que já foi um número curto de derrotas. O mais importante é manter uma distância considerável para o segundo lugar e esta regularidade de vitórias o mais tempo possível", frisou, lembrando que o calendário vai apertar. "Vamos entrar numa fase de deslocações difíceis e que poderão ou não ser consideradas novos testes. Se correr mal, a crítica será que o FC Porto só agora foi posto à prova e que demonstra ser uma equipa incapaz de ganhar quando o nível do adversário aumenta. Cá estaremos para comentar isso", lembrou.

"Temos uma história a defender"

Desta vez, no Estádio do Dragão não tocará o hino da Champions. O FC Porto vai participar na Liga Europa, e Villas-Boas garantiu que a pressão é igual em qualquer competição. "Quanto mais acreditamos na nossa competência, menos pressão vamos sentindo. Nós acreditamos que vamos manter a regularidade exibicional e de resultados", atirou. Antes do jogo com o Genk, Villas-Boas colocou o FC Porto entre os candidatos ao triunfo na prova. Ontem não mudou o discurso, mas disse não fazer sentido estar sempre a falar no assunto. "Esta é a a conferência de antevisão do jogo com o Rapid, faltam mais cinco e já houve duas para os jogos com o Genk, e essa pergunta não pode ser sempre colocada. Já assumimos esse desejo, não é novidade nenhuma. Porque não há-de ser [o FC Porto] candidato a ganhar a Liga Europa? Temos uma história a defender, e o nosso compromisso é continuar a vencer. Comprometer alguém com a exigência do troféu escusa de ser feito, porque ela está assumida à partida", insistiu o treinador portista ontem.

in "ojogo.pt"

Varela: "Pressão? Isto é o FC Porto..."


A irreverência que costuma levar para os relvados desaparece automaticamente quando chega a hora de Varela conversar com os jornalistas. Tímido, como sempre, o extremo fez a antevisão do encontro desta noite, mas também falou do excelente momento de forma que atravessa. "Sinto-me bem, muito confiante. Estou a atravessar um momento muito feliz na minha carreira e quero continuar a conseguir vitórias atrás de vitórias. A equipa também tem estado bem, e isso ajuda individualmente." Varela considerou de seguida que os golos que tem marcado se devem ao "muito trabalho de finalização" que André Villas-Boas obriga os jogadores a realizar durante os treinos e falou ainda do seu bom momento de forma, que se segue a um longo período de ausência devido a lesão. "Agora sinto-me bem. Sinto-me capaz de ajudar a equipa. Resta-me continuar a respeitar as opções do treinador, sejam elas quais foram, e manter este ritmo de trabalho."

Para trás parece ter ficado a polémica em torno da sua recente dispensa da Selecção, à qual se seguiu a utilização no jogo com o Braga. "Não vou responder a isso... Fui visto pela FPF e pelo departamento médico do FC Porto, que chegaram à conclusão de que não estava em condições de representar a Selecção naquele momento." As frases habitualmente curtas que gosta de utilizar no discurso serviram depois para considerar que Hulk é um jogador "com muito qualidade" e que o bom momento colectivo da equipa "ajuda a fazer sobressair" individualidades como o brasileiro. Sobre o jogo, manifestou vontade de conseguir a oitava vitória consecutiva da temporada e recusou a ideia de menor pressão por culpa do nome menos sonante do adversário. "Aqui jogamos sempre com exigência e pressão para ganhar todos os jogos. Isto é o FC Porto e há-de ser sempre assim."

A concluir, sobraram ainda os elogios para o Rapid. "Vai ser um jogo extremamente difícil, porque vamos defrontar uma equipa forte, com bons valores individuais, como é o caso do Hofmann, que é muito bom. Eles têm alas rápidos, é uma equipa que sai bem no contra-ataque, por isso vamos ter de estar muito concentrados."

in "ojogo.pt"

Guarín está recuperado

Depois de ter arrancado a semana ainda com algumas limitações, Guarín desapareceu ontem do boletim clínico dos portistas, passando a ser apenas um caso técnico. André Villas-Boas enquadrou-o. “Só nos falta recuperar um jogador, que é o Mariano. O Guarín regressou esta semana e ainda não é um dos convocados. Mas essa disponibilidade é um fator extra de motivação, de pressão e de rigor. As dúvidas que me colocam são importantes”, explicou.

O colombiano não joga desde a 1.ª jornada quando saiu do terreno da Naval lesionado. Guarín esteve, portanto, um mês de baixa, mas engrossa o lote de disponíveis para um ciclo de grande exigência e com deslocações que pedem um grupo alargado de opções.

Recorde-se que, até à paragem das competições, o FC Porto tem pela frente saídas à Madeira (Nacional), Bulgária (CSKA Sófia) e Guimarães (Vitória), intercaladas pela receção ao Olhanense. Villas-Boas conta os ativos ao seu dispor...

in "record.pt"

Prémio para Sapunaru e Fucile de folga

Depois de 7 jogos a dar moral à concorrência interna, eis que Fucile salta para o onze. É um alívio para o uruguaio, mas não se pode dizer que seja um castigo para Sapunaru. Pelo contrário. O romeno tem correspondido no arranque da época e é o dono do lugar, mas acusava já o desgaste a que tem sido sujeito e não deixará de apreciar esta folga antes de recuperar o lugar diante do Nacional. Villas-Boas, sem se referir concretamente a esta mexida, deixou algumas pistas para o seu enquadramento. “O calendário começa a apertar e os períodos de recuperação são curtos. Nesse sentido, podem ser introduzidas algumas alterações, também por mérito próprio”, anunciou.

É uma deixa que se aplica a Fucile, que tudo tem feito para recuperar o tempo perdido, fruto de um arranque que sofreu atrasos em virtude da presença prolongada no Mundial’2010. É óbvio que o lateral pensa recuperar o lugar que foi dele nas últimas quatro temporadas, permitindo-lhe até gozar de um estatuto internacional que o colocou na órbita de grandes clubes europeus.

Aos 25 anos, Fucile deu o dito por não dito e corrigiu as suas ambições de saída, dizendo estar de corpo e alma no FC Porto, ao ponto de até ter solicitado a continuidade no clube. Declarações que não caíram em saco roto, consubstanciando-se numa renovação de contrato (até 2014) que eleva também a fasquia de vencimentos do camisola 13.

Estrutura

Entra Fucile e o onze até pode registar mais mudanças, nomeadamente num meio-campo onde Ruben Micael está ávido de minutos. O que não muda é o sistema tático que mais conforta o dragão. “Não serão feitas mudanças estruturais. É a estrutura com a qual nos identificamos melhor e que vai de encontro ao futebol português e ao jogador português”, disse André Villas-Boas, denunciando o reforço na aposta no 4x3x3 que tem sido a matriz tática por excelência deste FC Porto.

As mudanças nos nomes serão pontuais, até porque o desejo de vitória é firme e não abre espaço a revoluções. O técnico confia em quem lhe tem dado resultados.

in "record.pt"

Raúl Meireles: "Foi difícil deixar o FC Porto"

O futebolista internacional português Raúl Meireles admitiu hoje que foi complicado deixar o FC Porto para assinar pelo Liverpool, mostrando-se entusiasmado por poder jogar ao lado de Steven Gerrard e Fernando Torres.

"Foi difícil deixar o FC Porto, porque é a minha equipa. Como o (Steven) Gerrard e o (Jamie) Carragher, apenas joguei na minha cidade, pelo Boavista e pelo FC Porto. Mas agora esta é uma nova aventura e estou feliz e entusiasmado", afirmou.

Em declarações ao site do Liverpool , Raúl Meireles disse querer "ganhar títulos", à semelhança do que fez no FC Porto, algo que a equipa pode fazer "porque tem os jogadores" para isso.

"Estou entusiasmado para jogar com Gerrard e Torres. Para mim, o Stevie é um dos melhores médios do Mundo e o Torres é um avançado fantástico", afiançou.

Meireles reconheceu que o seu inglês "não é o melhor" e agradeceu a ajuda dos brasileiros Lucas e Fábio Aurélio, do argentino Maxi Rodriguez e do espanhol Pacheco pela forma como tem sido recebido.

Meireles será o número 4

"Sabia que o número quatro tinha pertencido a Sami Hyypia e os adeptos gostavam dele, porque ele foi um grande jogador do Liverpool. Por isso, tenho de ser grande com este número e é isso que tenho de fazer, ser grande", afirmou.

Raúl Meireles elogiou ainda "os melhores adeptos de Inglaterra", garantindo que vai "trabalhar muito para dar títulos" ao Liverpool.

O médio internacional português transferiu-se esta temporada para o Liverpool, por 13 milhões de euros, depois de seis épocas no FC Porto.

in "expresso.pt"

F. C. Porto procura a oitava vitória seguida esta época


Depois do pontapé de saída com o Genk, o F. C. Porto entra, esta noite, definitivamente em jogo numa prova europeia em que deposita fortes aspirações e tem um legado a defender. A Liga Europa é a sucessora da extinta Taça UEFA, ganha pelos portistas em 2003, e a montra internacional para os azuis e brancos vingarem a saída da Champions, esta temporada, após sete presenças ininterruptas.

O F. C. Porto parte com o estatuto de cabeça-de-série e tanto o presidente Pinto da Costa, como o técnico André Villas-Boas, colocaram bem alto a fasquia, ambos de olho na reedição de uma final europeia. Ontem mesmo, no Olival, Villas-Boas reafirmou este propósito. Primeiro, servindo-se do lugar comum de que, hoje em dia, qualquer clube entra em jogo para ganhar. Depois, sustentando que, em função do palmarés, os portistas têm uma história e um prestígio a defender. Tudo somado, leva ao pressuposto de que a candidatura à vitória na Liga Europa “está assumida a priori e é um compromisso do clube”.

Estas foram as palavras de Villas-Boas, no arranque para um jogo que também marca o começo de um duro ciclo, com saídas ao Nacional da Madeira (dia 20), CSKA Sofia (30) e Guimarães, apenas intervaladas pela recepção ao Olhanense (25).

Castro entra na convocatória

O F. C. Porto segue com sete triunfos consecutivos e joga, hoje, para o oitavo. O treinador portista já tinha alertado para o aperto do calendário, com períodos mais curtos de recuperação, descortinando-se aqui um argumento para a saída de Sapunaru da convocatória. Fucile jogará no lugar do romeno e a garantia de Villas-Boas é que “a estrutura, em campo, não sofrerá alterações”. Premiado com estas mexidas foi Castro, merecedor da chamada ao lote dos 18 eleitos para derrotar os austríacos.

Entre eles, com pleno mérito, está Varela. Marcou dois golos ao Braga e é um dos dragões mais em alta. “Sinto-me bem. A equipa transmite confiança. Quero prolongar este momento feliz e conseguir vitórias atrás de vitórias”, disse o extremo, salientando que o mérito da sua boa finalização advém dos treinos e do trabalho do técnico.

Quanto ao seu estado físico, depois de uma lesão que o afastou dos compromissos da selecção, afirmou sentir-se “bem” e pronto a “ajudar a equipa”, mas igualmente disposto a acatar as decisões de Villas-Boas. Ainda sobre a situação clínica, aproveitou para esclarecer que a sua ausência da equipa das quinas, ante o Chipre e a Noruega, foi devidamente avalizada pelos médios da FPF. “Não vou responder (à polémica levantada por Jorge Costa). Fui visto pelos médicos do F. C. Porto e da FPF e todos concluíram que não estava em condições, naquele momento”, sublinhou.

in "jn.pt"

Ranking UEFA: veja quem contribuiu mais nos últimos cinco anos


A boa campanha das equipas portuguesas nas provas da UEFA em 2009/10, quando foi conseguido o melhor desempenho global dos últimos cinco anos, parece prosseguir em 2010/11, com Portugal a ser actualmente o país com mais pontos conquistados. Um contexto que relança a pergunta: afinal, qual é a equipa que mais tem contribuído para a tendência de recuperação?

Os números abaixo deixam a resposta: o F.C. Porto surge em primeiro lugar, ligeiramente à frente do Benfica. Sporting e Sp. Braga vêm mais atrás, mas há uma tendência de aproximação entre os quatro grandes da actualidade no futebol português. Dragões e águias contribuem com mais de metade do total (53 por cento), mas o desempenho conjunto de Sporting e Sp. Braga já soma uns apreciáveis 38,5 por cento.

Há mais seis equipas a pontuar nos últimos cinco anos, mas o seu contributo não chega a nove por cento do total.

2006/07

Total: 48,500 pontos a dividir por 6 equipas (8.083)

Benfica= 17,5 (2,917)
F.C. Porto= 13 (2,167)
Sp. Braga= 10 (1,667)
Sporting= 7 (1,166)
V. Setúbal= 1 (0,166)
Nacional= 0


2007/08

Total: 55,500 pontos a dividir por 7 equipas (7.928)

Sporting=17 (2,428)
F.C. Porto=14 (2,000)
Benfica=13 (1,857)
Sp. Braga=7 (1,000)
U. Leiria=3,5 (0.500)
P. Ferreira=1 (0,143)
Belenenses=0 (0)


2008/09

Total: 47,500 pontos a dividir por 7 equipas (6.785)

F.C. Porto=16 (2,285)
Sp. Braga=14 (2,000)
Sporting=12 (1,714)
Benfica=3 (0,429)
V. Guimarães=1,5 (0,214)
V. Setúbal=1 (0,143)
Marítimo=0 (0)


2009/10

Total: 60 pontos a dividir por 6 equipas (10.000)

Benfica=20 (3,333)
F.C. Porto=19 (3,167)
Sporting=14 (2,333)
Nacional=5,5 (0,916)
P. Ferreira=1,5 (0,250)
Sp. Braga=0 (0)


2010/11

Total*: 22 pontos a dividir por 5 equipas (4.400)

Sp. Braga=7 (1,400)
Benfica= 6 (1,200)
Marítimo=4 (0,800)
Sporting=3 (0,600)
F.C. Porto=2 (0,400)

*Em actualização

Total dos últimos cinco anos: 37.196



Contributo total nos últimos cinco anos:

F.C. Porto: 10,019 (26,9%)
Benfica: 9,736 (26,2%)
Sporting: 8,241 (22,2%)
Sp. Braga: 6,067 (16,3%)
Nacional: 0,916 (2,5%)
Marítimo: 0,800 (2,2%)
U. Leiria: 0,500 (1,2%)
P. Ferreira: 0,393 (1,1%)
V. Setúbal: 0,309 (0,8%)
. Guimarães: 0,214 (0,6%)

Sistema de cálculo da UEFA:

São consideradas as últimas cinco temporadas. Para cada uma, considera-se o total de pontos conseguidos pelas equipas (2 por vitória, 1 por empate, metade destes valores nas pré-eliminatórias), dividido pelo total de equipas desse país que participam nas competições europeias do ano em causa.

A isto há que acrescentar cinco pontos de bónus por cada presença nos oitavos-de-final da Champions e, depois, nas duas provas, um ponto pelos quartos-de-final, meias-finais e outro ainda pela chegada à final. O acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões rende quatro pontos de bónus.

O ranking actual determina a distribuição das equipas nas provas europeias em 2012/13. Em 2011/12, Portugal terá cinco presenças: duas na Liga dos Campeões e três na Liga Europa.

in "maisfutebol.iol.pt"