A paz com o Marítimo acabou há muito mas nem assim os dragões deixaram de ser felizes na ilha. São cinco os jogadores do actual plantel que saíram de clubes madeirenses. A Madeira tem sido um bom local para o FC Porto reforçar os seus quadros. Neste plantel são cinco os jogadores que saíram do Funchal para o Porto: Rúben Micael, Maicon, Bracali, Djalma e agora Kléber. Mas nunca nos poderemos esquecer de uma das grandes contratações que encheria os cofres do dragão com a saída para o mediático Real Madrid, em 2007: Pepe. O FC Porto foi buscá-lo um ano depois de José Mourinho o ter indicado, em 2004. Pepe assumiu-se como uma força na defesa portista e, claro, estava naquele clube dos 30 milhões com que os centrais portistas são normalmente blindados. Pepe saiu do Marítimo em paz, o que já não acontece com o novo reforço, Kléber. As relações entre Pinto da Costa e Carlos Pereira já foram rosas, hoje é só espinhos atravessados nos caminhos dos líderes. A história de Kléber já foi contada vezes sem conta, o presidente do Marítimo continua irritado e queixou-se às instâncias do futebol europeu, mas entretanto já perdeu por cá... A Liga arquivou o processo em que o FC Porto era acusado de aliciamento. O gabinete jurídico dos dragões sabe o que faz, cumpriu prazos e artigos, e Kléber é um presente para Vítor Pereira. Um jovem de 21 anos que já poderia estar no FC Porto há um ano se não tivesse havido a intervenção do Marítimo. Chega, então, Kléber no meio de uma guerra que ainda se desenrola nos gabinetes da UEFA. Mas para trás já estava mais um caso. Djalma também saiu do Marítimo para o FC Porto e Carlos Pereira não gostou nada, mas nada pôde fazer, a não ser aplicar um castigo ao futebolista, que se comprometeu com os dragões, dentro do quadro legal, mas ainda com meia época para cumprir. E aqueceu muitas vezes o banco...
Ao serviço da selecção da Colômbia na Copa América, Guarín não esquece o FC Porto e traça os objectivos para a próxima temporada. «O objectivo é melhorar a cada dia que passa. É com essa intenção que trabalho, preparo e enfrento as diferentes competições. Tudo correu bem na época passada e tivemos muitas alegrias. Esperamos manter o nível alto para repetir os títulos e as alegrias na Europa», disse o médio em declarações aoElcolombiano. Em bom momento de forma, Guarín espera ser determinante na selecção tal como foi com a camisola portista: «Sou uma pessoa que não se entrega quando luto por um objectivo porque gosto de superar-me a cada etapa. Trabalho com tranquilidade e muita responsabilidade porque este é um torneio muito exigente. Não sei se vou estar igual ou melhor que com o FC Porto, mas venho comganase um desejo muito grande de ajudar a selecção.» Seguiram-se elogios a Falcao: «É, sem dúvida, um grande jogador e as coisas estão a correr-lhe bem no FC Porto. Existe um bom entendimento entre nós dois porque já nos conhecemos. Esperamos fazer o mesmo na Copa América, para bem de todos.» E até onde pode ir a Colômbia nesta Copa América? «É um torneio de qualidade e é preciso fazer bem as coisas. A ideia é pensar jogo a jogo. Começámos por ganhar à Costa Rica. Agora estamos a pensar muito seriamente no jogo com a Argentina. É difícil dizer até onde vamos chegar porque todas as doze selecções vieram com intenção de ganhar.»
Dragões confirmam oficialmente a contratação do avançado brasileiro de 21 anos
O F.C. Porto confirmou oficialmente no seu site a contratação de Kléber. O avançado assinou um contrato válido por cinco temporadas, até Junho de 2016, e terá uma cláusula de rescisão no valor de 40 milhões de euros. Aqui fica a breve indicação adiantada pelos dragões no final da manhã desta segunda-feira: «Kléber assinou contrato com o F.C. Porto até 2016. O avançado brasileiro, de 21 anos, tem uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros.»
Kléber: «Venho aprender com Falcao»
Brasileiro chega do Marítimo para evoluir de dragão ao peito. Colega colombiano é a sua principal referência
A contratação mais do que anunciada de Kléber demorou mais de um ano a ser concretizada. O namoro começou no Verão de 2010, impulsionado pelos oitos golos em 20 jogos ao serviço do Marítimo, e prolongou-se até agora, com arrufos e desmandos pelo caminho. O avançado de 21 anos manteve-se no Funchal, cedido pelo Atl. Mineiro, e no último campeonato fez sete golos em 18 partidas.
Antes do primeiro treino de dragão ao peito, Kléber deixou um discurso de humildade, consciente da concorrência que terá na frente de ataque dos campeões nacionais. «Estou aqui para aprender com Falcao. É um goleador excepcional. Admiro a forma como se movimenta, ataca a bola e consegue finalizar, e sei que só tenho a evoluir se o observar com atenção», reconheceu.
Sobre si próprio, Kléber não tem dúvidas, apesar de ainda estar na fase de afirmação no futebol português: «Considero-me um avançado raçudo, que corre muito e que adora fazer golos.»
Para já, com Radamel Falcao na Copa América, Kléber terá apenas a concorrência do compatriota Walter na luta pelo lugar de ponta-de-lança. Os atacantes não podiam ser mais diferentes. Kléber mede 1,87 m e pesa 79 kgs. É um típico jogador de área, valente e forte no jogo aéreo. Walter, pelo contrário, procura mais a bola e tem um remate forte. Mede 1,78 m e pesa 88 kgs.
Kléber é dragão: «Um dos dias mais felizes da minha vida»
Avançado brasileiro diz que chega na hora certa ao novo clube
Kléber está confirmado como reforço do F.C. Porto. O avançado brasileiro que esteve nas últimas temporadas no Marítimo, por empréstimo do Atlético Mineiro, já falou como dragão e foi integrado nos trabalhos do grupo às ordens de Vítor Pereira.
«Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida, agora só espero ser campeão e lutar também pela conquista da Liga dos Campeões», começou por dizer o futebolista de 21 anos, que recusa a ideia, no entanto, de ter chegado com um ano de atraso ao novo clube.
«Acho que não. Chego na hora certa e passo a ser mais um. Venho à procura do meu espaço e de oportunidades dentro de um grupo muito qualificado.» Para trás ficou a dúvida e o interesse de outras equipas, com o Marítimo a ter confirmado um acordo com o Sporting para a sua transferência. «Nunca falei com ninguém do Sporting», reagiu.
No primeiro dia de treinos no Olival, Kléber foi recebido por Vitor Pereira. O novo treinador principal dos dragões teve uma pequena conversa com o reforço resgatado no Funchal.
«Desejou-me felicidades para a minha nova experiência. Se saio chateado com os dirigentes do Marítimo? Não, muito pelo contrário. Agradeço ao meu anterior clube a oportunidade que me deu para jogar na Europa», concluiu o atacante.
Apesar de ainda não haver uma informação oficial, Kléber terá rubricado um contrato válido por cinco temporadas e usufruirá de uma cláusula de rescisão no valor de 40 milhões.
O espanhol Daniel Sanchez, do FC Porto, ergueu a «coroa de louros» da Taça do Mundo de bilhar às três tabelas.
Sanchez protagonizou uma caminhada de sucesso na edição deste ano da Taça do Mundo de Bilhar às três tabelas, que terminou ontem no Pavilhão de Congressos em Matosinhos, numa organização da União Mundial de Bilhar, que outorgou pelo quinto ano consecutivo a organização à Federação Portuguesa de Bilhar, ao FC Porto e ao Leixões Sport Clube. O atleta que enverga as cores dos «dragões» esteve soberbo repetindo uma vitória que lhe escapava desde 2006, depois de ter sido o primeiro atleta a vencer esta prova em 1995.
Depois de ter cilindrado nas «meias-finais» pela contagem máxima, o coreano Cho Jae Ho, Sanchez encontrou na final o belga Frederic Caudron, vencedor da edição do ano passado. Foi um triunfo'caseiro', testemunhado por um numeroso público.Na final, depois de uma entrada fulgurante de Caudron (2-0), tudo parecia estar encaminhado para novo triunfo do belga. Mas, assistiu-se a uma reviravolta sensacional do espanhol que conseguiu igualar a contenda. No 'set', decisivo, Caudron abriu com uma serie de 6 carambolas e Sanchez respondeu com 9. A partir daí assistiu-se a um jogo de nervos com os atletas a acusarem a responsabilidade do encontro, que viria a ser fechado pelo espanhol com grande qualidade. Daniel Sanchez. Espanhol do FC Porto fez uma reviravolta sensacional
Vítor Pereira deu o mote: "já estão em competição" e Kelvin, consciente de que a concorrência é forte, levou à letra as indicações do treinador, tratando de mostrar serviço. Ainda algo tímido na forma como se dirige aos colegas, o brasileiro, aos poucos, vai mostrando os dentes, com largos sorrisos, típicos da juventude.
No exercício de finalização, o reforço portista contratado, ao Paraná, teve sempre a preocupação de acertar entre os postes, privilegiando a colocação da bola à potência do remate.
Logo a abrir, Helton condicionou-o: "Olha quem está na baliza, garoto...". O remate saiu para o lado esquerdo do número 1 do FC Porto, que se esticou ao limite para defender. Mas já não conseguiu fazer o mesmo minutos mais tarde, com Kelvin a fazer balançar as redes, arrancando elogios do treinador. "Boa, Kelvin", atirou Vítor Pereira.
O ritmo aumenta a cada dia no reino do Dragão e até já fez uma vítima: Belluschi [ver peça na página 6] . Ontem, foi domingo, que costuma ser dia de descanso para o comum dos trabalhadores, mas no Olival a ordem foi para treinar ainda mais forte, como se em causa estivessem os três pontos de um jogo oficial e não apenas um mero treino, por sinal o quinto desde que a oficina reabriu. Ainda sem os internacionais portugueses, o plantel azul e branco, versão 2011/12 acelerou ainda mais na preparação da nova época, com uma sucessão de treinos puxados e exigentes que têm levado os jogadores quase à exaustão. Por isso mesmo, ontem também foi dia da primeira boa notícia: o treino da tarde foi cancelado para descanso do plantel. Hoje, volta a haver duas sessões.
Depois de Filipe Almeida ter aquecido os músculos dos 20 jogadores disponíveis em dois exercícios distintos, um com bola e o outro sem, Vítor Pereira assumiu o comando das operações e voltou a mostrar-se bastante interventivo. Dividido o grupo em duas equipas de oito jogadores de campo (mais quatro guarda-redes), o treinador explicou o que pretendia a seguir: uma sessão de finalização num espaço mais reduzido do campo que resultou num autêntico massacre aos quatro guarda-redes, que se iam revezando entre os postes. "Só quero um toque no passe, depois sai da marcação, simula e remata antes da linha da área", gritou para que todos percebessem o que pretendia. Soou o apito para o início e logo nova exigência: "Todos em movimento, vamos. Quero golos". O próprio Vítor Pereira, o preparador-físico Filipe Almeida e o adjunto Rui Quinta e o técnico dos guarda-redes, Wil Coort, assumiram o papel de defesas e obrigaram os jogadores a sair da marcação.
A pontaria, como é natural nesta altura da preparação ainda não está bem calibrada, mas já se viram bons golos. Para puxar ainda mais pelo grupo, um novo apelo do treinador ecoou no Olival: "Acelera na tabela, vocês estão em competição", atirou, aumentando o grau de exigência do treino. A resposta foi positiva. No final, Semedo fez a contabilidade dos remates certeiros e os "laranjas" (Souza, Sereno, Rúben Micael, James, Hulk, Fernando, Addy e Christian) "ganharam fácil", brincou, aos "cinzentos" (Castro, Otamendi, Tiago Ferreira, Kelvin, David, Djalma, Walter e Maicon). Depois, as portas fecharam-se à Imprensa.
Sem parar até ao fim do estágio
Se o início da pré-temporada tem sido puxadinho, o plano para as próximas duas semanas, pelo menos, não será menos. A partir de hoje voltam as sessões duplas, sendo que a da tarde de quarta-feira será um treino de conjunto com o Tourizense. No dia seguinte deve haver treino de manhã seguido da viagem para Marienfeld. Aí, como é habitual, o descanso terá de ser feito entre os trabalhos e à noite porque não haverá qualquer folga. O regresso a Portugal está marcado para o dia 17 e só então Vítor Pereira deverá conceder a primeira folga da nova temporada.
Nova bola já rola
Vítor Pereira quer muita bola a rolar nos exercícios e ontem a curiosidade foi a mistura entre a que foi usada em 2010/11 - a Jabulani do Mundial - e a nova que será adoptada nesta Liga. A diferença, à primeira vista, está nas cores.
Os defesas Abdoulaye Ba e David Addy, ambos dos quadros do FC Porto, podem vir a reforçar a defesa da Académica, confirmou à agência Lusa fonte do clube da Liga ZON Sagres.
O senagalês Abdoulaye, de 20 anos, esteve cedido ao Sporting da Covilhã, da Liga Orangina, enquanto o ganês David Addy, de 21, esteve na Briosa na temporada transata.
Abdoulaye, defesa central, pode vir colmatar a saída de Amoreirinha, enquanto Addy deverá fazer dupla com Hélder Cabral, tal como na época passada.
O senegalês já manifestou a vontade de representar a Académica, pois não faz parte dos planos do treinador Vítor Pereira.´
Novidade no treino de hoje: Kléber vai integrar o plano de trabalho do FC Porto. Mas primeiro vai assinar o contrato que o ligará ao clube para as próximas cinco épocas, ficando protegido por uma cláusula de 40 milhões de euros, tal como O JOGO avançou. É o epílogo de uma história longa, com início há um ano.
Kléber passou duas épocas no Marítimo com Djalma, precisamente um dos municiadores do ponta-de-lança brasileiro. Razão suficiente para o angolano traçar o perfil de Kléber. "Pelo que conheço dele, é um jogador que tem muita qualidade. No FC Porto todos verão isso. Gosto muito dele, mas sou suspeito porque somos amigos. Só posso dar boas indicações do Kléber", insistiu Djalma.
A contratação de Kléber tornou-se um verdadeiro folhetim, metendo ao barulho três clubes. Terminado o período de empréstimo ao Marítimo por parte do Atlético Mineiro, o que aconteceu a 30 de Junho, o FC Porto segurou então o jogador. Antes, o campeão nacional havia sido acusado pelos insulares de assédio ao ponta-de-lança. O Marítimo apresentou queixa na Comissão Disciplinar da Liga, mas o caso foi arquivado recentemente. Djalma promete agora servir de anfitrião ao brasileiro. "Fomos de férias e nunca mais falámos. Vou fazê-lo agora", disse ontem o ex-maritimista.
No Porto desde sexta-feira, Kléber tem hoje a oportunidade de conhecer o balneário portista e o treinador Vítor Pereira. Até quinta-feira, dia da partida para o estágio na Alemanha, o brasileiro vai tentar ganhar algum ritmo de treino. Em Marienfeld completará o processo de integração.
Foi o primeiro reforço da época. Em Fevereiro, depois de ter sido pretendido pelo Sporting no mercado de Janeiro, Djalma assinou pelo FC Porto um contrato válido por cinco épocas, ficando protegido por uma cláusula de 30 milhões de euros. O angolano de 24 anos teve tempo para assimilar a ideia de jogar num grande, mas ontem, antes de iniciar o quarto dia de trabalho, confessou que viveu alguns momentos de ansiedade. A vontade de se juntar aos novos companheiros foi grande e vê-los a festejar títulos a um ritmo alucinante deu-lhe ainda mais vontade de participar em futuras conquistas.
As primeiras impressões com que ficou do campeão nacional foram as melhores, disse o extremo. "O FC Porto é muito bom. É um clube enorme, maior do que aquilo que se vê por fora, sem dúvida". Djalma estava no Marítimo desde a época 2006/07. "Claro que são muitas as diferenças entre os clubes; não dá para comparar e não vou estar a especificá-las".
Cumprido o processo de adaptação, que conta que seja rápido, Djalma espera em breve poder mostrar as suas capacidades aos adeptos. "Todos me receberam muito bem. Estou a adaptar-me rapidamente ao clube e à cidade também. O que posso prometer é muito trabalho, dedicação e entrega. Espero corresponder quando me for dada a oportunidade de jogar", explicou Djalma. Para já, o reforço quer que os dias corram devagar, de maneira a ambientar-se a um tipo de futebol diferente. "Sinto-me preparado para este desafio, sem dúvida. Agora só quero trabalhar e deixar as coisas andar".
Se o objectivo pessoal passa por conquistar um lugar no onze, o que Djalma quer mesmo é festejar o título de campeão. E os outros também. "Já me vejo a festejar títulos, claro. Mas neste clube é normal pensar assim", disse, negando qualquer tipo de arrogância.
Djalma vai lutar com Hulk e Varela, por exemplo, para ganhar um lugar no onze, mas não desanima. "A concorrência é forte e boa. Faz-nos crescer", disse, deixando elogios ao Incrível. "É um grande colega, que ajuda os outros. Foi dos primeiros que tentaram integrar-me e deu-me boas indicações. Se vai haver espaço para os dois? Quem decide é o treinador. Venho para trabalhar e conseguir um lugar".
Sobre Vítor Pereira, o angolano também já tem opinião formada. "Tenho uma boa impressão do treinador. Não é por acaso que está aqui. Estou a gostar de trabalhar com ele". Ter a possibilidade de jogar na Liga dos Campeões é também um desafio aliciante para o extremo. "Não posso pensar de outra forma. Quero fazer parte dos planos do treinador" seja em que competição for.
A terminar, Djalma confessou que "não esperava que houvesse tanta alegria nos treinos" da equipa portista.
A satisfação por não ter passado despercebido
Filho do ex-jogador Abel Campos, Djalma fez a formação no Loures e no Alverca, tendo depois sido contratado pelo Marítimo. Começou na equipa B e aos poucos foi ganhando espaço na principal. "Senti reconhecimento quando o FC Porto me contratou. Senti que estavam de olho no meu trabalho. Não passei despercebido", confessou o jogador, autor de cinco golos na época passada. Djalma sabe que este é um passo enorme na carreira. "Houve alguma ansiedade, claro. É sempre assim quando se vai para algo melhor", admitiu.
Belluschi nem teve tempo para aquecer e um dia depois de regressar aos treinos, voltou a parar. No sábado, foi-lhe dada alta médica da fissura no perónio direito - sofrida durante um jogo amigável da Argentina, disputado no início de Junho - mas o médio não resistiu à enorme intensidade dos trabalhos e, um dia depois, volta a ver o seu nome no boletim clínico, desta vez por causa de uma mialgia bilateral dos adutores.
Por isso, ficou retido no departamento médico, onde se limitou a fazer tratamento. Ainda que não seja uma lesão complicada, não deixa de ser um novo revés para o argentino, que está parado há um mês - com excepção dos treinos de sábado - e que vai apanhar os companheiros com um ritmo superior quando pisar de novo os relvados.
Rafa voltou a ficar no ginásio a recuperar da fractura do perónio e rotura do ligamento deltóide, não havendo ainda previsão de quando começará os trabalhos no relvado.
Igualmente ausente do treino esteve Sapunaru que, devidamente autorizado pela SAD, só volta hoje depois de ter ido à Roménia por causa do falecimento do pai.
Peruano só jogou uma Copa América. E ganhou-a, em 1975. Conta-nos a maratona: jogo no Bessa, domingo, e finalíssima na Venezuela, na terça
Por muitos estrangeiros que passem no FC Porto, por muitos golos que marquem (Jardel, 168), por muitos títulos que ganhem (Aloísio, 19), há um que sempre será "a" referência. É o peruano Cubillas. Jogou nas Antas entre Fevereiro de 1974 e Maio de 1977, só marcou 68 jogos, só fez 108 jogos, só ganhou uma Taça de Portugal. Só, mas é a referência. Cubillas, um dos melhores jogadores de sempre, incluído no top 100 da FIFA do século xx e no top 125 de Pelé. O Peru é o Peru por Cubillas, o primeiro jogador a marcar cinco ou mais golos em dois Mundiais (1970 e 1978) e o mais jovem melhor marcador de um campeonato nacional de sempre, em 1966, com 17 anos e sete meses. Agora com 62 anos, Cubillas trabalha para a FIFA e está no México a acompanhar o Mundial sub-17.
Explique essa mudança do Alianza Lima (Peru) para o Basileia (Suíça), porque esse tipo de transferências em 1973 não era normal como agora, pois não?
Tens razão, foi uma aventura. Um grande amigo meu, chamado Rudy, apareceu-me lá em Lima com um negócio que mais parecia um conto de fadas. Queria comprar o meu passe e levar-me à Suíça, para o Basileia. Dizia que o clube estava interessado em mim e oferecia-me 300 mil dólares. Respondi-lhe: "Está bem, e depois? Vou fazer o quê para a Suíça?" Das poucas coisas que sabia é que fazia um frio "de muerte". Se em Lima nem sequer chovia, para quê ir para a neve e para o frio? Mas a proposta era mesmo para valer. E não eram 3 mil, nem 30. Eram 300 mil dólares. Era muito dinheiro.
E foi para a Suíça?
Sim, com o tal amigo. E ele já tinha preparado toda a acção de charme. Tanto que quando aterro na Alemanha, em escala para Basileia, já havia um "montón" de jornalistas à minha espera. Entrevistaram- -me, tiraram-me fotografias. Só visto...
E no Basileia?
Aguentei-me seis meses. A equipa não era profissional. Um era médico, o outro professor, um ainda comerciante... e só treinavam à noite. E eu? O que fazia ali o dia todo? Engordei de 66 quilos para 74 quilos. Para não falar do que eu vestia cada vez que ia à rua: gorros, casacos, blusões, luvas, óculos. Tudo para evitar a neve.
Era assim tão insuportável? A Suíça não lhe deixou mesmo boas recordações...
Calma, calma! É um país extraordinário. Lá toda a gente falava uns sete idiomas. Em qualquer lado. Na mercearia, na estação de comboios, na rua! Incrível. Outra coisa que aprendi: a pontualidade. Desde que saí de lá nunca mais fui o mesmo. Tornei-me pontual como eles. Se dizem sete e meia, é mesmo sete e meia. Uma vez o director do Basileia disse-me que estivesse na estação de comboios às sete e meia. Atrasei-me e apareci às 7h32. Perdi o comboio e não joguei nesse fim-de-semana. De resto, não dava. Muito, muito frio.
Daí a transferência para o FC Porto?
Sabes o que aconteceu quando eu e o Rudy íamos de Lima para Basileia? O Barcelona estava a caminho de Lima para me contratar por um milhão de dólares. Seis meses depois o interesse deles esfriou. E apareceu o FC Porto na jogada, por 400 mil dólares. E nem imaginas...
O quê?
A recepção no Porto. Que coisa bonita, linda! Tanta gente... Nem se via a calçada. Fui sempre muito bem tratado mas tive um azar daqueles...Não tenho uma única imagem de vídeo de golos no FC Porto, e olha que marquei alguns [risos]. A Rádio Televisão Portuguesa tinha o seu arquivo, mas um incêndio destruiu todos os registos. Aliás, os meus registos.
E foi pelo FC Porto que ganhou a Copa América. Lembra-se disso?
Uyyy, claro! Deu polémica.
Como?
Primeiro eliminámos o Brasil por sorteio. Ganhámos 3-1 em Belo Horizonte e perdemos 2-0 em Lima. Como não havia desempate, foi a sorteio. Ganhámos nós o direito de ir à final, com a Colômbia. Os jogos eram em Outubro. Perdemos 1-0 em Bogotá e ganhámos 2-0 em Lima. Mais uma vez, como não havia regra de desempate, e com uma vitória para cada lado, era preciso uma finalíssima em campo neutro. Escolheu-se Caracas, na Venezuela.
E o Cubillas jogou?
O FC Porto não queria. Então se eu ganhava mais que o Eusébio, imagina! Mas viajei à mesma. Foi uma loucura. Joguei no Bessa, a chover a potes, no domingo, e perdemos [1-0, golo de João Alves]. Meti-me num avião e cheguei a Caracas na segunda, véspera da finalíssima, que ganhámos 1-0, golo do Sotil, que jogava no Barcelona com o Cruijff. Quando cheguei ao Porto, os dirigentes estavam felicíssimos. Cubillas campeão sul-americano, que honra!Hoje, às 23h15, Uruguai-Peru na Sport TV1.
É um novo dado que vem confirmar a convicção portista de que a qualidade deve ser bem paga – e vendida! – e que o clube atingiu um patamar no qual tem capacidade para exigir um esforço maior aos tubarões europeus. Record apurou que Juan Iturbe tem uma cláusula de rescisão no valor de 60 milhões de euros, o que o torna automaticamente no segundo jogador mais caro do plantel, apenas precedido pelos 100 milhões do Incrível.
Este valor dá conta da expectativa que Iturbe origina no seio dos responsáveis azuis e brancos, focados no desejo de providenciar a Pulguita, de 18 anos, o contexto desportivo ideal para que o extremo coloque em campo todo o virtuosismo que lhe é apontado e, mais tarde, venha a enriquecer os cofres da SAD como poucos o podem fazer.
O FC Porto faz um uso estratégico das cláusulas de rescisão que inclui nos contratos dos seus jogadores. De forma a aumentar o nível de proteção dos interesses da SAD, a direção tem trabalhado com especial cuidado a trave mestra da sua filosofia de mercado. E se este desejo atingiu aparentemente os seus limites com a contratualização de uma multa rescisória de 100 milhões de euros com Hulk, os 40 milhões acordados com o mais recente reforço dos azuis e brancos, Kléber, dão forma aos intentos de Pinto da Costa e seus pares.
Confrontados com o potencial demonstrado pelos seus ativos, assiduamente comprovado pelo seu rendimento dentro de campo, os dirigentes renegociaram em alta, por exemplo, as cláusulas de James Rodríguez, Varela e Álvaro Pereira ao longo dos últimos meses.
Um trio de valentes regressa hoje ao trabalho: Rolando, João Moutinho e Varela. Terminaram a época mais tarde por terem estado ao serviço da Selecção Nacional e terminaram agora umas férias mais do que merecidas, depois de uma temporada memorável. Não se sabe ainda se ficam os três pelo Dragão, principalmente Rolando, que continua a ser colocado na rota do Roma, mas quanto aos outros dois, podem os portistas ficar descansados, vão mesmo continuar. Moutinho será aquele que mais receios provoca aos portistas que o idolatram e temem que ele saia. Sabe-se que Abramovich anda com um apetite devorador por tudo o que leve o nome FC Porto e já por diversas vezes foi falado que o pequeno médio, um dia classificado por Pinto da Costa como um «jogador à Porto» (e alguém duvida?), estaria nas contas do multimilionário russo. Mas parece que não terá muita sorte. Ao que A BOLA sabe, quando viu o seu nome apontado ao Chelsea, foi o próprio futebolista quem manifestou junto dos responsáveis portistas a vontade de continuar, viesse a proposta que viesse. João Moutinho está blindado por uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros, mas mesmo que alguém bata esse valor a vontade do jogador é que conta. E Moutinho tem muita vontade de continuar de azul e branco, tornando-se uma figura da equipa.
A poucos dias de começar os trabalhos para a nova temporada, a Académica ainda tem, pelo menos, dois lugares em aberto no plantel. Um deles, como O JOGO apurou, é para um extremo e o alvo preferencial está perfeitamente identificado: Christian (na foto). Trata-se de um ganês, de 19 anos, que esteve nos dois últimos anos nos juniores do FC Porto e que tem contrato com os dragões até 2014. O extremo canhoto, que pode actuar nas duas alas, é visto como um jovem bastante promissor e, por isso mesmo, até está integrado nos trabalhos da equipa principal, embora a concorrência para a sua posição seja muita. A Briosa vai tentar assegurar o empréstimo.
O terceiro dia de trabalho no Olival mostrou mais um pouco daquilo que são as ideias de Vítor Pereira. A sessão foi aberta durante os primeiros 30 minutos, o dobro do habitual, e depois de Filipe Almeida, o preparador-físico, ter orientado os primeiros exercícios, foi a vez de Vítor Pereira levantar a voz. "Toca, toca, encontra apoios, quero a bola a rodar". Foram estes os pedidos do treinador aos jogadores, para a realização de um exercício com duas equipas de oito jogadores e dois "jokers", todos com permissão para apenas dois toques na bola. A ideia era que todos pensassem rápido e encontrassem soluções num espaço reduzido de relva e sob grande pressão dos adversários. Com o termómetro mais baixo do que na véspera, os jogadores empenharam-se a fundo e disputaram todos os lances com energia, como se deles já dependesse a titularidade. Os mais tecnicistas encontraram melhores soluções de passe, embora o essencial passasse por manter a posse e sempre com o sentido de baliza. Os reforços Bracali, Djalma e Kelvin aproveitaram para sentir o espírito competitivo do plantel.
Antes deste exercício houve outro em que se pediu aos jogadores que recebessem a bola e a passassem de primeira. O brasileiro Kelvin foi o único que não participou neste exercício, porque não estava ainda no relvado. Hoje há mais uma sessão dupla, às 10h30 e às 17 horas, sempre no Olival.
Belluschi recuperado
Vítor Pereira recebeu ontem mais um reforço e não foi Kléber. Belluschi surgiu no relvado pela primeira vez, pelo menos para os jornalistas, e treinou sem qualquer limitação aparente. O nome do argentino também desapareceu do boletim médico.
Belluschi está assim em condições de realizar toda a pré-época e candidatar-se a um lugar no meio-campo portista quando surgirem os primeiros jogos. O médio tinha sofrido uma fissura no perónio direito durante um jogo amigável entre as selecções da Argentina e da Polónia, que se realizou no início de Junho, e durante as férias teve que imobilizar a perna durante alguns dias. Nos dois primeiros dias de trabalho no Olival sujeitou-se a trabalho de ginásio. Ontem, pelo que se viu durante os 30 minutos abertos aos jornalistas, Belluschi cumpriu todos os exercícios integrado no grupo. Recuperado, portanto, e pronto para competir a cem por cento.
Mas se o treinador ficou com mais uma opção com o regresso do internacional argentino, ontem voltou a ficar sem Sapunaru. O defesa-direito não esteve presente no Olival pelo segundo dia consecutivo, devidamente autorizado a ir à Roménia para assistir ao funeral do pai.
Nas duas sessões de treino de ontem, Vítor Pereira trabalhou com 17 jogadores de campo e quatro guarda-redes. O único que continua entregue ao departamento médico é Rafa. O lateral-esquerdo continua a recuperar da lesão que sofreu na época passada: fractura do perónio e rotura do ligamento deltóide. Nesta altura, realiza trabalho de ginásio. Depois de cinco meses de recuperação, já não falta muito para regressar aos relvados.tado a trabalhar no ginásio.
Na época passada o FC Porto teve um início arrasador ao vencer os dez primeiros jogos, entre competições tão diferentes como Supertaça Cândido de Oliveira, Liga Zon Sagres e Liga Europa. As vitórias funcionaram como uma potente injecção de confiança num grupo liderado por um treinador que, na altura, tinha 32 anos e que muito contribuíram para os quatro troféus arrecadados no final. Esta época, analisando o sorteio da Liga realizado e conjugando-o com os jogos das outras provas, são previstas dificuldades bem maiores para o arranque da equipa de Vítor Pereira. Em teoria, obviamente.
Este detalhe diz praticamente tudo: o FC Porto vai começar a época com a equipa que lhe roubou os primeiros pontos na temporada anterior: o Guimarães (empate no "Afonso Henriques"), à sétima jornada, no início de Outubro. E a equipa de Vítor Pereira vai ter que roer duas vezes o mesmo osso, porque para além de visitar os vimaranenses na primeira jornada da Liga, vai disputar com o mesmo adversário a Supertaça, em Aveiro. E foi no mesmo local que na época passada o FC Porto arrancou a toda a velocidade, derrotando o Benfica e as casas de apostas. Embalada, a equipa beneficiou depois de um calendário suave para somar vitórias atrás de vitórias, em casa e fora. O jogo mais complicado surgiu à quarta jornada, com o Braga, que não conseguiu evitar a derrota.
Entre Agosto e Setembro o FC Porto vai ter menos dois jogos do que na temporada passada (teve que disputar o acesso à Liga Europa). Mas, como já se percebeu, os adversários são mais fortes. Para lá do duplo confronto com o Guimarães, há a destacar uma visita ao Leiria (o jogo deve ser adiado uns dias) e o clássico com o Benfica, na sexta jornada, no Estádio do Dragão. Há ainda o pior adversário de todos: nada mais, nada menos do que o vencedor da Liga dos Campeões. O FC Porto defronta o Barcelona, no Mónaco, depois da segunda jornada da Liga Zon Sagres. Um jogo difícil, mas ideal para proporcionar um efeito positivo no balneário: vencendo o Barcelona, quem fará frente ao FC Porto?
Mundial sub-20 pode tirar Iturbe e James do Mónaco
Para além das dificuldades criadas pelo calendário durante as primeiras jornadas da Liga, mais os jogos da Supertaça Europeia e Supertaça Cândido de Oliveira, Vítor Pereira acumula outras preocupações: a Copa América e o Mundial de sub-20. Há seis portistas nas duas provas. O problema maior é o sub-20, com Iturbe e James envolvidos. A final disputa-se no dia 20 de Agosto, a seis dias do jogo com o Barcelona, no Mónaco, e a Argentina é candidata a chegar lá. E se chegar, Iturbe não terá tempo para defrontar a equipa de Messi. Já a Colômbia, de James, é candidata a ficar pelo caminho mais cedo. Quanto à Copa América, mesmo que o Uruguai (Fucile e Álvaro Pereira) e a Colômbia (Guarín e Falcao) cheguem à final (24 de Julho), haverá condições para que regressem a tempo do primeiro jogo oficial.
Prediger vai continuar no Colón até Dezembro porque o FC Porto não exerceu a cláusula prevista no empréstimo ao clube argentino, em que podia "resgatar" o jogador ao fim de seis meses. A data venceu a 30 de Junho e, automaticamente, Prediger fica no Colón por mais meio ano. O jogador está de férias nos Estados Unidos, mas a notícia foi recebida com enorme satisfação no clube. "Estamos muito contentes é como se fosse mais um reforço", disse o vice-presidente Rubén Moncagatta.
Hulk continua a ser um ídolo no Japão
É filho de um astro do basebol japonês, mas é internacional de futebol e tem como ídolo Hulk. Não seria muito estranho se não estivéssemos a falar de Daisuke Takagi, que é defesa. Ora, Hulk passou quase quatro anos a infernizar as defesas do campeonato nipónico, mas não se cruzou com o jovem Daisuke, que só tem 17 anos. Mesmo assim, as fintas e os golos do Incrível cativaram o aspirante a estrela nipónica. "Gosto muito do brasileiro Hulk, ex-jogador do meu clube que hoje está no FC Porto. Impressiona-me muito", referiu em entrevista ao sítio da FIFA.
Provavelmente por uma questão hierárquica, o capitão da equipa, Helton, foi o primeiro elemento do plantel que o FC Porto disponibilizou para falar sobre a nova época. A saída de Villas-Boas, como seria de esperar, dominou parte da conversa com os jornalistas e o brasileiro fez questão de deixar um agradecimento ao novo treinador do Chelsea pelos títulos conquistados, mas sublinhou o início de uma nova era, com Vítor Pereira, em que os objectivos se mantêm intactos: ganhar. "Cada treinador tem a sua opinião e maneira de trabalhar. Agora estamos com o mister Vítor Pereira, que já começa a colocar a sua forma, o seu cunho, mas o objectivo é o mesmo: conseguir ganhar o máximo possível", referiu o guarda-redes que parte para a sétima época de dragão ao peito.
Ao fim de três dias de trabalho, Helton garante que "não existe qualquer diferença" entre o Vítor Pereira adjunto e o Vítor Pereira treinador principal. "Já nos conhecemos da época passada. Está a colocar a forma dele pensar nos treinos, mas no geral não há grandes diferenças", insistiu. O discurso no balneário, pelos vistos, também é o mesmo: "pediu-nos que continuássemos com seriedade, empenho e dedicação ao máximo nos trabalhos", revelou.
A herança deixada por Villas-Boas é pesada: quatro em cinco títulos, um deles europeu. Helton não quis antecipar cenários sobre a possibilidade de repetir tudo. "Vamos passo a passo. As coisas acontecem de acordo com o trabalho e é preciso paciência. Acredito num trabalho muito forte do nosso grupo. Temos vários jogadores que chegaram agora e que se querem impor na equipa. E o importante é o colectivo, esperamos aproveitar as oportunidades". Por isso, não apontou o FC Porto como favorito no campeonato. "Isso não existe". Da mesma forma que não quis abordar as movimentações de mercado nos adversários. "Não me cabe a mim comentar isso", atirou. Já sobre as caras novas do FC Porto não se importou de falar. "Procurei recebê-los da mesma forma como fui recebido. Para quem chega, o primeiro contacto é importante. Os mais antigos, como eu, têm a responsabilidade de lhes passar as informações necessárias, mas não tudo de uma vez senão eles assustam-se", brincou.
"Isto aqui não é um ringue"
Helton está no FC Porto há sete anos e esta época vai receber dois novos concorrentes na luta pela baliza dos campeões nacionais. Um, Kadú, conhece bem por terem treinado juntos algumas vezes, o outro, Bracali, é compatriota e já foi elogiado publicamente enquanto adversário. "Para já, também temos o Beto", apressou-se a dizer, dando a entender com o "para já" que o português está mesmo de saída, conforme O JOGO escreveu. São, portanto, quatro os guarda-redes à disposição de Vítor Pereira e que estão "a trabalhar para o mesmo objectivo que é fazer o melhor pelo FC Porto. Isto não é um ringue, por isso não há qualquer luta", referiu.
O espanhol Daniel Sánchez, o sueco Torbjörn Blomdahl e o grego Nikos Polychronopoulos são os três atletas do FC Porto que atingiram os quartos-de-final da Taça do Mundo de Bilhar às três tabelas, que decorre no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos. A eliminatória decorre na noite de sábado.
Nos oitavos-de-final, disputados também no sábado, Daniel Sánchez bateu Tayfun Tasdemir, Blomdahl superiorizou-se ao francês Jeremy Bury e Polychronopoulos ultrapassou o compatriota Kasidokostas. Dick Jaspers, Frédéric Caudron, Roland Forthomme, Jae Ho Cho e Jozef Philipoom foram os outros vencedores.
Na sexta-feira, nos dezasseis-avos-de-final, não houve surpresas. Passaram os favoritos, com excepção do alemão Martin Horn, finalista há um ano, que foi eliminado pelo belga Eddy Leppens. Daniel Sánchez sentiu algumas dificuldades e só na negra bateu o compatriota Sergio Jimenez. Mais autoritário esteve Torbjörn Blomdahl, que “derreteu” o holandês De Bruijn.
A Taça do Mundo de Bilhar às três tabelas - uma organização conjunta da União Mundial de Bilhar, da Confederação Europeia de Bilhar, da Federação Portuguesa de Bilhar, do FC Porto e do Leixões SC – termina no domingo, com a realização das meias-finais e da grande final.
Cláudio Pitbull e Kléber, o passado e o futuro do ataque portista... Os dois conheceram-se no Marítimo, em 2009/2010. Entretanto seguiram caminhos diferentes, mas a amizade ficou. “Ontem (anteontem), quando soube que ia assinar pelo FC Porto, fui dos primeiros a ligar-lhe para desejar os parabéns. Ele merece”, confidenciou Pitbull a Record.
Para o avançado que passou pelo Dragão na tumultuosa época de 2004/2005, a cláusula de rescisão de 40 milhões de euros com que o FC Porto blindou Kléber é um sinal evidente da qualidade do avançado, de 21 anos. Mas se restam dúvidas... “As comparações com Falcão são impossíveis de fazer, porque ele está noutro patamar. No entanto, o Kléber tem tudo para explodir no FC Porto. Na área é um verdadeiro predador, aparece a marcar quando menos se espera. As movimentações dele são perfeitas. É muito jovem e, portanto, o FC Porto ainda vai ganhar muito dinheiro com ele”, prossegue.
Felipe Lopes, defesa-central, nome apontado ao FC Porto, tal como A BOLA noticiou em primeira mão, foi apresentado com o plantel do Nacional da Madeira, mas é o nome mais forte para ocupar um lugar no eixo da defesa portista se Rolando for vendido à Roma, como tudo indica. Desta vez, os dragões não devem precisar de sair do país para fecharem contrato com mais um brasileiro, e se isso acontecer será o décimo do novo plantel portista, dirigido por Vítor Pereira. Como escrevemos há três semanas, Felipe Lopes já estava referenciado pelo scouting do FC Porto e quando Maicon se mudou para o Dragão, era ele quem estava também nas contas, mas estava a acabar de chegar ao futebol português.
Kléber confirmado: vai ser jogador do FC Porto nos próximos anos. Está colocado um ponto final numa novela que durou um ano, exactamente quando A BOLA anunciou a contratação que daria origem a uma guerra entre o Marítimo e o Atlético Mineiro com o FC Porto pelo meio. Haja o que houver, independentemente de todos os protestos oriundos do clube do Funchal, o avançado apresenta-se ao trabalho depois de amanhã, já com todos os papéis assinados. Não há volta a dar, Kléber pode sorrir com a camisola do dragão e é a principal alternativa a uma eventual saída de Radamel Falcao. Caso contrário, estará sempre lá para a luta... O futebolista já está no Porto desde ontem e, apesar de ter sido impossível confirmar oficialmente (o próprio jogador atendeu o telemóvel a A BOLA, mas pediu desculpa, dizendo que não podia falar quando lhe perguntámos se já se encontrava na cidade...), é seguro que começou a avançar com os primeiros exames médicos. Essa é a prática corrente: primeiro os exames médicos, depois a assinatura do contrato e, então sim, o início da sua actividade junto de um grupo que o vai receber com certeza com a solidariedade habitual.