domingo, 19 de setembro de 2010

AVB: "Estímulo para consolidar liderança"

Oito jogos, oito vitórias. Mais do que os números, André Villas-Boas confessa-se entusiasmado com a dinâmica da equipa: em 4x3x3, em 4x4x2 e com mudanças no onze o resultado tem dado no mesmo. Isso, diz, é um bom sinal. Do FC Porto à Selecção foi um salto inevitável. Villas-Boas via com bons olhos a opção Mourinho, mas, se o convite fosse dirigido a ele, a resposta estava na ponta da língua: não. Porquê? "Já estou na minha cadeira de sonho". Neste caso, um banco. O do FC Porto.

Com um Benfica-Sporting - e ainda que o FC Porto tenha uma deslocação que pode ser complicada - há a consciência do impacto que isso pode ter na classificação?

É uma oportunidade de ganharmos pontos aos adversários directos, isso parece-me claro. Temos oito vitórias consecutivas, ainda que apenas quatro de campeonato, e isso não é nada de transcendente. Pode ser uma boa oportunidade para aumentar a distância pontual em relação a um dos adversários directos ou até aos dois, em caso de vitória na Madeira. Se é um estímulo-extra? Acho que sim. Mas, mesmo que não o houvesse, a obrigatoriedade passaria sempre por pontuar, por trazer a vitória. Além de ser estímulo-extra, e considerando um calendário que propõe confrontos directos nas próximas jornadas, temos a oportunidade de consolidar a nossa liderança. Os jogadores, como bons profissionais que são, sabem que é importante não deixar fugir esta oportunidade.

Em casa, o Nacional já foi capaz do melhor e do pior. Ganhou ao Benfica e perdeu com o Guimarães...

Parece-me cedo para tirar ilações completas, até porque há alguns lesionados e alterações a nível estrutural. Foi capaz do melhor e do pior em casa, mas também fora: tem uma vitória em casa do Rio Ave e uma derrota em Leiria. O importante é saber que passaremos mais esta jornada na liderança. Queremos os três pontos para a cimentar e, como já disse, para aproveitar os confrontos directos das próximas jornadas.

Há um desgaste para gerir, tendo em conta os últimos jogos?

Sim e não, porque a mudança do jogo para segunda-feira permitiu-nos ter mais um dia de repouso. O tempo é mais do que suficiente para recuperarmos.

Mas, vai voltar a mexer na equipa?

As decisões que tomámos para o jogo anterior, a alternância que temos feito e a variabilidade em termos de jogo, havendo um certo factor surpresa, permite-nos encarar o leque de opções disponíveis com agrado. Não é impossível haver alterações. Mas, o mais importante é louvar o lado imprevisível daquilo que o FC Porto pode fazer.

Nesse contexto, a boa resposta de Rodríguez ou Rúben Micael no último jogo, eles que não têm sido titulares, comprova que estão todos prontos? E, já agora, isso consegue-se como?

O estímulo tem de estar sempre presente. Quem se deixar abater pela falta de estímulo terá ainda mais dificuldades em entrar na equipa. Não é caso destes últimos dias ou semanas de trabalho. Todos têm sido extremamente competitivos e a alternância nas convocatórias dá indicações nesse sentido. A competitividade é boa e quem se deixar abater, menos espaço terá. É importante manter esse espírito.

Madeira como bloqueio mental

As deslocações à Madeira costumam ser vistas como difíceis. Villas-Boas sabe dessa tradição. "Curiosamente, falava disso há pouco tempo com os elementos da minha equipa técnica", conta. "Acho que é, acima de tudo, um bloqueio mental. As deslocações à Madeira, pela história e pela regularidade com que há tropeções, tornaram-se num bloqueio mental. Na cabeça dos jogadores e dos treinadores, essas deslocações são sempre encaradas como complicadas. O importante é afastar esse bloqueio mental e encarar este compromisso como um jogo fora para ganhar, como todos os outros.", defende

"A oportunidade de trazer o melhor técnico do mundo..."

Que opinião tem sobre a vontade da Federação Portuguesa de Futebol ter José Mourinho para os próximos dois jogos da Selecção?

Tendo em conta o panorama eleitoral da Federação, parece-me uma opção sensata. Pela abertura que o José Mourinho demonstrou, era a oportunidade de trazer o melhor técnico do mundo para a Selecção. São dois jogos apenas. Podia também fazer-se a análise em contrário, como defende alguma Crítica, de que seria mais adequado e sensato introduzir-se já o seleccionador que enfrentará o restante percurso, porque isso permitiria o reconhecimento mais rápido dos jogadores. Também respeito este ponto de vista. Mas, como disse, tendo em conta o processo eleitoral da Federação, marcado para Janeiro, tendo em conta também que são dois jogos de extrema importância e que há disponibilidade do melhor treinador do mundo para vir imediatamente, penso que seria uma boa opção...

Faz parte das suas ambições ser um dia seleccionador nacional?

Não se pode pôr tão cedo na minha carreira uma pergunta dessas. Se faz parte das minhas ambições futuras? Digo que não. As minhas ambições foram aquelas que partilhei com o entrevistador japonês que esteve aqui há dias [disse que gostaria de treinar no Japão, Argentina ou Chile]. Essas, sim, são coisas que me estimulam para a minha carreira. Sem desrespeito para com a Federação, não me estimula, pelo menos nesta fase, ser seleccionador.

Pergunta O JOGO

O André aceitaria ser seleccionador por dois jogos?

Eu? Não, não aceitaria, porque, como sabem, estou sentado na minha cadeira de sonho e não abdico dela por nada. De forma alguma.

Otamendi, Walter e James aos olhos do treinador

Para quando a estreia de Otamendi?

A estreia do Otamendi é tão importante como a estreia do Sereno ou a titularidade do Rolando e do Maicon. Sereno e Otamendi têm um desafio importante pela frente, porque Rolando e Maicon têm formado uma dupla segura dentro de um colectivo forte. Há que ter paciência neste jogo de competitividade interna; é um desafio-extra que os jogadores têm de enfrentar semana a semana, e não é fácil para os que estão de fora. Entram as opções estratégicas que fazem mais sentido para cada jogo. Há que louvar o facto de todos estarem bem e há que ter paciência, porque o colectivo é sempre mais importante.

Ainda nos jogadores menos utilizados: sente, nesta altura, que Walter poderia dar uma resposta à altura se acontecesse alguma coisa ao Falcao?

Por que não? Há adaptações à velocidade de execução do jogo europeu, neste caso do português, que demoram o seu tempo. Além disso, o Walter teve um período de inactividade antes de se juntar ao grupo. O facto de estar presente com regularidade nas convocatórias demonstra ser um jogador pronto e disponível para ameaçar não só as convocatórias, mas também a titularidade. Nesse sentido, é mais uma opção. Aliás, temos um número importante de soluções de ataque, não só pontas-de-lança como alas. Além disso, há alas adaptados a pontas-de-lança e médios adaptados às funções de ala, como têm visto. Existe uma dinâmica em termos de jogo e jogadores que garantem um efeito surpresa que é bem-vindo.

James Rodríguez, que até deu boas indicações na pré-temporada, não tem sido aposta. Explica-se também pela adaptação?

Pode ter passado um pouco pelo estímulo de que falávamos. O James é um jogador que se tem mantido num patamar elevado no rendimento de treino e foi incluído no lote de jogadores convocados para Vila do Conde, ainda que tenha ficado de fora porque este plantel oferece uma série de variáveis. Relativamente a esta semana, James manteve o patamar regular, mas é importante que ele não se deixe abater pelo estímulo negativo de ficar de fora. Ele e os outros. Para quem se deixar abater pelo estímulo negativo, as coisas tenderão a piorar.

"Olhanense podia estar a discutir a liderança..."

André Villas-Boas não deixou passar em claro as observações que o Benfica fez esta semana sobre alegados reflexos das arbitragens no arranque de temporada. O treinador socorreu-se de um exemplo concreto para rebater a tese da perseguição. "Houve a revolta de um clube que se sente injustiçado, mas poderia ter havido a revolta de outros clubes. O Olhanense, que se desloca ao Dragão na próxima jornada, poderia estar a discutir com o FC Porto a liderança no campeonato se tivesse ganho em Alvalade. Não estou a dizer que o Olhanense deveria queixar-se, estou a dizer que foi um erro natural do árbitro. Não sei se com influência ou não no resultado, porque o Sporting poderia ter abordado o jogo de outra maneira. É apenas um exemplo entre vários. Erros, aqui e ali, serão sempre naturais; quanto menos errarem, melhor. Quanto às reacções, exageradas ou não, não nos dizem respeito.", disse. "Erros podem sempre acontecer na arbitragem. Parece-me claro que aconteceram alguns nestas jornadas, e em vários campos", acrescentou.

"Entusiasma-me a nova organização da equipa"

O que o entusiasma mais neste FC Porto?

Antes de mais, quero dizer que a mensagem de vitória e de sucesso é perigosa, porque abre caminho a um determinado frenesim e a elogios que podem levar a um tropeção. O frenesim do elogio, e do FC Porto bestial, pode rapidamente passar ao contrário. Esta fase não é nova, porque o FC Porto já vinha numa dinâmica de vitória desde o ano passado. Se não me engano, foram 10 vitórias seguidas no campeonato e 12 se considerarmos todas as competições. Esta é a continuação desse percurso; não é nada de anormal. Só é objecto de análise pela mudança de equipa técnica. Respondendo concretamente à pergunta, entusiasma-me a nova ordem e organização da equipa. Sem criticar a anterior, acho que esta nova organização estimula outro tipo de qualidades nos jogadores, tácticas e técnicas, bem como uma liberdade para decidirem. Isso leva a um tipo de jogo imprevisível e serve de estímulo: um FC Porto em 4x3x3 agressivo ou em 4x4x2 losango. São estímulos novos e de louvar. Mas, repito, é importante que esta onda de elogios não leve ao relaxamento.

in "ojogo.pt"

Fórmula inicial na prova dos nove

Villas-Boas admitiu na conferência de Imprensa estar a ponderar mexidas no onze do FC Porto para o jogo com o Nacional, devendo apostar no regresso dos três jogadores a quem deu descanso na Liga Europa. Contudo, só hoje tomará decisões.

A agenda dos dragões está carregada, e o técnico disse antes da recepção ao Rapid que estava na hora de gerir os activos. Na partida da Liga Europa, promoveu três alterações, dando descanso a Varela, Sapunaru e Belluschi, jogadores que têm estado em destaque neste início de época. O extremo foi decisivo nos jogos mais importantes - Benfica e Braga -, o lateral-direito apresentou argumentos para adiar a estreia do habitual titular, e o médio tem conjugado as boas exibições com golos. O "problema" é que os substitutos - Fucile, Rúben Micael e Rodríguez - responderam à altura, acrescentando uma saudável dor de cabeça a Villas-Boas. Há mais Porto além dos 11 mais rodados, e a dificuldade do técnico é precisamente escolher os que estão em melhores condições para ir à Choupana conseguir a nona vitória consecutiva. Na Liga, esta pode ser considerada a deslocação mais complicada, uma espécie de prova dos nove para os dragões, e tudo indica que a aposta recairá na mesma equipa que derrotou o Braga e que já tinha sido a mesma que foi a Vila do Conde e à Figueira da Foz conquistar os três pontos e que conquistou a Supertaça. Ou seja: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Álvaro Pereira; Fernando, Belluschi e João Moutinho; Hulk, Varela e Falcao.

Em todo o caso, só esta manhã é que será ensaiado o esquema para a Madeira, porque os dois treinos após o jogo com o Rapid serviram apenas para recuperar os músculos dos atletas. E é a condição física que poderá fazer o técnico mudar de ideias. Hulk, por exemplo, não esteve no seu melhor na Liga Europa, saiu aborrecido e poderia ir para o banco, mas a verdade é que tem sido indiscutível e um talismã para a equipa, que só sabe ganhar desde que ele voltou do castigo.

Há nove jogadores à espera da estreia no campeonato


De certeza que todos não serão usados na Choupana, mas alguns alimentam a esperança de fazerem os primeiros minutos neste campeonato com a camisola portista. Walter, Castro e Beto já jogaram na Liga Europa, mas nunca saíram do banco na Liga. A estes juntam-se Kieszek, Emídio Rafael, Sereno, Otamendi e James, os únicos jogadores que ainda não mereceram uma oportunidade por parte de Villas-Boas. Mariano está lesionado e, como é evidente, também ainda não foi utilizado. O regresso à competição está previsto para o mês de Outubro.

A lista de convocados, a ser divulgada após o treino, vai riscar desde logo alguns nomes aos possíveis debutantes. As opções do técnico farão o resto. Mas isso fica para o dia do jogo na Choupana.

De referir que, nas oito vitórias consecutivas, Villas-Boas recorreu a 22 jogadores, sendo que dois já não moram no Dragão: Raul Meireles e Miguel Lopes.


in "ojogo.pt"

Plantel viaja amanhã para a Madeira

O FC Porto cumpriu este sábado mais um treino de preparação para o jogo com o Nacional, agendado para segunda-feira, às 19 e 45. Villas-Boas contou com o grupo quase em pleno, excepto Mariano, que continua a cumprir trabalho condicionado.

Os dragões encerram a preparação do encontro da Choupana amanhã: há treino agendado para as 9 e meia, à porta fechada, sendo que depois o plantel viaja para a Madeira (voo com partida marcada do Aeroporto Sá Carneiro às 14 horas).

in "record.pt"

sábado, 18 de setembro de 2010

Villas-Boas: «Seleção não está nos meus horizontes»


O treinador do FC Porto elogiou a iniciativa da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de ter convidado José Mourinho para orientar a Seleção Nacional nos próximos dois jogos. No entanto, garante que se ele próprio tivesse sido chamado não aceitaria.

"A hipótese [de ter Mourinho a treinar a equipa das quinas dois jogos] parece sensata tendo em conta que haverá eleições na FPF brevemente. É sempre bom ter oportunidade de trazer o melhor treinador do Mundo para a Seleção. Mas, enquanto treinador do FC Porto, estando onde gosto de estar, não aceitaria essa proposta se me fosse colocada e nem sequer está nos meus horizontes vir a treinar a Seleção. Não é uma ambição que tenha. Tendo em conta a minha curta carreira, essa questão não se deve colocar", reiterou este sábado em conferência de imprensa.

Villas-Boas: «Jogar na Choupana é um bloqueio mental»

O treinador do FC Porto, André Villas-Boas, reconhece que a deslocação à Choupana para defrontar o Nacional na segunda-feira (19 e 45) "não vai ser fácil", mas assegura que a equipa se sente forte esperando deslizes dos adversários diretos no dérbi de domingo.

"Jogar na Choupana, além de não ser fácil, é um bloqueio mental. As deslocações à Madeira, por história, tornaram-se um bloqueio mental, são sempre jogos complicados. O que importante é afastar esse bloqueio. A equipa sente-se forte, a mensagem de consolidação tem passado. Vamos à Madeira para jogar na máxima força", assegurou o treinador este sábado em conferência de imprensa.

Esta jornada tem uma "motivação extra" para o FC Porto, já que pode beneficiar do resultado do dérbi Benfica-Sporting de amanhã. "São confrontos diretos. Nas próximas jornadas também há outras deslocações difíceis e mais confrontos diretos para adversários que, tendo em conta a historia, podem ameaçar a nossa liderança. Mas conta também o nosso compromisso com a vitória". E completa a ideia: "A nossa concentração está no jogo com o Nacional, mas o mais importante é ganharmos pontos em relação a um deles".

Sobre a convocatória do jogo, Villas-Boas esclareceu que o que é importante é que todos os jogadores tenham consciência que podem ser chamados em qualquer oportunidade. "Sinto que todos tem sido competitivos. Tem havido alternância na convocatória e essa competitivade é boa. Quem se deixar abater, menos espaço terá. Todo o plantel está disponível e sente que a oportunidade pode estar perto".

in "record.pt"

Plantel viaja amanhã para a Madeira

O FC Porto cumpriu este sábado mais um treino de preparação para o jogo com o Nacional, agendado para segunda-feira, às 19 e 45. Villas-Boas contou com o grupo quase em pleno, excepto Mariano, que continua a cumprir trabalho condicionado.


Os dragões encerram a preparação do encontro da Choupana amanhã: há treino agendado para as 9 e meia, à porta fechada, sendo que depois o plantel viaja para a Madeira (voo com partida marcada do Aeroporto Sá Carneiro às 14 horas).

in "record.pt"

Fucile: "Fui ao Mundial e perdi vantagem"

De indiscutível, Fucile passou a segunda opção... até ao jogo com o Rapid em que Villas-Boas lhe concedeu a primeira titularidade da época. O uruguaio entende a condição de suplente e até consegue explicá-la. "Este é o sacrifício por que cada jogador tem de passar. Estive no Mundial, regressei mais tarde e perdi alguma vantagem que tinha", salientou, acrescentando mais um dado: as boas exibições do seu concorrente. "Existe uma competição saudável. O Sapunaru está a fazer um grande trabalho e a equipa está a ganhar. Com o Rapid tocou-me jogar a mim e o Sapunaru apoiou-me. E isso é que é importante: quem fica de fora apoia sempre o que joga", sublinhou, terminando com mais uma justificação para a sua ausência dos relvados. "Ainda estou a tentar ficar a cem por cento".

A verdade é que mesmo sem Fucile no onze, o FC Porto está imparável neste início de temporada e o lateral acredita que ainda há margem de progressão. "É bom ganhar oito jogos seguidos, com um treinador novo. As vitórias dão-nos confiança, esta equipa está a fazer-se cada dia mais forte e queremos continuar assim. Com humildade, trabalho e sacrifício consegue-se tudo na vida", lembrou. Encerrado o capítulo Liga Europa, o FC Porto centra as atenções no Campeonato onde tem uma difícil deslocação à Choupana. "É importante continuar no caminho das vitórias, por isso vamos esquecer o Rapid. Segunda-feira temos uma partida ainda mais importante com o Nacional e há que preparar bem esse jogo", frisou.
O doce sabor da renovação depois de tanta indefinição

Fucile ultrapassou há algum tempo a fasquia dos 100 jogos com a camisola do FC Porto. No actual plantel só mais dois jogadores atingiram esse patamar: Helton e Mariano. O uruguaio é o segundo do ranking com 120 partidas, atrás do guarda-redes brasileiro que já vai em 162. Porém, ainda só marcou um golo , precisamente ao próximo adversário do FC Porto, o Nacional. Isto na época de estreia em Portugal.

A indefinição quanto ao futuro terá contribuído para Fucile ter começado a época no banco. Fechado o mercado, o lateral encontrou estabilidade e concentrou-se apenas em treinar para convencer Villas-Boas. Além disso, foi-lhe garantida a renovação de contrato, conforme O JOGO revelou. "Falou-se sobre a saída, mas queria ficar. Estou feliz por saber que os adeptos querem-me cá, estou habituado ao clube, à cidade e às pessoas. É verdade que também tinha vontade de experimentar outras coisas, mas pensei bem e sei que no FC Porto me dão todas as garantias", justificou. A renovação até 2014 é apenas mais um incentivo para o internacional uruguaio. "É bom renovar, não é? Está tudo bem encaminhado. O importante é continuar a ganhar e dar alegrias à gente que gosta do FC Porto".

in "ojogo.pt"

Moutinho corre atrás de mais um recorde


A pergunta surgiu no final do jogo com o Rapid de Viena, dirigida a João Moutinho: será que o médio já tinha conseguido vencer oito jogos consecutivos? A resposta surgiu pensada, aos soluços, depois de um sorriso inerente à provocação lançada. "Não sei, não sei… Só sei que estamos a atravessar uma boa fase", limitou-se a afirmar, por puro esquecimento ou a simular um.

O JOGO foi atrás da resposta e concluiu que nas seis épocas de João Moutinho no Sporting, só existiu uma série mais positiva do que a actual; foi na temporada de 2005/06, altura em que o Sporting venceu dez encontros consecutivos, oito para o campeonato e duas para a Taça de Portugal. João Moutinho participou em nove desses jogos, tendo ficado de fora apenas com a Académica, num encontro referente aos quartos-de-final da Taça. Curiosamente, a melhor série de vitórias na carreira de Moutinho terminou frente ao FC Porto, numa partida em que os dragões empataram na recepção ao Sporting nas meias-finais da Taça de Portugal, tendo depois vencido através do desempate nas grandes penalidades. Segue mais uma curiosidade: Moutinho foi o primeiro a tentar converter o penálti, mas Vítor Baía defendeu...

No FC Porto, neste arranque de aventura mais a norte, o internacional português já somou oito vitórias consecutivas, numa série de resultados que tem o próximo capítulo agendado para segunda-feira, altura em que os portistas vão defrontar o Nacional, na Madeira. Se os portistas vencerem, Moutinho iguala o melhor registo individual na carreira. E em pouco mais de dois meses e meio de FC Porto...

Depois, seguem-se a recepção ao Olhanense e a deslocação a Sófia, para jogar frente ao CSKA. Impõe-se a pergunta: afinal, até onde pode ir este FC Porto? A resposta segue dentro de momentos com Moutinho...

Sempre em alta rotação

O sinal de alarme surgiu no final do jogo com o Rapid de Viena: João Moutinho passou os últimos minutos da partida agarrado à coxa direita, a arrastar-se com dificuldades pelo campo, e mal terminou o encontro esteve à conversa com Nélson Puga, o médico do FC Porto. O medo de perder o médio, um dos jogadores mais influentes neste arranque demolidor de temporada, apoderou-se dos adeptos que se despediam com palmas da equipa, mas a resposta tranquilizadora surgiu ontem de manhã: tudo não passou de um susto. João Moutinho treinou sem qualquer limitação, apesar de ter apresentado uma espécie de ligadura na parte superior do joelho direito. O passado do internacional português oferece garantias de disponibilidade para uma época inteira, uma vez que se trata de um jogador que finta as lesões como alguns conseguem fintar os adversários. Foi assim no Sporting, ao longo das últimas seis temporadas, e tem sido assim no FC Porto, neste início de temporada. Nas últimas cinco épocas, João Moutinho falhou apenas seis jogos do campeonato pelo Sporting - num total de 154; agora, no FC Porto, foi titular nos primeiros oito jogos da época, embora tenha sido substituído em cinco.

"As pessoas aqui só vêem a vitória"

Numa entrevista à revista Dragões, João Moutinho explica a mística do FC Porto com a vontade de "todos em congregar esforços para um único objectivo: as vitórias", para depois falar da empatia que sentiu com os adeptos desde o primeiro momento. "Eles têm sido espectaculares. Nos jogos, temos apoio do primeiro ao último minuto, as pessoas equipa só vêem a vitória". Moutinho reconheceu ainda que a vitória na Supertaça foi muito importante para tudo o que se seguiu de positivo e que no FC Porto todos "querem o máximo", ou seja, vencer todas as competições. A concluir, o médio voltou a abordar a saída de Alvalade. "Um dos grandes desejos, que também me fez mudar, foi a vontade de conquistar títulos. Estou num grande clube, que está sempre, pelo menos, muito perto de conquistar as provas que disputa. Quanto ao que foi dito, não entra nem pode entrar em campo. Mas toda a gente sabe que dei sempre o máximo pelas equipas em que estive. Tenho de agradecer ao clube que me pôs a jogar futebol profissional, e pouco mais há a dizer", concluiu.

in "ojogo.pt"

Manuel Machado: "Rúben não é apenas o dos grandes palcos"

Manuel Machado "aproveitou" o melhor de Rúben Micael, sobretudo na primeira metade da época passada. Tempo suficiente para fazer sete golos na Liga Europa e se destacar como um dos melhores médios portugueses. O resto da história é conhecida: é contratado pelo FC Porto, onde as lesões o têm impedido de jogar mais. Contra o Rapid, voltou ao onze, às grandes exibições e aos golos. O antigo técnico do madeirense não se mostrou surpreendido. "Só não se tem destacado tanto no campeonato porque não joga com tanta regularidade. Tão simples como isso. Ele é um jogador muito pendular, equilibrado, não se mostra apenas nos grandes palcos europeus. Isso viu-se perfeitamente quando trabalhou comigo no Nacional. Na altura, jogava bem nas provas internas e também na Europa, conseguia mostrar esse equilíbrio. Claro que houve esse pico de rendimento ao nível da concretização, que até poderá ser uma simples coincidência", salientou.

Coincidência ou não, Rúben é o médio mais concretizador desde a criação, a época passada, da Liga Europa. "Tem um perfil ofensivo, aparece adiantado na área com muita frequência, é muito bom no último passe e sabe ir à frente e marcar. É nesta conjugação de factores que ele se torna um jogador interessante, completo. É um jogador moderno na sua posição e, por isso, foi contratado pelo FC Porto", justificou.

Manuel Machado acredita que Rúben Micael não ficará por aqui. "Ele nunca perdeu a humildade. Vem de um estrato social baixo mas com o talento que tem, cedo percebeu, que o futebol poderia ser uma forma de melhorar a sua vida. Está a fazê-lo de forma muito inteligente e só espero que continue a crescer. O FC Porto já é um clube grande mas que ele consiga chegar ainda mais longe no futebol europeu. E, estou convicto de que o vai conseguir", sublinhou.

in "ojogo.pt"

Maicon a fazer de Bruno

O jogo da Liga Europa com o Rapid de Viena revelou a insistência do FC Porto por um tipo de jogada específica. Nos lances de bola parada, à esquerda ou à direita, quase sempre através de João Moutinho e Hulk (até ser substituído por Belluschi), as bolas foram mais vezes colocadas no segundo poste, precisamente no sítio onde apareceu o brasileiro Maicon. Um tipo de jogada elaborada durante a semana no Olival e que deu resultado.

Os números não enganam. Exemplo: dos 13 cantos de que beneficiou o FC Porto, sete foram marcados para o segundo poste. E desses sete, cinco foram ter à cabeça ou aos pés de Maicon. E desses cinco, dois resultaram em golo, com participações decisivas do defesa-central brasileiro. Se os dois primeiros cantos foram curtos, e com maus resultados, a partir daí a tendência mudou. Aos 21 minutos Hulk cobrou o canto para Fucile, que estava lá perto, e o cruzamento saiu largo, para o pé direito de Maicon. O brasileiro falhou, mas a bola foi ter com Rodríguez, que depois assistiu Rolando para o primeiro golo da noite. E no segundo golo a participação de Maicon foi mais decisiva. Hulk cobrou o canto para o segundo poste, o central cabeceou para o guarda-redes defender e Falcao não falhou a recarga.

Para além da participação de Maicon em dois golos, houve outros casos evidentes deste tipo de jogada. Em três cantos marcados por João Moutinho para o segundo poste, Maicon cabeceou uma vez para fora, viu o guarda-redes tirar-lhe a bola com uma palmada e, no terceiro caso, não conseguiu cabecear. Ou seja, houve mesmo uma preocupação em colocar a bola em Maicon, um central possante e com bom jogo aéreo. Nos outros dois cantos marcados para o segundo poste, num Rodríguez não conseguiu chegar à bola e no outro a defesa austríaca anulou as intenções dos portistas.

Nos seis cantos marcados para o primeiro poste não houve consequências positivas. Especialmente devido à forma como Hulk bateu na bola. Em três cantos consecutivos permitiu que o primeiro defesa do Rapid interceptasse o lance.

A colocação da bola ao segundo poste não é propriamente uma novidade no FC Porto. Nas épocas mais recentes houve dois intérpretes para a jogada: Raul Meireles cobrava o canto, quase sempre largo para permitir uma boa colocação dos companheiros na área, e quase sempre era Bruno Alves quem aparecia ao segundo poste, com cabeceamentos certeiros. Agora é Hulk ou Moutinho, mas também Belluschi e Rúben Micael, que batem os cantos e Maicon que aparece na zona de finalização.

in "ojogo.pt"

A maldita Jabulani

Falcão é mais certeiro sem a bola da liga
 
Hulk adaptou-se facilmente à Jabulani branca e a prova disso mesmo é o facto de estar na liderança dos melhores marcadores da Liga. Já Falcão ainda parece estar a habituar-se à nova bola do campeonato.

Na última edição da Liga, o colombiano marcou nas primeiras 4 jornadas, mas esta época e nessa mesma prova ainda só disparou certeiro frente ao Beira-Mar. Foi em dose dupla, é certo, mas ainda assim está longe da regularidade que evidenciou no ano da sua estreia. Contudo, nos jogos onde a famosa Jabulani não é usada – Supertaça e Liga Europa –, tem sido o mesmo Falcão que encantou a nação portista no ano de estreia. Utilizado em todos os jogos disputados pelo FC Porto na corrente época, Falcão leva 5 golos, mas apenas 2 deles foram apontados na Liga. De resto, marcou na Supertaça e na Liga Europa (2). Sendo um atleta rigoroso e que leva a sua preparação ao pormenor, é certo que tem trabalhado arduamente na adaptação ao esférico da Liga. Os resultados seguem dentro de momentos...

in "record.pt"

Cunho ofensivo

este fc porto marca mais do que o de mourinho
 
São 8 jogos, 8 vitórias e 21 golos marcados a provar que este FC Porto já tem o cunho ofensivo que André Villas-Boas sempre assumiu querer incutir-lhe. A média que ultrapassa ligeiramente os 2,6 tentos por partida só não é o melhor registo da década no clube, porque num período idêntico, isto é, nos primeiros 8 jogos oficiais, os dragões de Octávio Machado (2001/2002) conseguiram marcar mais um golo (22) do que estes de Villas-Boas. No entanto, nem o FC Porto campeão europeu com José Mourinho arrancou a marcar a um ritmo tão alucinante quanto este.

No lançamento do jogo com o Rapid Viena, que terminou com aquele que tem sido o resultado mais vezes conseguido pelos azuis e brancos nesta época (o 3-0 já se verificou em três ocasiões: Genk, Beira-Mar e, agora, Rapid), André Villas-Boas prometeu praticar um futebol de ataque e a equipa cumpriu com a eficácia que já lhe é reconhecida. A mobilidade do meio-campo tem sido notável, o rigor defensivo também, mas o ataque é que tem dado um cariz espetacular a este novo FC Porto e Hulk, com 7 golos, é quem mais tem contribuído para esse registo.

Equilíbrio reinante

O compromisso com a vitória foi, a par do futebol vincadamente ofensivo, uma das principais promessas feitas por André Villas-Boas no dia da sua apresentação e os resultados estão agora à vista. O FC Porto joga à imagem do seu treinador, mas não descura os sectores mais recuados. Para já, são apenas 4 os golos encaixados, num registo bem melhor do que o da época de Octávio Machado. Em termos de finalização, o arranque em 2001/2002 serve de bom exemplo, mas essa equipa sofreu muitos mais golos do que esta de Villas-Boas (ver quadro).

E face a estes números já são poucos os que se lembram que, devido ao falhanço na contratação de Kléber, Falcão só ficou com um concorrente direto no plantel. O recém-chegado Walter ainda pouco jogou, mas a equipa não se tem ressentido disso. Falcão, Hulk, Varela e companhia têm garantido golos a bom ritmo, pelo que a ausência do avançado que permanece no Marítimo nem tem sido notada. Contudo, a época ainda agora começou...

in "record.pt"

Fucile: «Dão-me todas as garantias»


o gozo pelas vitórias vai levar defesa a renovar
 
Nos dias de hoje é cada vez mais raro falar em jogadores que amam a camisola do clube que representam. Bruno Alves e Raul Meireles foram os mais recentes exemplos de símbolos azuis e brancos a abandonar o Dragão atrás de um contrato mais chorudo. Fucile podia ter-lhes seguido as pisadas, mas ficou. E agora até se prepara para renovar contrato. “Até 2014, é bom, não é?”, questiona, de forma retórica, o uruguaio no seu estilo sempre divertido, antes de abordar o assunto de forma um pouco mais séria: “Estou muito feliz aqui, dão-me todas as garantias. Queria ficar. Os adeptos gostam de mim e eu gosto deles, estou adaptado à cidade, embora, um dia, gostaria de experimentar outro campeonato.” Esse sonho foi adiado e o lateral explica porquê: “Pensei bem e quero continuar a ganhar! E a dar muitas alegrias às pessoas desta casa.”

Esta época, os azuis e brancos têm um aliado de peso para voltar às conquistas. André Villas-Boas chegou inspirado e do grupo de trabalho só podem sair elogios. “Estamos muito bem e superconfiantes. Foi importante vencer o Rapid e dar sequência a este ciclo de vitórias com o novo treinador. Agora é ganhar na Madeira!”

in "record.pt"

Rolando e Maicon tapam Otamendi no F.C. Porto

É central, joga na selecção argentina, mas não é titular no F. C. Porto. Chama-se Otamendi e custou quatro milhões de euros (50% do passe). Pode parecer estranha a sua ausência do onze, mas a explicação é simples: Rolando e Maicon não têm dado hipóteses.

Quando se ganha oito vezes seguidas, sem defeitos de maior a apontar, os resultados, em si mesmo, já contrariam eventuais críticas. Assim, por muito que se fale de Otamendi e da condição de suplente, a série vitoriosa automaticamente dá razão a Villas-Boas e às suas escolhas, nomeadamente para o eixo: Rolando e Maicon.

Isto mesmo disseram, ao JN, Eduardo Luís e Eurico Gomes, dois antigos centrais, campeões pelo F. C. Porto na década de 80. “Não há razão para mexer. Os resultados estão à vista. O F. C. Porto encontrou a dupla certa”, justifica Eduardo Luís. “Mudar para quê? O que está bem é para manter e até melhorar”, responde Eurico.

Um e outro concordam que a ausência de Bruno Alves tem sido superiormente colmatada. “O Rolando ganhou experiência e regularidade. É brilhante na segurança e na sobriedade. O Maicon, vindo do Nacional, fez um ano de estágio e conhece bem a casa. Villas-Boas recebeu-os como herança e formou um bloco coeso”, comenta Eurico, numa análise partilhada pelo ex-colega, sobretudo no que toca à notável “integração” de Maicon.

Nestes parâmetros, fica difícil destronar os titulares. “Uma equipa vive do rendimento. Se aqueles que jogam dão garantias, quem está de fora tem de esperar”, salienta Eurico, atendendo às exigências do F. C. Porto, que obrigam o clube a ter um plantel competitivo. “O F. C. Porto sempre teve dois elementos para cada lugar, num grupo de 24/25. A época é longa. Há castigos, lesões e quedas de forma, por isso há que estar salvaguardado”, observa Eduardo Luís, aqui encaixando a utililidade de Otamendi.

“Se foi contratado é porque tem qualidade. Mas, tem que saber esperar”, repete. Eurico assina por baixo, ao dizer: “Deve mostrar-se disponível, trabalhar o dobro daqueles que jogam, para estar pronto quando chegar o seu momento”.

Kieszek, Sereno, Emídio Rafael, James e Mariano completam o leque dos portistas sem minutos nas provas oficiais.

in "jn.pt"

Villas Boas no turbilhão de recordes


Primeiros oito jogos oficiais a vencer. Nem Pedroto, nem Artur Jorge, nem Mourinho, nem Jesualdo: só Villas Boas pode atacar a marca de Mihaly Siska. E o calendário até inspira...

Com estrondo, sem estrondo. O FC Porto na versão André Villas Boas começa a dar demasiado nas vistas, por muito que o próprio treinador (que até começou por ser o mais questionado... da questão!) mantenha a rédea curta, aconselhando prudência aos adeptos e humildade aos jogadores.

Mas sempre são oito vitórias consecutivas a abrir a temporada oficial, e para encontrar melhor, é preciso colocar uma máscara e remexer o baú até ao fundo, mesmo ao fundo!, recuando quase ao início da história dos campeonatos...

Com as oito vitórias agregadas, Villas Boas já se tornou num dos grandes herdeiros dessa história, e já passou a limpo tudo o que os grandes nomes contemporâneos como Mourinho e Jesualdo fizeram, este milénio.

Nesse ainda pequeno mas significativo pormenor, já dissolveu todas as marcas mais recentes, pois nenhum dos treinadores desta década/milénio conseguiu melhor do que três vitórias a abrir a temporada, e nem se pode colocar a questão do calendário: Villas Boas já defrontou o campeão em título, o Sp. Bragada Champions e já teve três jogos europeus, enquanto, e por comparação, Octávio, a abrir a década, até esteve muito bem, mas deixou os jogadores irem de passeio até Barry Town (derrota vexatória por 3-1, depois de 8-0 na primeira mão) e, assim, ninguém segura o lugar na história...

in "abola.pt"

FC Porto suspende actividade

O FC Porto suspendeu o atletismo feminino em protesto à alteração ao regulamento da FPA (Federação Portuguesa de Atletismo) que impede atletas europeias de competir. O clube considera a alteração ilegal.

A equipa de atletismo feminina do FC Porto não vai competir esta época em protesto pela alteração ao regulamento da FPA (Federação Portuguesa de Atletismo) que impede atletas europeias de competir. Em reunião de direcção, ficou estabelecido suspender o atletismo e continuar a contestar a alteração ao regulamento da Federação Portuguesa (FPA) que impede os dragões de inscreverem as quatro estrangeiras com quem têm contrato nos Campeonatos Nacionais colectivos, por terem representado os respectivos países recentemente.

"Consideramos que é uma situação ilegal... Viola as leis da União Europeia. Foi uma alteração vergonhosa e fico convencido de que teve apenas como objectivo beneficiar um clube nosso adversário " afirmou o responsável da modalidade do FC Porto, Fernando Oliveira, ao diário A Bola.

Fernando Oliveira admite que "a suspensão é o princípio do fim" e que existe o "perigo de extinção" da modalidade. No entanto os responsáveis do FC Porto desejam que "a federação reconsidere" a sua posição.

O FC Porto sagrou-se campeão nacional em femininos na pista coberta e ao ar livre - qualificando-se para a Taça dos Campeões Europeus de pista, na qual dará vez ao Sporting, vice-campeão - com a ajuda de atletas europeias.

in "desporto.sapo.pt"

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Regresso ao trabalho a pensar na Choupana

O plantel do FC Porto regressou esta manhã ao trabalho no Olival, após a vitória de ontem frente ao Rapid Viena por 3-0, na estreia portista na Liga Europa. Os dragões preparam a deslocação à Madeira, onde segunda-feira defrontam o Nacional no fecho da quinta ronda da Liga Zon Sagres.

André Villas-Bolas tem o grupo praticamente todo à disposição, sendo que a única baixa é o argentino Mariano González, que continua a efetuar treino condicionado. Os titulares do encontro com os austríacos trabalharam à parte.

Os portistas regressam amanhã para nova sessão, pelas 10 horas, precedida da habitual conferência de imprensa de antevisão ao jogo do campeonato.

in "record.pt"

F.C. Porto começa a preparar visita à Choupana ainda sem Mariano

O FC Porto regressou aos treinos, nesta sexta-feira, para preparar a deslocação ao terreno do Nacional, encontro da 5ª jornada do campeonato. Cumprida a jornada inaugural do Grupo L da Liga Europa, com vitória sobre o Rapid de Viena (3-0), André Villas-Boas ensaiou a deslocação à Choupana apenas com uma ausência: Mariano, que continua a fazer treino condicionado.


Os «dragões» prosseguem os treinos amanhã, no Olival, com a sessão marcada para as 10 horas a decorrer à porta fechada. Mais tarde, às 12h30, terá lugar a conferência de imprensa onde Villas-Boas fará a antevisão do desafio frente à equipa madeirense.

in "maisfutebol.iol.pt"

Superleague Formula: Álvaro Parente conta com adepto especial em Portimão


Mariano Gonzalez, jogador argentino do F.C. Porto, será mais um a torcer pela vitória do «bólide» dos Dragões

Álvaro Parente vai contar na jornada «lusa» do campeonato Superleague Formula, que se realiza neste fim-de-semana no Autódromo de Portimão, com um adepto muito especial: o jogador argentino Mariano Gonzalez que será mais um a torcer pela vitória do «bólide» dos Dragões.

O FC Porto ocupa a oitava posição da geral e ruma ao Algarve com o claro objectivo de subir na tabela. Álvaro Parente espera que o apoio vindo das bancadas e o seu conhecimento sobre o traçado lhe garanta uma boa «colheita» de pontos.

"Gosto bastante do circuito situado nos arredores de Portimão: é um traçado diferente, exigente e desafiante. Temos vindo a mostrar que temos andamento para nos batermos pelos lugares do pódio e só um problema nas boxes nos impediu de alcançar os resultados que estavam claramente ao nosso alcance em Adria. Vamos para o Algarve com o intuito de dar o nosso melhor, como é habitual - seria fantástico poder alcançar bons resultados frente aos adeptos portugueses", sublinhou o piloto do Futebol Clube do Porto.

A prova algarvia da Superleague Formula by Sonangol é ainda mais aliciante para Álvaro Parente uma vez que, para além de ter amigos e a sua família a acompanhá-lo, terá um contacto muito próximo com os seus adeptos.

"O meu clube de fãs irá realizar uma corrida de karts no kartódromo do Autódromo Internacional do Algarve e convidou-me para tomar parte nesse evento. Gosto bastante de estar em contacto com os adeptos e vai ser muito divertido poder participar neste evento, para além de ser uma forma muito engraçada de poder agradecer todo o apoio que sempre me têm dado, quer no bons quer nos maus momentos", afirmou.

A competição arranca amanhã (sábado), com a qualificação entre as 14h45 e as 16h00 de sábado. No domingo, a primeira corrida começa às 9h45 e a segunda tem início pelas 13h00. A Super Final, com a sempre emocionante luta pelos 100.000 euros, arranca às 14h00.

in "maisfutebol.iol.pt"

As Desclarações

Contabilidade e 16 minutos à Barcelona


Com o Rapid de Viena, pode jogar-se sem medo de apanhar infecções, tenham ou não os austríacos eliminado esse colosso do futebol europeu chamado Aston Villa (haverá parentesco?), mas Villas-Boas decidiu que não, provavelmente por querer ensaiar caminhos novos para um FC Porto experimentalista e tão à vontade no relvado como no laboratório. Não sendo "criatividade" uma palavra muito utilizada para falar de treinadores, começa a ser o caso: o primeiro jogo do FC Porto na Liga Europa, contido e controlado, teve pelo menos tanto rasgo e fantasia no banco como no campo.

Quem leia a conferência de Imprensa dada anteontem por Villas-Boas sabe como foi a primeira parte do FC Porto-Rapid: paciente. Os cinco médios austríacos desencorajavam as trocas de bola? É deixá-los desencorajar. Era a fase contabilística dos dragões. Se um jogador a mais subia ao ataque, outro rapidamente fazia contas de cabeça e recuava para manter a aritmética. Despreocupados e certos do que havia a fazer. Carregar pela área dentro não era o primeiro objectivo desta vez. Uma falta lateral ou um canto satisfariam as necessidades, porque a noite era da artilharia pesada. À primeira bola parada, sacaram o golo a Maicon no último instante; à segunda, foi Maicon quem se perdeu da baliza e, à vontade, cabeceou para onde esperava que ela estivesse; à terceira, golo por via indirecta: ressalto e passe de Rodríguez para Rolando. Ontem, poucas bolas paradas andaram longe de resultar, e 90 por cento delas levavam Maicon na mira. Só ele falhou três golos claros, sem contar com o remate que valeu o segundo à equipa na recarga de Falcao. Villas-Boas reinventou o preservativo: sexo seguro e limpo à custa de uma eficácia nos livres indirectos e cantos que ainda não fora assim tão evidente esta época. Ainda no sábado, os três golos ao Braga chegaram todos de bola corrida.

Uma saída de bola lenta que os austríacos recuperaram na pior zona e, depois, um momento de apatia no meio-campo que permitiu uma chegada fácil do Rapid à área sustentam um mínimo da tese defendida pelo treinador do FC Porto na véspera do jogo, confirmando que não falta o que aperfeiçoar na equipa. Mas nunca houve sequer razão para luz amarela. Fortalecido pelos canhões que dizimavam os austríacos a cada subida de Maicon e Rolando até à área deles, o jogo dos dragões prosseguia com ares de estar programado ao minuto. Para a segunda parte, Villas-Boas previra puxar da paleta e pintar a noite de paciência - e alguma monotonia, claro - com melhores promessas. A soma de Belluschi, ontem suplente, a Rúben Micael e Moutinho cumpriu-as: o FC Porto não está condenado às bolas paradas, longe disso. A coincidência dos três médios em campo lançou outro tipo de futebol, completamente diferente, o que torna de repente muito difícil descrever esta equipa em termos de estilo ou modelo de jogo. Do bombardeamento espaçado passou-se à dança intensa, de passes curtos e rápidos, como uma máquina de costura. E isto quando era suposto ver-se alguma reacção do Rapid, que, a ter havido, morreu por falta de genica para responder. Um golo conseguido pela via dos três baixinhos, embora contando com o "outsourcing" de Rodríguez nos acabamentos, selou a promessa de um futuro bem menos contabilístico do que fora a primeira parte e deixou a sugestão de que este FC Porto será sempre uma equipa muito difícil de prever pelos adversários.

FC Porto-Rapid Viena, 3-0

Estádio do Dragão

Relvado Excelente

Espectadores 30014

Árbitro: Douglas McDonald

Golos 1-0 Rolando 26' 2-0 Falcao 65' 3-0 Ruben Micael 78'
-

FC Porto

Helton, Fucile, Rolando, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, Ruben Micael (André Castro, 82), João Moutinho, Hulk (Belluschi, 69), Cristian Rodriguez e Falcao (Walter, 78).

Treinador André Villas-Boas

Rapid Viena

Raimund Hedl, Tanju Kayhan, Mário Sonnleitner, Ragnvald Soma, Andreas Dober (Jurgen Patocka, 79), Thomas Hinum, Stefan Kulovits, Veli Kavlak, Steffen Hofmann (Christopher Trimmel, 73), Christoph Saurer (Christopher Drazan, 62) e Atdhe Nuhiu.

Treinador Peter Pacult
-
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Andreas Dober (18), Thomas Hinum (39) e Cristian Rodriguez (61).

in "ojogo.pt"

André Villas-Boas : "Todos se empenham e o colectivo funciona"



E vão oito triunfos oficiais seguidos na ainda curta carreira de André Villas-Boas à frente dos destinos do FC Porto. "Ajuda a consolidar os processos, porque é importante nunca perder o sentido de vitória, até porque se seguem deslocações difíceis", avalizou. Mas como o próprio fez questão de enfatizar, o brilho forte azul e branco deste arranque de temporada advém do seu colectivo e nunca do individual. "Estou muito satisfeito com a resposta do colectivo, que funcionou porque todos os atletas se empenham. As soluções que encontrámos para o jogo mostraram que estão muito bem."

Referindo-se às especificidades do jogo com o Rapid de Viena, o treinador reconhece-se globalmente satisfeito. "Este jogo fez-me lembrar muito o embate com o Braga, porque voltámos a demonstrar grande concentração, rigor e qualidade e só assim foi possível chegar ao 2-0." Mas não sem alguns calafrios; de facto, e segundo considerou, "a vantagem do FC Porto esteve sempre em causa, perante uma equipa com um bloco bem organizado e que saía rápida para o contra-ataque, até aos 64', altura em que chegou o segundo golo". Até lá, porém, "os austríacos criaram algumas dificuldades nas poucas incursões efectuadas".

O desfecho vitorioso serviu sobretudo "para consolidar um caminho que é difícil". "Agora, na Bulgária, era importante conquistar mais três pontos e deixar o CSKA em posição desconfortável. O nosso percurso deve ser o de ganhar todos os jogos nesta fase, esperar pelas equipas da Liga dos Campeões e depois pensar fase a fase", prosseguiu. Este novo triunfo surge como "progressão natural da equipa", que passa "por somar sempre os três pontos", como, aliás, já avisara de véspera na conferência de Imprensa.

A substituição de Hulk não parece ter agradado ao brasileiro, mas Villas-Boas passa um pano quente sobre o tema. "É normal que se mostre insatisfeito, porque quem não quer ficar em campo os 90'?", questionou com propriedade. Ainda assim, mantinha a sua decisão. "Decidimos apostar no Belluschi e parece que resultou. Mas a saída do Hulk não lhe tira brilho ao que fez, ele que até, momentos antes, tinha feito a assistência para o segundo golo".

in "ojogo.pt"

Este FC Porto deixa sempre o melhor para o fim


Este Dragão só sabe ganhar, com oito vitórias em oito jogos oficiais, e um total de 21 golos. A admirável média de 2,6 tentos por jogo deixa pouca margem para dúvida sobre o potencial ofensivo dos azuis e brancos, mas uma análise aos números revela uma faceta curiosa sobre o momento do jogo em que a equipa é mais letal. O regresso dos balneários desperta definitivamente a veia goleadora do FC Porto, tendo marcado 14 golos, precisamente o dobro dos sete marcados no primeiro tempo. Curiosamente, o único golo marcado pela equipa de Vilas Boas nos 15' iniciais aconteceu no primeiro jogo oficial da época, na Supertaça, na vitória frente ao Benfica, por 2-0.

O cronómetro também foi simpático para os portistas no jogo de ontem, especialmente no tempo de posse de bola, com uns esmagadores 63%. Seria preciso recuar até à época 2005/06, há 41 jogos atrás (!) para encontrar tamanho desequilíbrio favorável aos dragões. Aconteceu na recepção aos escoceses do Rangers, onde o FC Porto dominou 67% do tempo, mas com um resultado bem diferente: 1-1.

De resto, estes austríacos são mesmo de um outro campeonato. Só conseguiram três remates no Dragão.

in "ojogo.pt"

História do jogo

Rúben arrasa sempre austríacos

O madeirense marcou o oitavo golo na Liga Europa, metade dos quais contra equipas austríacas. Três ao Áustria e um ao Rapid.

Rúben Micael marcou ontem o primeiro golo da época, naquela que é a sua prova de eleição, a Liga Europa. Foi o oitavo golo do médio nas competições internacionais depois dos sete alcançados na época passada ao serviço do Nacional. Neste dado estatístico, Rúben destaca-se dos demais no plantel portista. Mais curiosa ainda é a tendência do madeirense para marcar a equipas austríacas. Afinal, há um ano facturou na deslocação a Viena, onde defrontou o grande rival do Rapid, o Áustria de Viena, na fase de grupos da Liga Europa; e bisou na recepção à mesma equipa na Choupana. Ou seja, já leva quatro golos a equipas daquele país. Os outros golos foram ao Zenit (2), ao Atlético de Bilbau e Werder Bremen.

in "ojogo.pt"

O FC Porto um a um

A Estrela: Rodríguez (7)

Duas assistências na noite da volta do "velho" Cebola

Foi a surpresa no onze, embora O JOGO levantasse essa possibilidade na edição de ontem, e uma aposta ganha por Villas-Boas. O técnico permitiu que Varela recarregasse baterias para o que aí vem e ficou com a certeza de que o uruguaio está a subir de forma, o que aumenta as opções. É justo dizer que Rodríguez não foi brilhante, mas decisivo com duas assistências. A primeira fantástica porque estava rodeado de adversários e teve o discernimento para oferecer a bola a Rolando. Mais tarde serviria Rúben para o melhor golo da noite. Usando uma das imagens de marca, a raça, lutou bastante, ajudou nas zonas mais recuadas. Acabou o jogo a fazer de Hulk, encostado à direita, e como nem tudo foi bom é notório que tem de melhorar nos cruzamentos.

Helton 6

Ainda estava a apertar as luvas e já Kulovits testava a sua atenção: remate cruzado que só conseguiu segurar à segunda. O mesmo jogador, perto do intervalo, atirou colocado e Helton foi desviando a bola com os olhos até esta sair pela linha do fundo. Segunda parte mais tranquila, sem ser obrigado a qualquer defesa.

Fucile 6

Dificilmente podia pedir melhor jogo para o regresso porque Saurer pouco ou nada o incomodou. O único problema por que passou foi da responsabilidade de Kayhan, aos 36', quando o deixou cruzar perigosamente. Claro que precisa de mais minutos para voltar à forma ideal.

Rolando 7

Grande exibição coroada com um bom golo, na zona do ponta-de-lança, aos 26'. Mas já o podia ter feito antes noutro canto em que surge a finalizar por cima. Fez, ainda, vários passes de 30/40 metros para as costas da defesa austríaca. E como o FC Porto não sofreu golos, percebe-se que também cumpriu defensivamente.

Maicon 7

Responsável pela marcação ao gigante Nuhiu (1,97 metros), não lhe concedeu espaço. Ganho esse duelo, jogou muitas vezes como trinco e foi dos mais perigosos nas bolas paradas: por três vezes cheirou o golo em cantos, mas a pontaria e o guarda-redes não permitiram que festejasse. Ainda assim, está no lance do segundo golo.

Álvaro Pereira 5

Cedo percebeu, na prática aos oito segundos quando Kavlak passou em velocidade, que o austríaco exigiria muita atenção. E a verdade é que pouco depois permitiu novo cruzamento do extremo. Na frente, foi muleta importante para Rodríguez com quem se entendeu bem.

Fernando 6

O principal perigo do Rapid estava identificado: Hofmann e o seu azar foi actuar na zona de protecção de Fernando. Controlado o armador adversário, o "polvo" ainda se foi aventurando no ataque, combinando bem, sobretudo, com Hulk e Falcao.

João Moutinho 7

Trabalhador incansável, acabou o jogo exausto e a coxear até porque foi o portista que mais faltas sofreu. Terá feito a melhor exibição desde que assinou pelo FC Porto. Ganhou inúmeras bolas, transportou jogo e entregou-o bem. E ainda tentou ser feliz na finalização.

Rúben Micael 7

Golaço no regresso à titularidade, reclamando o lugar no onze para o futuro. Com a parte de fora do pé direito assinou o melhor momento da noite, no seu oitavo golo na prova. Fez uma exibição em crescendo, pressionando, correndo e entregando a bola como poucos na equipa.

Hulk 5

As pilhas não recarregaram totalmente depois do jogo com o Braga. Por isso, só a espaços conseguiu dar seguimento às jogadas individuais. Com mais espaço na segunda parte, sofreu uma grande penalidade que o árbitro não assinalou. Depois de três cantos seguidos mal marcados, lá arrancou um bom cruzamento que originou o segundo golo.

Falcao 6

Quebrou o jejum de golos que durava há três jogos, num desvio à ponta-de-lança. Podia tê-lo feito mais cedo, em três bons lances mas os remates saíram por cima. Foi buscar muito jogo atrás e não teve problemas em partir para cima dos adversários com a bola.

Belluschi 6

Acrescentou criatividade ao meio-campo e esteve perto de fazer um golaço do meio da rua. A barra, como em muitas outras vezes com a camisola do FC Porto, devolveu-lhe o remate.

Walter 5

Finalmente, terá dito quando Villas-Boas o chamou do aquecimento, já que voltou a jogar uns minutos. Teve tempo para um remate torto aos 81'.

Castro -

Premiado com a entrada na partida nos instantes finais.

in "ojogo.pt"

Breves

Ministro tem filho portista

O futebol é do povo, mas também é muitas vezes dos políticos. Foi assim ontem com Pedro Silva Pereira. O ministro da Presidência esteve na tribuna presidencial do Estádio do Dragão a assistir ao jogo com o Rapid de Viena na companhia do filho, que, segundo contam, é um portista ferrenho.

Hoje é dia de treinar

O FC Porto regressa já esta manhã ao trabalho, pelas 11h00, no Olival. Nesta altura de intensa competitividade, André Villas-Boas optou por não conceder folga, tendo em conta que os portistas jogam segunda-feira na Madeira, com o Nacional. O treinador fará amanhã a antevisão do jogo.

Otamendi ficou no banco

Ainda não foi ontem que Otamendi se estreou com a camisola do FC Porto. O defesa argentino, último reforço a chegar, sentou-se novamente no banco de suplentes, de onde voltou a não sair. Aliás, dos jogadores convocados para a partida de ontem, Otamendi é o único que ainda não somou qualquer minuto de competição esta temporada.

Até parecia estar calor

A noite de ontem esteve agradável, mas os muitos austríacos que visitaram o Dragão exageraram nas manifestações de… calor. Com pouco mais de 10 minutos de jogo, grande parte deles decidiram-se a tirar as camisolas verdes e brancas e a agitá-las bem alto. Foi bonito, mas nunca mais as vestiram, nem mesmo com a brisa mais fresca.

Estreia de Fucile na Liga Europa e a titular

Fucile foi uma novidade esperada no onze inicial do FC Porto depois de Sapunaru ter ficado de fora por opção de André Villas-Boas. O lateral uruguaio estreou-se a titular esta temporada e fez o sue primeiro jogo na Liga Europa. Em noite de alterações na equipa titular, com a entrada de Rúben Micael na equipa, em detrimento de Belluschi, registe-se o regresso de Rodríguez aos titulares e o seu nono jogo na Liga Europa, primeiro pelo FC Porto, ele que já tinha alinhado em cinco encontros com as cores do Paris Saint-Germain e em três com a camisola do Benfica.

Imprensa

Olé

"Na equipa portuguesa jogou de início Falcao e converteu o segundo golo. Belluschi entrou aos 23' do segundo tempo e Otamendi viu o jogo do banco"

uefa.com

"Um golo de Rolando na primeira parte e outros dois de Falcao e de Rúben Micael na etapa complementar permitiram ao FC Porto bater o SK Rapid Wien no Estádio do Dragão, por 3-0. Apesar do susto inicial, o FC Porto não tardou a assumir o controlo do encontro, ainda que com algumas dificuldades para fugir às apertadas marcações contrárias"

krone.at

"O "Hütteldorfer" foi derrotado com FC Porto por 3-0 fora. O segundo representante da Áustria na fase de grupos [Casino é o outro], ainda conseguiu manter o mesmo ritmo dos portugueses, apesar de não ter impedido a derrota. Depois do 1-0 por Rolando, o Rapid teve duas boas chances para empatar, mas depois da hora de jogo tudo se tornou mais claro. Falcao e Rúben Micael asseguraram a clara superioridade expressa no resultado. Na fase final, o FC Porto até perdoou mesmo algumas oportunidades para uma vitória ainda maior"

KURIER

"Nem um ponto nem um golo conquistado em solo português. No imponente Estádio do Dragão, Kavlak, após sete segundos, rematou à baliza do FC Porto. Num duelo difícil, Markus Katzer lesionou-se no aquecimento, e foi baixa importante no Rapid"

Hulk saiu amuado

A exibição não lhe saiu como desejava e André Villas-Boas, com o jogo controlado após o segundo golo apontado por Falcao (65'), aproveitou para tirar Hulk e poupá-lo para o importantíssimo jogo de segunda-feira com o Nacional, na Madeira. Mas o Incrível não gostou de ver o seu número na placa da substituição e não escondeu o desagrado quando deixava o relvado, contornando até o treinador - que o agarrou à passagem - na área técnica. Os adeptos que lhe bateram palmas à saída aperceberam-se da cena e acabaram por se manifestar com assobios para reprovar a atitude. No final do encontro, já com todos os jogadores do FC Porto em campo para agradecer a presença do público nas bancadas, a ausência de Hulk voltou a fazer-se notar.

in "ojogo.pt"

A caminho do infinito

villas-boas soma 8 triunfos com registo imaculado
 
No entender de André Villas-Boas, “caminhar para a perfeição é como caminhar para o infinito. É algo de inatingível”. Todavia, enquanto não abre as portas desse Nirvana futebolístico, que talvez se chame Dublin, a sede da final da Liga Europa, o técnico dos azuis e brancos soma sucessos atrás de sucessos e submete os adversários a verdadeiros tormentos. Contra o Rapid Viena, o FC Porto carimbou o triunfo número 8 da temporada oficial. Uma sequência de êxitos que terá a Choupana como próximo obstáculo a demolir.

Como Villas-Boas defende que o importante é que “o FC Porto cresça como coletivo”, frisando que “o essencial em termos da base de sucesso é a regularidade”, estará seguramente contente com a robustez demonstrada pela sua equipa em todos os capítulos.

Esmagamento

Face às 8 vitórias consecutivas, já restarão poucos céticos a considerar um acaso a forte pedalada azul e branca. É que os triunfos são acompanhados pelas exibições e a contabilidade de golos dá uma vantagem de 21-4, tendo apenas o Genk e o Sp. Braga encontrado forma de marcar a Helton e Beto, mesmo assim perdendo...

Se isolarmos os jogos da Liga Europa, vemos números que avisam claramente a navegação sobre o favoritismo na prova: 10 golos marcados e só 2 sofridos em 3 desafios. O grande mérito de Villas-Boas pode ser o de ter recuperado aquela vontade insaciável de ganhar que durante tantos anos fez a marca da dominação portista. Veja-se o caso de Hulk: foi substituído para descansar, a pensar no Nacional, e mesmo assim saiu com ar de zangado. Ainda queria mais...

in "record.pt"

Porto 3 - Rapid 0: As declarações

João Moutinho: «Derby? Quero é que o F.C. Porto ganhe ao Nacional»

João Moutinho, jogador do F.C. Porto, em declarações no final da vitória por 3-0 sobre o Rapid Viena, em jogo da Liga Europa:


«Conseguimos fazer um bom jogo e sair daqui com uma vitória importante no primeiro jogo da Liga Europa. Queríamos dar continuidade à boa fase de vitórias que temos vindo a fazer, conseguimo-lo e esperamos já na segunda-feira conseguir aumentar ainda mais este registo. Não sei se já alguma vez tinha ganho oito jogos seguidos, mas espero que venham mais no futuro. Sinto-me cada vez melhor neste F.C. Porto, cada vez mais estou entrosado com os meus companheiros e espero poder ajudar a equipa e continuar a ganhar como temos vindo a fazer. Se vou estar atento ao Benfica-Sporting? Com certeza que vamos ver, mas estamos concentrados em nós e vamos pensar é no que temos de fazer na segunda-feira. Só dependemos de nós e queremos continuar a somar vitórias. Que resultado preferia para o derby? Quero é que o F.C. Porto ganhe ao Nacional.»

Castro: «Vou trabalhar para aprender com os melhores»

Castro, jogador do F.C. Porto, em declarações no final da vitória por 3-0 sobre o Rapid Viena, em jogo da Liga Europa:

«Como vejo a concorrência de Belluschi, João Moutinho, Ruben Micael e Souza? Tenho que trabalhar forte, porque com os melhores é que se aprende. Como eu quero ser um dos melhores vou trabalhar forte para ser titular. Pretendo jogar sempre, tenho trabalhado para isso, quando o treinador entender que devo jogar, estou pronto. Fico feliz com as oportunidades que tenho tido e espero que no futuro surjam mais. Como vi o jogo desta noite? A primeira parte foi complicada porque o Rapid defendeu muito, mas na segunda parte os golos surgiram naturalmente. Até agora o F.C. Porto é só vitórias, estamos muito confiantes porque não pode haver motivação maior do que as vitórias.

Belluschi: «É claro que queremos ganhar a Liga Europa»
 
Belluschi, jogador do F.C. Porto, em declarações no final da vitória por 3-0 sobre o Rapid Viena, em jogo da Liga Europano qual participou apenas nos vinte minutos finais, tendo dado o lugar no onze titular a Ruben Micael:

«No primeiro tempo marcámos um golo, o que permitiu abrir o jogo e isso beneficiou-nos porque pudemos controlar a posse de bola e jogar futebol com mais espaço. Convertemos mais dois golos, podíamos ter feito mais ou outro, mas o Rapid Viena também teve duas oportunidades e se tivesse marcado ia complicar a nossa tarefa. Foi um bom jogo, fizemos as coisas bem e agora temos de pensar no encontro com o Nacional. Para mim foi bom descansar, mas também foi bom jogar vinte minutos, porque quero sempre estar em campo. O F.C. Porto é favorito a passar à próxima fase da Liga Europa. Sabemos que é difícil ganhar a competição, mas temos a esperança de ir avançando e mais à frente logo se vê. Na nossa cabeça está seguro que o objectivo é ganhar a Liga Europa.»

Maicon: «Fico feliz pela chegada do Otamendi, é um bom jogador»
 
Maicon, jogador do F.C. Porto, em declarações no final da vitória por 3-0 sobre o Rapid Viena, em jogo da Liga Europa, ele que participou nos dois primeiros golos portistas:

«Procurei o golo, infelizmente não o consegui, mas o F.C. Porto marcou três vezes, ganhámos e isso é o mais importante. Acredito que vou marcar para a frente. Esta vitória pode ser o início de uma história bonita. A equipa tem trabalhado bem e pode chegar à final da Liga Europa. As dificuldades vão aumentar, mas acreditamos no nosso valor. Como vejo a chegada do Otamendi? Fico feliz pela chegada dele, é mais um para ajudar. É um bom jogador, tal como o Sereno. Somos quatro centrais que estamos num bom momento e todos estamos a trabalhar para ajudar a equipa.»

in "maisfutebol.iol.pt"

Tribunal absolve FC Porto em processo de ex-accionista

O processo movido por Alexandre Magalhães contestava, entre outras deliberações, os prémios dos administradores da SAD em 2005, na ordem dos 2,29 milhões de euros.

O Tribunal do Comércio do Porto comunicou hoje a absolvição da FC Porto SAD no processo interposto por Alexandre Magalhães, accionista que requereu a nulidade das deliberações aprovadas na assembleia geral de 28 de Outubro de 2005.

Na sentença datada de 14 de Setembro, a que a agência Lusa teve acesso, o 2.º Juízo do Tribunal do Comércio do Porto julgou a acção de Alexandre Magalhães improcedente "por não provada", recusando a argumentação do accionista de que a sessão magna não foi precedida "dos elementos de informação necessários à formação esclarecida da vontade social".

Alexandre Magalhães pediu que fossem "consideradas nulas ou anuladas as deliberações que aprovaram os relatórios e contas individual e consolidado do exercício de 2004/05 e a proposta de aplicação de resultados pelo Conselho de Administração da FC Porto SAD, de que os resultados negativos de 2.036.068 euros transitassem para 'resultados transitados'".

O tribunal entendeu improcedente os argumentos apresentados para a nulidade ou anulação das deliberações, por considerar que "é razoável supor, em face aos dados apresentados, discutidos e votados pelos accionistas na Assembleia Geral, que existia um entendimento inequívoco de que a actuação da administração e da fiscalização foi boa, ainda para mais num ano de sucessos desportivos e financeiros".

O sócio do FC Porto alegou também que a Comissão de Vencimentos "utilizou abusivamente os seus poderes e os seu direito de voto, em manifesto prejuízo dos accionistas e apenas no interesse dos beneficiários", considerando que era "ilegal a gratificação atribuída aos membros da Administração (presidente e administradores executivos) pela referida Comissão em 15 de Outubro de 2004".

As remunerações atribuídas aos membros da Administração da FC Porto SAD "ascenderam a 2,29 milhões euros, verificando-se um aumento em relação ao exercício anterior de 1,33 milhões de euros".
 
In "desporto.sapo.pt"